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RELATOS DO MEMBRO

CARINE PAIVA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96637-5090
CARINE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI DISSE QUE FAZ R$0.00 SIM

19 de Dezembro de 2025 às 00:12



Sincronizei meus aparelhos auditivos com o celular e iniciei a caminhada.

BIG IN JAPAN

O endereço ficava na Tijuca, e eu supus que fosse mais perto do que realmente era. A caminhada se estendeu além do previsto, atravessando regiões mais inóspitas da bucólica Tijuca, em direção à Usina. Não reclamei. O céu estava nublado, a temperatura agradável, a música embalava o impacto dos meus tênis contra as calçadas. A endorfina invadiu meu cérebro e me senti extraordinariamente feliz.

No trajeto, atravessei cenários que dialogavam com a minha própria história: a casa de uma ex-namorada por quem fui profundamente apaixonado, a rua onde viveu uma bisavó, a pracinha das brincadeiras de infância. Tudo isso se perdeu no tempo, mas eu ainda estava ali, avançando, não mais à procura dos gestos inocentes, e sim do pecado irreversível e irresistível.

Finalmente alcancei a rua e o prédio que a menina havia me informado pelo WhatsApp. Avisei que tinha chegado. Tudo rápido. Ela autorizou minha subida. O prédio era residencial, com portaria, e o elevador funcionava por meio de um código peculiar, específico para cada andar.

*****

Toquei a campainha. A porta se abriu. Entrei. E ela surgiu. Aqui, uma pausa necessária. O que vi foi uma mulher cuja presença desorganizava o ambiente. Quando bati os olhos na garota, senti um impacto raro, como se tivesse levado um tapa no rosto, como se precisasse despertar para conseguir enxergar a imagem quase divina à minha frente. Carine me seduziu no primeiro sorriso. Isso é raro. Raríssimo. O que vi foi uma mulher linda, de beleza original e intensa, tão sexy que beirava o indecente. Foi um daqueles instantes em que a paixão chega de súbito. Carine exalava sexo.

Sou um homem dos anos 80, tempo em que minha juventude explodiu em hormônios libidinosos. Só desejo quando me apaixono. E ali, diante de Carine, eu estava apaixonado. Ela me conduziu pelos quartos, enquanto gatos me observavam com desconfiança.

*****

Sentei-me na cama e Carine se despiu da lingerie cor-de-rosa que tentava, em vão, disfarçar a voluptuosidade do seu corpo. Que bunda. A bunda de Carine não é apenas uma parte anatômica: é manchete, é capa de revista. Ela avançou para me beijar e nossas bocas se encontraram em lábios, línguas e saliva. Um beijo verdadeiro, desses que só mulheres verdadeiras sabem oferecer. Uma viagem. Entrei em delírio, perdido e, ao mesmo tempo, completamente encontrado.

Pedi que se deitasse. Segurei seus pés e os beijei como quem reverencia uma deusa. Carine é o pecado, é o pacto com a luxúria, mais símbolo do que mulher. Saquei meu aparelhinho de eletrochoque e o posicionei sobre o clitóris pulsante. Ela se contorceu, gemeu, enrijeceu-se e, de repente, explodiu em um espetáculo de squirting. Loucura. Um clímax insano. Carine gozava com a alma.

A energia foi tamanha que meus aparelhos auditivos se conectaram ao celular sem que eu fizesse qualquer gesto. As batidas colidiram com meus tímpanos cansados e o som me excitou ainda mais.

RUN AWAY

— Fuja, fuja se quer sobreviver — dizia a letra. Tarde demais. Eu não queria mais sair dali. Eu só queria aquela mulher, para sempre, pela eternidade. Voltamos a nos beijar. Carine é uma vampira que nos abduz.

Ela veio por cima de mim, esfregando-se como quem tenta arrancar a própria pele. Lambeu meu tórax, meu abdômen, sugou meu saco e abocanhou meu combalido pênis. Chupou-me como uma criança saboreando um picolé num dia de calor extremo. Estava tão bom que o mundo podia acabar: eu já me dissolvia em todos os deleites possíveis. Carine é um vício.

Ela prepara o terreno e retorna por cima de mim. Encaixa meu pequeno membro em sua vagina escaldante, úmida. De costas, exibe aquela bunda inacreditável, perfeita — um mapa-múndi da perdição. Rebola, quica, roça. Gonzaguinha canta nos meus ouvidos: “não dá mais pra segurar, explode coração”. Meus espermatozoides saltam em euforia coletiva para dentro do saco plástico que chamamos de preservativo. Morrem todos.

Conversamos. Eu olhava para Carine sempre como se fosse a primeira vez, como se ela estivesse, a cada instante, abrindo a porta para minha estreia naquele mundo. Eu estava inebriado. Uma mulher diante da qual qualquer vocabulário parecia insuficiente. O melhor de tudo: gosta de swing — e eu há tanto tempo sem uma companheira para frequentar esse território que tanto aprecio.

O tempo acabou. O tempo sempre acaba, embora raramente saibamos quando ou como. Com Carine, meu tempo terminou bem, mas eu não queria ir embora. Eu queria voltar. Restou a despedida, acompanhada de uma promessa de retorno.

Ganhei as ruas. Sincronizei novamente meus aparelhos auditivos com o celular. Deixei que a música me possuísse. Caminhei, cada vez mais distante de Carine. As ruas me envolveram, a tarde me engoliu. Desapareci em algum horizonte. Saciado. Feliz.

RADIOHEAD

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
membro, Raf, Chris Kyle, Brega, Geraldinho, Quaqua, PauloCesar, PGMB, Ifoode, 90loiro90, Nomade, Brand, Malvadão Carioca, Peter White, Jucabar, predador69, Yami Mysterio, Carine Paiva, Y@N, Getúlio, Conde Da Valáquia, Detonador, G.G, Estarossa, rafael.oliveira, Pirubaby, Josh, Lio30, Jonta, Ikki RJ, curtiram esse TD.
VILA MIMOSA - Rua Sotero dos Reis , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
MILENA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$120.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 NãO

17 de Dezembro de 2025 às 11:12



A música nas caixas de som faziam a trilha sonora...

MORE AND MORE

Já passava da meia-noite quando me acomodei num canto discreto do Boteco Bacurau, na Lapa. Existem lugares que não escolhemos — eles nos aceitam. Aquele bar, na divisa da Lapa com a Praça da Cruz Vermelha, me adotou sem cerimônia. É ali que me entrego às minhas filosofices, aos devaneios de sempre, que testo minha fidelidade diante do ciúme da minha amante chamada Solidão. Àquelas mesas, invariavelmente depois da terceira dose de uísque, eu viro um homem feliz. Não é muito, mas é o que há.

Perto de uma da madrugada, decidi seguir para a Vila Mimosa. Não havia outro ponto de meretrício disposto a me receber naquele horário. A Vila é o porto seguro de fantasmas noturnos como eu, cravada no centro de uma cidade traiçoeira, sempre pronta a levar não só o que você carrega no bolso, mas também o que ainda resta da alma dos incautos.

*****

Liguei o motor do Sucatão e tracei a rota para o baixo meretrício. As ruas vazias sustentavam um silêncio espesso, desses que sussurram misérias humanas. Uma das faces do grande relógio da Central do Brasil marcava a hora errada. Não me incomodei. Na minha idade, todas as horas estão erradas, sempre inconvenientes. O certo seria o tempo parar. Mas ele não para — alertava Cazuza.

Estacionei na Rua Ceará e segui a pé até a Sotero Reis. A rua da zona leva o nome de um filólogo maranhense, alguém que estudou a língua pátria e acabou transformado em símbolo sexual decadente. Existe ironia. E existe escárnio. O som das minhas botas nos paralelepípedos poderia ser confundido com o arrastar metálico de correntes nos pés de um condenado. Acredite, forista sem fé: atravessei a vida assim, condenado pela libido, pela luxúria, uma pena que nunca termino de cumprir.

*****

A Vila estava vazia. Nos corredores do sexo pago, viam-se homens com expressão de fracasso e mulheres com um olhar de ressentimento que transformava qualquer pênis numa nota de cem reais. Não há amor nem compaixão na zona. Só desejo mal resolvido.

Quando estava prestes a dobrar para o segundo corredor, vi uma morena bronzeada, encaixada num biquíni mínimo, cabelos cacheados escorrendo pelas costas, um corpo que poderia levá-la à delegacia de São Cristóvão, detida por atentado ao pudor, mesmo desfilando naquela arena de obscenidades. Ao cruzar comigo, cheguei a salivar. Girei nos calcanhares e fui atrás.

No caminho, ela foi parada três vezes por homens com cara de quem mal tinha dinheiro para comer um podrão na esquina, quanto mais para pagar por aquela mulher excessiva. Apertei o passo e consegui alcançá-la quase na rua.

— Preciso falar com você, senão não vou conseguir dormir hoje — minhas cantadas são patéticas, filhas da minha incapacidade de improviso.

— Ah, é? — ela respondeu, simpática. — E o que um homem elegante como você faz aqui?


Percebi a habilidade em me fisgar pela vaidade. No fundo, ela tinha razão. Sou uma alma britânica exilada nesses trópicos obtusos.

— Acho que vim conhecer você — completei, com outra tirada vergonhosa.

— Então vamos nos conhecer sem roupa — ela disse.

— Quanto? — perguntei.

— Cento e vinte, amor. Sem anal.


Ou seja, nem todo pênis vale cem reais. Alguns rendem mais.

*****

Aceitei após uma breve entrevista. Ela me puxou pela mão até a última casa à esquerda do primeiro corredor em U. Subimos uma daquelas escadas de ferro em caracol que deixam a cabeça leve. O quarto era pequeno. A cama tinha um lençol gasto sobre o colchão. Um espelho enorme, de moldura dourada, estava encostado na parede em frente.

— Qual seu nome? — perguntei, tarde demais.

— Milena. E o seu?

— Dante. Me chamam Dante.

— Espera um minutinho. Vou pegar minhas coisas. Vai tirando a roupa pra eu te pegar.


*****

De repente, eu estava nu diante daquele espelho grande de bordas douradas. Não vi um corpo. Vi uma devastação: barriga saliente, cavanhaque branco, cabelos ralos e grisalhos. Espelhos são sádicos. Sempre foram.

Milena voltou e nos agarramos. A pele dela estava quente, tão quente quanto o cubículo onde mal conseguíamos nos mexer. Ela me beijou sem economia, a cama rangia, um ventilador velho e empoeirado girava no chão como se estivesse prestes a dar o último suspiro. Os seios dela eram pequenos, firmes, bonitos, com auréolas rosadas e um biquinho saliente.
Ela não me deu descanso. Engoliu meu membro cansado com dedicação, alternou com a mão e me fez gozar mais rápido do que eu gostaria. Já estava pago. Nos despedimos. Ela ainda teve a delicadeza de me beijar no rosto e dizer a frase mais broxante do mundo: “vai com Deus”. Isso, na zona, depois de uma trepada paga. O pecado reina sem concorrência.

Voltei para o carro com a mesma sensação de arrastar correntes nos pés. Um fantasma entre fantasmas. Um condenado entre condenados. Girei a chave, o motor respondeu, acelerei. Os pneus rasgaram o asfalto. Para onde vamos? Não sei. Nunca sabemos.

EXTREME WAYS

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, Chris Kyle, Engeuff, Estarossa, Frank49, Nomade, Jucabar, Raf, Pirubaby, Yami Mysterio, Jonta, Stallone, Peter White, Sued, 90loiro90, Comentarista, PauloCesar, Toalhinha, Josh, Predator, Tenista, onlyhaters, Thor de Copacabana, Siropas, Homem Invisível, curtiram esse TD.
LARA X - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98100-4127
LARA X
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO R$0.00 SIM

08 de Dezembro de 2025 às 15:12







Acredite, forista sem fé. Deixei o Sucatão num estacionamento subterrâneo, sincronizei meus aparelhos auditivos com o celular, consenti que as batidas da música despertassem meus tímpanos surdos e emergi para o mundo como quem rompe um útero.

UPSIDE DOWN

A tarde carregava nas costas um céu cinzento, pesado, opaco, que trancava nossa visão numa bolha intransponível. Eu avançava com minhas botas pela amplidão das calçadas destruídas e miseráveis da Cinelândia, possuído por uma fome ancestral, pelo desejo irrefreável, pela vontade inadiável de sexo.

Há tempos não entrava no número 37 da Álvaro Alvim. Sofro de uma apatia quase incurável quando se trata de sair com freelancers. Quando escolho alguma, é movido pelo impulso da curiosidade que conduz à exceção. Desenvolvi uma síndrome peculiar: toda vez que uma moça de sala abre a porta, tenho a impressão de encarar uma instrutora de datilografia do curso Remington — e o tesão despenca pela ladeira.

Sou um homem dos anos 80; o clímax da minha juventude pulsou ali. Homens dessa época, especialmente os que atravessaram a vida no celibato, associam o sexo à aventura, não apenas à ejaculação tediosa e infértil. Isso não me impede, porém, de escolher uma freelancer ocasionalmente. Dessa vez, optei pela menina conhecida como Lara X.

