BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
DISSE QUE FAZ
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
—Cântico Negro, de José Régio—
Atravessando mais de duas décadas de fórum, conhecendo incontáveis perfis de foristas, assistindo a diferentes comportamentos e reações, duelando com administradores cheios de si, interagindo com garotas de programa de diversas gerações, testemunhando glórias e tragédias, participando de eventos apoteóticos, enamorando-me com meia dúzia de putas, vendo foristas chegarem e partirem, tudo isso me convenceu a ignorar às insignificâncias. Não, não vou por aí.
Deixo que os amadores raivosos urrem contra mim munidos do sorriso amarelo da dissimulada elegância e não aceno de volta. Prefiro olhar para a doçura confeitada de alguns posts e imaginar que aquele sujeito a caminho da diabetes não goza mais porra, ejacula chantilly.
Escolho o abraço ao rechaço. Deixo o rancor da existência para os cabaços que não conseguem romper as fronteiras pré-fabricadas da própria mediocridade. Prefiro a polidez eivada de tolerância e camaradagem, é como construo o refinamento do meu bom humor britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas.
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Nem sempre fui um insone, adquiri a insônia com o passar dos anos, principalmente no período da migração da juventude para a maturidade. No fim, a minha insônia se tornou incurável e aprendi a dormir pouco. Talvez, isso me encurte a vida e por isso me exponho a vivê-la em todas as suas esquinas, becos e penumbras, pois nenhuma verdade gosta da luz do Sol.
Os ponteiros do relógio acusavam mais de uma hora da madrugada quando recebi a mensagem de uma ruiva maravilhosa que conheci pelo Tinder e que passou o último fim de semana no meu chalé Tijucano (tudo documentado e enviado ao nosso “Presidente Brand”, para evitar questionamentos maldosos do descrente Florista de Sapatilha). Aline, a ruiva, estava em um bar da Lapa e perguntou se eu não queria esquentar a garganta com ela. Vesti minha camuflagem noturna e fui.

A brisa gélida cortava corpos e congelava pensamentos quando desembarquei do táxi sob os arcos da Avenida Mem de Sá. A Lapa parecia menos agitada do que de costume, talvez pelo frio do meio da semana. Caminhei até o bar em que a ruiva me disse que estaria e encontrei um ambiente com poucos ébrios presentes. Aline me esperava linda, encaixada em um vestido curtíssimo que exibia suas coxas torneadas, um decote vaporoso e um casaquinho curto sobre os ombros. Pedi meu uísque e ela continuou com o gim.
Conversamos, namoramos, rimos, mas ela precisava ir embora, pois teria que acordar cedo para o trabalho. A jovem Aline mora próximo à Lapa com uma amiga, é uma advogada batalhando por espaço profissional. Aceitei a despedida e a promessa de um novo encontro. Ela se foi, eu fiquei.
Acredite, forista sem fé. “Prefiro escorregar nos becos lamacentos, redemoinhar aos ventos, como farrapos, arrastar os pés sangrentos” e tomar uma cachaça com catuaba a me intoxicar com overdoses vespertinas de café com bolo, esse troço deve causar diarreia crônica.
Pensei em partir para a Vila Mimosa, mas imaginei que a Rua Sotero Reis deveria estar mais triste que velório no Caju. Desisti da ideia. O que me restava? A Up House. Ao entrar na boate, me surpreendi com a quantidade de meninas e clientes, a casa estava cheia. Peguei meu Black Label no bar e fiquei na contemplação.
Agronopólos, o implacável Deus libertino, que me fez gastar os tubos nas últimas semanas, agora colocaria diante dos meus olhos uma loira com ginga de universitária que surgiu na pista da Up coberta por um biquíni que, por pouco, só seria visível pelas lentes de um microscópio eletrônico. Cabelos compridos escorrendo pelas costas, olhos de um mel claríssimo, a tez bronzeada por um Sol que somente as musas encontram no inverno, lábios carnudos e bem desenhados, um sorriso avassalador, uma mulher que respingava sensualidade.
Nem fiz a entrevista, pedi uma alcova e dei sorte.
No quarto, não me negou beijos endoscópicos, tirou os paninhos que a cobriam e revelou seios siliconados com perfeição e que ostentavam biquinhos cor de rosa, a barriga modelada em academia exibia gominhos de músculos, as pernas cobertas por uma penugem loira me lembravam a estrutura de uma bailarina. Apresentou-se como Laura. Linda Laura, Laura linda.
Senti uma zonzeira repentina, efeito do álcool. Deitei-me e Laura veio por cima, uma tempestade de beijos na boca, de línguas enroscadas, de lábios conectados. Esfregava-se em mim gerando uma fricção que causava ondas de choque. Temendo que a embriaguez me prejudicasse, percebi que tinha que agir rápido.
— Podemos meter assim, por cima? — perguntei.
Laura nem respondeu, preparou o meu velho Pikachu e botou para dentro da vagina. Estou um idoso preguiçoso, gostando da posição amazona. A menina só quicou, quicou muito, quicou forte com aquelas pernas musculosas e a bunda dura. Durante as quicadas, a garota gritava palavrões terríveis. Gozei.
Quando Laura saiu de cima de mim, a minha virilha estava dolorida de tanta porrada que levou daquela bunda. Tempo encerrado, pois na vida mundana todos os desejos são cronometrados. Cumprimos a despedida e saí.
Não sei que horas eram, acredito que o meu DNA gaúcho impede que eu sinta frio à toa, mas estava muito frio quando retornei à vetusta Avenida Mem de Sá. Comprei um chiclete, emparelhei o meu aparelho auditivo com o celular, caminhei no ritmo das batidas que desaguavam nos ouvidos e me misturei às sombras...
BIG IN JAPAN