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RELATOS DO MEMBRO

IZA FERNANDES - Rio de Janeiro - RJ
IZA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

21 de Julho de 2021 às 22:07






Alguém poderá dizer que é “exagero do Dante”. Acredite, forista sem fé, não é exagero do Dante, Iza é um exagero genético. Mulata colossal, digna do melhor time do saudoso Sargentelli. Quando ela abre a porta, temos que segurar o risco da ejaculação precoce. O sorriso que parece ornado por pérolas branquíssimas e irrepreensíveis; o corpão de pele acetinada, marquinhas de sol e curvas transbordando do fio dental; o beijo na boca com o qual ela nos recebe. Puta que pariu. Quem conhece sabe do que falo.

Foram meses sem vê-la, a menina havia migrado para São Paulo. Voltou esta semana, fui avisado por um amigo. Eu bebia um chope meditativo na bucólica Tijuca, em um bar próximo à romântica Praça Saenz Peña chamado “Mané” (me identifiquei), quando decidi contactá-la. Simpaticíssima, como sempre, demonstrou saudade e interesse em me rever. Papo gostoso, respostas rápidas no Zap (não aturo mais mulheres que demoram 45 minutos para responder, isso quando não esquecem com quem falam). Marquei.

Pego um táxi para a rua São Francisco Xavier, salto próximo ao endereço e aviso que cheguei. Subo os degraus do antigo e pequeno prédio; quando Iza abriu a porta para me recepcionar, senti escorrer uma baba senil sob a minha máscara. Mulherão impressionante. Que me desculpem as outras, mas não conheci neste ano outra mulher que possua o corpo mitológico da Iza. É de deixar caboclo maluco. Iza é daquelas mulheres que saiam no poster da edição especial da Playboy. Impecável e sem photoshop.

Ela tira a roupa e o meu coração palpita avisando ao celular para ficar de sobreaviso caso seja necessária uma ligação de emergência para o Pró-Cardíaco. Caio em cima das suas curvas e começo a mamar os seios durinhos em forma de peras maduras, desses que cabem na boca. Mordisco os biquinhos, engulo inteiro, ela geme, fecha os olhos, acaricia meus cabelos e eu me farto. Passo um bom tempo lambendo seus peitos, beijando a boca, cheirando seu pescoço. Ela geme muito.

Peço um boquete, ela se posiciona de quatro, bem empinada, com o rabo exuberante virado para os meus olhos e me engole no melhor estilo do boquete rapel. A boca sobe e desce em quedas vertiginosas que quase abocanham meu saco junto com o pau. Mulheraça. Enquanto me chupa, dedilho seu cu, sua vagina molhadíssima. Já estava quase entregando os pontos na boquinha da mulata, mas pedi que ela ficasse de quatro porque eu precisava penetrá-la. Ela ativa os protocolos de segurança e eu entro na bocetinha quente e úmida da menina. Que viagem. Começo estocando devagar e aumento a vibração, o corpo estala se chocando com a bunda exponencial, Iza geme como gata no cio, o som dos seus gemidos enchem o quarto, me envolvem. O corpo exposto à minha frente, empinado como um tobogã sexual, é quase uma imagem psicodélica. Gozo, gozo muito, gozo demais, gozo horrores e desabo em coma orgástico sobre o colchão da promiscuidade. Iza vendo o meu estado precário, meu fôlego ofegante, corre para buscar um copo d’água antes de pensar em chamar o Pronto-Socorro.

Papeamos um pouco e me despedi sem vontade de ir embora. Retorno caminhando pela histérica Avenida Maracanã, uma boa estirada até a Praça Saenz Peña. Sento-me novamente no Bar do Mané, pois detesto quem se leva muito a sério. A garçonete sexy me traz uma tulipa, o líquido dourado hidrata minha garganta seca da saliva que doei lambendo a vagina da Iza. A noite é fria, mas sinto calor. Peço outro chope, peço o terceiro, as pupilas se dilatam, o mundo se ilumina em brilhos de neon e reconheço a música que vaza das caixas de som.

The Cure - Lullaby

Invade-me uma vontade doida de dançar, de chamar a garçonete para uma performance. Embriagado, sinto-me um Fred Astaire pós-moderno. Se dancei?

Cai o pano... Yes

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
membro, Nomade, Senior69, Predator, Fazzo Casanova, Dionizio_RJ, El_Barto, Vladimir Lenin, Brand, Cara23, Tenista, Corcel, ronondex, schusk, curtiram esse TD.
[TERMAS] FEITIÇO DO TEMPO - R. do Santana , Centro - Rio de Janeiro - RJ
LAURA
POSITIVO
TEMPO: 90 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 TALVEZ

18 de Julho de 2021 às 13:07






Ontem me prometi não sair de casa, resistir à agonia de ficar enclausurado em um sábado à noite. Escolhi filmes, li um livro, comi uma pizza, mas nada disso foi suficiente para aquietar o espírito libertino. Eu precisava de alguma aventura ou, ao menos, da tentativa de me aventurar. Digo a você, afeiçoado forista, estou na fase da terceira idade em que durmo pouquíssimo, sou invadido constantemente por uma inquietude noturna que não me permite ficar aconchegado na atmosfera caseira. Vesti meu velho uniforme libertino (sim, libertinos são como heróis, usam uniformes), geralmente um vestuário em tons escuros, chamei um táxi (estou com a carteira de motorista vencida) e pedi para o piloto tocar para a rua do Senado. Passou-me pela cabeça ir para a Mosaico, na Vila Mimosa, mas fazia tempo que eu não visitava o Feitiço do Tempo. Decidi o meu destino.

Quanto mais o veículo se aproximava do Centro, mas a paisagem ia se tornando árida, deserta, silenciosa. As lâmpadas de vapor de mercúrio refletiam um cortejo de pálidas luzes amareladas, o asfalto nos conduzia pelo velório do vazio. Logo após a Praça da Cruz Vermelha, uma arena rodeada por velhos prédios carcomidos, pedi que o taxista parasse. Preferi ir a pé pelo resto do caminho. Finquei minhas botas na calçada, pisei firme e calmo, com a serenidade dos que conhecem os recantos furtivos e traiçoeiros da madrugada. Coragem não significa violência, mesmo porque violência muitas vezes significa covardia; coragem é sinônimo de ousadia e na maior parte das vezes é o contraponto à violência. Ninguém percorre tranquilo as ruas do Centro, mas a região da Cruz Vermelha é próxima à Lapa, também pontuada por bares e pés-sujos que compõe a fauna do local.

O Feitiço do Tempo é um inferninho que teve sua origem no entorno da Central do Brasil, depois o proprietário se uniu a um outro empreendedor e unificaram a firma nos arredores da rua do Senado. Neste último sábado, quando entrei na boate, tive uma surpresa que me deixou boquiaberto, o bordel está emplacando um perfil original, virando marca. Subi os degraus do antigo sobrado e quando entrei no salão tudo continuava iluminado à luz de velas, mas com velas estilosas. Do corte de luz, brotou a criatividade. A iluminação elétrica se restringia a umas poucas luzes coloridas colocadas em cantos estratégicos da pista. Avistei quatro casais, provavelmente se aquecendo antes de partirem para o Swing do Mistura Certa. De puteiro, o Feitiço do Tempo pescou a ideia de se firmar como boate temática de flash back. Achei genial.

Quando ainda estava buscando uma mesa para armar o meu acampamento, começou a tocar uma música de um passado muito distante (1987), meu melhor passado. Admito, colega forista, quando sou pego de surpresa com esses elementos que nos lançam para trás, fico a beira de me emocionar. Reconheci a música, reconheci a voz, reconheci a época. Patrick Swayze cantando She's Like the Wind. Acredite, forista sem fé, foi neste ponto uma garota chegou perto de mim e me puxou para dançar. Morena, alta, corpo esguio que denunciava as curvas de uma falsa magra, cabelos longos presos com rabo de cavalo, um olhar intenso e sexy. A última vez que me lembro de ter dançado música lenta com uma puta foi na finada Discoteca Help, que fazia uma sessão romântica às 3h da madruga.

SHE'S LIKE THE WIND

Digo a vocês, foi foda. Que momento. Aquele corpo quente colado no meu, os passos lentos em que nos orbitávamos, as mãos dela acariciando a minha nuca, os acordes que transbordavam pelas caixas de som. O coração do velho precisou ser forte. De repente, do nada, ela me beija na boca. E aqui eu quebrarei toda a elegância do texto para poder descrever o pensamento que quase saltou nu da minha mente. Puta que pariu. Que beijo. Que cena. Nessas ocasiões é que me convenço de que a vida libertina é maravilhosa. Ainda existe magia, estimado forista. Permanecemos na pista quando o DJ emendou com Kate Bush.

KATE BUSH

— Dante, como você consegue lembrar desses detalhes? — Perguntaria o forista incrédulo.

Impossível é esquecer, meu cético camarada. E se algum forista se mostrar insatisfeito com este relato, se considerá-lo repleto de informações inúteis, descartáveis e afirmar que eu não falo do principal, o que poderei responder? Lamento pelo humano estéril que você se tornou, meu caro. O prazer está na percepção do abstrato.

Sentei-me com a mulher que me levou por uma viagem que irei me recordar até o último suspiro. Revelou-me que seu nome é Laura, tomamos umas cervejas, conversamos, namoramos e decidi convidá-la à alcova. Pedi que nos deixassem no quarto por uma hora e meia. O fim desta história resumo com sussurros, gemidos e orgasmos. Fui feliz. Girl7

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Brand, Fazzo Casanova, Dionizio_RJ, alan26272829, Random, Predator, ronondex, Shadz22, Nomade, schusk, Senior69, curtiram esse TD.
CLUB 210 - Rua Uruguaiana, 210 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
LAIZA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$110.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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17 de Julho de 2021 às 00:07



A 210 é a casa mais animada do Centro atualmente. Não é 65, não é 4x4, não é 502. É melhor. Você entra em uma festa, em um cabaré no sentido mais primitivo do termo. Muitas mulheres, o que me fez finalmente acreditar que era sexta-feira. De cara, vi Laiza, uma mulata descomunal coberta por um vestido repleto de fendas abusadas que revelavam suas melhores curvas. Laiza veio em minha direção.

— Adoro coroas como você — e me tasca um beijo de língua profundo, com troca de saliva, com emoção de adolescente.

Alcova.

Como hoje estou telegráfico, resumirei tudo com uma exclamação.

