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RELATOS DO MEMBRO

PONTO DE RUA - R. Gomes Freire (entre Av. Men de Sá e R. do Rezende) , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
PAOLA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 NãO

22 de fevereiro de 2024 às 17:02









1 - CARNAVAL ERRADIO

O táxi percorria caminhos sinuosos, desviava-se das retenções carnavalescas na única noite em que me atrevi a explorar a atmosfera noturna do reinado de Momo. Olhando pela janela do automóvel, observei foliões caminhando como zumbis pelas ruas ermas do Centro da Cidade sem imaginar o que viria para mim. Senti saudades dos carnavais da Discoteca Help — em Copacabana — das mulheres seminuas naquela arena congelada pela decoração da década de 80. A Help foi meu ponto preferido para exercitar-me no carnaval durante muitos anos.

Admito, devo ser ruim da cabeça ou doente dos pés, pois odeio samba, pagode e derivados. Como sempre cito, sou uma alma britânica exilada neste subúrbio do mundo. Tomei a decisão, no entanto, de me arriscar em uma das noites dedicadas a pierrôs e arlequinas. Infelizmente, a minha ideia revelaria toda a sua complexidade no decorrer dos fatos.

— Olha, vou ter que deixar o senhor por aqui, no máximo um pouquinho mais a frente. O que o senhor prefere? — o taxista me corta os pensamentos com a súbita notícia.

Meus olhos giraram pelo entorno e entendi que o sujeito queria me largar na esquina da Avenida Rio Branco com a Avenida Presidente Vargas, quando havia solicitado que me deixasse o mais próximo possível da Lapa. Recusei-me a desembarcar naquele ponto tão distante do meu objetivo.

De má vontade, o motorista executou manobras protelatórias e me avisou que daquele novo local não passaria. Estávamos na esquina da Rua do Ouvidor com a Primeiro de Março, não se escutava nem o som de grilos na região e os vaga-lumes haviam fugido, um vácuo, uma avalanche de silêncio vagando pelas penumbras assombradas dos antigos sobrados.

— Motorista, não consegue me deixar um pouco mais perto da Lapa? É muito arriscado descer aqui e estamos muito longe dos Arcos. Estou vendo que tudo está livre mais à frente — tentei argumentar.

— Não dá, não, senhor. Se eu for mais perto, posso acabar não conseguindo sair, são muitas ruas fechadas.

Reclamei com o indivíduo, aleguei que a atitude era inaceitável, mas não teve jeito. Fui desovado como um cadáver desavisado numa região que poderia ser comparada ao deserto do Saara depois do anoitecer. Restou-me registrar o momento com uma foto e só existiam placas iluminadas para fotografar, foi quando captei a imagem de outro andarilho solitário, talvez, também, desovado por algum taxista.

Não me restou alternativa, eu precisava caminhar na esperança de descobrir sinais de civilização. Emparelhei o celular com os meus aparelhos auditivos e deixei que a o som do Moby servisse como bussola, me guiando entre as sombras.

EXTREME WAYS Dancinha

Esticando as pernas em passos largos, como uma avestruz fugindo de algum incógnito predador. Atravessei a despovoada Esplanada do Castelo, que nos causa a ideia de ser um arremedo inóspito da Praça Vermelha de Moscou, depois segui pela Avenida Antônio Carlos, entrei pela Presidente Wilson, passei em frente à vetusta Academia Brasileira de Letras — onde saudei a estátua do finado Machado de Assis, que pareceu assustado ao me ver andando por ali, naquelas horas temíveis. Circundei a ilha verde do Passeio Público, e finalmente alcancei os mundanos Arcos da Lapa. Deparei-me com um oceano desmedido de gente. Compreendi o porquê de o taxista não ter me desembarcado naquela área.

2 - PAGÃOS

Deixei que a música continuasse inundando os meus ouvidos, me blindando dos ruídos coléricos da multidão. Fui me esgueirando entre homens e mulheres com pouca roupa, quase triturado por aquela aglomeração humana que buscava sentido para a vida em uma festa sem sentido. Acredite, forista sem fé, eu vestia o meu tradicional uniforme escuro de caça, um corvo rompendo a massa de cores psicodélicas.

CASTING SHADOWS Dancinha

Atente-se a esta informação, meu companheiro de jornadas, existem bares e casas de música na Lapa que atualmente ostentam mulheres de programas a procura de gringos e que até aceitam brasileiros na hora da xepa. Nisso, a Lapa guarda certa similaridade com a filosofia que imperava na extinta Help. Mapeei alguns pontos e sigo esse roteiro promíscuo quando minhas botas pisam sobre as calçadas da Avenida Mem de Sá.

Inauguro a minha peregrinação pela Rua Gomes Freire, no trecho que compõe os arredores da Rua do Rezende, já encontrei muitas meninas dos trashes ali, além de outras de categoria mais sofisticada. Há travestis na área, mas cada andarilho que busque o melhor encaixe para o próprio prazer. A presença intensa da turba em trajes que fariam corar Pedro Álvares Cabral deixava pouquíssimo espaço para a respiração, mas fui desbravando o terreno como um feroz bandeirante a procura de esmeraldas.

Como sempre ocorre, subitamente percebo uma presença que em atrai, uma presença que me pareceu familiar, uma lembrança de tempos remotos e melhores do que os atuais. Uma morena colossal, de coxas cavalares que se emendavam a uma bunda vastíssima transbordando-se em pequenas polpas de pele através do shortinho sumário que usava. Aquela bunda, não tenho dúvidas, mexe com a lei da gravidade e deve até influir nas questões climáticas do planeta.

Tive a certeza de que conhecia a mulher. Aproximei-me devagar, ela estava rodeada de outras garotas e eu ainda estava sóbrio, fator que me trava um pouco. Ao chegar mais perto, lembrei-me de quem se tratava, era a morenaça Paola, antiga funcionária do saudoso Clube 31, que ficava em uma ruela às margens da Rua do Acre. Sentindo-me intimidado pela timidez, custei a decidir abordar a mulher, mas acabei me jogando e falei com ela.

— Oi. Lembra de mim? — entrei com a canastrice.

Paola reagiu como se tivesse levado um susto, me olhou com estranheza e respondeu...

— Ai, que susto, garoto! Não, não lembro. Você é quem?

— Você não trabalhou lá na 31? — cometi a indiscrição absoluta.

— Ih, trabalhei, mas há muiiiiiiito tempo.

— Pois é, mas eu ainda me lembro de você. Ainda trabalha em algum local?

— Trabalho. Aqui — finalmente, a resposta que trouxe a esperança.

Ofereci pagar uma bebida, ela aceitou e pediu que eu pagasse também para as amigas. Fazer o quê? Paguei. Conversamos, mas ela não me abriu muito sobre os rumos que tomou após sair do Clube 31. Houve um breve momento em que me invadiu uma pequena dúvida sobre a certeza de que aquela era realmente a Paola que conheci ou se a morena estava assumindo um papel aleatório visando a um ganho em cima de mim, mas eu já estava em um caminho sem volta. Prossegui.

Sabendo que Paola estava na Lapa trabalhando, fiz uma proposta, mas ela expressou uma contraproposta, pechinchei e acertamos uma rapidinha por duzentos reais no Hotel Estadual, quase ao lado de onde estávamos. No fim, foi uma rapidinha literalmente, a menina me abocanhou num boquete sobrenatural e gozei em sua boca sem ter tocado direito nela. Estirado na cama, só tive tempo de pagar, ver a garota se vestir e me deixar no quarto como quem deixa uma vítima de assassinato.

Aproveitei para tirar um cochilo. Ao acordar, me lavei, paguei a conta e só me restou ir embora.

3 - APENAS O FIM

Avistei um táxi parado próximo ao hotel...

— Trabalhando, motorista? Me tira daqui?

— Já é. Pra onde?

Entrei no táxi, os primeiros raios do Sol buscavam as criaturas da noite com ânsia de incinerá-las.

— Toca pra bucólica Tijuca — ordenei.

Amanhecia na velocidade dos pneus, mas o amanhecer é somente o prefácio dos homens comuns. O libertino é um navegante a bordo de um navio fantasma, persegue portos que se movem, vive quando a adrenalina pulsa. É quando anoitece que as páginas da existência revelam o clímax de todas as histórias. Um libertino nunca é luz, é sombra.

Deixei que a playlist do meu celular elegesse aleatoriamente a trilha sonora do trajeto...

FLY AWAY

Se a vida é finita, o desejo é perpétuo. Yes

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, abobrinha, Cerveja, Saulo Top, Senior69, Sued, MuriloRJ, Geraldinho, Jucabar, pgggato45, Yami Mysterio, Pajé, ViciadoEmPeitudas, Brand, Barbosa82, Quaqua, alceuvc, Alicia Ferrari, Brutus, Rai, Detonador, Nego Dengo, Digboy, Mulato Roqueiro, Josh, miltinho, SuperTuga, Wilson00, curtiram esse TD.
VILA MIMOSA - Rua Sotero dos Reis , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
SAMANTA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$90.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ NãO SEI R$0.00 TALVEZ

14 de fevereiro de 2024 às 22:02



Um lobo nascido em cativeiro nunca vai conhecer a satisfação de correr pela mata, sempre intuirá que o seu maior divertimento é girar em círculos em uma jaula claustrofóbica.

Um pássaro criado em gaiola, jamais compreenderá a mágica potente das suas asas, não saberá onde elas podem levá-lo. Sua maior alegria sempre será saltar entre estreitos poleiros.

Nunca me casei. Não tive filhos. Ao envelhecer, consegui me desvencilhar da ilusão do amor, a armadilha que o homem criou para o próprio homem, o grilhão que amarra nossos instintos primários.

O amor foi engendrado para diluir nosso espírito selvagem na mistura incompleta de uma companhia. Só sente solidão quem não é capaz de suportar a intensidade da própria alma. Decidi viver das paixões, me deixando levar pelos redemoinhos fugazes do desejo, mas a invenção do amor tem uma função social. No entanto, se fosse real, muitos não estariam buscando prostitutas.

Anoitece. Concluo a análise de alguns documentos, fecho minha sala e desço para a garagem. Um toque na chave, as lanternas piscam e as portas do carro se destrancam. Eu entro e troco a camiseta azul por uma blusa preta, cuidadosamente disposta no banco do carona. Deixo de ser eu para ser o outro.

Giro a ignição, o motor ruge desafiando o asfalto, afundo o acelerador e estou voando. Ligo o rádio e uma batida crescente me serve como trilha sonora, eu ergo um dos braços para fora da janela e sinto uma brisa fresca e desgarrada do verão cortando a noite. Concentro-me para conseguir manejar aquela poderosa liberdade. A liberdade é um poder que extasia.

Ancoro na Vila Mimosa, começa uma chuva bem fina fazia tudo ali se tornar ainda mais sombrio, finco minhas botas sobre os paralelepípedos da Sotero Reis e sigo adiante. A Vila Mimosa é uma selva onde redescobrimos nossa face primitiva, nos reencontramos com o nosso instinto predador.

Esbarrei em mulheres que eu nunca havia visto. Rodei pelas galerias e encontrei a fêmea que capturou minha libido: Samanta.

Adoro mulheres negras, pois toda beleza negra é única, desenhada em traços absolutamente originais.

Sou rápido na abordagem, logo eu estaria na masmorra da Casa 30 admirando o lindo rosto da Samanta e o seu corpo em curvas talhadas pela delicadeza.

Não demorou muito e estávamos enroscados, transando ao som da chuva batendo sobre as telhas Brasilit que cobriam o minúsculo cubículo. Ela beija com ardor, chupa com tesão e de quatro é literalmente uma Vênus esculpida em ébano. Maravilhosa. Confesso a minha paixão na explosão do gozo e tudo termina no tempo em que deve durar.

Olho dentro dos olhos escuros da menina e digo que estou correndo o risco de me apaixonar, ela sorri e diz que seria a melhor paixão da minha vida, pois estaria sempre disponível e eu gastaria pouco. Na Vila Mimosa, o sexo não é somente barato... É um barato.

Retorno ao meu carro, giro a ignição e o motor ruge intimidando a penumbra... Piso no acelerador e mergulhamos no orvalho que nos rodeia, estou voando outra vez. Ligo o rádio e uma batida crescente toma os meus sentidos, subo o viaduto que vai desaguar ao lado do Maracanã, ergo um dos braços para fora da janela, uma brisa fria e órfã lambe a minha mão.

Ninguém me espera. Tento não me embriagar com a liberdade, a liberdade é um poder que extasia, é uma força que arrebata como a música que inundou a cabine...

SET ME FREE Dancinha

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, Player69, Brand, SennaMonacoGP, Estarossa, CafécomLeite, Gatitus, SuperTuga, Josh, Sagitariano, Alicia Ferrari, Senior69, Digboy, Papai Noel, Siropas, Kaique, Yami Mysterio, Saulo Top, curtiram esse TD.
VICK (EX-PEROLA BITTENCOURT) - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97934-2930
PÉROLA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

12 de fevereiro de 2024 às 15:02






*CONVERSA DE BAR

Tédio. Sensação que massacra. Afastei-me muito do sexo com garotas de programas comuns, da maioria das frees, voltei a perambular pelos bordeis, caçar nos pontos de rua, buscar a adrenalina necessária à minha sobrevivência. A verdade é que o sexo pago está assustadoramente pasteurizado. É muito raro que qualquer mulher de programa me deixe impressionado, que me faça querer voltar. Há vaginas que muitas vezes parecem menos empolgantes do que um biscoito de água e sal. Os neófitos idolatram até o insosso, eu não. Diante disso, migrei para as emoções vertiginosas do Tinder e visito as raríssimas meninas remuneradas que ainda conseguem chamar a minha atenção por algum motivo aleatório.

Quinta-feira, marquei à noite com a Pérola no Alto-Méier, é uma moça que me agrada, tem um corpo de uma exuberância que faria passista de escola de samba babar bílis de inveja e expelir pedras da vesícula. Mulherão. Decidi conhecê-la melhor e ela foi gentil ao aceitar o meu convite.

Pérola bebe cerveja e come pizza, é uma fêmea real — que alívio faraônico poder ficar longe do cardápio de confeitaria que castiga os meus olhos diariamente. Sou velho, mas ainda não sou avô nem, tampouco, me interesso pela tia do chá.

Comemoramos nosso primeiro encontro externo, namoramos um pouco, rimos juntos de alguns episódios do GP Arena e nos despedimos sem cometer o pecado da carne. Prometi visitá-la no dia seguinte para sanar o hiato da pele. Pérola me proporcionou uma noite informal inesquecível.




*SKINNY

Sexta-feira, o motorista do aplicativo me deixa no endereço errado e eu só percebo ao desembarcar. Tarde demais. Precisaria andar algumas léguas até a Rua Constança Barbosa, no fervoroso Méier. Eu me sentia como um vampiro que saiu da tumba, por engano, na hora errada. A cada passo, temia ser vaporizado pelas ondas de calor que emergiam das calçadas. Definitivamente, não sirvo para a luz do Sol, a utopia juvenil do dia se esgotou na minha existência de celibatário.

