17 de Março de 2023 às 22:19
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




Este relato se inicia com um instante de silêncio...

...

...


Acredite, forista sem fé, foi nesse silêncio pasmo que salivei pelos olhos ao ver Alice Durant desfilar na festa do Arena. O vestido justíssimo de Dama de Vermelho, que às vezes deixava escapar a polpa da bunda, tinha efeito hipnótico e arrastava a atenção dos homens presentes e até de algumas mulheres. Linda, sorridente, sexy e simpática. Um pensamento piscou na minha testa como um letreiro de neon: eu quero essa mulher.

O calendário andou para frente e ontem, quinta-feira, Alice ressurge em mais uma das históricas resenhas no Bar do Zezé. Eu não conseguia tirar os olhos dela, é dessas mulheres que nos causam amor a primeira vista. Fiquei admirando a menina e babando na camisa. Uma gata, gatíssima.

Alegre pelas doses de uísque, precisei dar uma passada no banheiro antigordo do Zezé, me espremi pela fenda que nos leva ao sanitário e quando saí dou de cara com Miss Durant. Não resisti e expressei a cantada mais cafona que um homem velho pode expressar.

— Você é linda.

— E por que você não me beija? — ela responde.

Foi a deixa para que meus lábios se esticassem como se fossem de borracha, Alice não refuga e nossas línguas se encontraram. Só a uma expressão que pode definir o beijo de Miss Durant, é o beijo de traqueias, o ósculo de faringes. Sim, a língua de Alice quase penetra em nosso coração para dar uma lambida e interromper o ritmo cardíaco. É, literalmente, um beijaço.

Não tive mais dúvidas, eu precisava daquela mulher. Perguntei se poderia me atender no dia seguinte e ela consentiu. Avisei que comigo era tranquilo, pois idosos dão pouco trabalho e ela me respondeu afirmando que curte um idoso sexy. É uma sedutora.

Sexta-feira, envio mensagem pelo WhatsApp, ela demora para responder, mas, no fim, conseguimos acertar um horário. Pelo aplicativo, peço um carro do Expresso Pikachu e parto ansioso para o Centro da Cidade. Chego uma hora e meia antes do horário combinado e fico vadiando pelas ruas em decomposição em torno do Largo da Carioca.

Finalmente, o relógio marca 16h20, hora de subir. O prédio da Almirante Barroso é bonito, bem cuidado, sem burocracias para entrar. Toco a campainha, a porta se abre e vejo a musa ornada por uma lingerie preta que exibe com generosidade o corpo irretocável da menina. Ela me beija, posso dizer que o beijo de Alice é quase uma possessão de tão profundo.

Peço que ela se deite e começo a explorar cada pedacinho da sua geografia com a minha língua servindo de compasso e bússola. Alice geme baixinho, segura minha cabeça, vibra como se estivesse trêmula. De repente, ela se empina de quatro para pegar o celular, quase esfrega na minha cara a bunda celestial que decora o conjunto do seu físico. Empurro a minúscula calcinha para o lado e enfio a língua em seu cuzinho, ela fecha os olhos e geme mais. Que delícia.

Peço para que se vire de frente, saco o meu aparelhinho de eletrochoque e insiro sobre o seu clitóris. Dessa vez Miss Durant geme alto, se contorce com mais força, tenta resistir às ondas de tesão que a invadem. Resistir é inútil, não demorou para que ela se derretesse em um orgasmo frenético.

Deito por cima da menina, voltamos a nos beijar, nossas línguas se embolam, a boca de Alice é quente, ainda sinto nossos lábios roçando, nossos corpos ardendo. Que mulher. Ela pede para me chupar, eu deixo. Miss Durant engole Pikachu — o breve — num único golpe, minha alma quase saltou do peito. O boquete estilo rapel é incansável, a cabeça sobe e desce vertiginosamente em direção às minhas bolas.

Alice é atrevida, chupa meu saco, lambe, aperta, não se inibe em demonstrar que deseja a minha seiva derramada. Tento resistir, penso nas Araras da Quinta da Boa Vista, nos hipopótamos, no elefante africano. Consigo adiar a ejaculação precoce, mas a tortura continua.

Durant volta a me beijar ao mesmo tempo em que me masturba. Quem visse de fora, provavelmente pensaria que queríamos nos devorar. De certa forma, estávamos nos devorando, canibais de nós mesmos. Escuto Cazuza cantando nos ecos surdos da minha mente...

“Agora fica comigo
E não desgruda de mim
Vê se ao menos me engole
Mas não me mastiga assim”


O tesão que me acometeu estava quase me enlouquecendo. Gozei Sodoma, Gomorra, Os três porquinhos, Mônica e Cebolinha, O Sítio do Pica-Pau Amarelo e todas as histórias que rememorei na tentativa de evitar aquela explosão nuclear do meu combalido pênis.

O período de uma hora havia acabado. Perguntei a Alice se eu podia prorrogar por mais uma rodada. Ela permitiu. Daqui para frente, não foi sexo, foi amor...

“Você tem exatamente
Três mil horas pra parar de me beijar
Hum, meu bem, você tem tudo, tudo
Pra me conquistar, tem
Você tem exatamente
Um segundo pra aprender a me amar
Você tem a vida inteira, baby
Pra me devorar
Pra me devorar...”


BARÃO VERMELHO

Dancinha Dancinha