Que trepada. Puta que pariu. Fiquei tonto quando acabou, pensei que pudesse infartar. A mulher é um colosso.

Trocamos telefone, deixei uma caixinha e ganhei as ruas. O fervo rolava na Rua Uruguaiana. Quando passei em frente a Teófilo Ottoni, vi que o bar do Baiano estava aberto. Mais uma dose? É claro que estou a fim. A noite continua...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
El_Barto, Brand, Nomade, schusk, Senior69, ronondex, curtiram esse TD.
65 LOUNGE - R. do Rosário, 65 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
CHOCOLATE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$335.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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17 de Julho de 2021 às 00:07



Hoje estive na 65, antes passei na porta da 502 e da entrada senti o silêncio sepulcral da boate, o que não me animou a subir.

Na 65, a consumação de 70 reais agora foi somada ao aumento do valor do programa, que passou para 335 reais por uma hora. Fico pasmo com a ousadia de aumentar valores que já são estratosféricos em um período de recessão grave como o que vivemos. Enfim... Bem recebidos pelos gestores, bem recepcionados pelas meninas, não há queixas. A casa em si estava meia bomba para uma sexta-feira.

Conheci Chocolate, uma negra que começava hoje no ofício, não poderia perder. Convoquei à alcova.

Corpo lindo, carinhosa, se arrepiava ao menor toque, ao menor beijo. Sensacional.

Sexo encerrado, paguei a conta, mas eu precisava prosseguir na noite. Fui para a 210.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
EXCELENTE EXCELENTE
El_Barto, Brand, Michael Corleone, schusk, Senior69, curtiram esse TD.
NANDA FREITAS - Rio de Janeiro - RJ
NANDA FREITAS
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

15 de Julho de 2021 às 21:07





Quando ela abriu a porta, meu queixo despencou, rolou até a Praia do Pepê, pegou um bronze e voltou de Uber para o seu local de origem: o meu rosto. Lembro-me de que o meu primeiro pensamento foi uma exclamação do tipo “que mulher é essa!”. Nanda é daquelas que quando você vê a primeira vez, o coração acelera, a boca saliva, os olhos se arregalam. É o meu estilo de mulher, se encaixa em todas as minhas preferências. Sim, incrédulo forista, eu estava na Barra.

Mulata sarada, pele de cetim num tom dourado excitante, sorriso sedutor, pernas trabalhadas em academia, barriguinha zero, lábios de quem quer beijar eternamente, olhos amendoados de uma Capitu de literatura erótica e uma simpatia espontânea que faz o pau subir sem medo. Não precisei transar para perceber que seria um caso de paixão. Totalmente demais. A viagem da Tijuca até a Barra valeu o esforço.

Tomei um banho, Nanda me conduziu até a cama, tirou as peças do biquíni sumário que cobria a sua exuberância morena e revelou o corpo colossal que até então eu somente havia contemplado por fotos. Linda e suculenta. Deitamo-nos sob o silêncio da alcova, nos agarramos, roçadas corajosas dos nossos corpos e o meu combalido pênis se transformou na pica das galáxias. Nanda me dá um banho de gata e abocanha meu membro em um boquete sobrenatural. Que chupada. Fui obrigado a recorrer aos ensinamentos dos mosteiros do Tibet para não sofrer uma ejaculação precoce. Pensei nas garças da Quinta da Boa Vista, no hipopótamo do Jardim Zoológico, nos camelôs da Praça Saenz Peña e consegui evitar um gozo antecipado.

Nanda prepara os protocolos de segurança e vem por cima como se fosse uma amazona cavalgando seu garanhão. No meu caso, um garanhão idoso e meio sem fôlego, mas seguimos firme. Desejei que aquele momento sublime não terminasse. O pra sempre, sempre acaba. Peço que Nanda fique de quatro, ela atende o meu pedido e vejo aquela bundinha esférica, de capa de revista, se erguer aos céus. Ajoelhei e fiz uma oração de agradecimento antes de penetrar naquele rabo quase indescritível, o mapa mundi da luxúria. Marquês de Sade dizia que o “altar é o cu”, estava certo. Meti devagar naquele cu, saboreando cada milímetro da penetração enquanto Nanda gemia como gata no cio, gemido gostoso que também nos ameaça com a ejaculação precoce. Ganhei velocidade, ela rebolava, dizia que estava gostoso, pedia mais, mais, mais... Gozei com a fúria dos loucos, urrei como um lobo velho reencontrando os prazeres da carne.

Intervalo. Conversamos um pouco, combinamos de marcar um próximo encontro fora da Barra, de preferência pela Tijuca. Nanda atende fora, me informou que é só chamar. A gente se entendeu muito bem, química extraordinária. Não demorou muito e a menina se assanhou de novo. Perguntou se podia me chupar, contou que gosta de chupar, respondi para ir em frente. A boca da Nanda conseguiu a façanha de ressuscitar Pikachu para um segundo round, um boquete alucinógeno. Engolia meu pau e acariciava o meu saco. Gozei horrores e morri. Ressuscitei dentro do carro, voltando para casa e querendo marcar novamente o mais rápido possível. Ave, Nanda. Que mulher! Totalmente demais!

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
eltonbono, Brand, Diazepan, Fazzo Casanova, Senior69, Tenista, Saulo Top, Michael Corleone, Predator, schusk, Nanda2, BalabanRJ, curtiram esse TD.
CLUB 210 - Rua Uruguaiana, 210 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
ANA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$110.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 TALVEZ

13 de Julho de 2021 às 21:07



Amigo forista, serei muito sincero nesta exposição que farei aqui, mesmo que ela ultrapasse os limites do que compreendemos por TD. O Centro do Rio sempre foi delimitado por duas regiões com características distintas, o lado da Av. Rio Branco, sentido Lapa, é formado por uma espécie de quadrilátero que engloba a 4x4, a 502, a Cancun e a 65; o lado da Rio Branco, que gira próximo à Praça Mauá, é composto por diversos pequenos inferninhos com perfil mais popular, tirando como exceção a MV30, que orbita o universo do delírium tremens. A faixa do Centro que fica no entorno do Largo da Carioca cobra valores em torno de 300 a 400 reais, os bordeis ao redor da Praça Mauá e Rua do Acre cobram um pouco mais de 100 reais o programa de uma hora. Uma diferença expressiva que poderia se justificar pelo suposto conforto dos quartos e das instalações (o que não vale para a MV30). Eu, no entanto, parto do princípio de que o putanheiro de raiz vai, essencialmente, a procura de mulheres, não de travesseiros de penas de ganso ou lençóis de cetim.

Por toda a minha vida libertina, quando saí de casa, eu carregava a intenção de entrar num cabaré, com mulheres que me instigassem o desejo, que me “falassem ao pau” (como diriam os mais antigos). Isso ainda existe? Existe, mas em escala muito menor no quadrilátero das grandes termas da Av. Rio Branco. Quando entro na 210, sinto-me entrando em uma festa animada, que já começou e não tem hora para terminar; quando entro na 502, fico com a impressão de que estou no endereço errado. Na 4x4, 65 e Cancun, evito entrar porque me vem a sensação de que estou em uma financeira para pedir empréstimo a juros muito altos. Sobre a MV30, digo somente que é uma boate que está do lado errado da Rio Branco e que perdeu completamente o senso de realidade do entorno.

A 4x4, a 65 e a Cancun são casas de um passado perdido e talvez irrecuperável. Inferninhos como a 210 são locais de ação e boas descobertas. Estive na 210 na última segunda-feira e o sentimento ao entrar foi exatamente o que descrevi no parágrafo anterior, entrei em uma festa que rolava animada e com uma quantidade de mulheres que, certamente, não haveria nas grandes termas naquele dia.

Uma observação. É lógico que, para o forista não habituado com estabelecimentos mais populares, o ambiente simples pode causar o incômodo inicial, mas tudo é questão de hábito. Creio que, com o costume, ele irá preferir frequentar casas como a 210, pois encontrará ali o que procura. Já para o forista que vive de nostalgia, não há cura, melhor que ele continue padecendo nas grandes termas com seus cenários de falência.

Conclusão, na segunda-feira cruzei com Ana, uma mulher alta, pele claríssima, corpo de curvas absurdas e um rosto lindo. Quando me aproximei para abordá-la, quase acreditei que ela me daria um beijo na boca, de tão próximo que o seu rosto se colocou do meu. Foi excitante. Simpaticíssima, gostosa e sedutora. Não teve jeito, convoquei à alcova. O quarto da 210 é básico, mas existe uma suíte na casa.

Ana tirou sua lingerie, revelou seios de capa de revista e uma bunda de perfeição esférica onde poderíamos desenhar o mapa mundi da luxúria. Beijos na boca de namorada, chupada profunda, gemidos deliciosos, roçar ousado de corpos, boto de quatro e a penetro com ansiedade. Sim, afeiçoado forista, foi um gozo da categoria “premium”. Desabei nocauteado no colchão. Trocamos telefones com a promessa de um encontro fora. Existe esta janela na 210, você pode garimpar, pegar o telefone e marcar no hotel Sevilha, que é perto dali. Elas vão. Na Cancun, uma menina fica sem trabalhar a noite toda e quando você pede o telefone ela responde que só dará se você subir. Na 210, não.

Digo que a 210 é para homens que mijam em pé, mas vale a pena até para os que são mais afetados. É preciso entender que as grandes termas acabaram e fica a dúvida de como algumas ainda conseguem abrir as portas. Os valores extorsivos ou o clima de absoluto desânimo reinam absolutos durante quase todos os dias da semana. Conheçam a 210, frequentem a 210. Ousem, o mundo é dos ousados. Piscada

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Senior69, Dionizio_RJ, Brand, Predator, El_Barto, Wolfgang, Saulo Top, Lobo Solitário, ronondex, schusk, curtiram esse TD.
CLUB 502 - Rua da Alfândega, 65 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97161-1880
LETíCIA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 TALVEZ

11 de Julho de 2021 às 22:07



Sexta-feira. Encontro com libertinos no restaurante Paladino, algumas tulipas de chope, doses de Salinas, bolinhos de bacalhau e decidimos visitar a 502. Não vou mais esperando muito dos grandes e encalhados bordeis do Centro porque já me convenci de que a crise se instalou definitivamente neles, mesmo antes da pandemia. Invariavelmente, há poucos clientes e garotas. Muito raramente há mulheres que possam valer o gasto.

