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RELATOS DO MEMBRO

ÍNDIA PITANGA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96727-6947
ÍNDIA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$160.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 TALVEZ

24 de Abril de 2023 às 11:04



Admito, afeiçoado forista, estou com fastio do sexo pasteurizado com garotas de programa. Não por um problema delas, é uma questão minha, um fadiga causada por excesso e raras surpresas. Elas estão trabalhando e eu não sei ao certo o que estou procurando. Não escrevo relatos negativos e os meus positivos quase sempre não irão refletir entusiasmo. O meu negativo é quando eu não volto e o meu real positivo é quando retorno mais de duas vezes na mesma mulher. Fora isso, tudo é um chá morno e com pouco açúcar.

Como se não bastasse o meu fastio, tenho encontrado garotas que não cuidam bem daquilo que devia ser, para elas, um patrimônio: o próprio corpo. Meninas gordinhas, fora do peso, flácidas, outras literalmente obesas. Não sou adepto da gordofobia, mas, no meu caso, estar gordinho já me basta, busco um shape mais enxuto e curvilíneo para me enlaçar. Além disso, poucas vezes esbarro com alguma mulher sexy, sedutora e realmente bonita neste universo de acompanhantes. Tudo é questão de gosto, de bom gosto. Que me crucifiquem por ser honesto, mas neste momento observo um cenário fraco. Infelizmente ou felizmente, quem paga sempre espera o melhor.

Por outro lado, no universo dos fóruns, vejo foristas sem um critério definido de expectativas, tem uma galera que elogia até sexo com samambaia. Fica complicado. É preciso filtrar muito os relatos, isso eu afirmo por uma ótica pessoal.

Eu a vi na festa, sua presença me causou impacto. Morena bonita, sorriso intenso, corpo desenhado em curvas de falsa magra, uma sensualidade forte e natural. Uma descrição breve para definir o mulherão que me pareceu a Índia Pitanga em um primeiro olhar. Decidi marcar a visita.

Às 15h de um dia qualquer de uma semana aleatória, me postei na fila do elevador do prédio da Senador Dantas, 117. Se me dissessem que era uma fila para distribuição de cesta básica à população carente, eu acreditaria. Elevadores em eterna manutenção que nos exigem a paciência de Jó para alcançar os andares do paraíso.

Finalmente, diante do seu templo, toco a campainha torcendo para que aquele culto fosse empolgante para os meus sentidos. Índia abre a porta, o ambiente estava escuro e minha visão precária sem os óculos me causou insegurança nos primeiros passos. Índia estava à minha frente, bem próxima da minha respiração, uma mulher verdadeiramente sexy e de beleza singular. Avancei para o primeiro beijo, mas a boca da menina pouco se abriu, preferi perguntar se haveria beijo em nosso encontro.

— Você gosta de beijinhos? — ela me pergunta.

— Sem beijo, não dá nem para começar — respondo.

Ela me entrega uma toalha e um kit de higiene bucal. Fui para o banheiro, cumpri o ritual e voltei. Os beijos de língua aconteceram então.

Índia é uma menina dedicada, se esforça para agradar. Ficamos nos amassos e na esfregação por um bom tempo. Muitos beijos. Saquei meu aparelhinho de eletrochoque e o deslizei pelo seu clitóris, a moça gozou várias vezes, com força e gemidos altos.

Encapou-me e, sobre o meu tronco, realizou uma cavalgada de amazona, digna de um filme da Mulher Maravilha. Foi bom. Desembarcou e moveu a boca até o meu combalido pênis, iniciando um boquete especialíssimo. Incansável, chupou sem trégua, na ânsia de extrair a minha seiva. Resistir é inútil. Gozei com o brilho dos fogos de artifício.

Tempo encerrado, ganhei as ruas vespertinas do Centro. As tardes de outono são imbatíveis, o céu azul empalidecendo, a brisa fresca acariciando as calçadas, tudo tem um tempero afrodisíaco. Sim, estou enfastiado do sexo pasteurizado. Provavelmente, eu não queira sexo, mas precise de um romance. Cai o pano. Girl9

Vassoura, membro, Jucabar, Malvadão Carioca, Surfcoh, The Witcher, PauloCesar, pgggato45, Digboy, Phill, Dionizio_RJ, ZezinhodasTermas, ronondex, Latrell Spencer, LP come queto, curtiram esse TD.
MOSAICO NIGHT CLUB - R. Hilário Ribeiro, 243 , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
SABRINA
POSITIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI NãO SEI NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

22 de Abril de 2023 às 15:04






Faz alguns anos que li um livro chamado “Noturno da Lapa”, em que o autor — Luís Martins — conta sobre a juventude vivida na velha Lapa entre as décadas de 1920 e 1930, anos de ressaca da Belle Époque carioca. Narrando memórias e descrevendo os cenários do lugar que foi o berço da prostituição no antigo Rio de Janeiro, ele nos envolve e nos informa sobre um passado extinto.

Luís Martins precisou fugir da cidade devido a perseguição pelo Estado Novo de Getúlio, que mandou recolher e queimar o seu primeiro romance, intitulado “Lapa”, a história de um boêmio que se envolve com uma marafona e vai morar com ela na zona de meretrício do Mangue. O bairro da Lapa, assim como o livro de Martins, foi sufocada pelos ditames morais do governo Getúlio e teve sua essência boêmia exterminada na época.

Alguns anos após a sentença de morte do seu livro, Luís Martins retorna ao Rio e decidi revisitar a Lapa e se atualizar sobre o panorama. O que encontra é um bairro morto, não mais o que conheceu, com raríssimos Chopes, como se chamavam os bares ainda em atividade, todos transpirando ares precários. As prostitutas, muitas vezes travestidas de garçonetes, desapareceram. A velha Lapa boêmia havia acabado, morta sobre os coturnos do Estado Novo, constatação que gerou imensa melancolia no autor.

Acredite, forista sem fé, é assim que me sinto quando piso atualmente com minhas botas noturnas sobre os paralelepípedos da Vila Mimosa. Foi assim que me senti na última quinta-feira, ao entrar na zona esvaziada de homens e de mulheres. Creia, a Vila Mimosa acabou. Não sei se pela abertura da Rua Ceará, se pela truculência gratuita de quem se autodenominava segurança do lugar ou se pelos valores inflacionados que as mulheres passaram a adotar (85 reais por um encontro de meia hora). Talvez a decadência se deva ao entrelaçamento de todos esses fatores. Quem irá saber?...

Retornarei ao foco deste relato, a Mosaico Night Clube. Era um dia de festa, aniversário do querido e lendário Gerentão, que tanto animou as minhas noites com o seu afeto, amizade e alegria. Eu não poderia faltar ao evento e levei para ele um livro como presente. Nesse dia, encontrei na boate alguns foristas de gerações mais antigas e fiquei surpreso ao ver como envelheceram, não tanto fisicamente, mas em espírito, são almas presas ao ostracismo do presente e aos hábitos caquéticos do passado. Há até um grupo do WhatsApp com toda essa gente antediluviana, ao qual, obviamente, eu não pertenço. Acredito que em homenagem a eles é que uma boa banda tocava o melhor do flashback na noite em que compareci.

Diante disso, percebi que foi a escrita que me salvou da condenação de ser um desses homens do pretérito, me manteve à margem da turma da naftalina. A escrita proporcionou-me um constante upgrade, me fez atual e com o mesmo peso de influência entre a grande massa do público jovem que hoje frequenta o fórum. Continuei Dante, é provável que eu até me mantenha jovem, apesar do estilo clássico. Esses outros vetustos foristas que descrevi, que estavam presentes na quinta-feira, tornaram-se Matusaléns analógicos. A escrita, certamente, é uma fonte de juventude.

Sobre a Mosaico, a casa continua sendo uma boa opção para encontrar meninas bonitas, algumas saradas. Revi lá a portentosa mulata Fernanda, que conheci em um trash do Centro e agora atua na pista da pérola da VM. Os preços oscilam entre 180 reais por meia hora e 240 por uma hora de convivência erótica. Há a entrada revertida em consumo de 30 reais. Preços na média. Sabemos que não é um local de tão fácil acesso, sendo mais aconselhável ir de carro ou táxi, pode-se escolher o desembarque na estação do metrô de São Cristóvão e assumir o risco da caminhada até a rua Hilário Ribeiro.

Às vezes, representar o futuro, o contraditório e a antissabujice incomoda e causa rejeição. Grande parte dos que encontrei lá foram os que bajularam o Oriente e terminaram até sem o Ocidente, sem nada. Feneceram sem fôlego, pois o tempo de existência da identidade equivale à potência do conteúdo, ao poder da pena, da relevância nas mídias digitais e da palavra. Diante disso, se explica porque ainda sigo em frente me renovando.

Para não passar a visita em branco, escolhi uma morena de corpo descomunal que se apresentou como Sabrina (se não me engano). Alcova de meia hora em que mais contemplei as curvas da garota do que fiz sexo. Apalpei, beijei e me despedi.

Ganhei a penumbra alaranjada das luzes de vapor de mercúrio e entrei na Vila Mimosa. Aqui, esta história termina onde começou. Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Saulo Top, Mannish Boy, Lyon, Bruce Wayne, The Witcher, Ikki RJ, Seu Brandão, Brand, Brega, Dionizio_RJ, chinchila, Lemos, Mítico, MorenaVital, Papai Noel, Lucifer, Digboy, Preludio, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - Av. Mem de Sá , Centro - Rio de Janeiro - RJ
KÁSSIA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

06 de Abril de 2023 às 12:04






Cansado... é a palavra que me vem à mente muitas vezes, quando estou prestes a entrar em uma sala do AA37 ou quando estou perambulando pelo Centro. Compreenda, entrei no meu primeiro bordel em 1980, depois disso me tornei um lobo desgarrado buscando saciar a fome da libido. Acredite, forista sem fé, mais do que uma necessidade, toda fome é um vício.

Foi a última noite em que saí para caçar, a mais recente, antes da invasão da falsa alegria do Carnaval. Confesso que sempre fui um velho misantropo, bem antes de me tornar um velho pela idade. Nunca gostei de muvuca, de calor humano ao meu redor, sofro de antropofobia. A única vez em que me senti bem no meio de uma multidão foi no Comício das Diretas em 1984, havia um romantismo idealista que unia e confortava quem esteve no miolo daquela turba.

Foi minha incansável insônia crônica que me jogou nos braços da madrugada, cogitei ir para a Vila Mimosa, mas concluí que seria um destino deprimente, a Av. Francisco Eugênio também não me apeteceu. Aonde ir? Copacabana já era, as frees estariam dormindo ou cuidando dos filhos. O que resta? A Lapa, o último reduto libertino, não que seja um lugar que me motive, apesar de toda a história boêmia que repousa naqueles sobrados. A Lapa continua resistindo às transformações do tempo, morrendo e ressuscitando através dos séculos.

Para o leitor casado ou àquele que está abandonando o casamento na tentativa de recuperar a juventude perdida, que se limita somente aos encontros nas salas dos corredores sombrios da rua Álvaro Alvim ou em prédios decadentes da cidade, para esses ainda é difícil recordarem-se de que o maior tesão do sexo está na adrenalina que o precede, nada que é programado favorece à adrenalina. Talvez, por isso, eu me sinta um pouco entediado atualmente, me deixei contaminar por um ritmo que não é o meu. Retomar a liberdade, o meu desejo por descobertas, é me libertar do bolor sexual dos outros.

Sei que para alguns é complicado crer que existe um mundo mundano além das salas de mulheres com anúncios, não é à toa que um ou outro forista me pergunta, após ler alguns dos meus relatos com mulheres aleatórias: “ela existe mesmo, Dante?” — Foi assim com a Gisele, com o Palácio de Cristal e com outras situações. No caso das minhas visitas ao Palácio de CristaL, dois foristas estiveram lá e me deram retorno, gostaram. No fórum não há essa cultura da rua, da caça aleatória, mesmo que envolva garotas de programa. Essa é a única modalidade que realmente me interessa agora.

Quem frequenta a Lapa com olhos de ver deve ter reparado que não é incomum sermos repentinamente abordados por mulheres que se apresentam como promoters em muitas das casas de diversões que ali estão instaladas, algumas a gente olha e sente a saliva pasma de desejo escorrer pelo canto da boca, são mulheres bonitas. O que pode acontecer é demorarmos para percebermos que algumas dessas mulheres estão ali para jogo.

Larguei um pouco a cachaça Salinas e voltei a abraçar o Black Label, o uísque é a única bebida alcoólica que opera uma transformação psicológica em mim, fico mais eufórico, mais solto, mais descontraído, chego a me sentir feliz. Após rodar para cima e para baixo na Av. Men de Sá, pedindo uma dose do Black em cada esquina em que vi um bar, decido entrar em um estabelecimento que fica entre a rua do Lavradio e a Gomes Freire, na mesma calçada da Up House. Tocava um funk quando passei em frente e me chamou a atenção uma cortina que me impedia de ver o que rolava lá dentro. Fiquei na tocaia, até que alguém saiu, a cortina se moveu e pude observar que o interior do lugar era pequeno e estava lotado. Entrei e fui recepcionado ao som de Michael Douglas...

MICHAEL DOUGLAS



PARTE 2

Saber escrever é perigoso. Você pode despertar admiração, competição ou recalques; pode erguer mundos, descrever cenários, conquistar a eternidade; pode enaltecer ou implodir pessoas; desmascarar mentiras e falsidades; pode dar fama ou relegar ao anonimato qualquer criatura ou situação que sirva como tema. A palavra é poderosa, é a arquiteta do nosso espírito, aprendo e confirmo isso à medida em que me aprimoro na articulação da língua.

É inegável que a idade pesa, mesmo que antes eu não tivesse essa melancólica noção sobre o princípio da velhice. Fui um guerreiro dos mais ativos, minha conta sobre a quantidade de ocasiões em que fiz sexo já se perdeu há tempos. Eu não poderia ter aderido ao matrimônio quando mais novo, pois seria mais um adúltero patético povoando as penumbras envergonhadas da prostituição e não suporto viver uma face de mentiras. Meu único ato de juízo foi me manter como um celibatário.

Hoje, percebo que estou maduro para um relacionamento mais estável. Talvez, por isso, eu esteja também mais suscetível às ilusões sentimentais. A experiência nem sempre nos faz imunes à malícia. Ser uma alma libertina não me priva de ainda possuir um tempero romântico. Sou da velha guarda, da safra dos boêmios que ainda amam.

Afirmo sempre que o libertino não é aquele que não ama, mas é o personagem que não se encaixou em qualquer espécie amor. É um errante, um náufrago do afeto, agarrando-se às pequenas boias que flutuam nesse imenso oceano das miragens, boias que logo afundam e o obrigam a continuar nadando. É uma vida solitária, mas em que a solidão não é castigo, é dádiva. Na ausência do amor, ama-te sem reservas ou pudores.

