SP LOVE Acompanhantes encontro vip casarão azul Anitta Taylor Terapeutas acompanhantes de luxo sp Acompanhantes10 descorty Acompanhantes emprego

RELATOS DO MEMBRO

CAMILA AZEVEDO - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98989-5602
CAMILA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

02 de Junho de 2025 às 22:06



Sim, voltei. Voltei como voltam os pecadores ao altar da perdição. Voltei como um cão ferido retorna à casa onde apanhou. Volto sempre que o encontro é mais do que carne — é abismo, é salvação. E assim foi com Camila.

Ah, Camila! Uma menina de olhos brilhantes, que transbordam uma ternura quase perversa. Camila não é uma mulher. Camila é uma vocação. Um destino. Ela se dá com a entrega mística de uma santa indecente. Cada gesto é uma confissão de amor e lascívia. E o pior — ou o melhor — é que ela gosta de agradar. É uma devota da volúpia alheia. Tem a paciência que só as mulheres mais nobres conhecem.

Para revê-la, atravessei outra vez a Leopoldo Bulhões — aquela artéria em chamas do Rio de Janeiro, onde o asfalto sangra e o ar cheira a pólvora. Os homens passam por lá como quem assina a própria sentença. Mas Camila... Camila justifica qualquer imprudência. Ela redime até a bala perdida. Se a cidade nos mata com sua violência, Camila nos mata de outro jeito — de gozo, de ternura, de uma paixão tão funda que chega a doer no osso.

E, confesso: morri um pouco nos braços dela. Morri de prazer, de susto, de assombro. E voltei. Porque só os mortos de verdade resistem à tentação de Camila.

Que mulher! Uma aparição! Uma dessas criaturas que não se contentam em ser bonitas — precisam ser fatais. Camila não passa, ela acontece. Um furacão de carne e pecado, dessas que arruínam casamentos, fé, e até a moral do mais íntegro dos indivíduos. É uma heresia de salto alto.

Ela abriu a porta — não era uma mulher, era uma revelação. Surgiu com uma lingerie, dessas que não escondem: insinuam, denunciam, atiçam. E mesmo antes de qualquer toque, eu já estava em pecado. Camila não caminhava: ela desfilava como quem conhece o próprio veneno. E me levou, feito cordeiro ao matadouro.

Ali, nua — e eu digo nua como quem diz “sagrada” — ela revelou toda a sua exuberância, um corpo esculpido por algum deus tarado da antiguidade. Deitei-me como um homem velho que esquece a própria vergonha. E ela — santa depravada, mártir do prazer — entregou-se com uma devoção profana. Sua boca fazia de mim um réu em júri celestial.

"— O altar é o cu."

Lembrei-me dessa frase sacrílega de Sade como quem reza um Pai-Nosso às avessas. Camila oferecia-se com um desprendimento que beirava a pornografia — ou a loucura. E quando cavalgou sobre mim, quando se transformou em amazona selvagem, não havia mais razão, nem moral, nem Deus no quarto. Só pele, suores e o escândalo sublime do desejo.

E eu — pobre homem gasto, vencido, vencido! — gozei como quem se desfaz da arma do crime. Espalhei sobre os lençóis a última esperança de uma linhagem que não virá. Milhares de espermatozoides mortos sem glória. Mártires sem causa. Todos caídos na batalha do prazer.

E, confesso: foi uma morte feliz.

membro, Brega, Peter White, Jonas, The Creator, onlyhaters, Latrell Spencer, Guib, Gigante, Brand, Tenista, PauloCesar, Josh, Jucabar, Long Trail, Y@N, Yami Mysterio, Getúlio, Sued, 90loiro90, Holmes, Rebecca Magrini, curtiram esse TD.
UP HOUSE NIGHT CLUB - Av. Mem de Sá, 89 , Lapa - Rio de Janeiro - RJ - (21)99291-6370
PAULA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

25 de Maio de 2025 às 15:05









A Lapa, meus nobres, não é um bairro — é um vício. Uma doença venérea da alma. Um ventre obsceno onde a cidade se despe de suas máscaras e se entrega, sem pudor, às entranhas da própria decadência. E eu, homem de hábitos noturnos e pecados diurnos, sou seu filho bastardo e fiel.

Não se vai à Lapa por gosto. Vai-se por fraqueza. Por tara. Por essa necessidade desesperada de ver o mundo como ele realmente é: sujo, lírico e promíscuo. Lá, os homens se embriagam de si mesmos, e as mulheres dançam como quem pede perdão ou vingança — ou ambos.

Há na Lapa uma poesia de puteiro. Um romantismo de esquina mal iluminada. Cada poste, cada bar em ruína, cada travesti com cílios de Cleópatra decadente carrega mais verdade do que toda a Avenida Atlântica num domingo de sol. Os amantes se traem com ternura. Os bêbados choram como heróis trágicos. E os músicos tocam como se tivessem vindo do Inferno direto para uma roda de samba.

Sim, é ali que passo algumas noites. Entre o badalar dos copos e o gemido da sanfona, descubro o que os salões iluminados jamais me mostraram: que a beleza é obscena, que a pureza é mentirosa, e que Deus — se existir — frequenta os becos da Lapa disfarçado de mendigo bêbado.

A Lapa é minha religião e meu bordel, minha penitência e meu milagre. E se um dia eu tiver que ser julgado por minhas escolhas, quero que meu advogado seja um velho sambista de voz rouca e alma sebosa. Porque só ele entenderá que, no fundo, toda a minha existência foi apenas isso: uma tentativa desesperada de ser digno da Lapa.

*****

A boate Up House não é um nome — é uma sentença. Quem entra ali, entra condenado. Não por um tribunal de toga, mas por um desejo que ninguém ousa confessar nem a si mesmo. A fachada é discreta como a vergonha, mas por dentro tudo pulsa: a luz, o cheiro e o tilintar profano do gelo em copos.

Foi ali, naquela câmara de pecado e espelhos mal-intencionados, que a conheci.Paula. A prostituta — a santa invertida. Vestia uma saia curta como um suspiro e falava com a displicência das que desprezam o interlocutor. Não havia promessas. Não houve sedução. Apenas uma troca rápida de olhares e um aceno burocrático.

Subimos sem pressa, como quem vai ao matadouro. O quarto, se é que se pode chamar assim, era um altar de camas desfeitas e lâmpadas escuras que perdoavam todas as celulites. Ela me despiu como uma enfermeira entediada, com gestos práticos, quase maternais. E então fizemos sexo — não como amantes, mas como sobreviventes.

Naquele instante, o mundo deixou de existir. Não havia mais o Rio de Janeiro, nem o Papa, nem a moral cristã. Só havia o ranger da cama, a respiração arfante e o tempo suspenso entre duas carnes que se negavam a sentir afeto.

Saímos como entramos: calados, cúmplices e invisíveis. Mas algo ficou. Um cansaço nos ossos. Uma súbita compreensão de que o amor, quando muito sincero, se disfarça de trepada.

A Up House não é uma boate. É uma metáfora. É onde o homem, nu e suado, encara o que resta de si sem maquiagem. E às vezes, por quarenta minutos e duzentos e cinquenta reais, encontra ali uma espécie de salvação — suja, clandestina e irreversível.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
Geraldinho, Brand, Josh, membro, Jonas, The Creator, Jucabar, Makaveli, Holmes, Trilheiro, Sued, PauloCesar, Gojira, Yami Mysterio, Spirit, Rebecca Magrini, ViciadoEmPeitudas, Tommy Devito, Pirubaby, Gonzo Fotógrafo, Morpheus, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - R. Gomes Freire (entre Av. Men de Sá e R. do Rezende) , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GINA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

25 de Maio de 2025 às 09:05








Sempre fui um notívago. Mas não desses modernos que tiram selfie com a insônia. Não. A minha insônia é ancestral, como se Adão tivesse me legado esse fardo ao ser expulso do paraíso. Eu preciso mais da vertigem do que do êxtase. O gozo, para mim, é um subproduto da adrenalina — nunca do sexo.

Para completar, sou um sujeito pacato, desses que parecem ter aposentado o coração, mas o tédio... ah, o tédio me mata. O tédio me arranca a pele aos poucos, um sádico bêbado arrancando as asas de um morcego.

A noite já estava indecente quando desembarquei na Lapa. A Lapa. A Lapa é a grande prostituta da cidade — e, como toda prostituta, esconde uma santidade escandalosa. Meu inferno particular com um toque de neon. E mesmo odiando rotina, lá estava eu, mais uma vez, sentado no mesmo maldito canto do mesmo maldito bar: o Bacurau.

Pedi o de sempre. Uísque. Sempre ele. E depois outro. E outro. E aí, quando a visão começa a ficar bonita, não é porque o mundo melhorou — é o malte queimando a realidade até que ela vire poesia.

A essa altura, anestesiado, meio feliz, meio morto, paguei a conta. Saí para a rua, um cão sem dono. Sem direção. Como os caras que dormem no meio-fio e conversam com fantasmas. O frio cortava tudo: a carne, os ossos, o passado.

Na madrugada, nada precisa fazer sentido. E talvez por isso tudo faça um pouco. Você só está ali, respirando, tropeçando, existindo como um erro bem-acabado.

Há uma comunhão estranha na noite: o mendigo, o bêbado, a puta, o poeta — todo mundo irmanado na escuridão. Mesmo assim, mesmo nesse abraço de trevas, a solidão ainda te encontra, te aponta o dedo e ri da sua cara. E a gente vai, arrastando esse fardo de existir, como quem carrega um corpo que não pediu para nascer.

Fui andando sem rumo até cair na Gomes Freire, dobrando ali na esquina da Rua do Resende, onde a noite escorre mais espessa. É o tipo de lugar em que putas e travestis se misturam sem cerimônia, numa democracia pansexual onde o desejo é rei e cada um escolhe o que quer de acordo com o próprio apetite.

*****

Vi uma puta. Escolhi.

Era negra, magra, linda. Usava um conjunto de ginástica barato e um short tão curto que me tirou o fôlego. Tinha curvas que fariam tremer qualquer igreja próxima. Ela brilhava naquela calçada como um aviso de perigo — e mesmo assim, fui.

O tesão me bateu como um soco. Não pensei duas vezes. Eu estava a pé. Sem carro, sem desculpa. Só com vontade. Andei até ela e perguntei o nome.

— Gina. E o seu?

— Dante. Me chamo Dante.

— Aquele do Inferno? —
ela riu e silenciou, como quem não se atreve a demonstrar mais cultura além da que já exibiu.

Fiz a entrevista padrão, o velho ritual que todo putanheiro conhece de cor — meia dúzia de perguntas só para fingir que existe alguma conversa antes da transação.

Gina respondeu tudo com uma franqueza quase militar. Não era só o sexo — era o ofício, o ganha-pão, o jogo. Estava ali para isso, inteira, afiada, com aquele olhar de quem já viu homens demais tentando parecer alguém especial.

Falava como quem entende de mercado. E eu era só mais um freguês pronto para deixar as últimas notas murchas da carteira no altar daquela bunda.

Perguntei onde ela queria me levar...

— Hotel Estadual — disse, como quem indica o purgatório mais próximo.

Claro. Sempre o Estadual.

Aquele lugar só não entrou na Divina Comédia porque o verdadeiro Dante teve o bom senso de morrer antes de conhecer. Se tivesse passado por ali, o inferno dele teria um quarto com ar-condicionado quebrado, lençol manchado e uma camisinha mofada na gaveta.

*****

Juntos, eu e Gina entramos na alcova.

Sim. Gina beija. E como beija. A língua dela parecia uma serpente treinada direto das aulas particulares de Satã. Não era só um beijo — era uma invasão, uma expedição arqueológica até o fundo do meu esôfago.

Beijar aquela mulher era como engolir pecado em estado líquido. E eu deixei. Com gosto.

Putas de pista não têm tempo para versos. Trabalham por produção, como operárias de uma linha de montagem. Sabem que cada minuto gasto com um sujeito como eu é dinheiro que poderia estar entrando com outro.

Então não me espantei quando Gina desceu como um míssil — boca faminta, prática, direto ao serviço. Chupava como quem tem hora marcada e aluguel vencido. Era eficiente. Fria. Uma profissional do esgotamento masculino.

E aqui, caro leitor, é onde o romance acaba.

Gozei. Rápido. Ridiculamente rápido.

Foi um desses gozos tristes que não merecem trilha sonora.

Paguei. Ela saiu antes mesmo que eu encontrasse a cueca.




ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Big Boss, Pica_de_Cavalo, Brand, Detonador, PauloCesar, Makaveli, Bob Construtor, Geraldinho, Quaqua, Holmes, OBoleta, Nomade, Wilson00, Jucabar, Josh, Random, Jonas, The Creator, Estarossa, Sued, Yami Mysterio, Rebecca Magrini, Mulato Roqueiro, curtiram esse TD.
SECRETOS NIGHT CLUB - R. Gonzaga Bastos, 352 , Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97231-4500
NATACHA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$280.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 TALVEZ

20 de Maio de 2025 às 15:05






Sou um insone. Não por escolha — ninguém escolhe não dormir numa cidade que te cospe na calçada toda vez que você acorda. Sou um caso crônico. Três da manhã é o meu meio-dia. Nada cala essa coisa que me mastiga a mente quando o mundo silencia. Talvez seja genético, talvez seja só a vida me cobrando juros. o fato é que durmo pouco e acordo fodido.

Não quis usar o Sucatão. Deixei o meu chalé nos alpes tijucanos a pé. Sim, há perigos à noite, mas para vivermos não a outra opção que não seja desafiá-los. A Tijuca, à noite, tem um quê de existencialismo suburbano. Silenciosa, escura, com ares de cenário de filme do Zé do Caixão. E eu lá, sozinho, andando pelas calçadas como se tivesse sido expulso de casa por uma esposa que nunca tive.

Quando cheguei à Rua Gonzaga Bastos, hesitei. Ali, confesso, hesitei com um pavor de freira diante do capiroto nu. A rua era uma espécie de túnel de trevas. Prédios quietos, casas mortas, uma penumbra que fazia Deus tirar os óculos. Mas como dizia o meu falecido tio, que morreu abraçado a uma amante: "viver é só para os ousados". E fui.

Cheguei à boate Secreto’s. Meia dúzia de zumbis agarrados a garrafas. Poucas meninas. Botei o corpo num canto como quem se estaciona na sarjeta. Eu queria silêncio. Bobagem...