Subitamente, uma jovenzinha gostosa, enfiada em uma roupa de academia tão apertada que fazia a garota se movimentar como um robô, quase que esfrega um panfleto na minha cara.

— Olá, senhor. Quer participar da nossa promoção? — ela anuncia.

Olho o folheto e vejo um homem apolíneo abraçado a uma mulher curvilínea, ambos de sunga e biquini respectivamente, com um balão tipo de história em quadrinhos saindo da altura da boca...

“VISITE O SPA THE SKINNY ONE”

Admito, odeio essa tendência à anglofilia, só de ler o título do negócio me desinteressei.

— O senhor pode me dar um minutinho para ouvir sobre a promoção? — insistiu a menina.

— Estou com pressa, mas se for breve...

— Sim. O nosso Spa irá inaugurar daqui a 15 dias. Estamos fotografando pessoas para nosso quadro “antes e depois” e em troca daremos uma cortesia na primeira semana da inauguração.

— Como assim? Antes e depois? E por que eu?

— Quanto o senhor pesa? — a pergunta foi quase um desaforo.

— Não me lembro, minha filha.

A garota lançou um olhar panorâmico para a minha esférica barriga como se estivesse vislumbrando a lua cheia em plena luz do dia. Continuou...

— Então, nós faremos uma foto do senhor sem camisa como sendo o “antes” e o nosso setor de informática irá configurar o photoshop para mostrar o “depois”.

— Mas isso é propaganda enganosa — respondi.

— Não, não. Sairá como previsão dos resultados a partir do nosso programa estético.

Mil palavras para me acusar de obeso. Desvencilhei-me da mocinha e segui o meu curso.

*A JOIA DO MÉIER

Desfazendo-me em suor, pensando em buscar um balde para recolher parte do eu corpo mutilado em pingos pelas ruas, alcancei o prédio onde Pérola trabalha. Invado a portaria me sentindo um sobrevivente do deserto de Atacama. O porteiro me olha por cima do óculos e não diz nada.

Ficamos nos encarando, eu sem forças para dizer qualquer coisa e o porteiro imóvel como um busto em bronze do João Nogueira. Talvez, cansado de aguardar alguma palavra minha, ele tomou a inciativa.

— O senhor vai para onde? — me pergunta.

— Na sala 202 — respondo.

Então, o semblante inerte do homem se transforma, os lábios esticam-se num sorriso de Monalisa e ele completa a cena com um tom de voz enigmático.

— Ah! Sim. Na terapia.

Retirou a barricada entre mim e o elevador. Subi.

Sou recebido por uma moça morena que olha o meu estado físico deplorável e pergunta se quero uma água. Não aceitei. A recepcionista me encaminha para uma cabine e me pede que aguarde a musa maior. O espaço da sala é pequeno, as cabines também possuem dimensões diminutas, mas possuem ducha para o banho. Retirei minhas roupas empapadas de suor, fiz o box de varal e deixei que a água do chuveiro me limpasse das desventuras do verão.

Pérola entra na pequena masmorra trajando um biquíni que exaltava o seu corpanzil incomparável, exibia todas as suas curvas atordoantes, deixava à mostra sua bunda digna de capa de revista. Repito, que mulherão. Não trocamos nenhuma palavra, somente nos beijamos. Beijos autofágicos, nó de línguas, troca de saliva. Ela me pede que eu retire o seu biquíni, neste ponto quase fui vítima de ejaculação precoce, mas resisti.

A morenaça se deita e mergulho sobre o seu corpão. Sarradas, amassos, mais beijos. Ela inverte a posição e me assola com um boquete que estupra o meu combalido pênis, alterna com lambidas no meu saco, com punhetas habilidosas. Quando constata a dureza do envelhecido Pikachu, vem por cima e monta sobre o meu tronco. Mil quicadas por segundo, não gozo. Ela fica de quatro, vejo o tobogã erótico e deslizo o pau pré-preparado para dentro daquela vagina úmida e morna. Estocadas fortes, Pérola geme, rebola e avisa que vai gozar. Gozou.

Eu me deito novamente e ela termina nosso enlace me masturbando e dando linguadas em minha glande. Ejaculei metade do Imperator. Uma hora passou voando, conversamos brevemente e nos despedimos. Retornei às ruas calorosas do Méier e sinalizei para um táxi.

— Vai para onde, senhor?

— Me leva para a Tijuca, sem pressa que o ar-condicionado tá muito bom.

— Tijuca é uma beleza — responde o chofer sobre o meu grande amor.

Emparelho os meus aparelhos auditivos com o celular e deixo que a música faça as cores do trajeto...

COLD EYES

Não demoraria para anoitecer e à noite qualquer aventura é possível, porque é quando a vida pulsa, é quando o libertino vive.

Yes



membro, Sauvage, Saulo Top, Estarossa, Senior69, Brand, Detonador, pauloeduardo, Shadz22, Helena Esparta, Digboy, Yami Mysterio, Malvadão Carioca, Geraldinho, Felipe_BR, Barbosa82, Papai Noel, Alicia Ferrari, Horus, Incubo, Quaqua, delgran, Josh, Vick, Pinstripe Paulistano, Jhony Bravo, Madruguinha, predador69, curtiram esse TD.
VICK (EX-PEROLA BITTENCOURT) - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97934-2930
PÉROLA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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30 de Janeiro de 2024 às 23:01





Nuvens cinzas pairavam entediadas sob um céu desbotado e apático, até que o Sol lançou seus raios como espadas flamejantes de um guerreiro determinado a romper barricadas. As lâminas de fogo atravessaram os flutuantes paquidermes cor de chumbo e fizeram imperar imensos rasgos do azul celestial. A tarde era quente.

Eu estava trabalhando confortavelmente em meu escritório quando o WhatsApp apitou o alerta de mensagem...

— Cadê você, sumido? — era a Pérola lembrando-se deste velho escriba e se fazendo lembrar, uma lição que todas as antigepês deveriam anotar no caderno de receitas.

Fiquei feliz com o contato, travamos um breve diálogo e combinei de visitá-la no mesmo dia. Fazia muitas semanas desde a última vez em que vi a morena do Méier.

Desembarquei na Rua Constança Barbosa pontualmente, pois sou dono de uma pontualidade de britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas. Enviei mensagem avisando sobre a minha chegada e me dirigi para a portaria. Identifico-me, o porteiro liga para a sala e subo após a liberação. Tudo tranquilo.

Entro no elevador com duas gordinhas que conversavam sobre um programa de dieta que só permite se alimentar com pepino e carne de soja, se mostravam entusiasmadas com o desafio. Alcanço o meu andar, desembarco e olho tomado de compaixão para as gordinhas, talvez pela última vez, caso elas realmente se arrisquem em uma dieta diária à base de pepino e carne de soja.

Toco a campainha da sala, uma recepcionista me recebe e me acomoda em uma das alcovas. Ela me informa que a Pérola viria logo me encontrar. Tanto tempo sem vê-la me gerou uma agradável expectativa. Correm uns poucos minutos e Pérola entra no quarto, me abraça e me beija com a língua oferecida. Emoldurada por uma microscópica lingerie azul, exibia o seu corpão gostoso, bronzeado e ornado por minúsculas marcas de biquíni. Pérola é tão gostosa que chega a ser uma falta de educação.

Conversamos, namoramos e percebi que nossa sintonia está muito mais ajustada... Peço que ela se deite, deslizo a língua até o clitóris em alto relevo e inicio as lambidas que fazem a menina estremecer. Com a região úmida, saquei o meu aparelhinho de eletrochoque e prossegui na tortura. Pérola se contorcia, gemia alto, pedia clemência, mas não foi capaz de conter o orgasmo. Gozou em meio a fortes espasmos.

A garota se recompôs, veio por cima de mim e abocanhou o meu combalido pênis. Chupou com vontade, engolindo, babando, lambendo meu saco, me masturbando. Comecei a sentir as ondas vulcânicas cutucarem a glande. De repente, Pérola parou de chupar, preparou o terreno e montou no castigado Pikachu — o breve. Quicou, quicou muito, esfregou, rebolou. Ela cavalgando, eu apertando os seus pequenos seios duros, seios que ela se abaixava para entregar à minha boca salivante.

Mudamos de posição, Pérola fica de quatro, se empina e vislumbro aquele tobogã sexual diante da minha fome. Penetro, soco, dou uns tapas nas nádegas. Pérola geme muito. Eu não ia gozar. Deito-me e ela me chupa novamente, incansável, e consegue aparar toda a minha seiva em sua boca.

Fica difícil fazer o afeiçoado forista captar, por esta condensada descrição, a foda espetacular que vivi com Pérola hoje. Entrega total, entrega absoluta. Uma dessas raras vezes em que me senti como se estivesse com uma namorada fogosa. Cheguei a pensar em dobrar o período, mas preferi ficar com o gostinho de quero mais.

Pagamento feito, ganho as ruas do acalorado Meier. Decidi andar a esmo, apesar do calor. O céu da tarde começava a rascunhar o princípio da noite. Sincronizei os meus aparelhos auditivos com o meu celular e selecionei uma das minhas batidas preferidas.

HOLLOW MAN

No meio da minha caminhada, avistei uma dessas joias perdidas na cidade: “Doce da Amore — O melhor joelho do Méier”. Que maravilha. Como um gaúcho velho como eu não serve para tomar chá com torradas, entrei no estabelecimento, pedi um joelho e uma lata de Antártica. A primeira mordida, o primeiro gole... Foi como se eu estivesse cometendo o pecado original.



Terminei o lanche e voltei a caminhar, agora a procura de um táxi. Passei por uma rua onde ficava uma das melhores Termas do Rio, a Termas 2001. Senti uma boa nostalgia. Então, me lembrei que estava perambulando pela terra do lendário Saulo — o sagaz. Terra de João Nogueira — o mito. Méier, onde já existiu a Termas 2001, onde hoje habita a doce Pérola.

Carimba que é Top! Yes


membro, Mítico, Ikki RJ, Saulo Top, Detonador, digiwolf, Brand, pgggato45, Senior69, Barbosa82, Geraldinho, Quaqua, Josh, Yami Mysterio, Bumpy Johnson, Digboy, Estarossa, Sueco, Vick, Pinstripe Paulistano, Madruguinha, curtiram esse TD.
ALINE MESQUITA - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96017-3043
ALINE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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29 de Janeiro de 2024 às 10:01



ARENA SOCIAL




A tarde chuvosa, o cheiro de terra molhada entrando pelas janelas, a batida de E-rotic inundava os cômodos do meu imenso chalé nos alpes tijucanos e criava uma atmosfera afrodisíaca.

E-ROTIC Dancinha

Eu me remexia dançante na cadeira do escritório enquanto fuçava o Tinder e os sites de garotas de programa. A necessidade de sentir a textura feminina me tomou de assalto, buscava uma fêmea capaz de acalmar a minha libido, as minhas fantasias. Somos vampiros que se alimentam da fricção, do choque de peles causado pelo sexo. Encontrei a eleita...



Aline é uma jovem de olhos azuis faiscantes, loira de cabelos cacheados desaguando pelas costas; um par de seios firmes, pequenos e de bicos rosados emoldurados por marcas de biquíni; pernas grossas; bunda esférica de capa de revista. Mulher de estatura média, sotaque forte de cidade de interior, tatuagens provocantes, sorriso arrebatador.



Aline é objetiva, mas educada. Para aqueles fiscais de relato que gostam de objetividade, é capaz de sofrerem ejaculação precoce pelo WhatsApp. Consegui manter o diálogo por algum tempo, colhendo todas as informações que me interessavam, até que decidi agendar. Fui agraciado pela sorte, a menina tinha horário vago. Marquei que chegasse ao final da tarde.

Dei uma arrumada na casa, preparei o quarto, foquei a meia luz, liguei o telão e deixei The Cure engatilhado com Lovesong. Tudo pronto, mandei o táxi para pegar a Aline. A menina mora perto da bucólica Tijuca, a viagem foi rápida e quando piquei os olhos ela desembarcou do carro, quase me comovi com aquela beleza ofuscante e espontânea alvorecendo diante dos meus olhos. Demos um selinho, enlaçamos as mãos e seguimos.

Ao entrarmos no salão do chalé, apertei o controle remoto em meu bolso e acionei a música na tela da TV. A melodia em alto volume nos envolveu...

LOVESONG Dancinha

A menina gostou, rebolou o corpo e fomos dançando juntos até a alcova. Aline estava vestida em um macacão justíssimo, revelando suas curvas vertiginosas. A imagem exuberante da beldade faz um caboclo desavisado se apaixonar. Perguntei se ela bebia, se aceitava beber comigo.

— Claro — ela me responde.

Abri um Chandon (ela merecia e não tenho café nem bolo em casa), enchi duas taças e levei ao quarto. Brindamos e bebemos juntos. Na terceira dose, começou a tocar Depeche Mode com Enjoy The Silence. A perfeição existe, o momento perfeito acontecia numa alcova discreta encravada no miolo da Tijuca.

DEPECHE MODE. Dancinha

Eu e Aline nos beijamos. Ela me oferecia a língua para que eu chupasse, uma delícia. Os corpos quentes, vivos, famintos, se esbarravam. Mãos escorriam mutuamente pelo prolongamento da pele, gemidos soavam suaves em meio ao ritmo da melodia.

Peço que a moça se deite, pego o meu aparelhinho de eletrochoque, mas antes de inseri-lo chupo o grelo em alto relevo, um grelo graúdo, vibrante. Após umedecer a área, coloco o aparelhinho sobre o clitóris e a menina se contorce em um espasmo que revela sua sensibilidade. Seus gemidos vão aumentando de intensidade no mesmo compasso em que o tesão a envolve. Ela resiste, parece não querer gozar, pede que eu meta o dedo em sua vagina, pedido que atendo imediatamente.

Aline geme mais, se contorce mais, me beija com ânsia de língua e nossas línguas se embolam em um nó cego. Ela puxa minha nuca com as mãos, quer minha boca dentro de sua boca, nos engolimos em beijos autofágicos e intermináveis. Então, subitamente, Aline grita e goza como quem se rende ao inevitável.

Agora, o som na tela vinha dos Rolling Stones com Jack Flash...

JACK FLASH Dancinha

Aline recupera o fôlego e abocanha o meu combalido pênis com os lábios, um boquete mata-leão que quase me nocauteou em poucos segundos. Chupou, chupou, chupou, incansável, insaciável. Eu dedilhava sua boceta vislumbrando sua bunda de quatro virada na direção do meu rosto. Peço que ela pare, a garota larga o meu pau, prepara o terreno e monta sobre o meu tronco, de costas para mim, e emenda em quicadas implacáveis. Acredite, forista sem fé, meu coração acelerou vendo aquelas nádegas dignas da Playboy subindo e descendo sobre o pobre Pikachu — o breve.



