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RELATOS DO MEMBRO

PALÁCIO DE CRISTAL - Entre R. do Rezende e Ubaldino Amaral , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GISELE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 TALVEZ

27 de fevereiro de 2022 às 23:02



Admito, tenho absoluta aversão ao conceito de matrimônio e uma poderosa repulsa à ideia de procriar. Talvez, essas convicções anticonvencionais tenham surgido através das minhas leituras de adolescente e da influência profunda que um filósofo alemão despertou em mim, falo de Schopenhauer. Muito cedo, tomei consciência de que a coisa de amor é uma ilusão química, uma armadilha que tem como fundo o instinto de perpetuação. Sim, afeiçoado, carrego pensamentos estranhos, mas isso não quer dizer que eu não ceda ao ímpeto da paixão ocasional. Há mulheres que tornam o amor inevitável, Gisele está entre elas.

Moro sozinho em um apartamento grande, em frente a uma pracinha famosa da bucólica Tijuca, onde muitas vezes me sento, como agora, para meditar, escrever pelo celular e testar a potência do meu Wi-Fi. Para não dizer que sou completamente só, familiares me deram uma cadelinha poodle, talvez por compaixão. Condenaram o pobre animalzinho a compartilhar da minha solidão.

Oportunidades me fizeram trazer a companhia de mulheres por breves temporadas e os momentos mais felizes desses relacionamentos acontecia quando elas decidiam ir para a própria casa nos fins de semana. Solidão não é escolha, é vocação. Sou um indivíduo reservado, de poucas palavras e bom de ouvido, mas criaturas com o meu temperamento evoluem para misantropos. Só acredito no casamento como união comercial, algo que garanta a estabilidade financeira dos indivíduos que se unem, o casamento como decisão racional, longe dos sentimentalismos baratos.

Certa vez, em uma aula na faculdade de Letras, uma professora sentenciou que “o amor não existe”. Crentes de plantão saltaram da cadeira como rãs em crise epilética, babaram de indignação, a peçonha das mentes mofinas escorria pelos cantos de lábios trêmulos.

— E o amor de mãe? — gritava uma virgem dissimulada de Taubaté.

Contestar o amor, contestar o casamento, é como contestar Deus, enveredamos por discussões tomadas pelo passionalismo medieval. As pessoas precisam crer no imaterial, mesmo que ele dê provas diárias da sua inexistência. Novamente, porém, saber de tudo isso não impede que não sejamos tomados por sensações românticas.

Quando eu imaginei que Gisele fosse embora, ela ficou por mais uma semana a pedido da boate, a menina fez sucesso no Palácio de Cristal, atraiu freguesia e não nego que me senti orgulhoso por ter criado vínculos com ela. Sugeri que ela ficasse na minha casa, na bucólica Tijuca, mas ela recusou o meu convite. Fiquei frustrado, mas tentei compreender, Gisele é desses espíritos livres, não se prende, vive, ela não se incomoda de dormir em hotéis, está acostumada e talvez prefira que seja assim. A prorrogação foi de uma semana, mas tivemos somente um único e último encontro.

Recebo mensagens, pelo site OS LIBERTINOS, em que sujeitos me questionam.

— Dante, o quanto dessas histórias é real e o quanto é ficção?

Afirmo a você, estimado leitor, não consigo escrever sobre aquilo que não vivi. Nunca consegui. O que constrói a minha escrita são as impressões e emoções que extraio da realidade. Não sendo assim, não consigo produzir nem sequer uma única linha. Sua desconfiança nasce da sua opção de vida. Se é casado, padece em um cárcere privado e voluntário, seu mundo é recheado de mentiras e receios de ser desmascarado pela companheira que acorrentou ao seu lado; se é solteiro e não alcança a forma como eu existo, é porque escolheu se limitar ao sexo de jaula, ao sexo delivery. É possível que você não me compreenda por que é difícil compreender quem escolhe a liberdade e paga um preço por ela.

No meu caso, sou um diletante de ambientes, adoro explorar sombras, zonas proibidas, limites perigosos. Eduquei-me dessa forma. Veja, querido companheiro que me acompanha nas andanças noturnas, o Palácio de Cristal é uma boate LGTB, quase na periferia da Lapa, e o que me aconteceu lá? Conheci uma mulher fabulosa, fui recebido como família, até mesa fixa já tenho e sou atendido com mais calma pelo Maquita. Isso não aconteceria se eu não rompesse, constantemente, as minhas próprias fronteiras. A descoberta, no entanto, devo também ao Baiano, figura única que me permiti encontrar.

Não sei se verei mais a Gisele, o contato ficou rarefeito desde que ela viajou, mas não me esqueço da última pergunta que ela me fez.

— Que música você quer me ver dançando na nossa despedida?

— Gosto de Bryan Ferry, coloca uma das baladas dele.

Sentado próximo ao palco, escuto os primeiros acordes de Slave To Love...

SLAVE TO LOVE

Acredite, forista sem fé, não sou uma pedra de gelo, quando Gisele entrou em passos de levitação, numa dança delicada, vestida em uma túnica transparente, me olhando fixamente, simulando cantar parte da letra, me emocionei.

Tell her I'll be waiting
In the usual place
With the tired and weary
And there's no escape

To need a woman
You've got to know
How the strong get weak
And the rich get poor

Slave to love, Slave to love


Imagino que para você, que é escravo da rotina, seja difícil acreditar que um instante assim possa acontecer, mas acredite que eu já pude viver muitos instantes semelhantes, desses de tirar o fôlego.

Maquita, percebendo que eu não retornarei tão cedo ao Palácio sem a presença de Gisele, trouxe doses de cachaça mais rápido do que eu conseguia beber. Quis levar Gisele para um motel sofisticado, mas ela teimou que deveríamos passar a noite no carcomido Hotel Estadual. Não vou me esticar aqui descrevendo acrobacias sexuais, mas irei confirmar que vivi, outra vez, uma das noites mais gloriosas da minha existência. No rádio, por alguma dessas convergências mágicas do destino, tocava uma antiga melodia do The Cure.

LULLABY

Antes que eu fosse embora, Gisele puxou um maço de cigarros, me ofereceu um e pela primeira vez fumamos juntos. A fumaça branca e tênue se desfazia por entre os dedos, se dissolvia no ar como todas as boas lembranças que nos acompanham pela eternidade.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Ghost Navigator, Papai Noel, Dionizio_RJ, MRio, Wolfgang, Alicia Ferrari, Brand, Isadora Vilhena, zoiudo, curtiram esse TD.
ALICE TIJUCA - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98237-2049
ALICE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

25 de fevereiro de 2022 às 12:02






Como já disse em algum relato anterior, eu aprecio caminhar nos fins de tardes tijucanos, perambular pelas ruas de casas antigas, reviver lembranças, comer um pastel com caldo de cana no Rico’s, tomar uma cerveja em um dos tantos botecos desse bairro bucólico, impregnado de um romantismo nostálgico. É uma das minhas formas de relaxar, de me isolar dos loucos e das loucuras do mundo. Um andarilho não quer guerra com ninguém, busca apenas a sua própria paz.

Ao chegar em frente a famosa e cinematográfica galeria Iskye, lembro-me da mulher que também me traz paz e afeto nos poucos momentos que passo com ela, a feiticeira tijucana Alice. Envio uma mensagem pelo WhatsApp, pergunto se está desocupada.

— Tem um cliente saindo agora, Dante. Dá cinco minutos e sobe.

Degustei uma fatia de pizza na antiquíssima lanchonete Brotinho de Ouro ao som de clipes dos anos 80 e subi. Alice me recebe linda e faceira, um beijo na boca batiza a minha chegada. Sem nenhuma necessidade de pressa, conversamos, trocamos carícias, ela coloca a sala em meia-luz, me faz sentar num pequeno sofá-cama ao lado da maca, aumenta o som da música ambiente e começa a tirar a própria roupa lentamente, revela o corpo esculpido, a pele bem tratada, os cabelos longos e negros cobrem e descobrem os seios que ameaçam ficar à mostra. Permaneço sentado, surpreendido, vendo aquela beleza de traços gregos se desnudar diante de mim. Pikachu, o breve, manifesta-se em um exíguo sinal de vida.

Tirou a minha roupa, me esfrego no corpo de Alice, mas não antecipo nada, vou para o banho. Quando retorno, a maca já estava pronta, me deito e Alice inicia em meu corpo os seus toques mágicos. O toque de Alice é um misto de massagem com carícias provocantes, o paciente relaxa e se arrepia, numa alternância de sensações que nos fazem viajar. Confesso, estimado forista, cheguei a dormir sob os encantos das mãos de Alice neste último encontro. A feiticeira grega não me massageou só nas costas, também deslizou suas mãos sobre o meu tórax, pelo meu rosto, cabeça e seguindo uma trilha de erotismo alcançou o velho Pikachu, o breve.

Alice manipulou meu combalido pênis com a delicadeza de uma alquimista que prepara a massa para fazer um doce que deseja saborear. Quando a consistência estava firme, ela me abocanhou com a fome das mulheres gulosas, não se importou com excesso de calorias, me devorou pelo pau com avidez. Em sua boca, uma bala Halls trazia um geladinho excitante ao couro carcomido do meu membro. Alice chupava, alisava meu saco, subia ao rosto para beijar minha boca, me masturbava. Ataque total, por todas as frentes, um Putin invadindo a Ucrânia. Não consegui segurar, quando acabaram os espermas, continuei gozando água, não conseguia parar de gozar. Que experiência colossal a que eu vivi no último encontro com Alice.

Lívido pela quantidade de fluidos perdidos, relaxado como alguém que tomou overdose de Lexotan, conversei mais um pouco com Alice e recebi a notícia de que ela deve parar por um mês a partir do início de março. A Tijuca não será mais tão Tijuca até que Alice retorne. Beijos na boca, despedida e ganho as calçadas que rodeiam a Praça Saenz Peña. A Tijuca e o Dante são uma só entidade, indissociáveis, a história de um completa a história do outro. Que venha o próximo episódio... Yes

membro, Dionizio_RJ, Senior69, CariocaGaludo, Dom Pirocone, MRio, ViciadoEmPeitudas, John Armless, K-9, SK_Carioca, Fazzo Casanova, Velhin Tarado, Tarzan, Bart, Não é o Antony, Xeique, Sued, Alicia Ferrari, Alice Tijuca, Papai Noel, Sueco, curtiram esse TD.
CLUB 502 - Rua da Alfândega, 65 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97161-1880
SABRINA
NEUTRO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - NãO GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO NãO SEI R$0.00 NãO

20 de fevereiro de 2022 às 23:02



Já faz muitos anos que descobri que o barato de escrever nos fóruns não é escrever para quem também escreve, é escrever para quem lê e não escreve. Comecei a perceber isso pelas dezenas de mensagens privadas que sempre recebi, justamente de quem somente lia e não participava. Às vezes, brinco com esse negócio de curtidas, que foi uma novidade criada há alguns anos, mas que só reflete uma postura de compadres, o que é bacana, mas que não indica qualidade de TD. Acredito que exista gente que curte até sem ler.

Sexta-feira estive em duas casas, comecei pela 65. O fim de tarde chuvoso quase me desanimou para sair, mas a perspectiva do tédio me empurrou para a rua. Encontrei o célebre forista Krisium saboreando uma cerveja na esquina da Buenos Aires com o Beco das Cancelas e decidimos visitar a meiota.

O que vi foram poucos clientes na casa e uma quantidade de mulheres que parecia ter sido convocada de algum trash do Centro. O valor do programa de uma hora já alcançou a cifra de 395 reais, mais o valor do consumo obrigatório. Os caras perderam a noção ou estão antecipando a falência. Não havia nada que valesse a pena gastar mais de 400 contos em uma bimbada, partimos para a 502.

A 502 está largada, é a ruína do que foi. Elenco fraquíssimo e rarefeito. Avistei duas meninas que me ofereceram experiências agradáveis, Giovana e Sabrina, fiquei com a Sabrina. Se a minha primeira experiência com a garota foi boa, está última se mostrou um desastre. A sensação que me tomou no quarto foi a de que eu estava com uma defunta num ato de necrofilia. A menina tinha preguiça de chupar, de bater punheta, de beijar e quando tentei um 69 e estava quase gozando, ela reclamou de câimbra. Abandonei o programa antes do tempo terminar, fui educado, não reclamei, mas vou dar neutro com tendência ao negativo, só não vou ao extremo da classificação porque a menina foi gentil. Falta vocação para algumas mulheres, não tem jeito. Saí sem gozar, duzentos contos jogados fora. Morte

Foi o golpe de misericórdia, preferi voltar para casa e assistir O Golpista do Tinder. Fui mais feliz com essa opção.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
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ALICE TIJUCA - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98237-2049
ALICE TIJUCA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$150.00
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17 de fevereiro de 2022 às 23:02






Um gaúcho que nunca se interessou em ser gaúcho porque ama a natureza que a Tijuca me infundiu na alma. Quando me perguntam de onde eu sou, respondo que sou tijucano, gentílico único que identifica uma espécie única de cariocas. Quando me questionam onde nasci, respondo que brotei no interior do Rio Grande do Sul, mas foi na Tijuca que nasci e renasço todos os dias. Há um livro de Machado de Assis intitulado como “O Alienista”, em que Simão Bacamarte, o protagonista, começa a sua história com a frase “Itaguaí é o meu universo”, pois eu afirmo, afeiçoado forista, a Tijuca é o meu universo, sou fruto desse verde que nos engole pela raiz.