Uma gordinha veio com cara de feriadão chuvoso. Perguntou se podia me fazer companhia.

— Só tô olhando — respondi seco.

— Me paga uma cerveja? — insistiu, com a fome triste dos que nunca esperam amor, só migalha.

Paguei. Só pra ver se ela sumia. E sumiu.

*****

Pedi um uísque e fiquei girando o copo. Tentava dar sentido àquele teatro de fantasmas. A boate parecia uma missa de sétimo dia em que o morto era eu. Bebi como quem não espera o amanhã. Eu já estava no amanhã. e era tão merda quanto hoje.

Até que ela entrou....

Alta, morena, curvas que fariam um padre gritar "pecado!" com alegria. O maiô parecia ter sido costurado por um maníaco sexual. O salão ficou menor. Ela andava como quem pisa no próprio destino. Encarei-a e ela me ignorou. Eu a olhei como quem testemunha um milagre em puteiro de beira de estrada.

Ela cruzou de novo e de novo, exibindo o mesmo desprezo, até que me levantei, toquei o braço dela e disse qualquer merda como "quero conversar". Então, ela me olhou como se eu realmente fosse um fantasma que se materializou de repente. Olhar levemente assustado — o que quase fez o meu cansado Pikachu perguntar se serviam arsênico na casa —, mas a mulher aceitou sentar-se ao meu lado.

Natacha seu nome. Contou-me que trabalhou algum tempo em Copacabana — bairro que já foi o continente das Godivas e hoje é apenas uma sombra borrada do próprio passado. Simpática, articulada, sensual, são definições que cabem em Natacha, que não demorou para jogar uma de suas pernas por cima das minhas, revelando uma das táticas ancestrais de sedução.

*****

Fiz a entrevista básica que consta no Manual do Bom Putanheiro: perguntas, checagens, e aquele olhar de quem finge ter controle. Ela passou no teste, foi aprovada com louvor. Nisso, Natacha cometeu o primeiro pecado...

— Posso te pedir uma bebida? — perguntou-me.

— Claro — Entreguei a comanda com a mesma ingenuidade de Adão aceitando a maçã oferecida pela maliciosa Eva.

A moça ergueu o corpanzil estonteante, desfilou ronronando até o bar e retornou com um copo de uísque e uma lata de Red Bull. Calculando o valor que aquilo somaria a minha conta, tive a sensação de tomar um Viagra com efeito reverso. Para evitar que ela me pedisse outro drink antes que eu a degustasse, solicitei o quarto. O campo de batalha.

Na alcova, Natacha se livrou do maiô e desnudou um par de seios, duas luas cheias que fariam 20 bebês famintos pararem de chorar. No meu caso, diante daquela fartura mamária, fui eu quem quase chorou em comoção. Mamei naquelas tetas como se fosse o meu último ato antes do apocalipse. Natacha me mandava chupar mais forte e eu obedecia. Queria afogar meus traumas entre aqueles montes sagrados.

Não sei se por pressa ou por perceber a minha fragilidade senil, a menina me empurrou na cama, arrancou-me as calças e me aplicou um boquete desses de quem chupa com a traqueia. Chupava com vontade, com fome, como quem quer a alma do sujeito. Um exorcismo. Eu me arrepiei. Uma técnica que misturava um tesão genuíno de quem gosta de sentir um pênis endurecer na boca. E este TD será breve porque sou fraco: gozei.

Com receio de cumprir a mesma rota obscura no retorno para casa, preferi pedir um táxi. A noite acabou? A noite nunca tem fim. Nem a insônia.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, OBoleta, Zero Açucar, PauloCesar, pgggato45, Joey Tribbiani, Makaveli, Jucabar, Long Trail, Yami Mysterio, Incubo, Josh, Robin, digiwolf, abobrinha, Pajé, Jonas, The Creator, Spirit, Pica_de_Cavalo, 90loiro90, Rebecca Magrini, pilotobrrj, curtiram esse TD.
RIOS AMERICAN BAR - Rua Guilherme Maxwell, 389 , Bonsucesso - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96434-9709
ANITA
NEUTRO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI NãO SEI NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

19 de Maio de 2025 às 23:05






**A INTRODUÇÃO NECESSÁRIA

Recebo, e sempre recebi, muitas mensagens de Foristas generosos — viajantes desta grande feira de espelhos que é o Fórum — que, ao se debruçarem sobre meus relatos, deixam palavras de apreço, de incentivo, de reconhecimento.

E cada uma dessas mensagens, ainda que breve ou silenciosa em seu íntimo, é como um sopro no fogo que aquece a escrita. Há, entre essas vozes, aquelas que não apenas leem, mas que se interessam em aprender a contar também suas próprias jornadas, como quem deseja erguer uma câmera diante da vida e registrar o cotidiano. Isso, confesso, me enche de um orgulho — e me impõe, como num imperativo ético, a tarefa da homenagem.

São leitores que não pertencem à confraria das palmas fáceis nem dos apertos de mão virtuais trocados por conveniência. São leitores que, antes de aplaudir, leem. E antes de escrever, sentem. Costumo dizer que escrevo para aquele que lê com a alma, não para aquele que escreve com o ego. O primeiro mergulha; o segundo contabiliza curtidas. O primeiro busca sentido; o segundo busca aprovação.

Alguns sugerem que eu escreva livros — sem saber que já os escrevi. Mas não me incomoda essa desinformação; ela é, de certo modo, um elogio, um alento para este velho escriba.


Obrigado.


*****


Quando saí do prédio da CAMILA — e aqui cabe uma pausa dramática para dizer que, sim, eu estive com Camila e sobrevivi —, decidi, num surto de autoconfiança geográfica absolutamente infundada, que iria até a Rio’s sem precisar de mapa, GPS ou, sei lá, uma bengala com sensor de movimento. Esqueci apenas de um detalhe mínimo: minha memória hoje funciona com a mesma eficiência de um modem discado.

Resolvi confiar na minha intuição, o que é sempre uma má ideia, e acabei me embrenhando pelas ruas de Bonsucesso como um personagem secundário, perdido, suado e com uma crescente paranoia de que tudo aquilo era uma cilada arquitetada por alguma entidade metafísica que adora ver velhos neuróticos desorientados.

Depois de perguntar a um vendedor de balas, uma senhora com um poodle e um homem que, honestamente, parecia conversar com postes, finalmente encontrei a tal Rio’s. Ao lado de um bar que parecia o purgatório em hora feliz: gente saindo pelas janelas, pelos ladrilhos, talvez até pelos ralos.

Entrei na boate com o tipo de constrangimento que só se sente em velórios e salas de espera de proctologistas. E lá estava a cena: uma mesa de sinuca, dois homens silenciosos como monges com tacos nas mãos e uma mulher de biquíni besuntada em óleo — o tipo de imagem que deveria vir com um alerta do Ministério da Saúde: “Ver após o orgasmo pode causar depressão existencial profunda”.

A sensação foi a mesma de encontrar Deus, dar um abraço e descobrir, cinco minutos depois, que tudo não passou de um comercial de desodorante.

Fui até o bar como quem caminha para o cadafalso — tentando ser invisível, quase implorando ao universo que não me notasse. Havia em mim uma timidez tão ancestral, tão metafísica, que parecia herança de Adão após a mordida. Pedi uma Ice com a voz embargada de pecados antigos. E então — Deus me perdoe — surgiu uma criatura. Sim, uma criatura. Serviu-me a bebida sem o menor traço de expressão humana. Nenhum sorriso, nenhum grunhido, nada. Era como ser atendido por um algoritmo.

Minha tentativa de parecer invisível foi, como quase tudo que tento, um fracasso retumbante digno de estudo acadêmico. E o fracasso, naquele instante, tinha forma — uma mulher corpulenta, besuntada em óleo como uma Vênus suburbana, avançou na minha direção com a fúria lasciva de um petroleiro.

Ela não caminhava: deslizava, escorregava, reluzia como uma tentação untada pelo próprio Diabo. Envolveu-me com aquele líquido pegajoso, uma graxa transparente, lúbrica, como se eu fosse uma ave marinha encalhada num desastre ecológico. Foi uma cena tão surreal que, por um instante, considerei seriamente a possibilidade de estar dentro de um documentário sobre a degradação urbana.

Era uma mulher madura. Bonita. Uma dessas cavalonas solenes, feitas para o pecado e para a perdição dos fracos. Aproximou-se com a autoridade lasciva das Messalinas modernas e, sem qualquer cerimônia, pediu que eu lhe pagasse uma bebida. No fim, a conta do bar passou dos cem reais. E eu paguei. Paguei com a dor silenciosa dos que nunca aprenderam a dizer não.

Mas ela não parava. Continuava a se esfregar em mim com um fervor indecente, como se eu não fosse um homem, mas um mata-borrão — uma almofada trágica feita para absorver o óleo, o suor e o perfume doce da danação. E ali, entre goles caros e esfregões untuosos, eu compreendi: estava condenado.

Ela se apresentou com uma naturalidade desconcertante: “Anita”, disse, como quem já nasceu com esse nome programado. Sugeriu, com a frieza administrativa de quem marca uma reunião pelo Zoom, que eu alugasse uma alcova por três horas para que pudéssemos “nos conhecer melhor”.

Fiquei parado, encarando sua expressão impassível, que lembrava a esfinge do Egito depois de uma crise de tédio. Eu não sabia se ela estava me testando, vendendo um plano funerário ou citando uma frase em latim. Mas ela falava sério. Muito sério. Sério como cobrança do imposto de renda.

Intimidado — porque, vamos ser honestos, sou intimidado até por garçons —, negociei humildemente quarenta minutos. Ela respondeu com um “tudo bem” tão decepcionado, mas tão resignado, que tive a estranha impressão de estar diante de alguém que acabou de conferir o bilhete da Mega-Sena e descobriu que não acertou nem o horário do sorteio.


Na alcova, nada aconteceu. Repito: nada. E esse nada tinha a espessura de um drama grego. Eu já havia gozado com Camila e o corpo agora era um túmulo sem profanação. Tentamos uns beijos. Tentamos… não sei. Tentamos alguma coisa.

Ela se esfregava em mim como um daqueles rolos industriais de massagem que você encontra em spas de aeroportos. Eu, por outro lado, parecia mais um sofá velho esperando a coleta seletiva. Nada rolou. E como nada rolou e como absolutamente nada resultou desse nada — acho que você entendeu a dimensão metafísica disso —, encerro por aqui. Fim. Fade out.

Ao sair do quarto, vislumbro uma aparição: o forista Krisium, pré-histórico, monumental, com o olhar febril dos sobreviventes. Convida-me para um forró — sim, um forró! — nas profundezas inconfessáveis de Cordovil. Mas antes, propõe uma parada na boate Black White ali ao lado, como se a noite não tivesse fim, como se o pecado tivesse sequelas e continuações.

Mas essa, ah, essa já é outra história... Talvez mais indecente. Talvez mais absurda. Talvez...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Jonas, The Creator, Geraldinho, Quaqua, Jucabar, PauloCesar, Zero Açucar, Yami Mysterio, Josh, Pajé, Rebecca Magrini, Ikki RJ, Diazepan, curtiram esse TD.
CAMILA AZEVEDO - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98989-5602
CAMILA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

18 de Maio de 2025 às 10:05









***

E lá estávamos nós — eu e o Sucatão — esse monumento ambulante à engenharia vencida, cujo motor provavelmente já deveria estar mumificado e exposto no Louvre, ao lado da Vênus de Milo e de um carburador do século XIX. Mas não. Ele se recusa a se aposentar. O Sucatão tem a obstinação de um velho ator shakespeariano que insiste em interpretar Hamlet aos 87 anos, com artrose avançada e um marcapasso que toca o Hino Nacional toda vez que dá ré.

Saí da bucólica Tijuca e, sem notar, já estava atravessando a Leopoldo Bulhões. Aquilo ali não é rua, é sentença. Manguinhos do lado, cheirando a esperança morta. A direção era Bonsucesso, mas o destino, eu sabia, era o infortúnio. Porque toda noite carioca que começa em Manguinhos e vai dar em Bonsucesso é uma série da Netflix com direito a algum tipo de revelação obscena.

Fui me guiando pelo GPS — que mais parecia um taxista indiano bêbado —, ele indicava a rota como se dissesse: “confia, vai dar certo”.

Ao ver as fotos de Camila, fui tragado por uma decisão infame, sacrílega, mas absolutamente inevitável. Era o meu pecado. Um pecado com nome, carne e dois seios que pareciam esculpidos por um anjo, desses que Deus expulsa do céu por excesso de talento erótico.

Era inevitável. Irrevogável. Eu precisava tocar aqueles seios pequenos, firmes.

Veja bem, eu sei que seios são só glândulas mamárias com marketing. Mas, depois dos cinquenta ou dos sessenta anos, o marketing funciona. E funciona muito. O problema é que, com a idade, o nosso foco se desloca. O cérebro vai ficando mais filósofo, o coração mais cardíaco e a nossa boca termina fazendo mais pelo prazer do que o pênis, que se aposenta precocemente e se recusa a trabalhar, mesmo em regime de home office.

Camila fica num prédio comercial discreto. Ao subir, o porteiro apenas me lançou um olhar. Um olhar cúmplice, quase indecente. Não disse palavra. Não precisava. Naquele instante, compreendi: ele já sabia. Sabia de mim, do meu desejo, da minha infâmia. E, ainda assim, não me julgou. Ou pior: me absolveu com o silêncio. Como se dissesse, sem dizer, que homens como eu — patéticos, vencidos, famintos de carne e afeto — são mais comuns do que se imagina. E que naquele edifício não se entra: se confessa.

Sem os óculos, eu sou um desastre óptico ambulante. Um cego moral, tateando pelos corredores como um pecador em busca do confessionário. Perambulava feito um idiota trôpego, um Mister Magoo dos trópicos sem a leveza da comédia. Havia algo de ridículo, de absolutamente ridículo na minha figura: um homem idoso, míope, suando diante das portas fechadas como quem implora por piedade. E então, como quem descobre a entrada do purgatório, eu a vi. Encontrei a porta. A porta da esperança. Ou da perdição, dependendo do ponto de vista e do grau de miopia.

