Tudo começou quando peguei uma viagem de trem a trabalho para o Rio de Janeiro. O percurso durou três horas, então até que não foi tão cansativo assim (Por enquanto, uma viagem de trem assim ainda é apenas um sonho, mas no futuro...). O trampo era em uma universidade, cuja arquitetura lembrava muito o Parque Lage (só não tendo a parte da piscina).
Chegando a hora do almoço, eu já estava me planejando para um PG, então escapei de fininho. O engraçado é que, no meu sonho, o GP Arena não era um site, e sim um privê que ficava a uns dois quarteirões da universidade. Andei um pouco até dar a volta na parte de trás de um estabelecimento que eu acho que era um supermercado ou algo assim.
Apesar de meio discreto por fora, o GP Arena era um local bem bonito e elegante por dentro. Uma combinação de paredes brancas, decoração em madeira, tecidos vermelhos e móveis com estilo clássico e barroco. Era como se eu estivesse em um daqueles casarões centenários de Petrópolis. O lugar contava também com corredores bem longos e muitos quartos.
Cheguei lá todo animado, mas o problema é que as moças não estavam atendendo naquele momento por estarem na hora do almoço. A única garota que estava na casa era uma conhecida de vocês, chamada Maya Gueixa (Eu nunca a conheci, mas vai ver que esse nome ficou na minha cabeça depois de tanto tempo interagindo no GP Arena da vida real). Só que ela também não pôde me atender porque naquele momento ela estava cumprindo o papel de "segundinha" na gerência, e que por isso tinha que tomar conta das coisas enquanto o gerente não voltava. Esse tal gerente era um homem de meia-idade, só não consigo lembrar se o ele era o Brand; apesar de que o mais correto é que o presida fosse o dono do estabelecimento, e não o gerente (Mas todo mundo sabe que sonhos não costumam ter nexo mesmo, né?
Como vi que aquela visita não ia dar em nada, resolvi voltar para o trabalho e tentar de novo depois do expediente, um pouco antes de voltar para São Paulo. O problema é que, quando eu ia tentar sair de fininho de novo, meus colegas de trabalho comentaram que queriam fazer uma confraternização de despedida e perguntaram se eu já estava indo para algum lugar sozinho. Como não consegui despistar o pessoal, tive que dizer que estava indo para um restaurante para comer algo. Aí não teve jeito, a tropa toda me seguiu achando que eu realmente tinha achado um lugar legal para uma refeição de happy hour.
No final das contas, todo o pessoal do trabalho ficou comendo um banquete de petiscos dentro do GP Arena, e eu não pude chamar nenhuma garota para um PG, para que ninguém descobrisse que aquele lugar onde estávamos era, na verdade, um privê!
Com o dia chegando ao fim, o que me restou foi pegar o trem de volta para São Paulo... É um final bem brochante, eu sei. Mas, na verdade, já aconteceram diversas ocasiões no mundo real nas quais eu tive mesmo que voltar para casa sem ter conseguido nenhum enrosco. Então, até que este sonho não foi tão sem pé nem cabeça assim...