Tive uma alucinação antes de gozar, me vi nu no meio do Jardim Zoológico da Quinta da Boa Vista com uma Ema me encarando como se estivesse há dias sem se alimentar. Terror. Despertei do delírio quando explodi em um orgasmo fortíssimo que quase arrancou a minha uretra. Quando voltei ao mundo real, o som de The Cult tomou tudo...

HOLLOW MAN Dancinha

Após aliviarmos as tensões, conversamos, degustamos uma pizza e um programa que era para ter sido de uma hora, estendeu-se para quase três. Sem pressa, sem pressão.

Chamei um táxi, Aline se despediu de mim com mais um beijo e o carro desapareceu no horizonte infinito do asfalto. Sozinho, retornei aos domínios do chalé, o silêncio imperava ecoando a minha respiração. Acionei o controle remoto, escolhi uma música aleatória e coloquei no volume máximo. Deixei que o ritmo embalasse o meu velho corpo. A vida pulsa, o libertino vive...

MORRISEY Dancinha

membro, Rai, Jack Satoru, joseph1973, Cerveja, vadeR, Saulo Top, Senior69, Brand, Josh, TeteuZ, CasadoZS, Apolo, pauloeduardo, Barbosa82, Gorila, Geraldinho, Digboy, Quaqua, Mítico, Bart, cabaite, Felipe_BR, Yami Mysterio, ViciadoEmPeitudas, Traveller, Dionizio_RJ, Corcel, Mr. M, curtiram esse TD.
VERENA RIOS - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97035-1134
VERENA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$350.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

23 de Janeiro de 2024 às 11:01






VERENA RIOS


A luz do Sol castigava a cidade, incinerava pensamentos, queimava hereges imprudentes nas esquinas vadias. Durante o dia, o Rio de Janeiro é um balneário incandescente que não consegue mais esconder sua vocação gótica. Eu detesto o Sol, detesto o calor, detesto as cores fumegantes refletidas pela areia das praias, pelo colorido deselegante das roupas. Minha alma é cinza e fria como a de um britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas.

Sintonizo meus aparelhos auditivos com o celular e deixo que a playlist escorra pelos meus tímpanos...

COLD EYES Dancinha

Cold eyes... Olhos gélidos cruzavam com a minha presença excêntrica e deslocada. A luz da tarde não me reconhece, despreza personagens noturnos. Saí de um almoço na Churrascaria Carretão, na caótica Copacabana, e fui caminhar pelo calçadão. Calça comprida, camisa social, eu era um eclipse diante da solar paisagem oceânica.

Decidi entrar em um bar aleatório. Arrisquei pedir um Hi-Fi com a certeza de que o garçom não saberia do que se tratava. Enganei-me, minutos depois me chegava um copo volumoso e alaranjado, o odor do álcool me causou euforia, bebi quase todo o líquido gelado e rascante num único gole. Pedi outro, pedi um terceiro. As pupilas se dilatam, os brilhos se intensificam, a felicidade me invade como uma batida da Polícia Federal às 6h da manhã. Resistir é inútil.

Há um prazer que é mais avassalador do que as repetições insaciáveis do orgasmo, é este prazer marginal de quebrar a rotina, de se libertar dos grilhões das responsabilidades, de chutar o balde e desviar-se para si mesmo, escolher existir em um dia em que você também escolheu se reencontrar.

Comecei a fuçar o telefone, anúncio de mulheres, sites, fóruns. Foi quando a imagem inesperada atravessou minhas retinas, uma garota com tantas tatuagens que faziam dela uma galeria de arte, os olhos góticos que os meus olhos góticos imediatamente reconheceram, o rosto semelhante ao da atriz Mel Lisboa. A semelhança foi decisiva, tenho fissura pela Mel Lisboa, nem tanto por ser uma conterrânea gaúcha ou talvez por isso. É linda e Verena também me pareceu linda.

Fiz contato e o destino se mostrou favorável. Verena foi atenciosa, a agenda me agraciou com um horário disponível, marquei em um hotel. Paguei a conta do bar, gritei evoé para as ondas libidinosas da praia e entrei trôpego em um táxi.

A playlist prosseguia, não escutei nem uma palavra sequer do motorista que puxava assunto. Os cenários se descortinavam na velocidade de rotação dos pneus, como filigranas de um filme de ação. O som das batidas no meu ouvido me envolvia, me embriagavam mais.

YOU PT 12 Dancinha

O corpo transpirava fetiches, meus cabelos rebelavam-se embaralhados pelo vento da orla, minha mente tentava encontrar o centro do meu próprio labirinto. O automóvel deslizava na sincronia do trânsito e tudo em volta soava irreal, impalpável. Eu me sentia à deriva diante do GPS do carro, precisei repetir o meu nome para despertar daquele torpor incômodo. Dante, meu nome é Dante.

O táxi entrou em uma garagem, desembarquei, peguei a chave na recepção e entrei no quarto lascivo com ânsia de me banhar. Foi o que fiz. Depois, deitei-me na cama e meus olhos se apagaram na falência do sono. Despertei subitamente com a campainha gritando estridente. Abri a porta...

Atordoado, jurei que era a Mel Lisboa que rompia a alcova naquele momento. Foi como se um desejo considerado impossível se realizasse. Foi necessário nos apresentarmos, conversamos um pouco para que a conexão acontecesse entre nós. Enquanto Verena despia-se, suas tatuagens surgiam como hieroglifos egípcios, erguiam-se na pele como o desafio da Esfinge de Tebas: decifra-me ou te devoro.

Acredite, forista sem fé, eu não queria decifrar nada, escolhi ser devorado.

Beijos de língua, corpos ardendo na fricção, mãos que mapeiam a geografia do outro, relevos, declives, o pênis ereto, a vagina úmida e morna. Embolados sobre o colchão, dois corpos unidos por um nó cego. Confesso a vocês, talvez pela falha causada por uma amnésia alcoólica, não sei como gozei, mas gozei. Vi a camisinha inchada do sêmen branco e reluzente envolvendo o meu membro. Esbarrei com o olhar provocante de Verena me encarando. Para mim, não era Verena, era uma desejada miragem da Mel Lisboa.

É possível que eu remarque, quero ter mais lembranças vivas de Verena. Bela, sexy e misteriosa. A sensação que ficou foi boa, muito boa. Quero voltar e sentir a pele e os lábios da musa tatuada. Após o encontro, recordo-me que anoiteci na Lapa, caminhando a esmo, entrando no restaurante Nova Capela, pedi um chope e um aperitivo. Sozinho.

Quando deixei o restaurante, a noite estava mais densa e as sombras que pairavam sobre todas as coisas insistiam em me inquirir sem trégua: decifra-me ou te devoro.

Devoraram-me.

A vida pulsa, o libertino vive... Girl9 Dancinha

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
membro, Cerveja, pgggato45, joseph1973, Saulo Top, Detonador, Madruguinha, Senior69, Brand, Arraxxxca, Felipe_BR, CasadoZS, Rjnet, Barbosa82, Geraldinho, Sueco, Yami Mysterio, Teddy, Quaqua, Papai Noel, Dorian Gray, Digboy, Josh, ViciadoEmPeitudas, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - Praça de Cabuçu , Nova Iguaçu - RJ - RJ
INGRID
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 TALVEZ

15 de Janeiro de 2024 às 11:01






Os pneus do Sucatão giravam indomáveis sobre asfalto selvagem da Avenida Presidente Dutra, o relógio do carro anunciava um pouco mais de nove horas da noite, um turno ameno diante dos meus extravagantes hábitos noturnos.

A bússola apontava na direção de Nova Iguaçu, mais especificamente para um bairro chamado Cabuçu. Há muitos anos tive um prolongado affair com uma conhecida garota de programa da região que possui relatos no fórum, não foi das minhas melhores experiências no quesito relacionamento afetivo, mas isso não é incomum quando falamos desse perfil de mulheres.

Não gosto de dirigir à noite, pois costumo beber, além me obrigar a usar óculos, algo que detesto. Há pontos da Dutra que são mergulhos nas trevas, o farol do Sucatão tentava focar na pista. Na altura de uma entrada chamada “Rosa dos Ventos”, embicamos e ganhamos a famigerada Estrada da Palhada. O percurso é longo, cansativo, uma viagem, mas a vida pulsa e o libertino vive.

Desde que parei de ir à longínqua Nova Iguaçu, mantive contato com uma personagem que atua praticamente como cafetina na região, usa a alcunha de Fafí. Há dias atrás ela me indicou uma coroa portentosa, me enviou fotos e fiquei muito impressionado com a aparência e com o porte da fêmea madura. Bonita, cabelos longos, bronzeada, com um corpo trabalhado em academia. Fafí me colocou em contato com a veterana sabendo que o exemplar me agradaria.

Informou-me o valor do encontro, não citou restrições sexuais, mas informou que eu precisaria pegá-la na Praça de Cabuçu, numa das noites em que fica por lá para fazer a “correria” — palavras dela. Aceitei, marcamos e me vi percorrendo a Dutra, Estrada da Palhada e Estrada de Madureira, a última fase antes de alcançar as coordenadas onde combinei buscá-la. Seu nome é Ingrid.

O cenário do trajeto é árido, expõe a pobreza e a desolação da Baixada Fluminense. Casas com tijolos visíveis, cachorros magros perambulando pelas ruas, vans em alta velocidade, biroscas espalhadas pelas vias como cactos no deserto. Há muitos anos que eu não transitava naquele território, pouca coisa mudou, além das veias da penúria que saltavam mais aparentes.

O bairro de Jardim Cabuçu, em Nova Iguaçu, tem uma atmosfera de cidade do interior. Excetuando-se a violência vigente, é um lugar de caráter acolhedor. A praça estava iluminada, os bares no seu entorno fremiam pela sede do álcool, barracas de churrasquinho exalavam o aroma da carne suspeita. O brilho dos faróis do Sucatão denunciava a poeira que pairava incessante ao redor. Estacionei e fui em busca de Ingrid, que me disse ficar na frente de uma pizzaria.

Não foi difícil avistá-la, eu a reconheci pelo viço dos longos cabelos, trajada com um vestido justíssimo e curto, suas pernas morenas revelavam a leve penugem loira e reluzente que recobriam a pele. Ingrid é uma mulher afrodisíaca, foi como a defini. É impossível vê-la e não sentir a ferocidade da nossa libido mais primitiva. Simpática, levantou-se quando me viu, me abraçou e ofereceu um selinho com seus lábios de um rubro lascivo.

Ingrid bebia cerveja, acompanhei. Conversamos, cogitei levá-la para o motel Medieval, mas a rota seria complexa, terminamos escolhendo o motel Vênus, onde chegaríamos seguindo somente uma reta. Alta, graúda, é aquele tipo de mulher que chamamos de gostosa. Eu estava excitado, ansioso, queria ver aquele corpo nu. Paguei a conta do bar, entramos no Sucatão e seguimos para a alcova.

Dentro do carro, Ingrid leva a mão sobre a minha perna, desliza até o meu combalido pênis oculto e aperta.

— Quero ver essa pica bem dura — diz sem filtro.

Ficou óbvio que a mulher fazia o tipo escrachada. Não escolhe palavras, é direta e crua. Sabia usar a vulgaridade a seu favor. Na garagem do motel, avanço para beijá-la, ela não refuga, alisa a minha nuca com uma das mãos, puxa minha cabeça como se quisesse me afogar em sua boca. Seria uma boa morte, mas sobrevivi.

Finalmente, no quarto, ela se despe e o que vejo é um corpo descomunal. Seios siliconados, pernas torneadas, barriga com gominhos de malhação, o corpo todo recoberto por leves pelos aloirados, boceta lisa e com uma tatuagem intrigante acima do clitóris: um semáforo com sinal verde.

Ingrid ajeita o celular na cabeceira da cama e deixa vazar sua playlist que declara a preferência por funk...

AVENTURA NOTURNA Dancinha

Atracamo-nos como feras famintas na selva. Beijos, línguas, roçadas em alta tensão, mãos que se apalpavam, se apertavam, se tocavam como cegos que se liam em braile. Ingrid se deitou e pousei por cima do seu corpo, mamei os seios volumosos e duros, arrastei meu pau sobre a vagina e tive a nítida impressão de ouvi-la sussurrar aos meus ouvidos para que eu a penetrasse ao natural, mas as regras do fórum impedem confissões sinceras. Ela saltou subitamente, veio por cima e sentou-se sobre o látex que isolava o meu combalido pênis do pecado original. Ingrid quicou sobre a minha virilha, quicou muito, quicou com força incansável. Quase indo a nocaute, pedi que parasse.

A mulher libertou meu pau e embarcou no boquete. Engolia inteiro o meu modesto graveto, senti minha glande tocando na parede da garganta. A boca quente, os lábios firmes, os movimentos ritmados... ejaculei chantili, sonhos, brioches e tortas alemãs. Ingrid engoliu como quem saboreia um café expresso.

Acertei o pagamento e devolvi a moça à Praça de Cabuçu. Eu me sentia anestesiado, mas precisava cumprir o comprido retorno à bucólica Tijuca. Insiro um CD aleatório no aparelho de som e permito que a música force meus pés sobre o acelerador...

PSYCHO KILLER Dancinha

Embalado pelo som de Talking Heads, o Sucatão desbravava o negrume do asfalto como uma nave querendo compreender o infinito. E o infinito indevassável nos rodeava num céu estrelado sobre a Avenida Presidente Dutra. Na escuridão da pista, os faróis mal conseguiam desvendar o que vinha pela frente, tudo era infinito, eu era o infinito.

A vida pulsa, o libertino vive... Dancinha

**Ingrid faz ponto na Praça de Cabuçu, em frente a única pizzaria do local, às sextas e sábados. Noite.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Jota08, PauloCesar, Zhukov, Madruguinha, Juarez, engdjs193, Bumpy Johnson, Yami Mysterio, Detonador, Digboy, Mítico, Josh, Geraldinho, Gatitus, Brand, digiwolf, Levado, Saulo Top, Quaqua, Burocrata RJ, Papai Noel, curtiram esse TD.
UP HOUSE NIGHT CLUB - Av. Mem de Sá, 89 , Lapa - Rio de Janeiro - RJ - (21)99291-6370
DOMINIQUE
POSITIVO
TEMPO: 120 MINUTOS VALOR: R$350.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 TALVEZ

11 de Janeiro de 2024 às 00:01






“Nós somos os fogos-fátuos desta cova do infinito...”
(Antônio Nobre)



Não escrevo para analfabetos funcionais, componho algo que vai além de um mero relato mecânico narrando um pretenso sexo destituído de erotismo, insiro aqui mais do que uma crônica. No fórum, registro o meu diário mundano. Compreendo que os medíocres queiram limitar o número de linhas como quem limita o nosso relógio da vida. No fim das contas são medíocres, que pela própria natureza arrogante, veneram limitações. Nasci para romper amarras e para provocar a ira da estreita ignorância dos beócios, dos sem talento. Sábios são os que estão abertos ao aprendizado.