*****

Atravessei a portaria sem sequer dar boa tarde ao porteiro, embarquei no elevador e alcancei o sétimo andar. Percorri o labirinto de corredores e encontrei a sala. Toquei a campainha. Como sempre, a porta se abriu sem que ninguém aparecesse — a surpresa costuma morar atrás da porta. Entrei no aposento, e a jovem Lara surgiu com um sorriso que parecia a própria encarnação da luxúria. Não era a cara de uma instrutora de datilografia. O beijo brotou sem pedido, sem aviso, sem defesa. Lábios, línguas, nos embolamos num nó cego que demorou a se desfazer.

Lara é pequena, mas pedaçuda. Bunda grande, com bandas redondas — daria para desenhar ali o mapa-múndi da perdição. Coxas grossas, seios pequenos, corpo firme. Não houve decepção; ao contrário, a ânsia de degustar aquela pequena notável aumentou assim que fiquei diante dela.

Joguei uma água na minha velha carcaça e retornei para o embate.

— Quem é você no Arena? — Lara pergunta.

— Dante. Me chamo Dante — respondo naquele tom insuportável de quem se acha famosinho.

— O Dante que eu conheço é aquele que escreve textos enormes.


Chocado, pensei: no fim, somos todos resumidos a uma caricatura.

*****

Cama feita, nos deitamos. De imediato, saquei meu aparelhinho de eletrochoque e o encostei no clitóris assanhado de Lara. A garota enrijeceu, contorceu-se, gemeu, sussurrou uma língua intraduzível — e gozou de forma estrondosa. Voltei a beijá-la, mamei seus seios; a cada toque ela se encolhia, ainda hipersensível pelo orgasmo anterior.

Fôlego recuperado, ela inverteu o jogo. Subiu sobre o meu tronco, lambeu meu tórax, desceu pela minha avantajada barriga e encontrou meu assustado e combalido pênis. Em um único golpe, engoliu meu pau inteiro — o que, convenhamos, não é tão difícil se falarmos de métrica. Um boquete guloso, incessante, incansável. Lara queria minha seiva, e aquela boca parecia uma serra elétrica determinada a derrubar minha modesta árvore da vida.

À beira de pedir arrego, pedi que Lara viesse por cima novamente. Terreno preparado, ela se encaixou no meu inconstante Pikachu e iniciou a cavalgada das Valquírias. Saltava e descia sobre minha virilha, rebolava, gemia. De vez em quando, Pikachu escapava e era recolocado no cativeiro úmido e quente daquela vagina insaciável. Não deu mais para segurar; explodi num delirium tremens violento.

*****

Fiquei estatelado sobre o colchão por alguns minutos, tão fraco que não conseguia sequer mover os olhos. Lara, ao contrário, seguia disposta e tentou reanimar meu pênis com as mãos. Infelizmente, a cada tentativa, o carcomido Pikachu só demonstrava vontade de fugir dali e pegar o metrô de volta para a bucólica Tijuca. Eu não tinha a menor condição de encarar um segundo tempo. Lara é uma vampira de sêmen.

Conversamos um pouco; tentei fazer a menina esquecer que eu tinha um pênis. O tempo acabou e me despedi com a promessa de repetir o encontro.

*****

Novamente, me vi despejado na paisagem melancólica da Cinelândia, que num passado distante foi referência da Belle Époque. Eu também não era diferente: envelhecido, caminhando sem destino certo, um solteirão convicto, sem filhos ou herdeiros. O crepúsculo começava a despontar, e para um libertino a noite não é escolha — é destino. Sincronizei meus aparelhos auditivos com o celular e deixei que a trilha sonora viesse…

HOT STUFF

Voltei aos anos 80. E, se me perguntassem o meu nome?

— Dante. Me chamam Dante — eu responderia como um personagem que diz ao seu autor que leva uma vida muito mais emocionante que a dele.

membro, Intello, Andrews, G.G, Detonador, Wilson00, Chris Kyle, Y@N, cad, Jucabar, Kylz, 90loiro90, Josh, Peter White, Jonas, The Creator, Pirubaby, Sued, Brand, Yami Mysterio, Jonta, onlyhaters, Mulato Roqueiro, Barbosa82, PauloCesar, Lara X, Thor de Copacabana, curtiram esse TD.
CLUB 116 - Rua da Conceição, 116 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
DAENERYS
PISADA DE BOLA
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$190.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SEI NãO SEI NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

30 de Novembro de 2025 às 23:11







Entardecia. Eu estava à deriva no Boteco Bacurau, um dos meus portos habituais, ilha onde naufrago. Uísque Black é a única bebida alcoólica que não me causa mal-estar e ainda me deixa mais feliz. Era o que eu bebia naquela tarde que começou com tentativas fracassadas de contato com mulheres. As doses de Black iam, aos poucos, recuperando meu ânimo.

O primeiro contato fiz às oito horas da manhã, com uma menina de anúncio que só me respondia de hora em hora. Chamei às oito, respondeu às nove. Perguntei sobre a agenda às nove, respondeu às dez. Tentei sondar outro horário às dez, e ela só me retornou às onze da manhã, alegando que não poderia me atender. Sinceramente, marcar um café com a Marina Ruy Barbosa deve ser mais fácil — e a ruiva ainda tem status.

Na segunda tentativa, chamei outra moça pelo WhatsApp e retornou uma resposta automática, com uma série de protocolos e regras que eu deveria seguir para marcar o encontro. Filha, eu só desejava uma hora de sexo, não estava me alistando para o serviço militar. Talvez essa garota devesse enviar currículo para um cartório; está mais para tabeliã do que para profissional do sexo. E algumas ainda querem cobrar 300 reais prestando um pré-atendimento horroroso. Não dá.

Façam um cursinho no SEBRAE.

**********

Nessa mesma semana, fiz um tour sexual com um camarada veterano dos fóruns. Diante das frustrações às quais fui submetido, decidi refazer o périplo pelos lugares que me pareceram mais interessantes quando os visitamos.

Sou de outra geração de foristas, venho de outra escola, e digo com sinceridade: não aprecio muito sair com freelancers que atendem em salas que já foram escritórios ou consultórios, nem com mulheres de privês. Sempre fico com a impressão de que, quando abrem a porta, me recebem com cara de professora de datilografia do Curso Remington. A sensação é de que terei uma experiência mecânica, e não de prazer. O que me atrai é a adrenalina, a possibilidade real de escolha, a aventura do flerte — mesmo que seja dissimulado.

**********

Decidi visitar o Bombeirinho. Entrei no Sucatão, acionei o motor e parti rumo àquele ponto decadente da Rua da Conceição. Estacionei o carro num buraco da Rua do Acre e fui caminhando pela Avenida Marechal Floriano. O fim de tarde já imperava. Entrei na rua suja, isolada por aldeias de cracudos. Não é um lugar bonito, não é campo onde o Forista de Sapatilha ouse pisar. Existem viagens que só cabem aos ousados — que o digam Colombo, Cabral e os vikings.

**********

Ali, dois bordeis convivem pacificamente, lado a lado: o 114 e o 116 (o famigerado Bombeirinho). O pior dos trashes, por serem sobrados antiquíssimos, são as escadarias. Quando a minha bota pisou no quarto degrau, senti a madeira afundar e ranger como se pedisse socorro. Prossegui a escalada.

O salão estava cheio. Cheio de ninguéns, como diria um antigo amigo de humor ácido. Putas seminuas pululavam pela pista com sangue nos olhos. Nos bordeis, você entra para caçar, mas também é caçado. É onde o ditado popular se torna mais verdadeiro: “um dia é da caça, outro do caçador.”

Peguei uma Ice e sondei o ambiente. O Bombeirinho passou por uma reforma, ficou menos sombrio. Agora, as paredes ostentam símbolos de religiões de matriz africana. Eu me senti em um terreiro. A imagem de Zé Pelintra estava por todos os lados. Posso afirmar que ficou melhor do que era; antes da obra, parecia uma caverna habitada por neandertais.

**********

De repente, uma fêmea colossal entra desfilando pela boate. Meus olhos saltam da órbita. Uma negra belíssima, com cabelos loiros trançados escorrendo pelos ombros e olhos castanho-claros hipnóticos. Fiquei enfeitiçado por aquela presença, e corri para abordá-la antes que fosse tarde demais.

— Oi. Queria falar com você? — meu script no primeiro contato.

— Pode falar.

— Qual seu nome? — pergunto. Aqui começam os primeiros passos do suplício.

— Daenerys.


Acredite, Forista sem fé. O barulho do lugar interferia no bom funcionamento do meu aparelho auditivo (para quem desconhece, sou surdo). Não entendi o que ela disse; parecia aramaico.

— Não entendi, princesa. Qual seu nome? — insisti.

— Daenerys.


Que porra é essa?! — pensei.

Percebendo meu semblante confuso, a garota teve a gentileza de me explicar, como se falasse com um idoso com Alzheimer:

— É o nome da mãe dos dragões. Game of Thrones.

Lembrei-me então da personagem de Emilia Clarke e finalmente compreendi o nome de guerra que ela escolheu. Naquele inferno repleto de peões e trabalhadores de baixa renda, deve sofrer todos os dias para que entendam o codinome que inventou para si.

Fiz a entrevista básica. Aprovei. Subimos ao andar das alcovas.

**********

Daenerys me conduziu a um dos quartos e pediu para que eu esperasse um minuto enquanto pegava seus apetrechos.

— Vai tirando a roupa, meu bem. Já volto.

Esse mau hábito de chamar cliente de “meu bem” me soa extremamente brochante. Minha vontade foi cancelar o programa e ir embora, mas preferi relevar.

**********

Eu sentia calor. Tirar a roupa foi uma libertação. Vi que o chuveiro era elétrico e ansiei por sentir a água morna me lavando da poeira urbana. Nu e livre, entrei no pequeno box, girei a torneira e fui contemplado por um único pingo d’água, que parecia estar contaminado por grãos de terra marrons. Girei a torneira até o fim e nada.

Puta que pariu — sussurrei em revolta.

A menina voltou ao quarto.

— Ainda não tomou banho, meu bem?

Nesse segundo “meu bem”, quase tive uma síncope.

— Tá sem água — respondi.

— Ai, meu Deus. Peraí que dou um jeito — e Daenerys saiu do quarto novamente.

Fiquei de pé, nu e frustrado, enquanto aguardava o retorno da mãe dos dragões. Eis que ela reaparece com uma toalha branca e úmida nas mãos.

— Deixa que eu vou te dar banho, meu bem — me avisou.

Então, ela coloca a toalha sobre o meu peito. A porra da toalha estava enxarcada com uma água geladíssima. Deve ter embebido aquele pano no isopor de gelo das bebidas. Fui transportado instantaneamente para a Patagônia. Trinquei os dentes, não conseguia falar. E Daenerys, subitamente, mete a toalha congelada no meu combalido pênis e esfrega. Digo com sinceridade, afeiçoado Forista, naquele instante o meu pau se transformou em uma estalactite.

Do pau, passou a toalha na temperatura de zero grau nas minhas costas. Comecei a sentir um frio glacial, temi uma convulsão térmica. Talvez, percebendo que minha pele foi ficando azulada, a menina parou com a tortura. Era como se eu tivesse entrado em uma cápsula criogênica.

— Você está bem? — me perguntou.

— Mais ou menos. Acho que não vai rolar mais nada.

— Por que, meu bem?

— Perdi o clima. Desculpe.

— Como assim? — ela insiste.


O que Daenerys ignorava é que meus espermatozoides viraram flocos de neve, meu saco um iglu e meu pau uma estalactite morta pendurada no meu corpo.

**********

Preferi me despedir sem ressentimentos. Creio que a menina tentou agradar, mas quase me causou um choque térmico. Caminhei pelas ruas em busca do Sucatão, embarquei, liguei o ar quente do carro e acelerei sobre o asfalto. “Um dia é da caça, outro do caçador” — o ditado ecoava na minha mente. Liguei o rádio e fui buscar um novo destino, longe do Zé Pelintra...

SYMPATHY OF THE DEVIL

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PISADA DE BOLA PISADA DE BOLA
membro, pablobrst, Yami Mysterio, Quaqua, Geraldinho, PauloCesar, Porra Seca, Pirubaby, Broker83, Wilson00, Bob Construtor, Raf, Brand, Jucabar, Shadz22, Michelin, onlyhaters, Catuaba com Mel, curtiram esse TD.
AMORA MORENA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97988-1837
AMORA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
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28 de Novembro de 2025 às 09:11







ECHO & THE BUNNYMEN

Estou velho. Minha trilha sonora é antiga. Às vezes tento me iludir, imaginar que não aparento o que sou agora, mas então surge alguma criatura qualquer que tenta adivinhar minha idade — e acerta. Toda a ilusão despenca ladeira abaixo. Sorte dessa pessoa que eu não carregue nenhum objeto cortante. A velhice é um epílogo que emerge depois de muitos capítulos vividos. Olho para trás e vejo tantos “Eus” diferentes, e este momento parece ser justamente aquele que conduz à reconciliação de todos eles.