A 502 mantém o cenário, mas encaixou uma enorme mesa de sinuca no antigo fumódromo, uma espécie de caça-níqueis, o que é compreensível se levarmos em conta o longo período de baixa de clientes. Hoje, considero um pouco deprimente o astral dessa região que denominei como o novo “Triângulo das Bermudas”: Quatro por Quatro, 65 e 502. A única que ainda mantém valores aceitáveis para o cliente é a 502; as duas outras prosseguem alheias à realidade, como se os gestores vivessem em uma estação espacial russa.

Bebi um pouco mais, atingindo o nirvana ébrio. Papo prosseguiu com outros personagens que encontrei no local. Acomodado no fumódromo, obrigado a assistir a uma chatíssima partida de sinuca, avistei Letícia (não tenho certeza do nome), uma cabocla amazonense muito bonita e com um corpo escultural. Chamei, sentou-se ao meu lado e fiz a entrevista preliminar. Transmitindo um perfil liberal, aprovei a menina e subimos à alcova.

A grande vantagem da 502 está nas cabines amplas e com chuveiro. Tomei meu banho enquanto Letícia saiu para pegar seus apetrechos. Velhos que abusam no álcool pagam por isso. Minha visão não tinha mais foco, a cabeça tonteava, Pikachu parecia estar aguardando a cremação (jamais a penetração).

Letícia retornou, nos beijamos, roçamos os corpos, mamei seus seios belíssimos, coloquei-a de quatro e beijei aquela bunda de capa de revista como se fosse uma imagem sagrada. A menina vem me chupar e mostra a sua habilidade, chupa e me masturba e eu ejaculo toda a minha árvore genealógica. Um sexo honesto e espontâneo, mas percebi que a menina tem um coração profissional, imune a qualquer envolvimento afetivo.

Paguei a conta, desci à noturna rua da Alfândega e a noite continuou me chamando para mais uma dose. É claro que eu tô afim. A aventura continua... Piscada

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Brand, Dionizio_RJ, Senior69, Predator, Saulo Top, El_Barto, ronondex, Fazzo Casanova, schusk, curtiram esse TD.
CLUB 210 - Rua Uruguaiana, 210 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
MEL
NEUTRO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$160.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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30 de Junho de 2021 às 22:06






(Continuação de relato: Relato Cancun)

A libido da terceira idade é oscilante. É possível passar semanas como se fosse o Spock, de Jornada nas Estrelas, mas chega um dia que o tesão vem com tudo, fazendo o idoso querer comprar até um melão na feira para aliviar o súbito apetite sexual. Provavelmente, foi o que ocorreu comigo na última segunda-feira. Após degustar a Larissa, deixei a Cancun com um camarada e caminhamos em direção a 502. Ao alcançar a Av. Rio Branco, a sensação é de que eu estava na zona proibida do Planeta dos Macacos, só faltou a estátua do Cristo Redentor desabada no meio da pista. Os ponteiros do meu relógio ainda não marcavam 20h e tudo se resumia em um deserto noturno.

— Esta é mesmo a Rio Branco? — Perguntei, pasmo, ao meu amigo.

Na entrada da 502, o porteiro, talvez por compaixão, nos avisou que só havia três garotas e um cliente na casa. Conclusão, seria mais divertido ir a uma festa de criança comer salgadinhos do que entrar na 502. Sugeri que fôssemos para a 210, na Uruguaiana, o único local onde me ocorria a possibilidade de encontrar vida inteligente. Partimos.

Sempre desanimo quando vejo a quantidade de degraus que terei que escalar para vislumbrar a pista da 210, os proprietários da casa deveriam oferecer equipamento de alpinismo para os clientes. Lá em cima, na boate, o ar deve ser mais rarefeito devido a altitude. Dez minutos subindo a escada, com paradas para recuperar o fôlego, finalmente fincamos os pés no arremedo do Olimpo. A 210 é pequena, por isso nunca parece vazia. Percebi que as garotas ainda estavam chegando, mas um elenco razoável coloria o salão quando chegamos. Pedi mais uma cerveja para manter o nível ébrio dos meus sentidos. Passa uma ninfa em um biquíni minúsculo, bem gostosinha, elétrica, não parava de dançar. Decidi me aproximar, perguntei o nome...

— Sou a Mel. Não se lembra de mim? Você não é o Dante? — Se fama em bordel me rendesse dinheiro, eu estaria morando em Paris.

— Não sei se me lembro — respondi.

— Eu trabalhei na 502, meu nome era Tamara, sempre via você por lá com os “Libertinos”. Você nunca saiu comigo...

— Então sairemos hoje — decretei.

Fiz a entrevista básica, com ênfase no beijo na boca. Para um velho, mulher que não beija na boca é igual a bala sem açúcar. Não dá.

— Eu beijo — ela responde e me tasca um chupão no meio da pista.

Aprovada. Reservo uma alcova.

A garota é gostosa, muito bonitinha, beijou na boca, mas faltou a emoção que embala os sonhos juvenis dos corações da terceira idade. Faltou entrega. Mel me chupou, me beijou, roçou, mas não empolgou. Gozei com muito esforço. Assim que finalizei, a menina se vestiu, saiu do quarto e ainda largou a porta aberta. Inaceitável. Não fico mais chateado porque é do jogo, faz parte dos imprevistos da operação.

Desci de rapel até a rua e o meu espírito continuava inquieto. Estiquei os olhos para a rua Teófilo Otoni, o bar do baiano estava aberto. Por que não? Aí é outra história... Cool

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
Brand, membro, Dionizio_RJ, Senior69, Clark, Saulo Top, Michael Corleone, schusk, curtiram esse TD.
ESPAÇO ZEN RIO - Rua do Carmo, 64 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 99875-8837
LARISSA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$310.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI SIM R$0.00 TALVEZ

29 de Junho de 2021 às 19:06



Fui molhar a goela com o chope geladíssimo do Paladino, na desolada Av. Marechal Floriano, no Centro. O Centro, agora, parece um lugar em permanente ressaca. Se você estiver estressado com o trabalho, vá para o Centro, ali há a simulação de um domingo eterno. Repetimos com frequência que o Centro acabou, mas é incorreta a afirmação, pois o Centro continua acabando, como alguém que morre por metástase. Encontro com um ilustre camarada libertino na mesa do bar, ficamos batendo um papo e por volta das 18h decidimos fazer ronda pelos bordeis.

Estive na Cancun. Os arredores da Cancun, não me perguntem o porquê, me lembram uma época em que um fórum tinha um grupo que praticamente se intitulava como “Os Babacas”. O que era esse grupo? Um grupo de babacas (óbvio) que servia de satélite para algum babaca-mor. Metidos a valentões da escola, fanfarrões de ocasião, daquele tipo de gente que se leva muito a sério. Frequentavam a 65, a Cancun e gostavam de fingir que tinham grana. Já vi de tudo em fóruns quando ainda me misturava aos porcos. Garanto, ficar entre pérolas é incomparavelmente mais agradável.

Na porta, o rapaz que entrega as comandas informa que às segundas-feiras não exigem consumação mínima, paga o que consumir. Entramos. A parte onde funcionava a boate está fechada, só a antiga uisqueria funciona. Na última visita recente à velha Cancun, pensei ter entrado por engano na Biblioteca Nacional, tal o silêncio e a concentração dos poucos clientes em si mesmos. Desta vez, foi pior, a impressão que tive foi de que havia penetrado em um oratório de algum mosteiro, fiquei procurando a imagem de algum santo para me ajoelhar, rezar e pedir que me tirasse dali. Poucas meninas e apenas três clientes além de mim. Sim. Acredite, forista sem fé. Três clientes. Contando comigo, éramos quatro.

Talvez, movida por algum tipo de comoção, a gerência iniciou uma série de shows de striptease com a meia dúzia de garotas presentes. Foi legal, músicas bacanas para acompanhar, quebraram um pouco do tédio, que é o maior pecado que pode imperar em um bordel. Durante essa série de shows avistei Larissa, uma falsa magra alta, curvilínea, com peitos sobrenaturais e bunda de capa de revista. Convoquei a menina para uma entrevista.

Sentada ao meu lado, Larissa não se negou aos beijos, aos amassos, foi simpática e não fez pressão para que eu me decidisse a subir. Pedimos, eu e meu camarada, um balde com seis coronas e ficamos imersos em uma espécie de punheta psicológica de libertinos sem muitas opções pela frente. Considerei subir com Larissa, a garota me chamou muito a atenção, mas fiquei um pouco inibido pelos valores da casa: 300 por 40 minutos e 310 por 1 hora. A única certeza é a de que eu me arrependeria quando fosse quitar a conta no caixa.

A resistência da minha conta bancária foi menor do que o tesão que Larissa me despertou. Convidei-a à alcova. Os quartos da Cancun (que agora se chama New York) estão naquele padrão bom de conforto. Sobre o desempenho de Larissa, a menina é gostosa, se entregou, gemeu, beijou na boca com gosto e me fez gostar do momento. Sou idoso e um idoso sempre termina antes do tempo acabar, o que é ótimo. Ficamos conversando um pouquinho, nos despedimos. Fui pagar a conta, não deu outra, me arrependi. No

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MOSAICO NIGHT CLUB - R. Hilário Ribeiro, 243 , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
MARCELE
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TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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24 de Junho de 2021 às 23:06






O celular toca enquanto eu bebia em um boteco remoto da Lapa. O dono da Mosaico me chama para ir a festa que acontecerá na casa. Um libertino não rejeita convites. Bebo uma última dose da Salinas, pago a conta e vou procurar o Herbie (meu fusca), que me lembrava ter estacionado em algum ponto da sombria rua Gomes Freire. Avisto Herbie, pacato e silencioso sob a sombra de uma árvore centenária. Aciono o motor, o fusquinha ronca como um Lázaro que ressuscita. Encaixo um disco aleatório no CD-Player e o som surpreendente de Enigma transborda das caixas de som e inunda a cabine...

Age Of Loneliness

Acredite, forista sem fé, não resisti. Desci do fusca abri as portas e fiquei dançando discretamente, embalado por aquela melodia que parecia fluir da própria madrugada. Talvez, uns poucos travestis que me observavam de longe tenham imaginado que se tratava de um gay surtado, não me importei. A brisa glacial daquela noite se dissipava enquanto meus movimentos desconexos aqueciam o sangue. Que liberdade, que êxtase que experimentei. Voltei ao fusca, acelerei e a faixa do CD virou para Gravity of Love, também do Enigma.