Emparelhei as minhas próteses auditivas com o celular e permiti que o som do The Cult se misturasse ao meu sangue, possuísse a minha alma...

THE CULT Dancinha

A noite estava abrasadora. Eu caminhava pela convulsa Avenida Mem de Sá até a Rua do Lavradio. Atravessei multidões embriagadas, mulheres lascivas, mendigos descrentes, travestis ilusionistas e alcancei o bar onde combinei me encontrar com Dominique, uma garota de programa das antigas que conheci no apogeu da 502 e que está fazendo ponto na Up House por curta temporada. Combinamos que ela viria ao meu encontro após o término do turno na casa. Tratos com mulheres da vida são sempre incertos, mas tive fé.

A umidade do meu corpo contaminava a camisa com máculas de suor. Sim, eu suo afeiçoado forista, mesmo sendo uma elegante alma britânica perdida nestes trópicos de manadas obtusas. Pedi meu uísque, um Red Bull e entrei em estado de contemplação enquanto aguardava a minha lebre chegar. Foi quando The Cure estourou as minhas próteses auditivas e tocou meus tímpanos...

THE CURE Dancinha

A música é o Sol das minhas madrugadas.

A cada nova noite demoro mais para atingir o estágio ébrio, aquele ponto em que a mente e os olhos abrem o portal para o desfile da Felicidade, essa mulher vaporosa e fugidia que nos visita somente nos momentos de êxtase espiritual.



O álcool elimina a minha noção de tempo. De repente, vejo uma morena se aproximar encaixada em um vestido de chacrete no auge do sucesso do Cassino do Chacrinha. Não fui o único a notar a súbita presença, acho que todos os homens no perímetro de um quilômetro perceberam a entrada triunfal de Dominique. Ela quis me acompanhar no uísque e no Red Bull, fechamos o valor para um período de duas horas e relaxamos um pouco antes de deixarmos o bar.

— Está de preto neste calor?! — disse Dominique.

Eu estava vestido de preto. Sou um gótico em uma cidade gótica e traiçoeira, as roupas escuras são a minha camuflagem, me tornam invisível, me fazem irmão dos fantasmas do passado que insistem em habitar o presente.

— Usar roupas escuras é o meu vício — respondi.

Paguei a conta e saímos em direção ao Hotel Estadual, na Rua do Rezende, que por algum motivo misterioso é o meu leito favorito na Lapa. No meio do trajeto, Dominique avistou um boteco lotadíssimo e quis tomar a última dose. Aceitou brindar comigo com Salinas. Comecei a me sentir como o Nicolas Cage no filme “Despedida em Las Vegas”.



Dentro do quarto, ligo o ar-condicionado e foi como se finalmente eu respirasse, como se tivessem ligado a bomba de oxigênio. O calor excessivo me faz sentir a atmosfera rarefeita. Fiquei naquele pré-orgasmo respiratório enquanto Dominique tomava um banho. De repente, sua voz me chama para me juntar a ela no chuveiro.

A água escorria sobre as nossas cabeças, as mãos surfavam buscando ondas erógenas, as bocas engoliam lábios e línguas, a saliva se perdia entre os pingos incessantes que caíam. Dominique me abraçava, me apertava contra sua pele, a textura morna da sua pele. Eu agarrava e puxava seus longos cabelos agora molhados, ela fincava as unhas em meu tórax. Meu combalido pênis ereto esbarrava em seu clitóris desprotegido, se rendendo ao prazer. Ao longe, no rádio do motel, ouvimos brotar a voz de Bon Jovi...

BON JOVI Dancinha

A perfeição se constrói sem aviso prévio. Estávamos ali, eu e Dominique, em uma conjunção carnal que nos alienou da realidade, éramos entes ardendo na intenção de nos fundirmos, de sermos um. Corremos para a cama sem nos enxugarmos, a garota me deitou e lambeu cada milímetro da minha carcaça envelhecida.

— Adoro dar banho de gata... — ela provoca.

Será que o pênis encolhe com a idade? O meu está mais para graveto do que pau, talvez por isso Dominique tenha conseguido abocanhá-lo inteiro, sem dificuldades. E me chupou com arte, com dedicação. Ao perceber que o meu membro pulsava mais forte, veio por cima e sentou-se sobre ele. Rebolou devagar, como se quisesse encaixá-lo mais profundamente dentro de sua vagina, esfregava forte em cima da minha virilha, numa fricção que ameaçava gerar faíscas. Começou a gemer alto, gritar, dizer que estava gozando. Gozei junto...

O rádio do motel arrematou o fim do coito...

EARNED IT Dancinha

Dominique adormeceu sobre o meu peito. Paguei o pernoite para que ela pudesse continuar dormindo e nos despedimos com um beijo. Na rua, o céu ameaçava acender-se. Entrei em um táxi e pedi que o motorista me levasse à Praça Xavier de Brito, na bucólica Tijuca.

Pela janela do carro, os cenários passavam mais rápido do que a passagem do tempo. Os pneus avançavam por ruas desertas, se embrenhavam por entre prédios e ruínas da cidade decadente, o asfalto se desenrolava para o infinito. Senti a euforia da minha solidão. A voz de Bono Vox emergiu na cabine. A vida pulsa, o libertino vive. Adormeci e não sonhei...

U2 Girl9


ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Arraxxxca, Brand, Madruguinha, Barbosa82, vadeR, Long Trail, Digboy, O desfrutador!, Senior69, Morcego Vermelho, Quaqua, Papai Noel, Josh, Gatitus, Diazepan, Latrell Spencer, Sued, @nJo, Brutus, Nego Dengo, Avast, Rebecca Magrini, curtiram esse TD.
SWING 2A2 - R. Visconde de Caravelas, 176 , Botafogo - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99948-6284
LARISSA
POSITIVO
TEMPO: 180 MINUTOS VALOR: R$350.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 TALVEZ

09 de Janeiro de 2024 às 09:01






O demônio é mais forte à noite — eu conversava sobre insônia com meu amigo Teixeirinha dentro de um vagão do metrô quando essa frase emergiu do banco de trás, torci o pescoço para identificar quem a expressou e dou de cara com um padre. Esbocei um sorriso amarelo, o sacerdote sorriu também e voltei ao papo com o meu camarada. Algo que me faltava, um exorcista cismando comigo.

Semanas depois, em uma noite de quarta-feira, sentado num bar em Botafogo, o bairro que é uma espécie de Canal do Panamá da Zona Sul, lembrei-me do padre e da fala sobre o demônio. Talvez ele me excomungasse se soubesse que sou um ateu fervoroso e que a minha maior fé é não ter fé em entidades abstratas. Eu esperava Larissa, outra mulher que conheci no Tinder, tenho investido muito no Tinder e já consegui ser agraciado com uns golpes de sorte.

Larissa é aquela garota de programa típica do Tinder, afirma que não é garota de programa, que a relação com ela é somente uma troca. Dito isso, após intensa negociação, ela aceitou me fazer companhia do swing do 2A2. Bonita, longos cabelos negros e corpo sarado.

Alcancei adiantado o ponto de encontro. Enviei o Uber para um endereço no Andaraí, onde a moça informou morar, e aguardei sua chegada. Eu havia ingerido aquela quantidade de uísque que nos faz enxergar a vaporosa felicidade, translúcida, dançando como odalisca diante dos nossos olhos. É quando o barulho vira melodia, o feio se torna bonito, as pupilas se dilatam e as trevas ganham a força da luz.

Sou um velho que insiste na juventude, um Peter Pan expatriado da Terra do Nunca. Emparelhei o aparelho auditivo com a trilha sonora do celular e aguardei enquanto sacolejava o corpo como um epilético ao som do riff da guitarra... Noite sem música é mulher mutilada.

THE CULT Dancinha

Larissa chegou, bebeu duas taças de gim (a bebida favorita de nove entre dez mulheres perdidas) e decidimos entrar na boate. A recepção na 2A2 é sempre excelente, casa com seguranças visíveis e que nunca está vazia. Não foi diferente naquela quarta-feira, estava lotada. Um detalhe que não esperávamos, era o dia da Festa Temática Partie Nue, evento em que os clientes ficam com roupa de baixo dentro da boate.

Uma alma britânica exilada nestes trópicos de manadas obtusas, aprecio me vestir com alguma elegância, mas confesso que sou desleixado com a roupa de baixo, gosto de usar cuecas velhas, elas fazem com que eu me sinta mais confortável. Exatamente no dia do swing eu trajava uma das minha cuecas mais maltratadas, vermelha e com um pequeno rasgo em uma das nádegas. Larissa começou a tirar a roupa sem nenhuma inibição e eu travei. O que fazer?

— Deixa de ser bobo, aqui tá escuro, ninguém vai notar — Larissa tentava me motivar.

Não teve jeito, me despi e expus a minha cueca vermelha rasgada na bunda. A impressão que tive foi a de que todos me olharam no preciso momento em que me desnudei e miravam no furo vergonhoso da cueca.

— Abstrai — aconselhou-me Larissa.

Foi quando a música icônica transbordou pelas caixas de som...

DEPECHE MODE Dancinha

Ébrio e abstraído, fui ao delírio. Comecei a me requebrar comovido por aquele som da década de 90 que falava sobre a minha juventude. Dancei, cantei, rebolei, joguei os braços para o alto... O bom é que a minha barriga é protuberante, mas durinha, não revelou nenhuma flacidez.

— Você é gay? — a pergunta de Larissa cortou o meu barato e denunciou que, provavelmente, eu estivesse exagerando na euforia.

Larissa bebeu mais, eu bebi mais. Ficamos de pegação e beijos imorais em um dos sofás do salão. Embriagados, decidimos subir ao andar do pecado. Vi jovens lindas praticamente nuas, seios com bicos que pareciam agulhas apontando para o teto ofereciam-se às bocas libidinosas. Entramos em uma sala escura, o vulto de um outro casal se aproximou, a mulher se roçando em mim, o homem bolinando Larissa. Minha cueca em farrapos é puxada ao chão e uma boca morna engole o meu combalido pênis enquanto escuto Larissa gemer de prazer e gritando que estava sendo penetrada. Não resisti ao boquete e gozei rápido na boca da garota que eu mal enxergava. Encostei-me exausto na parede e logo depois Larissa se apoia em mim arfando.

Concordamos em ir embora, a madrugada ia alta. Fomos em busca do Sucatão, quase me esqueci em que ponto o havia estacionado.
Entramos no carro, girei a chave do motor, acelerei e ganhamos as ruas noturnas da cidade gótica que é o Rio de Janeiro. Larissa aconchegou a cabeça no meu ombro e pousou uma das mãos sobre a minha virilha. Inseri um CD aleatório...

ECHO & THE BUNNYMEN Dancinha

A melodia inundou a cabine do automóvel. Libertos de todas as amarras, soltos de todas as âncoras. Livres. Uma sensação de liberdade tão poderosa que os pneus do Sucatão pareciam bailar sobre nuvens encobrindo o negrume do asfalto.

A vida pulsa, o libertino vive...

Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
EXCELENTE EXCELENTE
membro, CafécomLeite, ogimao, Long Trail, Aldo Raine, Josh, eltonbono, Madruguinha, Jota08, Barbosa82, Chingon, Estarossa, Geraldinho, Brand, Digboy, Quaqua, Senior69, ViciadoEmPeitudas, Yami Mysterio, Papai Noel, Saulo Top, Diazepan, Jucabar, curtiram esse TD.
VILA MIMOSA - Rua Sotero dos Reis , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
EBONY
POSITIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$90.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

02 de Janeiro de 2024 às 20:01






APOCALIPSE

Envelhecer me incomoda. Infelizmente, só descobrimos os efeitos psicológicos e físicos do envelhecimento quando alcançamos esse patamar. A juventude e a jornada até os quarenta anos nos blindam com uma arrogância intrínseca que serve de muro para que não avistemos o que há do outro lado.

Sempre fui crítico e autocrítico, atualmente sou muito mais. Uma pessoa crítica precisa estar atenta para não resvalar em direção aos preconceitos. Ao mesmo tempo, não consigo me libertar do senso de ridículo. Jamais serei um desses velhotes exibindo-se sem camisa, ansioso por ostentar o corpo enrugado tal qual uma vedete de teatro de revista. Não vou por aí, não me atrevo a expor as minhas protuberâncias adiposas e, mesmo que eu fosse um Schwarzenegger, não cometeria esse delito que só cabe aos pavões que nascem com a genética do espalhafato. Carrego a alma de um britânico discreto perdido nestes trópicos de manadas obtusas.

A questão é que a velhice, além da degradação física, nos empurra para um exílio involuntário. Existe uma contradição que se impõe com o avançar da idade, é quando o corpo definha e a mente remoça. Não nos sentimos velhos, mas somos. Mesmo o espelho nos mente com a ilusão de que não estamos tão mal assim. Queremos mentir para nós mesmos e não conseguimos.

Mulheres jovens começam a nos olhar mais com repulsa do que com desejo. Fica estranho entrarmos em determinados locais onde só o fulgor da juventude frequenta. Dizer eu te amo soa como um tango composto por algum argentino cafona. Um velho é aquele que caminha às margens do precipício sabendo que em algum momento imprevisto terá que saltar. Envelhecer é ganhar a consciência da finitude de muitos aspectos da vida.

INSURGENTE

Tornei-me um velho com senso de ridículo extremo. Ao mesmo tempo, em contradição com a minha essência discreta, carrego um DNA gaúcho que me faz um insurgente. Tenho preferência por mulheres jovens, frequento lugares de jovens, não me importo de me sentar sozinho em qualquer que seja o lugar, não fico deprimido bebendo sem companhia e sou tomado por ondas de euforia quando estou só. Nunca serei um desses idosos que se sentem solitários, pois sou apaixonado pelo flerte com meus próprios pensamentos.

Eu estava ensopado de todas essas reflexões quando uma música emergiu de um boteco, tocou meus tímpanos e me arremessou bruscamente ao passado, ao meu auge, me vi flanando no imaginário da década de 80.

CARELESS WHISPER

INTERSEÇÃO TEMPORAL

A pior doença da meia idade é a nostalgia.

O relógio marcava quase duas horas da madrugada quando pisei com minhas botas sobre a pista da Rua Ceará. A região estava escura, sombria, mais do que o habitual. Nesta época em que celebramos as luzes, lugares como a Vila Mimosa se alimentam da luz da mesma forma que buracos negros espalhados pelo universo.

Se há um ponto geográfico na cidade que me viu jovem e agora me vê em decomposição é a Vila Mimosa, é a minha interseção temporal. Eu a conheci ainda no Estácio, como a última resistência da Zona do Mangue, estravamos nela por uma rua chamada Miguel de Frias, que foi extinta pelas obras do metrô. Era literalmente uma vila, quando ainda labutavam muitas prostitutas das antigas. Foi lá que degustei uma das loiras mais fabulosas que conheci.