O que o início do meu crepúsculo mais evidencia é a queda brusca da libido e a minha face antissocial. A cada dia vou me transformando mais em Mister Spock do que em Casanova. O desejo carnal vai cedendo lugar ao prazer intelectual. O mundo torna-se mais fascinante do que apaixonante. Talvez seja apenas a substituição natural de prioridades para quem viveu as fases hormonais na hora certa. Mas há um descompasso: penso leve como um jovem, porém o corpo já não possui asas — agora ele é âncora.


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Dirigia em direção ao Centro enquanto os pensamentos rodopiavam como um filósofo de botequim, e o Sucatão rompia a poeira negra do asfalto. Estacionei próximo ao quartel da PM, na rua Evaristo da Veiga.

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Não posso me queixar. Quando observo garotos inibidos e homens anônimos descrevendo um encontro sexual como se redigissem um relatório de autópsia para o IML, estão em busca de números, não de aventuras. Sinto orgulho por possuir um olhar mais intenso sobre a existência. Enquanto alguns enxergam o mundo como planilha em preto e branco, eu vejo uma paisagem em cores. E isso é bom.

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SET ME FREE

Sincronizei meus aparelhos auditivos com o celular (sim, sou surdo) e uma batida despertou meus tímpanos cansados, provocando em mim a fantasia recorrente de subir a escadaria do Teatro Municipal e executar ali a coreografia da libertação. A desconfiança de que eu acabaria preso por atentado ao pudor — ou diagnosticado como vítima de um surto senil — me impediu de levar a cena adiante.

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O prédio 33 da Rua Treze de Maio se assemelha cada vez mais ao cenário de “O Bebê de Rosemary”. Perguntei ao porteiro como chegar ao quinto andar e ele praticamente desenhou um mapa cartográfico para que eu pudesse encontrar o único elevador funcionando. Segui a rota com receio de estar atravessando a fronteira do México com os EUA. Funcionou: encontrei o elevador, embarquei, apertei o botão e a porta se fechou rangendo os piores presságios do universo.

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A entrada da sala é estilizada, como se fosse uma armação de bambu. Demorei a localizar a campainha; fiquei como um Mister Magoo tateando a parede, suspeitando que fosse algum dispositivo embutido. Meu dedo encontrou um botão diferente e apertei. Um som ecoou ao longe.

O portal de bambu se abriu, e entrei com a certeza de que Juba & Lula me receberiam como convidado para um novo episódio de “Armação Ilimitada”. Não foi o caso. Uma recepcionista eficiente e de poucas palavras perguntou se eu preferia pagar antes ou depois do coito, entregou-me uma toalha, conduziu-me ao quarto e apontou onde ficava o banheiro.

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Joguei água na minha combalida carcaça e, quando saí do banheiro, já não sabia mais onde ficava meu quarto no meio de tantas portas. Seria demência? A recepcionista havia sumido junto com a minha memória e eu, de toalha, parado no corredor com a mesma expressão perdida do John Travolta confuso naquele meme. Depois de testar algumas maçanetas trancadas, encontrei o quarto como um idoso aliviado por finalmente conseguir voltar ao asilo.

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Meu Deus — foi o que meu pensamento sussurrou quando meus olhos se depararam com Amora vestida numa lingerie transparente, me esperando na cama. Linda. Meu queixo caiu e quase pude ouvir o ruído quando ele se estatelou no chão do pequeno aposento. Que mulher. Totalmente demais. De tirar o fôlego. E os seios? Nossa. Eu só pensava em mamar aqueles seios como um recém-nascido faminto assim que os vi.

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Amora estava recostada, o corpo entregue às sombras azuladas do quarto, como se a tudo tivesse sido moldado para aquela cena. A luz acariciava sua pele morena, revelando cada curva como um segredo que recusava ser sussurrado. Havia nela uma calma perigosa, o silêncio de quem sabe que domina o ambiente só respirando.

A cama parecia um altar improvisado. Os lençóis enrugados denunciavam uma história que ninguém contou, e ela era a protagonista inevitável. As costas desenhavam uma linha suave até os quadris, que se arqueavam num ritmo lento e devastador, como se o próprio corpo falasse uma língua antiga — aquela que não se aprende, apenas se sente.

É uma mulher feita de desejo e serenidade. Não precisava de palavras: bastava a forma como o corpo repousava, oferecido ao mundo e ao pecado, para incendiar a imaginação. O quarto parecia pequeno demais para conter o calor daquela presença. E naquele instante, nada existia além dela e do convite silencioso do seu magnetismo incomparável.

*****************************

Amora geme enquanto aplica o boquete. Adoro isso. Beijos. Muitos beijos. Língua, saliva, lábios. Bocas emboladas em beijos reais. Como é raro. Não é difícil o coração ficar abalado por uma morena bonita como Amora, a menina é uma perfeição. Ousei pensar em dobrar o período, mas o problema é que eu não conseguiria fazer mais nada no segundo tempo.

A moça me chupava incansável. Eu mamei seus peitos como se não houvesse amanhã ou período de sessenta minutos. Ela gemia. Puxei a ferramenta de eletrochoque e coloquei sobre seu clitóris, a menina se contorceu com o impacto, gemeu alto, o corpo tremia, estremecia como se estivesse em convulsão. Gozou forte.

Mais beijos, mais boquete, mais gemidos. Ela veio por cima e montou sobre o meu tronco. Quicou, rebolou, esfregou. Cansou. Perguntou-me se eu queria mudar de posição, e pensei em responder que precisaria de um par de muletas e uma cadeira de rodas para acompanhar a vitalidade dela. Mesmo assim, tentei. Ela ficou de quatro e aquela visão era um abismo do qual eu jamais voltaria igual.

Amora voltou a me chupar, lambeu meu saco, apertou, alternou o boquete com a punheta. Explodi. Creio que alguns dos meus espermatozoides devam estar em órbita neste exato instante.

Despedi-me com a promessa de retorno.

*****************************

Anoitecia quando ganhei as ruas. Fome. Agora era a fome do estômago. Sentei-me no Bar do Chapolim e pedi uma pizza que, quando chegou, parecia um banquete olímpico. Devorei. Paguei a conta e fui caminhando para resgatar o Sucatão. Meus sentidos estavam anestesiados. Eu vivo para além de mim, num personagem que se mistura comigo. Quando não sei quem sou, sei quem ele é. O nome? Chamam-no de Dante — e juntos, dançamos sobre o fogo.

A VIEW TO A KILL

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LAVÍNIA ALENCAR - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99819-4956
LAVINIA
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20 de Outubro de 2025 às 14:10







Raras, quase inexistentes, são as mulheres que realmente me pegam de jeito. Não sei explicar o motivo, talvez nem exista. Mas Lavínia tem alguma coisa. Atenciosa, simples, bunda grande, nada de frescura, e um beijo verdadeiro, sem truque barato. Ela me desperta um tipo de amor. Quantas vezes repeti? Perdi a conta.

A maioria dos caras dá nota alta pra tudo hoje em dia. Covardia. Medo de desagradar, medo de perder o prestígio. Elogiam até o que não presta. Você pode sair de um encontro com trauma e ainda assim escreve “ótimo atendimento, voltaria com certeza”. Com Lavínia, não preciso mentir. Ela é exceção. Te prende sem precisar pedir.

Cheguei na rua Evaristo da Veiga já de noite. Entrei, subi, toquei a campainha. A porta se abriu sozinha, e de repente ela estava lá, me beijando sem aviso. Lingerie mínima, corpão inteiro para explorar sem mapa.

Apertei os seios, mordi, senti ela se colar em mim. Corrente elétrica no sangue. Na cama, a conversa não durou muito. Ficamos embolados, pernas, bocas, línguas, aquele caos gostoso.

Peguei meu aparelhinho de eletrochoque e encostei no clitóris dela. Vibrou, gemeu, se abriu inteira. Gozou. Depois, ela montou em mim, quicando como se o mundo dependesse disso. Mais gemidos, mais gozo. Eu quase morto, mas feliz.

— Posso te chupar? — perguntou, doce demais para a cena.

— Nem precisa perguntar.

E veio o boquete. Daqueles quentes. Alternava com a mão, até eu gozar jogando fora a vida inteira em litros de sêmen que não iam fecundar nada.

Depois conversamos qualquer amenidades, nos despedimos, e eu fui embora pelas ruas escuras do centro. Um homem exausto, mas com a certeza de que ainda é possível encontrar uma mulher que oferece prazer real.

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ELISA GARCIA - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96903-1593
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12 de Outubro de 2025 às 21:10



Sabe, tenho essa estranha mania de achar que a vida deveria ter algum sentido mais elevado, mas aí lembro do mercado do sexo no Rio de Janeiro e concluo que, na verdade, a economia é a verdadeira religião. É inacreditável: mulheres que cobram entre 250 e 300 reais por uma hora de… digamos… exercícios físicos nada olímpicos, e, ainda assim, oferecem menos qualidade do que quem cobra 150. E agora está surgindo a moda de pedir sinal. Quer dizer, isso é a prova viva de que Adam Smith não frequentava o Centro do Rio.

Eu mesmo só sobrevivo porque, de tempos em tempos, encontro uma exceção à regra, um fenômeno que desafia as estatísticas, como se fosse um milagre econômico. Foi assim que conheci Elisa Garcia. Fenômeno. E, veja bem, não costumo usar palavras como “fenômeno” a não ser para descrever um gol do Pelé, desses que não vemos mais.

Tudo começou numa tarde nublada. Eu estava perambulando sem rumo pelo Centro — o que, convenhamos, já é a descrição de 80% da minha vida — até que entrei numa cafeteria na Rua da Assembleia. Pedi um café e pão de queijo, claro, porque não há libido que resista sem cafeína e carboidratos. Enquanto mordia o pãozinho, abri minhas “pesquisas”, que não tinham nada de acadêmicas. Um amigo, com a confiança de quem recomenda um bom geriatra, disse: “Marca com a Elisa Garcia.

Liguei, e ela só teria horário uma hora depois. Uma hora! É tempo suficiente para escrever um roteiro inteiro sobre a solidão masculina e ainda assim não encontrar produtor. Mas eu aceitei. Saí da cafeteria e voltei a vagar como um flâneur sem propósito na vida. O Centro estava vazio, como se tivesse sido evacuado por decreto municipal. E, quando dei por mim, estava na Rua Sete de Setembro, esperando a tal liberação, como um adolescente nervoso em frente ao portão de um colégio feminino nos anos 70.

__________________

A existência, ao que tudo indica, se divide em duas fases bem definidas: na juventude o sexo é o sentido de tudo, quase um imperativo categórico e sem categoria nenhuma. E na velhice… bom, na velhice o sexo perde todo o sentido, assim como perderam sentido meus planos de aprender francês ou de finalmente entender como se faz imposto de renda. A libido desaba, a ereção vira uma espécie de sindicalista rebelde que entra em greve nos dias mais inoportunos, e não adianta súplica, poesia ou Viagra — ela tem vontade própria, como um gato mal-humorado.

Foi nesse estado de espírito que meu WhatsApp apitou: “sobe, amor.” Direto, sem vírgula, sem nada. A concisão da sentença tinha a autoridade de um imperador romano. Obedeci.

Entrei no elevador e dei de cara com uma idosa que, por algum motivo insondável, parecia já saber todos os meus pecados, mesmo os que eu ainda não tinha cometido. Me olhava de cima abaixo com aquela expressão inquisitória que só senhoras com mais de 70 anos e síndicos vitalícios conseguem manter.

Na tentativa de quebrar o gelo — porque, convenhamos, nada é mais opressivo do que um elevador com alguém julgando a sua existência inteira em 30 segundos — perguntei se chovia lá fora. Um erro. Ela me devolveu um olhar cortante e respondeu: “Ué? O senhor veio de onde? Não foi da rua?” Eu sorri, tentando parecer espirituoso, mas meu rosto queimava como se eu tivesse acabado de confessar adultério em rede nacional.

A porta do elevador se abriu e eu praticamente fugi para o corredor sem olhar para trás. A idosa permaneceu embarcada, imóvel, como se fosse uma estátua grega esculpida em má vontade. Talvez ela nem tivesse destino — talvez pegasse o elevador apenas pelo prazer sádico de humilhar pobres diabos como eu, que insistem, já grisalhos, no pecado da luxúria.

__________________

Localizei a sala, apertei a campainha e esperei. Nada. Silêncio absoluto. “Abre-te, Sésamo” — pensei, e a porta finalmente se abriu. Só que ninguém apareceu. Nunca ninguém aparece. É um recurso de suspense que faria Alfred Hitchcock se revirar de inveja, caso estivesse vivo.

Entro, um tanto inseguro, e então… por detrás da porta surge Elisa. Gostosa, sexy, totalmente demais. Parecia uma daquelas personagens que aparecem no meio de um filme erótico só para fazer o protagonista se arrepender de todas as suas escolhas anteriores de uma vez só.