Gravity of Love

O fusca deslizava sobre o negrume desabitado do asfalto, as luzes pálidas de vapor de mercúrio descortinavam cenários em um deserto de silêncios. A cachaça girava em mim, alterando a minha percepção, me obrigando a comungar com todos os fantasmas que percorrem a noite sem terem descoberto o sentido de uma existência que se foi. Quando alcancei a Praça da Bandeira, fogos de artifício explodiram no céu, próximo à linha do trem, sem que eu soubesse de onde partiam. Tudo se acendia em luzes coloridas, me senti jovem. É provável que a velhice seja isso, o descompasso entre a mente e o corpo. O corpo envelhece, mas a mente rejuvenesce.

Embico na noturna rua Ceará, mantenho o rumo até a Hilário Ribeiro e estaciono. Assim que desço do veículo, um rapaz se aproxima e faz uma reverência respeitosa que destruiu todas as minhas ilusões de juventude.

— Tio, com todo respeito, o senhor se parece com o meu falecido avô. Levei até um susto quando o senhor saiu do carro.

Quis mandar tomar no cu, mas compreendi a carência daquele menino cumprindo seu papel de flanelinha. Como vingança implícita, dei cinquenta centavos e prometi dar o resto do valor que ele me pediu para guardar o carro quando retornasse. Não dei. Quando passo em frente ao bar “O pecado mora ao lado” (sim, existe um bar com esse nome nos arredores da Vila Mimosa), identifico um som que adoro: Tal king Heads - Psycho Killer. O impulso de dançar me assaltou novamente, mas segurei a onda e evitei desmunhecar. Melhor não fazer disso um hábito.

Psycho Killer

A Mosaico já estava em frenesi quando cheguei, apresentei-me na portaria e o costumeiro tratamento VIP me é oferecido. Mosaico é a minha Fortaleza da Solidão, um lar cravado nas vizinhanças do desbotado passado imperial. Logo de cara, vejo alguns amigos libertinos, trocamos ideias, brindamos com cervejas e gritamos o lema:

“There Can Be Only One”

Como revelei, libertinos são poucos, pois não se reproduzem. Vivem para o momento, para o prazer, para as descobertas, guiados pela luxúria. Cumprimentei a gerente, os funcionários e fui rondar a pista em busca de alguma presa. Não demorou para que eu e Marcele nos esbarrássemos, ela se aproxima afirmando que prometi levá-la para a alcova na última visita, mas sumi. Pago minhas dívidas com juros, reservei uma suíte para nós dois.

Para aguardar a arrumação do quarto, ficamos no camarote. Marcele serpenteava na minha frente, roçava a bunda no meu combalido pênis, me mostrava seus peitos de pera para provocar minha saliva. A garota se empolgou na performance erótica e comecei a me sentir Harrisson Ford com Emmanuelle Seigner numa lendária cena de “Busca Frenética”.

Busca Frenética

O quarto ficou pronto.

Escrevo este relato da rua e aqui seria o ponto onde eu narraria toda aquela mesmice da objetividade do sexo, porém, hoje eu me recuso. Digo que Marcele não decepcionou. Completa, oral estupendo, beijos voluptuosos, seios divinos. Gozei horrores, mas não consegui fazê-la gozar. Quando nos despedimos, ela me passou o whatsapp e sugeriu que nos encontrássemos fora. Quem sabe? As primeiras fagulhas da manhã começavam a despontar no horizonte. Cazuza cantou na mudez da minha mente...

“Pro dia nascer feliz O mundo acordar e a gente dormir, dormir. Pro dia nascer feliz. Essa é a vida que eu quis. O mundo inteiro acordar e a gente dormir...”

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JUHLY ZOMBIE - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98271-2817
JUHLY
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
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23 de Junho de 2021 às 22:06



Sento-me em um bar e escrevo este relato ao som de Bryan Ferry - com “All Along the Watchtower”. Estou na Lapa, berço libertino, berço da noite. Ébrio. Se houve, um dia, o nascimento do primeiro libertino, ele brotou em uma noite estrelada da Lapa. Somos poucos, pois os homens sucumbem aos instintos, casam-se, procriam. O libertino é quem escolheu ser desgarrado. Sim, é uma filosofia de vida, um sacerdócio que também exige o voto do celibato.

All Along the Watchtower

A noite está fria, opaca, poucas almas transitam, a dose de Salinas desce quente e faz minhas pupilas dilatarem, o mundo brilha, a euforia me toma e eu escrevo em frenesi. Escrever é encontrar a própria voz, é buscar a voz do outro. Aqui, meu nome é Dante, o poeta que se confunde com o homem que escreve, ambos pisam pelos descaminhos do Inferno, querem resgatar-se, talvez se tornarem apenas um. Dante é o eco de quem escreve, é ele que me guia pelas curvas dos corpos macios, é ele que enxerga o norte através das estrelas. Um lobo que não uiva, mas sussurra no ouvido de mulheres tão perdidas quanto ele. Dante, me chamo Dante diante desse copo de Salinas. Escrevo forçando a vista contra a luz vazia do smartphone, sentado em um boteco que resiste como boteco no coração de uma Lapa tantas vezes renascida.

Tantos lugares, tantas mulheres, tantos corpos nus, tanto para conhecer, mas a vida é uma poeira que não percorre mais do que um quarteirão. Escrever é me libertar do corpo, é romper as leis da física, é reencontrar tudo o que meus sentidos captaram antes que eu me esqueça. A vida é um esquecimento que termina por nos esquecer.

Filósofo? Não, sou um libertino, dos mais legítimos, dos mais perdidos. A música dita o ritmo. Onde está o sexo? — você perguntaria — ele vem por aí, mas agora eu curto o efeito que o bom orgasmo me causa, um alucinógeno que me relaxa os músculos, que faz a minha mente girar como um caleidoscópio viciado. Às vezes, perguntam pelo meu nome, quase confundo, Dante é um nome que vai se tornando maior do que o meu “eu”. Envelhecido, minhas pernas cansam mais do que há alguns anos, a visão turva no escuro. Dentro do libertino existe uma chama indomável, ela não diminui com a decadência do corpo, a caça, a sede, a fome por um prazer fugaz. Somos vampiros que precisam alimentar uma libido feroz.

Marquei novamente com a Juhly em um hotel da Lapa noturna. A Lapa também é mulher, mulher que não envelhece porque renasce. Beijos, carícias, toques que provocam suspiros, línguas que causam murmúrios. Juhly tem estilo, é quente. Eu gozo, e morro, e renasço como a Lapa, para a Lapa. A Lapa é libertina, é da natureza que não se transforma, da natureza que não aceita a extinção.

Em algum ponto, o libertino desaparece, não deixa marcas, não deixa herdeiros, não entrega seu código genético. Some, devorado pelo tempo. Por isso escrevo como quem rabisca palavras na areia. Se algum dos bêbados tristes que me rodeiam me repararem nesta mesa, escrevendo neste aparelho que emite uma luz oca, se algum desses bêbados perguntar meu nome, só saberei responder o nome que foi batizado com a cachaça.

— Dante. Meu nome é Dante. Mais uma dose...

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PONTO DE RUA - Av. Francisco Eugênio , São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
NINA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$100.00
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20 de Junho de 2021 às 21:06






A brisa gelada que atravessava a noite de São Cristóvão fazia arder a pele, me lembrando as caminhadas na minha cidade remota, no Rio Grande do Sul. Estacionei o fusca na rua Ceará. Uns vira-latas magricelos, camuflados em pelos escuros pela poeira cuspida dos escapamentos dos carros, vieram se aquecer junto aos pneus mornos. Calquei com firmeza as minhas botas sobre os paralelepípedos e dei o primeiro passo. O letreiro aceso do Hotel Canário é o farol para as almas que transitam entre os ratos, vira-latas e mulheres geladas que entram destemidas pelos corredores da Vila Mimosa.





Procurei o banheiro de algum boteco pelos arredores. Quando entro na cabine, me deparo com uma inscrição profética na parede suja: "Só se vive uma vez". E o que fazer com apenas uma vida? Continuar como um espectro noturno caçando o prazer improdutivo? O libertino é um explorador de territórios subterrâneos, arrisca-se pela adrenalina, pelos cenários que irá rememorar, pelas mulheres que irá encontrar somente nos porões mais obscuros da cidade. Não gosto de ser um observador protegido pela carroceria do automóvel, há certas situações em que se revela mais livre e mais seguro caminhar a pé. Foi o que fiz.






Eu vestia um casaco cinza com capuz, joguei o capuz por cima da cabeça e enveredei-me pela Francisco Eugênio, um bandeirante se embrenhando por novas matas. Ao longe, filas de carros se formavam ao lado de grupos de garotas. Morcegos cortavam o ar num som sibilante, em voos rasantes pelas sombras mais densas. Motos brotavam aceleradas no asfalto, um carro da polícia emitindo a luz vermelha estroboscópica trafegava devagar, vendedores com isopor pareciam ilhas naquele vácuo do mundo. Fui adentrando as entranhas do miolo mundano na expectativa de avistar alguma surpresa que me agradasse. Um silêncio sobrenatural envolvia o burburinho promíscuo. Sei que me lanço ao perigo, que não é prudente arriscar-se a pé nas madrugadas daquela via, mas para um velho libertino não há sabor sem tempero.

Chego a um posto de esquina de onde consigo ver a soturna Quinta da Boa Vista. Travestis trotam rente às grades como leoas famintas. Não me aproximo. Peço uma Ice na loja de conveniência, o leve sabor da vodka rasga minha garganta. No canto clandestino, vejo um frentista conversar com o rosto muito próximo a uma traveca. A noite, todos são livres. Saio com outra garrafa de Ice na mão e refaço os passos até o fusca. São Cristóvão é um bairro de ruínas, a demonstração da fúria do tempo, da finitude de tudo. Sou um bloco de ruínas me movendo por entre a decadência de uma obscura calçada carioca, vago em busca de um corpo que aqueça as minhas vísceras frias, não sou diferente dos vira-latas que foram se aquecer próximo aos pneus mornos do fusca. Não sei o porquê, mas me veio a mente o velho relógio da Glória, a imagem de Cronos apontando seus braços para o abismo inevitável. Cronos só não é capaz de devorar as pedras.