Como se não bastasse a Tijuca ser o celeiro de tantas personalidades notáveis que ascenderam como destaques no Brasil (Roberto Marinho, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Tim Maia, Tom Jobim, Gilberto Braga, André Esteves, Aldir Blanc, este modesto Dante etc.), é nela que habita uma bela mulher que experimenta o melhor da maturidade feminina, dotada dos traços de uma grega clássica, de longos cabelos negros, corpo desenhado em curvas esbeltas e provocantes, com mãos que enfeitiçam e amolecem os homens. É Alice, que nos seduz com sua magia camuflada em massagem e habita um dos pontos mais icônicos do bairro, a antiquíssima e sempre renovada Galeria Eskye, que está ali desde a década de 50, foi onde existiu o cinema que frequentei desde a minha mais tenra adolescência, cinema que depois se transformou em dois: Tijuca 1 e Tijuca 2. Nessas salas eu me perdi nas imagens cinematográficas, filmes que marcaram minha memória, foi nelas que assisti ao primeiro Superman, a Jornada nas Estrelas e tantas outras películas inesquecíveis. Hoje, adormeço, esqueço da vida e mergulho em quimeras no pequeno espaço aconchegante onde Alice nos hipnotiza com seus encantos.



Num ato de profunda intimidade, confesso a você, estimado forista, que aprecio muito passear próximo ao final da tarde pelas ruas da Tijuca, faço disso a minha caminhada reflexiva e nostálgica. A última mulher que amei profundamente era de Itatiaia, mas morava na Tijuca, eu a conheci num curso de Francês, no crepúsculo da minha adolescência, já entrando na fase adulta, se chamava Lúcia. É estranho e talvez até um pouco obsessivo, mas não há um dia em que eu não me lembre dessa menina, dessa última paixão romântica, antes que eu perdesse a alma e me tornasse um solitário libertino. Moro em frente à Praça Xavier de Brito, num imóvel que tem cara de casa de avó, e que não só me abriga, me abraça. A pracinha é justamente um dos locais onde mais me encontrei com Lúcia, onde mais conversamos e namoramos. Tatuou-se em mim como lembrança de velho, um de tipo vestígio afetivo que nos persegue até o último suspiro.

Voltemos a bela Alice, que também traz com ela essa aura romântica quando nos beija, quando nos envolve em seus braços, quando nos toca com as mãos suaves e carinhosas. Alice não faz somente uma boa massagem, ela nos acaricia como se fosse uma mulher que nos ama. E acredito que ela nos ame enquanto estamos em sua companhia. Passar uma hora nos aposentos de Alice é como viver uma espécie de sonho que paira entre o dormir e o estar acordado. Não há encontro com Alice que não seja inesquecível.

Não foi diferente nesta última vez em que nos avistamos. Eu andava a esmo pela Praça Saenz Peña quando resolvi saber se ela estava disponível, ela não estava tão disponível, mas deu um jeito para mim. Não fui pelo orgasmo, fui pelo carinho e assim transcorreu a nossa intimidade, foi um longo momento de muitos toques, carícias, provocações e erotismo. Depois, a conversa, as confidências. O que admiro na Alice é a ética, é saber que o que falamos com ela fica apenas com ela, a sala de Alice também é o meu confessionário.

Deixei a galeria com aquela leveza rara que só as boas companhias nos proporcionam, caminhei até o Rico’s Lanches, pedi um pastel e um caldo de cana que saboreei como um bilionário saboreia caviar. Respiro todo aquele ar fresco que me rodeia. Não, não sou gaúcho, sou tijucano, rodeado por todo o verde da floresta que nos engole pela raiz. Reverência

membro, Brand, MRio, Senior69, Nothing, Papai Noel, ViciadoEmPeitudas, Dionizio_RJ, Wolfgang, Alice Tijuca, Fazzo Casanova, Michael Corleone, Tedd, curtiram esse TD.
VILA MIMOSA - Rua Sotero dos Reis , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
SCARLETT
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
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SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$50.00 TALVEZ

14 de fevereiro de 2022 às 14:02



Giro a chave e o motor do Sucatão grita como uma fera que desperta faminta. Nem a chuva nem a noite alta nos intimidam, os pneus ganham o negrume do asfalto, não há destino, só vontade. Insiro um pen drive aleatório no aparelho de som e a música que transborda incendeia o meu entusiasmo.

HOT STUFF

O limpador de para-brisa abria o meu campo de visão, noite cinza cortada pelas luzes pálidas da cidade. Acelerei, deixei o vento acariciar a minha face, permiti que as gotículas que vinham do céu beijassem o meu braço. Sexo, essa fome interminável. Talvez, não seja interminável. Com a idade, arrefece, mas o desejo não morre. Somos vampiros de orgasmos.

Certa vez, vi dois sujeitos pararem um fusca no meio de um temporal de verão, desembarcaram do carro e começaram a dançar ao som de Hot Stuff, na voz de Donna Summer. Foi a imagem mais intensa de manifestação de liberdade que testemunhei. A música ficou na minha cabeça, gravei e fico a espera de um dia de chuva em que eu também tenha coragem de celebrar a minha libertação.

Rumei para um local que, no período de 2010, cheguei a frequentar quase todas as noites. Vivi romances, fiquei conhecido, criei uma página na Internet (Vila Mimosa Vip) e fiz história naquela época. O affair mais febril que vivi sobre aqueles paralelepípedos foi com uma atriz pornô chamada Natasha Lima (vide X-Videos), com direito a jantares, peças teatrais, passeios à beira-mar e trepadas monumentais. Terminou, pois como já preconizava Renato Russo: o pra sempre, sempre acaba.

Estacionei na penumbrosa Rua Ceará e pisei firme com as minhas botas naquele chão que guarda com um silêncio leal e inviolável a história secreta de tantos libertinos. A Vila Mimosa é uma sobra do que foi, vazia, triste, nostálgica dos tempos que não pretendem retornar. É um monumento do passado que insiste em resistir, decadente, abandonado e quase esquecido. Acredite, forista sem fé, eu não esperava encontrar nada que pudesse valer a pena, saí de casa sem pretensões, apenas para respirar e fugir da minha claustrofobia noturna.

Vaguei pelos corredores da Zona, o meretrício cru, lugar onde a mulher é real. Negras, ruivas, loiras, mulatas, morenas... Um desfile de olhares promíscuos, de convites libidinosos. Dizem que quando não se espera nada é que a mágica acontece, uma loiraça com dimensões de potranca emerge de uma casa num minúsculo biquine vermelho contendo a sua imoral nudez provocante. Sim, afeiçoado forista, eu salivei, talvez até um pequeno filete de saliva tenha escorrido pelo canto da minha boca. Percebendo que aquele colosso feminino não ficaria solta por muito tempo, me aproximei.

— Preciso saber seu nome — perguntei.

— Scarlett — ela me responde com um sorriso simpático.

— Como faço pra ficar com você...

— Só me deixar noventa reais de presentinho. Vale?

— Ôoo! Vale até mais.

— Eu aceito mais também — Scarlett ri.

— Você aceita ir para um hotel aqui por perto comigo?

— Por 200 pode ser.

Fiz a entrevista básica para saber sobre o possível desempenho sexual da moça e parti com ela para o Hotel Saionara, na Rua do Matoso, nos arredores da Praça da Bandeira.

Dentro do quarto, Scarlett entra no banho e retorna nua. Quase desfaleço numa crise de apneia. Que corpo absurdo. Rata de academia, treinos diários, a menina é toda definida, coberta por uma leve penugem dourada, cabelos lisos e compridos, boca carnuda, bunda que poderia me servir de jazigo numa morte feliz durante a ejaculação e uma sensualidade natural. Observando-a com mais calma, compreendi o nome escolhido, ela possui traços semelhantes aos da atris Scarlett Johansson.

— Minha filha, você linda assim... o que está fazendo na Zona? — solto aquela pergunta idiota que não pode faltar.

— Ali eu ganho dinheiro — respondeu com firmeza.

Beijos impudicos, roçadas perigosas, boquete profundo e consegui executar um sexo anal por cinquenta contos a mais no cachê. A garota vale, um achado raro na atual VM. Trabalha na casa 21 do corredor em U. Uma hora e uns quebrados depois, devolvo a menina para dentro da Vila e desemboco com o Sucatão no entorno da Quinta da Boa Vista, subo o viaduto que leva ao Maracanã e alcanço a Praça Xavier de Brito. Eu poderia entrar na garagem de casa e encerrar a noite, mas estacionei na margem da praça, inseri o pen drive no som e aumentei o volume.

Embalei os corpos de uns casais fumando erva e de meia dúzia de pinguços. Saltei do carro e puxei um cigarro que fumo em ocasiões bissextas. Sem filhos, sem esposa, não preciso de nada além de um corpo quente que alimente a minha fome de vez em quando. Liberto, livre, libertino. Libertine-se... Dancinha

DONNA SUMMER

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Saulo Top, CariocaGaludo, Senior69, ViciadoEmPeitudas, Felipe_BR, Pajé, Pica_de_Cavalo, Dionizio_RJ, Jucabar, Tenista, MRio, RodrigoVadio, curtiram esse TD.
PALÁCIO DE CRISTAL - Entre R. do Rezende e Ubaldino Amaral , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GISELE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 SIM

14 de fevereiro de 2022 às 12:02



Noite de sábado, despedida de Gisele. A chuva fina cobria a velha Lapa com pequenas poças e reflexos d’água. Sentei-me em um lugar de canto dentro do Bar Brasil, onde havíamos combinado o nosso encontro. O relógio marcava um pouco além das 22h, pouca gente no bar, os únicos sons de vida vinham da Avenida Men de Sá, as calçadas estavam repletas de mulheres e jovens boêmios. Entre chopes e croquetes de carne, bateu 23h e Gisele não apareceu, considerei melhor desistir e girar um pouco pelas ruas do entorno. Quando saí do Bar Brasil, Gisele surgiu loira, linda e emoldurada por um vestido vaporoso, com grandes decotes nos seios e nas costas. Colosso.

Gisele sugeriu que entrássemos na frenética Rua Gomes Freire, queria tentar encontrar uma amiga para avisar que estaria viajando no dia seguinte. Na verdade, ela encontrou muitos amigos e não localizou a tal amiga. De mãos dadas, ela me puxou para a Rua do Rezende, imaginei que fosse me conduzir ao Hotel Estadual para mais uma noite sublime de amor, mas não foi assim, ela quis somente pegar um atalho para o Palácio de Cristal. Quase em frente ao Hotel Andorinha, um corpo caído no chão, ensanguentado, uma viatura da polícia aportando, uns poucos pedestres começando a se aglomerar em torno do ferido.

— Vamos ver, Dante. Vamos ver... — pediu-me a loira.

Uma ideia macabra da menina, mas preferi não a contrariar para garantir um bom sexo. O homem de meia-idade jorrava o sangue que escorria para a sarjeta, os policiais acionavam a ambulância.

— Foi navalha — afirmou Gisele.

— Navalha? Como sabe disso — inquiri surpreso.

— E foi recente, tem pouco sangue acumulado — ela continuou com a análise.

Sentindo-me um Dr Watson, perguntei novamente de onde ela tirava as conclusões.

— Namorei um coroa que era legista e ele me ensinou muitas coisas. Dante, vamos dar uma olhada por aí, talvez a gente ainda possa encontrar quem fez isso, deve estar com a roupa manchada.

— Mas por que eu iria sair atrás de quem fez isso, Gi? É doideira, é arriscado.

— Você tem coisa melhor para fazer? Vamos. Se encontrarmos algum suspeito a gente volta e informa para a polícia — Decretou Gisele.

Novamente, para garantir um bom sexo, optei por não contrariar a stripper. Fomos nos embrenhando até o fim da Rua Gomes Freire, onde, a cada passo, o ar se tornava mais sinistro. Eu me sentia um detetive de filme noir acompanhado da loira fatal, minha previsão era de que não esbarraríamos com suspeito algum e ainda seríamos assaltados.

— Gisele, tô achando meio perigoso nos aventurarmos assim, vamos voltar — tentei convencê-la, provavelmente, com cara de bunda.

— Dante, você escreve lá naquele site que viver é ousar e está cheio de cagaço? Olha isso! Olha!

Gisele apontou para um objeto abandonado em cima de uma fossa: uma navalha.

— A navalha. Não falei que foi navalha?! Com certeza é de quem rasgou o cara.

— Não vai tocar nisso, né? — alertei.

— Não, não. Vamos voltar lá e falar com os policiais.

— Pelo amor de Deus, Gi. Não vamos nos meter nisso, vamos perder a noite.