No segundo dia de 2024, pois na madrugada já se erguia o dia dois, a zona estava deserta. Eu podia ouvir o estalar dos meus passos reverberando no silêncio que devorava os arredores da Rua Sotero Reis. Dentro da Vila transitavam algumas mulheres e uns poucos homens perdidos, mais perdidos do que as mulheres perdidas.

Para frear a melancolia que aquele cenário causava, emparelhei o meu celular com os aparelhos auditivos e deixei que a adrenalina do Captain Hollywood Project, com Impossible, me impulsionasse pelos corredores da luxúria. A música é a minha companheira na noite. Noite sem música é mulher mutilada.

IMPOSSIBLE

Sentei-me no bar de uma das casas que estavam abertas, pedi uma bebida qualquer e entrei no meu habitual estado de contemplação. Não sei por quanto tempo fiquei bebendo, o sentido das horas despareceu até que surgisse a mulher que eu possuiria naquela noite.

EBONY

Negra, com uma bunda vastíssima, cinturinha de pilão, um rosto de traços finos, bonita e exótica em comum acordo. Apresentou-se como Ebony, disse ser o seu nome verdadeiro, explicou que a mãe é fã de Paul McCartney. A vida é incrível, ainda me surpreende com essas histórias romanescas.

A Vila Mimosa é um lugar que passei a renegar, a prometer que nunca mais irei, mas acabo cedendo e volto a pisar sobre os paralelepípedos libidinosos. Não consigo mais fazer sexo naquelas alcovas insalubres, mas combinei com Ebony um boquete completo, ela não expressou restrições. Trancamo-nos num dos buracos lúbricos da casa.

Acertei na escolha, Ebony me arrebatou com um boquete quase sobrenatural. Senti como se o meu combalido pênis estivesse mergulhado em uma chaleira de água quente, ao mesmo tempo em que me relaxou, senti as ondas vulcânicas do orgasmo se manifestarem rápido. Gozei hectolitros na boca da menina, que engoliu tudo e ainda lambeu os lábios. Em menos de quinze minutos eu estava de volta aos paralelepípedos. Percebi que o céu ganhava um tom sutil de claridade.

Caminhei para o Sucatão, acionei o motor, introduzi um CD aleatório e deixei que a música inundasse a cabine do carro.

I'M GOOD

O ano de 2024 é uma combinação de números que me remete aos filmes de ficção científica. Não importa, enquanto os pneus do meu velho automóvel rangiam sobre o negrume do asfalto, eu mandava um recado para o tempo: Dante is alive.

Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RUIM RUIM
membro, Brand, Madruguinha, Pokó, Josh, GaelK, jobson1234, Shadz22, Senior69, Long Trail, Digboy, Geraldinho, Jhart, Jota08, Jucabar, Felipe_BR, Mannish Boy, Mike Ross, Diazepan, Yami Mysterio, Quaqua, Nego Dengo, ViciadoEmPeitudas, Pica_de_Cavalo, Saulo Top, Bart, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - Ponto Chic , Padre Miguel - Rio de Janeiro - RJ
LAíS
POSITIVO
TEMPO: 90 MINUTOS VALOR: R$300.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ DISSE QUE FAZ R$0.00 TALVEZ

15 de Dezembro de 2023 às 12:12






PRAZER EM CONHECER


Chamam-me Dante, um gaúcho que cresceu carioca e que se sente um britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas. Durante o dia, acossado pela luz solar, sou um operário da educação, um professor dirigindo uma escola, que também se divide em jornalista; um insuspeito cidadão de múltiplas faces, no entanto, jamais um cidadão de bem. É à noite que o meu alterego emerge, é quando visto os meus trajes escuros, enfrento a insônia crônica e invado as obscuras madrugadas góticas do Rio de Janeiro como quem penetra no êxtase libidinoso de uma mulher.

Insiro um pen drive no aparelho de som do Sucatão, deixo que a música transborde na cabine do carro e faça a trilha sonora do percurso.

UNLIMITED

Sim, sou viciado, condenado a provocar situações que inundem o meu sangue de adrenalina. Sou um intrépido senhor grisalho caminhando para o horizonte abissal da velhice, mas sou um Highlander, e um Highlander só morre se lhe cortam a cabeça. Desfruto dessa breve passagem terrestre como um libertino e um libertino somente fenece se lhe quebram a espada. Sou profano, um ousado, porque a vida favorece os ousados.

Adormeci sobre as páginas estudando gramáticas, li uma imensa biblioteca, aprendi a escrever, assimilei um estilo, tudo para ser capaz de compor este diário. Sou assíduo frequentador da Academia Brasileira de Letras, amigo de alguns dos verdadeiros imortais e nesse círculo restrito uso o meu nome de batismo, um nome que não parece mais ser o meu. É na madrugada que me sinto vivo, é como Dante que existo.

O preço da esmagadora liberdade onde habito é a solidão. Pior do que isso, o custo da perigosa liberdade que adotei é a paixão incondicional pela solidão. Sou rigoroso na seleção dos amigos e por estar imbuído de um amor por mim mesmo, raramente me apaixono, mas gosto de fingir que me apaixono. O coração, este obsoleto símbolo romântico, precisa ser alimentado com pequenas faíscas de mentiras sinceras.


MATCH


O celular apita, o Tinder me notifica que dei um match. Um match. Deslizo os dedos, entro no aplicativo e me deparo com a foto de uma jovem morena de cabelos longos, sorriso Colgate, olhos brilhantes e um corpo sinuoso que se exibe em poses impudicas de biquíni. Envio a primeira mensagem...

“Você tem zap?”

Alguns poucos minutos se passam e ela me responde com um número. Adiciono à lista de contatos e a chamo. Não foi necessário muito tempo para que eu descobrisse que havia esbarrado com outra garota de programa muito mais a procura do dinheiro do que da alma gêmea.

Laís o seu nome, trabalhou em um bordel do Centro da Cidade e agora faz ponto nos fins de semana na localidade chamada Ponto Chic, em Padre Miguel. Ela combinou de me encontrar em um dos bares que costuma pousar como isca para homens desejosos de sexo.

Em alta velocidade, o Sucatão sobrevoou o asfalto noturno da Avenida Brasil. Na altura de Deodoro, o cheiro do mato molhado me arremessou para um passado em que eu ainda me apaixonava, quando vivi um tórrido romance com uma dissimulada de Bangu. O GPS tagarelava como bussola desgovernada interrompendo meus devaneios, continuei na rota informada por Laís.

Desconheço os detalhes de como alcancei o Ponto Chic. Lembro-me de que na altura do motel Top-Kap, me embrenhei por ruelas estreitas, semelhantes às trilhas de comunidade e desemboquei em uma ampla praça. Preferi deixar o carro e prosseguir a pé pelo restante do percurso indicado no mapa.

Minhas botas crispavam sobre os caminhos tortuosos. Subitamente, me vi no meio de uma multidão, música alta, pagode, samba. Para me livrar do conflito sonoro daquelas vulgares melodias, emparelhei o aparelho auditivo com o celular e evoquei Annie Lennox.

SWEET DREAMS

“Eu viajei o mundo e os sete mares... Todo mundo está à procura de algo...”

A voz metálica da loira andrógena me resgatou. Ao longe, avistei o letreiro do bar onde Laís disse que me esperava. Apressei o passo. O primeiro impacto me revelou uma garota mais atraente do que nas fotos, charmosa, exibia uma feminilidade afrodisíaca. Sentei-me ao seu lado, pedi um uísque, ela segurava uma taça de gim, a impressão que tenho é de que hoje todas as mulheres bebem gim.

Outras meninas estavam próximas, todas profissionais do sexo fazendo bico na região. Reconheci uma com quem saí há muitos anos, de nome Mariana, uma mulata que labutou no antigo Clube 47 na Praça da Bandeira. Mariana estava diferente, gordinha, carcomida pelo tempo. O papo com Laís foi breve, confirmamos o valor combinado, a moça disse que não precisaríamos ir para um motel, que poderíamos ir para sua casa, próxima dali. A proposta causou-me desconfiança, mas por comodidade decidi aceitar.


ERÓTICA


Laís me conduziu a um tipo de vila, um terreno compartilhado entre diversas residências. Entrei na casa da garota, tudo com aspecto simples e organizado. Levou-me para o quarto com ar-condicionado, a cama de casal em madeira cercava-se por duas mesas de cabeceira que ostentavam abajures emitindo meia luz.

Laís deixou cair a roupa e conseguiu me impressionar, comecei a me convencer de que a viagem se justificou. Aproximou-se e me despiu, nos beijamos, beijo bom, com saliva, língua e entrega. Enquanto me beijava, tocou no meu pau, segurou, ensaiou me masturbar.

Deitou-se na cama e quis que eu possuísse o seu corpo. Coloquei meus joelhos sobre o colchão, posicionei-me para mergulhar sobre Laís e um estalo forte cortou o silêncio, o estrado caiu sob o meu peso. Fomos ao chão.

O imprevisto cortou momentaneamente a onda de volúpia, mas Laís se mostrou gentil e hábil em contornar o acidente. Voltou a me beijar, me fez um boquete em que a língua deslizava sobre o meu pau como se lambesse um sorvete e a boca o engolia a cada espasmo de endurecimento. Corri o risco de gozar antes do coito.

Laís fica de quatro sobre um puff e pede que eu a penetre. A bunda exuberante empinava-se para me receber, ingressei naquela cavidade úmida e morna com a ânsia do orgasmo. Muito excitado, foram poucas as estocadas, gozei com o corpo da menina estremecendo e desequilibrando-se por cima da pequena almofada.

Pagamento feito, retorno ao Sucatão atravessando novamente a muvuca pagodeira. Entro no carro, giro a chave, acelero e os pneus chispam. Ligo o aparelho de som e permito que qualquer música me abrace. A penumbra da Avenida Brasil envolve o asfalto e diante da pista traiçoeira tenho certeza de que a jornada ainda não terminou.

GOT TO GET IT

Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Senior69, Carioca_ZN, Arraxxxca, Long Trail, pgggato45, Madruguinha, Estarossa, digiwolf, Siropas, Julio Cesar 34, Barbosa82, lukapeta, CafécomLeite, Geraldinho, Digboy, Papai Noel, Brand, Jhart, ViciadoEmPeitudas, curtiram esse TD.
VICK (EX-PEROLA BITTENCOURT) - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97934-2930
PéROLA, A JOIA DA COROA
POSITIVO
TEMPO: 180 MINUTOS VALOR: R$600.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

07 de Dezembro de 2023 às 12:12






Ser um homem velho é maravilhar-se pouco, porém, quando um acontecimento qualquer nos surpreende os sentidos, experimentamos o assombro da ressurreição.

A atmosfera noturna parecia prestes a incendiar-se, o calor era intenso, as ruas exalavam um hálito fumegante. À meia-noite, quando Pérola desembarcou do táxi em frente ao meu chalé nos alpes tijucanos e eu ressuscitei com a força das paixões da juventude.

Bem-vestida, com uma roupa justa delineando as curvas vertiginosas do próprio corpo, Pérola se aproximou e me ofereceu um beijo. Entramos no chalé. O silêncio da madrugada envolvia tudo, eu já não era o Highlander andarilho vagando pelas ruas escuras e desertas, caçando vampiras, driblando as adversidades. Eu estava com Pérola, a joia da coroa.



Ela entra no chalé, não perde tempo, se despe, exibe o seu corpo sinuoso e provocante, o orgulho da mulher jovem. Pérola é espontaneamente sensual, a pele é revestida por um bronzeado que nunca se desfaz, coxas grossas, bunda empinada e volumosa, barriguinha zero.

Diz que quer uma foto junto aos livros, são poucas as que eu permito compartilharem da minha biblioteca, somente as especiais, as educadas, as que sabem demonstrar carinho e respeito. Ela se posiciona e fotografo uma obra de arte entre as obras de arte.



Na cama, dividimos uma garrafa de uísque, Pérola gosta de beber uísque e isso nos aproxima ainda mais. Embolamo-nos em beijos famintos, com gosto de malte escocês, nossos corpos se roçavam, friccionavam-se na fome afrodisíaca da libido. Deslizei sobre a menina e engoli os relevos da sua boceta, lambi, chupei, mordisquei. A garota se contorcia, gemia alto, apertava a minha cabeça entre as coxas. Puxei o meu aparelhinho de eletrochoque e o apliquei sobre o clitóris, Pérola quase levita na cama, revira os olhos, murmura palavras que não entendo, goza em espasmos incessantes.

Recupera-se e avança para me aplicar um boquete. Engole o meu combalido pênis, lambe o meu saco com a língua quente, me masturba. Eu resisto. Então, prepara o caminho, vem por cima e monta sobre o meu pau, rebola, quica, esfrega. Sinto as ondas vulcânicas se aproximarem.

Peço que ela fique de quatro, não há paisagem mais erótica do que a Pérola de quatro. Ajoelho-me como quem faz uma oração, penetro na vagina morna e úmida, começo as estocadas, Pérola volta a gemer, se empina mais, o tobogã erótico se arma diante dos meus olhos, continuo deslizando para dentro, socando forte o meu pau contra a boceta enxarcada de tesão. Não consigo mais segurar, arremesso a minha história genética para dentro do látex. Desabo no colchão. Noite perfeita. Fim de jogo.

Bebemos, conversamos mais um pouco e Pérola precisa ir embora. Embarca no táxi e adeus... Retorno ao interior do Chalé com a sensação de leveza. O silêncio volta a me envolver, mas estou longe da aridez das ruas, das inquietações das esquinas, do negrume do asfalto. Até quando? Até a próxima batalha, pois um Highlander só morre se lhe cortam a cabeça e a espada de um Libertino só cai se ele não renova o brilho do aço. Libertine-se.

Girl9

HIGHLANDER

membro, vadeR, Saulo Top, Long Trail, Geraldinho, Senior69, Paulista88, Quaqua, Josh, Estarossa, Felipe_BR, Padre Erótico, ronondex, Madruguinha, The Witcher, Detonador, Vick, Ikki RJ, Digboy, Brand, Sueco, ViciadoEmPeitudas, curtiram esse TD.
CLUB 116 - Rua da Conceição, 116 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
DANDARA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$170.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

05 de Dezembro de 2023 às 14:12






CAPÍTULO I

Um Highlander só morre se lhe cortarem a cabeça e um Libertino somente fenece se sua espada ceder à ferrugem do tempo.

Noite alta, a insônia me atormentando, calculei sobre os únicos lugares que poderiam estar abertos naquele horário. Alguns poucos locais me vieram à mente, mas escolhi ir ao Centro, na vetusta Rua da Conceição, enfrentar as vampiras do Bombeirinho.

Acredite, meu bom colega forista, a única virtude que a idade nos traz é a desilusão. Para os meus critérios atuais, o coito com 99% das garotas de programa me soa frustrante. É o orgasmo no atacado, sem vínculo, sem emoção, sem retorno humano. Quase todas vampiras de sangue frio, elas não encontram em mim qualquer afinidade, essa é a maldição que assola os homens que pensam. Foi assim na minha última investida no fim de semana, é assim em quase todos os contatos com o sexo pago. Insisto nisso porque me sinto cansado para investir em aventuras de sedução com moças de família.