As mulheres se espalham em um curto trecho da Francisco Eugênio, ficam em grupos, umas poucas sozinhas. Eu estava quase me sentindo a imagem de um Jack Estripador, enfurnado num grosso casaco cinza e com um gorro jogado sobre a cabeça. Não sou Jack, mas talvez eu me deixe levar pela ideia de um vampiro que precisa beber uma mulher todas as noites para fugir do vazio de uma dolorosa existência que não se encerra.

Mergulhado em filosofices, alguém pega a minha mão. Olho em susto, uma gordinha, o rosto simpático, pele clara, cabelos cacheados, vestia uma minissaia que exibia pernas recobertas por pelos aloirados. Gosto de mulheres com pelos loiros nas pernas, me excita. A voz mansa, muito feminina. Pergunta se tenho um cigarro, eu tenho. A chama do isqueiro ilumina mais o seu rosto, não é feia, não é bonita, é atraente. Ela traga e expele a fumaça para o alto.

— Não tem medo de andar sozinho aqui?

— Tenho, mas gosto do risco.

Ela ri.

— Qual seu nome? — Pergunto.

— Nina.

Ela me puxa até um vendedor de cerveja parado com um isopor na divisão das pistas. Bebemos, mas pouco nos falamos. Ela alisa meu rosto, diz que sou um coroa bonito. Soube ser sedutora. Revela que faz de tudo na cama, sem frescuras. Para compensar a precariedade, pergunto se ela iria comigo para o Motel Xanadu. Os olhos de Nina brilham.

— Só se for agora.

Deixei o fusca onde estava, fiz sinal para um táxi e partimos.

Tomamos banho juntos. Nina me beijava com entrega sôfrega. Apertava a minha bunda enquanto eu mamava seus seios duros e exuberantes. Desceu para um boquete, a água escorria entre nós numa cascata de luxúria. Ela fica de costas para mim, empina a bunda e diz que quer que eu coma seu cu. Aquilo me excitou, ela pega meu combalido pênis e o encaixa com habilidade no ânus. Rebola, geme, agarra a minha nuca. Gozei ali mesmo, no chuveiro, penetrando uma gordinha sensualíssima que encontrei em um ponto de rua.

Quase secos, nos deitamos na cama com as pernas emboladas. Nina me beija mais, quer mais. Explico que não vai rolar. Conversamos, ela mora no morro do Tuiuti, também trabalha com tranças afro. Não tem filhos, acha que não pode ter. Luta como muitas pela sobrevivência precária. Sua história desperta em mim uma compaixão que me deprime. Nina ri fácil, ri da piada mais cretina. Gordinha e atraente. Preciso ir embora, resgatar o fusca. Pago um extra em cima do cachê que ela me pediu e aconselho a continuar no motel, descansar um pouco, eu sairia antes. Ela concorda e pergunta se posso pedir um sanduíche. Deixo tudo acertado e me despeço.

Volto de táxi para resgatar o fusca, o trajeto entre sobrados de uma época morta me impressiona. A madrugada termina.

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MIRELLA MORENO - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96742-2220
MIRELLA
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TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$170.00
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17 de Junho de 2021 às 09:06




Por que escrever mais um TD sobre a Mirella? Por quê? O que eu teria a dizer de novo? Nada, além da novidade que ela me informou: a partir de agora decidiu praticar um cachê exclusivo para foristas de 170 reais. Quando ela me enviou a decisão sobre o novo valor do cachê, junto a uma foto que tirou naquele momento, eu fui fraco, não resisti, pedi novamente que ela me reservasse um horário.

Há muitos anos que possuo um estilo peculiar de escrever relatos. No início dos fóruns, enfrentei muita resistência de administradores e de gente despeitada diante da minha experiência com as palavras. Os que não tentaram impor meu banimento dos fóruns, quiseram me enquadrar pelo deboche. Aprendi, desde cedo, que o deboche é a maior virtude do asno, que ri e zurra enquanto vive a própria desgraça. Insisti na minha escrita, porque estilo é estilo. Qualquer pessoa que cria a própria marca e se destaca da turba será alvo da inveja dos sem talento. Os fóruns antigos acabaram, a velharia que os administrou caiu no ostracismo, pois se sobressaiam somente pelos cargos imaginários que ocupavam. O que mais se produziu nos velhos fóruns foram matusaléns amadores e manicures de bordel. No fim, os sem talento me plagiaram e surrupiaram minhas ideias de muitas formas, mas continuaram sendo sombra. O medíocre existe pelo cérebro alheio e naufraga na ausência absoluta de criatividade. Os sem talento temem o talento.

Por que desse meu discurso? Porque Mirella é uma mulher que possui estilo e talento, não é viciada em fóruns, não depende visceralmente dos fóruns, faz sucesso pela beleza física e pela sua doçura íntima. Não duvido que desperte recalques. Foi uma das raras meninas com quem desenvolvi confiança e diálogo. Dou muito valor a isso. Por ter estilo, Mirella é rara.

Após a maturidade, compreendi que o grande prazer do sexo não está no orgasmo, mas na expectativa, no abrir da porta, na visão que se apresenta aos nossos olhos. O prazer está no primeiro beijo, nos primeiros toques, na textura da pele. Não importa se o encontro é com uma garota de programa, a mente funciona como se estivesse em busca de uma companheira para a vida. Os instintos sobrepõem-se à razão.

Quando Mirella abriu pela sexta vez a porta para mim e eu a vislumbrei com um fio dental que fazia transbordar todos os seus encantos, meu queixo rolou até a capela do Mosteiro de Santo Antônio, fez uma oração de agradecimento e retornou de carona com um entregador do IFood. O fôlego me falta quando vejo essa menina, em todas as vezes, por mais que se repitam, o fôlego me falta.

Tomo meu banho, volto ao quarto, peço que ela retire os trajes sumários que cobrem suas curvas de pantera. Da ponta esquerda da minha boca, um fio de baba senil ameaçou escorrer. Que mulher. Comecei a alisá-la, a pele de cetim dourado corre suave pelas minhas mãos, Mirella fecha os olhos. O resto são gritos, sussurros e paixão. Ave, Mirella.

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JUHLY ZOMBIE - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 98271-2817
JUHLY ZOMBIE
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TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
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16 de Junho de 2021 às 01:06


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Um desses dias quase frios do outono carioca. Decidi, em cima da hora, reviver um almoço nababesco no tradicionalíssimo Bar Brasil, na Lapa. O céu azul imaculado exibia um morno sol tropical. Desci do táxi na rua do Lavradio e fui caminhando para o restaurante. No trajeto, pregada a uma porta, me deparo com a foto da Bruna Lombardi em uma produção antiga, onde ela fazia o papel de prostituta.

— Colosso — penso comigo.

Talvez, a foto fosse o prenúncio do que estava por vir, mas não dei atenção. Continuei a marcha com o desejo de prazeres gastronômicos imperando sobre os meus sentidos.





O bar estava cheio, mas atento aos devidos cuidados sanitários que nossos tempos pandêmicos exigem. O garçom, um conhecido, levou-me ao meu lugar de preferência. Você não estará errado ao deduzir que sou um homem de hábitos, afeiçoado leitor. Gosto de lugares marcados, pontualidade, ambientes favoritos e coisas do gênero. Pedi o velho e bom Kassler defumado com lentilhas, arroz e batatas coradas. Como complemento, o chope estalando de gelado. Um manjar.

Sem pressa para depois do almoço, pois o libertino é aquele que reserva espaço para o hedonismo, ainda saboreei detalhadamente a sobremesa, uma torta de maçã coberta pelo divino chantilly da casa. É de ir aos céus e não querer voltar. Paguei a conta e fui vadiar pelos arredores daquela região que já foi um dia o suprassumo da luxúria carioca, reduto de francesas, polacas e outras nobrezas do meretrício.





Decadente e renascida muitas vezes, ainda paira na Lapa uma atmosfera malandra, promíscua, de mulher que não abandona a sua maior e melhor vocação. A Lapa é meretriz que teima. O mesmo ar malandro também exala alertas de perigo em tempos bicudos como o que passamos, é preciso cuidado ao andar pela Lapa. Sou um janota e todo janota se arrisca quando atravessa terrenos marginais. Costumo imaginar que o traquejo da prudência me protege dos piores imprevistos.

Faço uma nova parada em um botequim na esquina da rua da Lapa, local que Machado de Assis habitou por um ano, numa casa que continua de pé e com a indicação do seu mais célebre morador. Bebo mais uns dois chopes e percebo que é hora de resolver as pendengas que me aguardam pelo resto do dia.





Quando encerro a minha peregrinação e retorno à bucólica Tijuca, anoitecia na Praça Saenz Peña. A sensação de frio estava mais forte. Aqui começa o dilema, moro em um apartamento, fico cercado por uns 10 mil livros acumulados pela minha jornada profissional; não há esposa nem filhos me esperando, sou um celibatário convicto desde jovem. Algumas vezes, não sinto vontade de voltar, gosto da rua, da contemplação. Se me perguntarem por que fiz essa escolha, respondo citando o nome de um filósofo e de um filme: Schopenhauer e Zorba, o grego.

Há uma frase de Schopenhauer que fez a minha mente romper com a ideia de casamento:

“O amor é o mais engenhoso dos artifícios da natureza para pôr em prática o importante objetivo da vida humana: a preservação da existência.”

Ou seja, o amor é um instinto ordinário que carrega a intenção de nos transformar em simples reprodutores da espécie. O amor é uma sofisticada armadilha humana que acende a nossa natureza mais selvagem. Depois que li “A metafísica do Amor”, não foi difícil virar pipa voada.

Zorba, o Grego” é um filme que surgiu para mim como marreta demolindo qualquer ímpeto que me entregasse aos convencionalismos da existência. Zorba é uma ode à liberdade absoluta, ao hedonismo pleno, à vida sem dramas nem amarras. Confesso que essas foram duas influências que me fizeram pirar e é provável que tenham feito de mim este sujeito desajustado que sou até hoje.





Para encerrar o expediente, escolhi sentar-me num bar às margens da Sanz Peña para tomar a saideira. Não resisti, o clima exigia, pedi uma dose de Salinas. Ao menos para mim, a cachaça Salinas tem um efeito afrodisíaco que se mistura à sensação inesperada de euforia. Não sou fumante, mas senti uma estranha vontade de fumar, pedi ao garçom que guardasse o meu lugar, fui até uma banca de jornal próxima e comprei uns cigarros no varejo. Uma leve tragada misturada ao sabor rascante da cachaça, que prazer inenarrável me invadiu no anoitecer glacial da Tijuca.