Tomei um banho rápido — tão rápido que até o sabonete se sentiu enganado — e fui esperar a menina na cama. A porta do quarto se abriu em poucos segundos, mas a entrada dela parecia exigir uma produção inteira da Broadway: música, holofotes, aplausos de plateia. Elisa não entra em um quarto, ela faz um espetáculo. Se fosse em Las Vegas, cobraria ingresso.

E então aconteceu o milagre: Pikachu — sim, esse é o nome oficial que dei ao meu combalido pênis — ergueu-se de súbito, como se tivesse sido chamado para uma sessão de exorcismo.

Elisa me beijou. Elisa beija. Eu sei que soa banal, mas, acredite, no mercado atual isso é praticamente um achado arqueológico. Ela beija com língua, com saliva, com aquele entrelaçar dos lábios que faz você acreditar, por três segundos, que o amor ainda existe. Foi irresistível. E, claro, nesse exato momento, comecei a me preocupar se estava com hálito de café e pão de queijo.

Avancei com um entusiasmo quase juvenil para chupar aquela vagina indescritível e terminei com a boca dolorida, como se tivesse participado de um concurso clandestino de quem mastiga vidro por mais tempo. Elisa não é daquelas que se rendem fácil, mas, veja só, ela gozou. Eu, incrédulo, pensei: “Meu Deus, ainda consigo provocar prazer em alguém que não seja o dentista quando me informa que terei que fazer canal.

Logo em seguida, ela inverteu a posição e abocanhou meu membro com a ferocidade de uma leoa faminta. E eu ali, dividido entre o êxtase e a convicção de que teria que chamar o SAMU a qualquer instante. Prestes a pedir arrego, com a dignidade já no chão, improvisei: pedi que viesse sobre mim, que cavalgasse.

Ela preparou o terreno com a calma de uma engenheira da NASA antes de lançar um foguete e, finalmente, veio. E eu? Gozei em quinze segundos. Quinze. Foi tão rápido que, se fosse um filme, os créditos subiriam antes do espectador abrir o pacote de pipoca. A verdade é que a velhice não perdoa: ou você nunca ejacula — e passa a noite filosofando sobre o niilismo — ou sofre de uma ejaculação precoce tão fulminante que parece um spoiler cruel da própria vida.

__________________

O silêncio se instalou. O que dizer depois de um fiasco desses? “Foi bom pra você”? Não, seria um insulto à inteligência dela. Dizer “me desculpe”? Pior ainda, porque transformaria um lapso biológico em pedido formal de perdão, e aí, inevitavelmente, teríamos que assinar uma ata em cartório.

Deitei-me de lado, tentando parecer sofisticado, como quem busca contemplação existencial. Mas a verdade é que só pensava se ainda teria forças para levantar e colocar a cueca. Elisa, imperturbável, levantou-se para tomar banho, e eu fiquei olhando para o teto como se estivesse diante de uma instalação de arte contemporânea que não consigo decifrar.

No fundo, o que a velhice me ensinou é que o sexo, quando dá certo, é maravilhoso. Restou-me a despedida e ganhei as ruas. Havia anoitecido. Sincronizei meus aparelhos auditivos com o celular e deixei que a música fechasse este episódio enquanto eu desaparecia nas sombras da Avenida Rio Branco...

Times Are Changing

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LAVÍNIA ALENCAR - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99819-4956
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03 de Outubro de 2025 às 23:10


LAVÍNIA - https://garotacomlocal.com/acompanhante/lavinia-alencar/

JUST ANOTHER NIGHT


Mick Jagger embalava os pneus do Sucatão, cortávamos as vias e os ventos do Centro da Cidade até alcançar o meu point favorito, o meu pit stop espiritual. Existem lugares que se tornam coadjuvantes da nossa existência e prefiro lugares onde sou anônimo, invisível, não importe quantas vezes eu os frequente. Assim é o Boteco Bacurau, nome que rebatizou o antigo Bar das Quengas e que antes de ser Bar das Quengas já era um pardieiro fedorento que eu ia quando a Lapa ainda respirava decadência e puta barata.

Parei o carro quase na porta. Sentei onde pudesse ver a rua. Gosto de olhar o fluxo, a miséria, os passos de gente que não me conhece e nunca vai saber meu nome. Solidão? Sim, às vezes. Mas aprendi a gostar dela. É um vício mais forte que o uísque adulterado que me roubaram. Agora me contento com chope. Vulgar, mas me mantém de pé. Talvez, por isso, eu seja este velho escriba sempre abraçado a descrição do mundo pelas palavras.

Quando o álcool bateu, abri o celular atrás de carne.

Platão, em "O Banquete", coloca na boca do comediógrafo Aristófanes um mito para explicar o amor. No princípio, diz ele, os seres humanos eram esferas completas: tinham quatro braços, quatro pernas e duas faces. Existiam três tipos: o masculino, o feminino e o andrógino. Eram tão fortes que ousaram enfrentar os deuses. Zeus, temendo sua audácia, dividiu-os ao meio. Desde então, cada metade vaga pelo mundo em busca da outra, querendo recompor a antiga unidade. É dessa falta que nasce o desejo (Éros) — o impulso de reencontrar a parte perdida e voltar a ser inteiro.

Lembrei-me de Lavínia, que é dessas mulheres que nos fazem querer voltar, não importa o tempo que passe sem vê-la. Voltei outras vezes e voltaria nessa noite mais uma vez. Morena, corpo suculento, seios apetitosos, boca gulosa e beija. Ressalto esse detalhe por ter a impressão de que atualmente 95% das putas não sabem beijar ou não gostam de beijar. Muitas vezes eu beijo dente, queixo, nariz, cabelo, mas não consigo beijar na boca de tanto que as ineptas se desviam. Acredite, Forista sem fé, a boca virou artigo de luxo. Lavínia beija como quem entrega o fígado.

*****

O céu escurecia quando acertei com ela. Fechei a conta do bar e arranquei no Sucatão, etanol na veia, coração no cio. Toquei a campainha. Lavínia abriu num vestido que sufocava a minha visão. Beijei com pressa, língua desesperada, querendo a alma dela.

A menina se jogou na cama como quem derruba um copo no chão. Eu segui atrás, sem poesia, sem rito, só carne querendo carne. O quarto cheirava a feromônio, e cada movimento era o barulho do impacto contra o colchão gasto. Não havia frases bonitas, só respirações curtas, unhas cravadas e a urgência de dois corpos tentando se apagar um no outro.

O abajur vacilava, luz amarela cortando metade do corpo dela, a outra metade perdida na sombra. Eu a segurava pelos quadris como quem segura a própria salvação. Ela mordia os lábios, gemia baixo, como se não quisesse entregar tudo, mas o corpo entregava. Cada movimento era um soco contra a mudez do mundo lá fora.

O tempo se desfez ali. Não existia dívida, não existia amanhã, não existia passado. Só a fome. Só aquele instante bruto em que a gente esquece quem é. Quando terminou, ficamos largados, dois restos, respirando pesado. A cama parecia o caos de um campo de batalha sem vencedores.

Gozei estrondosamente, golpeado por um boquete articulado com punheta. E no fim, era sempre igual, a solidão voltou, escorrendo pela janela, deitando-se entre nós. Paguei e saí para a noite, agora anestesiado após o coito bem-sucedido.

O Sucatão me esperava. Girei a chave, morcegos rodaram no ar como aplauso. Respirei fundo. Era um plebeu enfastiado depois de um banquete real. Liguei o som:

BITTER SWEET SYMPHONY

Os pneus deslizaram pelo negrume do asfalto e seguimos sem rumo, sabendo que não seria o nosso último capítulo.

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PRÉDIO URUGUAIANA 24 - Rua Uruguaiana, 24 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
CLARA
NEUTRO
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30 de Setembro de 2025 às 23:09



Fim de tarde. Após almoçar no bar Enchendo Linguiça, eu caminhava pelo Grajaú como quem anda pelo Central Park quando acontece o impensável: uma ereção. Sim, justo eu, que já não consigo lembrar onde deixei os óculos, descubro que meu corpo ainda insiste em produzir surpresas fisiológicas. Não perguntem o motivo — talvez uma falha elétrica no sistema nervoso, talvez um capricho da natureza, ou apenas uma vingança tardia da testosterona. Só a geriatria explica. Ali estava eu, rodeado por árvores centenárias, pensando em comida e colesterol, quando de repente parecia que a biologia resolveu me dar um tapa nas costas e dizer: “Calma, ainda não acabou”.

Eu não podia simplesmente ignorar aquela inesperada erupção da libido. Quer dizer, quando meu combalido pênis resolve pulsar, eu me sinto menos um homem e mais um arqueólogo, só que em vez de desenterrar fósseis de dez mil anos, eu descubro que ainda tenho sinais vitais. Pensei em procurar anúncios de acompanhantes — claro, o que poderia ser mais romântico do que negociar minutos de intimidade como se fosse uma reunião de negócios? — mas a digestão me lembrava que eu não teria energia para implorar por um espaço na agenda de alguém.

Então, em um gesto quase heroico, acenei para um táxi. “Largo da Carioca”, pedi, como se fosse o protagonista de um filme noir barato. Meu destino era a famosa “24”, aquele sobrado decadente onde o mofo disputa território com a poeira e ambos convivem em harmonia com prostitutas que parecem ter sobrevivido a várias quedas de civilizações. Era deprimente, claro. Mas, por algum motivo, me parecia o programa mais sensato. Quem sabe, a sorte me premiasse.

*****

É preciso admitir que quem frequenta regularmente a “24” não deveria se preocupar apenas com o trivial — HIV, sífilis, gonorreia, piolho e aquelas pequenas catástrofes venéreas que já fazem parte do percurso do libertino CLT com renda de até dois salários-mínimos. O verdadeiro check-up deveria incluir, acima de tudo, um eletroencefalograma. Porque, convenhamos, lesões cerebrais sutis, invisíveis, podem estar incentivando essa obstinação suicida disfarçada de lazer.

Eu jamais me arrisco naquele elevador que parece ter sido importado do filme “Coração Satânico”. Creio que nem o Mickey Rourke ou Robert De Niro se arriscariam. Por via das dúvidas, escolho as escadas. É exaustivo, sim, mas ao menos a morte por infarto me parece mais digna do que ser encontrado esmagado entre andares por uma geringonça com vocação para filme de terror B.

Subi até o quarto andar, mas abandonei um pulmão quando alcancei o terceiro para aliviar o peso da escalada. Foi inútil, pois já havia me encantado com uma morena que saltitava com os seios amostra no primeiro andar, é o ponto que sempre me parece mais animado. Clara seu nome. Resolvi chamá-la, num gesto que mesclava coragem e desespero, mas, como sempre acontece comigo, ela disse que estava esperando um cliente. E que seria rápido. Perguntou se eu aguardaria. Eu, claro, respondi que sim — como se tivesse alternativa. Afinal, minha vida inteira já é uma longa sala de espera, por que não acrescentar mais alguns minutos.

O cliente chegou. Um velhinho. Entrou arrastando os pés, a coluna curvada, com o ar de quem já sobreviveu a pelo menos três guerras, duas esposas e uma aposentadoria do INSS. Naquele instante, tive certeza de que a 24 deve ter convênio com algum asilo de ex-combatentes da região.

A menina correu para abraçá-lo com a ternura de uma neta, deu um selinho protocolar em sua boca e o puxou para dentro da cabine como quem arrasta um trapo usado como pano de chão. E eu, ali, assistindo à cena, não conseguia deixar de ouvir um pensamento ecoando na minha cabeça: “Eu não quero terminar assim.” Mas, claro, como em tudo na minha vida, já era tarde demais para ter esse tipo de lucidez moral.

*****

Foi rápido, quase um pit stop geriátrico. O velhinho saiu da cabine meio zonzo, com a expressão de quem esqueceu tanto a senha do banco quanto o próprio nome. A menina, solícita, o conduziu até as escadas como uma enfermeira dedicada. Em seguida, voltou e me olhou com uma objetividade cirúrgica:

— Você gosta de quê?

E eu, sem filtro, respondi:

— Boquete.

Não é que eu seja um homem de gostos refinados — é só que, sinceramente, não conseguiria gozar de outro jeito naquele pardieiro. Eu só queria eficiência.

*****

Entramos na baia. Na 24, sexo nunca vem sozinho: é sempre acompanhado por um funk ensurdecedor, como se o DJ tivesse sido contratado para competir com o gemido humano. Quando tudo terminasse, deveria haver um otorrino de plantão e uma cabine de audiometria. Porque ali você não perde apenas espermatozoides — perde também algumas frequências sonoras para sempre. É como um orgasmo patrocinado pela surdez progressiva.

Ela chupou, eu gozei, e pronto — fim da ópera. Saí da 24 com a estranha sensação de que minha vida sexual estava se transformando numa anedota mal contada. Na rua, me peguei pensando seriamente em importar uma daquelas bonecas eróticas japonesas. E não é que a ideia me pareceu razoável? Quer dizer, uma boneca não some correndo para atender outro cliente, não cobra por hora e, principalmente, não toca funk no volume máximo. No fundo, fiquei com a impressão incômoda de que ela poderia me fazer mais feliz. O que, evidentemente, diz muito sobre mim e muito pouco sobre o Japão.