A porta se abriu. Entrei como quem atravessa o umbral da salvação. Olhei para o lado — e ali estava ela. Uma ninfa. Uma aparição profana, trajando um conjunto de lingerie que parecia ter sido costurado por Lúcifer. Se eu não tivesse exercitado o autocontrole nas últimas décadas, teria gozado ali mesmo. Porque, sim, os velhos não padecem apenas da incontinência urinária. Há também a ejaculação precoce. A última vingança do corpo sobre o desejo.

Camila é muito simpática, falante, daquele tipo de pessoa que faria amizade com um cacto se ficasse tempo suficiente na mesma sala. Me conduziu ao quarto com uma gentileza quase terapêutica. E, o tempo todo, repetia — com uma doçura que beirava a compaixão — que eu não era um idoso. “Você não é velho”, dizia. “Imagina!” E quanto mais ela dizia, mais eu me sentia como uma versão frágil de Matusalém recém-saído de um lar para veteranos da Guerra do Vietnã.

Era como se, a cada elogio, ela estivesse tentando reanimar um defunto otimista. E eu, claro, sorria com a mesma expressão que tenho quando o proctologista tenta puxar assunto durante o exame.

Camila despiu-se com a teatralidade das devassas ingênuas. Saiu da roupa com a agilidade de quem salta de dentro de um bolo — nua, triunfante — numa festa-surpresa organizada pelo Diabo para o chefe do departamento. Diante dela, meus olhos ficaram estáticos, paralíticos, não como quem vê um corpo, mas como quem presencia um milagre indecente estampado na capa de uma revista que deveria ser censurada até para adultos.

Fiquei imóvel, pasmo, sem saber se tocava, se lambia ou se fugia em pânico. Optei por beijá-la. Foi então que conheci o vácuo. Um beijo sem língua, um beijo ausente, um beijo que não beijava. Tentei de novo. O mesmo vazio. A ausência da língua era uma metáfora da minha própria falência.

Perguntei, quase ofendido: “E a língua?

Camila respondeu com a crueldade leve da juventude:

— A sua língua é muito afoita.

Ah, pobre Camila. Ela ainda não sabe, não compreende, não intui... Que a língua de um velho não é lascívia, é desespero. É uma tentativa, quase comovente, de compensar um pênis que entrou numa fase contemplativa da vida. Um pênis que, se pudesse falar, diria: “Boa sorte aí em cima. Eu tô fora.

Com a minha perseverança, as coisas começaram a mudar. Os beijos tornaram-se profundos, lúbricos, quase sacrílegos. E então, enfim, a língua dela apareceu. Surgiu excitando-me, saciando-me, perdoando, por instantes breves, toda a minha velhice e a minha decadência.

Mas o que veio depois não foi amor, foi liturgia. Num gesto quase profano, puxei o vibrador de eletrochoque — um instrumento que mais parece saído de um ritual pagão — e o coloquei sobre o clitóris da menina. Sim, menina! Porque havia nela aquela juventude cruel que fere e goza ao mesmo tempo. Ela reagiu ao impacto.

Gemeu. Estremeceu. Contorceu-se como uma serpente em êxtase ou uma histérica em combustão. E então gozou. Gozou como quem confessa, como quem morre um pouco — e me fez cúmplice de um prazer que, para ela, talvez tenha sido apenas instinto. Para mim, foi sublimação.

Deixei que ela se recuperasse — o corpo ainda convulso, o peito arfando como quem e espera o castigo. E então, desci a boca até a sua vagina quente e úmida. O altar do escândalo. Camila recomeçou a se contorcer, a gemer como uma pecadora que reza e goza ao mesmo tempo. Era a oração da luxúria.

Levei meu dedo à entrada do seu cuzinho — aquele pequeno e indecente oráculo que separa o instinto da culpa — e ela estremeceu com mais força. Se incendiou. Ficou mais excitada, mais entregue, mais impura. Gozou novamente. E eu, já sem saber se era homem ou espectro, assisti àquela explosão como se fosse uma benção.

Pedi a Camila que me chupasse e ela me engoliu com a precisão de uma flautista de orquestra alemã. Mas ali não havia música, havia arte — a arte obscena que só as mulheres muito jovens, muito belas e inconscientes da própria habilidade conseguem exercer. E eu, imóvel, trêmulo, sentia-me não como homem, mas como relíquia — um objeto antigo, sagrado, sendo adorado pela última vez antes de ser esquecido.

— Ele tem dificuldade, né? — disse Camila, olhando para o meu combalido Pikachu com a ternura de quem olha um filho débil, abandonado pela natureza. Havia em seu olhar uma piedade maternal, como se visse ali não um pênis, mas um pequeno animal ferido, perdido entre as pernas de um homem vencido pela idade e pelas lembranças.

Camila, porém, não desistiu. Chupou-me com fome e gemia enquanto me chupava. Alternando o boquete com a masturbação, me fez ejacular um batalhão de espermatozoides inúteis para a reprodução da espécie humana. Um exército derrotado, lançado ao mundo sem missão, sem glória, sem descendência.

Conversamos e nos despedimos com a promessa de retorno. Tudo sem presa. Camila valoriza o momento. E eu voltarei. Saí do prédio e decidi ir até a Rio’s. Errei o caminho e me perdi como um velho com Alzheimer. Mas isso é outra história...

membro, Brega, zZzneWBiezZz, onlyhaters, Peter White, Jonas, The Creator, Saulo Top, Makaveli, Long Trail, Pica_de_Cavalo, Estarossa, Ciclista, Y@N, PauloCesar, Josh, Detonador, Guib, Brand, Getúlio, Pirubaby, Yami Mysterio, Lyon, Camila Azevedo, Guardiola, Nomade, Holmes, Rebecca Magrini, CarecaComilão, curtiram esse TD.
RHANNA - Duque de Caxias - RJ - (21) 98080-1405
RHANNA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$130.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SEI NãO SEI NãO SEI NãO R$0.00 NãO

16 de Maio de 2025 às 11:05


RHANNA - https://fatalmodel.com/acompanhante/2456680/rhanna-2456680




**Prosseguindo com a homenagem a essas mensagens fantásticas que recebo de generosos foristas**



Eu juro que tentei. Antes de cometer esse... como posso chamar? Delito emocional? Insanidade hormonal? Eu juro que me esforcei. Tentei contato com várias acompanhantes — o que, aliás, é um processo mais exaustivo do que marcar uma consulta com um dermatologista da rede pública.

Algumas respondem em duas horas, outras em dois dias, e tem aquelas que visualizam a mensagem no mesmo ritmo em que arqueólogos descobrem fósseis: uma resposta a cada duas semanas, com sorte. Honestamente, essas meninas deveriam terceirizar o atendimento ao cliente. Um Call Center em Bangladesh seria mais ágil.

Quando já estava quase jogando a toalha (e com ela, o resto da dignidade), me deparo com um anúncio. Uma ninfa. Uma criatura com curvas capazes de provocar salivação canina instantânea. Senti-me como um beagle na porta do açougue. Havia, contudo, um pequeno obstáculo geográfico: a moça operava em Duque de Caxias, uma região que, para mim, é tão misteriosa quanto a Cordilheira do Himalaia — só que com menos lama e mais perigo.

Fiz contato. Honestamente? Acho que torcia para que ela não respondesse. Mas, milagre dos algoritmos, ela respondeu. Senti os joelhos fraquejarem com a fé dos que veem santos em paredes mofadas. Me contive, é claro. Estava na rua. Mas por dentro, ajoelhei-me sobre o solo sagrado da bucólica Tijuca. Objetiva, simpática, sem aquele ar atendente de firma de cobrança. Agendamos um encontro num hotel próximo — perto dela, não de mim, claro.

Chamei um Uber com a sensação de que talvez o chofer tivesse experiência em missões da ONU. Caxias, afinal, tem suas nuances. A viagem parecia uma expedição, e eu rezando para que o motorista não resolvesse me deixar no meio de alguma quebrada com toque de recolher. Mas deu certo. Cheguei inteiro e sem precisar negociar com nenhum gerente do tráfico. Estava no templo do desejo... ou, pelo menos, numa filial com ar-condicionado e carpete suspeito.

No quarto, tomei banho, tentei desamassar minha cueca preferida (velha, desbotada, quase um pano de chão sentimental) e fiquei à espera de Rhanna. Ela chega. E quando entra... meu caro, lacrimejei saliva. Corpo de fazer padre pecar. Aquelas curvas que não aparecem nem em filme pornô japonês. É possível que ela tenha achado que eu era um paciente da geriatria em fuga de algum hospital. Mas não. Eu estava ali por vontade própria. E por uma libido teimosa, que se recusa a aceitar o fim.

Rhanna, pessoalmente, é a síntese do que eu chamo de “catástrofe erótica”. Jovem, charmosa, e com aquela energia sexual que só estudante que ainda paga meia-entrada em cinema consegue ter. Pedi para que tirasse a roupa, e ela tirou como quem desfaz um embrulho de presente.

Joguei-me nos peitos dela com a devoção de um recém-nascido em crise. Mamei como quem busca consolo por todas as frustrações da vida. Mamei como se ali houvesse salvação. E ao fundo, os gemidos dela — suaves, quase irreais — me lembravam que, por alguns minutos, eu era menos homem velho e mais um menino que não desistiu do milagre.

Deitei-me como quem se entrega. Sem ilusões. A moça, ao fitar minha cueca, teve um olhar que não era de desejo, nem de escárnio — era de piedade. Uma piedade religiosa. Olhava como se olhasse um moribundo antes da extrema-unção. E ali estava eu: deitado, vulnerável, um pobre-diabo diante de uma sacerdotisa do prazer.

Com gestos suaves, quase terapêuticos, ela me despiu. Parecia mais uma fisioterapeuta especializada em reabilitação muscular do que uma acompanhante. Se tivesse me oferecido um alongamento para a lombar, eu não teria achado estranho.

Aproximou o rosto do combalido Pikachu em estado de aposentadoria. Começou a me masturbar com uma gentileza clínica, como quem realiza um procedimento coberto pelo plano básico do SUS. Suas mãos, suaves e ritmadas, me tocavam como se evocassem um milagre. Mas o que veio não foi o milagre. Foi o castigo.

Mais uma vez — sim, mais uma! — fui vítima da diabólica ejaculação precoce. A vergonha saiu de mim antes do prazer, como se Deus, lá de cima, tivesse apertado um botão de pânico só para me ver cair no ridículo.

Se algum andrologista estivesse no cômodo, ele não apenas teria prescrito um antidepressivo de tarja preta, mas também sugerido terapia em grupo, dieta rica em ômega 3 e talvez até uma mudança de cidade. Eu, por minha vez, só consegui olhar para o teto.

E ali, nu, ridículo, acabado, só me restava o silêncio. Um silêncio denso, que me envolvia como um sudário. Porque o gozo, quando chega antes da hora, não é um alívio — é um epitáfio.

Rhanna se foi. Levantei-me da cama. Caminhei até a janela do hotel. Começava a anoitecer. Do rádio do quarto, uma música inundou tudo...

SHEN LAB



membro, Pirubaby, Surfcoh, Blackoldman, Flavinho, Jonas, The Creator, Makaveli, Jucabar, Darkcortes, Saulo Top, PauloCesar, Yami Mysterio, N@mor, Peter White, pgggato45, Phelipe Orpheu, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - Central do Brasil , Centro - Rio de Janeiro - RJ
PATY
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

13 de Maio de 2025 às 11:05





**Continuo homenageando esses Foristas que me mandam mensagens incríveis e generosas.**



Tinha que resolver uma pendenga burocrática por causa da minha condição de PCD. Um camarada, daqueles que se dizem amigos, me recomendou o Poupa Tempo da Central do Brasil. A Central do Brasil. Aquela mistura de terminal ferroviário e pós-apocalipse urbano, onde o tempo parou, mas o crime evoluiu.

Achei que fosse sacanagem. Um trote, sei lá, mas o sujeito estava sério, com aquela cara de quem já morreu por dentro e voltou só para pagar boletos. Então, fui.

Central do Brasil, um pedaço do Rio onde o GPS perde a fé e o Google Maps te deseja boa sorte. A parte engraçada — se é que tem graça — é que além de eu andar com uma surdez que já não ouve nem a sirene dos Bombeiros, ele ainda queria me ver saindo de lá também sem celular e com um trauma novo para empilhar nos antigos.

Sem alternativas melhores e com a urgência típica de quem descobre que a vida é uma fila interminável no guichê errado, aceitei a sugestão como quem assina um contrato com o Diabo… já ciente de que, mesmo que lesse as letras miúdas, não entenderia nada.

Fui sem agendar. Não sabia que precisava agendar. E nisso, confesso, houve uma certa pureza criminosa, uma inocência de mártir suburbano. A velhice, meus amigos, não nos transforma em anciãos sábios como nas novelas bíblicas — transforma-nos em crianças místicas, sonhadoras, patéticas.

Sonhamos com a NASA, com galáxias longínquas, mas acordamos numa repartição pública do Centro do Rio, onde o ar-condicionado é uma lenda contada por servidores públicos entre um cafezinho ralo e outro. Éramos para ser heróis, acabamos senhas.

E o mais trágico: nos achamos especiais. Como se o sistema, esse Minotauro de repartição, fosse abrir exceção porque estamos de meias de compressão, aparelho auditivo e colesterol em marcha fúnebre.

Fui salvo por uma alma caridosa — dessas figuras raríssimas, quase um milagre ambulante, que só aparecem quando o cometa Halley resolve passar por aqui. Uma mulher que, num gesto de piedade que faria tremer Madre Teresa, me encaixou sem agendamento, o que, convenhamos, é o equivalente funcional a abrir o Mar Vermelho numa repartição pública.

Talvez ela tenha temido que eu tivesse um AVC ali mesmo, entre o bebedouro quebrado e a plaquinha “sorria, você está sendo filmado”, que sempre me soa como uma ameaça velada.

Desvencilhei-me do meu problema e, mais milagrosamente ainda, do Poupa Tempo, com a promessa de que eu voltaria outro dia para finalmente receber o tal documento. Uma promessa!

E de fato, poupei tempo. Mas foi um tempo que me caiu no colo como um cadáver inconveniente. Tempo ocioso — essa aberração existencial que, dizem os antigos, é a oficina do Diabo. No meu caso, era o ateliê da curiosidade mal resolvida.

