25 de Janeiro de 2022 às 23:29
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

É possível. Sim, é possível que eu esteja me apaixonando, que o meu coração carcomido pela idade e pelas desilusões esteja reagindo ao feitiço sensual de Gisele. Não satisfeito com o impacto emocional que vivi na sexta-feira, retornei no sábado e consegui que ela jantasse comigo no Bar Brasil antes de entrar na boate. Ela faria outro show e descobri que é uma stripper profissionalíssima, se concentra antes da apresentação e mata a pau quando sobe ao palco. Gisele me contou que mora em Teresópolis, viaja muito para São Paulo, onde o mercado para strippers é mais amplo. Costumo ter bom gosto para mulheres, porém, por mais que eu a descreva aqui, não conseguirei dar noção da beleza intensa do conjunto do corpo e rosto dessa menina. Gisele tem vinte e cinco anos e beira a perfeição estética.

Apresentei o GP Arena para ela, mostrei meus relatos e ela ficou impressionada, não imaginou que existissem sites de relatos sexuais como este. Bebemos. Gisele é boa de copo, mas tem uma preferência obsessiva por Amarula. Fomos caminhando de mãos dadas até a boate, o calor, o efeito da bebida, as luzes noturnas, meu coração resgatava o resíduo de romantismo para acreditar que é possível amar uma stripper que também faz programas. Entramos no Palácio de Cristal e fiquei com a impressão de que os olhares presentes sussurravam.

— Chegou a mona mais velha da Lapa.

Gisele me diz que vai se aprontar, pede que eu assista ao show e que a espere. Óbvio que eu iria esperar. O garçom Maquita surge com a cachaça sem que eu peça, a minha fama de alcoólatra deve estar ecoando pelos corredores do submundo. Bebo numa golada. Outra cachaça, outra golada e assim por diante, até que uma nova mulher surge implacável, vaporosa, fugidia: a felicidade.

As luzes se apagam, o palco se ilumina, a batida de uma música domina o ambiente. Gisele entra vestida de colegial e meu coração quase se despede em uma parada cardíaca. Puta que pariu.

Crazy In Love

Fiquei observando aquela loira exuberante rebolar e voar sobre o palco sem acreditar que era possível comê-la num motel ou no banheiro da boate por duzentos reais. A plateia ficou contida no silêncio do espanto enquanto a loiraça desenvolvia a performance sexy. Tive a sensação de suar frio enquanto Gisele tirava as poucas peças de roupas que a cobriam. Que mulherão da porra. Admito, estimado forista, meus olhos marejaram de paixão. Gisele se tornou o meu sonho impossível, amor platônico, é uma dessas mulheres que queremos, mas sabemos que não será nossa mais do que um efêmero suspiro do relógio.

— Que negócio é esse de libertino apaixonado, Dante? — questionaria o forista atento à minha filosofia de alcova.

Eu respondo, querido irmão mundano. O libertino não é aquele que não ama, é o que ama demais, repetidas vezes, em uma ressurreição consecutiva de paixões irrealizáveis.

Meus olhos brilhavam mais do que os globos espelhados pendurados no teto da boate. Nua, Gisele é quase uma entidade sexual. Desta vez, ela não me encara, não me aponta. Despreza-me porque sabe que me provoca. Meu breve Pikachu já estava pousando em marte. Eu seria capaz de me ajoelhar para aquela mulher, venerá-la como se fosse uma divindade erótica. Há mulheres que são abismos para homens como eu.

A música termina, as luzes se apagam e a plateia rompe em aplausos frenéticos. Gisele é estrela. Demora uns quinze minutos em que a ansiedade quase rompeu minhas artérias e então ela ressurge para o meu olhar comovido. Pega na minha mão, me puxa para mais um capítulo de uma história que jamais chegará as mil e uma noites. A loira me enfeitiçou porque sabe que lobos também podem ser domesticados pelo poder intraduzível de poucas mulheres.