Sincronizei os meus aparelhos auditivos (sim, eles não explodiram) com o celular e embarquei no metrô embalado pelas batidas da música...

FRANKIE GOES TO HOLLYWOOD – Relax

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PéSSIMA PéSSIMO
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LUNA CHAVEIRINHO - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97172-0739
LUNA CHAVEIRINHO
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29 de Setembro de 2025 às 17:09






PROLÓQUIO


O elogio logo de cara foi como o efeito de uma chave mestra na fechadura emperrada da minha vaidade de velho escriba. Sorri. Que outro jeito eu teria? Até um sujeito gasto como eu é vulnerável a esse tipo de isca. Fiz o interrogatório de praxe e marquei para o mesmo dia. Sorte absurda: Chaveirinho tinha horário vago.

Vejo colegas que tratam o sexo como se fosse cirurgia cardíaca. Lavagem de mãos até o cotovelo, duas escovas de dente, arsenal de sabonetes antibacterianos, e, se pudessem, chamariam a vigilância sanitária antes de gozar. Eu não: se eu passo Protex no meu combalido pênis, ele cai, e sobra só a fauna microscópica, sobrevivendo heroicamente. Contento-me em jogar uma água no corpo quando chego, e se tiver só sabão de coco, agradeço como quem ganhou um prêmio. Sou gaúcho de interior, me criaram sem sofisticação — somente higiene básica e fé.

Mas até admiro esses românticos da assepsia: chegam com rosas esterilizadas, bombons macrobióticos, pedem café vegano no motel. Uma cena meio clínica, meio poética. Parece bonito, se você não pensar muito.

AÇÃO

Pontual como um neurótico de manual, toquei a campainha no horário exato. A sala da moça ficava naquele velho conhecido Edifício Central, fincado como um dinossauro concreto no deserto humano do Largo da Carioca.

A catraca do elevador já estava liberada, passei sem resistência. Subi. A porta se abriu sem ninguém me esperar, o que sempre me dá a sensação de que estou entrando num palco vazio. Entrei e, num passe de mágica barata, surgiu Chaveirinho. Pequena, talvez menor do que a quantidade de sílabas do próprio apelido, mas simpática, atraente, corpo calibrado. A idade? Mistério. Sou péssimo nesse jogo de adivinhação e, de qualquer forma, nunca acerto.

A sala tinha várias cabines divididas por paredes que não chegavam ao teto. Resultado: meia-luz e um desfile de gemidos anônimos pairando pelo ar como fantasmas domésticos. A cabine de Chaveirinho, pelo menos, era espaçosa o bastante para que eu não me sentisse claustrofóbico.

Conversa boa, leve. Gosto disso, de não precisar carregar o peso morto de silêncios constrangidos. Hoje, nunca ponho a culpa nelas. O fracasso, quando vem, é meu. Sou como o forista desaparecido, Fazzo Casanova, cuja filosofia da “boca de lobo” me guia: avanço sempre no beijo, afobado, feroz, como se a boca fosse trincheira. O problema é que quase ninguém consegue domar minha bocarra. Chaveirinho, como o apelido denuncia, tinha boquinha de abertura tímida, um encaixe quase impossível. Mas, veja só, ela se esforçou. E eu — um velho idiota agradecido — achei isso comovente.

Depois do meu banho minimalista — água corrente, sem Protex, sem Pinho Sol e sem Diabo Verde para desentupir a uretra — me joguei na cama como um veterano que ainda acredita em milagres de juventude. Chaveirinho estava ali, aquela personagem já famosa nos relatos do fórum, agora em carne e osso, mais carne que osso, felizmente.

Pedi que se deitasse. Havia em mim uma solenidade tola, como se estivesse conduzindo um ritual secreto inventado na hora. Tirei do bolso o meu aparelhinho de eletrochoque, que mais parecia bugiganga de feira científica, e deixei nas mãos dela, como quem entrega o volante a um motorista mais confiante.

Ela testou. Sorriu. O quarto se encheu daquele silêncio elétrico que antecede um colapso. E então vieram os movimentos dela, pequenos, quase tímidos no começo, depois cada vez mais urgentes. Eu, ao lado, assistia como um espectador privilegiado daquilo que parecia tanto uma coreografia íntima quanto um experimento clandestino.

Não demorou para que Chaveirinho atingisse o orgasmo sagrado, contorcendo-se num êxtase que eu jamais conseguiria imitar. E, diante da cena, me senti menos um velho degenerado e mais um crítico de arte, aplaudindo mentalmente um espetáculo que não pedia bis.

PLOT POINT

O jogo virou. Chaveirinho avançou contra mim como uma leoa em cio — e eu, velho ridículo, virei cordeiro oferecido em sacrifício. Era a glória e a humilhação no mesmo movimento. Veio para cima de mim como leoa no cio. Chupou meus mamilos, abocanhou meu pau, deslizou a língua em um beijo grego e se ela foi além disso não poderei descrever, pois idosos precisam cultivar o mínimo de pudor e decência.

Ela me devorava em etapas: beijos tortos, lambidas rápidas, uma ousadia que só as meninas insolentes carregam no sangue. Senti-me personagem de uma peça em que a luxúria é tão inevitável quanto a queda do herói. E, como todo herói barato, aceitei o destino com uma docilidade vergonhosa.

Houve carícias que não convém narrar em ata pública, sob pena de destruir qualquer ilusão de decência que ainda me resta. Digamos apenas que minha carne, já cansada, foi tratada como se ainda tivesse vinte anos — e meu espírito, em contrapartida, implorava por absolvição.

No fundo, não era sexo. Era espetáculo, com direito a plateia invisível e aplausos imaginários. Eu, ator falido, contracenava com uma musa de fórum. E no meio da farsa, ri de mim mesmo: um velho decrépito tentando parecer protagonista quando, na verdade, sempre fui apenas coadjuvante da própria decadência. Gozei e admito que demorei uma relevante quantidade de minutos pare recuperar o fôlego.

EPÍLOGO

Fim do ato, nos despedimos e ganhei as ruas. Por algum motivo, o que restou do meu corpo depois da erosão dos anos ainda pedia mais. O coração batia como se tivesse lido mal as instruções do manual da terceira idade.

Caminhei pelo crepúsculo da Rua Uruguaiana, ladeado por camelôs, lojas fechando e um resto de dignidade que insistia em me acompanhar. Havia em mim um desespero silencioso: a fome nunca acaba, só muda de endereço.

De repente, lá estava o toldo discreto do Clube 119. Não sei se era promessa de redenção ou apenas mais um capítulo onde todo pecador insiste em pedir bis. Mas essa já é outra história...

Emparelhei meus aparelhos auditivos com o celular e deixei que as batidas da música me guiassem.


E-ROTIC

membro, Brand, Pirubaby, Jonas, The Creator, Conde Da Valáquia, Duelista, Flavinho, Jonta, onlyhaters, Getúlio, Raf, Y@N, Yami Mysterio, Chris Kyle, Estarossa, HC, PauloCesar, Brega, Nomade, Josh, Fabio_Niteroi, Ikki RJ, Lucifer, Lennon, Makaveli, Jucabar, The Notorious, Frank49, Café, Luna Chaveirinho, Enlevo, Peter White, Luizinho90s, Intello, Corcel, curtiram esse TD.
BOATE 119 - Rua da Alfândega, 119 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
NATÁLIA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 TALVEZ

24 de Setembro de 2025 às 23:09



Eu andava sem pressa sob aquelas lâmpadas brancas, penduradas como dentes maltratados nos postes do Largo da Carioca. A noite despencava rápido, como um funcionário público correndo para não perder o último ônibus — ou talvez como alguém que esqueceu de pagar a conta de luz e já espera o corte.

Tinha acabado de sair de um encontro com a moça de codinome “Chaveirinho”. Simpática, agradável, mas não foi suficiente para aplacar completamente os meus instintos vencidos. Minha libido, que anda aparecendo de forma esporádica como cometa perdido, resolveu dar as caras: veio feroz, esfomeada, desejando o imprevisível.

Enquanto isso, o mundo seguia na Rua da Uruguaiana: engravatados correndo atrás de ônibus, metrô, gente sonhando com o sofá, todos em linha reta, escravos do relógio. Eu não. Eu preferi arrastar o passo, como se a vida fosse uma vitrine barata e eu tivesse crédito para olhar, mas não comprar. Um cheiro de pastel, perfume, suor — tudo isso entrando no meu nariz como se fosse poesia maldita. “É preciso saber viver”, já dizia a música. Pois é, continuo em estágio probatório, mesmo sendo um idoso.

Dobrei na Alfândega e vi o toldo verde do Clube 119. Verde triste, desbotado, como quem fumou três décadas de cigarros sem filtro. A entrada era estreita, quase um convite para desistir. Mas aí veio o som da boate — um batimento cardíaco eletrônico ecoando das escadas, como se o prédio inteiro tivesse bebido antes de mim. Apoiei a bota no primeiro degrau, respirei fundo e pulei dentro do caos.

A pista fervia como dia de domingo em rodízio de carne. Eu, um homem grande demais para caber em mim mesmo, tentava me enfiar por entre aquela massa compacta de corpos suados e ansiosos. O ar era um sopro viciado, carregado de feromônios que quase me estrangulavam; não era uma boate, era uma câmara de gás — só que em vez de matar, excitava.

Cheguei ao bar como quem alcança a margem depois de quase se afogar. Pedi uma Ice, dessas que misturam o doce e o cortante como beijo de puta. O líquido desceu pela garganta como navalha caramelizada. Por alguns segundos, senti o alívio: escapei da engrenagem infernal. Mas bastava olhar em volta para lembrar: aquilo não era só uma festa, era a maquete do inferno suavizada pela alcunha de Inferninho — e o demônio, claro, cobrava entrada.

E então ela surgiu. No meio do salão, devorava a boca de um cliente como um Nosferatu de biquíni, chupando-lhe a vida pela jugular. O pobre-diabo estava entregue, olhos revirados, convulso como um santo em êxtase — mas não subiu aos céus. Ao contrário: pela postura desajeitada, a sentença estava escrita: o homem estava duro, não de tesão, mas de miséria — sem grana, entregue à vergonha pública como quem exibe as próprias tripas.

Natália o largou sem remorso, como quem desova um cadáver numa sarjeta qualquer. Ninguém aplaudiu, ninguém protestou: a boate seguia como se aquilo fosse trivial, espetáculo de toda noite.

Foi nesse momento que avancei. Segurei seu braço ainda quente da caça. Perguntei seu nome. Ela olhou de lado, quase rindo, e respondeu com a naturalidade de quem confessa um pecado venial: Natália.

Linda. Uma dessas joias raras que a vida fabrica no descuido, seja no asfalto imundo ou nos bordéis de quinta categoria. Fiz a entrevista de praxe, aquelas perguntas que não dizem nada. Nem precisei tocar no assunto do beijo — porque ela não beijava, ela sequestrava almas pela boca, abduzia como um demônio de batom barato.

Pediu uma Ice. Paguei, claro. Eu pagaria mais: casa, comida, roupa lavada. Mas ela riu da minha devoção súbita e disse a verdade nua e cínica: bastava pagar o programa.

Pedi uma alcova e subimos. Os degraus até o andar dos quartos exalavam o fedor barato da perdição, misturado ao desinfetante que nunca vencia a sujeira. Aqui começa o fim — ou melhor, aqui se conclui um relato que não terá direito a censura. O que virá não é romance. Não será poupado das cenas esquisitas, da pornografia banal, da tragédia doméstica que se encena atrás de cada porta fechada.

Natália me deixou no quarto e pediu um minuto, como se fosse a dona do tempo. Fiquei de pé, imóvel, porque se deitasse corria o risco de apagar. Essa é a covardia da velhice: tudo serve de pretexto para dormir, para sonhar, para fugir. O corpo implora descanso, mas não é piedade — é sentença. A cronologia humana é um carrasco impiedoso, e o mundo não tem paciência com sucatas que ainda respiram.

Então, a menina voltou. Trancou a porta e, sem aviso, começou a saltar. Braços e pernas abrindo e fechando, um polichinelo febril, como se estivesse possuída por algum ataque epilético. Não parava. Pulava como uma insana, e só de assistir já me roubava o ar, como se meu coração fosse um tambor velho prestes a rasgar.

Perguntei o motivo daquele espetáculo grotesco. Ela, ofegante mas sorrindo, disse que estava inquieta, cheia de energia acumulada — como se a luxúria tivesse virado ginástica.

Um idoso lúcido teria corrido porta afora, talvez agradecendo o milagre da fuga. Eu, claro, fiquei. Porque a ruína tem seu fascínio, e a burrice do desejo sempre vence a inteligência da idade.