Decidi fazer uma ronda pela região. Aqueles quarteirões traiçoeiros e profanos do Centro do Rio, que me são familiares desde os anos 90, quando me envolvi com uma pernambucana de nome esotérico, olhos de maresia e endereço num cortiço que mais parecia cenário de uma peça de teatro comunista. Foi uma paixão. Com direito a juras eternas, pés frios e uma barata que sempre aparecia durante o sexo como um anjo caído, testemunha ocular da tragédia.

Embiquei minha silhueta obesa — essa tragicômica herança genética — em direção à Rua Barão de São Félix, uma via de triste memória, dessas que a gente visita mais nos pesadelos do que no trânsito real da vida. Aquela rua... aquela rua é um pecado de calçamento irregular. Tive calafrios. E não eram metafóricos.

Foi então que a vi. A inesperada escolhida. Em frente ao lendário Hotel Campos. Paty. A morena. Não era bonita — não, longe disso. O rosto lembrava uma escultura inacabada, feita às pressas por um estagiário de Michelangelo. Mas o corpo... ah, o corpo! Era um escândalo anatômico, uma afronta à castidade e ao casamento.

Hesitei. Como todos os tímidos hesitam antes de cair. Havia nela uma placa invisível, piscando em neon mental: PUTA. Era como se o próprio subconsciente me provocasse: "Vamos ver até onde vai a sua covardia."

Passei por ela uma vez, com a dignidade de um funcionário público em horário de almoço. Passei uma segunda vez, com o suor do pecado escorrendo pela testa. Voltei uma terceira vez, já em marcha fúnebre da minha própria compostura. E então, na quarta — como num roteiro de moralidade duvidosa — ela me parou.

“Tá perdido, senhor?”

O “senhor” me atravessou como uma faca com cabo de culpa. Aquilo não era uma pergunta. Era um diagnóstico. Como se ela tivesse detectado em mim um idoso desorientado prestes a perguntar onde fica a farmácia mais próxima. Faltou só oferecer um copo d’água e ligar para a minha neta que não existe. Me senti tão sexualmente invisível quanto um poste. Um poste com ferrugem, rabiscado, e em processo de tombamento histórico.

— Na verdade, estou interessado em conhecer você — ousei dizer, como quem salta de um penhasco com um guarda-chuva furado no lugar de paraquedas.

Foi nesse exato momento que o olhar da mulher se transformou. E que transformação! Era como se eu tivesse me revelado não um homem, mas um espectro. Um monstro. Um escândalo com calvície. Ela me olhou como quem vê um zumbi saído não de um seriado qualquer, mas de um necrotério suburbano, desses onde os mortos ainda cochicham fofocas indecentes.

Houve um silêncio. Um silêncio que durou séculos e condenações. A moça me fitava com olhos arregalados e mandíbula firme, como quem calcula se vale mais a pena fugir ou chamar o padre. Era o olhar de quem vê Belzebu pedindo um cafezinho com açúcar. E eu ali, libertino em tempo integral, confuso, suando pelos pecados que ainda nem tinha cometido.

A verdade é que tentei ser romântico — e fui obsceno. Quis ser cavalheiro — e virei assombração. E naquele instante glorioso e ridículo, percebi: toda tentativa de ternura é indecente quando feita por um homem velho com IMC acima de 30 e passado duvidoso.

No fim, nos entendemos. Como sempre acontece entre seres humanos movidos por paixões carnais e dívidas. Uma nota de cem — alvíssara do capitalismo, hóstia profana da ganância pagã — surgiu entre meus dedos trêmulos como um milagre laico. E, meus amigos, que ninguém se engane: nenhuma ideologia resiste ao estalar de uma cédula nova. O romantismo, que até então jazia morto e sepultado, renasceu como Lázaro em liquidação.

Firmamos o acordo: quarenta minutos de um amor relâmpago, desses que não deixam rastros nem recibo. E fomos. De mãos dadas. Sim, de mãos dadas — como dois adolescentes castos e tolos atravessando o Arco do Triunfo, só que sem o arco, sem o triunfo, e em plena poeira encardida da Central do Brasil.

Foi sublime. Sublime e vagabundo. E talvez tenha sido justamente isso que marcou mais: a beleza inegável de uma cena absolutamente indigna. Porque, no fundo, somos todos isso — libertinos com alma de Romeu, querendo ser amados mesmo quando estamos pagando por hora.

Deixei o lugar como quem abandona o palco depois do último ato. Embarquei no metrô carregando no corpo os pecados da carne e, na alma, uma pontinha miserável de poesia.

Sincronizei os aparelhos auditivos com o celular. E então... a música. Ah, a música! Começou a tocar como se fosse trilha sonora de um filme francês que ninguém entende, mas todos fingem ter gostado.

Deixei que a melodia me envolvesse. Fiz daquilo um momento eterno. Um instante ridículo e sublime para ser lembrado... antes que tudo se dissolva no Alzheimer universal que é a vida. Porque, no fundo, viver é isso: colecionar lembranças com prazo de validade e torcer para que, quando o esquecimento vier, ele seja gentil o bastante para deixar a melhor cena por último.

MORE THAN THIS



ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Carioca_ZN, Zhukov, Makaveli, Saulo Top, Josh, Pirubaby, Jucabar, Morcegão, Quaqua, Geraldinho, PauloCesar, N@mor, Yami Mysterio, Gigante, Pica_de_Cavalo, curtiram esse TD.
VIA BRASIL - Avenida Brasil, 5278 , Maré - Rio de Janeiro - RJ
Fiona
NEUTRO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

11 de Maio de 2025 às 23:05









Embrenhei-me pela Avenida Brasil como quem adentra os domínios de Hades — ciente de que não haveria retorno. Os postes, sempre se esquivando de balas perdidas, projetavam sombras que mais pareciam advertências. E então, como uma aparição do inconsciente, eu vi: uma luz colorida tremulando ao longe.

Não era uma revelação, nem uma epifania cristã — era um letreiro meio agonizante, que dizia, com letras exibidas e indecentes: VIA BRASIL. Um bordel. Um santuário da carne, incrustrado no coração de um subúrbio onde o prazer tem cheiro, que nem sempre é dos melhores.

O nome me pareceu mais nítido do que o meu próprio passado. E Pikachu, meu falo ressuscitado, vibrava como uma antena parabólica sintonizada em pornografia. A dormência habitual havia desaparecido. Agora era clamor. Era súplica. Era um chamado ancestral: “Enterre-me em uma vagina. Antes que eu o enterre como indigente.

Estacionei o carro em frente a uma loja de gás veicular, com três gatos sinistros, uma moto sem roda e uma garrafa quebrada que parecia me julgar. Respirei fundo. Olhei para o céu em busca de um sinal divino, mas tudo o que encontrei foi um avião passando longe — como que dizendo: “Você podia estar indo para Paris, mas escolheu isso.

Confesso que temi, ao retornar, encontrar apenas o chassi do Sucatão pichado com um “perdeu, mané” — como uma lápide suburbana à minha ingenuidade. Aquilo não foi estacionar. Aquilo foi o abandono de vulnerável.

Entrei.

O interior do Via Brasil era tudo o que se espera de um prostíbulo honesto: sofá de courino gasto, espelho com manchas e um cheiro que misturava desinfetante e desespero recém-maquiado.

Acredite, Forista sem Fé — eu mal tive tempo de absorver o cenário, quiçá respirar o aroma deprimente de desinfetante genérico em oferta no Mundial, quando uma senhora, cuja silhueta desafiava as leis da gravidade e da arquitetura, surgiu diante de mim com a sutileza de um iceberg rumo ao Titanic, me encurralando como se eu fosse o último pão de alho da prateleira de uma padaria em fim de expediente.

— Sozinho, amor? — ela perguntou, com aqueles olhos esbugalhados que me encaravam como se eu fosse um bolo de chocolate recém-saído do forno, e ela estivesse há meses em uma dieta de pepinos e alface americana.

Pensei em responder que, com ela ali, a simples ideia de haver espaço para outra pessoa era uma ofensa à geometria. Mas me contive. Não por nobreza de espírito, longe disso — foi puro instinto de sobrevivência.

Com um gesto brusco, quase militar, ela me agarrou pelo braço e me arrastou até o bar como quem leva um prisioneiro de guerra para o interrogatório.

— Me paga uma cerveja, meu bem? — disse ela com a doçura de um rolo compressor.

Detesto ser chamado de “meu bem”. Especialmente por alguém que tem o porte físico de uma caminhoneira bielorrussa e a delicadeza emocional de uma célula radical treinada para sequestrar infiéis em troca de mísseis de longo alcance.

Paguei a cerveja como quem entrega uma mala cheia de notas de dólares a um sequestrador: com a esperança vã de que aquilo bastasse para me libertar. Que nada. Ela pegou o copo, deu um gole longo e ficou — como um aluguel atrasado ou uma dor lombar crônica.

Pensei: eu não escaparia. Qualquer tentativa de fuga poderia terminar comigo algemado num porão fétido, interrogado por essa mulher que, com aquele olhar vidrado e ombros de halterofilista soviético, parecia menos uma puta e mais uma veterana da KGB com sede de confissão.

— Qual o seu nome? — ela me perguntou, inclinando-se tanto que sua sombra eclipsou a luminária do bar.

— Dante. Meu nome é Dante.

— Que porra de nome é esse? — ela explodiu numa gargalhada tão selvagem que espalhou perdigotos com alcance balístico. A julgar pela trajetória, alguns devem ter chegado em Bangu e pedido asilo político.

— E o seu? — perguntei, tentando me esquivar da provocação.

— Fiona — respondeu ela, sem o menor traço de constrangimento.

Só podia ser sacanagem. E eu entenderia perfeitamente se você, afeiçoado Forista, decidisse abandonar esta história por completo neste ponto. Porque, veja bem: além de estar sendo coagido sexualmente por uma mulher que tinha a sutileza de um rinoceronte no cio, agora descubro que seu nome de guerra é Fiona. Isso mesmo — Fiona. A porra da namorada do Shrek.

Morro e não vejo tudo. Embora, no ritmo em que a noite avançava, eu suspeitasse que talvez ver tudo fosse justamente o meu castigo.

Não vislumbrando possibilidade de escapar daquela situação sem que a minha integridade física fosse ameaçada, sugeri que fôssemos para alcova por 40 minutos.

— Você acha mesmo que vai dar conta desse corpitcho em 40 minutos? — me intimidou Fiona com gestos rebolativos.

Paguei 1 hora.

No quarto, ela começou com um boquete surpreendentemente técnico, daqueles que quase te fazem esquecer que está prestes a morrer. Mas durou pouco. Num surto hormonal, digno de um touro em temporada de acasalamento, ela saltou sobre o meu corpo com a graça de um avião cargueiro tentando pousar numa pista de aeromodelismo.

Fiquei sem ar. Literalmente. Senti meus pulmões colapsarem, minha alma tentando escapar pela garganta, e só me restava a esperança patética — e cada vez mais remota — de que os Bombeiros da região invadissem o quarto e me libertassem daquele desabamento com CPF e nome de princesa ogra.

Gozei. Não sei se por puro desespero ou por um instinto romântico e primitivo de permanecer vivo. Talvez tenha sido uma reação biológica, um último suspiro da minha masculinidade tentando escapar da situação pela única saída disponível.

O fato é que gozei. E isso, de algum modo absurdo e místico, me salvou. Como se o orgasmo funcionasse como um botão de emergência do corpo humano: ejacular ou perecer. E eu, contra todas as estatísticas e leis da física, escolhi viver.

Saí da boate em estado de sublimação — uma espécie de êxtase pós-traumático, se é que isso existe. Eu estava vivo. E o Sucatão também. Dois sobreviventes. Dois veteranos de guerra que não sabem direito como saíram ilesos, mas tampouco ousam questionar.

Liguei o motor com a reverência de quem desperta um velho amigo de um coma. Enfiei um CD qualquer —, não sei — e deixei que a música nos embalasse rumo aos tortuosos caminhos da serra.

SHIVERS

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Tyrion, peixotarado, Geraldinho, Quaqua, Jonas, The Creator, PauloCesar, Jucabar, Latrell Spencer, Pirubaby, Pain, Saulo Top, Josh, Yami Mysterio, Jota08, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - R. Tenente Luiz Meireles , Agriões - Teresópolis - Teresópolis - RJ
BRUNA
NEUTRO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - NãO GOSTEI SIM - COM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

11 de Maio de 2025 às 17:05



Teresópolis, 17 graus. O tipo de temperatura que faz você questionar não só o guarda-roupa, mas também todas as decisões de vida que o levaram a estar sozinho, na rua, às 23h45 da noite de um sábado. Meus dedos estavam dormentes, meu nariz parecia um picles, e a única coisa quente em mim era a culpa.

Saí do hotel para comer uma pizza. Isso era o plano original. Pizza. Mas o ser humano, veja bem, é um bicho frágil — e eu ainda mais. Sou como uma versão emocionalmente instável de um hamster. Comecei a andar sem rumo, e quando me dei conta, estava perambulando pela Rua Tenente Luiz Meirelles como quem procura um sentido ou, na falta dele, alguma forma de anestesia.

Taxistas são como oráculos — só que com ar-condicionado quebrado e opiniões fortes sobre geopolítica. Foi um deles, um senhor de bigode farfalhante e olhar de quem já viu o fim do mundo começar pela Lapa, que me indicou, com a solenidade de um guia espiritual, alguns pontos discretos onde eu poderia encontrar "consolo carnal", nas suas palavras, em noites de carência afetiva, hormonal ou simplesmente existencial.

Confesso que hesitei — afinal, quando foi que cheguei ao ponto de seguir o conselho sentimental de um homem que usa colete de crochê e ouve Amado Batista no volume máximo? Mas havia algo na segurança com que ele falava — como se estivesse me passando a senha de um clube secreto — que me convenceu. E lá fui eu, seguindo as coordenadas do Oráculo do Asfalto, em busca de um alívio que nem Freud explicaria.

O tal motorista — a quem comecei a chamar mentalmente de Sócrates da Serra — me indicou um bar justamente na rua pela qual eu estava perambulando, como se o universo, além de cruel, também fosse irônico e prático. “Não tem erro”, disse ele, com aquela convicção típica de quem já se divorciou três vezes e acha que aprendeu tudo sobre a alma humana. Infelizmente, o erro já começava por eu estar ali, noite alta, me embrenhando por uma longa pista deserta, como um figurante tardio num filme noir rodado às pressas em Teresópolis.