Não adiantou argumentar, Gisele me puxou pela mão e me arrastou de volta à sombria Rua do Rezende. Quando alcançamos o ponto do crime, muito mais gente rodeava o corpo, um ti ti ti informava que a vítima tinha falecido. Navalhada no pescoço, corte profundo, agora havia muito sangue no local Se faleceu ou não, fiquei sem saber, estranhei não ler nada nos jornais. Por algum motivo, quando soube que o sujeito não resistiu ao ferimento, Gisele desanimou e desistiu da empreitada detetivesca. Puxou-me novamente pela mão e emergimos na Men de Sá. Fiquei imaginando se ela estava certa, se aquela navalha sobre a fossa era a arma do crime, impressionou-me o talento investigativo da garota.

— Dante, você pode ir num lugar comigo?

— Onde você quiser, minha princesa — a minha resposta foi retórica, eu não iria aonde ela quisesse, percebi que era maluquinha.

— Vamos ter que andar um pouco. É num prédio na Praça da Cruz Vermelha, uma cartomante.

— Cartomante?!

— É. Sempre vou nela quando venho ao Rio. Acerta tudo sobre a mim.

— Então vamos.

Paramos diante de um prédio antigo, desses que parecem cenário de filme de exorcista. A noite continuava cabulosa e eu quase perdendo o tesão. Coisas estranhas não me excitam, me causam desinteria. Gisele toca para o apartamento, ninguém fala, a porta do edifício apenas se abre. Entramos no elevador de porta pantográfica que rangia ao abrir e fechar. Quarto andar, dedo na campainha, uma mulher com véu de cigana nos recebe. Uma cartomante vinte e quatro horas.

— Oi, menina. Quanto tempo? — a senhora com véu de cigana cumprimenta Gisele — senta um pouquinho, vou chamar a madame.

Sentamos num sofá cor de cáqui, fiquei com a impressão de que subiu uma poeira do forro quando me acomodei. Logo em seguida, entrou outra senhora com véu na cabeça.

— Vem, garota — sentenciou a cigana.

Gisele levantou me puxando junto, para variar. Cochichou no meu ouvido.

— Você tem cem reais para eu dar a ela quando terminar?

Puta que pariu” — pensei.

— Tenho sim, princesa.

Sentamos ao redor de uma grande mesa de madeira velha e toda lascada nas pontas. Por cima, uma luminária de luz roxa. A cigana abriu a palma da mão de Gisele, alisou, olhou nos olhos e desembuchou rápido a primeira frase.

— Você vai ser roubada, menina. Um homem próximo vai te roubar.

Acredite, leitor sem fé, neste momento esperei um batalhão da polícia arrombar a porta e me levar para Gericinó, preso em flagrante. A cigana idosa falou aquilo para me sacanear, só pode. Gisele balançou a cabeça, me olhou de soslaio e eu esbocei a cara de bunda. Depois disso, não prestei mais atenção em nada do que a quiromante dizia. A sessão terminou, puxei os cem reais, entreguei a Gisele, que entregou a senhora de véu e fomos embora.

Pensei que, após todas essas desventuras, ela me pedisse para ir para um hotel. Enganei-me. Gisele tinha um último show no Palácio de Cristal. Lá fomos nós. A boate não estava cheia, Gisele me colocou em uma mesa perto do palco, me avisou que ia se preparar e que depois da apresentação poderíamos ficar juntos. Tudo bem, eu esperaria, tinha enfrentado uma sequência de merdas para garantir o bom sexo, não dava para desistir.

— Vai de empada? — o garçom Maquita surge do nada, com olhos arregalados.

— Pode trazer.

De repente, uma pancada na mesa e um copo de geleia com cachaça. Definitivamente, empada é código de pinguço no Palácio de Cristal. Bebo uma, bebo duas, bebo três, bebo quatro e uma melodia conhecida vaza alta pelas caixas de som da boate...

ENIGMA

Gisele surge sobre as luzes rubras vestida de freira, num imaculado hábito branco. Suspiro inebriado com sua dança e erotismo. O que vem depois? Uma das trepadas mais divinas que experimentei na vida. Elementar, meu caro Watson. Piscada

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, MRio, o_cara_o_cara, Senior69, Saulo Top, ViciadoEmPeitudas, Bart, Dionizio_RJ, curtiram esse TD.
BLACK & WHITE - Av. Paris, 634 , Bonsucesso - Rio de Janeiro - RJ
MELISSA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

11 de fevereiro de 2022 às 20:02



"Sou um organismo cibernético, tecido vivo expandido em um endo-esqueleto de metal. Ciborgue T-800, sistema Ciberdyne, modelo 1-0-1. Fui capturado e reprogramado para essa época no ano de 2029, com o objetivo de garantir a sobrevivência de John Connors, líder da resistência humana contra a Skynet. Venha comigo, se quiser viver.” (Terminator)

EXTERMINADOR DO FUTURO

Os pneus do automóvel, com marcas cruas de lanternagem, chiavam sobre o negrume do asfalto, o céu cor de chumbo respingava lágrimas sobre as paisagens esquecidas do Rio de Janeiro. Atravessar a Tijuca em direção ao bairro de Bonsucesso é semelhante a uma viagem de trem fantasma ou a um trailer do Exterminador do Futuro, cuja música não me saiu da cabeça durante o percurso. Um libertino não teme, mas também não perde a noção do perigo. Meu destino era a Black White, onde encontraria outros replicantes da minha mesma espécie.

A passagem pelo bairro do Rocha, Benfica, a travessia pela Avenida Leopoldo Bulhões, um cenário urbano que nos faz pensar que aquelas regiões sofreram alguma hecatombe recente. A penumbra de um semideserto, com velhos casarios em ruínas e prédios malcuidados, erguem-se em sombras de mistério e solidão. A única luz de vida que pude avistar no trajeto veio do bar Velho Adônis, local que ainda preciso conhecer de perto. Favela do Arara e Manguinhos tracejam diante dos meus olhos curiosos.

Chego ao destino. Entro em uma boate vazia, mas que rapidamente foi recheada por muitas mulheres, mas os clientes continuaram poucos. Bebo, misturo Brahma com Ice, o que me garantiu uma desagradável dor de cabeça no dia seguinte. Algumas garotas se apresentaram para mim, dispensei todas, não porque não fossem interessantes, mas pela minha preferência de ficar livre até escolher a fêmea para o abate. Abate talvez seja uma expressão forte, pois Pikachu, o breve, se mostrava indisposto naquela noite e provavelmente me renderia pouco sexo e um grande vexame.

A BW tem um clima simpático, algumas garotas realmente interessantes, perdidas na Zona da Leopoldina. O comandante da casa, muito educado, veio me cumprimentar, perguntou se estava tudo bem, sabia até que sou escritor. A fama corre. A princípio, fiquei em dúvida entre três moças, depois entre uma loira atraente chamada Lolita e uma morena extremamente sexy que usa o nome de Melissa. O papo com a Melissa fluiu, a menina se mostrou sem restrições, me deu um beijão de língua na pista e foi mais rápida para me convencer a escolhê-la. Alcova.

O período de uma hora na BW na suíte está a 250 reais, considerei que Melissa merecia e subimos. No quarto pude vislumbrar seu corpo despido do minúsculo biquíni, um corpão de empolgar defunto cremado. Cintura finíssima, bundão esférico, barriguinha zero e um par de seios de adolescente que me fez salivar mais do que faz um sunday do McDonald’s.

Beijos fartos, roçadas perigosíssimas, chave de perna, gemidos estonteantes de Melissa e um boquete que faria inveja à despudorada Linda Lovelace. Entre gargantas profundas e esfregas de alta tensão, quase caí na armadilha da ejaculação precoce, mas para não sucumbir pedi que Melissa ficasse de quatro e tremi daquela paisagem que poderia ser confundida com a descoberta do novo mundo por um marujo desavisado. Ajoelho-me e penetro com respeito religioso naquele templo úmido e quente, a vagina. Estocadas leves que aumentam com o entusiasmo. Pikachu, o breve, se vê obrigado a atuar com disposição diante daquele monumento tropical que é Melissa. Gozei horrores, ejaculei a tabela periódica, a minha árvore genealógica e o tratado da evolução de Darwin. Despenco arfando no colchão que guarda com o silêncio de um monastério todas as fodas que sustentou e testemunhou naquela pequena suíte.

Encerrado o embate, ficamos abraçados, eu e Melissa, conversando sobre a vida. Ela ainda parecia estar cheia de fogo, enquanto eu não passava de um trapo tentando voltar a respirar no ritmo normal. Hora da despedida. Retorno à bucólica Tijuca pela Avenida Brasil, funil onde nossas vidas convergem. Ali, não existem belas paisagens, o que predomina é a realidade, feia como podem ser as realidades, retrato da nossa degradação. I'll be back Yes

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Dionizio_RJ, Pajé, Alicia Ferrari, Bart, Brand, Senior69, RodrigoVadio, Fazzo Casanova, ViciadoEmPeitudas, Velhin Tarado, Predator, zolobildo, MRio, Saulo Top, curtiram esse TD.
CAROL - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99620-4423
CAROL
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

07 de fevereiro de 2022 às 22:02



Um bipe no celular, ignoro. Segundo bipe, ignoro. Terceiro bipe, tenho que olhar quem me chama com insistência.

“Você está intimado a vir para uma segunda sessão do seu tratamento com massagem. Venha hoje ainda, sem desculpas. Você escolhe a hora.”

Era Carol. Só a Carol poderia ter esse carinho de me convocar e ainda me deixar escolher o horário. Falam sobre repetecos de TDs, com a Carol irei escrever sobre todos os encontros. Carol é uma potranca, uma dinamarquesa que nasceu nos trópicos. Loira pedaçuda, alta, corpão, seios generosos e firmes, uma mulher que mais parece um banquete no Palácio de Buckingham. Carol é a rainha das rainhas.

Realmente, ela me orientou a retornar para reforçar a massagem nos meus pontos de tensão, manter os nódulos desfeitos. Sou recebido com o mesmo carinho da primeira vez, sou conduzido à pequena câmara do prazer, recebo uma toalha ensacada e banho.

Volto e primeiro a Carol desfaz a tensão da minha língua, com beijos profundos, sem frescura, sem medo, beijos em que os lábios quase terminam em um nó cego de tanto que se esfregam. Eu me deito e sinto o primeiro toque das mãos potentes de Carol começando a massagear meus pés. Galera, é uma viagem, vou no paraíso e volto umas trezentas vezes. Que massagem. Que mulher. Carol segue por etapas, sobe para as pernas, esbarradas no saco de Pikachu, o breve e alcança o meu castigado cóccix. Neste momento, é como se eu visse Deus me perdoando por todos os pecados que cometi, as vigas da perimetral parece que são encontradas e içadas das minhas costas, inicia-se uma sensação de leveza quase sobrenatural. Carol é a feiticeira da massagem.

O processo continua, pega o meu pescoço, cabeça e quando dou por mim, parece que todos os músculos do meu corpo desapareceram, o corpo está num relaxamento absoluto. O clímax começa aqui, Carol pega Pikachu, o breve, coloca na boca e inicia o seu boquete UFC, que vem para nos nocautear em poucos segundos. Dessa vez, resisti, mas ela não desiste. Quando meu pênis já estava quase sofrendo uma erosão pela saliva, pedi que ela me tocasse uma punheta alternada com o boquete, o famoso punhequete. Ela não refuga. Acredite, forista sem fé, gozei até o chimpanzé que fez parte do meu processo evolutivo. Morri para ressuscitar uns 3 minutos depois.

Batemos um papo, Carol me informa que irá se tornar anunciante VIP do Arena, eu a parabenizo e me despeço. Maravilhosa.

Ganho as ruas e o crepúsculo da bucólica e incomparável Tijuca. Minha vontade foi entrar na igreja ao lado e agradecer a graça concedida. De tão leve, não caminhei, voei para a minha caverna do ancião. Ave, libertinos. Reverência

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PALÁCIO DE CRISTAL - Entre R. do Rezende e Ubaldino Amaral , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GISELE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
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02 de fevereiro de 2022 às 22:02






Hoje, almocei com Gisele no Amarelinho. Imagine uma loira de 1,70m, cabelos longos, pernas torneadas de bailarina, barriguinha zero, uma pele dourada do sol e olhos claros. Agora, imagine essa loira desfilando pela Cinelândia, vestida com um top, seios apontados para o céu, minissaia jeans, arrastando olhares de homens e mulheres como as ondas que levam a areia da praia. Sim, forista sem fé, assim chegou Gisele, trazendo consigo metade dos olhos do Centro da Cidade. Sua entrada no Amarelinho foi quase um evento de entrega do Oscar. Que mulher, afeiçoado forista. Que mulher. Gisele é dessas mulheres nos beijam e quase não acreditamos que ela está ali, que será nossa. Escrevo este relato no tópico do Palácio de Cristal porque é lá que ela trabalha, a boate é a sua base.

Chegou alegre, está animadíssima com a viagem para São Paulo, quem está desanimadíssimo com isso sou eu. Gisele come pouco, volta e meia lança os seus longos e lisos cabelos loiros para o lado, um charme a parte que faz transbordar ainda mais o seu erotismo hipnótico. Acredito que quando uma mulher percebe o imenso potencial da própria sensualidade, não há outro caminho a não ser o de usar essa virtude para ganhar dinheiro. A beleza é um elemento de poder, aliada a sensualidade se transforma em uma máquina de sedução. Mulheres como a Gisele conseguem tudo que desejarem, mas ela parece querer pouco.

