19 de Janeiro de 2022 às 12:25
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Pelos corredores, a ida e vinda
Do homem perdido no labirinto
Cumprindo o sacrifício ao instinto
Saciando a fome que nunca finda.

O pecado o acompanha na berlinda.
Sem consciência, também segue o pinto,
Preso, sobrevoando o chão retinto.
Estandarte. Boneco de Olinda.

Homem e pinto na mesma cadência,
Buscam o coito, a quente indecência.
Castidade é virtude de outrora.

Para o homem e o pinto não há remédio,
Negar o sexo é aceitar o tédio.
Que venham seus beijos, bela Isadora.



Trêmulo de ansiedade, o dedo indicador se lança à campainha. O corredor ecoa o som de sinos, a porta me encara como porta, não se mexe. Tento conter a respiração que quer me denunciar a todas as outras portas. Aperto novamente a campainha, nada acontece. Constrangido pelo vácuo daquele labirinto de portas e descaminhos, decido retornar ao elevador, algo deu errado e ninguém me recebeu na sala indicada. Retorno meus passos, lentamente, pressentindo o alvorecer da frustração. Então, de repente, um estalo metálico explode atrás de mim, a porta se abre e uma loira fabulosa me sorri radiosa dentro de um robe de seda preto e vermelho. Sim, afeiçoado forista, a visão se fez: Isadora.

Entro na sala, sem palavras, beijo a boca da mulher com a sede dos camelos do Saara, aperto a sua bunda, arranco a sua roupa, abocanho seus seios duros e suculentos. Eu bebo Isadora, mastigo, saboreio, amasso. Quero formar com ela uma interseção, quero alcançar o amálgama dos corpos, fundir desejos. Isadora é nome próprio com sinônimo abstrato, ela é tesão, fogo, entrega. Ela me pede que eu use o aparelhinho quase medieval, saco do bolso a bugiganga, ela se deita, abre as pernas e introduzo em sua vagina o pequeno artefato tecnológico. Isa geme, se contorce, grita, implora que eu pare querendo que eu continue. Eu não paro e ela se desintegra em um orgasmo colossal que faz brotar de sua garganta um grito de êxtase. Isadora goza com uma sinceridade quase religiosa.

Livro-me das minhas roupas e salto sobre o seu corpo relaxado, me embolo em suas pernas, roço-me em sua barriga lisa, sarro sua boceta quente e melada. A mulher fecha os olhos, me beija, beijo de língua molhada, de lábios enroscados, com troca de saliva. O ar-condicionado se esforçava para controlar a ardências dos corpos em fricção. Aquilo não era mais sexo, era um tipo de delirium tremens. Arrasto-me até a vagina de Isadora e chupo, ela entra em ebulição e goza novamente. Estende-se na cama como se fosse uma cidade bombardeada por fogo amigo.

Isa inverte a posição e me engole em um boquete rapel, sobe e desce numa garganta mais do que profunda. Meu combalido pênis lateja como um vulcão adormecido prestes a entrar numa violenta erupção. Resisto, resisto. Peço que a garota fique de quatro, ela me atende, empina a bunda abrindo o seu majestoso templo para me recepcionar. Encaixo o pau naquela cavidade morna e começo a estocar sem pressa, acelerando os movimentos no compasso do entusiasmo. Em poucos segundos, todos os meus fluidos se organizaram numa ejaculação brutal, despenquei estrebuchando no colchão de todas as fantasias eróticas.

O relato termina aqui? Não. Com a Isadora não há fim, somente recomeços. Reverência