As vitrines fechadas me observavam como olhos cansados, e cada passo meu soava como um argumento fraco num debate com a moral. Eu andava com a elegância de um filósofo bêbado — cabeça baixa, passos indecisos, um casaco que já deveria ter sido aposentado. A rua parecia maior do que eu lembrava, mais vazia. Ou talvez fosse só eu que estivesse menor. Diminuído por dentro.

Quando enfim vi a fachada do bar indicado pelo taxista, senti uma mistura de alívio e vergonha, como quem encontra o banheiro no shopping depois de muito procurar — só que, em vez de um vaso sanitário, havia uma porta entreaberta, uma luz âmbar triste e uma jukebox tocando alguma música romântica.

Parei na entrada. Ainda dava tempo de voltar, pegar um táxi e fingir que tudo isso era só um passeio antropológico motivado por tédio e cerveja barata. Mas não. Entrei.

E aí, Forista sem Fé, foi que a noite realmente começou a se complicar.

Foi quando a vi. Sentada em uma mesa, de saia curta e cigarro aceso, desafiando a lógica térmica e talvez até a física quântica. Ela me olhou como se dissesse: “Sério? Você?”. E eu, com meu casaco puído e postura de cachorro abandonado, retribuí com um olhar que dizia: “Sim, sou eu. Infelizmente.

— Tá afim? — perguntou sem rodeios ao me ver encará-la.

Olhei para os lados como se houvesse uma câmera escondida e eu estivesse num episódio particularmente decadente de “Câmera Indiscreta”.

— Não sei... acho que sim. Quer dizer... talvez. Você aceita Pix?

Ela não riu. Apenas virou e começou a andar. Eu segui. Nenhuma palavra foi dita no caminho. Atravessamos ruas vazias como dois fantasmas. Subimos uma ladeira em que havia uma pensão com nome de motel aposentado. Entramos. O recepcionista nos olhou com o desdém típico de quem já perdeu a fé na espécie humana.

No quarto, a decoração era uma mistura entre “filme de terror de baixo orçamento” e “consultório de dentista abandonado”. A cama fazia um barulho que parecia gemido de um idoso morrendo lentamente. Ela começou a tirar a roupa como quem cumpre pena, com a praticidade de quem já montou e desmontou diversas vezes muitos móveis das Casas Bahia.

— Pode deixar a meia — falei, tentando soar casual, mas saiu mais como um pervertido em crise de identidade.

Transamos. Ou algo parecido. Foi breve, funcional, quase uma transação bancária com envolvimento mínimo. Eu tentei pensar em outra coisa — em sinfonias, nas garças da Quinta da Boa Vista, nos bolinhos de chuva da minha avó — mas era impossível. A realidade estava ali, nua, com cheiro de cigarro e sabonete Palmolive.

Depois, ela acendeu outro cigarro. Eu, ainda nu, olhava para a parede manchada tentando encontrar alguma metáfora visual para a minha existência.

— Qual seu nome? — perguntei.

Ela me lançou um olhar entediado, como se aquela fosse a pergunta mais idiota que alguém já fizera depois de gozar.

— Hoje? É Bruna. Ontem era Carla. Amanhã, talvez Letícia. E você?

Pensei um instante.

— Dante. Meu nome é Dante.

Vesti a calça, deixei o dinheiro na cômoda e saí. O frio agora parecia menor. Ou talvez eu tivesse me acostumado.

Ou talvez — veja só — aquela fosse a forma mais triste de aquecimento humano.

Sincronizei os meus aparelhos auditivos com o celular e deixei que a música aquecesse os meus tímpanos...

INFORMATION SOCIETY

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, Pirubaby, Jonas, The Creator, Zero Açucar, Jucabar, Makaveli, Brand, Nomade, Top Gun, Geraldinho, Quaqua, PauloCesar, Saulo Top, Josh, Yami Mysterio, curtiram esse TD.
BOATE 119 - Rua da Alfândega, 119 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
AMANDA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

06 de Maio de 2025 às 23:05





CONTINUAÇÃO DE: CLUBE 13


Dois a zero. O placar da vergonha. Duas tentativas, duas brochadas gloriosas — ou, para ser mais justo, duas semi-ereções suicidas que desistiram no meio do caminho, como se meu pênis tivesse desenvolvido consciência e vergonha de participar daquilo.

Depois de atravessar dois puteiros e resolver uma sequência de questões burocráticas no Centro — incluindo fila em cartório, discussão com um atendente e uma tentativa frustrada de achar um banheiro que não parecesse um cenário de crime — eu já estava operando no modo zumbi.

Sabe quando o corpo vai, mas a alma assiste de longe, tomando um refrigerante e torcendo para que você desista? Era eu.

Naquele momento, se alguém me oferecesse um jumento — sim, um jumento, com cela, ração e talvez uma bandana colorida — eu aceitaria. Montaria o bicho como um cavaleiro medieval, atravessando a Rio Branco com um olhar de quem desistiu do clímax, mas ainda acredita na travessia. Iria feliz, inclusive.

Porque, no fundo, o que eu buscava já não era mais gozar. Era redenção. Um momento de paz, talvez até espiritual, ou pelo menos ortopédico. Algo que me dissesse: “Você ainda vale alguma coisa, mesmo que não consiga ejacular sob pressão.

Segui andando, suado, meio torto, exausto, tentando decidir se era melhor tentar a sorte em mais uma casa — ou simplesmente me sentar no meio-fio e aceitar que aquele dia foi uma metáfora: longa, confusa e sem gozo no final.

Mas entre a hesitação e o périplo — essa palavra que só usamos quando já estamos derrotados por dentro, tipo “preâmbulo” — havia a 119. A lendária Rua da Alfândega, que para muitos é apenas um ponto geográfico, mas que para mim se tornava, naquele instante, a última esperança lúbrica de um homem em frangalhos. A última braçada de um náufrago.

Era meio cedo, o que é sempre um risco nesses lugares. Mulheres sonolentas, maquiagem mal resolvida, libido em modo soneca. Mas o meu fôlego tardava. E quando digo fôlego, não me refiro só ao físico — que já estava combalido desde o segundo lance de escada na Uruguaiana.

Entrei. O ambiente, como sempre, era uma mistura de tentativa de sensualidade em um sobrado que parecia ter sobrevivido a um bombardeio dos nazistas. Logo na entrada, uma gordinha me olhou com aquele olhar de quem sabe. Ela não precisa perguntar nada. Ela vê minha cara e já sabe: esse aí não goza desde o segundo turno do Lula.

Fui até o sujeito que sempre me atende no bar e falei:

— Tem alguma novinha bacana disponível?

Ela respondeu:

— Tem sim. Chegou uma agora, novinha, super gente boa. Quer subir pra ver?

Como se eu tivesse escolha. Como se, naquele ponto, eu ainda tivesse critérios.

O nome dela é Amanda. Subi. E pela primeira vez naquele dia, senti algo parecido com fé. Não fé religiosa, claro — mas fé fisiológica, tipo “talvez role”. Mas no fundo eu já sabia: era a última cartada de um homem que estava mais perto de um Dorflex do que de um orgasmo.

Amanda me causou a impressão de ser novata. Não só pelo jeito um pouco hesitante de tirar a roupa, como quem ainda não decidiu se entrou num programa ou numa consulta ginecológica, mas principalmente pela maneira como sua pele reagiu quando abocanhei seus seios. Arrepiou-se inteira. Um arrepio involuntário, quase adolescente, daqueles que lembram que, por trás da rotina automatizada dos encontros pagos, ainda existe pele, nervo e talvez até alguma faísca de humanidade.

E isso, claro, me excitou enormemente.

Pikachu — meu membro, que há horas mais parecia um aposentado resmungando em cadeira de balanço — levantou-se com um ímpeto surpreendente, como um lobo ancestral farejando uma lebre alvíssima perdida na floresta. Um milagre. Um sinal. Uma revolução hormonal. E eu pensei, com a euforia contida de quem já sofreu demais para confiar na vitória:

Agora vai.

Amanda se deitou. Eu a beijava com uma devoção quase litúrgica, como se cada beijo fosse uma oração desesperada ao Deus do gozo. Ela gemia baixinho, sussurrava “assim mesmo”, e eu comecei a acreditar. Sim, a acreditar! Que talvez, enfim, após uma manhã de desilusões, derrotas eréteis e corredores que cheiram a cândida, eu conseguiria.

Posicionei-me. Camisinha posta. Ela por baixo, me olhando com uma mistura de curiosidade e leve desconfiança — um olhar que eu conheço bem, aliás, é o mesmo que recebo de garçons quando peço Coca-Cola em taça num boteco. Devagar. Concentração total. Respiração guiada. Tudo ia bem.

Por um minuto inteiro, eu senti que fazia parte da espécie humana novamente. Até que...

Comecei a meter. Devagar, atento, como um pianista lidando com um teclado. Amanda reagia com gemidos honestos, nada exagerados, e isso me dava confiança. Era como se cada estocada confirmasse: sim, você ainda é funcional. E Pikachu, heroico, mantinha-se firme — agora mais lobo do que nunca, uivando em silêncio.

Ela agarrou minhas costas, arranhou levemente, mordeu meu ombro com uma suavidade quase infantil. Disse coisas doces e pornográficas ao mesmo tempo, uma combinação que me atingiu em camadas que nem minha analista alcança. E então eu soube. Veio como um trem, um trovão, uma libertação.

Gozei.

E foi um gozo daqueles com gosto de epílogo. Sabe? Não apenas físico, mas existencial. Um gozo que arranca de dentro não só o sêmen. Gozei como quem entrega uma carta que guardou por anos sem coragem de enviar.

Amanda sorriu. Ajeitou o cabelo, beijou minha testa com uma ternura inesperada. E eu fiquei ali, deitado, sem força nas pernas, nos braços, na fé. Ela se levantou para limpar-se e eu, nu, olhei para o teto e pensei: Venci.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, PauloCesar, Brand, Jucabar, Jonas, The Creator, Holmes, Pain, Saulo Top, Sr. Popo, BurocrataRJ, Yami Mysterio, curtiram esse TD.
CLUB 13 - Praça Olavo Bilac, 13 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
ELIS
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

06 de Maio de 2025 às 22:05



CONTINUAÇÃO DE: URUGUAIANA 24


Sem alcançar a sagrada ejaculação — o Santo Graal da minha tarde lasciva — saí daquele pardieiro que é a Uruguaiana 24 com a sensação de que, além da dignidade, tinha perdido também uns 12% da minha fé na humanidade. E, claro, o saco ainda cheio. Uma pressão interna que beirava o metafísico, como se meus testículos tivessem assumido o papel de consciência moral e gritassem: porra, faça alguma coisa, por Deus!

Caminhei pela calçada com passos lentos, entre camelôs vendendo capas de celular e um povo com cara de quem devia a algum agiota que amputa os devedores. Pensava: onde, afinal, encontrar um lugar digno — ou pelo menos eficaz — para que meus espermatozoides inférteis pudessem passear um pouco antes de morrer de tédio?

Vou na 13”, pensei. Não por convicção, mas porque, naquela altura do campeonato, o critério havia se tornado um misto de desespero e o mínimo de distância possível. A 13 — nome de código entre degenerados da terceira idade — era minha próxima esperança. Um local onde os lençóis talvez não cheirem a mofo e onde, com sorte, alguma alma generosa com seios médios e paciência acima da média me ajudasse a, enfim, esvaziar a impaciência da minha bolsa escrotal.

Fui como quem vai ao dentista: resignado, ligeiramente envergonhado, e com uma esperança secreta de que, dessa vez, talvez... só talvez... alguém me chuparia com compaixão.

Cheguei na 13 com a esperança de quem já não acredita em milagres, mas ainda assim acende uma vela só por precaução. O ambiente era mais asseado que o da Uruguaiana 24, o que, convenhamos, não é grande feito. Ainda assim, havia uma tentativa de dignidade no ar — talvez fosse o aromatizante cítrico lutando contra o cheiro ancestral de suor e desilusões sexuais.

Encostei a barriga no balcão do bar, pedi uma cerveja. E foi então que vi Elis.

Morena, alta, sorriso de propaganda de pasta de dente vencida. Tinha um ar distraído, como se estivesse ali apenas de corpo presente, enquanto a alma tomava uma caipirinha com algum velho da lancha. E eu, é claro, me encantei. Por que o que é mais sedutor para um homem emocionalmente atrofiado do que uma mulher que claramente não está nem aí?

Entrevistei e subimos.

Ela foi prática. Tirou a roupa com um automatismo quase militar. Tinha um corpo bonito, firme, daqueles que fazem você repensar seus hábitos alimentares. Deitei-me. Ela veio por cima e começou a me beijar no pescoço com uma competência clínica, como quem marca presença sem compromisso.
Falei, em tom confessional:

— Só quero gozar.

Ela deu um risinho sem graça, como quem já ouviu isso umas 58 vezes naquela semana, e respondeu:

— Relaxa, vai dar certo.

Mas não deu.

Ela começou o boquete — técnico, eficiente, quase pedagógico. Mas algo estava errado. Pikachu, meu eterno companheiro de frustrações, não estava 100% convencido. Ele dava sinais de vida, mas não havia entusiasmo. Era como se dissesse: “Sério que é isso de novo? A gente não aprende, né?

Elis então tentou outra abordagem. Subiu no meu tronco, cavalgando com profissionalismo e indiferença. Rebolava direitinho, fazia carinha, gemia no tom certo — tudo nos conformes. Mas no meu íntimo, eu estava num redemoinho de pensamentos: o escândalo do INSS, a demissão do Lupi, minha glicose, e aquela sensação de que, mesmo nu, ainda me faltava algo essencial.

Ela tentou me beijar de novo, mas meu cérebro já tinha entrado em modo reunião de condomínio. Tudo fora do lugar, e eu tentando mentalmente implorar ao meu pênis que colaborasse. Mas ele, teimoso, recusava-se a ser cúmplice de mais uma farsa afetiva mal paga.

Passaram-se minutos. Ela olhou o relógio. Eu fingi que ainda havia esperança. Fizemos algumas manobras, posições, técnicas ancestrais e modernas. Nada.

Ela, gentil, disse:

— Quer tentar de quatro?

E eu, derrotado:

— Não consigo.

No fim, saí sem gozar. Outra vez. Trôpego, suado, e com o saco do tamanho de uma angústia freudiana.

Elis deu um sorriso quase fraterno.

