02 de Março de 2023 às 00:59
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




O calor da bucólica Tijuca incinerava qualquer melancolia. Os ponteiros do relógio travavam 17h e meu celular apita, era a resposta da Alice, a quem eu havia contactado mais cedo.

Pode às 18h?” — ela me pergunta.

Marcado” — confirmo.

Creio que conheço Alice há uns dois anos e ela só ficou mais bonita desde então, está uma mulher madura e muito atraente, fora a elegância que seu corpo esbelto e com tudo no lugar confere ao seu charme. Desde que descobri Alice quis ter um caso com ela, o problema é que ela simplesmente nunca me respondeu nem sim nem não, me deixa no enigma do vácuo. Nada que faça diminuir o meu interesse.

Alice trabalha em um prédio que fica sobre a lendária galeria Iskye, no miolo da Tijuca, onde em tempos remotos ficavam om Cinemas Tijuca 1 e 2, salas em que acredito ter assistido quase todos os filmes do 007. Isso quer dizer que visitar Alice não é um mero lazer, é uma missão.

Antes de subir, devoro uma pizza na histórica lanchonete Brotinho de Ouro, essa lanchonete possui a peculiaridade de exibir clipes de músicas de sucesso das décadas de 80 e 90 e quando me acomodei para dar a primeira garfada começou a tocar Oasis com Wonderwall. Confesso, estimado forista, senti um arrepio de emoção, ali sentado, naquela antiga galeria em que Marighela foi baleado e preso nos tempos da ditadura, revivi toda a minha juventude num relampejo de poucos segundos.

OASIS

Subo, percorro o corredor habitado por um silêncio monástico, toco a campainha e Alice abre a porta quase que imediatamente. Belíssima, está muito mais bonita do que quando a vi pela última vez há meses. Aquele rosto de perfil grego, os olhos brilhantes, o corpo irretocável, elegantíssima e absolutamente sensual. Entro, enroscamos nossas línguas em um beijo na boca real. Contemplo a grega embasbacado, como se a estivesse vendo pela primeira vez.

Ao mesmo tempo, nos despimos. Deito-me na maca turbinada e Alice inicia a massagem de toques suaves mesclados com provocações eróticas. O toque da Alice, o aconchego da sala, não resisto à minha natureza de velho e caio num cochilo profundo, desses de sonhar.

Desperto com uma mamada de boca quente aplicada pela grega, cheguei perto de gozar. Ela volta a me acariciar, passa a mão pelo heroico Pikachu e inicia uma punheta sobrenatural. Pikachu levita, quer voar, mas suas raízes o prendem ao meu corpo decrépito. Alice possui uma habilidade olímpica na masturbação, não demorou para que eu ejaculasse toda a história genética dos meus antepassados, eu gemi tão alto que foi preciso que a grega tapasse a minha boca.

Nocauteado, batemos um papo nos minutos finais. Alice me garantiu que irá a festa, a única certeza que tenho é a de que ela irá arrasar, vai ter marmanjo pedindo em casamento. Hora da difícil despedida, mais beijos, a porta se abre e ganho o anoitecer da rua Conde de Bonfim.

Emparelho o aparelho auditivo com o celular, procuro uma música qualquer da década de 90, escolho aleatoriamente e meu ouvido é inundado pelo som de George Michael com Freedon. Caminhando, tive a súbita consciência de que nenhum pensamento me incomodava naquele momento, nada me aborrecia ou oprimia, uma paz imensa me tocou como uma onda que lambe nossos pés na beira da praia. Involuntariamente, sorri e me senti feliz. Dancinha

FREEDON