Óbvio que não dei conta. Natália me arrancou o sêmen: primeiro com aqueles beijos de traqueia, covardes e assassinos, depois com um boquete celestial, desses que fariam até anjo perder as asas. Há mulheres que ressuscitam cadáveres; Natália me trouxe de volta à vida só para me matar outra vez — e sem piedade.

Saí do bordel como um sobrevivente dispensável e ganhei as ruas desertas do Centro do Rio. Bueiros cuspindo esgotos, ratos atravessando becos, mendigos encolhidos sob as marquises: o cenário perfeito da tragédia. O espelho sujo da decadência.

Minhas botas batiam no asfalto com a obstinação de um réquiem, me empurrando adiante, como se já soubessem o caminho.

Emparelhei os meus aparelhos auditivos com o celular (sim, sou surdo) e deixei que a música me consolasse.

Depeche Mode - Personal Jesus

Entrei num táxi, sem olhar para trás, e desapareci — mais um fantasma da madrugada carioca.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
Brand, membro, Pirubaby, Broker83, Brega, Chris Kyle, The Notorious, Geraldinho, Quaqua, AscendenteX, Lucifer, cabaite, Jonas, The Creator, MtsNovinho, onlyhaters, Josh, Jucabar, Yami Mysterio, Ikki RJ, Jonta, Thor de Copacabana, curtiram esse TD.
VILA MIMOSA - Rua Sotero dos Reis , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
NINOTCHKA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$80.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

20 de Agosto de 2025 às 23:08



Durante o dia, o cenário é de uma região que parece ter sido alvejada por mísseis potentes, deixando uma paisagem de ruínas misturada com sujeira. Foi essa a minha primeira impressão ao entrar na Rua Ceará, retornando de uma visita profissional a um renomado colégio de São Cristóvão.

Ao adentrar a famigerada Rua Sotero dos Reis, onde fica a ainda mais célebre Vila Mimosa, não vemos apenas as ruínas ocupadas do antigo jornal Última Hora, mas também aqueles seres decaídos, conformados com a ausência do próprio destino. Sob a luz do sol, tudo se torna mais trágico, mais triste. A Vila Mimosa é um limbo.

Para quebrar um pouco o baixo astral urbano que ameaçava me engolir, sincronizei o celular com os aparelhos auditivos e deixei que as batidas me embalassem...

THE POLICE

Havia décadas que eu não pisava na zona do meretrício antes do anoitecer. A sensação é estranha, quase agônica: a luz revela a chaga que as sombras ocultam. Não vi muitos possíveis clientes perambulando pelos corredores promíscuos, tampouco muitas mulheres se oferecendo ao sacrifício. Mas avistei uma ruiva tatuada, de corpo escultural, na porta de uma casa ao fim do primeiro corredor em “U”.

Ela se animou ao perceber que eu me aproximava. Sorriu. Um sorriso de canto de boca que formava uma covinha na ponta dos lábios. Sexy. Muito sexy. Apresentou-se como Ninotchka, título de um filme com Greta Garbo. Aquilo me intrigou: o que teria levado aquela moça a escolher tal nome?

Sou objetivo. Perguntei se beijava, se o boquete seria sem camisinha, se era carinhosa. As respostas vieram positivas e entusiasmadas. O preço me surpreendeu — talvez pela manhã os valores sejam menores. Pediu 80 reais e uma caixinha se eu gostasse. Eu já estava gostando.

Caminhamos juntos em busca da alcova. A casa tinha uma escada de ferro em forma de caracol — são as piores. Subimos. A menina pediu para ir atrás de mim, alegando receio de que eu me desequilibrasse. Acredite, Forista sem Fé: a velhice desperta esses gestos de compaixão.

*****

Já no quarto, se é que se pode chamar de quarto o buraco onde me enfiei, a menina livrou-se das parcas peças de roupa: um top branco e um short jeans. Avancei como um cachorro faminto para beijá-la. Ela permitiu, retribuindo. Beijo gostoso. Então reparei em seus seios. Que seios! Lindos, suculentos, cabiam na palma da mão com os biquinhos rosados e durinhos espetando. Mamei com a força de um recém-nascido desesperado de fome. Ninotchka gemia. Gemia alto e socava minhas costas.

Chegou a um ponto em que temi que a menina me causasse uma fratura vertebral. Mudei de posição. Deitei-me no colchão — que, ao receber meu peso, levantou uma poeira tóxica. Esperei a boca da menina engolir meu combalido pênis. Ela veio. Engoliu. Abocanhou. Chupou-me como quem descobre um favo de mel, querendo o líquido, sugando até a última gota. Conseguiu. Gozei como um chafariz velho depois da reforma. Ninotchka engoliu parte e deixou o excesso se diluir na atmosfera.

Arfando após o coito, perguntei à menina se o nome que usava era verdadeiro. Ela disse que não. Perguntei o porquê da escolha e respondeu que certa vez viu a foto em preto e branco de uma atriz linda numa revista. Na legenda estava escrito Ninotchka. Ela confundiu o nome da atriz com o da personagem — e ficou com a personagem. São as pequenas obras poéticas da zona.

Paguei pelo serviço e nos despedimos. Segui caminhando até a Rua Ceará em busca de um táxi, meus butes rompendo o lixo e as ruínas. Acionei novamente o celular e os meus aparelhos auditivos...

CULTURE BEAT

Meu nome? Dante. Me chamo Dante.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, Ikki RJ, Brand, Pirubaby, Wilson00, pgggato45, veio_cansado, Jucabar, OBoleta, Nomade, Makaveli, Josh, Jonas, The Creator, Quaqua, Geraldinho, Yami Mysterio, The Notorious, PauloCesar, Tenista, Faraó, Joey Tribbiani, Morcegão, Thor de Copacabana, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - Av. Mem de Sá , Centro - Rio de Janeiro - RJ
VANESSA
POSITIVO
TEMPO: 180 MINUTOS VALOR: R$300.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ NãO SEI R$0.00 TALVEZ

15 de Agosto de 2025 às 11:08






Ando indisposto para quase tudo, até para escrever. E escrever, às vezes, é como acender um fósforo molhado — exige esforço, teimosia e uma fé que você não sabe de onde vem. É o que faço agora.

Estava em Teresópolis, hora do almoço, depois de umas aulas avulsas que dei na cidade. Frio com sol — aquele tipo de clima que parece querer te enganar. Sem aviso, me bateu uma nostalgia bruta, como um soco nas costelas. Veio à tona a lembrança de uma ex-namorada que morava ali por perto. Talvez minha última chance — desperdiçada — de ser um homem domesticado e feliz.

Almocei, paguei a conta e saí perambulando pelo bairro da Várzea, feito cachorro sem dono, tentando lembrar onde ficava o prédio dela. Encontrei. E aí veio a avalanche: memórias do início dos anos 2000, poeira velha levantando-se. Eu, nas sextas-feiras, chegando do Rio; ela me esperando na rodoviária; a gente subindo juntos para o aconchegante apartamento. Tirei uma foto do lugar.

Ela era médica. Trabalhava aos sábados. Eu ficava largado no sofá, esperando o seu retorno. Ligava a TV e caía sempre numa série do SBT: The O.C. – Um estranho no paraíso. Outro dia, achei a série no Prime Vídeo. Quando a música de abertura tocou, senti aquele aperto idiota no peito. E viajei. Não para a Califórnia —, mas para um tempo que não volta...

THE OC

Nem sei por que começo este relato com uma introdução que parece desconexa. Talvez, não seja tão desconexa assim. Talvez, seja só o desdobramento inevitável de uma escolha que nunca tive coragem de fazer.

Todo libertino de alma carrega o vício de andar à beira do abismo, olhando para baixo, como quem espera cair, mas deixa que o tempo faça o serviço. Acho que sou desse tipo. Um libertino que não vive o amor — o sabota. Que não mata o sentimento, mas o deixa sangrar até secar.


***************

Quando voltei ao Rio, já tinha um encontro marcado no Tinder. Confesso: estou cada vez mais avesso a contratar garotas de programa que trabalham em salas comerciais — esses consultórios do sexo, onde tudo é cronometrado, limpo demais, burocrático demais.

Eu gosto do jogo. Do flerte. Da sedução — mesmo que seja uma encenação barata. Sem essa mentira bem contada, não existe adrenalina. Sem adrenalina, o tesão evapora. E aí, não sobra nada.

O encontro não seria de graça, claro. A menina queria um “presente”, mas jurava que não era prostituta. Dizia que era uma troca de favores — sem hora marcada para acabar, com direito a beber alguma coisa num bar antes. Uma puta disfarçada. Como tantas outras que se escondem nos aplicativos.

Não sei explicar os motivos que me fazem criar laços afetivos com determinados locais. Alguns deles, frequento há décadas. Outros, como o Boteco Bacurau, são mais recentes no meu catálogo. Deve ser algo cármico, vai saber... Perto das oito da noite e eu estava no Bacurau tomando o meu uísque, esperando Vanessa chegar. Seu nome no Tinder é Vanessa. Disse gostar da Lapa, que também ia ao bar que eu frequentava, aceitou a minha sugestão.

Sempre existe uma certa expectativa nesses encontros. Pelas fotos, Vanessa era uma potranca de primeira: bonita, sexy, com aquele ar de que sabe o que quer. Mandou uns vídeos que só confirmaram a impressão.

Não demorou para chegar. Desceu do táxi e veio andando na minha direção, ajeitando os longos cabelos negros. A minissaia moldava as pernas; botas até os joelhos; um casaco aberto num decote em “V” tão ousado que me fez prender o fôlego. Mulheraço. Daqueles que fazem a rua parecer pequena demais.

Não fez cerimônia. Aproximou-se e me deu um selinho. Gostei. Sentou-se e perguntou se podia pedir um dry martini — como se adivinhasse que eu também adoro dry martini. Bebeu no meu ritmo. Sempre achei que as mulheres mais devassas são as que bebem. Na terceira dose, enfiou a mão na minha virilha, sem pudor, ameaçando apertar meu combalido pênis. Aquilo me intimidou mais do que excitaria um homem embriagado.

Para não acabarmos detidos por atentado ao pudor, sugeri que fôssemos para um motel. Ela não hesitou. Chamei um táxi e a levei para o Love Time, na Glória — aquele tipo de lugar que já cheira a luxúria antes mesmo de você entrar.

No quarto, percebi que Vanessa estava mais alegre do que o normal — se é que me entendem. Entrou no banheiro, demorou, e quando voltou estava completamente nua, com um olhar de assassina da KGB. Sim, fiquei um pouco assustado.

A primeira tentativa de homicídio veio pela boca: engoliu meu pau como quem devora um churros. Lambeu, sugou, puxou até a garganta. Precisei me controlar. Pensei nas garças da Quinta da Boa Vista. No hipopótamo do zoológico. Nos peixes do AquaRio.

Então, ela veio por cima. Lembro-me dela tentando me colocar a camisinha, mas não sei se conseguiu. Quando tudo acabou, a camisinha estava no meu nariz. Espero ela que tenha conseguido.

Dei os 300 reais combinados como “presente”, chamei o Uber e ela se foi. Disse morar em Água Santa. Pedi mais um uísque no motel, liguei a TV e, no primeiro canal que apareceu, um bispo pregava a salvação. Inútil. A perdição era onde eu existia. E, no fundo do abismo, é onde ainda me vejo.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Jonas, The Creator, Jucabar, Jonta, Makaveli, Trilheiro, Wilson00, Ferraresi, Tenista, Josh, Geraldinho, Quaqua, onlyhaters, Bumpy Johnson, Yami Mysterio, Engenheirista, Morcegão, Catuaba com Mel, curtiram esse TD.
WHISKERIA 4X4 - R. Buenos Aires, 44 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99219-1063
MILENA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$500.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 TALVEZ

31 de Julho de 2025 às 20:07






Um camarada me ligou no fim da tarde, voz arrastada de quem já tinha brindado sozinho umas duas vezes. Convidou-me para encontrá-lo na boate 4x4, aquele antro escondido na Rua Buenos Aires onde os pecados têm nome, rosto e preço. Disse-me que a conta era por conta dele, um agradecimento por eu ter revisado seu livro — o tal que finalmente será lançado na FLIP, em Paraty. O tom era de festa, mas havia um ruído entre as palavras. Um tremor. Como se a comemoração escondesse um presságio.

Aceitei a proposta. Por gratidão, por curiosidade... ou por falta de coisa melhor para uma noite que seria chuvosa.

*************************************

A noite caiu sobre a cidade como um véu sujo, pesado de juras quebradas e cigarros pela metade. As lâmpadas da rua chiavam sob a garoa, e as luzes de neon piscavam feito batida cardíaca de condenado. Cheguei a 4x4 pouco depois das 20h. Eu estava na minha mesa, com um copo de uísque e meia dúzia de dívidas com o destino, quando ela entrou.

Pernas longas, olhos mais escuros que a minha ficha criminal, e um justíssimo vestido preto que parecia costurado com pecado. Ela caminhou até mim como quem tem o mundo nas mãos — e sabe usar. O nome dela? Não seria relevante. Chamá-la de perdição já bastava. Porém, se anunciou como Milena.

