BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
SIM
TAXA ANAL
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REPETECO
SIM

O sexo, para mim, tem hora marcada: só depois que o sol começa a morrer. Antes disso, sou um cadáver de pé. Um espantalho de carne que boceja com os olhos, com os rins, com o próprio tédio. A manhã me cospe, a tarde me esquece. Carrego o peso das madrugadas mal dormidas como um condenado arrastando correntes invisíveis. A cabeça é um porão inundado, o corpo uma carcaça pedindo demissão da vida.
Mas basta o céu sangrar suas últimas luzes — e algo em mim desperta. Um demônio antigo que só sabe se alimentar de sombra e luxúria.
Foi nesse estado, meio ressuscitado, meio ébrio de mim mesmo, que atravessei o inferno asfaltado da cidade até Bonsucesso. Aquela esquina suada e indecente do mundo, plantada à beira da temível Avenida Brasil.
Ali, entre buzinas histéricas e idosos de joelhos gastos, eu me sentia vivo. Um libertino não reza. Um libertino desafia. E se a cidade era um prostíbulo armado sobre ruínas, era lá mesmo que eu queria gozar a minha salvação — porque, no fundo, só o pecado é honesto.
Existem mulheres que apenas nos vampirizam. Mas, raras vezes, aparece uma dessas que não só te beija — te redime. Camila não é mulher: é milagre em carne viva. Conquistaria até um iceberg com aquele olhar caloroso. Já fui, voltei e quis provar novamente. Quis o gosto de novo. Quis a vertigem. Com ela, cada encontro parece um último gole antes da explosão. Camila é dessas que não fodem — encantam.
Doce, carinhosa, sempre armada com alguma ternura nova, algum afeto imprevisível. Ela não faz cafuné: ela anestesia a alma. E veja bem, Forista sem Fé — eu, que já fui crucificado em motéis de quinta e batizado em ressacas infames — digo com todas as letras trêmulas: Camila já não é um encontro. É um caso. Um caso de amor, desses que até o diabo assina embaixo com lágrimas nos olhos.
Para um libertino amaldiçoado como eu, isso não é só raro. É escandalosamente raro.
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Naquela saleta oculta de Bonsucesso — um bunker da luxúria longe dos olhos decentes — Camila sempre me recebe como uma deusa pagã com vocação para o escândalo. Não entra em cena: desfila.
Quando tira a roupa, não é só nudez. É manifestação. Aquilo ali deveria ser registrado em cartório ou interditado pela moral pública. O corpo — aquele corpo — é uma afronta esculpida em academia, com musculação diária e alguma fúria ancestral.
Atlética, cheia de curvas assassinas, com a bunda que parece feita sob medida para causar uma irresistível tentação. E os seios — ah, os seios. Não são apenas bonitos. São indecentes. Me transformam num velho babão, um ancião libidinoso sem controle sobre a decência ou a dignidade.
Camila é dessas mulheres que te olham e você esquece nome, CPF, juízo e promessas feitas em vésperas de dias santos. E o pior: ela sabe disso. E sorri.
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Velho, cansado e com a lombar em protesto constante, hoje a única posição que me resta é a da rendição: deitado, vencido, enquanto ela cavalga sobre meu pau como se estivesse em pleno galope num haras do apocalipse.
Camila nasceu amazona. Monta como quem foi treinada desde a tenra infância. Tem domínio, elegância, e uma malícia que também reviveria Lázaro.
Mas antes — ah, antes — vem o ritual. Ela ajoelha como quem vai rezar, e o que faz com a boca beira o sagrado. O boquete que ela me aplica não é apenas uma técnica: é uma arte extinta, um dialeto oral que só as altas sacerdotisas do prazer conhecem.
Ela lambe o saco com a ferocidade de um animal selvagem. A virilha, ela explora como quem procura o mapa de um tesouro enterrado. Pikachu, o rebelde, levanta-se como soldado convocado para a guerra — mesmo depois de tantas batalhas perdidas.
E então, inevitável como a tragédia, ejaculo milhares de espermatozoides com sonhos românticos de útero e lar. Mas todos, sem exceção, morrem afogados na triste barreira do látex. Fenecem acreditando que o mundo é de borracha.