A passagem do tempo tenta impor aos que envelhecem um tipo de deslocamento geracional, sobrevivem aqueles que sabem se inserir em todas as épocas que testemunham e atravessam. Com o avançar da idade, precisamos escapar dos nossos próprios preconceitos e da armadilha tosca que o etarismo arma para nos encurralar. Após os quarenta anos, é preciso revolucionar-se diariamente para não se tornar um proscrito condenado pela frieza homicida do calendário cristão.


PARTE 3

O que ainda me empurra para a noite? Não tenho certeza, talvez a ansiedade, uma ponta de angústia, o breve incômodo por estar sozinho quando gostaria de me compartilhar com uma mulher que estivesse à minha altura.

O universo da luxúria é frio, principalmente no que diz respeito às mulheres. Uma prostituta tem seu lado social, de família, é onde ela preserva seus melhores sentimentos. Por outro lado, quando está com o homem que paga pela sua presença, não é incomum que assumam uma face maliciosa, que gira pelo interesse monetário, que não se importa com o outro, que quer apenas usar, se divertir com carências de forma muitas vezes implacável. As mulheres que cedem a essa bifurcação do caráter se perdem, se afogam em si mesmas. Nunca vi um final feliz em casos assim. O afeto não salva, mas atrai energias melhores.

Naquele buraco em que entrei, no meio de um bando de jovens saltitantes, envolvido pelo funk nas alturas, me senti um Matusalém. Não querendo ser pernóstico, mas sou um homem clássico, frequentador do Teatro Municipal, da Sala Cecília Meirelles, um adepto da música clássica, leitor sofisticado, me visto com sobriedade, considero-me um exemplar elegante da minha geração e cultivo tudo isso com dedicação. Estar no meio daquela arena selvagem me oprimiu, senti o impacto do choque de gerações, da ruptura com meu próprio tempo. Não suportei ficar cinco minutos naquele ringue juvenil, escapei dali como um presidiário desesperado pelo oxigênio das ruas. Também possuo meu limite de tolerância.

Voltei a perambular pelos descaminhos da Lapa, pensei em revisitar o Palácio de Cristal (PALÁCIO DE CRISTAL), mas a ausência da Gisele acentuaria o meu desânimo. Com as pernas cansadas, os olhos turvos pelo uísque, decidi encostar a carcaça no primeiro abrigo que avistei, um lugar chamado Cavern Pub. Estava cheio, uma banda de rock se apresentava, me embrenhei e pedi mais um Red Label que matei em um único gole. Creio, estimado forista, bebo pouco, mas quando saio para beber costumo compensar todos os dias em que não bebi.

A mágica acontece quando menos esperamos. Uma mulher de uns quarenta anos, trajada em um estilo gótico, surgiu do nada e se aproximou de mim.

— Desculpa perguntar. Você está bem? Achei seus olhos tristes?

O destino me pregava mais uma peça. Girei o pescoço para ver quem falava comigo e me deparei com uns olhos azuis que também teriam roubado o paraíso de Adão. A resposta à pergunta que me fez ficou entalada na minha garganta, pois me pareceu a oportunidade exótica de falar sobre toda a minha vida. Ela continuou me encarando. A banda começou a tocar Something, meus olhos quase marejaram...

SOMETHING


Piscada )


FINAL


Sou um insurgente. Tenho aversão a quem tenta me pautar dizendo o que devo ou não devo fazer. Incontáveis vezes ouvi críticas por escrever em fóruns. “É perda de tempo”, “é uma bobagem”, “procura um lugar melhor para escrever”, “sai dessa babaquice” — nunca aceitei essas censuras passivo agressivas. Escrevo em fórum porque é um canal que me permite relatar o cotidiano subterrâneo a partir das experiências reais.

Sim, ao contrário do que alguns insistem em suspeitar, talvez por estarem mergulhados na ignorância da inexperiência, não escrevo ficção por aqui. Tenho na minha face de jornalista a inevitável simpatia por narrar histórias que brotam da vivência verídica do dia a dia ou do noite a noite. Aos que tentam me reprovar por escrever em um fórum com apelo sexual, respondo com os versos do inigualável poeta português José Régio:


“Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...”



----------------------------Continuação-----------------------------------------


— Se quiser conversar, sou psicóloga — me informa a coroa gótica.

O fato de se dizer psicóloga mais me desanimou do que motivou, no entanto, a torrente incessante do destino me oferecia a oportunidade de uma conversa inesperada. Perguntei se eu poderia pagar uma bebida, ela pediu uma caipirinha e aceitei o convite do acaso, despejei minhas infelizes experiências recentes no ouvido da suposta psicóloga. Ao terminar, lembrei-me de que não sabia o nome dela.

— Demmy, não estranhe. Sou filha de americanos — ela me responde.

Pela cor imaculada do azul dos olhos, tomei como verdade a origem do nome. Pareceu-me que estávamos os dois no mesmo patamar de embriaguez, Demmy foi muito simpática, demonstrou uma capacidade rara de ouvir sem julgar. Permanecemos ali, debaixo de um toldo com a inscrição “Boemia da Lapa”, trocando as nossas impressões sobre o vertiginoso ato de existir.

Com a conversa esgotada, me despedi de Demmy e segui no meu périplo noturno pela velha Lapa. Segui até ao Bar das Quengas, que nos meus tempos mais juvenis era um pé-sujo democrático frequentado por putas e travestis lutando pela sobrevivência. Busquei um lugar vago e sentei-me, pedi outro uísque. Sinceramente, perdi a conta de quantas doses de uísque tomei naquela noite, mas eu continuava um ébrio dono da razão.

— Tá sozinho, rapá? — perguntou-me um sujeito na mesa vizinha.

Respondi que sim.

— Tu é carioca? Senta aqui com a gente, somos de Manaus e estamos visitando essa cidade da porra.

A contragosto, mas por cortesia, troquei de lugar e me acomodei na mesa do amazonense, ele estava acompanhado de duas mulheres, uma delas grávida. Falei sobre o Rio, sobre a minha origem gaúcha, ele dissertou sobre Manaus e sobre sua própria vida. Contou-me que já tinha sido morador de rua em São Paulo, mas hoje é um orgulhoso empresário na área de informática. Expansivo, apresentou-se como Edvaldo, apontou para a morena bonita agarrada ao seu ombro, revelou ser sua namorada. Teceu elogios à grávida do meu lado, futura mãe solteira.

O interessante é que não detectei qualquer sotaque nos manauaras, talvez amazonenses não tenham sotaque, foram os primeiros que conheci de perto.

— Conhece algum lugar bom para a gente ir? Para virarmos a noite na farra? — me pergunta Edvaldo.

— Olha o lugar que conheço aqui por perto talvez você não aprove, é uma boate. Uma boate de swing.

O grupo se entreolhou e Edvaldo solta a exclamação.

— Homem, é tudo que a gente queria. Conhecer as sacanagens dessa cidade. Por isso, viemos à Lapa. Vai com a gente? Swing é casal, temos que formar dois casais.

— Mas ela também vai? — apontei para a grávida.

— Claro que eu vou — a própria gestante respondeu.

Quando dei por mim, estávamos os quatro entrando na boate Mistura Certa, com a grávida segurando em meu braço. Chamava-se Kássia, uma loira bonita que me fez lembrar a atriz Cheryl Ladd quando jovem.



Edvaldo encheu a mesa de bebidas. Eu estava entrando no começo desconfortável das vertigens alcoólicas, mas não quis estragar a festa. A namorada do Edvaldo era uma morena realmente lindíssima, cabelos longos, rosto de traços finos, olhos negros e expressivos, um corpaço de parar trânsito. Edvaldo cochichou ao meu ouvido que se tratava de uma garota de programa, amante de um advogado e que topou viajar para o Rio com ele pela “modesta” quantia de sete mil reais.

— E a grávida? — perguntei.

Também era uma garota de programa que deu mole e engravidou de um cliente que se comprometeu a bancar o filho.

No meu íntimo mais profundo, eu pensei: definitivamente, putas e libertinos se atraem como o mercúrio. Depois da Demmy psicóloga, a casualidade quase previsível me coloca no meio de um putanheiro com duas garotas de programa a tiracolo. Quem sabe ainda me livro dessa sina me submetendo a um descarrego?

Edvaldo e a morena fizeram a festa no labirinto da luxúria. Eu, que nunca havia ficado com uma grávida, me meti em uma cabine e recebi um dos boquetes mais arrepiantes da minha carreira, além de uma sequência de beijos na boca capazes ressuscitar Lázaro.

Fim de festa, o excesso de doses de uísque agora me provocava náuseas mais incômodas, preferi me despedir do grupo. Perguntei quanto devia a menina, Edvaldo disse que nada, tudo por conta dele, incluso nos sete mil reais. Por via das dúvidas, puxei duzentos e cinquenta reais e entreguei na mão da gestante, que me deu outro beijaço na boca como agradecimento.

Despedi-me de todos eles. Antes de sair, ouço a derradeira pergunta de Edvaldo.

— Homem, não seu teu nome, nem perguntei.

— Dante, meu nome é Dante.

VINHETA

Fiz sinal para um táxi, desfaleci na minha cama e quando acordei nem eu mesmo acreditei nas memórias que transbordavam em mim. Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
EXCELENTE EXCELENTE
membro, pgggato45, MuriloRJ, Seu Brandão, Mister M, Y@N, Digboy, Saulo Top, Barbosa82, Papai Noel, Brand, Degrov Morgan, Az,, Morcego Vermelho, Jhart, Dionizio_RJ, Brega, Lucifer, ZezinhodasTermas, ViciadoEmPeitudas, Madruguinha, ronondex, alceuvc, João PGrosso, Toalhinha, Catuaba com Mel, curtiram esse TD.
NANDA MARTINS - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96646-8191
NANDA MARTINS
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

30 de Março de 2023 às 21:03



Nanda é dessas mulheres que cultiva uma personalidade bem demarcada e desafiadora. Saí com ela algumas vezes, mas fazia tempo que não tentava novamente. Tornei-me um velho rabugento e essa antiguidade nos fóruns me impregnou de valores que me fazem mais exigente com os detalhes.

Os meus primeiros encontros com Nanda foram fáceis de marcar, mas veio a fama intensa por TDs diários, o que era impressionante, foi então que as dificuldades surgiram. Aí entra a minha rabugice, quando se torna difícil para marcar com qualquer moça, minha tendência é desistir e colocar na geladeira. É óbvio que nenhuma menina tem culpa disso, a culpa é dos conceitos que criei sobre a minha própria participação em fórum.

Como dizem “antiguidade é posto” e no meu caso, agrego qualidade ao serviço. Justamente pela minha antiguidade e pelo meu empenho em fazer um bom relato, não me vejo mais como um forista qualquer, me assumo como grife. Que me perdoem a falta de modéstia, mas se não reconhecemos o nosso próprio valor, quem reconhecerá? Devido a isso, por reconhecer a minha visibilidade e a potência da minha escrita, não insisto com agendas intransigentes.

Passou-se o tempo, situações frustrantes se desenharam para mim neste início de 2023, soube que Nanda retornou e reavivei meu ânimo em procurá-la. Consegui um horário no meio da tarde e parti para a Senador Dantas, 117.

O elevador do prédio ainda passava por uma crise existencial e foi preciso paciência para esperá-lo. Subo, toco a campainha e a porta se abre. Revi a Nanda recentemente em um encontro casual no Bar do Chapolin, continua com o mesmo charme, comunicativa e sem frescuras impeditivas no atendimento.

Já se completam alguns dias deste encontro, não postei porque não sabia bem como escrever. Não considerei um encontro sexual, foi um encontro de conversa, de troca de pensamentos, até mesmo de alguns esclarecimentos. Foi legal. Claro que rolaram uns beijos, uns amassos, mas de forma muito breve. A conversa tomou quase todo o período que agendei.

Nanda está bonita, radiante, enquanto eu estava cabisbaixo e teimando em um assunto desinteressante, mas nada que desbotasse o brilho do reencontro com essa mulher tão conhecida e querida entre nós. Na verdade, nesse dia específico, creio que marquei o programa mais para papear do que para engrenar no orgasmo.

Não perdi a oportunidade de brincar com meu aparelhinho de eletrochoque, o introduzi sobre o clitóris da Nanda, que se contorceu, gemeu, gritou e me fez acreditar que gozou mais de uma vez. Um espetáculo que tenho adorado assistir com as moças que escolho.

Tempo encerrado. Confesso que senti vontade de ficar mais tempo, de conversar mais um pouco, mas respeito o relógio. Sem prolongar, nos despedimos e voltei para a desolação das ruas. Valeu a pena pela paciência da Nana e pelo carinho que teve comigo num momento sensível.

Nem preciso recomendá-la. Nanda é hors-concours. Positivo

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Brega, MuriloRJ, Tenista, noturno, predador69, Degrov Morgan, Alice Martins, Mr69, The Witcher, Bruce Wayne, pauloeduardo, Saulo Top, Ikki RJ, Marcinho, Digboy, Tyrion, Barbosa82, Brand, Pica_Manssa, Dionizio_RJ, thomas shelby, Oscar, The Shy, Eva Sanchez, Lisbela Varela, ViciadoEmPeitudas, ronondex, curtiram esse TD.
MELISSA CASTELLI - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99842-6234
MELISSA
POSITIVO
TEMPO: 120 MINUTOS VALOR: R$300.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI SIM R$0.00 SIM

30 de Março de 2023 às 11:03






Após muitos meses sem vê-la, esbarrei com a Melissa em duas resenhas informais do fórum e admito que as faíscas do tesão voltaram a me provocar. Então, quando olhei a última foto que ela colocou no anúncio do Arena, senti aquele arrepio erótico que nos conduz ao descaminho. Decidi fazer contato.

Gosto da Melissa, sempre tivemos uma boa relação, acredito também que ela tenha algum carinho por mim. Batemos um papo pelo zap, ela sempre faz questão de reconhecer algumas dicas que ofereci quando nos conhecemos, a conversa somente me fez confirmar o desejo incontornável de matar saudades dessa musa do fórum.

Tudo agendado, chego à fumegante Cinelândia e me encaminho para a rua Álvaro Alvim. Informo que estou na área e Melissa me autoriza a subir. Este momento formam aqueles minutos de suspense que podem nos incendiar ou jogar água fria em nossas expectativas, mas Melissa nunca decepciona. Ao abrir a porta, estava vestida com um tipo de maiô cavado, sexy, quase pornográfico, que fez meu queixo cair, pegar o metrô, passar em casa e trazer um viagra para mantermos a esperança de aguentar o tranco.