— Dante, você estava sozinho? — Perguntaria o forista curioso.

Amigo — respondo — quando estou sozinho (minha condição natural), sinto tesão por tudo, como se as sensações ganhassem potência. É da minha essência me sentir bem sozinho. Sou lobo sem matilha.

Não demorou para que eu começasse a remexer no celular, buscando alguma presa que pudesse me despertar o interesse. A ansiedade sexual começou a emergir, efeito da mistura da nicotina com o álcool. Eu necessitava de uma pele contra a minha pele, de lábios roçando nos meus lábios. Meus olhos sondavam famintos as mulheres sentadas ao meu redor, esforçava-me para não dar pinta de maluco. A fome ancestral e insaciável tinha me dominado. Depois da cachaça e do fumo, eu precisava degustar uma fêmea.





O acaso é amigo dos náufragos. De repente, me deparei com um anúncio interessante, uma garota com estilo gótico pós-moderno, bonita de rosto, corpo no lugar. Fiz contato, respostas eficientes, objetivas, excitantes. Marquei no Éden para a hora seguinte. Não, afeiçoado forista, não espere a mesmice de um texto sexual nas próximas linhas desta crônica existencial. A vida libertina não se limita somente ao sexo, é também tudo que vem antes e depois dele. Farei o resumo do que a narrativa não consegue dimensionar na plenitude. Bela, fabulosa, boa de cama, sensual, exótica, inteligente, boa companhia, boquete esotérico e um orgasmo indescritível. Essa é a Juhly Zombie.

Voltei caminhando para casa, misturado à noite, sentindo-me parte da noite. Acendi outro cigarro. Enquanto o dia quer o nosso compromisso, a noite exige que sejamos livres. Expirei a fumaça que foi se desfazendo no ar, como a vida que se desfaz no tempo. A guimba em brasa parecia um farol me guiando no mar escuro. Carpe diem... Piscada

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14 de Junho de 2021 às 14:06



A sexta-feira seria longa e eu começava a jornada com o tradicional almoço no inigualável Coliseu das Massas. Sim, afeiçoado forista, voltei para a bela Mirela quase em seguida ao último encontro. Em breve, terei que hipotecar patrimônio para continuar vivendo estes momentos fugazes de prazer.

Saio do Coliseu com o corpo pesado e paro no bar Itahy para saborear um café. Terminando o ritual, dirijo-me ao balcão das recepcionistas novinhas do Ed. Av. Central e pego o crachá. Quando a menina me vê, já está com o crachá na mão, deve ser algum reconhecimento facial instalado no prédio. Mando mensagem para Mirella informando que me adiantei na hora e se ela pode me receber, a menina pede dez minutos e me autoriza a subir.

Toco a campainha da sala e ela abre a porta. Estava coberta por uma vaporosa lingerie lilás, o corpo dourado, os longos cabelos negros, o sorriso avassalador. Vou para o quarto, tiro a roupa e adianto meu banho. Quando retorno, a troca de beijos começa, aliso seu corpo de pele acetinada, afrodisíaca. Meu combalido pênis dá sinais de vida, vou por cima e começo a meter na velha posição “papai e mamãe”, que raramente pratico. Mirella geme, diz que está gostoso. Beijo seu pescoço, ela geme mais... A mulher é deliciosa. Peço par ela me chupar, ela executa um boquete fabuloso. Engole com vontade, gosta da coisa.

— Fica de quatro — peço.

Mirella se empina e penetro naquela bocetinha quente, ao mesmo tempo em que olho pelo espelho lateral suas curvas se entregando para mim. O espelho no quarto de Mirella é um detalhe crucial, é pra lá de excitante comer a garota enquanto vemos suas reações pelo reflexo do mais puro erotismo. Mirella geme, solta uns “caralhos” de vez em quando, acaricia a minha virilha enquanto rebola. Gozo urrando como um lobo atingido pelo caçador. Desabo no colchão.

Já disse aqui que construí uma relação com Mirella, a confiança foi sendo conquistada, o carinho ganhou mais espaço, a intimidade nos envolveu. Evoluímos na entrega à medida em que eu retornava para vê-la. Valeu a pena, valeu muito a pena.

Conversamos, digo a ela que hoje os fóruns estão diferentes dos primeiros que apareceram, mas que os foristas mudam pouco. Há o cronista sexual, o forista da objetividade e o forista sertanejo. Não é difícil identificar as três classes. Ela ri e nos despedimos. Adoro a menina. Desço, ganho as ruas e constato o inevitável: a vida pulsa...

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NANDA
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TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$80.00
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13 de Junho de 2021 às 21:06



PARTE 2

Sou um insone. Os leitores mais atentos devem ter percebido que escrevo mais à noite, não raramente na alta madrugada. É comum que eu escreva da rua, pelo celular, bebendo e desejando que meu texto não saia com erros intoleráveis de digitação. A velhice sossega algumas almas, mas comigo a reação que ela causa é a de inquietude. Durmo pouco e durmo tarde, busco às ruas para aplacar a ansiedade. Não sei se achei boa ideia quando Baiano me trouxe a loira Nanda como companhia, mas me resignei a recebê-la.

— Não sou princesa, sou puta. E sou boa no que faço.

Fiquei maravilhado quando ela evocou essa frase, que só ouvi uma única vez de uma prostituta londrina, em um daqueles intermináveis dias chuvosos da cinza capital do Reino Unido. Ingleses são pragmáticos, gosto disso. Com uma curta sentença, a garota mostrou qual era o meu lugar e o que ela estava fazendo ali. Cortou a minha baboseira e encurtou o caminho para os nossos objetivos. Admito, afeiçoado forista, eu não estava em condições para foder. Cansado, bêbado, a cama surgiria no meu imaginário como a imagem do repouso eterno. Na tentativa de não desperdiçar aquele mulherão nem decepcionar o esforçado Baiano, perguntei a moça se ela aceitaria uns amassos comigo, na rua mesmo, como se fosse namorada fogosa. Ela pediu 80 reais e umas tequilas. Concordamos e iniciamos, sem pudores, a nossa noite desavergonhada.

Nanda me beijava e apertava meu pau enquanto eu olhava para os lados com acanhamento pela ousadia da moça. Fui me soltando, meti as mãos por baixo do top e segurei seus peitos. Que pele, que textura afrodisíaca. Nossas línguas se enrolavam como acrobatas em saltos mortais, uma querendo passar para a boca do outro. Engolíamo-nos. Perguntou se eu estava de carro, eu não estava. Sugeriu que fôssemos para outro lugar mais discreto. Mais discreto? Aquele trecho da Teófilo Otoni é frequentado por meia dúzia de desgarrados e alguns fantasmas, mas topei. Encerrei a conta com Baiano e deixei que a Nanda me conduzisse.

Na jornada bíblica pela árida e silenciosa Rua do Acre, ela me explicou o que acontece no bar do Baiano. Existem muitos bordeis no entorno, o Afrodite, o 210, as casas da rua Leandro Martins etc. Muitas meninas, quando o movimento está fraco, saem em intervalos e vão beber ou fumar no Baiano, no Cerejinha e em outros points nas proximidades. Algumas alocam quartos nos casarios da Teófilo Otoni e carregam clientes que pescam na pista. O universo mundano é feito de múltiplas engrenagens.

Paramos em outro boteco escondido, agora na Praça Mauá. Ela me pergunta se quero um boquete e me leva sem cerimônias para o banheiro feminino. Eu cambaleava na tormenta da Salinas. Entramos em uma cabine, ela fechou a porta, arriou minha calça e só me recordo que demorou muito tempo até o jorro de espermas que me deixou zonzo. Não aguentava mais beber, perguntei a ela se ficaria chateada se eu fosse embora e chamasse um táxi para me pegar onde estávamos.

— Não, não fico chateada. Vai descansar. Vou esperar com você o seu táxi.

Nanda ajudou-me a entrar na viatura. Sua sobriedade estava intacta mesmo depois de não sei quantas tequilas, uma leoa. Cheguei à bucólica Tijuca com o taxista me acordando. Paguei a corrida, desci do carro com dificuldade. A rua expirava um vento frio, vento londrino. Ecos do passado misturavam-se às vozes do presente.

"Não sou princesa, sou puta."

E das melhores, Nanda. Das melhores... Reverência

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RUIM RUIM
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NANDA
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13 de Junho de 2021 às 00:06







PARTE 1

A noite avançava. Eu estava pelo Centro desde o meio da tarde, para um encontro marcado com a linda Mirella Moreno. Após o sexo, fui beber. Bebi acima da minha capacidade de absorção alcoólica, me sentia zonzo, estrábico. Precisava me sentar, descansar um pouco; talvez, beber mais, para alcançar aquele ponto de estabilidade da embriaguez. Lembrei do botequim do baiano, na rua Teófilo Otoni. Não nego, eu estava desorientado como um vira-lata e entrei pelo lado errado da rua. A região estava deserta, as luzes de vapor de mercúrio cobriam a penumbra com um tom de melancolia, fiz uma foto. Estanquei sem saber onde ficava o boteco. Antes de cair nesse embaraço, cumpri uma visita a 502, mas o DJ mandou uma playlist de “Sextanejo” que me fez pensar que eu estava em um episódio de “Carga Pesada” (é cilada, Bino). Não suportei 10 minutos de Chitãozinho e Xororó, vazei.

Vencendo os segundos de hesitação, escolhi seguir em frente por aqueles paralelepípedos envoltos em sombras coloniais e alcancei o oásis de luz que é o boteco das primas extraviadas. Já citei aqui que, recentemente, um amigo médico teve a coragem de me revelar uma suspeita, a de que eu posso ser portador de um nível leve da “Síndrome de Asperger”. Ele baseia a desconfiança no meu apego exagerado pela solidão, que não vejo como um elemento pesado ou dramático. A solidão representa para minha percepção o mais forte componente gerador da liberdade. Não, não me nego a conviver com gente ou conhecer pessoas, mas não sou desses que faz questão disso, não sou do tipo que gosta de andar em bandos. Lobos de matilha perdem a personalidade. A solidão é a minha fortaleza, é o limite que me preserva e que permite a minha autonomia. Não me vejo como um misantropo, mas não estou longe disso.