Ela sorriu com os olhos, mas era um sorriso que escondia uma faca na liga da meia. Sentou-se à minha frente e cruzou as pernas como quem dispara uma arma.

Minutos depois, o uísque tinha acabado, e o silêncio entre nós estava intenso demais para ser ignorado. Decidi pedir uma alcova. Andamos juntos como cúmplices de um crime que ainda não tinha acontecido. No quarto, a luz fraca da luminária fazia sombras dançarem nas paredes como testemunhas discretas.

Ela tirou a roupa com a lentidão de um cigarro queimando. Eu a beijei com a urgência de quem sabe que vai se arrepender depois. Ela tinha gosto de chuva e mentiras.

De repente, montou sobre mim como uma amazona do apocalipse, Milena se movia com uma cadência que parecia ensaiada no inferno. Seus quadris ditavam um ritmo ancestral, como se dançasse ao som de um jazz que só ela ouvia — um jazz feito de suor, luxúria e promessas que ninguém ia cumprir.

Cada gemido era uma sentença. Cada rebolada, um acerto de contas com os fantasmas que me visitavam nas madrugadas insones. Eu apertava seus quadris como quem tenta segurar o próprio destino escorregando pelos dedos. E ela, entregue, balançava-se como se o mundo estivesse acabando sob nossos pés.

Milena era um furacão: passava, devastava e partia sem olhar para trás.

Quando a ausência de palavras finalmente prevaleceu, não havia mais certezas. Apenas nossos corpos exaustos, o cheiro agridoce do prazer saciado e a certeza de que aquilo não era sexo — era algo mais perigoso. Algo que deixaria cicatriz.

Ela se enrolou numa toalha sem dizer palavra, como se a noite não tivesse acontecido. Saiu do quarto da mesma forma que entrou, dona de uma liberdade selvagem.

Deixei a boate após confirmar na recepção que meu camarada é que acertaria a despesa. Entrei em um táxi que estava parado em frente à saída. O motorista me olhava pelo retrovisor com a paciência exata de quem já viu muita coisa e não quer saber de mais nada. Ditei o rumo

— Chegamos, doutor — disse com voz de ressaca poucos minutos depois.

Paguei, desci e caminhei pela calçada molhada como quem retorna de um lugar que não deveria ter deixado. A Tijuca ainda dormia sob os escombros da madrugada — só os morcegos, os medigos e os bêbados pareciam de prontidão.

Subi os três andares do prédio pelas escadas e, ao entrar no apartamento, o silêncio me saudou como um velho cúmplice. Abri a janela e fiquei ali, olhando para o céu que ainda ameaçava chorar mais um pouco.

Liguei o som e deixei que a melodia tomasse conta da penumbra do quarto...

B.B. KING

No fundo, sabia que mulheres como Milena não aparecem por acaso. Elas surgem quando a alma está fraca e a carne mais fraca ainda. São tempestades com pernas longas e falsas esperanças nos lábios. E quando passam, não levam só o que temos — levam também o que fingíamos ter esquecido.

Sim, meu amigo deve ter pagado caro para me proporcionar aquele encontro. Mas certos pecados valem o preço.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Estarossa, Pirubaby, Jucabar, onlyhaters, 90loiro90, Tenista, Jonas, The Creator, Josh, Latrell Spencer, digiwolf, PauloCesar, Palmito Verde, Arrascaceta, Yami Mysterio, curtiram esse TD.
CAROL - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99620-4423
CAROL
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

18 de Julho de 2025 às 10:07






CAROL É A MELHOR MASSAGISTA DA BUCÓLICA TIJUCA.

Não dá para começar de outro jeito. Digo logo, com a saliva ainda fresca de quem mordeu o próprio nome: Carol não é apenas a melhor massagista da bucólica e obscena Tijuca — ela é um vício com mãos de veludo. Um pecado que se paga de bruços.

Sim, há outras. Mas quem diz isso ou é virgem de experiência ou tem a honestidade de um político em véspera de eleição. Eu conheço a Carol como se conhece um vício antigo: desenvolvemos entre nós afeto, amizade e gratidão. Já dividimos mais que lençóis.

Fiquei meses sem vê-la. Culpa da vida, essa vadia apressada que atropela os desejos mais legítimos. Um dia, com a melancolia em ponto de ebulição, mandei um zap. Ela respondeu rápido, como quem sabe que há gente esperando por salvação. Disse que tinha horário. Eu fui.

A tarde estava pornograficamente bonita: céu azul, sol calmo, um clima de redenção. Dei uma passada no Brotinho de Ouro, templo ancestral da pizza com gosto de infância e cinemas de rua. Data de quando a Tijuca era quase uma filial de Hollywood. Fica ali na galeria Skye, um desses lugares que resistem à morte com a teimosia dos velhos apaixonados. Na tela da TV um vídeo antigo tocava Alessi Brothers.

ALL FOR A REASON

Comi como um condenado na última ceia. Depois, segui para as mãos de Carol. Porque com Carol, cada toque é um exorcismo.

Sou recebido em sua sala discreta, quase monástica, como se fosse um confessionário de luxúria. Tudo no lugar, tudo limpo, tudo mentindo uma pureza que não engana ninguém. E então ela me beija. Não é beijo de bom dia, não é beijo de novela. É beijo de desobstruir a traqueia, de ressuscitar cadáver e fazer padre renegar o celibato.

Carol não caminha — ela desfila como uma procissão profana. Pedaçuda, voluptuosa, indecente na medida certa. É mulher em ponto de fervura. Sempre. Com ela, o desejo não espera. O corpo entende antes da alma.

Da recepção à cama é um corte seco, como nas cenas de cinema em que ninguém finge moralismo. A toalha aguarda como uma testemunha muda, e eu me entrego como um réu confesso. Ali, entre os óleos e os gemidos contidos, começa o ritual de descompressão — do músculo, do juízo, do resto de dignidade que ainda carrego.

Termina a massagem. Termina também a trégua. O óleo esfria, o ar pesa, e Carol, como uma sacerdotisa, desce com a boca até meu combalido pênis — esse pobre bastardo que já não tem idade para bravatas, mas insiste em acreditar no milagre.

Ela o engole com um furor místico, como quem saboreia uma hóstia pagã, um cálice de carne endurecida. Não há pudor. Não há hesitação. Há apenas aquela fome — ancestral, urgente — que transforma o prazer em agonia e o homem em bicho.

Confesso, caro Forista, com a honestidade dos velhos libertinos: é quase impossível resistir. O corpo quer gozar. Quer acabar logo com aquilo. Quer soltar a alma pela uretra e cair morto, sorrindo, como um mártir saciado.

Mas eu resisto. Resisto como um soldado magrelo em filme americano sobre o Vietnã. Um desses coitados que ficam encurralados na lama, com o fuzil falhando e a carta da mãe no bolso. É uma resistência burra, quase heroica, quase patética.

E como no Vietnã, eu sabia: a derrota era inevitável. Gozei como se entregasse meu último suspiro. Um suspiro carregado de luxúria, vergonha, e uma gratidão doente por aquela mulher que sabe arrancar do homem não só o sêmen, mas também os demônios.

membro, delgran, Brand, Frank49, Kyle, Wilson00, Jucabar, Yami Mysterio, 90loiro90, Sued, Predator, Pampeano, curtiram esse TD.
CAMILA AZEVEDO - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98989-5602
CAMILA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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17 de Julho de 2025 às 12:07






O sexo, para mim, tem hora marcada: só depois que o sol começa a morrer. Antes disso, sou um cadáver de pé. Um espantalho de carne que boceja com os olhos, com os rins, com o próprio tédio. A manhã me cospe, a tarde me esquece. Carrego o peso das madrugadas mal dormidas como um condenado arrastando correntes invisíveis. A cabeça é um porão inundado, o corpo uma carcaça pedindo demissão da vida.

Mas basta o céu sangrar suas últimas luzes — e algo em mim desperta. Um demônio antigo que só sabe se alimentar de sombra e luxúria.

Foi nesse estado, meio ressuscitado, meio ébrio de mim mesmo, que atravessei o inferno asfaltado da cidade até Bonsucesso. Aquela esquina suada e indecente do mundo, plantada à beira da temível Avenida Brasil.

Ali, entre buzinas histéricas e idosos de joelhos gastos, eu me sentia vivo. Um libertino não reza. Um libertino desafia. E se a cidade era um prostíbulo armado sobre ruínas, era lá mesmo que eu queria gozar a minha salvação — porque, no fundo, só o pecado é honesto.

Existem mulheres que apenas nos vampirizam. Mas, raras vezes, aparece uma dessas que não só te beija — te redime. Camila não é mulher: é milagre em carne viva. Conquistaria até um iceberg com aquele olhar caloroso. Já fui, voltei e quis provar novamente. Quis o gosto de novo. Quis a vertigem. Com ela, cada encontro parece um último gole antes da explosão. Camila é dessas que não fodem — encantam.

Doce, carinhosa, sempre armada com alguma ternura nova, algum afeto imprevisível. Ela não faz cafuné: ela anestesia a alma. E veja bem, Forista sem Fé — eu, que já fui crucificado em motéis de quinta e batizado em ressacas infames — digo com todas as letras trêmulas: Camila já não é um encontro. É um caso. Um caso de amor, desses que até o diabo assina embaixo com lágrimas nos olhos.

Para um libertino amaldiçoado como eu, isso não é só raro. É escandalosamente raro.

*******

Naquela saleta oculta de Bonsucesso — um bunker da luxúria longe dos olhos decentes — Camila sempre me recebe como uma deusa pagã com vocação para o escândalo. Não entra em cena: desfila.

Quando tira a roupa, não é só nudez. É manifestação. Aquilo ali deveria ser registrado em cartório ou interditado pela moral pública. O corpo — aquele corpo — é uma afronta esculpida em academia, com musculação diária e alguma fúria ancestral.

Atlética, cheia de curvas assassinas, com a bunda que parece feita sob medida para causar uma irresistível tentação. E os seios — ah, os seios. Não são apenas bonitos. São indecentes. Me transformam num velho babão, um ancião libidinoso sem controle sobre a decência ou a dignidade.

Camila é dessas mulheres que te olham e você esquece nome, CPF, juízo e promessas feitas em vésperas de dias santos. E o pior: ela sabe disso. E sorri.

*******

Velho, cansado e com a lombar em protesto constante, hoje a única posição que me resta é a da rendição: deitado, vencido, enquanto ela cavalga sobre meu pau como se estivesse em pleno galope num haras do apocalipse.

Camila nasceu amazona. Monta como quem foi treinada desde a tenra infância. Tem domínio, elegância, e uma malícia que também reviveria Lázaro.

Mas antes — ah, antes — vem o ritual. Ela ajoelha como quem vai rezar, e o que faz com a boca beira o sagrado. O boquete que ela me aplica não é apenas uma técnica: é uma arte extinta, um dialeto oral que só as altas sacerdotisas do prazer conhecem.

Ela lambe o saco com a ferocidade de um animal selvagem. A virilha, ela explora como quem procura o mapa de um tesouro enterrado. Pikachu, o rebelde, levanta-se como soldado convocado para a guerra — mesmo depois de tantas batalhas perdidas.

E então, inevitável como a tragédia, ejaculo milhares de espermatozoides com sonhos românticos de útero e lar. Mas todos, sem exceção, morrem afogados na triste barreira do látex. Fenecem acreditando que o mundo é de borracha.

membro, Jonas, The Creator, Paulista88, joseph1973, onlyhaters, Makaveli, pgggato45, Broker83, predador69, Jucabar, Yami Mysterio, eltonbono, Holmes, The Notorious, Enlevo, Rebecca Magrini, 90loiro90, curtiram esse TD.
REBECCA MAGRINI - Niterói - RJ - (21) 96778-9879
REBECCA
POSITIVO
TEMPO: 180 MINUTOS VALOR: R$450.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 SIM

27 de Junho de 2025 às 11:06







**Fico feliz que a minha escrita vã, construída neste diário que eternizo aqui pelo GP Arena, não apenas atraia novas mulheres, mas também traga novos Foristas à participação. E o reconhecimento maior e mais valioso para mim vem daqueles Foristas acima do bem e do mal, que dedicam depoimentos generosos para este velho escriba. E são muitos, uma legião.

****

Começava a anoitecer. Deixei o Boteco Bacurau, na Lapa, após três doses de Black Label. Saí pela Mem de Sá, essa rua que é um purgatório de boêmios e excomungados. Os meus butes — tristes, gastos — estalavam sobre a calçada como se pisassem em ossos de antigos boêmios. Entrei noutro bar e pedi uma água. Sim, água. Era necessário fingir alguma lucidez, hidratar o fígado, salvar o corpo para que a alma ainda tivesse onde morar.

Mexi no celular. Entrei no GP Arena e vi o improvável: uma garota — com quem jamais havia saído — curtira vários relatos meus. Vários. Fiquei intrigado. Em tempos de likes cínicos, aquilo era quase uma declaração. E se era marketing, era o mais eficiente: em minutos, me vi compelido a escrever para ela.