Ela me conduz ao leito pecaminoso, tiro a roupa e avanço para despi-la. Sou tarado pelos peitinhos da Melissa, pequenos e durinhos, corro o risco de passar o programa inteiro mamando, apalpando e contemplando aqueles dois relevos perfeitos, ornados por biquinhos salientes e rosados. Foi o que fiz quando vi os seios da moça desnudos à minha frente, mamei muito, por muito tempo. Melissa gemia baixinho, acariciava meus cabelos e puxava a minha cabeça para me tascar beijos profundos na boca.

Deslizei pelo seu corpo para enfiar a língua em sua bocetinha suculenta, carnuda e saborosa. Melissa geme mais, se contorce. Peço que ela vire de bruços, vislumbro uma das bundas mais perfeitas do Rio de Janeiro, enfio meu rosto entre as duas bandas empinadas e chupo o cuzinho da menina. Ela gosta, pede para que eu não pare. Sim, eu continuo e poderia permanecer ali pela eternidade.

Melissa diz que quer me chupar. Por que não? Eu me deito, ela vem por cima, monta sobre o meu corpo, esfrega sua chana na minha cara, no meu tórax, na minha barriga, desce se esfregando pela minha virilha, pelas minhas pernas, me lambuza com o mel da boceta enxarcada. Ela se acomoda e abocanha meu combalido pênis de uma única vez, chupa, lambe como se estivesse segurando um picolé, sua boca quente faz meu pau quase alçar voo para outras galáxias.

Quase cometendo o pecado da ejaculação precoce, peço que ela fique de quatro. Acredite, forista sem fé, quando vejo aquele tobogã pornoerótico empinado diante dos meus olhos, fiquei zonzo, há muito tempo que eu não tinha uma ereção tão poderosa. Aproveitei o milagre e penetrei naquele altar sagrado, o cuzinho da Melissa. Ela rebola devagar e o pau entra até a raiz. Começo com estocadas leves, a garota se empina mais, como quem quer que eu vá mais fundo. Ela geme, passa a mão por debaixo do corpo e alisa o meu saco, o que fez que até os meus pentelhos se arrepiassem. Resistir é inútil, gozei um Pré-Sal naquela bunda e despenquei no colchão da luxúria.

Conversamos pelo resto do tempo, gosto de papear com a Melissa. Ficamos namorando, nos beijando, ela me fazendo carinhos provocantes. O coração precisa ser forte. Hora da despedida, promessa de retorno, mais beijos na boca e ganho as ruas em brasas do Centro.

Se o TD foi positivo? Não, foi sensacional, pena que não exista a categoria “Sensacional” para eu marcar neste relato. Até a próxima, Melissa. Girl9

membro, Y@N, Brand, Brega, Digboy, abobrinha, Veronica Carbone, Jucabar, Fox_Mulder, Mr69, Senior69, voicersex, Mayara Rios, PrefeitoComeCu, The Witcher, Saulo Top, Crystal Pimenta, ViciadoEmPeitudas, Ikki RJ, Barbosa82, Dionizio_RJ, Michael Corleone, Hairy, Mordekaiser, Ninho, Katsu, Armenio, Gatitus, Oscar, The Shy, Gordin Boêmio, ronondex, curtiram esse TD.
ANY MORENA - Centro - Rio de Janeiro - RJ
ANY
POSITIVO
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22 de Março de 2023 às 20:03







Acredite, forista sem fé. Hoje, dia 22 de março de 2023, é um dia que entra para as anotações mais relevantes da minha biografia.

Uma amiga querida me diz que quer me apresentar para uma menina que estaria começando a trabalhar hoje como acompanhante, sem nenhuma experiência anterior. Informa que a menina é linda (é mais do que linda, eu garanto). Tudo bem, aceito o desafio e embarco em um táxi para o Centro.

Chego ao apartamento da Rua Senador Dantas e minha amiga pede que eu aguarde, a moça iria chegar logo. De repente, a porta se abre e entra uma morena de uns 22 anos, 1,65m, marquinhas de biquini, sorriso luminoso, cabelos longos e lisos de índia bonita, lábios carnudos, pernas grossas, bunda de capa de revista e um par de seios médios e duríssimos. Babei.

Minha amiga se retira e me deixa a sós com a garota. Seu nome é Any, nunca trabalhou como acompanhante, eu seria o seu primeiro cliente. Cheguei a me arrepiar.

A garota deixa cair a roupa e vejo aquele corpo descomunal, cinturinha fina, peitos perfeitos, uma bunda provocante e arrebitada. Senta-se ao meu lado e puxo seu rosto para beijá-la. Foi aí que confirmei que eu estava perdido, iria me viciar, querer voltar todos os dias. A menina beija com paixão, como se fosse uma namoradinha com saudade, nó cego de línguas, bocas que se engolem, lábios que se mordiscam. Creia em mim, estimado forista, foi uma experiência delirante.

Peço que ela se deite e exploro cada pedaço do seu corpo quase intocado com a minha língua, chupo muito os seus seios indescritíveis, beijo mais a sua boca, desço para a boceta e enfio a língua. Any geme baixinho, se contorce, passa a gemer mais alto, aperta a minha cabeça entre as pernas e quase acreditei que teve mais de um orgasmo.

Ela inverte a posição, vem por cima de mim e abocanha o meu combalido pênis com a fome erótica que somente as novinhas possuem. Lambe, chupa, faz meu pau de sorvete Chicabon. Eu fico em estado de êxtase, querendo que aquele momento não terminasse nunca. Há quantos anos eu não saía com uma menina sem experiência e com tanto fogo... Um homem pode enlouquecer nessas horas, o tesão arrebatador nos dominava.

Pego o meu aparelhinho de eletrochoque e o introduzo na vagina de Any, ela sente o impacto, geme alto, não para mais de gemer, diz que está gostoso, segura minha mão, geme, geme, geme... Eu estava a beira da ejaculação precoce assistindo a cena. A menina tem fôlego, gosta de sexo.

Ela vem por cima em monta no meu tronco, meu pau (encapado) escorrega para dentro do seu templo, a sua vagina quente e apertada. Ela rebola, quica, passa as mãos no meu tórax, diz que está gostoso. Não consegui mais segurar, gozei a minha árvore genealógica desde o século 19. Colegas, que garota deliciosa.

Confesso que eu não queria ir mais embora, queria ficar mais vinte e quatro horas ao lado daquele filé de 22 anos, mas não seria possível. Ela me disse que precisaria ir a rua, colocou um vestidinho preto e justo e saiu pelas arrastando os olhares famintos dos homens que vagavam pelas calçadas. Ao me verem com ela, devem ter suposto que eu era o avô da garota.

Deixei-a no seu destino, nos despedimos, mas, sinceramente, eu vou querer voltar a vê-la amanhã.

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BARBIE SEREIA - Centro - Rio de Janeiro - RJ
BARBIE
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TEMPO: 240 MINUTOS VALOR: R$720.00
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19 de Março de 2023 às 15:03






A noturna Cinelândia exibia sua miséria sob os bancos vadios e marquizes desoladas da Praça Floriano. Fechado, o Cine Odeon não nos brinda mais com seu letreiro vermelho oferecendo algumas horas de mergulho nas fantasias hollywoodianas. Somente o dourado reluzente do Amarelinho pulsava o frenesi da vida, com sua gente alienada pelos efeitos do álcool.

Sempre ouvi falar da Barbie Sereia, meu único contato com ela aconteceu na primeira festa do Arena, quando trocamos algumas palavras e nos despedimos sem promessas de futuro. Há alguns dias, o seu nome chegou com mais intensidade aos meus ouvidos e decidi conhecê-la e tirar minhas próprias conclusões. Não foi fácil agendar, mas consegui.

No oitavo andar do famigerado Castelo das Princesas, toco a campainha e aguardo uns dois minutos antes que a porta se abrisse. Entro e me deparo com a loira emoldurada por um vestido de renda transparente, preto e justíssimo, contornando as curvas de falsa magra do seu corpo. Para o meu gosto, considerei uma menina bonita. Olhos claros e felinos, um sorriso expressivo, cabelos longos e loiros escorrendo pelas costas, pernas bem-feitas e uma bundinha arrebitada. A pele é clara e imaculada, a menina tem um toque de sensualidade e me pareceu inteligente.

Conversamos um pouco, uma troca de ideias interessantes. Peço que ela se deite e chupo sua vagina, que não me nega reações de prazer até alcançar o orgasmo. Deslizei até sua boca para beijá-la, mamei seus seios pequenos e firmes, lambi seus pescoço, até que finalmente dei espaço para que ela me explorasse.

Barbie veio por cima e montou em mim numa cavalgada incansável. Gemia, rebolava, não desistia de sentir meu combalido pênis cada vez mais fundo em sua boceta. Estava gostoso, muito gostoso... Peço que ela me chupe, rapidamente ela se coloca na posição, me afaga com um lenço umedecido e me abocanha com a fome das piranhas do rio São Francisco.

Subitamente, Barbie faz uma manobra ousada e me aplica um majestoso beijo grego. Admito, forista sem fé, minha alma quase saiu do corpo, a garota parece ser especialista na prática, melhor do que isso, parece apreciar muito a prática. Deixei que ela ficasse se deliciando enquanto eu também me deliciava.

Mudamos a ótica, Barbie fica de quatro e eu a penetro eufórico. Estoquei sua chana por algum tempo e me bateu o cansaço de idoso sedentário. Deitei-me. Barbie passou a lamber meu tórax como gata no cio, ao mesmo tempo me masturbava. Pikachu demonstrou uma certa dificuldade para atingir o clímax, mas quando explodiu o gozo represado, voou sêmen até no meu cabelo.

Barbie se deitou ao meu lado, conversamos sobre muitos assuntos e me despedi com a certeza de que vale voltar outras vezes. Fico surpreso que os relatos sobre ela apareçam com distâncias longas e esparsas. Barbie é uma excelente escolha entre todas as opções que temos. Positivo

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ALICE DURANT - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97677-6119
ALICE DURANT
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17 de Março de 2023 às 22:03






Este relato se inicia com um instante de silêncio...

...

...


Acredite, forista sem fé, foi nesse silêncio pasmo que salivei pelos olhos ao ver Alice Durant desfilar na festa do Arena. O vestido justíssimo de Dama de Vermelho, que às vezes deixava escapar a polpa da bunda, tinha efeito hipnótico e arrastava a atenção dos homens presentes e até de algumas mulheres. Linda, sorridente, sexy e simpática. Um pensamento piscou na minha testa como um letreiro de neon: eu quero essa mulher.

O calendário andou para frente e ontem, quinta-feira, Alice ressurge em mais uma das históricas resenhas no Bar do Zezé. Eu não conseguia tirar os olhos dela, é dessas mulheres que nos causam amor a primeira vista. Fiquei admirando a menina e babando na camisa. Uma gata, gatíssima.

Alegre pelas doses de uísque, precisei dar uma passada no banheiro antigordo do Zezé, me espremi pela fenda que nos leva ao sanitário e quando saí dou de cara com Miss Durant. Não resisti e expressei a cantada mais cafona que um homem velho pode expressar.

— Você é linda.

— E por que você não me beija? — ela responde.

Foi a deixa para que meus lábios se esticassem como se fossem de borracha, Alice não refuga e nossas línguas se encontraram. Só a uma expressão que pode definir o beijo de Miss Durant, é o beijo de traqueias, o ósculo de faringes. Sim, a língua de Alice quase penetra em nosso coração para dar uma lambida e interromper o ritmo cardíaco. É, literalmente, um beijaço.

Não tive mais dúvidas, eu precisava daquela mulher. Perguntei se poderia me atender no dia seguinte e ela consentiu. Avisei que comigo era tranquilo, pois idosos dão pouco trabalho e ela me respondeu afirmando que curte um idoso sexy. É uma sedutora.

Sexta-feira, envio mensagem pelo WhatsApp, ela demora para responder, mas, no fim, conseguimos acertar um horário. Pelo aplicativo, peço um carro do Expresso Pikachu e parto ansioso para o Centro da Cidade. Chego uma hora e meia antes do horário combinado e fico vadiando pelas ruas em decomposição em torno do Largo da Carioca.

Finalmente, o relógio marca 16h20, hora de subir. O prédio da Almirante Barroso é bonito, bem cuidado, sem burocracias para entrar. Toco a campainha, a porta se abre e vejo a musa ornada por uma lingerie preta que exibe com generosidade o corpo irretocável da menina. Ela me beija, posso dizer que o beijo de Alice é quase uma possessão de tão profundo.

Peço que ela se deite e começo a explorar cada pedacinho da sua geografia com a minha língua servindo de compasso e bússola. Alice geme baixinho, segura minha cabeça, vibra como se estivesse trêmula. De repente, ela se empina de quatro para pegar o celular, quase esfrega na minha cara a bunda celestial que decora o conjunto do seu físico. Empurro a minúscula calcinha para o lado e enfio a língua em seu cuzinho, ela fecha os olhos e geme mais. Que delícia.

Peço para que se vire de frente, saco o meu aparelhinho de eletrochoque e insiro sobre o seu clitóris. Dessa vez Miss Durant geme alto, se contorce com mais força, tenta resistir às ondas de tesão que a invadem. Resistir é inútil, não demorou para que ela se derretesse em um orgasmo frenético.

Deito por cima da menina, voltamos a nos beijar, nossas línguas se embolam, a boca de Alice é quente, ainda sinto nossos lábios roçando, nossos corpos ardendo. Que mulher. Ela pede para me chupar, eu deixo. Miss Durant engole Pikachu — o breve — num único golpe, minha alma quase saltou do peito. O boquete estilo rapel é incansável, a cabeça sobe e desce vertiginosamente em direção às minhas bolas.

Alice é atrevida, chupa meu saco, lambe, aperta, não se inibe em demonstrar que deseja a minha seiva derramada. Tento resistir, penso nas Araras da Quinta da Boa Vista, nos hipopótamos, no elefante africano. Consigo adiar a ejaculação precoce, mas a tortura continua.

Durant volta a me beijar ao mesmo tempo em que me masturba. Quem visse de fora, provavelmente pensaria que queríamos nos devorar. De certa forma, estávamos nos devorando, canibais de nós mesmos. Escuto Cazuza cantando nos ecos surdos da minha mente...

“Agora fica comigo
E não desgruda de mim
Vê se ao menos me engole
Mas não me mastiga assim”


O tesão que me acometeu estava quase me enlouquecendo. Gozei Sodoma, Gomorra, Os três porquinhos, Mônica e Cebolinha, O Sítio do Pica-Pau Amarelo e todas as histórias que rememorei na tentativa de evitar aquela explosão nuclear do meu combalido pênis.

O período de uma hora havia acabado. Perguntei a Alice se eu podia prorrogar por mais uma rodada. Ela permitiu. Daqui para frente, não foi sexo, foi amor...

“Você tem exatamente
Três mil horas pra parar de me beijar
Hum, meu bem, você tem tudo, tudo
Pra me conquistar, tem
Você tem exatamente
Um segundo pra aprender a me amar
Você tem a vida inteira, baby
Pra me devorar
Pra me devorar...”