Baiano ainda se lembrava de mim, me recebeu festivo. Puxei 30 reais e dei como gorjeta adiantada para ele me arranjar uma boa mesa no espaço exíguo do estabelecimento. Ágil e veloz, ele montou a mesa em ponto estratégico e discreto, como se adivinhasse as minhas intenções. Não pedi, mas ele trouxe uma dose de Salinas, confesso que fiquei com receio de radicalizar, mas bebi em dois goles. Não pedi e Baiano chegou com uma porção de queijo prato em cubos, achei bacana a proatividade do rapaz, não reclamei. Ele cochicha ao meu ouvido dizendo que logo chegaria uma “pervertida” amiga dele: “bonita, muito bonita, doutor, é lá da 5, lá da 5” — ele revela sem me explicar o que era 5.

Fico sentado, sem compromisso com nada, contemplando o vácuo temporal que habita a Teófilo Otoni, uma ruela esquecida no meio do Centro da Cidade, que exala um passado coletivo que também é o meu passado. Perdi a noção da hora, o celular descarregou, é impressionante como nos tornamos náufragos urbanos sem o smartphone. No fim, gostei da situação. Eu estava ali, naufragado, incomunicável. Perdi o medo e engoli outra dose de Salinas oferecida pelo gentil Baiano. Acredite, Baiano é desses sujeitos que, em cinco minutos, consegue fazer parecer que é um amigo da vida inteira, confia-se nele porque transmite a ideia de que compra qualquer briga por você. Talvez, tenha sido efeito da pré-gorjeta de 30 reais. O capital compra os afetos mais sinceros.

Sempre imagino que alguns foristas devem se questionar se relatos como este realmente aconteceram como escritos. É possível que a minha precisão vocabular afete a credibilidade da narrativa, mas não consigo evitar o vício de escrever para alfabetizados com sofisticação intelectual. Posso garantir que o que virá pela frente aconteceu, com a ressalva de que os meus neurônios estavam comprometidos por um teor altíssimo de cachaça, mas estou acostumado a preservar a memória dessas contaminações químicas.

— É ela! É ela! — Baiano soprava alto o alerta e gesticulava como se fosse um controlador de tráfego aéreo.

— Quem é, Baiano?

— A Nanda. É a Nanda que te falei.

Coincidência de nomes, a loira se chamava Fernanda, como a negra da outra noite, mas essa nova personagem é conhecida no pedaço como Nanda. Ele tinha razão, o que vi surgir na sombria Teófilo Otoni fazia qualquer um exclamar “um avião”. Se o pequeno Tatoo estivesse ali com o Mr. Rourke, ele gritaria também: “um avião, um avião.” A diferença é que não foi fantasia. Uma loira fabulosa, alta, encaixada numa calça jeans justíssima, coberta por um top branco e uma blusa vaporosa que devia ter a intenção de protegê-la da noite fria. A garota andava formando um rastro incendiário. Vinha na companhia de uma baixinha destituída de virtudes estéticas, o que aumentava a beleza da loira pelo contraste involuntário. Chegaram abraçando e beijando Baiano, acomodaram-se em uma mesa próxima, foi quando vi o efusivo garçom apontando para mim. Vergonha

(Continua...)

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BOA BOA
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MIRELLA MORENO - Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 96742-2220
MIRELLA
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09 de Junho de 2021 às 16:06



Hoje, só guardo duas favoritas em minha lista de opções imediatas, com as quais me permito repetir encontros. Uma delas é Mirella Moreno, com quem já saí, pelo menos, umas cinco vezes. Só não realizei mais encontros por questões de tempo, dinheiro e para evitar uma paixão avassaladora da minha parte. Afirmo, sem exagero, Mirella é a mulher mais bonita das mulheres que conheci neste ano de 2021.

Fico felicíssimo quando ela me procura para perguntar como estou, se quero vê-la. Fico feliz mesmo, fico tocado com essa atenção surgindo de uma mulher que gosto e admiro. Foi esse gesto que motivou meu último encontro. Ela reservou o horário que prefiro, pontualmente eu estava tocando a campainha de sua sala no Edifício Central. Devagar, a porta se abre e quando entro não consigo evitar uma exclamação no meu pensamento.

“Que mulher é essa?!”

Mirella me recebeu emoldurada em uma microscópica lingerie branca, que deixava transbordar a exuberância do seu corpo sarado por todos os lados. Tenho certeza de que ela percebe que meu queixo cai.

— Quis caprichar para você — ela me diz.

Arrepiei, afeiçoado forista. Mirella me pega pela mão e acompanho seu rebolado sexy me conduzindo até o quarto. Quando entramos, ela abraça meu pescoço e me tasca um beijo que mais parecia respiração boca a boca. Aqui, faço uma observação, a minha relação com Mirella foi evoluindo conforme eu repetia os encontros. Começamos tímidos, nos tateando com cuidado, mas agora a entrega é total. Não hesito em revelar que foi o melhor investimento que fiz na vida. As repetições com Mirella me deram acesso à sua confiança, ao seu carinho pleno, à sua entrega absoluta. O sonho dourado de qualquer libertino. Uma mulher linda que se entrega para mim sem frescuras e com vontade.

Nua, ela vem por cima do meu corpo, se esfrega, numa fricção erótica de causar parada cardíaca. Traz a boca para a minha boca, seus longos cabelos negros escorrem pelo meu rosto. Mirella usa um perfume gostoso, afrodisíaco. A pegação é febril, sua chana esfregando na minha virilha é um convite à ejaculação precoce. Fico doido. Penso novamente: “que mulher é essa?!”

Ela desliza como enguia, encontra meu pau e o engole em uma chupada antológica. Chupa forte, mas com delicadeza, como se quisesse me fazer gozar antes do tempo. Ela gosta de chupar, eu sinto. Inverto a posição e passo a lamber seus seios, adoro os seios da Mirella. Desço até a sua vagina, está quente, úmida, enfio a língua, ela fecha os olhos, se contorce, geme... É de pirar. Peço a posição preferida de 9 entre 10 idosos, ela fica de quatro. Posiciono-me atrás de sua bunda empinada, bunda impecável, de capa de revista. Fico roçando a cintura naquele rabo cinematográfico, ela rebola, geme. Chego a pensar que estou mesmo com febre, é muita pressão. Cumpro o protocolo e meto na bucetinha que me convida para uma viagem. Vou metendo forte, ela geme, fala que me quer, eu meto mais, meto mais. Gozo horrores e despenco no colchão que abriga a princesa devassa. Que fodão.

Se o forista me pedisse um conselho, eu diria sem titubear: invista em Mirella, é o projeto de uma intimidade que vale a pena. Meu problema atual é querer repetir, repetir, ininterruptamente, mas não tenho pica nem verba para exageros. Tento aproveitar os momentos que a situação me permite. Mirella é joia rara em um mercado de muito marketing e pouca qualidade. Ela não é só bonita, ela gosta de sexo, gosta de experimentar. E eu adoro isso.

Conversamos um pouco, sempre passo um pouco do tempo sem perceber. Despedida, beijos e ganho as ruas querendo voltar.

Que mulher é essa?! Reverência



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FERNANDA
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08 de Junho de 2021 às 22:06






Semana passada. Havia avançado no horário em que costumo ficar no Centro atualmente. Quase dez da noite e eu tomava o meu último chope no bar Flórida, na Praça Mauá. Sim, serei nostálgico, estimado forista, senti saudade da boate que existiu em cima do bar, onde as mulheres dançavam e faziam strip em uma passarela que cortava o meio da pista. Definitivamente, a glória boêmia do Rio está moribunda.

O aquário das freelancers me entedia, envelheci cercado pela sensualidade musical dos cabarés, pelo frenesi dos bordeis. No final da década de 1990, conheci uma loira que dançava num daqueles pedestais de boate (chamávamos de “queijo”), a menina parecia a Cameron Diaz. Aconteceu de nos aproximarmos, tivemos um caso, dormi muitas noites no decadente Hotel São Bento, eu pagava a estadia dela e ficava tudo por isso mesmo. Linda, com um par de seios que eu só costumava ver em revistas de nu feminino. O início da Av. Rio Branco fervia com o movimento mundano da boate Flórida, da Praça Mauá e da antiga Subway. Estacionava meu carro na Mayrink Veiga e ficava transitando por este Triângulo das Bermudas sexual. A melhor das perdições.

Hoje, a Praça Mauá mais se assemelha a um jazigo. Ouve-se o sopro de fantasmas, mas não vemos nada além das sombras que escondem memórias, sussurros e orgasmos que reverberam pelo tempo. Fechei a conta e fui caminhando pela semideserta Rio Branco. Eu guardava a certeza de que as putas e os grandes putanheiros do passado me protegeriam. A oração do libertino é o céu estrelado, o céu daquela noite estava límpido, impecável. Um aroma de maresia vinha do porto, um cheiro que me causa euforia. Quando estou quase alcançando a árida Av. Presidente Vargas, avisto a luz de um boteco ao longe, na despovoada rua Teófilo Otoni. Decidi tomar a última cerveja ou, se tivesse sorte, uma dose de Salinas. O botequim parecia miragem, se revelando mais distante do que a minha turva visão calculou, fui pisando firme com as minhas botas sobre os paralelepípedos noturnos, a pancada dos meus passos fazia o único som ecoando naquele silêncio escuro e ancestral.

— Está fechando? — Perguntei no balcão.

— Não. Aqui vai longe hoje — me respondeu um rapaz baixinho que se apresentou como Baiano.

O boteco tinha Salinas, pedi uma dose. Baiano foi rápido e ágil para atender meu pedido. Havia uns 3 casais e duas garotas sentados em mesas espalhadas pela calçada. No grupo das garotas, uma negra vistosa ficou me encarando desde que cheguei. Bonita, olhos amendoados, vestia uma minissaia jeans e um top branco. Dava para ver os biquinhos dos seus seios medianos apontando para a Lua. Pernas grossas que sustentavam um belo corpo. Meus olhos iam e voltavam para não cruzar com os dela. Na segunda dose da Salinas, o velho ressuscita o resíduo de juventude que ainda o habita. Ela continuava me encarando. Como um orangotango amestrado, fiz um gesto mímico tentando sinalizar que queria conhecê-la. Não precisei de mais nada, ela se levantou e veio em minha direção. Surpreendido e alcoolizado, eu não tinha assunto quando a menina se sentou ao meu lado, que não fosse perguntar seu nome e de onde ela era.