O horário se mostrava pouco indicado para ir sem carro ao Centro. Despertei o Sucatão, que me saudou com os roncos em fúria do motor, acelerei e emergimos sobre o negrume árido do asfalto. Os cenários vazios da Avenida Maracanã, com um único ponto de pulsação de vida na Praça Varnhagem, a amplidão oca da Praça da Bandeira, as colônias de miseráveis por todo o percurso da Avenida Presidente Vargas. No Rio de Janeiro, não é difícil nos sentirmos como se estivéssemos num remake do filme Blade Runner, o que não estava longe de ser verdade, de certa forma eu pretendia caçar replicantes.

Existe um canal no YouTube que gosto muito, o “Madrugada RJ”, mostra um sujeito visitando os pontos mais sinistros da cidade justamente durante a madrugada, não sei como ainda não nos cruzamos nos sombrios becos cariocas. Rodei com o Sucatão até encontrar um lugar supostamente seguro para estacioná-lo, terminei por deixá-lo em um ponto da Rua Visconde de Inhaúma onde, misteriosamente, outros carros estavam ancorados. A caminhada até o Bombeirinho seria mais longa.

CAPÍTULO II

No silêncio escuro da Avenida Marechal Floriano, o único som que se fazia ouvir era o do bater das asas de morcegos em constante revoadas entre as árvores centenárias. Quando passei pelo Beco da Sardinha, lugar que em outros tempos ressoava o fremir dos ébrios, os bares fechados exalavam o hálito dos cemitérios.

Continuei seguindo, não havia ninguém. É estranhíssimo andar por uma via longa e completamente deserta, ficamos com a sensação de estarmos em comunhão com os fantasmas. Os carcomidos sobrados que me rodeavam expiravam o passado. Ao longe, no fim da avenida, eu conseguia enxergar as luzes da Central do Brasil, território de terror e incredulidade para o Forista de Sapatilha.

Finalmente, alcancei a Rua da Conceição. Na frente do Bombeirinho, alguns sujeitos em roda pareciam resenhar com latas de cerveja na mão. Passei rapidamente por eles e me embrenhei pelas escadas do pretérito palacete que abriga as sanguessugas do prazer, onde os esgrimistas travam a luta final pelo gozo supremo.

Acredite, forista sem fé, a casa estava cheia. A lotação constante do Bombeirinho é um enigma indevassável. Como se explica uma boate de quinta categoria, naquele ponto remoto do Centro, atrair tantos clientes todos os dias? Peguei uma cerveja e entrei no modo contemplação.

Fiquei imóvel por alguns minutos, como um Van Helsing escolhendo em quem iria enfiar a estaca. Quando ergui a lata para degustar mais um gole da cerveja, meus olhos esbarraram em uma negra alta, com um corpaço capaz de provocar infartos fulminantes em idosos desavisados. Preocupado com a hora e sabendo que teria que refazer o tenebroso caminho de volta até o abandonado Sucatão, decidi me adiantar na abordagem.

A moça apresentou-se como Dandara. Os cabelos compridos de aplique tinham um brilho artificial de algum tipo de substância oleosa aplicada sobre eles. Alta, lábios carnudos, pernas torneadas em academia, olhos escuros que ameaçavam me engolir, um sorriso largo e cativante. Conversamos, fiz a entrevista básica, aprovei e pedi uma alcova.

EPÍLOGO

Já entraram em um quarto do Bombeirinho? Se nunca entraram, permaneçam assim. Estreito, uma cama que parece divã de anão, o suposto box me obriga a entrar de lado, pois um homem grande corre o risco de ficar entalado nele. É escuro e apertado. Para um velho como eu, que padece de cãibras súbitas, o contorcionismo que o aposento me exige sempre é um risco.

Dandara iniciou o duelo com um boquete sofisticado, demonstrando hábeis movimentos labiais e linguais que por pouco não me levaram à ejaculação precoce. Pedi que parasse. Não sei o porquê, mas eu estava com pressa de gozar. Deitei-me no divã de anão, metade das pernas para fora. Pedi que a menina viesse por cima (a posição master plus dos idosos).

A garota preparou Pikachu — O Breve — e sentou-se com força, fazendo com que o colchão, ninho de ácaros, afundasse mais um pouco. Fico imaginando a quantidade de maléficos seres invisíveis que se esvoaçaram daquele leito milenar quando sentiram a trepidação. É do jogo. Há lugares que só podem ser frequentados por homens que mijam de pé. Algumas quicadas, reboladas, esfregadas e arremessei a minha árvore genealógica dentro do látex.

FIM

Fim de partida. Decidi retornar pela Avenida Presidente Vargas, caminhei em passos de avestruz para resgatar o Sucatão. Entrei pela Rua Uruguaiana, dobrei a direita na Avenida Marechal Floriano, alcancei a Visconde de Inhaúma e estava lá o velho leão do asfalto me aguardando sereno.

Giro a chave, o uivo do motor rompeu as trevas. Acelero, atravesso a escuridão, o sono dos miseráveis sob as marquises, me vejo diante da contagem regressiva do grande relógio da Central, rompo a atmosfera estagnada e tenebrosa da madrugada, penso queo dom da solidão é a benção dos amaldiçoados. Insiro um CD aleatório no aparelho de som e a melodia do Duran Duran toma a cabine do carro de assalto. O meu nome você já sabe... Dante, me chamo Dante.


DURAN DURAN



Girl9 DIA 07/11 VEM AÍ — FESTA DO GP ARENA Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PéSSIMA PéSSIMO
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PÉROLA, A JOIA DA COROA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI SIM R$0.00 SIM

01 de Dezembro de 2023 às 22:12






A MAESTRINA

Para mim, o sexo só é bom quando me apaixono. Com Pérola, o encanto emergiu no primeiro encontro, no primeiro toque de pele, no primeiro impacto dos lábios. Não bastasse isso, a moça é atenciosa, mostrou-se interessada em me conhecer, não falha nas respostas do WhatsApp e se exibiu extremamente sexy em todas as vezes que me recebeu. Diante de um panorama de mulheres que, costumeiramente, atendem aos que as procuram tratando-nos como se fôssemos batatas pesadas a quilo no Self-Service, Pérola me fez sentir único. É a joia da coroa.

Pouco me importa se outros foristas querem se parecer com sábios milenares que evitam o envolvimento. Não, comigo não. Não vou por aí. Eu mergulho, naufrago e me afogo nos braços das melhores mulheres. Somente se alcança o prazer absoluto se nos lambuzamos no veneno viciante que o reveste. Não tema, nobre mancebo. Se você pagou pelo sexo, mas não experimentou o amor, agiu como quem navegou até o Éden e não desembarcou para caminhar entre as belezas refulgentes do paraíso. Frustrar-se é não ter coragem. Chore pitangas, mas não chore arrependimentos.

Marquei no início da noite, pois o Sol me consome da mesma forma que incinera os vampiros. O movimento de sexta-feira iniciava-se nos bares, nas calçadas, nos motéis e por todos os poros da vetusta Praça Saenz Peña. Enviei o táxi e esperei a Pérola ao lado de um bar na esquina oposta ao Shopping 45, na bucólica Tijuca. O acordo era relaxarmos um pouco antes do embate.

Como se fosse a própria lua cheia despontando imponente entre as estrelas, Pérola desceu de um táxi repentinamente, colocando em suspensão todos os respiros, provocando com um único sorriso todos os suspiros. Os homens ao redor foram arrebatados pela maestrina suprema, reagiram como uma orquestra bem afinada. Encaixada em um vestido decotado e justo, que nos tonteava ao moldar suas curvas vertiginosas, fiquei observando ela caminhar em direção ao bar, arrastando corações e mentes, para depois segui-la.

Bebemos alguns drinks e partimos de mãos dadas para o motel Éden, a poucos passos de onde estávamos. Pego a suíte com hidro, Pérola merece. A menina não perde tempo, tira a roupa e exibe suas curvas estonteantes de um corpo de 24 anos. Ela toma um banho, vai ao frigobar, retorna com uma Ice e bebe envolvendo com seus lábios carnudos o gargalo da garrafa.

O ALTAR É O...

Pérola se deita e salto sobre o seu corpo moreno, quente, de textura sedosa. As preferências podem ser sempre um fator subjetivo, mas para os meus olhos o que eu via se oferecendo inteira para a minha fome era uma bela mulher, jovem e fogosa.

E nos beijamos em línguas num nó cego, corpos embolados, mãos sôfregas deslizando sobre a geografia sinuosa da pele. Pérola inverte a posição e abocanha o meu combalido pênis em um único golpe, chupa incansável. Pedi um intervalo, eu estava prestes a gozar. A menina fica de quatro e diz que me quer dentro do seu cuzinho. O altar é o cu, já dizia o lendário Marquês de Sade.

Pikachu estava ereto como um mastro de navio, coloquei mais pressão e ele entrou naquela pequena cavidade que ilustra o centro da bunda de revista de Pérola. A garota geme alto, rebola como se ajeitasse o meu pau dentro dela, pede para eu socar, eu soco. A menina continua gemendo alto, rebolando, não dava mais para segurar... Ejaculei todos os meus genes, eles me amaldiçoaram ao perceber que sufocariam no saco de látex. Caí desfalecido no colchão.

No que sobrou do tempo, conversamos um pouco, namoramos muito e compreendemos que chegava a hora de nos despedirmos. Chamo um táxi, Pérola me dá um abraço amoroso e se vai. Fiquei no quarto como um Conde de Monte Cristo que viu todo o seu tesouro esvair-se. Liguei o rádio de cabeceira e a música invadiu-me como um exército... A noite começa aqui.

IMPOSSIBLE Dancinha



membro, Geraldinho, CafécomLeite, Senior69, The Witcher, Madruguinha, Long Trail, Gatitus, Duelista, vadeR, Digboy, Josh, Bart, Papai Noel, Detonador, Rjnet, Felipe_BR, Brand, Quaqua, Estarossa, Preludio, Lyon, Don Santão, Sueco, Jhart, Vick, Padre Erótico, Sued, Bull Terrier, Rebecca Magrini, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - R. Dom Hélder Câmara , Del Castilho - Rio de Janeiro - RJ
Nádia
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$120.00
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27 de Novembro de 2023 às 11:11






VIGÍLIA

A insônia vem acompanhada de ondas de ansiedade, me vejo lançado às ruas na intenção de desviar o foco da falta de sono e encontrar alguma diversão que me relaxe os sentidos. Talvez a razão da insônia crônica seja esta, o meu vício em adrenalina.

Já comentei, detesto dirigir à noite. Por insistir em beber quando saio, é raro que me arrisque a pegar o carro para um rolé. Ontem, no entanto, foi diferente. A mesma insônia noturna, a mesma ansiedade súbita, olhei para o relógio e marcava quase duas da madrugada, fui até a garagem, acionei o Sucatão, o motor roncou preguiçosamente alto e emergi sobre o negrume do asfalto.


EASY RIDER



Há um prazer em dirigir pela madrugada, o silêncio de mar aberto, o vácuo urbano de pessoas revelando detalhes dos cenários sombrios, figuras bizarras vagando camufladas pelas calçadas desertas e temerosas. O medo é o fantasma que assombra muitos bairros no Rio.

Consumido pelo tédio (ando com saudade de me apaixonar), tenho alternado entre as mulheres de cativeiro e as selvagens. Exausto de circular pelos mesmos lugares, rumei para Vila Isabel, atravessei o Túnel Noel Rosa, segui pela 24 de maio, Todos os Santos, Rua Piauí e desemboquei na Avenida Dom Hélder Câmara (a eterna Suburbana).

Bons tempos quando havia o Sambola; a boate Blue Garden, casa em que virei muitas noites de azaração, na altura de Pilares, próxima ao Norte Shopping, onde agora se ergue um condomínio enorme ao lado da bandeira do McDonald’s. Existia toda uma vida que hoje foi soterrada pelo nada. Quem sabe, em um futuro distópico, algum intrépido arqueólogo encontrará vestígios da minha breve passagem por aquela região.

Fui subindo pela avenida, alcancei o viaduto que cai em Cascadura, passei em frente ao Motel Classic, retornei pela Ernani Cardoso, cruzei com o Supermercado Guanabara (onde avistei entidades andróginas) e prossegui como o Capitão Ahab caçando Moby Dick. Não sei dizer exatamente até que ponto cheguei desperdiçando combustível, mas em um novo retorno, passando pelos arredores da esquina da Rua Cachambi, vejo um grupo de mulheres que se assemelhava a um arquipélago no meio do vazio de um vasto oceano. Admito, fiquei surpreso. Por que aquelas mulheres estariam ali? Seria um remoto e desconhecido ponto de mariposas?

Cruzei o local por umas três vezes, na tentativa de me certificar de que eram realmente mulheres plantadas naquele território, pois a região foge aos limites dos meus mapas cartográficos e desconheço as nativas daquelas paragens. No vai e vem com o Sucatão, avisto uma morena de sorriso faceiro, um rascunho da Kelly LeBrock, cabelos ondulados, encaixada em um vestido vermelho decotado e curto, estava encostada em um pequeno poste que sustentava a placa com o nome das ruas que formavam interseção.

Não é incomum eu ficar hesitante em me aproximar de mulheres em pontos de rua, mas a garota me pareceu atraente. Manobrei o carro e aportei perto dela.

— Oi, meu bem — ela me saúda com essa expressão odiosa que deve fazer parte do vocabulário profissional das putas.

— Como eu faço para ficar com você? — fui direto ao assunto.

— Oitenta o boquete e cento e vinte o programa.

Perguntei alguns detalhes adicionais sobre o desempenho sexual e ela me respondeu positivamente a todos os questionamentos.

— E para onde podemos ir no caso do programa? — inquiri.

— Aqui no Cartago,

Sinceramente, não me lembrava do Cartago nem que ele se localizava naquela área, saber disso me fez entender a presença do bando mulheres à toa naquela esquina. Aceitei os termos e autorizei que a moça entrasse no carro.

— Qual seu nome?

— Nádia. E o seu?

— Dante, me chamo Dante.




O COITO

Adentrei pela Rua Cachambi e entrei no Cartago. Como pretendia beber, peguei o apartamento pelo período de 12 horas, me programando para sair somente quando amanhecesse. Dentro do quarto, a menina se adianta para ligar o rádio e a música invade a alcova com a força de uma piada de mal gosto.

LOVE IS IN THE AIR

Loves is in the air... foi a trilha sonora que o motel me ofereceu como fundo musical do encontro com uma garota de rua. A guria aumentou o som, ensaiou uns passinhos e perguntou-me se podia pegar uma bebida. É do jogo.

A tal “uma bebida” se transformou em quatro Ices e uma garrafa de Gim. Comecei a contabilizar o prejuízo na calculadora do celular. A mulher era uma esponja.

