VINHOS: TÓPICO OFICIAL

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talaricorasteiro
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por talaricorasteiro »

Dionizio_RJ escreveu: 05 Out 2023, 08:16
talaricorasteiro escreveu: 10 Jun 2023, 14:14 Gosto muito de vinhos, mas ultimamente ao entrar em lojas e ver os preços de vinhos do inflacionando cada vez mais, opto pelos exemplares que não são exatamente de conhecimento geral que países fora do circuito “convencional” – como Chile, Argentina, Itália, França e Portugal.

Até agora os que mais me agradaram foram o Australianos da Yellow Tail, gosto muito do Shiraz e do Carbenet Sauvignon que vem ganhando espaço dentro do mercado dos vinhos, com proposta de serem vinhos para qualquer momento, mudando a visão que temos de que vinhos são somente para ocasiões extremamente formais.

Dos Brancos, a uva Chenin Blanc cultivada na África do sul, foi uma grata surpresa, é uma boa pedida para dias quentes, frutado e floral, e o melhor seu baixo custo faz com que eu possa beber sempre sem pesar no meu bolso.

Estou à espera da chegada do Legno Chardonnay, ele é nacional, não quero criar expectativas mas o quem provou recomenda muito.

Boas sugestões confrade,

O Yellow Tail é uma ótima opção, mas do circuito mais convencional como você disse, a Argentina tem ótimas opções e com preços bem interessantes, principalmente na internet.

Santé!

Exato!

Esses dias vi no atacadão o chileno ventisqueiro, Chardonnay, Cab. Sauvignon e o rose (não lembro a uva) a 24,99!


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Sobre o Legno, gostei muito, mas prefiro pegar de 6 a 7 garrafas do chileno pelo mesmo valor.
Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.

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Cerveja
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Cerveja »

talaricorasteiro escreveu: 10 Jun 2023, 14:14 Gosto muito de vinhos, mas ultimamente ao entrar em lojas e ver os preços de vinhos do inflacionando cada vez mais, opto pelos exemplares que não são exatamente de conhecimento geral que países fora do circuito “convencional” – como Chile, Argentina, Itália, França e Portugal.

Até agora os que mais me agradaram foram o Australianos da Yellow Tail, gosto muito do Shiraz e do Carbenet Sauvignon que vem ganhando espaço dentro do mercado dos vinhos, com proposta de serem vinhos para qualquer momento, mudando a visão que temos de que vinhos são somente para ocasiões extremamente formais.

Dos Brancos, a uva Chenin Blanc cultivada na África do sul, foi uma grata surpresa, é uma boa pedida para dias quentes, frutado e floral, e o melhor seu baixo custo faz com que eu possa beber sempre sem pesar no meu bolso.

Estou à espera da chegada do Legno Chardonnay, ele é nacional, não quero criar expectativas mas o quem provou recomenda muito.
O Legno é sensacional. Meu vinho branco preferido.
Essa vida de farra não é pra mim. Eu vou, mas não é pra mim.
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ogimao
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por ogimao »

Boa tarde!

Meu forte é vinho tinto, no calor prefiro um espumante, mas já bebi alguns brancos porem confesso que poucos, gostei de um verde se não me engano o nome era Calamares, achei bem refrescante e quanto ao tinto os favoritos são tantos mas posso citar alguns , Felino ,Cartuxa, quinta da bacalhoa, Alma Negra, Angelica Zapata e os mais em conta EA, La linda, Cordeiro
Nem melhor nem pior, um tanto quanto diferente!
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MRio
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Mensagem por MRio »

Dica do amigo @Tronche63

Mais tarde sendo resfriado para o enrosco dessa noite!
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Viva a Vida! Carpe Diem!
@Campanha_todas_do_job_completinhas!
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Dionizio_RJ
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Dionizio_RJ »

Escala de avaliação de vinhos.

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Ano passado estava no Zezé com os confrades Oscar e The Witcher, um dos assuntos que rolou na resenha foi sobre a avaliação dos TD´s, Oscar tem seus critérios e ambos estavam curiosos quanto a analogia com os vinhos que faço.

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Antes de mais nada, tudo surgiu de uma brincadeira e as avaliações são pessoais, como diz o disclaimer do confrade Oscar – “Relato baseado em experiência pessoal, não podendo garantir que as experiências citadas abaixo serão iguais para os demais”.

Portanto, nada é absoluto, são minhas impressões e analogias feitas no intuito de ilustrar meus gostos e preferências.

Para tanto utilizo os critérios da degustação de vinhos, que se baseia em três etapas — o exame visual, o olfativo e o gustativo — para fazer a análise da bebida e definir o que é um bom vinho.

Esses parâmetros são critérios técnicos de julgamento e não condizem com a avaliação pessoal de um consumidor.