— Acontece muito, sabia? Homem é muito da cabeça.

Respondi:

— Acho que meu pênis tem ansiedade social.

Vesti a roupa lentamente, como quem deixa o palco após uma peça ruim. E fui embora pensando: talvez eu precise menos de sexo e mais de um abraço — com final feliz.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Detonador, PauloCesar, Jucabar, Morcegão, Kyle, Yami Mysterio, Toalhinha, Ikki RJ, Diazepan, curtiram esse TD.
PRÉDIO URUGUAIANA 24 - Rua Uruguaiana, 24 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
CíNTIA
POSITIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI NãO SEI NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

06 de Maio de 2025 às 22:05






Hoje me lancei numa maratona física e moral para a qual, honestamente, não tenho mais nem preparo atlético nem emocional. Meu corpo dói em lugares que eu pensava estarem aposentados da função. As juntas reclamam, os músculos protestam...

Minha primeira parada foi na Uruguaiana 24 — que, para quem não conhece, é o tipo de lugar que transforma o conceito de "baixo astral" em arquitetura. Insalubre? Absolutamente. Aliás, só não acha insalubre quem já internalizou o mofo existencial como estilo de vida. O ambiente é uma mistura de filme de terror com cortiço pós-apocalíptico. E ainda assim, eu fui. Com a mesma lucidez de quem aceita um convite para jantar com o Putin em Chernobyl.

Subi aquela escadaria miserável, de paredes decadentes, que mais parecia um cenário alternativo do filme “Coração Satânico” — sabe aquela parte em que tudo parece ser uma metáfora para o inferno? Pois é. Menos a parte da metáfora.

Cada degrau me lembrava que o joelho humano foi feito para correr atrás de sonhos, não de prostitutas tristes num prédio com cheiro de desinfetante e sem nenhum vidro de álcool gel para nos consolar.

E no entanto, lá estava eu, um homem da terceira idade, arfando como um cachorro asmático, prestes a transar — ou a tentar — num cubículo com o charme de um matadouro. Tudo em nome de um prazer que, sinceramente, já me causa mais culpa do que alívio. Eu não precisava daquilo. Eu podia ter lido um bom livro. Ou feito alongamento. Ou morrido com mais dignidade.

Mas não. Eu fui.

Para não me alongar — pois dizem que sou prolixo, que falo demais e não entrego as informações que realmente interessam, como se a vida fosse uma planilha de Excel com colunas para “gozo”, “decepção” e “eventual arrependimento” — avistei uma moreninha no primeiro andar.

Ela saltitava com os peitinhos expostos, duros como se tivessem sido abençoados por um escultor renascentista e um ar-condicionado mal regulado. Sabe aquele tipo de mulher que, só de olhar, você ouve uma sirene imaginária avisando: perigo, cilada?

Pois é. Geralmente, mulheres que deixam os seios bonitos assim à mostra são como pratos muito bem apresentados em restaurantes ruins — a aparência te seduz, mas o gosto é de decepção temperada salmonela.

Mas é claro que eu não resisti. Meu cérebro ficou quieto. Meu senso de autopreservação tirou férias. E lá fui eu, conduzido não por desejo, mas por aquela força ancestral que move homens solitários a tomar decisões das quais se arrependem antes mesmo de tirar a cueca.

Apresentou-se como Cíntia. Nome de novela das seis. E os seios… bom, os seios desafiavam a lógica, a física e talvez até a teologia. De perto, tinham um magnetismo tão intenso que, juro, um defunto de sete dias salivaria — e talvez pedisse um cigarro depois.

E foi então que tive uma ideia um tanto peculiar. Nada de sexo convencional. Nada de penetração, posições ou acrobacias que exigem alongamento ou autoestima. Não. Eu queria algo mais... estético. Propus um tempo de programa apenas para chupar seus seios e beijar na boca. Um fetiche idiota. Como um adolescente tardio.

Perguntei se ela topava.

Ela olhou com uma mistura de surpresa e tédio profissional. E então disse: “Topo.”
Disse com aquela naturalidade de quem já viu de tudo — inclusive homens como eu, que pagam por um simulacro de afeto lactante e afagos orais com subtexto maternal mal resolvido.

E eu, claro, me senti um gênio. Um romântico à moda antiga. Ou um tarado com preguiça. Difícil saber.

Sentamo-nos naquilo que chamam de cama na 24, mas que, honestamente, parece mais uma mesa para castrar leitões. E lá estavam eles, os seios, gloriosos, macios, simétricos, com uma leveza que me fez esquecer momentaneamente que eu tinha boletos vencendo.

Comecei devagar. Não queria parecer um desesperado — embora, na essência, fosse exatamente isso. Beijei, lambi, aspirei cada centímetro daqueles seios como se procurasse sentido na vida entre as aréolas. E, por alguns instantes, achei que tinha encontrado.

Ela soltava uns suspiros educados, do tipo "não estou odiando, mas também não esperava um adulto de meia-idade lambendo meus peitos como se fossem sobremesa". O que, claro, era exatamente o que estava acontecendo.

Depois vieram os beijos. Beijar na boca em programa é sempre arriscado — é como pedir abraço em aeroporto: geralmente sai pela metade e com gosto de despedida. Mas com a Cíntia, por algum motivo, funcionou. Beijos molhados, lentos, sem julgamento. Tive um breve devaneio em que achei que talvez ela gostasse de mim. Ou talvez fosse só o protocolo. Difícil saber onde termina o afeto e começa o serviço.

Em algum momento, ela deitou-se sobre mim. Ficamos ali, meio enroscados, ela com os peitos nos meus olhos, eu com a mente girando entre poesia e punheta. Senti vontade de perguntar sobre a infância dela. Se gostava de Chico Buarque. Mas me contive. Já era patético o suficiente por pagar para beijar e acariciar. Não queria adicionar uma entrevista no meio.

Quando o tempo se esgotou, ela se levantou com a mesma leveza com que desfazem um feitiço, e me lançou um olhar que dizia algo como "obrigada por não ser um psicopata".

Vesti-me em silêncio, como quem sai de um templo profano. E fui embora pensando: talvez, no fundo, eu só queira ser amamentado emocionalmente. Ou talvez eu só esteja velho demais para essa merda.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, Brand, Detonador, HC, PauloCesar, N@mor, Yami Mysterio, Morcegão, Toalhinha, curtiram esse TD.
STELLAS E HOLLYWOOD MASSAGENS - Rua do Ouvidor, 130 - sala 707 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 2222-7864
DUDA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ NãO SEI R$0.00 TALVEZ

06 de Maio de 2025 às 02:05



Conheço esta casa desde os tempos remotos em que ficava numa cobertura na Rua Sete de Setembro. Inclusive, fui fissurado numa das meninas do local que se chamava Laís, uma loira estonteante. Resolvi fazer um tour nostálgico no novo endereço.

Escolhi uma morena simpática que se apresentou como Duda — sabe aquele tipo de beleza que não grita, mas sussurra? Disse que tinha 28 anos, e por algum milagre raro nesse universo de vaidades infladas, aparentava mesmo. O que já me fez desconfiar: ou é uma péssima mentirosa ou uma ótima atriz.

Tinha uma bunda redondinha, daquelas que parecem ter sido desenhadas por um escultor perfeccionista. Não muito firme, o que me fez pensar: será que já é aceitável gostar de bunda macia ou isso só vem depois dos 40? Seios médios, não caídos — o que, no meu dicionário emocional, é uma vitória da gravidade.

Pernas lisas, cabelos médios presos com aquele ar de “não me esforço, mas sou linda mesmo assim”. Altura, algo como 1,65 m, talvez 60 kg — não sou balança, sou apenas um observador ansioso. E o melhor: sem barriga. O que, na minha idade e com meus critérios emocionais, já me coloca num estado de gratidão quase espiritual.

Ela disse que eu estava "limpinho". Eu ri. Sabe aquele riso nervoso, de quem nunca sabe se é elogio ou se a pessoa esperava encontrar um lenhador medieval com feromônios de gambá? Pois é. Aí ela se aproximou do meu pescoço, cheirou como se fosse uma sommelierde sabonetes íntimos e soltou: “Hmm... tá mesmo, tá até cheiroso... vem, meu bem.” Fui sem banho. E, nesse instante, meu cérebro gritou: "o que você está fazendo aqui, seu idiota?"

Fingi timidez — coisa que, para mim, nem é atuação, é só o estado padrão de existência. Disse que não estava acostumado a esse tipo de lugar, o que tecnicamente é verdade se você descontar o Google Maps e os pensamentos suprimidos. Ela ficou animada, como se estivesse prestes a deflorar um novato do ensino médio.

Falei que só queria um bom boquete. Simples, direto. Ela aceitou com naturalidade e um sorriso profissional.

Analisando friamente — como quem avalia uma escultura em um museu — ela era uma morena bonita, simpática, disse ter 28 anos, e eu acreditei. Corpo bem distribuído: bunda arredondada, nada de barriga, seios medianos, pernas lisas, cabelo preso, o que me remeteu imediatamente à minha professora de matemática do ensino médio (o que, sim, causou um pequeno conflito mental, mas seguimos).

Ela começou a se esfregar em mim como uma gata carente. Aquele beijo seco, tipo bitoca de tia. Mas foi se animando, roçando o traseiro em mim como quem diz: "esquece seus traumas e foca aqui"

Sentei-me na cama — tecnicamente uma cama, mas que parecia o set de um filme B — e ela iniciou o trabalho oral.

No começo, hesitante. Mas o pênis, esse otimista incurável, foi acordando. E com carinho, incentivo emocional e ausência de cobrança, ela foi se soltando. De repente, estava ali: um boquete digno de nota de rodapé na minha autobiografia não autorizada.

Ela pediu que eu apertasse a bunda dela. Eu, é claro, obedeci, sempre com medo de que qualquer movimento mais brusco acionasse alguma cláusula contratual.

E então ela se virou e disse: “Só um boquete? Não vai querer comer minha bucetinha, não?

Olha, eu não sou de me emocionar, mas quase chorei. Que momento. Disse que dependia dela. E entre risadinhas e insultos carinhosos, ela retrucou: “Para de frescura e deixa eu subir nesse seu pau.”

As coisas foram ficando quentes. Eu, no auge do meu personagem, soltei: “Vem cá, sua piranha.”

Erro. Ela me corrigiu com firmeza: “Piranha não. Puta.”

É, tem hierarquias até nisso.

Ela seguiu firme. Colocou a camisinha com um cuidado que me deu esperança na humanidade, passou KY com a precisão de um engenheiro químico e se sentou com tanta gana que temi fraturas. Subia, descia, rebolava, me pedia para apertar, puxar, morder, quase fazer um workshop completo do Kama Sutra com improviso livre.

Beijos, gemidos, cavalgadas. Pediu para puxar o cabelo — puxei como quem segura o leme de um barco à deriva num vendaval. A cama fazia um barulho que parecia anúncio de fim do mundo.

Gozei. Ela continuou cavalgando como se não houvesse amanhã — e, honestamente, não sei se havia.

No fim, fiquei ali, suado, exausto e meio perdido, pensando: “É sempre assim ou eu estou ficando velho demais pra isso?

Provavelmente os dois.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Brand, Pirubaby, Corcel, Broker83, PauloCesar, Jucabar, Barbosa82, Negão_01, Holmes, Pajé, Sr. Popo, Hito, Incubo, Josh, N@mor, Yami Mysterio, 90loiro90, curtiram esse TD.
MANSÃO GALAX - R. do Rosário, 157 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
LIA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

06 de Maio de 2025 às 02:05



Faz umas semanas, decidi conhecer esse espaço chamado Mansão Galax — o nome, aliás, me pareceu pretensioso demais para um lugar onde você literalmente entra, paga e espera que a vida faça algum sentido. Cheguei na parte da manhã, o que, convenhamos, é um horário indecente para qualquer atividade sensual.

Olhei ao redor, e o plantel... bom, digamos que não era exatamente o elenco de um sonho libidinoso. Parecia mais uma reunião de pessoas tentando lembrar por que acordaram tão cedo. Nada me chamou a atenção, nenhuma epifania carnal, nenhuma deusa em salto alto. Mas o que eu tinha era uma urgência básica, quase fisiológica, uma necessidade de descarregar o que a solidão da madrugada e o tédio do meu subconsciente haviam acumulado. Escolhi uma mocinha chamada Lia.

Lia era um pouco mais... sólida, digamos. Nada contra. Pelo contrário. Ela tinha um ar maternal com um toque de "vou te chupar como se minha conta de luz dependesse disso". E, no fim, é tudo o que eu precisava.

O atendimento foi direto, sem firulas. Beijava com gosto, coisa rara hoje em dia, quando todo mundo parece querer "pular para o final". Enquanto alisava aquela bunda como quem tateia uma almofada terapêutica, avisei, em tom confessional: “Vim aqui só pra gozar na sua boquinha.” Ela riu. Como se eu fosse um personagem coadjuvante de uma comédia sexual italiana.

Sentou-se na cama, caiu de boca. Literalmente. E eu ali, refletindo sobre a brevidade da vida e a eficiência daquele boquete. Pedi para que ela ficasse de joelhos. Não por dominação ou fantasia. Sendo honesto, tem uma parte de mim que acha que isso me dá algum controle sobre o caos.

Segurei-a pela nuca e fui, digamos, transpondo minha ansiedade para a boca dela, enquanto ela se engasgava discretamente — o que, confesso, me deixou numa mistura de culpa e excitação que só um neurótico da terceira idade entenderia.

Falei: "Você gosta, né, safada?"

Ela assentiu.

Eu gozei. Forte. Existencialmente.

Lia não deixou escapar uma gota. Depois, como quem cumpre um ritual milenar, foi até a lixeira e cuspiu. Sim, há sempre um momento anticlimático em toda experiência humana, e esse foi o nosso.

Vesti-me com a dignidade possível de quem acaba de ser sexualmente redimido por uma mulher de joelhos e uma lixeira plástica. Saí. Sem beijo na testa. Sem música de fundo. Apenas a promessa silenciosa de que, talvez, eu volte se a libido exigir. Ou caso a solidão piore.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
cad, Pirubaby, PauloCesar, Makaveli, Claudio_rdp, Jucabar, Zhukov, Pato Rouco, Incubo, Josh, Yami Mysterio, BurocrataRJ, curtiram esse TD.
[PRIVÊ] DARK ROOM - Praça Olavo Bilac, 28 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
JHULLY
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 TALVEZ

06 de Maio de 2025 às 01:05



Após um período sabático — involuntário, diga-se de passagem, fruto de uma combinação de excesso de trabalho, boletos e uma leve misantropia — decidi aproveitar as madrugadas para tentar colocar os relatos em dia.