BARÃO VERMELHO

Dancinha Dancinha

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CLÉOH - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (24) 98125-5687
CLÉOH
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14 de Março de 2023 às 00:03



A minha intenção principal quando fui à grande festa do Arena era expor meus livros, já que recebo tantas mensagens de foristas me perguntando sobre eles e de alguns outros me sugerindo escrever um livro por não saberem que possuo meia dúzia publicados.

Antes do anúncio da festa, pretendi fazer esta exposição numa das mesas do Bar do Zezé. Imaginei que a moça de quem eu era próximo me ajudaria na organização e na divulgação desse evento informal, mas, como era de se esperar, ela não demonstrou o menor interesse nisso, nem sequer postou no tópico onde informei a possibilidade desse encontro. O que posso dizer? Há pessoas que preferem lives aos livros, que preferem mentiras à ficção, há quem prefira criar inimizade a pedir desculpas pelas decepções que causa.

Quando foi estipulada a data da festa, o nosso Brand me sugeriu que eu fizesse o relançamento no evento oficial do Arena, um gesto de grande generosidade comigo e que agradeço muito. O Brand é um leitor de bom gosto e aprecia literatura. Acontece que sou péssimo para organizar até pelada de várzea, me falta uma assessoria nisso e tive a sorte de receber a surpreendente consideração da linda Cléoh, que logo se ofereceu para me dar um apoio na ausência do apoio que de quem eu esperava que fosse mais sensível.

Vejam a diferença, a moça que deveria se importar desprezou completamente a possibilidade de promover o meu trabalho e a Cléoh, uma amiga que pouco vejo, estendeu-me a mão para colaborar comigo. Isso conta muito e revela onde reside a verdadeira nobreza.

Cheguei cedo ao evento histórico do fórum, poucos presentes, terminei concluindo que seria um ambiente muito disperso para apresentar os livros e que eu ficaria preso, não aproveitando para conhecer e cumprimentar a galera presente. Enganei-me, pois depois que fui embora soube que muitos quiseram saber sobre o livro, cometi um equívoco de julgamento.

Ao desistir de expor os livros, pedi a Cléoh para permitir que eu largasse a mochila com o peso de dez quilos de livros no apartamento dela. Cléoh, em sua doçura, assentiu imediatamente. Para retribuir ao carinho da menina, decidi fazer um TD, seria uma forma para agradecê-la.

Infelizmente, devido a um problema crônico de saúde, venho me sentindo cada vez mais indisposto para o sexo, as ondas de desejo que me atingem são esparsas e incertas, Pikachu é um apêndice mais morto do que vivo no meu corpo castigado. Atualmente, prefiro me aproximar de meninas com capacidade de compreenderem a minha situação física e investir mais em um momento de carícias do que de sexo. Lamentavelmente, garotas com esse perfil são raras, mas a Cléoh é uma delas.

Ficamos, eu e ela, por um breve período, aos beijos, amassos, linguadas e criando um jogo de provocações eróticas. Cléoh é uma menina muito carinhosa e quem a conhece sabe disso. Arrependo-me de falhar em conviver com ela desde que está aqui, sabendo que eu é que a trouxe para o fórum. Tenho essa vocação infeliz de preferir megeras a princesas.

Ejaculei motivado pela punheta habilidosa que ela me aplicou. Precisava levá-la rápido de volta à festa para que ela não perdesse a oportunidade de desfilar para os olhos que daqueles que ainda a desconheciam. Fez sucesso, ela merece.

E por que fiz comparações neste relato? Alguns poderiam considerar deselegante, mas senti a necessidade realizar um contraste para que todos compreendam que algumas meninas conseguem preservar a humanidade e a sinceridade, mesmo trabalhando em uma profissão desgastante.

Cansado, precisei ir embora mais cedo e ela me propôs fazermos um lanche no McDonalds. Topei. É incrível como algumas meninas nos tratam tão bem e outras tão mal, o mais inacreditável é que muitas vezes insistimos em quem nos serve veneno e deixamos de lado quem deseja nos oferecer mel. No fim, acho que não sou muito inteligente.

Foi uma noite bacana, eu e Cléoh nos despedimos e voltei um pouco mais alegre à bucólica Tijuca.

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HAIRY LARISSA - Centro - Rio de Janeiro - RJ
HAIRY LARISSA
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11 de Março de 2023 às 17:03





Acredite, forista sem fé, a primeira vez que vi Larissa, minha memória começou a tocar, no silêncio do meu encantamento, a música “Todo Azul do Mar”, do velho e bom 14 Bis...

Foi assim, como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar
Não tive a intenção de me apaixonar
Mera distração e já era
Momento de se gostar

Quando eu dei por mim nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
Sabia que era amor e vinha pra ficar


TODO AZUL DO MAR

Sim, afeiçoado forista, talvez a censura que esteja fazendo neste instante tenha sentido, sou um romântico, um libertino romântico. Não valorizo tanto o desejo, valorizo os momentos em que sou tomado pela paixão, mesmo que seja por algumas horas, por alguns minutos ou por parcos segundos ilusórios.

Já não tenho gosto pela promiscuidade, prefiro encontrar alguém a quem eu possa dedicar exclusividade, ser fiel, mesmo que seja numa relação de programa. Eu tive isso recentemente, até ser assolado por uma imensa decepção. E confidencio sem pudor a você, fiz essa proposta para Larissa. O bom é que a vida sempre nos oferece a possibilidade de uma segunda chance.

Na primeira vez que vi Larissa, nada aconteceu, além das promessas para um futuro encontro íntimo. Nesta segunda vez, porém, ela reapareceu quando eu estava bebendo com Wolf em um fim de tarde no Bar do Zezé, o cantinho dos náufragos, a Ilha da Fantasia dos Foristas. Era a minha melhor chance e eu não queria perdê-la outra vez. Foi pura sorte, porque a minha presença no Zezé naquele horário é um acontecimento raríssimo.

Perguntei se ela poderia sair comigo naquele momento, Larissa topou. Seu rosto é delicado, seus gestos refletem uma ninfa enigmática, o seu olhar é inocente, mas não há inocência nas intenções. Fiz o pix, terminamos de beber a cerveja e caminhamos em direção ao hotel Lips. No meio do caminho, ela me faz uma pergunta...

— Podemos ir de mãos dadas? — ela pede meu consentimento.

Estimado forista que mantém a gentileza de acompanhar este velho escriba nos traçados dessas linhas, confesso a você que me comovi. Larissa confirmava a mulher extremamente carinhosa que é, um exemplar incomum que sabe a potência que o afeto exerce no ato de seduzir. Eu, que já estava seduzido, senti amor pela menina pelo resto da noite. Larissa me fez recordar das paixões da adolescência, dos primeiros amores da escola, dos primeiros poemas que escrevi.

Entramos no quarto, ela logo tira a roupa, se aproxima e nos beijamos. Beijo de línguas profundas, enroscando-se em um nó cego, viajando pela boca, molhando os lábios, causando tesão. Quando dei por mim, Pikachu — o breve — deu sinal de vida.

Deitamos na cama e me precipito a mamar os seios esfericamente perfeitos da garota. Fiquei perdido entre aquelas duas mamas pequenas e durinhas, roçando meu corpo naquele corpo jovem e quente. Larissa geme gostoso, às vezes baixinho, às vezes alto. Eu estava excitadíssimo, mas meu combalido pênis demonstrava cansaço em suas reações temperamentais. O pênis, após certa idade, adquiri vida própria, nem sempre aceita funcionar quando ordenamos, se rebela, nos contraria, nos impõe vexames inenarráveis.

Antes que Larissa percebesse a minha malemolência transitória, saquei o meu aparelhinho semimedieval e o pousei sobre o clitóris de Larissa. Ela se contorceu e gemeu alto surpreendida pelo primeiro choque. Depois do impacto, demonstrou estar gostando muito, fechou os olhos, se entregou, continuou se contorcendo, gemendo, querendo alcançar o orgasmo.

Foi assim, de repente, um jato saltou forte de sua vagina suculenta, numa demonstração do mais belo squirting. Larissa gozou desmedidamente, agarrando minhas mãos, quase levitando sobre o colchão. Que delícia assistir àquele show particular. Lancei-me sobre o seu corpo, beijei sua boca incansavelmente, mamei novamente seus seios, me esfreguei no seu abdômen e desci a cabeça até beijar seus pés de Gata Borralheira.

Fiquei extasiado pela menina, eu passaria a noite inteira com ela, o dia seguinte, o fim de semana, a semana inteira. Talvez o nome disso seja amor, mas no meu dicionário a palavra que define o que senti é dádiva. Encontrar uma menina como Larissa perdida em um boteco da rua Álvaro Alvim, em um fim de tarde de sexta-feira, é dádiva, definitivamente.

Não dei muito descanso, lambi sua boceta, seu piercing preso no grelinho, Larissa reagia com espasmos e com gemidos de quem parecia estar sendo torturada. Liguei novamente o aparelhinho semimedieval, o introduzi no grelo da menina e deixei que ela se incendiasse de prazer. Um novo jato, ainda mais forte, espirrou de sua boceta e atingiu a minha barriga. Larissa alcançou o orgasmo novamente.

Ela inverteu a posição para me apresentar ao seu boquete, engoliu o meu combalido pênis, lambeu minhas bolas, acariciou meu saco enquanto me chupava, alisava minhas pernas com as unhas. Fiquei ali, em estado de graça, saboreando os prazeres que Larissa me proporcionava enquanto esculpia o meu pênis com a língua. Peço para ela me masturbar, ela segura meu pau como quem pega um frágil passarinho, começa a manipula-lo, me chupa mais, me beija, diz que gosta que eu a chame de puta, de cachorra. Eu chamo, eu xingo e dou tapinhas em sua bunda empinada.

Pergunto se posso colocar o dedo em seu cuzinho enquanto ela me chupa, ela permite. Agora, geme, rebola, cospe no meu pau e eu não consigo mais segurar. Gozo como um ex-penitenciário em seu primeiro dia de liberdade.

— Vamos tomar banho juntos? — ela me pergunta...

Meu Deus, essa menina quer me matar de amor. No chuveiro, ela me ensaboa, acaricia minhas costas, se esfrega mais em mim enquanto a água escorria entre os nossos corpos tentando inutilmente amenizar a temperatura.

Hora de nos despedirmos, aproveitei para deixar marcado o próximo encontro, quando Larissa irá visitar meu chalé nos alpes tijucanos. Voltamos a sentar no Zezé, mas já era tarde e encerramos a conta. Então, quando puxo a carteira, Larissa já havia pagado a minha parte na conta. Foi por pouco que eu não disse “eu te amo”.

Desde que nos despedimos, não paro de pensar na ninfa princesa, os versos do 14 Bis continuam ressoando na minha mente, exatamente como ressoaram na primeira vez em que a vi...

Foi assim, como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar


Existir é surpreender-se. Yes

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BOA BOA
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11 de Março de 2023 às 12:03







A QUÍMICA


A química... li uma vez que a alma se define pelo conjunto de reações químicas que ocorrem em nosso corpo. É possível que, na primeira vez em que vi a Crystal, todas essas reações tenham alcançado um clímax irrefreável, pois fiquei deslumbrado pela menina.

A verdade é que eu nunca teria saído com a Crystal se não a tivesse visto pessoalmente e ficado próximo a ela num desses encontros aleatórios no Bar do Zezé — o cantinho dos náufragos, a Ilha da Fantasia dos foristas. Ontem, não foi diferente, ela chegou sem avisar, emoldurada por um vestido justo e curto que exibia suas belas pernas. Quando a vi me subiu um arrepio de tesão. É inexplicável, essa química da pele é um desses fenômenos que não consigo descrever com clareza. O que sei é que Crystal se tornou a minha eleita.

Dei um jeito de me sentar ao seu lado, ela comentou que tinha encerrado os atendimentos daquele dia, a declaração me desanimou, mas não me fez desistir. Novamente, em meio ao grupo presente, trocamos mensagens silenciosas pelo whatsapp, um detalhe que soa romântico. Eu disse que precisava conversar e Crystal me sugeriu que subíssemos para sua sala juntos quando ela deixasse o Zezé. Aceitei.




O REENCONTRO


Não conhecia o local, o quarto da Crystal é espaçoso, cama de casal, separado do resto da sala por uma divisória. Ela me pediu para esperar um minuto, ia tomar um banho. Enquanto aguardava, fiquei pensando na vida e concluí que as minhas explosões químicas só ocorrem diante das musas mais devassas, a alquimia do meu tesão só funciona movida pelas paixões mais perigosas.

Crystal retorna ao quarto nua, ajoelha-se ao meu lado na cama e me beija. Não diria que foi um beijo na boca, mas um beijo de traqueias, línguas quase tocando a garganta, buscando um nó cego, encharcando os nossos lábios. Eu apertava seus seios enquanto a beijava, alisava sua bunda empinada, lambia seu pescoço, Crystal gemia e a ideia de não atender mais naquele dia foi por água abaixo. Ela se entregou...

Embolado com Crystal no leito pecaminoso, Pikachu — o breve — teve uma ereção delirium tremens. Crystal me beijava, gemia, nossos corpos roçavam-se ousados, o fogo era tamanho que temi a ejaculação precoce. Afasto-me da menina, saco o meu aparelhinho semimedieval e coloco sobre o seu clitóris. Crystal geme, alto, se contorce, reage surpresa ao efeito de choque da minha geringonça, não consegue mais resistir e goza intensamente.

Voltamos aos beijos salivantes até que a moça recuperasse o fôlego, ela estava amolecida pelo orgasmo, mas continuamos a nos roçar. Crystal não regula, se entrega completamente, seu beijo é real, raro, inebriante. Definitivamente, Crystal se tornou a minha eleita.

Peço que ela fique de quatro, a garota se empina formando um tobogã erótico com a curva da suas costas. Pikachu — o breve — desliza para dentro dos domínios mais íntimos da fêmea, inicia com estocadas lentas, aumenta o ritmo e quando percebo que estava prestes a entrar em erupção, me deito e ofereço meu combalido pênis para que Crystal me faça o boquete final.

Crystal chupa, engole, abocanha, cospe, masturba, aperta. O pau em sua boca vira um brinquedo sexual, um sorvete que se derrete com o calor dos seus lábios. Acredite, forista sem fé, o boquete dessa mulher consegue comover o pênis mais indiferente. Crystal é uma virtuose do sexo.

Hora de nos despedirmos, a moça estava quase desmaiando de sono. Ganho a rua Álvaro Alvim e seus bares pontilhavam um movimento boêmio nas cercanias do Teatro Rival. O calor havia se dissipado, eu caminhava leve, ainda encantado por essa menina que os tortos traços do destino trouxeram para o meu deleite.