Conversamos e me declarei apaixonado. Gisele me olhou quase comovida, me deu um beijo, mas não me ofereceu respostas ou esperanças. Acariciou meu rosto, pegou na minha mão e perguntou onde passaríamos o resto do dia juntos. Quis realizar o encontro em alto estilo, escolhi o Motel Corinto. Pegamos um táxi e fomos, ela agarradinha em mim, com a cabeça recostada no meu ombro. Meu combalido coração parecia querer gritar de amor.

Peguei uma suíte, fui para o banho e quando retorno encontro Gisele com os cabelões presos num coque, seminua, emoldurada por um pequeno biquíni e um robe rosa. Acredite, forista sem fé, o ar me faltou. Não é brincadeira, é sério. Acho que tive uma crise de ansiedade e fiquei com problemas para respirar, sentei-me na cama e Gisele, percebendo o mal-estar, veio me acudir. Coisas da idade. Ela me trouxe água e disse que ficaríamos conversando até que eu melhorasse. O que me incomoda, na verdade, é saber que ela irá embora e não sabe calcular quando retorna. O Palácio de Cristal vai perder 50% do público com a viagem de uma das suas estrelas. Pikachu, o breve, estava deprimidíssimo, tentando recobrar as forças para não perder a oportunidade dos deleites que aquela mulher é capaz de nos proporcionar.

Pedi uma foto daquele momento, falei que colocaria a imagem no relato que escrevo aqui. Ela disse que não se importava se eu mostrasse também o seu rosto, mas prefiro não cometer a imprudência. A foto que pedi se transformou em um ensaio fotográfico de deixar defunto de pau duro. Terminamos a sessão e nos atracamos como dois amantes ensandecidos, dois viciados nos ínfimos segundos dos orgasmos.

Afirmo a você, estimado forista, narrar esta experiência é praticamente impossível, até para um velho escriba. Gisele tem uma entrega absoluta, acredito que ela realmente se sinta apaixonada quando está na cama com um homem. Não há limites, não há restrições, o prazer para ela não deve marcar fronteiras. Tudo o que eu mais vibro com uma mulher está contido em Gisele. Não passei uma tarde em um motel, vivi um sonho pornoerótico com uma diva que reina como stripper em palcos e corações. Fui feliz porque amei antes de foder. Ave, Gisele. Reverência

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Oscar, The Shy, Psico, MRio, CariocaGaludo, Ex Sonegador, Bumpy Johnson, Predator, Saulo Top, Michael Corleone, schusk, malicia69, curtiram esse TD.
CAROL - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99620-4423
CAROL
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

02 de fevereiro de 2022 às 20:02



Gosto de andar à tarde pela bucólica Tijuca, quando o clima permite, claro. Sou gaúcho por nascimento, carioca por criação e tijucano por amor. Como me dizia um amigo, a Tijuca é a base. É um bairro que ainda mantém uma atmosfera de romantismo, mesmo que o tempo o tenha transformado e levado muitas de suas virtudes, mas ainda é uma região que acolhe com aconchego. Eu poderia dizer que a Carol é um dos símbolos maiores desse aconchego tijucano, uma loira pedaçuda, altíssimo astral, comunicativa, que faz uma massagem qualificada e incomparável, além de nos arrebatar com um sexo totalmente liberal. Carol é top.

Devo estar fazendo aniversário de um ano como cliente da Carol, foi paixão a primeira vista. Já estive na Carol apenas pela massagem, vejam como a qualidade de um serviço nos fideliza. O melhor de tudo é que a Carol me oferece um tratamento diferenciado, sempre tem horário para mim, atende as minhas expectativas mais complexas com louvor, nunca me disse um não. É a profissional dos sonhos.

O corpo da loira Carol só pode ser descrito no aumentativo, peitões, bundão, coxões e beijos que exorcizam os nossos demônios. Ir até a Carol é buscar a felicidade e encontrá-la. Saio levíssimo a cada novo encontro, com o corpo renovado e com um sentimento de alegria pelos prazeres que ela me proporciona. Não foi diferente nesta última marcação.

Carol massageia cada centímetro do corpo, tem mãos firmes, toque profissional, destrava os músculos mais tensos, nos apresenta uma sensação de alívio irresistível. No fim, nos presenteia com um boquete que, invariavelmente, me faz gozar em sua boca gulosa. Quando consigo resistir à boca, sou nocauteado numa penetração que é quase uma experiência religiosa. Digo a vocês com toda a sinceridade, podem procurar pelo relaxamento e pelo prazer onde quiserem, mas o endereço onde essa viagem que buscamos mora e possui excelência é num pequeno prédio no coração da Tijuca, numa pequena sala que se transfigura em paraíso durante os 60 minutos que deitamos por lá.

Carol, obrigado por mais este momento absurdamente incrível. Reverência

membro, Bart, Sued, Oscar, The Shy, Brand, MRio, LP come queto, Don Raton, Predator, schusk, curtiram esse TD.
ESPAÇO ZEN RIO - Rua do Carmo, 64 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99875-8837
DAIANA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$370.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI DISSE QUE FAZ R$0.00 NãO

01 de fevereiro de 2022 às 22:02



Marquei o encontro, divulguei no fórum para a galera e para aqueles que querem ter um papo comigo, é mais fácil aparecerem quando marco do que me convidarem. Meus horários e a minha disposição de homem de meia-idade é instável. O colega forista Interessante apareceu, nos encontramos no novo Amarelinho, compartilhamos uns chopes e uma boa conversa. Novamente, me vi diante do portentoso prédio da Biblioteca Nacional e é sempre inevitável me recordar das tardes juvenis em que passava enfurnado nas salas de leitura dessa instituição. Tardes nunca solitárias, pois os livros me inseriam entre mundos e personagens diversos, tardes das quais guardo as melhores lembranças.

O objetivo estava traçado, iríamos à uisqueria da Cancun. Na verdade, eu estaria indo pela terceira vez atrás de uma falsa magra que me deixou obcecado pelo corpo irretocável que exibe. Infelizmente a magrinha é muito solicitada, esteve indisponível em todas as ocasiões que visitei a casa. A dúvida era se eu investiria mais de 400 reais para me deitar com aquela novinha com porte de potranca.

Entramos na Cancun um pouco depois das 18h30. Para a renovar o meu desapontamento, novamente peguei a magrinha acompanhada, mas aproveitei alguns segundos em que ela deixou o cliente e a abordei de supetão.

— Há três dias que estou tentando sair com você — declarei.

— Nossa. Você pode me esperar hoje? O cliente só vai subir só meia hora.

— Para quem esperou três dias, me colocar para esperar mais meia hora é uma gentileza.

Neste ponto, a minha decisão estava tomada, eu iria subir. Esperei bebendo uma Corona, misturando com os chopes que tomei no Amarelinho. Para arrematar, pedi uma dose de cachaça, despejaram no copo a Ypioca Ouro e com ela chegou a vaporosa e fugidia felicidade. Não nego, às vezes fico obcecado por algumas mulheres, além da magrinha venho nutrindo uma paixão já longeva pela escultural GISELE, mas tudo sempre tem um fim, cedo ou tarde.

Acredito que a magrinha desceu em menos de meia hora.

E seu nome? — perguntei.

— Daiana. E o seu?

— Dante, me chamo Dante.

Fiz a entrevista básica, a garota é mineira, volta para Minas esta semana, se mostrou completamente liberal, confirmou que beijava sem restrição e se mostrou carinhosa. Subimos à alcova. Dentro do quarto, demonstrando vícios de idoso, peço que ela tire o econômico biquíni que a cobria e desfilasse rapidamente para mim. Daiana me atende. Afeiçoado forista, que corpo, que perfeição. Seios robustos e firmes, uma bunda dessas que poderia estar na capa da revista Playboy, pele sem nenhuma marca, nenhum vestígio de estrias ou celulite. Obra de arte.

Daiana se deita e eu caio afoito em seus seios, mamo como um recém-nascido faminto, a menina geme, aperta os próprios peitos como quisesse me alimentar com um leite imaginário. Peço que ela fique de quatro e roço minha virilha naquela bunda renascentista, sinto minha boca salivar, Daiana se empina como se me provocasse. Inverto a posição e me deito, peço por um boquete e ela realiza o meu desejo, mas sem muito entusiasmo, o que me soou como único ponto negativo. Beijei-a, beijei-a muito, o encaixe das bocas não foi o que eu esperava, mas atendeu as minhas expectativas. Daiana é muito simpática e não demonstrou frescuras em nenhum momento, todos os carinhos que fiz ou quis fazer, ela recebeu e demonstrou prazer com isso.

Muitos amassos, mais beijos, usei o aparelhinho quase medieval e a mulher delirou, mas evitou com todas as forças o próprio orgasmo. Novamente, pedi que ela ficasse de quatro, ajoelhei-me diante daquele templo divinal, segurei suas nádegas e penetrei como um tatuzão abrindo uma nova linha do metrô. Daiana gemia alto, gritava palavrões, rebolava e suplicou para me cavalgar. Permiti que ela visse por cima, ela introduziu o breve Pikachu em sua vagina, começou a saltar sobre o meu tronco, esfregava-se e gozou quase no mesmo momento em que gozei. Retirei a camisinha quase em estado de explosão e fui para o banho.

Conversamos mais um pouco e saí do quarto antes do período de uma hora contratado. Reencontrei o camarada Interessante no salão em um papo prolongado com uma das modelos do local. Paguei a conta de 420 reais e perdi perdão a Zeus. Deixamos a Cancun e é possível que eu passe uns dez anos sem retornar. Realizei um sonho, comi a magrinha cinematográfica, mas continuo certo de que pagar mais de 400 contos numa bimbada não vale a pena. Não vale. Morte

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EXCELENTE EXCELENTE
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PALÁCIO DE CRISTAL - Entre R. do Rezende e Ubaldino Amaral , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GISELE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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31 de Janeiro de 2022 às 01:01



Sábado. Cheguei à velha Lapa quase às 23h, foi o tempo de entrar e escolher um lugar vago no Bar Brasil vazio. Pedi um chope, uns croquetes do alemão e fiquei aguardando para ver se Gisele viria. Não esperava que ninguém do Arena comparecesse, observo que é uma geração diurna e viciada no sexo de cativeiro. De repente, chega um camarada gordinho olha para o bar deserto e mira na minha presença, era o forista Baião de Dois que vinha me cumprimentar e prosear comigo. Logo em seguida, um rosto que eu já conhecia das antigas do Hot-Fórum, o camarada AXL chegava com o meu livro “O Paraíso de Dante” e queria que eu autografasse. O papo fluiu solto, Baião de Dois e AXL são dois foristas antigos que hoje se comportam mais como expectadores dos fóruns, dois divorciados retornando devagar ao ritmo da noite.

Meia hora depois, o cenário do restaurante se ilumina, Gisele entra com seus longos cabelos loiros, shortinho jeans desfiado, camiseta justa e se aproxima para me abraçar e me trazer um beijo daqueles que faz a gente pensar que arrumou namorada. Baião de Dois e AXL ficam atônitos, como se estivessem vendo uma entidade que imaginavam fictícia se tornar real. Gisele estava radiante, linda. Disse que não poderia demorar e me perguntou se eu não queria ir logo com ela para o Palácio de Cristal, não titubeei, respondi que sim. Meus dois companheiros de conversa tinham lido os relatos sobre a boate, mas não consideraram conveniente visitá-la no dia da festa da visibilidade trans. Compreendi os argumentos, estão recém-separados e ainda falta aquela coragem para ousar. O olhares de AXL e Baião de Dois para Gisele salivavam quando nos despedimos e parti com a diva stripper para subir os degraus do velho sobrado onde está instalada a boate.

O salão lotado, não havia mesa vaga. Gisele foi falar com o garçom Maquita para dar um jeitinho para mim e ele improvisou um lugar perto do palco. Uma noite atípica, muitas travestis, algumas que deviam ser conhecidas, pois foram reverenciadas pelo público presente. Gisele me deixou só, foi falar com outras pessoas e se preparar para as apresentações que faria. Maquita demorou para me atender, mas veio com a cachaça quando apareceu (que fama de cachaceiro estou conquistando).

— Garotoooo, você de novo aqui — Monike (com K), a travesti do primeiro relato, conseguiu me localizar na multidão — Tá sozinho outra vez?

— Estou com a Gisele, ela me convidou — respondi com um tempero de orgulho.

— Uuuui. Ele não é fraco, não — segue-se a frase uma risada quase histérica.

Monike se afasta e Maquita chega com o segundo copo de cachaça, mas anota três doses na comanda. Deixei passar. Estranhei que não me oferecesse a famigerada empada. Batidas da caixa de som, as luzes se apagam, o palco se ilumina devagar e entra uma trans dublando AUTOMATIC LOVER ao lado de um sujeito fantasiado de robô. Viajei no tempo, foi foda. Grande performance.

Automatic Lover

Um breve intervalo e entram uns boys no palco fazendo coreografia do Village People com Macho Man tocando ao fundo e eu, o velho Dante, libertino de tantas e incontáveis mulheres, assistindo a tudo na fila do gargarejo. A vida nos reserva situações inimagináveis. A apresentação termina, outro intervalo.


