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Tópico da ISABELY

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HORAS DE SEXO
622h:40m

RELATOS:
489

POSTAGENS:
1297

Membro desde
27/05/2019

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ISABELY
POSITIVO
60 MINUTOS
VALOR: R$300.00
05 de Maio de 2025 às 09:50
ISABELY
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

NãO SEI

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

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REPETECO

TALVEZ

 ]
Ocasionalmente, passo a homenagear aqui as mensagens generosas de Foristas que me escrevem.


O COMEÇO


ISABELY


Honestamente? Nem eu sei mais se sou um sujeito que escreve no fórum ou uma vítima de TOC com acesso à internet. Às vezes, desconfio que fui possuído por um espírito perturbado de um datilógrafo com insônia. Porque veja bem: eu escrevi tanto para o Arena que, se um dia minha casa pegar fogo, os bombeiros vão encontrar mais relatos do que mobília.

E esses não são todos. Há outros, muitos outros, perdidos em fóruns suspeitos e anônimos, como pecados adolescentes arquivados num drive secreto. Já me disseram que Freud me usaria como estudo de caso. Milhares de palavras — talvez milhões! Um volume textual tão indecente que, se impresso, causaria hérnia em qualquer bibliotecário.

E não são resenhas pudicas, não. São diários sexuais, confissões maníaco-eróticas que fariam qualquer monge hesitar antes de assinar os votos de castidade. Enquanto a maioria dos Foristas se contenta em despejar quatro parágrafos tímidos como se fossem bilhetes para a mãe, eu estou em pleno trabalho de parto literário — e sem anestesia. Suando feito um búfalo apaixonado por uma vaca impossível. Porque cada palavra é carne. Cada frase, um suspiro entre o gozo e a obsessão.

Falando nisso, estou entre idas e vindas à montanhosa Teresópolis. Dou aulas de redação para adolescentes — o que é, basicamente, um castigo grego com cheiro de Axe e som de TikTok. Nenhum deles sabe o que é uma crônica. Confundem "metáfora" com um suplemento vitamínico. Ainda assim, ali estou eu, tentando fabricar pequenos escritores, como quem monta uma fábrica de bombas-relógio emocionais. Quando o mundo descobrir o que estou fazendo, provavelmente acionará a ONU.


O RELATO


Foi numa dessas minhas breves viagens, que tropecei em Isabely. Ah, Isabely! Que mulher! Que sublimação! Repito seu nome como se fosse um salmo proibido, como o marinheiro enlouquecido que grita “terra à vista” ao vislumbrar, não o Novo Mundo, mas o pecado em forma de horizonte. Isabely não é mulher — é epifania. E desde então, confesso: sou um náufrago dela.

Madura, sim. Mas do tipo que não amadurece: carameliza. Cada curva dela parece desenhada por um escultor barroco depois de três taças de absinto. Não é só sexo que ela oferece. É um sequestro metafísico. Você entra no quarto como um homem e sai como um adolescente flagrado pela mãe no banheiro, envergonhado, trêmulo, vítima da própria libido irrefreável.

O local? Central. Acessível. Quase sagrado. É um lugar tão discreto que, com um pouco de sorte e abstinência, um padre poderia confundir com uma ala de retiro espiritual. Mas ali, naquela penumbra de mosteiro fake, ocorrem transgressões que fariam o Marquês de Sade pedir um copo d’água com açúcar.

Isabely é bela. Mas não essa beleza de Instagram, feita à base de filtros e cirurgias pagas a prestação. É uma beleza predestinada, do tipo que você olha e pensa: “Ok, gamei. Posso ir embora.” E ela se entrega. Meu Deus, como ela se entrega. Com a devoção de alguém que ainda acredita que o orgasmo salva vidas. Talvez salve mesmo. Talvez tenha salvado a minha.

Trocamos toques como se o toque fosse um idioma que só nós dois falávamos. A fricção dos nossos corpos produziu mais luz que muitos relacionamentos consumados no amor. E os beijos? Meu amigo… se a novela das oito tivesse esses beijos, o horário seria reclassificado para maiores de 40 com prescrição médica.

O clímax foi épico. Isabely montada em mim como uma amazona pós-moderna tentando domar um cavalo velho, cansado e com um histórico de bursite. Gozei. Ou achei que gozei. Ou entrei num tipo de coma espiritual que imita o gozo. Não sei. Só lembro de pensar: "Se ela continuar, eu morro. Mas que bela forma de ir."

Saí dali meio tonto, meio renascido. Ninguém vai embora impunemente de um quarto onde se fez sexo. Toda saída é uma confissão de culpa. Lá fora, o famoso ruço de Teresópolis cobria tudo como se Deus tivesse acendido um defumador. Subi a gola do sobretudo e andei. Como Bogart em Casablanca, só que com início de catarata e sem a Ingrid Bergman.

Não buscava redenção. Já tinha consumado tudo que a minha condição cardíaca permitia. Caminhei anestesiado, como se tivesse sobrevivido a uma cirurgia espiritual sem bisturi. A única coisa que me restava era este relato. Uma confissão. Ou um alerta.
PauloCesar 05/05/2025 18:52

Se você escrever um livro com seus "contos", com certeza comprarei.

membro, Brand, Jucabar, Tenista, Pirubaby, Makaveli, Guib, Josh, digiwolf, Geraldinho, Quaqua, Jonas, The Creator, Nego Dengo, Holmes, PauloCesar, Yami Mysterio, Rebecca Magrini curtiram esse relato.
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