Sozinho, mas não solitário, eu sentia a existência pulsar pela cidade, sob os Arcos da Lapa, sob o céu cinza que ornava a minha cabeça. Sincronizo o aparelho auditivo com o celular, permito que a escolha da música seja aleatória. A noite sem música é mulher mutilada. O som inunda os meus ouvidos, a química do meu corpo responde ao estímulo e eu me sinto bem, tão bem... Mergulho nas sombras da noite. Dancinha

BRING ME TO LIFE


#Libertine-se

membro, Alice Tijuca, Horus, Seu Brandão, Senior69, Crystal Pimenta, Y@N, Brand, Fox_Mulder, Hairy, Estarossa, predador69, Lucifer, Saulo Top, Digboy, Az,, Antonella, Veronica Carbone, ViciadoEmPeitudas, Tony Almeida, Jucabar, Barbosa82, Conde Da Valáquia, Velhin Tarado, Degrov Morgan, Detonador, Julio Cesar 34, Tenista, Brega, Dionizio_RJ, Mozer, Sued, MRio, MorenaVital, Novaes87, Papai Noel, Victoria Jordão, Jonta, Michael Corleone, Will_09, Catatau, curtiram esse TD.
ALICE TIJUCA - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98237-2049
ALICE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$170.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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09 de Março de 2023 às 00:03






BARBA, CABELO E BIGODE


O calor na bucólica Tijuca estava evaporando gente na calçada, os pedestres disputavam a tapa as sombras das árvores. Eu caminhava com a sensação desagradável de suar por todos os poros, foi quando avistei um salão de barbeiro no fundo de uma galeria, lembrei-me do pretexto de fazer a barba e invadi o estabelecimento com a ânsia de sentir o frescor do ar-condicionado.

Começa aqui a face surpreendente da história. Não havia ninguém na barbearia, estava deserta, largada às moscas, nenhum funcionário presente. O meu instinto de aranha me alertou para que eu saísse dali enquanto era possível, mas permaneci, paguei para ver. Após uns três minutos, uma porta se abre e uma morena cheinha de corpo, mas de rosto harmonioso, surge e se surpreende ao me ver.

— Ai, me desculpe. Não sabia que tinha cliente.

— Tudo bem. Eu quero fazer a barba.

A morena me acomodou em uma das confortáveis cadeiras, me cobriu com um avental e perguntou se podia acertar o desenho do cavanhaque. Claro que pode — respondi. A menina preparou suas ferramentas, se afastou um pouco e inclinou a cadeira.

— Posso passar creme? O senhor tem alergia? Posso chamá-lo de senhor?

— Tudo bem, pode passar o creme.

Então a moça começou a esfregar meu rosto com um líquido morno, me dedicando um toque meio libidinoso. Alisava meu rosto, minha nuca, meus cabelos, meu pescoço...

— Está gostoso? — questionava com voz lânguida.

— Está sim — respondo tenso.

Ela prepara a navalha, pega um pano aquecido e coloca sobre o meu rosto. Eu tentava relaxar, mas havia uma conjuntura estranha na atmosfera.

— Qual seu nome? — perguntei.

— Marina. E o seu?

— Dante. Meu nome é Dante.

— Você trabalha aqui sozinha? — não havia mais ninguém no salão.

— Não trabalho, não. É que os meninos estão almoçando.

Ela continuou a massagear meu rosto com uma densidade erótica desconcertante. Ergueu a navalha, veio por trás da minha cabeça e deslizou a lâmina pelo meu pescoço, com seus seios avantajados roçando na minha cabeça.

“Que porra é essa?!” — foi o primeiro pensamento que me veio

A navalha escorregava leve na minha pele, o tal creme com o qual ela lambuzou meu rosto devia ser afrodisíaco, pois Pikachu, o breve, deu sinas de vida. Marina se posicionou ao meu lado, lançou a navalha na minha bochecha direita enquanto na bochecha esquerda esfregou seus seios de forma escandalosa.

“Que porra é essa?!” — a minha indagação mental persistia.

Em pequenos intervalos, a moça chegava no pé do meu ouvido e repetia a mesma pergunta...

— Está gostoso? — perguntava em um tom lânguido.

Acredite, forista sem fé, eu já estava excitadíssimo, Pikachu armou a barraca, talvez motivado por aquela situação inusitada. Foi quando Marina começou a massagear a minha cabeça, suas unhas arranhando a minha nuca, seus peitões quase dando um mata leão.

O pior aconteceu, um dos seus dedos penetrou em meu ouvido, em uma manobra de quem simulava tirar o excesso da espuma de barbear, o que me fez arrepiar e quase saltar ao teto. O que fazer numa hora dessas? Eu não poderia ter um gesto explícito com a garota, não tinha certeza se ela estava me provocando ou se aquilo era algum tipo de tática para prender cliente. Pikachu já estava a beira de cometer suicídio diante daquela tortura libidinosa.

Mais uma massagem afrodisíaca, mãos pelo meu pescoço, dedos quase invadindo meu tórax, peitos roçando na minha cara para tudo quanto é lado, Finalmente, Marina demonstra que o serviço havia terminado. Paguei a conta e por pouco não perguntei onde ficava o banheiro, eu precisava de uma punheta.


A BELA ALICE


Sei que pode parecer deselegante que o relato com a Alice só aconteça pela metade do texto, mas existe explicação. Quando a chamei pelo WhatsApp, minha necessidade pedia um atendimento de urgência e fiquei apreensivo com a possibilidade de não conseguir. Pikachu exigia mãos que o fizessem voltar a respirar, ele estava entalado de sémen desde que saí do salão de barbeiro. Dei sorte, Alice estava despachando um cliente e me mandou subir.

Na sala, tomo uma ducha, corro para a maca e Alice aplica a massagem, Ao mesmo tempo em fico mais excitado, o desespero sexual dos pensamentos serenaram. Nua, Alice pega Pikachu como quem pega um frágil passarinho e passa a manipula-lo com a habilidade que só as mulheres sensíveis e experientes possuem. Não demorou para que eu gozasse um caminhão-tanque de esperma.

Para finalizar este dia luxurioso e, de certa forma, fechar um TD como se fossem dois, já que se fez indispensável narrar o episódio com a barbeira despudorada, afirmo que Alice está linda, além de agregar um charme é parte da sua natureza feminina. Fará sucesso na festa do Arena.

Na rua, mando mensagem para o nosso Brand, o primeiro a saber do exótico momento que eu vivi com a barbeira pervertida. A tarde caía na bucólica Tijuca, menos o calor, a temperatura continuava alta. Retornei caminhando para casa com a convicção de que quando achamos que já vimos de tudo, a vida nos mostra que as surpresas da existência são intermináveis. Sincronizo o meu aparelho auditivo com o celular e a voz de Bryan Ferry anuncia a entrada da noite em cena. A vida pulsa.

BRYAN FERRY

membro, pauloeduardo, Crystal Pimenta, Barbosa82, Mítico, Digboy, photus, Sueco, Y@N, Fox_Mulder, pgggato45, Senior69, Lucifer, Dionizio_RJ, Stagrj, LP come queto, Velhin Tarado, Mayara Rios, ViciadoEmPeitudas, MRio, Jonta, Alice Tijuca, Jhart, Seu Brandão, Michael Corleone, CameraMan, Jucabar, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - R. Haddock Lobo (altura do número 73) , Estácio - Rio de Janeiro - RJ
BIANCA
POSITIVO
TEMPO: 120 MINUTOS VALOR: R$150.00
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08 de Março de 2023 às 10:03






Se existo na noite, as manhãs são o meu jazigo...


A noite não é somente o cenário do libertino, o libertino é a noite, completa suas penumbras, reflete-se nas luzes de neon, caminha pelo manto noturno com a serenidade das criaturas que compõem suas entranhas. O libertino é um tipo de herói, todos os heróis existem para ofuscar os vilões e os vilões sempre anseiam pelo protagonismo que jamais alcançam. Coadjuvante frustrado e medíocre, que imagina se destacar se seguir a trilha do mal, é o vilão que cria a glória inabalável do herói. O libertino é uma sombra que brilha.

The Dark Knight

Sofro de insônia crônica, como se isso não bastasse para tornar as minhas noites jornadas infinitas, também sou invadido por ondas de ansiedade que me empurram para as ruas plenas do silêncio da madrugada. Passei a chamar isso de “Síndrome do Morcego”, talvez seja esse desvio psicológico que me faça ter predileção por roupas escuras, ser de poucas palavras, não temer a escuridão, gostar das tabernas e inferninhos onde personagens como eu habitam. Por esses dias, um taxista me contou que um novo ponto de prostituição crescia no entorno de um endereço onde há anos fervilhava uma boate chamada Termas 73, no Estácio. Em seus tempos áureos, o estabelecimento se anunciava em outdoors por toda a cidade. O sexo pago me cansa a alma, mas a aventura da descoberta me renova.

Acionei o motor do Sucatão, pisei no acelerador e cruzamos os vazios sombrios da rua Conde de Bonfim em direção ao final da Haddock Lobo, onde o bairro do Estácio finda e principia. É um lugar feio, lúgubre, perdido como uma ilha esquecida no triângulo entre a Tijuca, o Centro e o cemitério do Catumbi. Não faz muito tempo, se avizinhava a um presídio, hoje é como se fosse uma breve faixa de areia às margens da oceânica comunidade do São Carlos. Estacionei no início da rua Aristides Lobo, há uma boemia singular que povoa os pés-sujos que norteiam a vida rarefeita da região quando anoitece. Na ladeira que leva ao morro, motoboys sobem e descem como pêndulos de relógios ancestrais.

Segui as coordenadas que me foram transmitidas pelo taxista e encontrei um botequim corroído pelos anos e pela desatenção do proprietário, gente feia, gente estranha espalhava-se pelas mesas de rua e pelo balcão. Foi na parte interna que avistei mulheres, algumas negras, morenas e uma ruiva. Sim, uma ruiva de pele alvíssima, foi ela que despertou meu interesse, tão atraente que a dúvida em saber se era ou não garota de programa me inibiu na tentativa de uma aproximação imediata. Cercada por uns três homens, prováveis moradores da comunidade, a situação me oferecia diversos obstáculos. Faltava-me o elixir que completaria a minha transformação.

— Por favor, tem Salinas? — pedi ao sujeito gordo que atendia no balcão.

— Não — respondeu-me seco.

— Tem alguma cachaça artesanal aí?

— Não.

— Qual cachaça você tem?

— Tem 51, tem catuaba...

— Faz assim, mistura uma dose de 51 com catuaba.

A impressão que tive é de que o copo veio envolto em vapores. A noite estava fumegante, meu corpo enxarcava-se por debaixo da roupa, mas todo aquele calor temperava os desejos e a sede de sexo. Bebi a primeira dose em uma única golada, minhas pupilas devem ter se dilatado bruscamente, um clarão tomou conta dos meus olhos como se eu estivesse testemunhando a origem do universo. A ruiva continuava interditada pelos três marmanjos que rodeavam a mesa, duas outras meninas chegaram festivas e integraram-se ao grupo. Eu partia para a segunda dose da minha fórmula etílica composta por 51 e catuaba, dois elementos tão perigosos que não constam da tabela periódica. Meu corpo queimava com a mesma intensidade de um coquetel Molotov. Ouvi uma voz gritando um nome de mulher do lado de fora do bar.

— Bianca. Bianca.

A ruiva se levantou, meus neurônios deduziram que Bianca era o seu nome. Da calçada, uma senhora grisalha acenava com um maço de cigarros, Bianca foi buscá-lo. A minha chance estava ali, movimentei-me com o copo na mão e fiquei à espreita na metade do caminho por onde eu presumi que ela retornaria. Teria que ser um único golpe, um ataque soviético, como uma fera que calcula a mordida na jugular da presa. Bianca pegou o maço, girou o tronco para retornar à mesa em que estava, por um segundo pareceu me olhar de relance, saltei em sua direção...

Quando comecei a escrever nos fóruns sobre sexo pago, custei a compreender que é um universo pouco criativo, é um território onde os homens demonstram falta de ousadia, pagam para não precisarem se embrenhar em incursões mais arriscadas. Não é à toa que, por isso, muitos sentem dificuldade na assimilação dos meus relatos, eu sou cria da noite, das sombras, dos riscos, dos roteiros de degustação sexual. Imagine um homem casado, afastado há anos de qualquer atividade boemia, como poderia se projetar nas minhas histórias? Improvável.

Quando Bianca atravessou a minha posição, toquei em seu braço e balbuciei uma proposta.

— Eu queria conversar com você. É importante.

A garota me olhou com expressão de surpresa, mas continuou a caminhar em direção à mesa em que estava com o grupo de marmanjos. Acompanhei sua rota e observei que ela cochichou algo para um dos rapazes, não demorou muito para que ele se erguesse e viesse ao meu encontro.

— Tio, a menina está comigo. Fica feio chegar nela, pro senhor e pra mim. Segura tua onda — o rapaz me enquadrou.

Agi como um cavalheiro, pedi desculpas e me justifiquei alegando que não havia percebido que ela estava acompanhada. O garoto voltou para a mesa e eu, por prevenção, vazei do boteco. Antes de sair, perguntei ao balconista se existia nas redondezas algum bar com meninas acessíveis, o sujeito entendeu o que eu procurava e me indicou um bar na rua Maia Lacerda. Certamente, esse foi o recomendado pelo taxista. Suando pelo efeito da cachaça, cumpri o percurso que me levaria ao objetivo final.

O balconista, vendo que eu deixava o local, me gritou o nome do bar procurado.

— É o Bar da Camisinha.


Somos uma criação que nasce da patética e desesperada corrida entre espermatozoides rebolando desengonçados em direção ao óvulo, correm como se avistassem um grande prêmio, mal sabe o vencedor das desditas que o aguardam. O útero não é a saída, é a armadilha.

Fui caminhando acelerado em direção ao Bar da Camisinha, que tem endereço rua Maia de Lacerda, o silêncio e as sombras do trecho que precisei percorrer causariam arrepios nos pentelhos mais destemidos. Durante o trajeto, me recordei de que a Rua Maia de Lacerda foi cenário muitos pernoites que fiz com uma puta de Madureira em tempos remotos, ali ficava o sofisticado Motel Halley, um dos poucos motéis que fecharam no Rio, talvez por ser localizado em uma região temerária.

O Bar da Camisinha fica quase na esquina com a Haddock Lobo, em frente a ele existe um posto de combustível, a rua é penumbrosa. O tal bar é um pé-sujo, mesas na rua, frequentado por cachaceiros, gente feia e mulheres com intenções duvidosas. Atravessei a pequena multidão que se aglomerava em frente ao boteco para tentar alcançar o balcão e pedir uma bebida.

— Tem Salinas? — questionei.

— Só Velho Barreiro — responde-me um sujeito de farto bigode e sotaque nordestino.