Reconheço, estimado forista, eu já estava meio vesgo pelo efeito das doses de 51, mas pude viver para assistir a um dos momentos apoteóticos desta minha breve existência. Reconheci o som do Enigma quando ele vazou das caixas, o palco se acendeu em uma tênue luz azul.

Age Of Loneliness

O cenário mostrava um homem vestido de padre, amarrado a uma cadeira, cabeça presa. Quando a música ganha corpo, Gisele entra vestida de freira, aproxima-se do “padre”, lambe seu rosto e começa a rebolar como a serpente que corrompeu o paraíso. Mesmo com o hábito branco cobrindo seu corpo impecável, ela transpirava sensualidade. O “padre” estático fingia resistir à tentação e Gisele o provocava, roçando-se e despindo-se com a graça e a leveza de uma bailarina. No fim, com os seios divinos à mostra e um minúsculo fio dental vermelho, ela sobe na cadeira em que o “padre” está amarrado, leva sua boceta até o rosto da vítima e uma luz vermelha ilumina a boate como se fosse a chama do pecado. Tudo se apaga. Trevas. O palco se ilumina, Gisele e o “padre” agradecem e os aplausos rompem frenéticos da plateia. Acredite, forista sem fé, eu vivi para ver isso, talvez não precise mais testemunhar muitas coisas no resto da jornada. Definitivamente, Gisele é uma divindade sexual.

Ela veio beber comigo, me pediu para ficar e assistir a outros dois shows que ela ainda faria, mas eu estava muito bêbado e cansado. Ela me puxou para uma das cabines do banheiro, nos pegamos, não rendi muita coisa. Esta semana, ela irá para São Paulo e depois para Florianópolis, passaremos alguns bons dias sem contato físico. Sim, afeiçoado forista, o libertino ama, ama demais, por um tempo que é mais curto do que a vida. O libertino é a terra onde o amor brota, mas não frutifica. Quando saí da boate, começou a tocar World Hold On e foi um delírio geral, não olhei para trás para ver o que acontecia. Ganhei as ruas. A partir de agora, qualquer aventura é possível...

World Hold On

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PALÁCIO DE CRISTAL - Entre R. do Rezende e Ubaldino Amaral , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GISELE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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25 de Janeiro de 2022 às 23:01



É possível. Sim, é possível que eu esteja me apaixonando, que o meu coração carcomido pela idade e pelas desilusões esteja reagindo ao feitiço sensual de Gisele. Não satisfeito com o impacto emocional que vivi na sexta-feira, retornei no sábado e consegui que ela jantasse comigo no Bar Brasil antes de entrar na boate. Ela faria outro show e descobri que é uma stripper profissionalíssima, se concentra antes da apresentação e mata a pau quando sobe ao palco. Gisele me contou que mora em Teresópolis, viaja muito para São Paulo, onde o mercado para strippers é mais amplo. Costumo ter bom gosto para mulheres, porém, por mais que eu a descreva aqui, não conseguirei dar noção da beleza intensa do conjunto do corpo e rosto dessa menina. Gisele tem vinte e cinco anos e beira a perfeição estética.

Apresentei o GP Arena para ela, mostrei meus relatos e ela ficou impressionada, não imaginou que existissem sites de relatos sexuais como este. Bebemos. Gisele é boa de copo, mas tem uma preferência obsessiva por Amarula. Fomos caminhando de mãos dadas até a boate, o calor, o efeito da bebida, as luzes noturnas, meu coração resgatava o resíduo de romantismo para acreditar que é possível amar uma stripper que também faz programas. Entramos no Palácio de Cristal e fiquei com a impressão de que os olhares presentes sussurravam.

— Chegou a mona mais velha da Lapa.

Gisele me diz que vai se aprontar, pede que eu assista ao show e que a espere. Óbvio que eu iria esperar. O garçom Maquita surge com a cachaça sem que eu peça, a minha fama de alcoólatra deve estar ecoando pelos corredores do submundo. Bebo numa golada. Outra cachaça, outra golada e assim por diante, até que uma nova mulher surge implacável, vaporosa, fugidia: a felicidade.

As luzes se apagam, o palco se ilumina, a batida de uma música domina o ambiente. Gisele entra vestida de colegial e meu coração quase se despede em uma parada cardíaca. Puta que pariu.

Crazy In Love

Fiquei observando aquela loira exuberante rebolar e voar sobre o palco sem acreditar que era possível comê-la num motel ou no banheiro da boate por duzentos reais. A plateia ficou contida no silêncio do espanto enquanto a loiraça desenvolvia a performance sexy. Tive a sensação de suar frio enquanto Gisele tirava as poucas peças de roupas que a cobriam. Que mulherão da porra. Admito, estimado forista, meus olhos marejaram de paixão. Gisele se tornou o meu sonho impossível, amor platônico, é uma dessas mulheres que queremos, mas sabemos que não será nossa mais do que um efêmero suspiro do relógio.

— Que negócio é esse de libertino apaixonado, Dante? — questionaria o forista atento à minha filosofia de alcova.

Eu respondo, querido irmão mundano. O libertino não é aquele que não ama, é o que ama demais, repetidas vezes, em uma ressurreição consecutiva de paixões irrealizáveis.

Meus olhos brilhavam mais do que os globos espelhados pendurados no teto da boate. Nua, Gisele é quase uma entidade sexual. Desta vez, ela não me encara, não me aponta. Despreza-me porque sabe que me provoca. Meu breve Pikachu já estava pousando em marte. Eu seria capaz de me ajoelhar para aquela mulher, venerá-la como se fosse uma divindade erótica. Há mulheres que são abismos para homens como eu.

A música termina, as luzes se apagam e a plateia rompe em aplausos frenéticos. Gisele é estrela. Demora uns quinze minutos em que a ansiedade quase rompeu minhas artérias e então ela ressurge para o meu olhar comovido. Pega na minha mão, me puxa para mais um capítulo de uma história que jamais chegará as mil e uma noites. A loira me enfeitiçou porque sabe que lobos também podem ser domesticados pelo poder intraduzível de poucas mulheres.

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GISELE
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TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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23 de Janeiro de 2022 às 12:01



Um forista (sem fé) me envia mensagem, irei resguardar o nick por questão de privacidade.

“Dante, encontrei o Palácio de Cristal, mas não tive coragem de entrar e não pude ver a sua tão falada Gisele. Você tem certeza de que ela é mulher? Acho que o Palácio é boate gay”.

Recebo muitas mensagens de foristas, alguns querendo confirmar pontos dos meus TDs, outros querendo saber sobre o que faço da vida e há também os que perguntam sobre os meus livros. Costumo conferir os nicks e vejo, invariavelmente, que a maioria desses foristas que me enviam MP não escreve no fórum. Um mistério. Para o forista que veio me questionar sobre a Gisele, respondo que ela não é apenas mulher, é um mulherão que me proporcionou um dos momentos mais icônicos da minha existência na última sexta-feira. A seguir...

A noite fumegava quando cheguei ao bar do Baiano, na rua da Relação. O lugar estava lotado, crepitava num burburinho intenso. O Baiano, atarefadíssimo, não veio me receber imediatamente. Acomodei-me em uma mesa de canto, dessas que ninguém quer, não localizei outro lugar vago. Após uns cinco minutos, Baiano vem me cumprimentar.

— O dotô, me desculpa. Hoje o pessoal não tá dando trégua. Ó sua Salinas aqui.

Devido ao calor, eu não pretendia cair na cachaça, mas depois de servida só me restou bebê-la em uma golada. O líquido desceu pela minha garganta como se fosse um punhado de ganchos afiados rasgando tudo pela frente, o suor brotava sob a camisa, minha única e maior vontade era a de ficar nu diante de um potente ar-condicionado. Completei a entrada da cachaça com mais três chopes e pedi a conta.

— Já vai, dotô?

— Vou dar um rolé, meu amigo. Qualquer coisa volto.

Mais cedo, me comuniquei com Gisele, ela estaria no Palácio de Cristal. Confesso que fui com animação pálida, a alta temperatura das ruas me fez sentir saudade da minha suíte refrigerada na bucólica Tijuca, mas caminhei sem hesitar até a porta da boate. O rapaz de espartilho não estava, subi os degraus e antes de entrar na boate recebi a comanda de uma travesti, que também amarrou uma fita lilás no meu pulso. Não demorei para ver o garçom Maquita girando pelo salão com se tivesse recebido uma overdose de narcótico. Tudo estava bem decorado neste dia, tinha até um pequeno palco iluminado, com uma bandeira de arco-íris ao fundo, um detalhe que não reparei nas visitas anteriores. Maquita veio me atender como se nunca tivesse me visto.

— Já pediu?

— Viu a Gisele por aí? — perguntei ao garçom eletrizado.

— Daqui a pouco ela entra. Vai ter show — ele me responde.

— Show?

— Vai de cachaça? — neste momento, acho que se lembrou de mim, mas não esperou resposta e acelerou para outra mesa.

A boate tem mesas espalhadas por toda a sua extensão, as paredes escuras acentuam a penumbra de uma luz azul cortada por feixes avermelhados, homens e mulheres das mais diversas etnias sexuais confraternizam-se distantes de quaisquer preconceitos. Não posso afirmar que o Palácio de Cristal é uma boate gay, eu diria que está mais para um ninho pansexual. De repente, um copo de geleia cheio de 51 bate sobre a mesa, era o Maquita voltando com a cachaça.

— Vai uma empada para acompanhar? — no Palácio, empada é petisco.

Antes que eu confirmasse o pedido, Maquita despareceu novamente. É aqui, afeiçoado forista, que o relato começa a alcançar o seu clímax, é neste ponto que a minha memória se esforça para expor a você todos os detalhes do que vivi. As luzes se apagaram e a iluminação do palco simula o tom noturno do luar; uma batida ritmada (como tambores tocando) domina o ambiente; dois gogo boys entram segurando pelo braço uma mulher loira, um de cada lado, ela trajava uma comprida túnica branca com capuz. Os dois homens fingem amarrar a mulher na barra de pole dance, puxam um artefato cenográfico que simula uma fogueira e um deles anuncia que a bruxa será queimada, como num ritual da Idade Média. De repente, o som de acordes que eu reconheço, mas em uma versão que nunca ouvi, tomam conta de todos os ouvidos.

I Put a Spell On You

A mulher se move no palco como se desfizesse das amarras, com um único gesto abre a túnica Girl9 e revela o corpão de curvas vertiginosas coberto por um minúsculo biquíni com estampa de chamas. Ela dubla o primeiro verso da canção e aponta o dedo indicador para mim.

I put a spell on you
Because you're mine


A minha envelhecida uretra travou, estimado forista. Na pista, as pessoas procuravam para quem ela apontava, era para mim. Gisele dançava como uma profissional, sua pele alvíssima, imaculada, refletia as luzes como uma estrela, sua cintura esculpida se contorcia como uma enguia erótica, os longos cabelos loiros voavam a cada passo da performance. Enquanto isso, eu estremecia em uma ejaculação psicológica. Ela desce do palco, passa por entre as mesas, recebe notas de dinheiro, gritos de euforia, aplausos, até que se põe à minha frente, senta-se no meu colo e me dá um beijo de ressurreição. Lázaro levantaria da cova com o beijo que ela me deu. Não se demorou. De volta ao palco, tirou as peças do biquíni, agarrou um dos boys, roçaram-se, ele a ergue com os braços e todas as luzes se apagam junto com o fim da música. Delírio da plateia. Porra, eu trepei com uma stripper. Anoto no currículo.

A boate volta ao normal. Maquita reaparece com a inacreditável empada. Gisele ressurge loira, vestida numa bermudinha jeans que exibe a polpa da bunda e semicoberta por uma camiseta para lá de decotada. Pega a minha mão, me puxa até o banheiro insalubre e eu percebo, enfim, que estou apaixonado. O próximo passo será hipotecar meu patrimônio e ser feliz. Yes

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Dionizio_RJ, ViciadoEmPeitudas, Oscar, The Shy, Brand, sodus, MRio, Não é o Antony, Saulo Top, MARCELOJEDI, schusk, curtiram esse TD.
PALÁCIO DE CRISTAL - Entre R. do Rezende e Ubaldino Amaral , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GISELE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ DISSE QUE FAZ R$0.00 TALVEZ

21 de Janeiro de 2022 às 11:01



Véspera de feriado, o tédio invadiu o meu apartamento metendo o pé na porta. Tentei ver filmes, tentei ler livros, tentei contar carneirinhos... Tudo me parecia uma chatice. Para esses momentos, a única cura é a rua.[Para quem não me conhece, não consigo me vestir de forma despojada, tenho cacoete de nobreza britânica e isso me faz sofrer muito no verão carioca. Vesti meus trajes de caça e arrisquei enviar um zap para a Gisele antes de embarcar no Sucatão.

“Qual a boa hoje?” — digitei.

Não esperava resposta, mas uns cinco minutos depois o meu celular fez um beep.

“Estou no Palácio. Vem.”

“Ainda lembra de mim?”

“Claro, o gostosinho do banheiro. Vem que hoje é festival de New Wave aqui.”