Quem me conhece, sabe que não sou um apreciador de privês. É um esquema difícil para mim. É muito objetivo para a minha libido contemplativa. No entanto, diante do tempo escasso e falta de paciência para agendar encontros com freelancers, recorri ao fast-foda.

Estava eu na Cinelândia, no mais puro ócio urbano, sentado num banco e filosofando sobre o caos da humanidade (ou apenas esperando o tempo passar), quando resolvi abrir o WhatsApp da Dark. E lá estava ela. Jhully. Como uma aparição messiânica. Não pensei duas vezes. Tempo curto, desejo longo — pedi as informações e fui direto ao endereço.

A Dark fica na Olavo Bilac, número 28. O prédio é decente, o elevador funciona (o que no Centro do Rio já é milagre), e o esquema é simples: vigésimo andar, um lance de escada e pronto — o templo do hedonismo discreto. O lugar é reservado. Nada chamativo, nada constrangedor. Ideal para quem preza pela discrição ou tem uma reputação duvidosa a zelar.

Fiz o pagamento, tomei a ducha (porque dignidade também se lava) e aguardei. Precisei me lembrar de que a Dark é meio barulhenta.

Quando Jhully entrou, confesso: me senti um personagem de Fellini. Corpo curvilíneo, simétrico, um equilíbrio raro entre sensualidade e juventude. E um sorriso que beirava o sarcasmo — ou a leve ironia. Ela puxou conversa, com aquele papo leve e profissional. Expliquei que ela era o meu sonho de consumo. Ela riu, como quem ouve isso toda semana.

Não quis perder tempo com rodeios. Iniciamos com beijos e carícias, aquele roteiro previsível que, nas mãos certas, vira cinema. A química era boa, havia entrega, entusiasmo e… bom, limite de tempo. Então seguimos o script, com direito a uma troca de carinhos orquestrada com eficiência e sem pressa, ainda que o relógio não fosse exatamente nosso aliado.

Partimos para os finalmente com energia juvenil — talvez dela, talvez da minha tentativa patética de acompanhar — e o entrosamento foi notável. Nada forçado, nada mecânico. Só aquele prazer breve e bem vivido, que depois vira memória.

Gozei na punheta. Não é exatamente um feito heroico, nem algo que vá pra minha biografia — mas, dadas as minhas atuais limitações físicas, emocionais e sociais, tem sido o tipo de intimidade mais confiável da minha rotina. Triste? Talvez. Mas pelo menos ninguém reclama da performance.

Saí de lá leve, como quem tirou um peso metafísico das costas. E, se me permitem o conselho: se encontrarem a Jhully por lá, não hesitem. Ela é, sem dúvida, um raro exemplar do inesperado charme que a cidade ainda guarda nos seus cantos mais discretos.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
Sueco, Makaveli, Pirubaby, Corcel, Broker83, PauloCesar, Barbosa82, Jucabar, Pajé, Comedor Oculto., Josh, Jonas, The Creator, Thor de Copacabana, curtiram esse TD.
CLUB 210 - Rua Uruguaiana, 210 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
JOYCE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

05 de Maio de 2025 às 20:05




Ocasionalmente, homenagearei as mensagens generosas que recebo de alguns Foristas.


BREVE INTRODUÇÃO


Antes de terminar no puteiro, eu havia marcado com uma mulher do Tinder chamada Gaia. Nome de deusa da fertilidade. Achei poético. No perfil, só mostrava o rosto, que era bonito. Mas qualquer homem com mais de 40 já deveria saber que só rosto no Tinder é armadilha. É o equivalente moderno a "assine aqui sem ler o contrato".

Ela pediu para nos encontrarmos em São Gonçalo, o que já deveria ter me alertado sobre o fim trágico que me aguardava. São Gonçalo, para mim, é como a Sibéria do afeto. Um purgatório geográfico aonde a libido vai para morrer. Sim, deu tudo errado como os sinais demonstraram que daria. Mas essa história conto depois. Terminei pegando um táxi para o Centro do Rio.


O RELATO


Às vezes, eu saio pela noite como quem foge de si mesmo, como quem entra numa biblioteca velha e procura abrigo entre páginas empoeiradas. Já fiz muito isso — me esconder entre palavras. Mas há noites em que não quero metáforas, quero carne. E naquela noite, fui atrás das pernas de uma mulher. Pernas que prometiam o esquecimento que nenhum livro jamais me deu.

Bate às vezes uma nostalgia amarga dos tempos em que eu podia atravessar a Rio Branco inteira, da Cinelândia à Praça Mauá, nas entranhas da madrugada, sem medo de ser encurralado por uma quadrilha de pivetes armados e fora de controle querendo o meu celular. A cidade era suja, mas tinha regras. Hoje, é só caos com sinal de Wi-Fi.

Por que diabos ainda me arrasto pela noite feito um detetive cansado, farejando uma trama que já nasceu sem desfecho? Não sei. Talvez porque exista em mim uma vocação silenciosa para o desastre. Uma vontade mórbida de me perder — ou de me encontrar sangrando na calçada.

A libido ainda me move — maldita seja. Mas aprendi, tarde demais, que ela é uma mulher desgraçada, dessas que fumam e mentem com os olhos. Não leva a gente para lugar nenhum além do abismo. E aqui estou eu, na borda, encarando o precipício enquanto ela tenta me empurrar com um sorriso nos lábios. Vamos ver quem desiste primeiro: ela, ou eu.

A 210 é aquele bordel encalacrado na Rua Uruguaiana, com seu toldo verde desbotado balançando como um suspiro cansado e um letreiro de neon que já desistiu de brilhar. Um sobrado antigo, de escada longa e passos pesados. Dizem por aí que o Inferno fica no subsolo — mentira. O verdadeiro Inferno está logo ali, flutuando sobre a calçada, no segundo andar do número 210. E ele atende até tarde da noite.

A boate não estava cheia, mas transbordava tensão. Homens e mulheres bebiam como se quisessem esquecer o próprio nome e fumavam sem piedade, transformando o ar num aviso de asfixia. A 210 tem o cheiro de cova rasa no Cemitério do Caju — e não faz esforço nenhum para esconder as pequenas mortes que acontecem ali, hora após hora, nas alcovas úmidas e desleixadas. Sim, nobre Forista, o orgasmo é a antessala da morte. A gente morre e renasce a cada gozo, até que o coração, esse tolo insistente, resolva parar de bater.

De repente, ela atravessou a pista — nua, crua, impiedosa. Uma Eva pós-apocalíptica, já envenenada, já expulsa, e sem nenhum arrependimento. Caminhava como se a boate fosse dela. Sem pudor, sem pressa, sem medo de estupro ou julgamento. Um corpo esculpido pela liberdade. Poderia ser uma hippie em um delírio dos anos 70, mas não — era só mais uma puta alucinada, desfilando sua ruína como quem oferece arte.

Segurei-a pelo braço e perguntei o nome.

— Joyce, amor... Vamos fazer um sexo? — disse com a voz rouca de quem já havia feito repetidas vezes ato para o qual me convidava.

A proposta era vulgar, quase um repelente, mas o corpo de Joyce era outro papo — um pedaço suculento de queijo francês numa ratoeira velha, esperando o primeiro rato faminto que passasse distraído. E eu, claro, já roía de fome.

Fui até o balcão do bar segurando Joyce pela mão, e pedi uma alcova. Ela me guiou por um corredor úmido até uma câmara escura, como um condenado conduzido com carinho ao cadafalso, onde uma cama com colchão preto parecia ter visto mais gemidos do que um confessionário. Mais um passo na penumbra e eu teria que transar em braile.

No começo, ela se esquivou dos meus toques — como se minha mão fosse mercadoria vencida. Disse que queria me chupar. Insistiu, quase como um vício, que o boquete seria bom, que eu ia gostar.

Eu, já cansado de negociar afeto com a língua, desisti da minha vontade e entreguei meu pênis combalido como quem entrega uma arma sem munição. E ela o tomou nos lábios com a curiosidade de uma virgem provando um picolé pela primeira vez. Mas não se engane, afeiçoado Forista... aquilo não era inocência. Era a exímia habilidade. Que chupada. Que boquete. Quase me senti jovem — por dez segundos inteiros.

O carcomido Pikachu, até então tão morto quanto minhas esperanças em um afeto duradouro, lançou-se ao ar como um foguete aposentado que a NASA decidiu dar mais uma chance. Saiu da letargia molenga de um caramujo deprimido para assumir, por milagre ou teimosia, a altivez de um pau intergaláctico. Por um instante, meu membro parecia querer salvar o universo — ou ao menos justificar o meu ingresso naquela alcova escura da Uruguaiana.

Não sei dizer qual técnica Joyce usava — se é que havia alguma além do instinto homicida dos lábios —, só sei que em pouco mais de trinta segundos ela arrancou de mim uma ejaculação precoce com a precisão de um cirurgião do Copa D'Or. Meus espermatozoides saltaram em pânico da uretra para a escuridão, como soldados desorientados numa emboscada. O destino deles foi trágico e sem glória: engolidos por uma onda morna de saliva e tragados garganta adentro por aquela sacerdotisa do gozo.

Enfim, nos despedimos. Sem promessas, sem poesia — apenas o silêncio suado do que já se consumiu. Ganhei as ruas e segui pela Presidente Vargas como um detetive derrotado, não por falta de pistas, mas por ter entendido que certos mistérios são melhores quando continuam insolúveis. Porque é isso, no fim das contas — a vida só vale a pena quando os seus segredos nos escapam pelos dedos.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, OBoleta, Jucabar, Makaveli, Brand, Cisne Negro, Pajé, Long Trail, Pirubaby, Josh, PauloCesar, Jonas, The Creator, Latrell Spencer, Yami Mysterio, overcoated, Diazepan, Geraldinho, curtiram esse TD.
CAROL CORTEZ - Várzea - Teresópolis - RJ - (84) 98662-4273
CAROL
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$300.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

05 de Maio de 2025 às 10:05




Ocasionalmente farei aqui uma homenagem às mensagens que recebo de Foristas generosos.


Ela ainda estava em Teresópolis. E eu, movido por um "instinto de repetição patológica", voltei a procurá-la. Sim, como um náufrago. Um náufrago tentando regressar à ilha — não pelo coqueiro, nem pela água de coco, mas pelo cobertor erótico que me envolveu na última visita.

Carol não era apenas uma mulher. Carol é calefação central em forma humana. Uma lareira acesa nos dias frios de Terê, com a vantagem de não emitir fumaça e a desvantagem de, eventualmente, cobrar por hora. Mas tudo bem. Quem nunca pagou caro por um pouco de calor humano que atire a primeira pedra — ou pelo menos o primeiro lençol.

O que mais eu poderia dizer sobre Carol? Linda, claro. Daquelas belezas que desorganizam a circulação e fazem você repensar toda a sua relação com a gravidade. Portentosa, sim — uma palavra que só usamos para descrever algo entre uma deusa e um escândalo arquitetônico. E inesquecível, como as crises de labirintite ou os filmes que você assiste sem entender, mas sente que te transformaram por dentro.

Se todas fossem iguais a você, doce Carol, Vinicius não teria escrito um soneto — teria fundado uma religião. Porque ela é feita de dedicação, tesão e disposição: a Santíssima Trindade dos libertinos.

A verdade é que, diante dela, o único fracasso sou eu. Um sobrevivente da década de 60 com próstata suspeita, joelhos em greve e uma libido que depende do alinhamento lunar. Um idoso com sonhos eróticos e limitações cardíacas. Carol me olha e sorri, e nesse sorriso há tudo: acolhimento, luxúria... e uma leve compaixão clínica.

Tenho quase certeza de que meu anonimato aqui no Arena — este universo virtual onde egos se esfregam como gatos no cio — se deve ao meu desempenho sexual discretamente catastrófico. Sim, meus feitos na cama são tão discretos que poderiam ser confundidos com cochilos. Enquanto outros Foristas desfilam seus relatos como astros de uma indústria pornográfica, eu me arrasto pela narrativa como um figurante asmático num filme do Lars von Trier.

E, claro, não ajudo. Escrevo com emoção, com lirismo, com culpa — tudo aquilo que afasta os leitores em busca da objetividade crua, idiota e masculina que tanto agrada às massas. Porque, convenhamos, há uma demanda patológica por frases como “chupou gostoso” e “meteu com força”, enquanto eu, pobre escriba do afeto e da decadência, falo de gambás, Via Láctea e o cheiro da lareira que nunca tive.

A plebe não me entende. E eu também não me entendo. Talvez este seja o elo que nos une: a incompreensão mútua. Mas sigo, mesmo assim, anônimo e fracassado — só que com estilo.

Quanto a descrever o sexo... sinceramente? Vocês querem fazer de mim o tema de piadas de salão. Transformar minha dignidade em material para um especial de stand-up em que o protagonista é um velho com disfunções múltiplas — o que, pensando bem, sou quase literalmente.

Vamos combinar assim: já descrevi o potencial da Carol no relato anterior com detalhes suficientes para abalar a libido de um monge tibetano. Neste aqui, vou me restringir ao essencial: eu gozei.

Sim, acredite, forista de pouca fé, isso já é uma epifania. No meu caso, é como narrar o episódio evangélico da multiplicação dos pães — com a diferença de que, em vez de cinco pães e dois peixes, estamos falando de um pênis hesitante e um milagre hormonal. E houve multiplicação, sim: de suor, de tremores e, por alguns segundos, até de autoestima.

Carol já não está mais em Teresópolis. Uma notícia que, para mim, possui o peso emocional de uma tragédia grega — daquelas em que o herói, após atravessar o Éden e o inferno, descobre que o objeto do seu desejo pegou um ônibus para outra cidade e esqueceu o carregador do celular.

Carol era — ou melhor, ainda é, em algum plano místico onde o GPS do Google não alcança — uma cigana afrodisíaca. Um corpo de pecado com alma de estação de trem: chega, abala e parte sem deixar bilhete. A diva foi embora, e eu fiquei. E não é essa, afinal, a definição clássica da solidão masculina depois da terceira idade?