Rebecca Magrini, o nome. Respondeu de imediato. Acredite, Forista sem Fé: disse que curtiu os relatos não por estratégia, mas por emoção. Usou essa palavra. Emoção. Era inteligente, fluente, receptiva. E havia ali um interesse claro, desavergonhado e sincero. Não resisti: perguntei se viria até meu chalé — modesta construção nos Alpes Tijucanos. Tinha um atendimento externo, mas prometeu que sim.

Peguei um táxi. Pedi que o motorista voasse pela cidade até a bucólica Tijuca. E nos meus ouvidos cansados, quem cantava era o Cazuza pelos meus aparelhos auditivos sincronizados com o celular. Não ria, afeiçoado Forista. Até o desespero precisa de trilha sonora.

BARAO VERMELHO

Já no meu canto, sem cerimônia ou vestes sociais, ela anunciou a chegada. Fui à porta esperá-la. O táxi parou. E dele desceu uma mulher com uma presença quase imoral. Uma sensualidade avassaladora. E naquele instante — entre a porta aberta e o silêncio que a precede — eu soube. A noite seria daquelas que não se esquecem. E que, por isso mesmo, nos condenam.

****

Conversamos por alguns minutos na biblioteca — esse templo de papel e silêncio onde tento disfarçar a minha solidão com lombadas vistosas. Mas logo seguimos para o quarto. Abri uma garrafa de espumante e servi. Rebecca tomou o primeiro gole com a volúpia das messalinas bíblicas, como se matasse uma sede de séculos.

Troquei mais algumas palavras, fingindo o último vestígio de civilidade, mas fui vencido pela evidência do momento e a beijei. Não foi um beijo — foi uma implosão. A boca da moça me sugou com violência, a língua dançava como um demônio discreto, e a saliva tinha gosto de pecado recém-descoberto. Senti um torpor, um leve desmaio da consciência. Tonteei.

E então, Rebecca se levantou. Abriu o casaco com a solenidade das rainhas, e debaixo havia um corpo vasto, quase ofensivo em sua nudez disfarçada por uma lingerie microscópica — mais um símbolo do que uma peça de roupa. Era um corpo que não pedia licença: impunha-se.

Ela escolheu uma música e começou a dançar. Um strip-tease. Sim, um strip-tease sem amadorismos ou hesitações. Era um rito pagão, uma liturgia carnal. Eu, ali, prostrado diante da cama, estava à beira da blasfêmia. Por pouco — por um triz — não babei sobre os lençóis. E se tivesse babado, seria apenas o tributo justo à deusa que se encenava diante de mim.

Fizemos sexo. Mas não um sexo comum, desses que se fazem por fazer. Era um ato tomado por uma ânsia descontrolada, por um desejo ancestral, quase bárbaro. Rebecca se entregava com uma fome que era mais do que carnal: era mística. Sua boca percorreu meu corpo com a precisão de um castigo, e quando me engoliu, beiramos juntos um abismo. Quase sucumbi. Mas resisti. Não sei como, mas resisti.

Ela se sentou em mim como se cavalgasse um touro prestes a morrer. Rebolou, quicou, me esmagou com a bunda como se quisesse moer minha alma inteira. E eu ali, debaixo, impotente, vidrado, como um idiota olhando o fim do mundo acontecer na própria cama.

Enquanto me fodia, ofereceu os peitos. Eu mamei aqueles peitos como um miserável sugando esperança. E quando ela cansou de me usar por cima, desceu de novo. Me chupou como quem extrai veneno ou verdade — vai saber.

Gozei. E não foi gozo qualquer. Foi um despejo, uma chuva de esperma, um jato de derrota e sobrevivência. Ela amparou tudo com a boca. Feito uma profissional do apocalipse. E ali, deitado, ofegante, pensei que talvez — só talvez — ainda valesse a pena viver mais uns anos.

Acredite, Forista sem Fé: a vida é absurda, mas por vezes encena pequenos milagres. Foi nesse momento que meu aparelho auditivo se sincronizou novamente com o celular, e uma canção antiga me invadiu como uma prece pagã.

OASIS

Sou ateu, mas creio em sinais. E aquela melodia, aquela letra — como que cuspida de um rádio velho do além — me tocou com a delicadeza cruel das coisas que nos fazem lembrar que já fomos jovens. Quase me comovi. Quase.

membro, Jonas, The Creator, Mr69, Tanuscarioca, Wilson00, Rebecca Magrini, Brand, Estarossa, Nomade, Getúlio, pgggato45, digiwolf, onlyhaters, Andrews, Barbosa82, Yami Mysterio, Holmes, Mannish Boy, Lisbela Varela, Pirubaby, joseph1973, rafael.oliveira, Josh, G.G, Tommy Devito, Big Boss, Kylz, Predator, vandijk79, MtsNovinho, curtiram esse TD.
CLUB 116 - Rua da Conceição, 116 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
VALÉRIA
NEUTRO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - NãO GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

11 de Junho de 2025 às 13:06



É naquela altura da Rua da Conceição, onde o asfalto já desistiu de ser chão e vira lama moral, que fica o Bombeirinho — um bordel sem porta e sem alma. Ali não se entra: se desce. Como quem tropeça na própria vida e vai parar num porão sem escadas. À noite, o lugar ferve. Mas não é o calor do desejo — é o suor do fracasso. Nenhum homem chega ao Bombeirinho por amor; chega por falta dele. E o GPS, com sua prudência artificial, se recusa até a traçar rota. É como se dissesse: “Vá, mas não me envolva nisso”.

Foi ali que encontrei Valéria. Nome de certidão vencida. Não importa — os nomes ali não passam de véus, e véu, naquele antro, é inútil. Tinha coxas de rainha aposentada e olhos de quem cobra pelo prazer que promete e não entrega. Eu paguei — não por tesão, mas por uma irrefreável necessidade. Porque queria fingir que alguém ainda me tocava sem desprezo.

No quarto, entre lençóis gastos e gemidos de outros pecados, ela tirou a roupa como um empacotador de supermercado. E eu? Eu tirei a minha com vergonha da velhice que nos transforma em rugas ambulantes. Não aconteceu muita coisa. Houve um corpo em cima de outro, tentando não lembrar que um dia tiveram sonhos. Ela cavalgava sem pressa, como quem repete uma reza que já perdeu o sentido. E eu gozei não por prazer, mas por absoluta rendição.

Terminamos calados. E, por um momento, fomos dois estranhos íntimos, dividindo a mesma mudez imunda. Pensei em perguntar seu verdadeiro nome. Pensei em dizer algo bonito. Mas o Bombeirinho não é lugar de diálogos, é de ecos. E o eco mais alto ali é o da solidão. Ela vestiu a calcinha com a dignidade de quem já viu o fim do mundo e achou entediante.

Na saída, o barulho da cidade me pareceu hipócrita. Como se todo o resto do universo estivesse limpo, quando no fundo era só mais um cenário elegante na podridão. Voltei para casa cheirando a mofo. E quando me deitei, sem banho nem culpa, entendi que o que houve entre nós não foi sexo. Foi luto. Um luto a dois, pago em dinheiro vivo e silêncio.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RAZOáVEL
membro, Brand, Jonas, The Creator, Makaveli, Gigante, delgran, Jucabar, Morcegão, Peter White, PauloCesar, Predator, Yami Mysterio, Poze, Diazepan, calberto, curtiram esse TD.
BOATE 119 - Rua da Alfândega, 119 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
NATÁLIA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

10 de Junho de 2025 às 23:06



Eu a vi numa dessas noites em que o Rio fede a sonho vencido. Estava no balcão da Boate 119 — nome que parece alcova de motel barato ou número de cela. O lugar cheirava a desespero fresco. A luz era encardida, o ar parado. Ela dançava sem alegria, como quem já dançou demais por dentro e agora só move o corpo por teimosia. Magra, morena, com olhos que pareciam pedir desculpas por ainda existirem. Eu, um velho cansado de tudo: do amor, do trabalho, das intenções. Mas naquela hora, entre um gole e outro, me dei conta de que algo em mim ainda respirava — ou fingia.

Aproximei-me sem pressa, como quem se arrisca a encostar o passado no presente. “Natália”, ela disse, com a naturalidade de quem já não se lembra do nome verdadeiro. Sorri. Eu também já fui outro. Ofereci uma cerveja, ela aceitou. Falamos sobre a cidade, sobre os ônibus que nunca chegam, sobre o preço das coisas. Mas havia outra conversa acontecendo por debaixo das frases — um acordo tácito entre dois corpos que já se sabiam fadados ao esquecimento. Conversamos sobre quase nada, como se o quase fosse a única coisa que restava entre dois estranhos. Quando ela me tocou o joelho com os dedos, não houve desejo: houve um pacto.

Fomos para um quarto — o que na 119 se assemelha a uma masmorra medieval — onde um ventilador zumbia como um mosquito obeso. A cama castigada por tantos encontros vazios rangia como sempre, as divisórias tinham marcas de outras histórias solitárias. Ela tirou a roupa como quem se desfaz de um uniforme, e eu a encarei como quem vê pela última vez a beleza do mundo antes do colapso. Fizemos amor sem amor, mas com uma delicadeza constrangida. Toquei seus seios com reverência. Ela fingiu prazer com a perícia de uma atriz predestinada ao Oscar. Mas em algum momento — breve e inconfessável — nos pertencemos de verdade. Gozei.

Depois, ela se virou para o lado e se desconectou por uns segundos. Fiquei olhando o teto, que parecia querer desabar lentamente. “Você é estranho”, ela disse como se me afrontasse, e eu quis rir, mas me contive. Não era. Só estou velho demais para mentir direito. Beijei sua nuca antes de sair, como se aquilo fosse um gesto de despedida do mundo. E era.

Na rua, o ar era outro — como se a noite tivesse me devolvido ao planeta, a mim mesmo. Voltei para casa de metrô, carregando no corpo o silêncio de um encontro que não era amor, nem redenção, nem culpa. Era só uma trégua. E às vezes, uma trégua vale mais que qualquer final feliz.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Pain, Jonas, The Creator, Geraldinho, Mister Magoo, Big Boss, Diazepan, Tenista, Brand, Broker83, Barbosa82, Quaqua, Nomade, Peter White, Makaveli, Yami Mysterio, Bravomikão, Ikki RJ, Thor de Copacabana, curtiram esse TD.
VILA MIMOSA - Rua Sotero dos Reis , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
MELISSA
NEUTRO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - NãO GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

09 de Junho de 2025 às 00:06



Eu a vi na calçada da penumbrosa Rua Hilário Ribeiro, uma perna dobrada, o salto fino encostado na parede descascada de um boteco onde todo mundo parece esperar por alguma desgraça. O nome dela? Disse que era Melissa. Devia ser mentira. Nomes verdadeiros não sobrevivem à Vila Mimosa.

Ela me olhou como quem já me conhecia. O tipo com cara de salário gasto antes do fim do mês, camisa amassada, e olhos de quem veio procurar alguma coisa que nem sabe nomear.

Eu não fui lá atrás de amor. Quem vai? Fiz a entrevista, a mesma entrevista feita por milhares de vezes, com milhares de mulheres. Considerei Melissa aceitável.

A gente subiu para um quartinho que mais parecia uma caixa de sapato esquecida por Deus. O ventilador fazia um barulho de pulmão asmático. Ela acendeu um cigarro. E eu tirei a roupa e expus minha carcaça obesa e envelhecida.

Ela falava pouco. Me contou que já quis ser professora, dessas que ensinam criança a desenhar a letra. Depois desistiu. Disse que era muita burocracia e que na Mimosa, ao menos, o estresse paga em dia. Fiquei sem saber o que falar.

O sexo foi mecânico como um ascensorista de elevador. Gozei com o boquete como quem derrama uma lágrima. Mas teve uma hora — uma fração de segundo, talvez — em que ela me olhou como se estivesse em outro lugar. Ou quis estar. E ali eu me perdi. Me fascinei. Não por ela, mas por essa miragem: a mulher que ela talvez tenha sido, ou desejado ser, antes da sarjeta engolir seus sonhos e cuspir tudo num lençol encardido.

Fiquei ali depois que ela vestiu a calcinha e me pediu para sair com um olhar cansado. O olhar de quem já viu muito homem confundir carne com redenção.

Desci as escadas, passei pelo bar, pedi uma Ypioca. O dono me chamou de “parça” e me deu um copo sujo. Bebi como se fosse vinho.

Caminhei pela Rua Ceará e voltei para casa de ônibus, entre trabalhadores dormindo e pivetes vendendo balas vencidas. Com o cheiro dela ainda grudado em mim, como marca de mordida ou ferida que a gente coça até sangrar.

Na Mimosa, tudo é de aluguel. Até a ilusão.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, Pain, HC, Brand, Spirit, Lokki, PauloCesar, Peter White, Tenista, Holmes, Jucabar, Comedor Oculto., Josh, Zhukov, Cisne Negro, Yami Mysterio, Rebecca Magrini, curtiram esse TD.
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