Finalmente, após conversas e leves sarradas, ela veio para o ataque me tascando um beijo de língua que me desentupiu a traqueia. Beijo bonzão. Nua, Nádia se deitou e me chamou para ir por cima. O pau roçava suavemente em sua boceta enquanto continuávamos nos beijando, a menina gemia, baixo perto do meu ouvido, sussurrava palavras ininteligíveis e arranhava as minhas costas.

Pedi que ela ficasse de quatro, plastifiquei o Pikachu e penetrei lentamente na vagina úmida e morna de Nádia. Comecei a estocar e, de repente, fui acometido por uma cãibra implacável. Retirei o pau e caí me contorcendo sobre o colchão em movimentos epiléticos. Acho que a garota pensou que eu estava infartando, ficou lívida, de olhos arregalados, me encarando. Se dependesse de pedir socorro, eu teria falecido debaixo daquele olhar vítreo e inerte.

Recuperado, expliquei a causa da dor. Dona de alguma compaixão, Nádia voltou a se esfregar em mim, montou sobre a minha castigada carcaça, reencapou Pikachu e o introduziu em sua vagina. Ela não quicou, se limitava a roçar com força e rebolar por cima da minha virilha. Tinha um jeito gostoso de fazer, não demorou para que eu ejetasse os meus maratonistas genéticos no saco de látex. Gozo forte.

Paguei à jovem, ela se retirou e adormeci no quarto do motel. Aos primeiros sinais do dia, entrei no Sucatão e ganhamos a pista. O Sol bateu no meu rosto como se me cumprimentasse após uma longa ausência, o céu desabava em um azul opressor, o capô brilhava refletindo a claridade. Liguei o rádio e deixei a melodia transbordar na cabine do carro...

BEAUTIFUL DAY

Num arrebatamento de euforia, gritei em coro com o U2:

It's a beautiful day
Don't let it get away...
Dancinha


ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
EXCELENTE EXCELENTE
membro, PauloCesar, Jucabar, Felipe_BR, Senior69, GaelK, Gutopper, Madruguinha, Detonador, Geraldinho, Quaqua, Cerveja, MuriloRJ, John Kramer, Jhart, Digboy, Homer, Sagitariano, ViciadoEmPeitudas, Jota08, curtiram esse TD.
VICK (EX-PEROLA BITTENCOURT) - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97934-2930
PéROLA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM DISSE QUE FAZ R$0.00 SIM

23 de Novembro de 2023 às 18:11



Quando eu gosto, eu volto. Quando eu gosto muito, volto rápido. No caso da Pérola, voltei 24 horas depois. Que mulher! Já cantou Caetano: totalmente demais!

Minha química com ela foi absoluta. Bonita, simpática, corpaço de fazer o queixo despencar. Não é magra nem falsa magra, é gostosa, graúda. Os seios pequenos são durinhos e deliciosos de mamar, devo ter ficado com a boca encaixada neles pela metade do programa.

Os beijos da Pérola seguem o estilo namoradinha. Ela me pediu um dos meus livros de presente, aproveitei o pretexto e marquei outra visita. Recebeu-me em uma lingerie capaz de matar de emoção até mamute. Linda. Aquele corpo de curvas perfeitas, os relevos vertiginosos. Para fazer sexo com a Pérola quase que é preciso ser formado em Cartografia, é uma geografia muito extensa para um homem só percorrer sem bússola.

O primeiro encontro quebrou o gelo, o que fez o segundo encontro ter clima de romance. Sou um velho carente, um solteirão sem filhos, morando sozinho em um chalé tijucano onde caberiam umas 5 famílias, o que torna o meu coração mais vulnerável. Para que eu me apaixone por uma mulher como a Pérola talvez não seja preciso mais do que três encontros.

Escolhi ser atendido novamente na sala onde ela fica para facilitar o processo, mas tenho planos para um encontro em alto estilo fora dali. Ao chegar, fui muito bem recebido, conduzido a pequena cabine com chuveiro quente e a estrutura necessária para um bom sexo.

Segui o roteiro possível para um idoso. Beijos incansáveis, mamada nos peitinhos, pegada na bunda, amassos e umas duas sessões com o meu aparelhinho de eletrochoque. Pérola goza gostoso, gosta de ser induzida ao orgasmo.

A moça veio para o boquete, lambidas no saco, punheta. Arrastou o corpo por cima do meu na melhor técnica nuru. E o velho escriba fica como? O coração quase saindo pela boca depois de misturar viagra com uísque. O combalido Pikachu estava tão duro que mais um pouco convidaria o Elon Musk para antecipar a viagem a Marte, literalmente uma pica das galáxias.

Não sei se a experiência é só minha, mas na idade em que estou, quando transo num dia, sinto imensa dificuldade para gozar do dia seguinte. Foi o que aconteceu. Acontece que a Pérola é para lá de carinhosa e paciente, e insistindo no boquete, nos beijos e no banho de gato que me proporcionou, ejaculei até areia junto com os espermas.

Garota diferenciada que me cativou, se souber cumprir o pós-venda vou ser cliente fixo por muito tempo ainda. Girl9

membro, Madruguinha, VPN, Saulo Top, Senior69, Felipe_BR, Gatitus, Kid Long, Estarossa, GaelK, Papai Noel, M21, Jhart, photus, CafécomLeite, Top Gun, Brand, Predator, LNzao, Vick, Digboy, Geraldinho, Siropas, The Witcher, Rebecca Magrini, curtiram esse TD.
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23 de Novembro de 2023 às 10:11




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⚠️ ADVERTÊNCIA ⚠️
*Relato não contém nudes masculino 😊
*Não sou objetivo. 😉
*Não jogue fora nenhuma parte sua — by Austin Kleon
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NOTÍVAGO

Quem gosta de Sol é cágado e lagartixa. A Lua me concebeu, nasci na madrugada de um inverno implacável, em uma cidade fria e descampada do interior do Rio Grande do Sul. Emergi da escuridão protetora do útero para a obscuridade do seio da noite. Meus primeiros padrinhos foram fantasmas camuflados na ausência da luz. Meu nome? Dante, me chamo Dante.

Quem me acompanha, repara que tenho me alternado entre a caça notívaga e mulheres fora do circuito vicioso e repetitivo. Marquei com Pérola após o pôr do sol. As calçadas ainda exalavam o hálito quente do calor diurno. Entrei no táxi e pedi ao motorista que me levasse ao Méier, território do lendário Saulo — o Top — também conhecido como Mestre dos Magos do Imperator.

Quando desembarquei na rua Constança Barbosa, o relógio me indicou que eu estava adiantado. Caminhei algumas léguas em busca de um botequim, pedi um uísque (só tinha Teacher’s) e contemplei o fim do ciclo da quarta-feira. Emparelhei o celular com o aparelho auditivo e deixei que a balada que pressionou meus tímpanos empurrasse o sangue pelas veias entorpecidas.

E-ROTIC

As luzes das lâmpadas de vapor de mercúrio cobriam o cenário com um amarelo pálido, transformando as vias em um cortejo de velas marchando para o nada. O tempo foi suficiente para que eu ingerisse três doses de Teacher’s, uma espécie de cicuta simulando o sabor do malte escocês.

Deixei o bar e encontrei o endereço fornecido pela menina. O porteiro me pergunta para qual sala pretendo ir, informo o número, ele interfona e sou liberado para subir.

COLOSSO

Uma porta de vidro ainda esconderia o último obstáculo. Toco a campainha e em alguns poucos segundos a porta se abre. A própria Pérola me recebeu, um colosso de morena, que se mostrou linda para os meus critérios de escolha. Um corpo exuberante encaixado em uma lingerie minúscula. Sorriu-me e o meu castigado coração entoou um ritmo entusiasmado nas batidas. A garota me encantou à primeira vista, um mulherão.

Conduziu-me a uma pequena cabine com box, chuveiro e toalhas. Ritual da higiene cumprido, peço que ela retire as poucas pelas que cobrem o continente de deleites. Pérola é uma morena dourada, ornada com minúsculas marcas de biquíni. Seios pequenos e durinhos, coxas grossas, bunda esférica e apetitosa, boca voraz, barriga zero e a boceta depilada. A meu ver, toda perfeita.

EXPLOSÕES SOLARES

Acoplamo-nos em um beijo guloso, de línguas sedentas do beijo real. Eu alisava sua pele sedosa enquanto Pérola engolia os meus lábios com seus lábios. Éramos dois corpos ardendo, almejando um nó cego.

Peço que a garota se deite, lambo seus pés, abocanho seus dedos, ela geme, se arrepia, estremece. Saco o meu aparelhinho de eletrochoque e insiro sobre o clitóris, a garota geme alto, quase grita, sente o impacto. Continuo a açoitando com as vibrações elétricas do aparelho, ela avisa que irá gozar, se contorce freneticamente. Goza.

— Posso te chupar? — ela me pergunta.

Deito-me. Pikachu — o breve — estava em um dos seus raros momentos de ereção absoluta, consequência do sabor afrodisíaco de Pérola. A menina engole o meu pau até a raiz, lambe meu saco, me masturba. Resistir é inútil, mas eu resisti.

Pérola prepara o terreno e monta sobre o meu tronco, encaixa meu pênis em sua vagina úmida e morna e inicia a Cavalgada das Valquírias. Rebola, esfrega, quica. Comecei a sentir as ondas vulcânicas subirem pelos descaminhos da uretra. Jorrei meus espermas num espasmo assassino que os asfixiou nos limites do látex. Pérola é deliciosa...

Recupero o fôlego. Reacendem as carícias, mais beijos. Faço ela gozar novamente com o eletrochoque. Pérola amolece. O relógio marcava o fim de jogo. Visto a roupa, deixo uma caixinha, me despeço e retorno às ruas noturnas e fumegantes do Méier.

O TREM NOTURNO DO MÉIER

Decidi retornar de trem, transporte que eu não usava há décadas. Fui para a estação e aguardei. O vagão em direção à Central do Brasil estava vazio, a viagem foi rápida. Desembarquei no coração do Centro do Rio. As ruas no entorno vibravam sob o céu chumbo iluminado por relâmpagos. Novamente, emparelhei o aparelho auditivo com o celular e deixei a música fluir para os meus ouvidos...

UNLIMITED

Debaixo do brilho do Big Ben da avenida Presidente Vargas, vaguei como Hannibal Lecter desejando novamente saciar a fome canibal pelas esquinas decadentes. Meu nome? Dante, me chamo Dante.



membro, Detonador, Brand, Saulo Top, Geraldinho, Quaqua, Vick, PauloCesar, Madruguinha, Gutopper, Pirubaby, Nego Dengo, Estarossa, Tenista, Papai Noel, Senior69, Gatitus, GaelK, M21, Digboy, The Witcher, Rebecca Magrini, curtiram esse TD.
SWING MISTURA CERTA - R. Vinte de Abril, 9 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99278-1569
BATE-BOLA
NEUTRO
TEMPO: 180 MINUTOS VALOR: R$270.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 NãO

20 de Novembro de 2023 às 12:11





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O BAR

Sábado, quando a vida acontece... Não me perguntem o porquê, relevem o meu tom repetitivo, mas eu adoro aquela parte remota da Lapa, próxima a Praça da Cruz Vermelha. Quando o Bar das Quengas acabou, senti o vácuo de perder o pouso favorito. Quando reinauguraram com o nome de Boteco Bacurau, corri de volta à toca do lobo.

É um ritual. Escolho a mesa mais discreta, sento-me, peço o meu uísque e entro no modo contemplação. É o ponto de partida, o lugar onde sinto a temperatura da noite, onde me enveneno com doses ilimitadas de álcool. O único porém do meu hábito de beber nos fins de semana é que saio sem o Sucatão. O prevenido vale por dois.

Quando alcanço o grau em que o mundo ao redor começa a brilhar mais forte, quando sinto aquela euforia clandestina me invadindo vaporosa como uma fêmea no cio que chega para me arrebatar, quando me vem a vontade de dançar ao ritmo da música que vaza dos meus aparelhos auditivos conectados ao celular, quando tudo isso acontece na sincronia inevitável do ébrio, é a hora em que me levanto e sigo em alguma direção aleatória.

Estranho foi pagar a conta, me erguer da mesa e no mesmo instante a melodia de Billy Idol transbordar para os meus tímpanos...

BILLY IDOL

Acredite, forista sem fé. Senti um tipo de elevação espiritual que já não experimento na mesma constância em que sentia na juventude. Foi quando uma ideia imprudente me tocou o pensamento. Decidi ir sozinho ao swing do Mistura Certa, pois as boas companhias femininas estão raras e inconstantes para essa modalidade mundana.

VIA CRUCIS

A parte remota da Lapa não é para qualquer um, é para os ousados. As ruas são mais desertas, seres estranhos cortam nosso caminho, a Praça da Cruz Vermelha é uma colônia de miseráveis indigentes e a Rua 20 de Abril, onde está o swing, é tenebrosa. O velho puteiro que ficava ali aberto dia e noite, na esquina com Rua do Senado, o bom Feitiço do Tempo, acabou.

Há os suspiros de outras eras que emanam da carcomida casa onde nasceu o Barão do Rio Branco, hoje profanada e em ruínas como todo o resto do Centro da Cidade.

Já citei em outros relatos, não sou corajoso, sou abusado. Ando com o cu na mão por essas vias apartadas da existência, mas também sou alimentado pela adrenalina, o único antídoto para o tédio irreparável que a idade e as vivências excessivas me trouxeram.

Cheguei ileso ao Mistura Certa, mesmo com o caminhar tortuoso do ébrio. Na recepção, pergunto se posso entrar como solteiro. A resposta positiva veio acompanhada do valor para a permissão: 270 reais.

ORGIA PERPÉTUA

Hesitei. O preço excessivo quase me fez ficar sóbrio. Tudo bem, a vida é uma só e eu já estou velho para cacete. Aceitei. Foi a primeira vez que escolhi entrar no swing sozinho. Posso dizer que também foi a última vez que fiz isso.

O Mistura Certa é animado nos fins de semana. A casa estava repleta de casais e alguns solitários como eu. Não posso negar, me invadiu uma incômoda melancolia por estar sem um par naquela noite. A boate é bonita, como já me referi em outros relatos. Assim como o atendimento é satisfatório. Vi uma mulher colossal vestida com um uniforme branco, fiquei na dúvida se era a massagista das noites de sábado, mas a preguiça de perguntar superou a curiosidade. Talvez, tivesse sido a salvação da noite.

Pedi mais umas doses de uísque, foi a única maneira de contornar a depressão causada pela escolha que fiz. Em determinado horário, fui em direção ao labirinto e vaguei pelos corredores. Imagine, afeiçoado, um senhor barrigudinho esperando o milagre de ser assediado por alguma mulher presente. Na cama coletiva, a suruba rolava solta. Um pouco zonzo, aproveitei para sentar-me numa das extremidades mais reservadas do colchão, não reparei o casal que trepava eufórico perto dali.