Festival de New Wave, onde isso poderia existir, a não ser em uma boate LGBT? Desci à garagem, encaixei a chave na ignição e girei. Sucatão acordou com o ronco dos guerreiros famintos pela próxima batalha. Acelerei e ganhamos o negrume misterioso dos descaminhos do asfalto.

Sim, forista sem fé, é preciso que eu diga que o Palácio de Cristal é uma boate essencialmente LGBT, mas com uma atmosfera pansexual. Vi mulher com mulher, homem com homem, travestis, garotas de programa e garotos de programa. Tudo comandado pelo garçom Maquita, que circula com a bandeja sobre a cabeça e olhos arregalados, como se estivesse chapado ou sob efeito de alucinógenos.

Estacionei na rua Gomes Freire, a Lapa fervia de calor e de gente. Finquei minhas botas gaúchas na calçada (sim, eu também uso botas no verão) e escolhi primeiro tomar umas no Beco da Noite, antes de subir à boate dos degenerados. Para piorar a sensação térmica, pedi uma dose de Salinas, pois só a cachaça faz efeito rápido em mim. Uma dose, duas doses, três doses, foi na quarta que ela surgiu vaporosa, elegante, sedutora: a felicidade. Na quarta dose de cachaça, as pupilas se dilatam, o mundo brilha como um astro de primeira grandeza, todos os problemas se tornam banais e tudo na vida se torna belo (animal, vegetal e mineral). Por falar nisso, sempre termino a última dose acompanhado de uma garrafa de água mineral para cumprir o rebate.

Parti para o Palácio de Cristal, meio bêbado, mas consciente. Um rapaz sem camisa e de espartilho me recepciona, me reconheceu da última visita.

— Bem-vindo de volta. Curtiu né, coroa? — finaliza a pergunta com uma risadinha infame.

Ganhei uma fitinha lilás que ele amarrou no meu pulso, que até agora não entendi para que servia. Subo os infinitos degraus do velho sobrado e alcanço a pista, que desta vez estava com uma decoração transada, pôsteres de cantores de época e um globo espelhado pendurado sobre o centro do salão. A noite sem música é mulher mutilada. Antes mesmo de pisar na pista, identifiquei o som que tocava.

Soft Cell - Tainted Love


O lugar ainda não estava tão cheio, como ficaria mais tarde, logo avistei Gisele dançando animada. Que visão, estimado forista. Ela estava vestida em um vestido branco, justo e curto, sem sutiã; as provocantes pernas de bailarina expostas sem pudor. Ela me vê e abre um sorriso que quase me causou ejaculação precoce; para completar, ainda mexeu com o dedinho indicador me chamando para perto. Hóstia loira. Puta que pariu. Loira linda. Fui me aproximando, mas ela não parou de dançar, quando me coloquei à sua frente, a cada batida da música ela lançava os cabelos dourados contra o meu rosto, alisava a minha barba, mordia os lábios. Foi preciso muita força de caráter para não trepar ali mesmo. No fundo, creio que fosse o que ela desejava.

A trilha sonora New Wave emendou com Bryan Ferry...

I Put A Spell On You

Neste momento eu me senti como o Harrison Ford dançando com a estonteante Emmanuelle Seigner em “Busca Frenética”. Para quem não conhece a cena, segue o link:

Busca Frenética-Cena

Por que essas coisas só acontecem com o Dante? Por que só o Dante vive essas situações? Como é possível? — perguntaria o forista sem fé. Essas coisas acontecem comigo porque eu procuro, porque evito me comportar como um animal enjaulado que só come quando o tratador quer. Não sou pássaro de gaiola nem libertino que se contenta somente com a penumbra das salas de sexo. Não existe aventura se não há quem se aventure. Enquanto o forista incrédulo compunha as elocubrações, o DJ botou nas caixas um clássico gay.

Crystal Waters - Gypsy Woman

Confesso, seduzido por aquele ambiente liberal, diante daquela loira absurda, eu me empolguei, soltei a franga, dei gritinhos em tom de Michael Jackson, rodopiei, acho que até rebolei. Gisele roçava em mim, me aplaudia, ria, me olhava espantada, como uma pastora que converte um seguidor. O lugar lotou, o ar-condicionado não dava mais vazão, eu suava. Gisele puxou a minha cabeça e me beijou. Permita-me repetir a exclamação: puta que pariu! Que beijo. Sugeriu que sentássemos, jogou suas pernas sobre as minhas pernas, enlaçou meu ombro com o braço e continuou se remexendo no embalo do som. Do nada, contrariando todas as melodias que tocavam no Palácio, ela sussurrou com voz doce uma letra no meu ouvido:

“Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres que só dizem sim
Por uma coisa à toa, uma noitada boa
Um cinema, um botequim

E se tiveres renda
Aceito uma prenda, qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa, um sonho de valsa
Ou um corte de cetim”


Perdoe-me novamente o palavrão, perseverante leitor, mas que caralho. Até os pelos do meu nariz se arrepiaram. Gisele tem olhos cor de mel, eu a encarei e ela disse que queria sair dali.

— Pra onde? — a pergunta idiota foi minha.

— Pra onde você me levar...

— Cadê a tua namorada?

— Ah! A gente está dando um tempo.

Saímos do Palácio de Cristal e nos acomodamos em um bar da Gomes Freire, aonde chegamos de mãos dadas. Meu combalido coração lutava para não se entregar aos desvarios do amor. Terminamos numa alcova simples do Hotel Estadual, dessa vez ela se entregou num boquete sem camisinha, finalmente ejaculei. Saí de lá quando os raios de sol já invadiam o quarto, paguei o cachê da menina e, a pedido dela, deixei paga uma diária do hotel. Virado, com a vista exausta, encontrei o Sucatão refletindo as primeiras luzes da manhã em sua surrada carroceria. Insiro a chave, giro e o motor grita como quem comemora uma vitória. Ligo o som e acelero.

Goldeneye

A partir de agora, qualquer aventura é possível.... Yes

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RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Oscar, The Shy, Rai, Saulo Top, pauloeduardo, MRio, Random, Não é o Antony, MARCELOJEDI, fallaw, schusk, curtiram esse TD.
ISADORA VILHENA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99349-3413
ISADORA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 SIM

20 de Janeiro de 2022 às 22:01



O calor do entardecer estava tão fumegante que faria o frango de padaria pensar que estava dentro do ar-condicionado enquanto rodava na assadeira, dourando o nosso paladar. Estacionei o Sucatão na rua Senador Dantas, a missão deste relato é óbvia, descrever mais um encontro com Isadora.

Quando meu pai faleceu ano passado, senti uma solidão que nunca havia sentido em toda a minha vida, logo eu, tão afeito a solidões. Foi uma sensação massacrante, de total desolação, algo que talvez nem fosse solidão, mas um sentido de abandono. Depois disso, passei a dar muito mais valor as conexões que alcançamos na jornada. É muito raro eu me sentir conectado a garotas de programa, raríssimo. Com Isadora, a conexão acontece, é uma mulher que tem vocação para romper nosso firewall e nos proporcionar o prazer da companhia.

Este TD será curto porque tudo já foi dito sobre esta mulher fabulosa que é a Isa. Quando entrei em sua sala, ela estava emoldurada por um biquine sensualíssimo, que exibia suas formas exuberantes e protuberantes. Cheguei beijando na boca, puxando para perto, tirando a roupa e deitando na cama. Foi um encontro que resvalou muito mais para o namoro do que para o sexo. Em determinado momento, ela me faz uma pergunta.

— Posso te mostrar uma coisa?

— Pode, claro.

Ela se levanta, pega o controle remoto da TV e sintoniza um vídeo pornográfico em que uma jovem se entregava para dois homens. Isadora deitou-se ao meu lado e começou a se masturbar assistindo às cenas enquanto também me masturbava, seu rosto transfigurado em uma expressão de cachorra, daquelas que fazem sexo porque gostam de sexo, gostam dos desvios, dos pecados mais extravagantes da carne.

Admito, afeiçoado forista, não consegui me segurar por muito tempo. Isadora lambia os lábios, gemia alto enquanto tocava a própria vagina, sua outra mão levantava meu pau num ritmo cadenciado, falava umas sacanagens, pedia que eu a chamasse de puta. Gozei. Gozei horrores e fiquei estatelado no colchão como alguém seviciado por uma vampira.

Conversamos amenidades após a explosão dos corpos, deixei de presente para ela um dos meus livros (se irá ler, não sei), namoramos um pouco mais, ultrapassei o tempo regulamentar e me despedi. Quando saí do AA37, tive a impressão de ver a JUHLY ZOMBIE em uma mesa daquele boteco ao lado do prédio, toda estilosa, de chapéu. Deu vontade de subir novamente, agora com ela.

Isadora, com certeza, é uma das melhores escolhas do momento. Ave, libertinos. Reverência

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membro, Oscar, The Shy, Nothing, Tenista, Brand, Random, MRio, Armenio, Dionizio_RJ, ronondex, Rai, K-9, Cabra da Peste, Fazzo Casanova, bender rodrigues, Lunna Aguiar, Isadora Vilhena, Deco1272, schusk, curtiram esse TD.
ISADORA VILHENA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99349-3413
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19 de Janeiro de 2022 às 12:01



Pelos corredores, a ida e vinda
Do homem perdido no labirinto
Cumprindo o sacrifício ao instinto
Saciando a fome que nunca finda.

O pecado o acompanha na berlinda.
Sem consciência, também segue o pinto,
Preso, sobrevoando o chão retinto.
Estandarte. Boneco de Olinda.

Homem e pinto na mesma cadência,
Buscam o coito, a quente indecência.
Castidade é virtude de outrora.

Para o homem e o pinto não há remédio,
Negar o sexo é aceitar o tédio.
Que venham seus beijos, bela Isadora.



Trêmulo de ansiedade, o dedo indicador se lança à campainha. O corredor ecoa o som de sinos, a porta me encara como porta, não se mexe. Tento conter a respiração que quer me denunciar a todas as outras portas. Aperto novamente a campainha, nada acontece. Constrangido pelo vácuo daquele labirinto de portas e descaminhos, decido retornar ao elevador, algo deu errado e ninguém me recebeu na sala indicada. Retorno meus passos, lentamente, pressentindo o alvorecer da frustração. Então, de repente, um estalo metálico explode atrás de mim, a porta se abre e uma loira fabulosa me sorri radiosa dentro de um robe de seda preto e vermelho. Sim, afeiçoado forista, a visão se fez: Isadora.

Entro na sala, sem palavras, beijo a boca da mulher com a sede dos camelos do Saara, aperto a sua bunda, arranco a sua roupa, abocanho seus seios duros e suculentos. Eu bebo Isadora, mastigo, saboreio, amasso. Quero formar com ela uma interseção, quero alcançar o amálgama dos corpos, fundir desejos. Isadora é nome próprio com sinônimo abstrato, ela é tesão, fogo, entrega. Ela me pede que eu use o aparelhinho quase medieval, saco do bolso a bugiganga, ela se deita, abre as pernas e introduzo em sua vagina o pequeno artefato tecnológico. Isa geme, se contorce, grita, implora que eu pare querendo que eu continue. Eu não paro e ela se desintegra em um orgasmo colossal que faz brotar de sua garganta um grito de êxtase. Isadora goza com uma sinceridade quase religiosa.

Livro-me das minhas roupas e salto sobre o seu corpo relaxado, me embolo em suas pernas, roço-me em sua barriga lisa, sarro sua boceta quente e melada. A mulher fecha os olhos, me beija, beijo de língua molhada, de lábios enroscados, com troca de saliva. O ar-condicionado se esforçava para controlar a ardências dos corpos em fricção. Aquilo não era mais sexo, era um tipo de delirium tremens. Arrasto-me até a vagina de Isadora e chupo, ela entra em ebulição e goza novamente. Estende-se na cama como se fosse uma cidade bombardeada por fogo amigo.

Isa inverte a posição e me engole em um boquete rapel, sobe e desce numa garganta mais do que profunda. Meu combalido pênis lateja como um vulcão adormecido prestes a entrar numa violenta erupção. Resisto, resisto. Peço que a garota fique de quatro, ela me atende, empina a bunda abrindo o seu majestoso templo para me recepcionar. Encaixo o pau naquela cavidade morna e começo a estocar sem pressa, acelerando os movimentos no compasso do entusiasmo. Em poucos segundos, todos os meus fluidos se organizaram numa ejaculação brutal, despenquei estrebuchando no colchão de todas as fantasias eróticas.

O relato termina aqui? Não. Com a Isadora não há fim, somente recomeços. Reverência

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PALÁCIO DE CRISTAL - Entre R. do Rezende e Ubaldino Amaral , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
GISELE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$160.00
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16 de Janeiro de 2022 às 23:01






Quando cruzei a Cinelândia, saindo da rua Senador Dantas, avistei a Biblioteca Nacional e me lembrei das tantas tardes que passei enfurnado ali, lendo, me alienando da vida real, perdido entre dezenas livros e infinitas reflexões. Certa vez, pedi Dom Quixote sem saber que havia escolhido um exemplar raro, após alguns minutos chegou-me um calhamaço enorme, com gravuras fabulosas de Gustave Doré. É estranho, mas guardo saudade dessas tardes serenas em que eu podia me abrigar na Biblioteca Nacional e naufragar no meu universo paralelo. Talvez, por ler muito, assistir a muitos filmes, eu também tenha me tornado um personagem quixotesco, cavalgando no asfalto com o meu fiel Sucatão, buscando musas e enfrentando os riscos noturnos.