— Desce o Velho — pedi.

De pé, com a barriga encostada no balcão, fiquei contemplando e tentando me ambientar. Nenhuma das mulheres que estavam presentes me atraiu e eu começava a me sentir cansado, coisas da idade. Talvez, eu estivesse bem-vestido demais para o lugar tosco e atraí a curiosidade de um dos pinguços que usava o balcão como o náufrago que se agarra a uma tora flutuando no oceano.

— Boa noite, senhor. Desculpe perguntar, mas o senhor é carioca? — terminou a frase com um soluço.

— Sou gaúcho.

— Porra! Gaúcho?! Tem cara de paulista.

Antes que o papo de bêbado se estendesse, me afastei um pouco fingindo procurar alguém. Foi quando uma melodia em alto volume rompeu o burburinho da calçada, vi que havia uma espécie de DJ dentro do botequim e o som que cruzou meus ouvidos vinha na voz de Nelson Gonçalves: Nada além de uma ilusão...

NADA ALÉM

Um grupo de coroas começou a dançar de rosto colado, clima de romance aos pés do morro de São Carlos. Dei uma cantarolada, tentei relaxar, mas reparei que o pinguço que cismou que sou paulista me encarava sem trégua, aquilo me preocupou, fiquei desconfortável. Não demorou muito para que o sujeito se aproximasse novamente. Iniciou o diálogo após arrotar.

— Ô, paulista... tu curte um cu cabeludo?

Foi a gota d’água, respondi que estava esperando a minha esposa e me posicionei no lado oposto em que o pinguço estava. A simulação de DJ emendou com outra música cantada pelo Nelson Gonçalves, um grupo de idosos que estava sentado em uma mesa colocada no asfalto foi ao delírio.

DEUSA DO AMOR

Respirei fundo, virei o segundo copo de Velho Barreiro e o milagre aconteceu quando eu me preparava para entregar os pontos, Bianca surgiu no Bar da Camisinha acompanhada somente de uma outra mulher. Embriagado, com a vista turva e apavorado com o pinguço do cu cabeludo, não evitei o sorriso carregado de uma renovada esperança. Neste momento, o som mudou radicalmente e o aspirante a DJ meteu Santana estourando nas caixas.

SANTANA

Não era o fim... Dancinha


FINAL

A vida é este despencar em um rio furioso, embarcados numa canoa frágil, hora contra, hora a favor de uma caudalosa correnteza. Um hiato de meses antes de retornar a este relato. Não o concluí, talvez porque tenha restado somente a última parte, justamente o momento em que o sexo se concretiza; desapareci talvez porque eu tenha amado alguém nesses meses de ausência, o amor é uma alheação da realidade. De todos os relatos que leio, a parte mais desinteressante para mim é a consumação do sexo, todas as histórias se igualam nesse ponto, numa repetição entediante de performances, salvando-se raríssimas exceções.

O forista pertence a espécie do “Dândis Erectus”, é um macho indevassável, hetero até às mais profundas entranhas, imune ao fio terra e raramente faz concessão ao beijo grego. Faz sexo agendado, monitorado por um cronômetro que marca início, meio e fim. O que poderia ser mais enfadonho? No entanto, foristas se consideram o suprassumo da experiência sexual.

Garotas de programa convencionais, por sua vez, são coreografias mornas, reprisando o mesmo bailado num ciclo infindável, emitindo orgasmos cansados, confundindo as faces masculinas com batatas em uma gôndola do supermercado, todas iguais e maçantes. A única relação em comum entre a garota delivery e o cliente é a estranha similaridade de se considerarem únicos diante da pavorosa mesmice que habitam.

É possível que, por isso, eu prefira o divergente, o incomum. Prefiro a caça aleatória das ruas, das boates, das descobertas, dos riscos, das novidades que aceleram o coração. Entrar em uma sala onde a prostituta me espera já ansiosa pelo fim do encontro não é diferente de entrar em um frigorífico e escolher a carne para o churrasco. É frio, congelante. Imaginar que comigo seria diferente, que haveria sensação de exclusividade, é um delírio digno de camisa de força.

A introdução explica o porquê da minha presença no Estácio, um bairro envolto em penumbras, cenário do assassinato da Marielle Franco, pontilhado de botecos marginais nas franjas periféricas da rua Haddock Lobo. Largo da Segunda-Feira, Rio Comprido, Estácio, tudo para mim é a Tijuca em degradê. O Largo do Estácio é a Praça Varnhagen em preto e branco.

Quando me viu no meio da muvuca, Bianca me reconheceu, mas não se aproximou. Confirmando que ela não estava escoltada pelo grupo de rapazes, respirei coragem e me aproximei dela.

— Agora posso pagar uma bebida? — perguntei

A menina sorriu.

— Você não desiste, heim. Quero uma Ice — exigiu sem cerimônia.

Conversamos, acariciei seu braço para emitir sinais físicos de interesse, ela colou mais em mim demonstrando receptividade. Vagou lugar em uma mesa, sentamos, a mulher que a acompanhava desapareceu. Depois de tantas doses de cachaça, eu não estava mais ébrio, pairava entre um limbo cósmico, fronteira da consciência com a inconsciência absoluta. A triste verdade é que eu não estava mais em condições de comer ninguém. Misturar cachaças me lançou a condição de trapo humano.

Não sei bem como aconteceu, mas, de repente, senti algo gelado sobre a minha nuca, alguém me esfregava um cubo de gelo no pescoço. Abri os olhos, Bianca me contou que eu simplesmente deitei a cabeça sobre a mesa e apaguei. Perguntou-me se eu era alcoólatra. Não, definitivamente não, bebo no lazer — não poderia dizer que bebo socialmente naquele estado de pré-coma em que me encontrava.

— Você mora onde? — me questionou.

— Tijuca.

— Vamos para a sua casa. Mora sozinho.

— Sim, moro só. Podemos ir...

— Mas você vai me dar quanto? — foi direto ao assunto.

Olhei a minha carteira diet e encontrei somente 150 reais. Mostrei a ela.

— É o que tenho — confessei.

— Está de carro?

— Estou.

Explicar como consegui conduzir o Sucatão até o meu chalé nos alpes tijucanos seria impossível, dado ao meu estado de semiconsciência, o que posso dizer é que obtive êxito. Quando entramos na minha casa, lembro-me de Bianca dizer que eu tinha bom gosto.

— Tem café? Vou te fazer um café — a menina foi atenciosa.

Voltou com a xícara cheia do líquido escuro fumegando. Bebi. Ela ordenou que eu tirasse a roupa, se despiu e revelou seu corpo jovem, com seios de quem amamentou.

— Tem filhos? — perguntei.

— Tenho dois. E você?

— Não tenho filhos.

— Nossa! Que coisa rara.

Quando pisquei os olhos, sua boca abocanhou meu combalido pênis. É provável que a bebida tenha me deixado mais sensível, pois gozei jatos que dariam para lavar um carro. Bianca engoliu toda a minha seiva.

Deitamos, ela me abraçou, um abraço aconchegante. Adormecemos, mas logo a claridade discreta anunciou o novo dia. Bianca me disse que precisava ir, paguei um táxi e ela se foi.

A vida é um rafting. Voltei a dormir e acho que não sonhei. Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
PrefeitoComeCu, Morangão, membro, pgggato45, Agente Smith, MuriloRJ, Lucifer, Fox_Mulder, Brand, Digboy, Degrov Morgan, Dionizio_RJ, Senior69, Stagrj, gargamel, pauloeduardo, Velhin Tarado, Jhart, Thor de Copacabana, Barbosa82, ViciadoEmPeitudas, Jonta, Avast, curtiram esse TD.
CRYSTAL PIMENTA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99764-5927
CRYSTAL
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04 de Março de 2023 às 16:03






Já não havia mais sol quando desembarquei na estação Cinelândia do metrô, o fim de tarde começava a eclipsar o cenário, nuvens errantes lacrimejavam pequenas gotas do céu. Fechavam-se as cortinas do dia, pois era preciso reabri-las ao espetáculo da noite. Piso com minhas botas nas calçadas seculares de pedras portuguesas, eu tinha rumo certo, atravesso o bar Amarelinho e desemboco no recanto dos náufragos, a Ilha da Fantasia do Arena, onde Wolf e Zezé imperam como o senhor Roarke e Tatoo.



Sentados ao redor de uma mesa posicionada discretamente às margens da rua Álvaro Alvim, vejo Brand, a simpática Juh Link, a pedaçuda Verônica Carbone e o highander Wolf. Logo chegaram outros náufragos, o parceiro Saulo Top, o lendário Novaes, a bela Morena Vital e aquela que deu sentido e beleza à minha noite: Crystal Pimenta.

A coincidência é que o oráculo Brand havia me falado sobre ela naquele mesmo dia, pela manhã. Eu já havia reparado na Crystal, porém, devido às limitações impostas pela terceira idade, sempre fico inseguro para marcar com alguma garota.

Quando Crystal aproximou-se da mesa, a noite alvoreceu, meu coração renasceu como se lhe tivessem aplicado uma injeção de adrenalina, até o combalido Pikachu deu sinal de vida. Vestida com peças vaporosas, foi possível pressentir os belos seios pulsando por trás do decote, as tatuagens emergiam por todos os ângulos do corpo da menina, coxas grossas, sem barriga, bunda redondinha empinada. Acredite, forista sem fé, babei. Adiantei-me, pedi o contato e perguntei se eu poderia possuí-la naquela mesma noite, a resposta foi um entusiasmado sim.

Após compartilharmos o número do WhatsApp, vivi momentos românticos trocando mensagens com ela na mesa do bar, nossa conversa silenciosa e provocante no meio do grupo de ébrios. Embriagado por quatro desses de uísque, tive dúvidas sobre o meu possível desempenho sexual se fosse dali para um motel e fiquei procrastinando até onde pude a minha decisão final. A conclusão é que não resisti à poderosa sensualidade espontânea de Crystal, cochichei ao seu ouvido, deixamos a turma e seguimos de mãos dadas em direção ao Motel Lips.

Caminhar à noite pela rua Senador Dantas, onde fica o motel, é como passear por uma estrada sombria da Transilvânia, nos arredores do castelo do Drácula. A rua é escura, com desvalidos camuflados pela penumbra, a luz de neon do toldo do Lips é quase um farol no meio das trevas. Entramos. Inacreditável, o motel estava lotado, não havia mais quartos disponíveis, só suíte. Fechei o negócio e subimos.

Crystal retorna nua do banho, um corpo sinuoso ilustrado por tatuagens e por uma bunda suculenta. Babei de novo, coisa de velho. Puxei-a para perto e nos beijamos. Que beijo, há quanto tempo não experimentava um beijo tão profundo, de línguas enroscadas, troca de saliva, lábios em fricção. Beijos fogosos estão cada vez mais raros e são eles o viagra natural para homens como eu.

Ela se deita, beijos seus pés delicados, deslizo novamente até sua boca, mais beijos, nossas peles se roçavam quase produzindo faíscas. Crystal gemia muito, uma gata no cio, um gemido que me causava tremores de tesão. Com o gemido de Crystal é desaconselhável colocar música para tocar, pois não existe nada mais erótico do que ouvi-la gemer excitada.

Desci para sua boceta e chupei muito. Sinceramente, não sei se ela alcançou o orgasmo, mas eu quase tive uma ejaculação precoce com seu corpo se contorcendo e com os tais gemidos picantes inundando os meus ouvidos.

— Posso chupar você? — ela me pergunta de repente.

Invertemos a posição e ela abocanhou meu pau numa fome de quem parecia estar de jejum há dez anos. Estudei durante toda a vida sobre escrita, li os clássicos, me inspirei por alguns autores, mas certas sensações são indescritíveis. O que é o boquete de Crystal? Se eu tentasse descrever, não conseguiria narrar o elemento sobrenatural daquela boca engolindo inteiro o meu breve Pikachu. Cheguei perto de gozar por várias vezes, mas me obriguei a resistir, eu queria prolongar os deleites que aquela mulher estava me proporcionando.

Quase entregando os pontos, puxo Crystal, preparo meu pênis e ela monta sobre o meu tronco, se esfrega e quica freneticamente. Eu aperto sua bunda, puxo sua vagina mais fundo no meu pau, ela desce a cabeça, me beija, geme, geme, geme... Alguns prazeres que são tão intensos que se tornam semelhantes à tortura.

Pedi que ela me chupasse novamente. Ela deslizou o corpo, meteu meu pau na boca e chupou com a sede dos camelos do Saara, queria minha seiva. Engolia meu pênis, lambia meu saco, me masturbava. Resistir é inútil, gozei minha alma e todas as minhas reencarnações possíveis. Fiquei estático, semidesmaiado no colchão por alguns minutos.

Game over... Conversamos um pouco e retornamos ao Zezé. Crystal ainda me acompanhou numa janta tardia no Amarelinho, precisávamos recuperar as nossas energias. Peço um táxi, embarco, uma música da moda transborda na cabine e as vibrações do som se harmonizam com o momento eufórico do meu espírito...

LENNY KRAVITZ

Sexo só é bom quando me apaixono. Yes

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02 de Março de 2023 às 00:03






O calor da bucólica Tijuca incinerava qualquer melancolia. Os ponteiros do relógio travavam 17h e meu celular apita, era a resposta da Alice, a quem eu havia contactado mais cedo.

Pode às 18h?” — ela me pergunta.

Marcado” — confirmo.

Creio que conheço Alice há uns dois anos e ela só ficou mais bonita desde então, está uma mulher madura e muito atraente, fora a elegância que seu corpo esbelto e com tudo no lugar confere ao seu charme. Desde que descobri Alice quis ter um caso com ela, o problema é que ela simplesmente nunca me respondeu nem sim nem não, me deixa no enigma do vácuo. Nada que faça diminuir o meu interesse.

Alice trabalha em um prédio que fica sobre a lendária galeria Iskye, no miolo da Tijuca, onde em tempos remotos ficavam om Cinemas Tijuca 1 e 2, salas em que acredito ter assistido quase todos os filmes do 007. Isso quer dizer que visitar Alice não é um mero lazer, é uma missão.

Antes de subir, devoro uma pizza na histórica lanchonete Brotinho de Ouro, essa lanchonete possui a peculiaridade de exibir clipes de músicas de sucesso das décadas de 80 e 90 e quando me acomodei para dar a primeira garfada começou a tocar Oasis com Wonderwall. Confesso, estimado forista, senti um arrepio de emoção, ali sentado, naquela antiga galeria em que Marighela foi baleado e preso nos tempos da ditadura, revivi toda a minha juventude num relampejo de poucos segundos.