— Fernanda e o seu? Moro em Campo Grande, mas fico aqui durante a semana.

Ela perguntou se eu podia pagar uma tequila. Concordei. A garota despejou a tequila na garganta num único gole e sorriu. Que sorriso. Os dentes alvíssimos em contraste com a pele de ébano acetinado. Transpirei cochichando com meus pensamentos.

— Você é linda — a inevitável babada da terceira idade.

— Obrigada, você é charmoso.

Classificar-me como charmoso pode ter sido uma hábil manobra para ocultar que não teria condições de fazer nenhum outro elogio expressivo à minha aparência. Resignei-me. Os olhos de Fernanda pereciam desejar cremar meus ossos, entendi que seria o momento para uma abordagem mais objetiva.

— A gente pode ficar junto? Ir para algum outro canto para namorar?

— Olha, meu bem. Espero que não fique chateado comigo, mas eu trabalho. Podemos fazer um programa. Quer? Cem reais e você vai gostar.

Acredite, forista sem fé. Putas e libertinos se atraem como mercúrio. Não é uma teoria, é uma constatação cotidiana. Aquelas palavras me deixaram alheio de mim mesmo. Confesso que sempre desconfiei sofrer de Síndrome de Asperger, às vezes eu me ausento e tenho esse apego macabro à solidão.

— Oi? — A menina tenta me acordar do meu lapso de consciência.

— Você atende em algum hotel por aqui?

— Não. Não precisa hotel, meu bem. Atendo aqui ao lado.

O “aqui ao lado” da negra era um sobrado secular, com paredes descascadas e uma porta azul que remetia a priscas eras coloniais. Não me atraiu muito, a imagem transmitia uma mensagem hostil.

— Não podemos ir para algum hotel perto? — Insisti.

— Olha, meu bem, não conheço você e aqui é onde fico. Prefiro que seja aqui.

Todos os indícios pediam para que eu não aceitasse o desafio. O perigo gritava, mas aquele ar de maresia, a pele acetinada da negra... Ela tocou meu rosto com as mãos, acariciou a minha nuca e decretou a ação com uma pergunta...

— Vamos?





Há os foristas que clamam por objetividade, como se o sexo fosse um número de protocolo de alguma repartição burocrática. O que é a noite? O que é o sexo? A noite e o sexo são símbolos mundanos da aventura humana. Como exigir objetividade dos elementos mais subjetivos da nossa existência? Se todos viessem ao fórum para escrever objetivamente sobre um encontro sexual, não haveria diferença entre os relatos, seriam cópias consecutivas que se resumiriam a beijar, chupar e meter. Não posso evitar a compaixão por uma criatura que só consegue enxergar o sublime pela ótica do medíocre.

Talvez, o melhor do sexo, tanto na juventude quanto na maturidade, seja o suspense e a expectativa que o precede. O encontro, a surpresa, o jogo de sedução (mesmo no sexo pago), a ansiedade. Compreendo o sexo como uma jornada, com introdução, prefácio, clímax, epílogo e posfácio. Não conseguiria relatar um encontro como quem escreve minuta de contrato. Não dá. Por isso, exijo daquele que me lê o mínimo de sensibilidade e que seja uma alma alfabetizada.

Decidi acompanhar Fernanda no convite que me fez. A negra era sensualíssima. Apesar de alguns vícios de linguagem que denunciavam sua origem de comunidade, ela mantinha boa conversa e mostrou-se carinhosa. Bateu na carcomida porta de madeira azul, berrou um nome de mulher e num passe de mágica a porta imensa se abriu sozinha. Quando entrei, vi que uma corda amarrada à maçaneta servia como um porteiro eletrônico retrô. Estava escuro, subimos uns três lances de escada em curva, entramos em um apartamento também escuro e Fernanda me conduz pela penumbra até um quarto.

— Pode ficar à vontade. Já volto — ela me diz.

Preferi aguardar que ela retornasse antes de me despir. Dois minutos depois, Fernanda volta ao quarto emoldurada em um biquine fio dental, exibindo um corpanzão opulento e uma bunda de dimensão planetária. Apesar da pouca luz, reparei que o quarto era pintado de rosa e no teto brilhavam uns pontos florescentes, quase imaginei que fossem vagalumes. Ela avança impetuosa e me beija. Beijo real, de mulher de verdade. Trocamos litros de saliva. Ela ajuda a tirar minha roupa. Deitamos e roçamos nossos corpos tomados pela fúria da libido.

— Achei você um gato — soltou um repentino elogio.

— Sou um gato velho — respondi.

— Nada disso. É um velho gato — riu.

Nunca saberemos se esses elogios são sinceros, mas colaboram com o tesão. Afinal, a vaidade é o pecado preferido de do Diabo. Ela arrasta o tronco sobre o meu corpo, abocanha o meu inveterado pênis e o engole como quem prova um prato do Master Chef. Um baita boquete, no estilo rapel, a boca subia e descia em quedas vertiginosas até a raiz do membro. Ela levanta e se senta sobre mim, fazendo manobras ousadas com a boceta se esfregando sobre a minha virilha. Abaixa a cabeça e me beija mais. Lambe meu tórax, suspira. Mulher com entrega deliciosa.

Peço que ela fique na posição preferida de 9 entre 10 idosos, de quatro. Ela se empina me oferecendo o seu território mais íntimo. Penetro devagar, entrando em um salão que me recepciona com tapete vermelho. Aumento o ritmo das estocadas, Fernanda geme alto. Uma janela que dava para a rua estava semiaberta, fico com a impressão de que ela gosta de se exibir. Ela rebola enquanto a saboreio. De repente, sinto uma umidade anormal escorrendo pela minha perna, um líquido viscoso. Fernanda estava menstruando. Ela dá um salto e corre para fora do quarto. Cinco minutos para voltar.

— Desculpa. Desculpa. Não sabia que ia acontecer.

— Sem problemas, moça. Tudo bem.

A transa acabou, mas foi um belo momento, digno de registro. Ela sugeriu um boquete até o gozo, topei. Acredite, forista sem fé, vi estrelas. Não foi uma ejaculação, foi uma erupção na boca da garota. Ela engoliu, provando que não cultiva a menor frescura quando o assunto é sexo. Despedida. Não me preocupei em pedir telefone, ela disse que posso encontrá-la no mesmo boteco ou na boate 210, da rua Uruguaiana. Galguei com cuidado os degraus do sobrado centenário e ganhei as ruas. Eu estava imbuído de um sentimento estranho, algo que me inquietava. Fui caminhando sem norte. Quando despertei do transe, me vi em uma rua oca, tomada pelo vácuo urbano. Acenei para o primeiro táxi, dentro da cabine da viatura um som que há muito eu não ouvia quis colorir a atmosfera obscura. Enigma...

ENIGMA

O Sol é a promessa infalível que me dissolveria com a noite. Para o libertino o próximo dia é o próximo anoitecer, onde qualquer aventura é possível. Piscada

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ALICIA FERRARI - Largo do Machado - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97401-7359
ALíCIA
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04 de Junho de 2021 às 11:06






“Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta”.

(Camões)



Costumo me referir à doce Alícia como musa suprema. Não exagero quando a qualifico dessa forma, Alícia é o que chamamos de paradigma, ela se tornou um modelo de excelência no atendimento justamente por ter se afastado do padrão morno de quase todas as outras meninas. Há nela uma espontaneidade que não se dissimula, é talento, é vocação. Alícia não nos agracia somente com um sexo sem precedentes, mas nos contamina com um afeto único. Quem conheceu Alícia e não guarda a sensação de ter feito uma amiga verdadeira? Amante? Quando chamo Alícia de musa suprema, outras mulheres não deveriam invejar, mas se espelharem em seu exemplo, pois Alícia é presença plena que se destaca entre muitos rascunhos.

Todos nós percebemos que quando Alícia se ausentou do fórum, no mesmo instante se instaurou um vácuo. Onde está Alícia? — Logo vieram as perguntas. Faz falta porque nos completa. Ela não pode ser classificada como acompanhante, se tornou uma necessidade básica para todos nós. Não duvido que alguns tenham ficado ressentidos com súbito desaparecimento da musa, pois o ressentimento é fruto de um amor que se frustrou. A grande revelação brotou do seu desaparecimento é que Alícia desperta paixões e sonhos românticos. Com ela, nos sentimos únicos e não queremos que a magia se quebre. Quantas Alicias conhecemos? São raras, raríssimas. Se todas fossem iguais a você...

Soube do seu retorno e me propus a desafiar a agenda sempre lotada da menina. Afetuosa, ela arranjou o horário da minha preferência. No dia marcado, me informa o endereço do seu local provisório, pois ainda está reconstruindo sua base de atendimento. Chego à famosa rua A.V.37, mas por algum sintoma da minha esclerose precoce, me dirijo a sala errada e fico uns 10 minutos tocando a campainha sem que ninguém me atendesse. De repente, me dou conta do equívoco e corro para a sala correta.

Alícia me recebe numa lingerie branca, seu sorriso emana aquela luz que nos acalma e alegra. Ela me conduz ao quarto e já nos atracamos em beijos gulosos e despudorados. Entrega-me uma toalha e vou descalço para o banho, comigo não tem essa de chinelo molhado, travesseiro de pena de ganso ou lençóis de cetim. Não fui criado por avó e cresci na pelada de rua.

De volta ao quarto, os amassos prosseguiram. Não existe sarração melhor do que aquela que cometemos com Alícia, a entrega é total, absoluta. Os beijos são daqueles em que um quer engolir o outro. Ela se deita e chupo sua chaninha até que goze. Ela goza. Inverte a posição e engole o sempre preguiçoso Pikachu (Pikachu deixou de ser um pênis para se tornar um constante vexame). Fico embolado com Alícia por muito tempo, em um nó de luxúria delicioso, que eu preferia que fosse um nó cego e interminável. Peço que ela fique de quatro, aperto aquela bunda estratosférica com as mãos e penetro em seu templo libidinoso com a sede dos camelos do Saara. Foi quase uma ejaculação precoce, caí arfando no colchão.

Conversas, conselhos, mais beijos e nos despedimos. Não preciso de mais nada, deixo a sala saciado e com uma sensação de paz. Despeço-me do Centro com a certeza de que Alícia é uma obra-prima absoluta, faz que a beleza plena reine diante dos nossos olhos, inspirando este mundo de borrões, esboços e gente mal-acabada. Obrigado, musa. Você continua suprema. Reverência

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