Na noite de quinta-feira decidi sair, me atrasei devido a questões profissionais e só consegui desenrolar tudo quando a hora adiantada já não aconselhava visitar qualquer bordel. Calculei qual rumo tomar neste Rio de Janeiro esvaziado de opções e escolhi a Lapa, ir ao bar do Baiano, na árida rua da Relação. Antes, fiz um aquecimento no restaurante Tipicamente, na bucólica Tijuca. Enquanto tomava meus chopes acompanhado com pasteis, uma antiga balada que transpirou das caixas de som trouxe a inspiração que eu precisava.

INTO THE NIGHT

Alterado pelo álcool, com as veias fluindo a felicidade artificial que brota da insistência nas tulipas, preferi pegar um táxi e não me expor à Lei Seca. Aqui voltamos ao início, afeiçoado forista, quando topei com a Biblioteca Nacional e com a minha alma de Quixote. Desembarquei logo depois dos arcos, o chuvisco que continuava a molhar as calçadas não aliviava o calor tropical, as luzes de neon brilhavam na luta contra o céu negro e sem estrelas. Vestido com o meu uniforme escuro de caça, eu transpirava sob a blusa que me cobria, mas pisava firme com minhas botas pela av. Men de Sá. Entrei pela rua Gomes Freire, prossegui até a rua da Relação, mais alguns passos e alcancei o Baiano. O movimento boêmio pulsava forte, o bom nordestino me viu, puxou uma cadeira e me sentei.

— Vai de Salinas, dotô?

— Claro — respondi ignorando a possibilidade de não ser uma boa ideia misturar cachaça com chope.

Quando você rompe o quarto copo de cachaça, é inevitável que o mundo mergulhe em uma metamorfose, que as luzes se acentuem, que a pupila se dilate, que todo o caos e todo o desencanto renasçam como esperança, que a baranga exiba o reflexo de uma linda borboleta e que todas as mariposas frígidas pareçam estar prometendo amor eterno ao seu coração desiludido. Na quarta dose de cachaça, você acredita que a felicidade existe. Quase em êxtase, tomado pelo mais profundo espírito ébrio, perguntei ao Baiano se existia algum point onde eu pudesse procurar um corpo quente para me consolar.

— Tem um inferninho novo, dotô. Chama Palácio de Cristal. Segue aqui pela Ubaldino Amaral, vira em direção aos Arcos, vai pelo lado esquerdo. É um sobrado e fica gente na porta pra receber. Lá rola de tudo, dotô. Do jeito que o sinhô gosta.

O “rola de tudo, do jeito que o senhor gosta” soou como um enigma, mas eu já estava tão embriagado que não quis me dar ao trabalho de decifrar a sentença. Pedi a conta e ouvi uns acordes reincidentes no bar do Baiano que me levaram a suspeitar que é um estabelecimento que está optando pela festiva vibração gay.

VILLAGE PEOPLE

O foda é que esses hinos gays me causam um desejo de dançar incontrolável, é como se Madame Satã quisesse possuir a minha carcaça caquética para saltar pelas calçadas como um Baryshnikov ensandecido e sofrendo de artrose. Fui andando, em passos sinuosos, que poderiam me levar tanto ao Palácio de Cristal como à Realengo, meus olhos estavam vesgos da cachaça e precisei me concentrar para não ver trinta bifurcações imaginárias à minha frente. Um velho cachaceiro, seria uma vergonha se não fosse assim que eu evocasse o meu alter ego batizado como Dante, todos nós temos um superpoder, todos nós somos heróis de nós mesmos quando descobrimos a nossa identidade submersa.


A Lapa foi o berço da prostituição carioca e reinou como a grande dama da noite em vários períodos da história boêmia. Aos poucos, a promiscuidade parece estar ganhando espaço no seu território de origem. Peço desculpas, estimado forista, mas não conseguirei dizer qual o numeral que identifica o Palácio de Cristal na Men de Sá, eu mal enxergava as minhas botas, mas sou capaz de oferecer as coordenadas que facilitarão a tarefa de encontrá-lo. A boate (se é que posso chamar assim) fica na metade do percurso entre a rua Ubaldino Amaral e a rua do Rezende, é um sobrado cinza de porta verde, um rapaz de aparência feminina estava à porta distribuindo uns panfletos. Havia um pequeno painel vermelho piscando “Palácio de Cristal”. Achei criativo nomear um sobrado mastigado pelo tempo como palácio de cristal. O jovem dos panfletos botou a mão no meu ombro quando parei em frente à entrada.

— Vai entrar — levei um susto porque o tom da voz soava idêntica à do Michael Jackson.

— Acho que sim.
— Seu nome?

— Dante. Meu nome é Dante.

O rapaz ignorou a indecisão, anotou um garrancho no papel, meteu uma comanda entre os meus dedos e me empurrou para dentro.

Subindo o longo lance de escadas, pude ouvir a balada cinematográfica que vinha do andar superior.

MISERLOU

Quando alcancei a pista, a visão de um novo mundo se descortinou diante dos meus olhos, me senti como Colombo descobrindo a América, como um Viking encarando todos os infinitos mistérios de um novo oceano. Neste momento, a tonteira me bateu mais forte, procurei uma cadeira vaga para me sentar e poder ter certeza do que eu via. Inspirei fundo aquele ar lascivo que pairava misturado a iluminação azulada, mas uma voz com timbre de goiabada suspendeu meu fôlego.



*SEGUNDA PARTE


**ALGUNS ESCREVEM TD COMO SE ESTIVESSEM FAZENDO UM TCC DE FACULDADE. DIANTE DISSO, DECIDI ESCREVER PARTE DA CONTINUAÇÃO DA MINHA VISITA AO PALÁCIO DE CRISTAL EM FORMA DE ROTEIRO, UMA EXPERIÊNCIA REALIZADA POR QUEM ACHOU MELHOR TER TRABALHO DO QUE COÇAR O SACO.

INT. BOATE - NOITE

DANTE senta-se em uma mesa lateral, que oferecia visão ampla da boate. O ambiente claustrofóbico é dominado por uma iluminação azulada, nuvens brancas de fumaça de cigarro atravessa os feixes de luz, as paredes refletem sinais de umidade e mofo, a música toca em volume ensurdecedor. Uma voz feminina em tom malemolente se põe em frente à mesa e puxa conversa. Apresenta-se como MONIKE "com K". DANTE ficou em dúvida se a mulher era realmente mulher.

MONIKE
Meniiiiiiino! Tu é a cara daquele repórti. Qual nome mesmo? O da Grobo. Ahh! O André Luiz Azevedo. Aaai! Que luxo, meniiino.

DANTE esboça um sorriso trêmulo, de quem se acostumou a ser confundido com Cuoco e com o repórter.

DANTE
Já me disseram que pareço com ele, mas não sou, não.

MONIKE
Mas você também se parece com outro famoso...

DANTE
Quem?

MONIKE
Clóvis Bornay. Meniiiino, você parece a reencarnação do homi. Deus conjuro.

DANTE novamente sorri trêmulo, acena para um garçom baixinho que transitava veloz como um mosquito sobrevoando as mesas.

DANTE
Por favor, me diz uma coisa. Tem Salinas?

GARÇOM
Vou arrumar sal pro senhor, mas pra quê? Tá com a pressão baixa?

DANTE
Não, rapaz. Não é sal. É Salinas. A cachaça. Tem?

GARÇOM
Cachaça tem sim: 51 e Ypioca.

DANTE
Vai Ypioca. Pode trazer.

DANTE aproveitou para olhar melhor o entorno. O Palácio de Cristal se mostrava um lugar pansexual, mulheres e homens exercendo sem pudor ou culpa a liberdade de gênero, de escolhas, de prazeres. MONIKE, que havia se afastado quando confirmou que DANTE não passava de um anônimo, retornou para próximo da mesa onde ele estava acomodado e reiniciou o diálogo.

DANTE
(Sussurra para si)
Pelos deuses... Um pouco de compaixão.

MONIKE
Meniiino, tu é tímido assim mermo? Tu é o quê? Gosta da fruta ou gosta do caule?

MONIKE termina a frase com uma risada aguda e interminável.

DANTE
Como assim? Fruta? Caule?

MONIKE
Ai, meniiino. Não sei se tu prefere fruta ou caule, mas já sei que tu é lesado.

MONIKE joga a cabeça para trás e para frente, algo semelhante a um ataque epilético, emitindo uma risada ainda mais estridente e mais longa.

DANTE
Eu gosto de mulher, mas não sei se é a melhor opção.

MONIKE
Uiii... ele é hetero. Fofo. Mas é versátil?

DANTE
Como assim versátil? Minha fabricação é antiga, ainda não havia essa tecnologia.

MONIKE começou a se sacudir de uma forma assustadora, agora a gargalhada alcançava a histeria. Afastou-se outra vez. O garçom surge suado com um copo de geleia e um líquido amarelado dentro. Quase jogou o copo na mesa.

GARÇOM
Não tinha mais Ypioca. Essa aí é 51. Bom apetite.

DANTE
Bom apetite?! Não pedi comida.

Não houve tempo para esclarecimentos. O garçom esvaneceu-se na velocidade de mosquito e dissolveu-se na penumbra. DANTE vira o copo de geleia em uma única golada e o que era para deixá-lo mais embriagado, bateu como um antídoto que o trouxe à força para a realidade.

DANTE
(Pensando)
Que porra que estou fazendo aqui?

O garçom reaparece na mesa de DANTE com respiração esbaforida.

GARÇOM
Mais algum pedido? A cozinha vai fechar. Tava boa a empada?

DANTE
Que empada? Eu pedi cachaça.

Com os olhos rodopiando, o garçom deu meia volta e sumiu. DANTE ficou observando aquele sujeito rasgando o salão em alta velocidade e deduziu que devia estar sob efeito de algum alucinógeno. De repente, DANTE vê uma loira atravessar a pista devagar, no sentido oposto ao garçom veloz, esguia, cabelos compridos, minissaia branca que deixava à mostra um par de coxas grossas e com músculos bem marcados. Os olhos de DANTE salivaram. Ele aproveitou que o garçom orbitava outra vez pela órbita da sua mesa e o chamou.

DANTE
Amigo. Pode me ajudar aqui?

GARÇOM
Outra empada? Tenho que ver se a cozinha já fechou.

DANTE
Não, querido. Eu nunca pedi empada. Eu queria uma informação, se você puder me dar.

GARÇOM
Pois não. Pode perguntar.

DANTE
Você conhece aquela loira que está ali no canto da pista conversando com a morena?

O garçom vira o pescoço tão rápido para a direção apontada que DANTE teve a impressão de ouvir um estalar de ossos.

GARÇOM
Conheço. Tá sempre aqui. Faz programa aqui na Lapa.

DANTE
(Pensando)
A teoria se confirma sempre, libertinos e putas se atraem como mercúrio.

GARÇOM
Mais alguma coisa? Outra cachaça?

DANTE
Pega mal se eu mandar uma bebida pra ela por minha conta?

GARÇOM
Pega não. Vou falar que o senhor tá chamando.

Antes que DANTE pudesse impedir o garçom de cumprir a missão, ele estava longe, indo em direção a loira, na irrefreável velocidade sinuosa do mosquito. Em poucos segundos voltava trazendo a mulher.

GARÇOM
Gisele, esse moço aí quer te pagar um drink. Vai de quê?

DANTE se afunda na cadeira dura, mas logo se recompõe, tentando se mostrar confiante. A loira o analisa de cima a baixo como um veterinário dissecando uma rã.

GISELE
Maquita, traz Amarula.

O garçom some e Dante fica refletindo sobre aqueles dois nomes, Gisele e Maquita, antes de elaborar algo para dizer.

DANTE
Gisele... Bonito nome.



PARTE 3 – CONCLUSÃO


(Retornando à narrativa tradicional)


Gisele sentou-se à minha frente, o garçom, que só andava na velocidade de mosquito, veio um copo de Amarula, também em um copo de geleia. Sim, pude ver de perto e confirmar que Gisele tinha a estampa de uma loira vistosa, com um corpo que me despertou a libido.

— Você está sozinho aqui? — ela me perguntou

— Estou. E você?

— Com a minha namorada — disse isso apontando para uma menina em que custei a identificar os traços femininos.

— Ela não vai ficar chateada com você sentada comigo?

— Ah, não. Ela sabe que é trabalho.

Comecei a entrevista básica para saber o que eu poderia esperar da loira. O boquete seria com camisinha (inegociável), poderia rolar anal se eu quisesse, beijo na boca permitido. O boquete com camisinha me desanimou tremendamente, mas diante da beleza da garota decidi ir em frente com as negociações.

— Mas onde a gente pode ficar junto? — perguntei.

— Você que sabe. Pode ser em algum hotel perto ou aqui na boate.

— Tem quarto aqui?

— Tem o banheiro.