OASIS

Subo, percorro o corredor habitado por um silêncio monástico, toco a campainha e Alice abre a porta quase que imediatamente. Belíssima, está muito mais bonita do que quando a vi pela última vez há meses. Aquele rosto de perfil grego, os olhos brilhantes, o corpo irretocável, elegantíssima e absolutamente sensual. Entro, enroscamos nossas línguas em um beijo na boca real. Contemplo a grega embasbacado, como se a estivesse vendo pela primeira vez.

Ao mesmo tempo, nos despimos. Deito-me na maca turbinada e Alice inicia a massagem de toques suaves mesclados com provocações eróticas. O toque da Alice, o aconchego da sala, não resisto à minha natureza de velho e caio num cochilo profundo, desses de sonhar.

Desperto com uma mamada de boca quente aplicada pela grega, cheguei perto de gozar. Ela volta a me acariciar, passa a mão pelo heroico Pikachu e inicia uma punheta sobrenatural. Pikachu levita, quer voar, mas suas raízes o prendem ao meu corpo decrépito. Alice possui uma habilidade olímpica na masturbação, não demorou para que eu ejaculasse toda a história genética dos meus antepassados, eu gemi tão alto que foi preciso que a grega tapasse a minha boca.

Nocauteado, batemos um papo nos minutos finais. Alice me garantiu que irá a festa, a única certeza que tenho é a de que ela irá arrasar, vai ter marmanjo pedindo em casamento. Hora da difícil despedida, mais beijos, a porta se abre e ganho o anoitecer da rua Conde de Bonfim.

Emparelho o aparelho auditivo com o celular, procuro uma música qualquer da década de 90, escolho aleatoriamente e meu ouvido é inundado pelo som de George Michael com Freedon. Caminhando, tive a súbita consciência de que nenhum pensamento me incomodava naquele momento, nada me aborrecia ou oprimia, uma paz imensa me tocou como uma onda que lambe nossos pés na beira da praia. Involuntariamente, sorri e me senti feliz. Dancinha

FREEDON

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ANNA TRINITY - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99603-3714
ANNA
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TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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15 de fevereiro de 2023 às 22:02






O CHOPE E O SOL

O Sol fazia o ar arder em brasas quando desembarquei no Largo da Carioca. Tirei uma hora para o almoço. Aproveitei e fiz barba e cabelo em um barbeiro no subsolo do Edifício Central. Comprei um viagra na Drogaria Pacheco (como se adiantasse) e decidi avisar a Anna que cheguei adiantado, me oferecendo para subir, caso ela estivesse livre.

— Estou na Cinelândia, sentada em um banco e tomando café? — Anna me surpreende.

— Onde? — tento confirmar a informação.

— Estou na Cinelândia, em um banco, em frente ao Amarelinho.

— Aceita tomar um chope? — proponho.

— Claro.

Desembestei-me para o Amarelinho, não podia perder a oportunidade de pagar uma tulipa para esta musa que já é musa de tantos no Arena. Suado, arfando, quase tombando nas pedras portuguesas da Praça Floriano como quem tomba no deserto do Saara, avistei Anna. Por incrível que pareça, ela estava realmente sentada em um banco ermo, sozinha, com um copo de café numa das mãos. Aproximei-me quase incrédulo.

— Vamos para o chope?

Andamos lado a lado até o Amarelinho, escolhemos um lugar discreto e nos acomodamos. Passamos o tempo conversando amenidades, seguro não mão de Anna, que não me rejeita. Bebemos, ela tira os óculos escuros e o seu rosto e sorriso iluminam com tanta força tudo ao redor que minha visão parecia ofuscada. Anna é uma mulher bonita, dotada de um charme natural, é gentil e boa companhia. Ela olha o relógio e me pede para esperar, ia verificar se sua sala já estava liberada. Foi-se...

“Vem, meu amor...” — a mensagem apita no meu WhatsApp.


O SEXO E O CREPÚSCULO

Mais uma vez, desembesto-me pela Avenida Treze de Maio, alcanço o prédio, pego autorização do porteiro, atravesso a catraca como um Usain Bolt cortando a linha de chegada, salto pelas escadas e toco a campainha quase com a língua de fora. A porta se abre, entro e Anna está nua para me receber. Acredite, forista sem fé, a entrada no paraíso deve ser algo semelhante ao que vivi.

Tomo uma ducha, retorno ao quarto e Anna me abraça, me beija com língua, com saliva e sem afta dessa fez. Beijo bom, com entrega, com vontade. Ela se agacha, pega Pikachu e o engole num boquete de recepção. Deitei-a na cama, massageei seus pezinhos delicados, beijei-os. Anna geme, gosta... Saco meu aparelhinho semimedieval e digo que quero vê-la gozar, ela não refuga, pega o meu aparato tecnológico e o introduz na vagina, se contorce, acaricio levemente o seu abdômen, ela geme alto, estremece e goza muito, muito forte.

Anna não faz pausa, vem para cima de mim, me abocanha em um boquete guloso, Pikachu reage, ergue-se. Peço que ela monte em cima de mim, ela se esfrega, aperto seus seios, sinto a saborosa textura de sua pele. Anna se esforçava, mas o meu gozo não vinha. Ao contrário de muitas mulheres, Anna não cansa, insiste, tem uma paciência infinita comigo. Lembro-me da punheta mágica que ela me aplicou no primeiro encontro, peço que repita a dose, ela passa um creme em minha virilha, pega Pikachu com a mão de quem segura um Beija-Flor e inicia os movimentos esotéricos, sinto a lava subir, quase entro em ataque epilético e gozo minha árvore genealógica desde a pré-história. Como todo velho, minha vontade era virar e dormir alguns minutos, mas o tempo se esgotava.

Minha vida sexual se torna cada vez mais difícil com o Pikachu se tornando cada vez mais temperamental. Disse a Anna que seria minha hora de ficar com uma namorada, até pensei há algumas semanas que finalmente eu poderia me aposentar, mas foi uma ilusão vulgar. Ou preciso de uma namorada ou de uma acompanhante que tenha uma relação de intimidade especial comigo, do contrário não vale muito a pena para mim continuar saindo com garotas de programa. Situação difícil para quem se encaminha à implacável terceira idade.

A despedida é inevitável. Anna me levou a até a porta, me desejou um bom carnaval e ganhei as ruas incandescentes do Centro. O início da noite começava a surgir, apresentado por um crepúsculo poético de um pálido céu de azul. Emparelho o meu aparelho auditivo com o celular e a voz de Gilberto Gil me transporta para uma juventude em que eu transbordava energia e quase nenhuma sabedoria. Olhei ao redor e tudo me pareceu tão lindo... É bom sentir a sintonia com a vida. É bom viver...

A GENTE PRECISA VER O LUAR Dancinha



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MOSAICO NIGHT CLUB - R. Hilário Ribeiro, 243 , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
LUANA
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14 de fevereiro de 2023 às 06:02



ABERTURA



Rompemos a noite espessa da rua Evaristo da Veiga, eu com receio de levar uma facada furtiva; Wolf, com seus longos cachos esvoaçantes, imaginando que desfilava pelo glamour reluzente da Times Square e o casal que nos seguia se arrochava em beijos como se estivesse às margens do Sena, em Paris. Alcançamos o sol das luzes de neon da Lapa, atravessamos os arcos, percorremos a Av. Men de Sá, deixamos o casal que nos acompanhava e entramos na boate Up House.

Eu de cinza, um dos meus mais sóbrios e tradicionais uniformes góticos. Wolf com uma camisa temática de roqueiro, bermuda desfiada e uma botina militar de cano alongado. Se ele acrescentasse mais algum acessório, me lembraria do saudoso Cassino do Chacrinha. Na hora em que chegamos, a casa estava morna, poucos clientes e garotas ainda descendo ao salão. Pedimos nossa bebida, eu já alegre por algumas doses de uísque, e ficamos flanando com os olhos pelo ambiente.

O bom Wolf mirou em uma jovem branquinha e curvilínea, coberta por uma espécie de biquine mínimo, mas a garota desapareceu e na minha afobação de enturmar o camarada com a casa, eu o apresentei a uma outra menina sorridente que tentava flertar com ele. A conversa entre os dois fluiu e me aproximei de uma morena escultural, seminua, que quase me causou a tentação de pedir uma alcova. Resisti. Passaram-se alguns minutos e, subitamente, o salão se esvaziou, dois gringos levaram dúzias de mulheres, inclusive a garota do Wolf.

Sem mais expectativas, decidimos ir embora. Despedi-me do amigo e entrei em um táxi pretendendo retornar à bucólica Tijuca, mas no meio do percurso recebo um convite irrecusável de um dos donos da Mosaico Night Clube e peço ao motorista que altere a rota. Direção Vila Mimosa.

Desembarco na Rua Ceará, local onde sempre me recordo da frase do poeta Dante Alighieri e como ela caberia com perfeição ali: “Vós que entrai, abandonai toda a esperança.”

Pisei firme sobre os paralelepípedos, cujas memórias já presenciaram mais obscenidades do que o saudoso Marquês de Sade. Estanco os passos diante da Mosaico, observo e decido entrar. A boate ainda preserva o clima de um bom cabaré. Muitas meninas, não tantos clientes, cenário que me agrada.

Uma das garotas se aproxima de mim e provoca um diálogo...

— Eu te conheço. Qual seu nome?

— Dante. Me chamo Dante.

BOND

O FATOR PIKACHU



Carol o nome da moça, perguntou-me se eu poderia pagar uma Ice. Tudo bem, peguei a bebida e iniciamos conversa. Falsa magra, barriga zero, bunda saliente, coxas torneadas, boca carnuda, longos cabelos negros e lisos.

— Qual a sua idade? — ela me questiona.

— Sou tão velho que não gosto de dizer minha idade para não me sentir ainda mais velho — respondo.

— Que você é velho estou vendo, mas só queria saber a idade — ela retruca.

A resposta enviesada não a impediu de revelar que tinha 25 anos. Interroguei se era completa na cama.

— Sou completa em qualquer lugar, tenho dois braços, duas pernas e dois olhos — a menina era uma comediante.

Nisso, outra morena falsa magra, de corpo perfeitíssimo, cruza minha visão. Afastei-me de Carol com a desculpa de dar um giro e fui atrás do novo alvo. Abordei. Fiz a entrevista básica, Luana o seu nome, a menina além de gostosa era divertida, agradável e mostrou-se disposta para o bom sexo. Pedi uma alcova e subimos.

No quarto, beijos de línguas enroscadas e troca de saliva, roçar de corpos quentes, mãos em apalpações mútuas, gemidos sensuais. Luana vem para o boquete, se dedica, estava gostoso, mas por algum misterioso motivo o meu combalido Pikachu não reagia, parecia um cadáver manipulado em uma sessão de necrofilia. De repente, Luana para, olha para mim, olha para o Pikachu e diz...

— Tadinho, né?

Aquela manifestação de piedade pelo meu pênis inoperante destruiu qualquer possibilidade de ereção. Sugeri que ficássemos namorando e esperei o tempo terminar. Compreenda, estimado forista, a culpa não foi de Luana, mas sim do temperamento instável de Pikachu. De qualquer forma, eu e a garota tivemos um namoro saboroso, muitas sarradas excitantes e terminei gozando em uma autopunheta.

Deixei a Mosaico, dei um rolé pela decadente Vila Mimosa e retornei à penumbrosa Rua Ceará em busca de um táxi. Enquanto caminhava, fui tomado por uma sensação de paz inesperada, é estranho quando ganhamos a súbita consciência de emoções incomuns em lugares ainda mais incomuns. Neste momento fiquei pensando na quantidade de situações e pessoas que nos roubam a dádiva da paz, que nos causam desequilíbrio e decepções. Dalai Lama aconselha que nos distanciemos dessas situações e das pessoas de energia ruim, a sabedoria não é reagir, é se afastar da poluição que nos intoxica.

Naquela rua perdida entre as misérias humanas, deixei que o meu aparelho auditivo emparelhasse com o celular, a música de um tempo distante me transporta pelos ouvidos. O libertino não é aquele que não ama, mas é aquele que busca o amor como um Indiana Jones a procura de uma valiosa peça arqueológica. O meu coração não é frio, é indomável.


LET ME BE FREE

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BOA BOA
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POLYANA FEITICEIRA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99859-8106
NICOLE
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13 de fevereiro de 2023 às 09:02






O ESCRIBA E OS ÉBRIOS

Nicole não é somente uma mulher. Nicole é um conjunto vertiginoso de curvas fora da curva. Seu corpo é um templo nababesco aguardando o libertino que queira orar e alcançar a graça. Acredite, forista sem fé, eu alcancei.

Há algum tempo, esporadicamente, Nicole trocava mensagens comigo, demonstrava um simpático interesse por mim e pelos meus relatos. É bacana isso, perceber a atenção de uma menina destacada do fórum pelo que escrevemos, quando há tantas outras que ignoram a força publicitária de um Tedê feito com dedicação. Papo vem, papo vai, comecei a ficar atraído pela ideia de conhecer a Nicole, de encontrá-la e de cometer com ela o melhor dos sete pecados capitais: a luxúria.

Sexta-feira, desembarco na Cinelândia, o céu cinzento continuava ameaçando o fim de semana com mais tormentas. Cheguei adiantado para o encontro, fui tomar um café na padaria ao lado da Câmara dos Vereadores, depois caminhei até o Zezé, onde habita uma colônia de ébrios eufóricos e famosos do Arena. Conversei com a galera por alguns minutos, mas evitei beber porque nem todos os dias a bebida me apetece, meu fígado carcomido se tornou rabugento com o álcool.

O relógio indicou que eu deveria subir, dei um até breve a todos e embarquei num dos velozes elevadores do 37.

A NINFA FEITICEIRA

Desço no andar, caminho até a sala, toco a campainha e aguardo. O suspense é parte essencial de um bom encontro, a porta se abre, não vejo ninguém. Entro, giro o pescoço, Nicole se materializa em um vestido colado e com muitas transparências. Sou um homem que gosta de cultivar o bom gosto, desses que pairam sobre as preferências comuns, digo que Nicole é uma mulher bonita, a voz contém um tempero de personalidade, seu corpo é extremamente excitante aos olhos. Gostei muito do que vi. Ela me conduziu ao seu leito de delícias enquanto eu observava a sua sala, uma das mais aconchegantes que visitei, decorada com capricho, limpíssima, me senti bem no local.

Os seios firmes, redondos e de biquinhos rosados me fizeram salivar quando a ninfa se despiu. Nenhuma barriga, cinturinha fina que desagua em uma bunda primorosa, a bunda da Nicole não é só uma bunda, é um convite. Comecei a beijá-la e sua boca não nega a língua, não nos embroma, Nicole beija o beijo real, que acende as primeiras brasas do nosso tesão. Desci para os seus seios, mamei muito, me fartei, me esbaldei naquelas duas peças de perfeição da anatomia humana. Nicole é uma mulher carinhosa, deixa fluir, se oferece, em nenhum momento me negou o acesso ao prazer que ela guarda em sua geografia sensual.