Agora, me resta esperar. Como um viúvo em luto. E enquanto isso, resolvi que farei academia (embora minha hérnia discorde), tomarei suplementos (ainda que meu estômago reaja como se fossem granadas) e, num gesto extremo de desespero lírico, me tornarei vegano — um celibato alimentar à espera de uma redenção carnal.

Tudo isso por um único motivo: tentar, quem sabe, no retorno triunfal de Carol, oferecer a ela o meu último suspiro lúbrico. Um suspiro que talvez dure 12 segundos e exija oxigênio suplementar, mas que será, sem dúvida, glorioso.

membro, Pirubaby, Holmes, Makaveli, Guib, digiwolf, Geraldinho, Quaqua, Odin, PauloCesar, Brega, Jonas, The Creator, Yami Mysterio, curtiram esse TD.
ISABELY - Várzea - Teresópolis - RJ - (24) 98155-2039
ISABELY
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$300.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI NãO SEI NãO SEI NãO SEI R$0.00 TALVEZ

05 de Maio de 2025 às 09:05


ISABELY - https://garotacomlocal.com/acompanhante/isabely-sanchez/

 ]
Ocasionalmente, passo a homenagear aqui as mensagens generosas de Foristas que me escrevem.


O COMEÇO


ISABELY


Honestamente? Nem eu sei mais se sou um sujeito que escreve no fórum ou uma vítima de TOC com acesso à internet. Às vezes, desconfio que fui possuído por um espírito perturbado de um datilógrafo com insônia. Porque veja bem: eu escrevi tanto para o Arena que, se um dia minha casa pegar fogo, os bombeiros vão encontrar mais relatos do que mobília.

E esses não são todos. Há outros, muitos outros, perdidos em fóruns suspeitos e anônimos, como pecados adolescentes arquivados num drive secreto. Já me disseram que Freud me usaria como estudo de caso. Milhares de palavras — talvez milhões! Um volume textual tão indecente que, se impresso, causaria hérnia em qualquer bibliotecário.

E não são resenhas pudicas, não. São diários sexuais, confissões maníaco-eróticas que fariam qualquer monge hesitar antes de assinar os votos de castidade. Enquanto a maioria dos Foristas se contenta em despejar quatro parágrafos tímidos como se fossem bilhetes para a mãe, eu estou em pleno trabalho de parto literário — e sem anestesia. Suando feito um búfalo apaixonado por uma vaca impossível. Porque cada palavra é carne. Cada frase, um suspiro entre o gozo e a obsessão.

Falando nisso, estou entre idas e vindas à montanhosa Teresópolis. Dou aulas de redação para adolescentes — o que é, basicamente, um castigo grego com cheiro de Axe e som de TikTok. Nenhum deles sabe o que é uma crônica. Confundem "metáfora" com um suplemento vitamínico. Ainda assim, ali estou eu, tentando fabricar pequenos escritores, como quem monta uma fábrica de bombas-relógio emocionais. Quando o mundo descobrir o que estou fazendo, provavelmente acionará a ONU.


O RELATO


Foi numa dessas minhas breves viagens, que tropecei em Isabely. Ah, Isabely! Que mulher! Que sublimação! Repito seu nome como se fosse um salmo proibido, como o marinheiro enlouquecido que grita “terra à vista” ao vislumbrar, não o Novo Mundo, mas o pecado em forma de horizonte. Isabely não é mulher — é epifania. E desde então, confesso: sou um náufrago dela.

Madura, sim. Mas do tipo que não amadurece: carameliza. Cada curva dela parece desenhada por um escultor barroco depois de três taças de absinto. Não é só sexo que ela oferece. É um sequestro metafísico. Você entra no quarto como um homem e sai como um adolescente flagrado pela mãe no banheiro, envergonhado, trêmulo, vítima da própria libido irrefreável.

O local? Central. Acessível. Quase sagrado. É um lugar tão discreto que, com um pouco de sorte e abstinência, um padre poderia confundir com uma ala de retiro espiritual. Mas ali, naquela penumbra de mosteiro fake, ocorrem transgressões que fariam o Marquês de Sade pedir um copo d’água com açúcar.

Isabely é bela. Mas não essa beleza de Instagram, feita à base de filtros e cirurgias pagas a prestação. É uma beleza predestinada, do tipo que você olha e pensa: “Ok, gamei. Posso ir embora.” E ela se entrega. Meu Deus, como ela se entrega. Com a devoção de alguém que ainda acredita que o orgasmo salva vidas. Talvez salve mesmo. Talvez tenha salvado a minha.

Trocamos toques como se o toque fosse um idioma que só nós dois falávamos. A fricção dos nossos corpos produziu mais luz que muitos relacionamentos consumados no amor. E os beijos? Meu amigo… se a novela das oito tivesse esses beijos, o horário seria reclassificado para maiores de 40 com prescrição médica.

O clímax foi épico. Isabely montada em mim como uma amazona pós-moderna tentando domar um cavalo velho, cansado e com um histórico de bursite. Gozei. Ou achei que gozei. Ou entrei num tipo de coma espiritual que imita o gozo. Não sei. Só lembro de pensar: "Se ela continuar, eu morro. Mas que bela forma de ir."

Saí dali meio tonto, meio renascido. Ninguém vai embora impunemente de um quarto onde se fez sexo. Toda saída é uma confissão de culpa. Lá fora, o famoso ruço de Teresópolis cobria tudo como se Deus tivesse acendido um defumador. Subi a gola do sobretudo e andei. Como Bogart em Casablanca, só que com início de catarata e sem a Ingrid Bergman.

Não buscava redenção. Já tinha consumado tudo que a minha condição cardíaca permitia. Caminhei anestesiado, como se tivesse sobrevivido a uma cirurgia espiritual sem bisturi. A única coisa que me restava era este relato. Uma confissão. Ou um alerta.

membro, Brand, Jucabar, Tenista, Pirubaby, Makaveli, Guib, Josh, digiwolf, Geraldinho, Quaqua, Jonas, The Creator, Nego Dengo, Holmes, PauloCesar, Yami Mysterio, Rebecca Magrini, curtiram esse TD.
SOLARIUM - Rua J. J. Seabra, 21 , Jardim Botânico - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96468-0488
JAQUELINE
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$500.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

04 de Maio de 2025 às 09:05


JAQUELINE - https://www.solarium.com.br/


É por isso que eu ainda escrevo...



*A INTRODUÇÃO


Por pura sorte, não sou pai nem avô, mas recebo muitas mensagens no privado de quem diz me admirar e uns poucos comentários bacanas como o que mostro acima. E eu agradeço. Fico sempre muito honrado. São esses Foristas generosos que me fazem adiar a aposentadoria definitiva, mas...

Estou ultrapassado para os fóruns sobre sexo pago. Confesso: sou um defunto digital. Caminho por entre tópicos como um fantasma sem código-fonte. Venho de um tempo que já foi — e, se querem saber, foi um tempo com mais verve!

O que nos falta agora são Foristas com F maiúsculo — figuras quase míticas, capazes de nos inspirar como profetas de um templo. Foi por esses iluminados, esses apóstolos da controvérsia e do talento, que me cadastrei num fórum há mais de vinte anos, como quem entra para uma seita movido pela fé no verbo. Foi com eles que aprendi.

Atualmente, poucos querem aprender — os neófitos já nascem prontos, ainda na incubadora, com diploma, opinião formada e um ego do tamanho do útero. O pior — o verdadeiramente sórdido — é que se roem de ressentimento diante do talento.

Vi fóruns nascerem com pompa e morrerem com peidos. Sumiram! Evaporaram como virgens num baile funk! Os que sobraram, no mínimo, estão na UTI de alguma UPA empoeirada do subúrbio.

Mas agora tudo é passado — um passado com cheiro de formol. Deixo que eles, os cadáveres, confirmem da cova rasa onde repousam suas vaidades fracassadas, que eu ainda vago pelas madrugadas — feito um espectro luxurioso — em busca do intrépido, do impossível, do quase divino desafio do orgasmo. Porque gozar, meus nobres, é o último prazer permitido aos pecadores.

Ainda escrevo, ainda deliro, ainda escandalizo. Porque se há algo mais ultrapassado do que eu, é a inteligência. E, ainda assim, me orgulho de não lhe ter perdido.

Na minha aurora nos fóruns muitos Foristas eram críticos mordazes, mentes afiadas como navalha em garganta de cafajeste. Hoje, perdeu-se a heresia, perdeu-se o escândalo. Restou a genuflexão.

As nossas memórias morrem conosco, como amantes trancadas num porão. Por que então não as deixar registradas com pompa e glória? Não se trata de quantidade, que é coisa amorfa para contadores e estatísticos. O que sobrevive e constrói a sua marca é a qualidade, meu caro. A qualidade, esta sim, é póstuma, é mortuária, é eterna.

Obcecados pelos likes da invariável corriola, afloram os Foristas de vitrine, vomitam duzentos relatos com a mesma estrutura de um arcabouço fiscal, como se copulassem com carimbos; enquanto outros reciclam palavrões com a mesmíssima posição de sempre dentro do texto; e há aqueles que descrevem o sexo com a frieza asséptica de um telejornal da BBC. Afrontando essa corrente, eu insisto, sim, insisto com minhas emoções em carne viva, com minhas narrativas shakespearianas, carregadas de pulsação, suor e almas aos berros! Porque para mim, cada relato é uma ópera. Uma aventura inimitável. Um crime passional contra a mediocridade.


*O RELATO


Recebi o convite de um amigo que está indo embora do Brasil com uma felicidade feroz — dessas que não apenas sorriem, mas escarram. Ele não parte, ele escapa. Convidou- me para ir à Solarium, no que respondi sem cerimônias...

— Não tenho dinheiro.

No que ele retruca:

— Eu tenho.

E lá fui eu, em um inusitado 0800.

A Solarium é uma casa pequena — pequena a ponto de parecer ainda menor por dentro, como se ocultasse seus segredos num espaço claustrofóbico, úmido de desejo e desilusão. Fica perto da Lagoa Rodrigo de Freitas, uma isca apetitosa para os gringos. Eu a frequentava mais quando o preço da perdição era acessível. Agora só volto graças a um patrocínio, quase como um velho ator que retorna ao palco por um cachê tardio. E como todo lugar pequeno, ali não se pode fingir por muito tempo — a embromação não têm onde se esconder.

O acaso é um brincalhão. Entrei na pista e tocava Poker Face. Nada como Lady Gaga para embalar uma cena que já nasceu constrangedora. Meus olhos, treinados pela lascívia, foram rápidos — quase sórdidos — ao flagrarem aquela mulher dourada alvorecendo na pista da boate como uma aparição carnal, dessas que anunciam o pecado antes de o cometermos.

LADY GAGA

Jaqueline é uma loira gaúcha de uma beleza crepitante — dessas que não apenas nos ferem, mas nos fazem arder em febre. Tão irresistível que, se um dia tivesse filhos, os meninos arrancariam os próprios olhos com as mãos trêmulas, num gesto bíblico de desespero, como filhos de Jocasta, apenas para não sucumbirem ao chamado incestuoso. Porque Jaqueline não caminha — ela desfila como a própria perdição, com a inocência criminosa das santas que inspiram adultério.

A mulher, sensível e experiente, percebeu meus olhos famintos — olhos de excomungado à beira da recaída — e veio. Sentou-se ao meu lado com a autoridade das tentações. Seu corpo roçou o meu num ato que desafiava a biologia e a moral. Meu combalido Pikachu — criatura que há tempos vivia entre a letargia e o luto — ergueu-se. Um milagre? Talvez. Ou quem sabe apenas o amparo de anjos errantes, bêbados, desempregados, que ainda se comovem com a carne vencida de um homem vencido.

Submeti-me, com a solenidade de um viúvo desconfiado, à entrevista cansativa que todo homem lúcido faz antes do mergulho na devassidão. Era uma gaúcha, uma conterrânea — e só essa palavra já parecia carregar um sotaque de sensualidade. Porém, mesmo sendo de graça, o inferno cobra caro depois. Não convém cair em armadilhas com o entusiasmo de um seminarista. Mas as respostas da menina — ah, as respostas! — vinham como suspiros de um diário proibido. Correspondia a todas as minhas expectativas mais impublicáveis. Pedi uma alcova, não como quem pede um quarto, mas como quem assina um testamento.

Estivemos quarenta minutos na alcova — tempo regulamentar para o pecado — mas a rendição da carne se deu nos primeiros quinze, logo após o estalo da fechadura. Foi quase uma ejaculação precoce, dessas que envergonham até os mortos. Mas como resistir? Os beijos da gaúcha não eram beijos: eram investidas vorazes, famintas, como se eu fosse um cordeiro entregue a uma sucuri em abstinência. Havia nela uma urgência que só conhecem as mulheres que beijam como se devorassem o próprio destino.

E confesso, com a vergonha dos adúlteros e o alívio dos condenados que encontram prazer na própria sentença: gozei enquanto a beijava. Sim, gozei — e ela, diabólica, me aplicava uma masturbação viril, quase insidiosa, como quem sabe que a queda de um homem começa pelas pontas dos dedos. Foi como se eu invadisse o Éden — não como Adão, mas como um intruso, um forasteiro libidinoso, aceito no paraíso apenas para ser expulso logo em seguida, com o gozo ainda escorrendo como prova do crime.

Não sei ao certo quanto o meu amigo gastou naquela noite — perdemos a conta entre um copo e outro de uísque, tragado como se fosse uma ambrosia amarga.

Eu puxei quarenta minutos de penitência e êxtase no quarto, isso sem contar o valor da entrada bico seco, que já ultrapassava os cem reais com o cinismo dos preços de bordeis cinco estrelas. Espero sinceramente que tenha lhe sobrado algum dinheiro para a viagem — ou ao menos para um último uísque no Free Shop, como quem brinda a própria falência com estilo. Eu encerro por aqui. Porque, francamente, todo homem precisa saber a hora exata de sair de cena.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
EXCELENTE EXCELENTE
membro, Jucabar, Holmes, Jonas, The Creator, Louco por Todas, Wilson00, Lixo II, Makaveli, Zhukov, Geraldinho, Quaqua, vadeR, Brand, Pirubaby, 90loiro90, HC, Josh, Yami Mysterio, Rebecca Magrini, Bob Construtor, Blind Taster, curtiram esse TD.
1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  

© GPARENA.NET