Não seria a primeira vez que eu transaria em um banheiro, meu primeiro sexo em banheiro foi num banheiro químico do Piscinão de Ramos. Topei. Gisele me orientou a encerrar a conta com Maquita, o garçom que tinha nome de ferramenta de pedreiro, segui as instruções, ela me pegou pela mão e me conduziu iluminada pelas sombras.

Entramos no banheiro masculino, três cabines com porta de madeira e pequeninas frestas viradas para o alto. Em uma das portas, pude ver, havia uma cueca pendurada. Ela me puxou para a porta do meio. Não, o banheiro não exalava limpeza, o que me deixou desconfortável. Começamos o ato nos beijando, Gisele beija muito bem, com entrega, puxou minhas mãos para pegar em sua bunda, fui puxando a minissaia dela para cima, estava sem calcinha. Pikachu se empolgou, mesmo nauseado com a catinga de urina que subia do piso. Para um libertino não existe tempo ruim, libertino é o homem que mija em pé.

Gisele arriou a minha calça, quase me tirou a cueca pela cabeça, abaixou o corpo e me engoliu num boquete fenomenal (de camisinha). Que boquete. Fiquei de pé enquanto ela me chupava, não tive coragem suficiente para sentar a minha bunda nua na tampa da privada que parecia infectada com germes da pré-história. Eu me espremia nos ladrilhos de tanto tesão com a boca da garota, cheguei a pensar em gozar daquele jeito, mas resisti. Parei tudo e pedi que ela se apoiasse na parede, por cima do vaso sanitário, ela me atendeu e empinou o rabo para facilitar a minha penetração. Pikachu estava em órbita, quase sendo chamado de Pica das Galáxias. O pênis é um acessório temperamental do corpo humano, eu estava bêbado, trepando no meio do mijo alheio e Pikachu estava mais empolgado do que se estivesse hospedado no Hotel Fasano comendo uma top model sobre um lençol de cetim. Muito excitado, bastaram poucas estocadas para que eu gozasse toda a minha árvore genealógica. Eu suava como um frango girando na vitrine da padaria. Gisele se recompôs, estendeu a mão para receber a grana e saiu.

Puxei de volta a minha calça, voltei para o salão e dei uma última olhada. As caixas de som vibravam forte com uma música moderna (I Wanna Go), avistei Gisele dançando como uma enguia erótica, de frente para uma mulher que parecia figurante de um episódio de “Carga Pesada”. O garçom Maquita me abordou.

— Vai outra empada? Tem ainda.

Definitivamente, empada deveria ser o código de Maquita para cachaça. Desci as escadas do sobrado e me vi envolvido pelo ar da madrugada. Respirei fundo e deixei que a noite me respirasse. Do alto do sobrado, o som frenético também ganhava as calçadas da Men de Sá. Pulsou em mim a euforia de quem sabe que está vivo. Talvez, o que me mova atualmente não seja mais o sexo e sim a adrenalina. Meu nome? Me chamam DANTE.


I Wanna Go

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Oscar, The Shy, sodus, LP come queto, MRio, Brand, pgggato45, Alicia Ferrari, Fazzo Casanova, MARCELOJEDI, fallaw, schusk, curtiram esse TD.
WHISKERIA 4X4 - R. Buenos Aires, 44 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99219-1063
MILA
POSITIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$290.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

12 de Janeiro de 2022 às 12:01



Ontem à noite eu estava inquieto. Decidi ir para o Centro visitar algum bordel. Peguei um táxi e deixei a bucólica Tijuca. Chovia fino, desembarquei no Centro próximo às 20h, passei pela porta da 502 e pressenti que estava morta, fiquei sem saber para onde ir. Sabendo da penúria que estão todos os puteiros, desanima um pouco fazer incursões.

Entrei na 4x4, minha última visita foi rápida e quis olhar tudo com mais calma. Na recepção, a mocinha me informa que é 50 reais o ingresso, bico seco.

— Não dá pra mim — retruquei.

— Deixa eu ver com o dono o que eu posso fazer... — ela respondeu com o script do “não deixa ele ir embora” — Posso fazer 100 reais a consumação para o senhor. Está bom?

— Tudo bem — peguei a chave e fui colocar o roupão.

Uma senhorinha que podia ser a minha avó me deu a chave e um roupão menor do que as minhas dimensões físicas, fiquei parecendo um pão suíço mal coberto por um pequeno guardanapo. Fazer o quê? Caminhei para o salão puxando as pontas do mini roupão para evitar que minha bunda ficasse exposta.

A boate da 44 ficou bonita depois da reforma, talvez seja a mais bem transada do circuito Centro. Sim, havia mulheres no salão, pelo menos cinquenta delas, a maioria de nível mediano e umas três ou quatro acima da média. Ressalto que nenhuma me pareceu justificar mais de 500 contos em um programa de uma hora. Poucos clientes. A maioria das garotas desocupadas, nenhuma se aproximava. No fundo da boate, uma colônia de meninas que se comportavam como se o mundo fora dali não existisse. Impressionante. Fui bebendo, me embriagando, perdi a conta de quantas cervejas Corona tomei, até ser informado que uma garrafa da Corona custa 22 reais. Pikachu, ao saber disso, quase teve um derrame que o deixaria inválido pelo curto espaço de vida que lhe resta.

Avistei duas meninas que trabalhavam na 502, lá elas saíam por 150 ou 200 reais, agora custam mais de 400 ou 500 pilas. É como dizem, não existe mais hierarquia entre as Termas atualmente, a rotatividade é intensa.

Agora, o inusitado. Uma garota sarada sentou-se ao meu lado e puxou um papo inédito.

— Já fui gordinha como você — ela ousa me dizer.

— Eu não sou gordinho, você está enganada. Eu tenho uma estrutura óssea de grandes proporções.

— Ha ha ha... Você é engraçado. É sério! Olha o meu corpo, também já fui gorda. Sabe o que me deu jeito?

— Academia? — perguntei respondendo.

— Não. Herbalife. Se você quiser posso te explicar.

De repente, eu estava no puteiro sentado ao lado de uma puta vendedora da Herbalife que me chamou de gordo.

— Faz assim, depois eu te passo meu celular e você faz contato.

— Ah, tá. Passa mesmo, vai ser bom pra você — ela sai sem insistir na venda.

No momento em que eu alcancei o nirvana alcoólico, quando via dobrado todas as coisas ao meu redor, uma branquinha se aproximou.

— Oi, meu nome é Mila. Está sozinho, amor?

— Eu bebi tanto que nem sei se estou sozinho.

A mulher me dá um selinho e se senta ao meu lado. Fiquei esperando-a tentar me vender algum laxante para ajudar a emagrecer, mas não aconteceu. A branquinha era gostosa, bonitinha de rosto, rolou aquele papo padrão, mãos invasivas no Pikachu, mandou-me um beijo na boca de desentupir pia e perguntei se ela se lembrava dos preços dos programas. Escolhi meia hora que, se estou certo, me custou 290 reais. Não irei me estender muito porque o sexo foi aquele sexo normal de puteiro, pasteurizado, nada de excepcional, mas também não foi ruim. Um bom sexo profissional. A garota gosta de chupar, de beijar e isso foi suficiente para mim.

Um detalhe interessante é que quase não vi mulheres subindo para programas, além dos raros clientes no salão. A coisa estava tão feia que enquanto eu atravessava a boate, quando entrei nela, algumas meninas sussurravam eu meu ouvido que faziam anal como se estivessem distribuindo panfletos de ofertas populares na rua da Alfândega.

Para concluir, o que posso dizer é que com o programa de praticamente 300 contos somado ao consumo, perdi mais de 400 mangos em uma noite. Vale a pena? Não. Pergunte novamente. Vale a pena? Não. Seja qual for a casa, qual for a historinha que contem para você, não vale a pena gastar mais de 400 reais em um puteiro atualmente. Irei voltar? Não. Tão cedo, não retorno a 4x4.

Eu venho de um tempo em que as Termas eram cabarés, havia alegria, zoação, você podia ir até sozinho e se divertir. Isso não existe mais. Eu frequentava a 65 todas as semanas, me embriagava no Bar Monteiro antes de entrar; ia para a Monte Carlo, para a Solarium. Eu gastava, mas os valores ainda eram viáveis. Isso também acabou. Infelizmente, pois me criei nas Termas. Hoje, é preciso dizer, a melhor opção para o sexo são as frees. Eu poderia dizer que as termas representam mais a diversão, mas nem para isso estão servindo. Vai para um boteco que será mais feliz.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
EXCELENTE EXCELENTE
membro, LP come queto, Wolfgang, Bart, Alicia Ferrari, Rai, ronondex, Ken Masters, Senior69, Felipe_BR, Dom Pirocone, Velhin Tarado, Brand, Marinheiro Popeye, Dionizio_RJ, Fazzo Casanova, Oscar, The Shy, Papai Noel, Random, El Nino, schusk, Taurus, curtiram esse TD.
MAYA GUEIXA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97525-7188
MAYA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 SIM

08 de Janeiro de 2022 às 12:01



Sexta-feira, venci a preguiça, alguns percalços da rotina diária e peguei um táxi para o Centro. Chovia fino, céu carregado de nuvens recheadas de chumbo, causando a sensação de que o teto imaterial da cidade desabaria a qualquer momento. Maya sempre foi uma mulher que, por gentileza ou sorte, nunca me negou um horário quando a contactei, e todos sabemos o quanto ela é solicitada. Não foi diferente desta vez. Quando perguntei se poderia me atender, ela me arrumou um ótimo espaço na agenda. Sempre fico feliz quando me oferecem a ilusão de que sou cliente preferencial, é o mínimo que um velho forista que escreve em fóruns espera das garotas que procura. Infelizmente, são raras as que possuem sensibilidade comercial, dão mais valor à agenda do que ao valor do indivíduo.

A Cinelândia estava no mesmo marasmo cotidiano, com a ilha de movimento resgatada pelo bar Amarelinho. Tenho padecido de uma imensa indisposição para me deslocar para outros bairros, a bucólica Tijuca vai se tornando cada vez mais a minha ilha, o meu paraíso inescapável, mas a Maya é uma promessa de deleites que merecia o meu deslocamento.

Acredito que tenha sido o meu terceiro encontro com a famosa Gueixa e posso garantir que foi o melhor de todos. Talvez, a intimidade tenha aprimorado a nossa sintonia, que já era ótima, mas agora alcançou o patamar supremo. Que mulher excepcional é a Maya, que capacidade de entrega ela possui, agrega às tantas virtudes que possui o senso de humor, a leveza e a liberalidade que eu tanto valorizo nas mulheres. É maravilhosa. Posso ousar dizer que nesta última sexta-feira experimentei uma das melhores experiências sexuais da minha longa jornada libertina, não sei se existirão outras que possam superar os prazeres que a Maya me ofereceu. Foi tão forte que fiquei arriado, não consegui comparecer à resenha da galera. É a top das tops atualmente.

Quando cheguei em frente ao AA37, não me lembrava o número da sala. Fiz contato com a Maya, mas a demora na resposta levou-me a arriscar ir a sala onde fui atendido no último encontro. Embarquei no elevador e subi ao décimo sexto andar. Toco a campainha e nada; toco novamente e a porta continuou me encarando com cara de porta; na terceira tentativa, a fechadura fez um ruído metálico, a porta se abriu levemente e a metade de um rosto de mulher emergiu com o olhar intrigado pela pequena fresta revelada.

— Oi? — a menina me perguntou.

A garota era pequena, reparei que tinha longos cabelos negros e olhos magnéticos.

— Estou procurando a Maya. Ela está?

— Ela não está mais nesta sala.

— Não?! — meu rosto deve ter estampado a surpresa do idiota.

— Não.

— Tá bom, me desculpe e obrigado.

Comecei a me encaminhar de volta para o elevador, desolado e constrangido.

— Psiu!... — a menina da sala errada me chamou pela mesma fresta e retornei.

— Você me chamou? — perguntei.

— Sim. A Maya não atende aqui, mas eu posso te atender — terminou a frase e abriu completamente a porta, revelando um suculento corpo desnudo, coberto somente por uma microscópica calcinha e escancarando os seios em forma de pera com biquinhos que apontavam para o plano celestial. Girl9

Admito, afeiçoado forista, estremeci diante daquela paisagem inesperada. Fiz uma rápida entrevista e a menina se mostrou liberal, o cachê em torno dos 150 reais e uma certa timidez aparente que completava a beleza e a sensualidade. Ainda preservo a minha ética como cliente, expliquei a garota que tentaria um novo contato com a Maya antes de aceitar a proposta que ela estava me fazendo.

— Qual seu nome? — perguntei.

— Lara. E o seu?

— Dante, me chamo Dante.

Peguei o telefone, prometi voltar e fui outra vez atrás da Maya. Finalmente, consegui resposta, ela realmente estava em outra sala, me passou o número e parti ansioso para o encontro. O resto da história é inenarrável, como são todas as experiências sublimes. Yes

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
membro, Senior69, Ninho, Beterraba, LP come queto, vanhalen, Dionizio_RJ, Fazzo Casanova, Papai Noel, Gusttavo Lima, Oscar, The Shy, Alicia Ferrari, pgggato45, Maya Gueixa, MRio, Saulo Top, schusk, Curumim, curtiram esse TD.
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