Saco do bolso o meu aparelhinho semimedieval, Nicole o examina curiosa. Ligo na potência baixa e o introduzo no saboroso clitóris, a menina quase salta da cama, a onda de choque a surpreendeu, ela tenta rejeitar a força erótica do aparelho, mas vai se entregando, vai se acostumando, vai desejando que o gozo aconteça. Continuo passeando com o aparelhinho em sua vagina apetitosa, Nicole estremece cada vez mais forte, vibra com intensidade crescente e, de repente, explode em um longo orgasmo. Que espetáculo, que show inesquecível foi assistir ao gozo dessa mulher. Um dos mais belos orgasmos que presenciei.

Sem dar trégua, passo a lamber sua bocetinha, ela ainda estava sensível, mas insisto. Aos poucos, Nicole se entrega novamente, se contorce, passa a mão na minha cabeça, aperta minhas mãos, desiste da resistência e goza mais uma vez. Que mulher deliciosa.

Peço que ela fique de quatro para que eu possa ver aquela paisagem deslumbrante, uma geografia de curvas e relevos que causaram no meu combalido Pikachu o desejo de penetrá-la, de sentir o calor daquele templo nababesco em forma de mulher. Encosto na sua bunda num roçar estimulante, eu poderia ficar o programa todo sarrando a bunda da Nicole, sentindo a textura, apertando, passando a língua naquele rego onde muitos homens perderam o juízo.

Invertemos a posição, Nicole vem por cima, me beija sem economia, desce pelo meu tronco e abocanha meu pau em um boquete transcendental. Agora, fui eu que estremeci. Que boca. Nicole me chupou muito, numa determinação incansável de quem estava decidida a tirar minha seiva. Novamente, ela senta por cima de mim, esfrega a bocetinha na minha virilha, sinto o calor, o mel me lambuzando, aportei no paraíso... Retorna deslizando os lábios e novamente abocanha meu combalido pênis, não cansa, sua boca sobe e desce em movimentos longos, o temido boquete rapel. Ao mesmo tempo em que me chupa, passa a me masturbar. Como cantou Gonzaguinha, não dá mais para segurar, explode coração. Explodi, veio esperma até no meu rosto, um banho de sêmen incontido e feliz.

Ficamos lado a lado na cama, conversamos. Nicole é uma menina sensível, se comportou como amiga e a ouvi atento. Estava tudo tão agradável que senti vontade de permanecer ali por mais tempo, mas a verba era limitada. Quem me dera que eu pudesse ter permanecido, ao menos, por mais uma hora ao lado dela, tocando sua pele, olhando em seus olhos, ouvindo sua voz firme e amorosa. Se ainda houvesse romantismo no mundo, eu me apaixonaria por Nicole. Apaixonei-me naqueles sessenta minutos em que estivemos juntos.

A despedida é sempre inevitável, precisei deixar aquela ilha idílica em que ela habita, precisei me lançar novamente no mundo real. O saldo é que retornei mais otimista à realidade implacável. Sim, agora entendo o codinome Feiticeira. Nicole não é somente uma mulher, não é somente um conjunto de curvas fora da curva, Nicole foi o sonho breve e inesquecível deste velho libertino. Que um dia ela me convide para voltar... Piscada

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FERNANDA BRAGA - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97368-6958
FERNANDA
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11 de fevereiro de 2023 às 20:02






O velho Dante está velho, mas não está morto; desiludido, mas nunca derrotado. Perambulando pelas traiçoeiras ruelas noturnas do Centro, pisando indômito com meu bute, descubro uma pérola negra da melhor qualidade e ela se interessa em conhecer o universo Arena: eis que apresento a você, forista sem fé, a suculenta, a estupenda, a exuberante Fernanda Braga.

Sargenteli me faria reverências se fosse vivo. Mulata, Fernanda tem cerca de 1,70m; cabelos compridos; rosto cuja beleza dependerá do aprimoramento dos olhos de quem a vê, tem traços de personalidade; sorriso luminoso; barriguinha zero; coxas grossas e torneadas na musculação; uma bunda na nuca, tão suntuosa e perfeita que você vai querer levar uma foto dela quando for sepultado, como se fosse o seu último desejo. Um mulherão, simpática e saradíssima.

Atualmente, este velho escriba padece de algumas dificuldades que só um andrologista explica. O breve Pikachu é temperamental e só me concede uma boa ereção quando bem entende, torna a minha vida sexual difícil e, às vezes, me faz passar vexame. Com o avançar da idade, Pikachu ganhou vida própria, só come o que lhe desperta o apetite. Com a Fernanda ele se animou, diria que se entusiasmou.

Marcamos no meu chalé, nos alpes Tijucanos. Fernanda foi pontual, chegou num belo vestido branco que não conseguia esconder a luxúria das suas curvas. Madura, tem 35 anos de idade, mas poderia dizer que tem 30. O decote quase exibia seus pequenos seios durinhos como pera, o contorno do tecido delineando a bunda me profetizava o paraíso que eu estava para experimentar.

Ao entrarmos em casa, Fernanda é saudada pelos latidos impacientes da minha poodle, talvez com ciúmes da mulata descomunal que invadia o território. Fomos para o quarto devidamente refrigerado e peço que a pedaçuda deixe cair a roupa, ela atendeu imediatamente ao meu pedido. Afeiçoado forista, digo sem firulas, que corpo, acho que os meus cabelos também se eriçaram diante de Fernanda nua. Magnífica. Ela dá uma voltinha e vejo aquela bunda estratosférica com a leve marca de um fugaz biquini e sou tomado por uma vontade incontrolável de apertá-la, de dar tapas naquelas nádegas incomparáveis.

Fernanda se deita, pede que eu a chupe, não me recuso. O grelo é significativo, a lambida sobre ele estremece o corpo da menina numa simulação de terremoto, ela geme alto, passa as mãos nos meus cabelos, diz que está uma delícia, contorce-se e, me xingando, goza em espasmos. Fala que quer me fazer um boquete, ela vem por cima, lambe meus pés, minhas pernas, prossegue no banho de gata até alcançar meu saco e engoli-lo com os lábios gulosos, uma sensação inenarrável me acometeu. Logo ela abocanha meu pau e o breve Pikachu se transforma na pica das galáxias.

Fernanda me puxa, quer que eu a beije, entrega-me sua boca, sua língua, sem medir pudores. Nossas línguas se embolam, nossos lábios se roçam. De repente, ela para tudo e fica de quatro e exibe o seu tobogã erótico, o que é quase uma covardia sexual. Vou por trás e a penetro devagar, a boceta é apertada, Pikachu força a entrada e rompe o templo morno e úmido. Começo a meter, Fernanda rebola, se empina mais, geme, geme, geme... Ela passa a mão por debaixo do próprio corpo e alisa meu saco ao mesmo tempo em que a devoro faminto. Quando suas unhas arranharam meu saco enquanto Pikachu a penetrava, quase sofri um desmaio de tanto tesão. Todos os meus pentelhos arrepiaram-se. Continuo metendo, ela pede para que eu bata em sua bunda, que bata mais forte, mais forte.

— Bate, porra. Tá com pena? — ela grita.

No terceiro tabefe naquelas nádegas, não deu mais para segurar, gozei como se fosse um carro-pipa abastecendo a caixa d’água de uma alguma comunidade. Tombei no colchão e Fernanda me seguiu para me beijar mais a boca. Encerramos o tempo e a batalha. Chamo um táxi e Fernanda parte depois de me desidratar por ter provocado a fuga desordenada de metade dos meus espermatozoides.

Saí de casa para arejar um pouco. Chovia e permiti que a chuva me molhasse, que me batizasse após a última provação sexual. O libertino não é aquele que não ama, o libertino é um Dom Quixote delirante que se arrisca em muitos confrontos imaginários, decidido a encontrar sua Dulcineia de Toboso antes de desconfiar que, talvez, ela não exista. Meu aparelho auditivo emparelha com o celular e o som de Haddaway - What Is Love inunda tudo ao meu redor. Um libertino só morre se lhe cortarem a cabeça.

Dante is alive. Girl9

WHAT IS LOVE

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FERNANDA
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09 de fevereiro de 2023 às 12:02





A Avenida Rio Branco respirava em silêncios de cemitério, não passava das oito da noite. Eu caminhava devagar, tentando não fazer muito ruído com as pisadas do meu bute. Estou passando por dias de decepção, remoendo rancores que não fazem bem remoer, mas sei que isso passa. Com o tempo, a última garota de programa com quem me relacionei se tornará uma presença irrelevante na minha memória, sem referência no Google das recordações. Como dizem, logo perceberei que estava na companhia de uma tralha. De resto, tudo é um desabafo e todo desabafo nos alivia do peso da carga pesada que nos permitimos carregar por um período da existência.

Em um dos recorrentes bugs do meu aparelho auditivo (sim, sou surdo), ele emparelha com o celular sem a minha autorização e a batida de Fun Factory - Close To You eletriza o meu corpo.

Acredite, forista sem fé. Quando fui jovem, assisti a um filme espetacular, o enredo falava sobre um homem que tentava realizar um grande projeto, mas no fim tudo deu errado, ele fracassou. De repente, logo após a constatação do fracasso, se viu em um lugar deserto e misteriosamente uma música surgiu ao longe, ele se deixou levar pelo ritmo e começou a dançar, dançar sozinho, freneticamente, celebrando a própria derrota. Uma cena linda, que influenciou muito a filosofia de vida que construí para mim.

Sempre sinto uma irresistível vontade de dançar nessas horas, seja aonde for, principalmente quando sou atingido por frustrações ou decepções. Já ousei algumas vezes, entrei em alguma boate e me esbaldei de dançar, celebrando os meus fracassos, pois são os fracassos os grandes mestres da vida.

Sou visceralmente ligado ao Rio de Janeiro, de gaúcho só tenho a certidão de nascimento, pois foi onde brotei e é onde possuo parentes por um lado da família, mas sou um carioca contaminado pelo mar, pelas ruelas do Centro, pela mureta da Urca, pelo crepúsculo do Arpoador e pelo aconchego verde da Tijuca. Sendo gaúcho por nascimento, sou mais carioca do que muitos cariocas, mas talvez exista um gene remanescente no meu DNA que me faz sentir vontade de rever a minha cidade natal, de ouvir o sotaque que não tenho, de cortejar as mulheres de aparência nórdica que pouco vejo por aqui. Porém, como um carioca adotado, que queria ter nascido carioca, amo a pele morena, a textura chocolate da mulata, a tez sedosa de uma negra.

Não me lembro como cheguei ali, mas o meu caminhar a esmo me levou até a Rua da Alfândega, avistei um toldo verde com luzes vermelhas piscando, um bordel incorporado a um sobrado de longa escadaria. Entrei, escalei os intermináveis degraus e alcancei a pista da boate. O lugar estava cheio, algumas meninas interessantes encaixadas em microscópicos biquines. Aproximei-me do balcão, pedi uma Ice e fui para um canto que me desse a visão panorâmica do ambiente.

Percebi uma mulata descomunal me encarando, fiquei intimidado pelo porte da mulher e continuei na minha posição, inerte. A garota não parava de me secar, até que realizou a abordagem.

— Olha, eu vim para te dizer que você é um coroa muito charmoso — de tanto ouvir essas mentiras sinceras, a minha vaidade vai terminar aceitando os elogios.

Fiquei sem graça, pois nunca sei o quanto as reverências podem ser falsas, mas agradeci e retribuí a bajulação. Fernanda é seu nome, estimei que tenha 1,70m de altura, o corpo imaculadamente sarado é o resultado de treinos diários em academia, rosto bonito, sorriso arrebatador, cabelos compridos e cacheados, coxas grossas e torneadas e uma bunda tão esférica que poderíamos desenhar nela o mapa mundi da luxúria. Uma mulher linda.

Perguntei se Fernanda queria beber algo, ela respondeu que poderia me acompanhar na Ice. Ficamos bebendo, conversando, do nada ela me pergunta se não quero levá-la para a minha casa, queria dormir comigo. Confesso, estimado forista, quase aceitei a perigosa proposta, mas acabei sugerindo que seria mais interessante que o primeiro contato fosse na boate, para nos conhecermos um pouco.

Depois de muito se esfregar em mim e deixar o relevo da sua bunda indefectível marcado na minha calça, eu a convidei para subirmos à alcova. Paguei 180 reais pelos deleites de uma hora (paguei duas), fui conduzido a uma cabine com cama de casal, rodeada de paredes que não se uniam ao teto. Da cabine ao lado, ressoavam gemidos de um sexo frenético, mas essas interferências não me incomodam, me excitam. Aguardei por um minuto no quarto e então Fernanda entra coberta por um robe transparente, que revelava as suas curvas abissais pela gradação fumê do tecido. Salivei de tesão, é possível que um filete de baba tenha escorrido pelo canto da minha boca.

Fernanda se despe e se lança implacável aos meus braços. Beijos, esfregação, chupo seus seios duros e com formato de pera madura, ela me pede que não pare de beijá-la. Fernanda se entrega, o fogo é verdadeiro. Saquei o meu aparelhinho semimedieval do bolso da calça pendurada no cabideiro e o introduzi na vagina da mulher, ela deu um salto, contorceu o rosto, começou a rebolar enquanto eu acariciava o seu grelo graúdo com o vibrador. Ela me interrompe antes do gozo e ergue a cabeça para me chupar, um boquete devastador, alisa meu saco com as unhas, sobe para lamber meu tórax e subitamente monta em mim como amazona ninfomaníaca. Meu pau se encaixa em sua boceta, ela rebola, quica, geme alto. Gozei litros, todo o meu estoque de fluidos seminal, me senti desidratado após o coito intenso.

Conversamos mais um pouco, Fernanda me contou que frequenta uma escola de samba, já foi passista (eu devia ter adivinhado) e trabalha como acompanhante para completar a renda. Disse que quer muito sair comigo fora, na minha casa, num motel, que ficou encantada por mim. Devo acreditar? Hora de nos despedirmos e ela me faz uma pergunta.

— Você até agora não me disse o seu nome? Qual o seu nome? — ela reclama.

— Dante. Me chamo Dante.

Ganhei novamente as ruas noturnas do Centro, minha velha carcaça estava leve depois do encontro com Fernanda. De novo, o meu aparelho auditivo emparelha com o celular e me joga na batida de Haddaway, com Life. Balancei a cabeça, arrisquei-me num bailar discreto e segui em frente até que o Sol viesse me saudar outra vez. A vida é um sopro...

#Libertine-se


FIM

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, PrefeitoComeCu, Hairy, Degrov Morgan, Saulo Top, Digboy, Brand, Dionizio_RJ, ZezinhodasTermas, Papai Noel, Fiscal, ViciadoEmPeitudas, Michael Corleone, Jonta, ronondex, curtiram esse TD.
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