Subitamente, senti uma fisgada na virilha e percebi a mão que pegava meu pau com brutalidade. Girei o pescoço para ver de onde partia o ataque. Perdoem-me pelo que irei dizer, não gosto de retratar ninguém desse jeito, mas era uma mulher pavorosa, carrancuda, a impressão que tive é de que ela estava com uma máscara carnavalesca de Bate-Bola.

A Bate-Bola insistia em abrir o zíper da minha calça enquanto gemia no vai e vem das estocadas do homem atrás dela. Cansado, bêbado, me veio o pensamento: não tem tu, vai tu mesmo.

Afrouxei o cinto, arriei a calça e a criatura me abocanhou com a fome de uma piranha do rio São Francisco. A mulher era esquisita, mas o boquete se revelou sublime e me nocauteou em velocidade recorde. A surpresa foi que ela engoliu o meu gozo e ainda lambeu os lábios como uma canibal insatisfeita. Se tratando dela, não foi uma visão excitante, fiquei aterrorizado.

Não havendo mais o que fazer ali, desci à recepção, paguei a conta, pedi um táxi e sintonizei meus fones na música epilogal...

THE CURE

O relógio da Central do Brasil despontava embaçado para os meus olhos através da janela do táxi, os ponteiros se aproximavam das 4 da madrugada. Eu me senti sozinho, muito sozinho, mas sempre soube que esse é o preço da liberdade absoluta, é a jornada que constrói a fé em si mesmo. Navegar é preciso...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
EXCELENTE EXCELENTE
membro, Brand, Player69, Zhukov, Brega, Madruguinha, Bart, Gatitus, vadeR, Geraldinho, Digboy, CafécomLeite, MuriloRJ, Senior69, Mulato Roqueiro, pgggato45, ViciadoEmPeitudas, Cafajeste80, Random, eltonbono, Barbosa82, Josh, Quaqua, Mítico, Predator, curtiram esse TD.
PRÉDIO URUGUAIANA 24 - Rua Uruguaiana, 24 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
PIETRA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$85.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 NãO

17 de Novembro de 2023 às 12:11



—𝐎𝐒 𝐋𝐈𝐁𝐄𝐑𝐓𝐈𝐍𝐎𝐒 — 𝐀 𝐅𝐎𝐓𝐎𝐍𝐎𝐕𝐄𝐋𝐀

—𝑬𝑷𝑰𝑺𝑶́𝑫𝑰𝑶 𝑫𝑬 𝑯𝑶𝑱𝑬: 𝑶 𝑺𝑨𝑨𝑹𝑨 𝑬́ 𝑨𝑸𝑼𝑰—





Se eu já não sou de perambular durante o dia, imagine nos dias em que a rua exala o bafo de uma fornalha. Caminhando pela rua Uruguaiana após o almoço, houve um momento em que pensei enxergar fumaça subindo das calçadas, tive medo de ser vaporizado repentinamente. Devido ao calor, diante do mal-estar, a única imagem que me despertava a libido naquele instante era a de um ar-condicionado. Eu poderia fazer contrato de união estável com o ar-condicionado, poderia ter filhos com ele se fosse possível, formar família, comprar um apartamento do Minha Casa minha Vida e ser feliz pela eternidade ao lado de um refrigerador de ar.





Precisava passar pela loja do RioCard para desbloquear meu vale-surdo, mas quando vi a fila de pessoas suadas, se dissolvendo nos próprios fluidos, desisti. Eu estava cansado, arfando de tanto calor, prestes a ser vítima de uma congestão. Quando olho para o outro lado da rua, avisto a entrada do inferninho U24. Assolou-me a ideia pouco recomendável de entrar, sentar um pouco e tomar uma cerveja gelada para recompor o meu DNA que estava quase gaseificado. Entrei.





Acredite, forista sem fé. Não sei o que estava mais quente, a rua ou o interior do U24. Se na rua eu pensei ver fumaça subindo das calçadas, no interior do inferninho eu supus ver chamas emergindo do chão. Fervia. Ao apoiar a mão na parede, senti uma quentura de queimar epiderme.

Preferi me acomodar no segundo piso, a minha vontade era ficar nu, exibir minha pança para escandalizar o mundo, romper os paradigmas do corpo sarado. Eu estava perto do delirium tremens. Peguei a cerveja, não tão gelada, e me sentei em um canto qualquer para exercer a contemplação. Passou um sujeito de chinelo e camiseta vendendo cigarros a varejo, comprei, seria uma forma de tentar mudar o foco do calor. Estava tão quente que o tabaco quase entrou em combustão espontânea.





Se eu pretendi ficar nu, muitas mulheres estavam seminuas no local. Senti um cheiro estranho, como se alguma tampa de esgoto estivesse aberta. Talvez fosse uma impressão febril da minha mente perturbada pelas altas temperaturas.





Não avistei nenhuma lebre interessante até que, de repente, entrou uma morena exuberante, emoldurada por um biquíni minúsculo, completamente destoante das mulheres que estavam presentes. Um colosso de fêmea que me fez expelir uma exclamação nada britânica.

— Caralho!

Não, afeiçoado forista. Não era um caralho, era uma vagina, mas o cérebro não segue a associação correta das palavras nessas horas. A menina foi até o fundo da pista, cochichou com uma coroa gordinha que me pareceu a líder sexual do andar, a gordinha serviu a ela um drink e a morena voltou o rosto para olhar o salão.





Sei o que você está imaginando, afeiçoado: “o Dante é velho, está fora de forma, não vai conseguir foder nesse calorão, dentro de um inferninho de quinta categoria, em um dia de 50 graus na cidade”. Tudo correto, mas o que você não levou em conta é que sou bem resolvido com as frustrações sobre o meu desempenho venéreo. Não ligo se, ao invés de foder, me foder. Acontece. O libertino é um rebelde, mas também é um resignado.

Aquela mulher não ficaria sozinha por muito tempo. Urgia me adiantar. Acenei, a menina nem sorriu. Acenei novamente, ela me detectou no ambiente e se aproximou.

— E aí, gato? Vamos namorar?

Esse tipo de pergunta me condena a dez anos de impotência genital, mas tudo bem, decidi superar em consideração ao porte voluptuoso da moça que expressava o questionamento. Disse-me que havia uma promoção, 85 reais por uma hora. Aceitei.

Quem conhece as baias do U24 entenderá a minha descrição, os colchonetes são latifúndios de ácaros, o lençol deve ter pertencido a Dona Beja antes de parar ali. Você entra e começa a sentir coceiras. É um horror. Dizia vovó, porém, que aquilo que não mata, fortalece. Vamos em frente.

Meu pau não subiria nem com o auxílio de um guindaste. Com a barriga transbordante de massas do Coliseu das Massas, com os poros sobrecarregados pelo clima incandescente, nem se Jesus Cristo aparecesse e gritasse “Levanta-te, Lázaro” — nada aconteceria.

Ficamos aos beijos, esfregadas, mamei os peitinhos duros, alisei a bunda, deixei que ela me aplicasse um boquete e tenho certeza de que a sensação que a menina deve ter desfrutado foi a de lamber uma maria-mole. Eu me despedi antes de terminar o tempo. Nenhuma surpresa, não esperava mais do que isso. A garota se apresentou como Pietra, comentou que também faz ponto na 44, o que me fez concluir que realmente os bordeis de luxo acabaram.

Quando voltei para a Rua Uruguaiana, foi como desembarcar em uma cidade do interior do México. O calor insistia.





Caminhei até a Rua da Assembleia, entrei em um táxi e pedi ao motorista que tocasse a toda velocidade para a bucólica Tijuca. Olhando as ruas castigadas pelo Sol, comecei a crer que seremos extintos da mesma forma que foram os dinossauros. Até lá, a saga continua... Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PéSSIMA PéSSIMO
membro, Brand, Barbosa82, Estarossa, Morcegão, Brás Cubas, pgggato45, Geraldinho, Felipe_BR, Digboy, Quaqua, Mítico, Josh, ViciadoEmPeitudas, Holmes, Player69, Papai Noel, Gatitus, Sagacidade, Nego Dengo, Rei do Trash, Thor de Copacabana, Franklin Clinton, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA (CALíGULA) - Rua Ubaldino do Amaral, 58 , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
MICHELE
POSITIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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13 de Novembro de 2023 às 11:11






SOLUM

Acometido por uma insônia insistente, arremessei-me às ruas como um detento que foge do cárcere. Um dia útil qualquer da semana. A intermitente chuva fina concedia o brilho pálido das luzes de vapor de mercúrio ao asfalto e às calçadas. Chamei um táxi e pedi ao motorista que me deixasse no Boteco Bacurau, uma nova versão do falecido Bar das Quengas.

Gosto dessa parte mais desterrada da Lapa. De um lado o Boteco Bacurau e do outro o Beco da Noite, um moderno e o outro enraizado na decadência dos tempos idos, mas que ainda finca os pés em uma boêmia que o mantém aberto 24 horas. Sentei-me sozinho na parte externa e pedi o meu uísque.

Aprecio beber e deixar fluir os pensamentos pelo efeito do álcool. Sobre o sexo, já provei tudo que minha libido me apontou, nunca fui homem de preconceitos quando a missão se resumia a buscar o prazer.

Atravessei muitas fases da noite do Rio, conheci a Lapa obscura, decaída, frequentada por fantasmas traiçoeiros que vagavam pelas esquinas. Conheci os forrós, celeiro de mulheres oferecidas; as boates da zona sul, da Barra, de São Conrado; descobri os swings desde o surgimento deles; me aventurei por todos as vielas e pelos recantos que me prometessem um novo orgasmo.

Certa vez um forista me chamou de Highlander, talvez eu seja, envelheci, não estou em forma, mas ainda não me cortaram a cabeça. O prêmio disso é que me restou pouco para desvelar e o tédio me assombra incansável neste último ciclo da minha jornada.

Sou um personagem movido pelo imprevisto, por isso não é surpresa o fato de que nunca aderi ao matrimônio, essa ilusão monogâmica que fabrica os nebulosos adúlteros. Sou passional, mas não sou prisioneiro. Com a visceral convicção de me manter livre, também evitei procriar. O preço dessas escolhas foi a contemplação de uma liberdade abissal que muitas vezes me oprime. A solidão é uma mulher possessiva.

Por todos esses motivos, me surpreende quando leio indivíduos escrevendo relatos reincidentes com as mesma garotas, algumas que eu conheci e em nenhuma delas identifiquei qualquer virtude que me motivasse a reencontrá-las. Suponho que eu já esteja em outro patamar, uma posição que o contexto da vida não permitiu que esses sujeitos de falsas alianças alcançassem. Provavelmente, é o melhor para eles.

Nunca bebo destilados sem ingerir goles generosos de água simultaneamente. Tornei-me imune à ressaca, mas não aos efeitos inebriantes do álcool. Depois de não sei quantos copos de Black Label, não conseguia mais focar os olhos com precisão, o corpo imbui-se de uma leveza descoordenada, as pernas presumiram flutuar ao invés de tocar o chão. Paguei a conta e admito que deixei o bar cambaleando, em avançado estado ébrio.


TENEBRIS

Não me agradava seguir em direção ao miolo da Lapa. Emparelhei o celular com o aparelho auditivo e escolhi a música que pudesse me despertar os sentidos anestesiados...

THE CURE - LOVE SONG

A melodia me fez entrar em uma conexão catártica com o êxtase da madrugada. Atravessei a Avenida Mem de Sá, passei ao lado do Beco da Noite e segui pela rua transversal. Não ouvia qualquer outro som que não fosse o The Cure inundando os meus tímpanos. Um gato me fitou da janela de um edifício carcomido pelas eras. Nada em volta. Tudo era vácuo. Prossegui pisando no concreto com as botas acorrentadas às minhas pernas impulsionadas por ideias abstratas.

Eu estava vestido de preto, tenho predileção por tons escuros. Sou uma alma gótica. Ia camuflado, me embrenhando pelas ruelas profundas do Centro da Cidade. Se sou corajoso? Não, nunca fui e é por isso que me arrisco, sou movido a adrenalina, o único antídoto que me faz sobreviver ao meu próprio fastio pelo mundo.

Avistei duas mulheres paradas em frente a um portão quase dissolvido pela ferrugem e decorado por uma lâmpada vermelha, elas também me viram e me encararam. Estanquei o passo. O que é o destino, afeiçoado leitor? E como ele prega peças nos homens sem fé.

Uma das mulheres me pareceu bonita, uma morena de longos cabelos cacheados, encaixada em uma minissaia justíssima que não nos poupava de salivar pelas coxas grossas que exibia sem pudor. Ela me fez um sinal e me aproximei. Como eu disse, meus olhos estavam com dificuldade para focar imagens estáticas, mas me esforcei.

— Quer gozar, amor?

De algum ponto da rua, subitamente, rompeu uma voz potente gritando como se fosse para mim...

— É TRAVESTI, COROA!

Sinceramente, não posso acreditar que fosse. A concentração dos travestis da Lapa fica, justamente, nos arredores da Rua Gomes Freire, no entorno dos Arcos e eu estava distante desse ponto. A mulher transbordava feminilidade, a voz adocicada, a pele de cetim. Não que travestis não possam ser femininas, não cultivo essas discriminações, mas não duvidei do gênero da persona à minha frente, mesmo que a embriagues pudesse embaçar o discernimento.


VOLUPTAS

— E aí? Quer gozar, meu bem?

— Quanto e onde? Estou sem carro — respondi.

— É cem reais aqui no meu local. Quer ver?

Puxou-me pelo braço, atravessamos o portão de ferrugem enfeitado com a luz vermelha, circundamos um espaço que suspeitei ser uma garagem, desembocamos nos fundos de um sobrado a beira do desabamento e entramos. O cheiro de mofo quase me despertou do porre, a menina me conduziu por dois lances de escadas e me vi em um salão imenso ornado por colchonetes no piso ancestral, sem nenhuma divisória.

— Que lugar é esse? — derramei a curiosidade irrefreável.

— É a Calígula — lembrei-me de um inferninho daquela rua, mas não exatamente com o nome que ela citou.

A garota me disse que ali funcionou uma antiga boate e que ela e algumas amigas tentavam reabrir. Não havia vestígio de boate, só ruínas não identificáveis de algo subterrâneo que existiu no local. Não sei como, mas a luz funcionava, a água idem. Lavei o rosto na pia amarelada de um banheiro em destroços e enxuguei-me com a camisa.

A garota me conduziu a um dos colchonetes, me deitei. Vi que em um canto mais distante um outro sujeito transava com um vulto feminino que estava de quatro. Disse a menina que eu desejava somente um boquete, ela abriu o meu cinto, arriou minha calça e me abocanhou com força. O pileque me faz mais sensível, gozei rápido, paguei e me recompus. Perguntei o nome da moça: Michele.

Retornei às ruas sombrias, acionei novamente o meu celular e deixei que outra melodia me embalasse de volta para casa.

THE CURE - A FOREST

O libertino vive. Girl9

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PéSSIMA PéSSIMO
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