Na prática, com relação aos vinhos, elas funcionam da seguinte maneira:

Visual: na primeira etapa da análise técnica de um vinho, avaliam-se aspectos como limpidez, brilho, tonalidade de cor, entre outros. Esses fatores dão uma ideia ao avaliador do estilo de vinho a ser degustado, como a idade do vinho por meio da coloração, se foi filtrado ou não, dentre outras características visuais;

Olfativo: avalia-se no aroma a intensidade, sua nitidez e a possível presença de defeitos. Nitidez significa o quão fácil é percebido o aroma do vinho; a intensidade em alguns vinhos é bem-vinda, já em outros, nem tanto. Dessa forma, não há uma regra a ser seguida. Os aromas defeituosos podem ter várias origens, como o ácido sulfídrico, que geralmente remete ao cheiro de ovo de podre, por exemplo. Outro exemplo pode estar associado ao desenvolvimento de levedura Brettanomyces, que produz substâncias que podem lembrar cheiros de remédio ou estábulo;

Gustativo: por fim, avalia-se o vinho no paladar. Um aspecto de grande importância é o equilíbrio entre os sabores. A acidez deve estar de acordo com o teor alcoólico e a intensidade de taninos do vinho. Outro aspecto muito importante é a nitidez gustativa, ou seja, o sabor do vinho deve ser condizente à sensação experimentada pelo degustador ao cheirar a amostra. Um vinho com aromas frutados e cítricos, em boca, deve manter o caráter frutado e apresentar boa acidez. Já um vinho tinto com aroma amadeirado deve mostrar a potência e a intensidade no paladar. Além disso, outro aspecto que conta pontos em uma avaliação é a persistência do sabor na boca.

No mundo do vinho, cada crítico ou publicação decide qual método usar na hora de avaliar um vinho. Com a popularização crescente da bebida, hoje são centenas de sites, profissionais e pessoas especializadas em provar, analisar e escrever sobre vinhos.

Polêmico e considerado por alguns como o crítico de vinhos mais importante do mundo, o norte-americano Robert Parker foi o responsável por popularizar um método de análise que vai de 50 a 100 pontos, hoje conhecido como escala Robert Parker. Segundo Parker, os sistemas usados anteriormente, principalmente os de 20 pontos (mais tradicionais) que se tornaram populares no continente europeu, não davam flexibilidade suficiente para o avaliador e acabavam resultando em análises compressadas.

Apesar de não concordar com algumas de suas opiniões, considero seu sistema o mais efetivo e de simples compreensão, além disso caiu como uma luva para minhas analogias.

Abaixo segue o sistema com as considerações de cada faixa de pontuação:

A escala Robert Parker.

A atribuição de pontos na escala Robert Parker dá a cada vinho uma base mínima de 50 pontos. A partir daí, alguns fatores são levados em consideração na hora de analisar a bebida e chegar até a pontuação máxima de 100.

Sistema de notas

96 - 100: um vinho extraordinário, de personalidade profunda e complexa, apresentando todos os atributos esperados de um vinho clássico da sua variedade. Vinhos deste calibre são dignos de um esforço especial na hora de encontrar, comprar e consumir.

90 - 95: um vinho excelente, de excepcional complexidade e personalidade. Em suma, bebidas com essas notas são ótimos vinhos.

80 - 89: um vinho que se encontra entre os patamares levemente acima da média e muito bom, apresentando vários graus de finesse e sabor, além de personalidade, sem falhas perceptíveis.

70 - 79: um vinho médio, com pouca distinção, mas bem-produzido. Em essência, um vinho simples e inócuo.

60 - 69: um vinho abaixo da média, com deficiências visíveis, tais como acidez excessiva e/ou tanino, ausência de sabor, ou até mesmo aromas ou sabores sujos.

50 - 59: um vinho considerado inaceitável.

Finalizando, tudo não passa de uma brincadeira, desde as avaliações até a analogia com a uva/vinho.

Santé!


https://blog.famigliavalduga.com.br/ava ... rt-parker/
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Eddie Adams
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Eddie Adams »

Dionizio_RJ escreveu: 14 Jan 2024, 17:11 Escala de avaliação de vinhos.

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Ano passado estava no Zezé com os confrades Oscar e The Witcher, um dos assuntos que rolou na resenha foi sobre a avaliação dos TD´s, Oscar tem seus critérios e ambos estavam curiosos quanto a analogia com os vinhos que faço.

Imagem

Antes de mais nada, tudo surgiu de uma brincadeira e as avaliações são pessoais, como diz o disclaimer do confrade Oscar – “Relato baseado em experiência pessoal, não podendo garantir que as experiências citadas abaixo serão iguais para os demais”.

Portanto, nada é absoluto, são minhas impressões e analogias feitas no intuito de ilustrar meus gostos e preferências.

Para tanto utilizo os critérios da degustação de vinhos, que se baseia em três etapas — o exame visual, o olfativo e o gustativo — para fazer a análise da bebida e definir o que é um bom vinho.

Esses parâmetros são critérios técnicos de julgamento e não condizem com a avaliação pessoal de um consumidor.

Na prática, com relação aos vinhos, elas funcionam da seguinte maneira:

Visual: na primeira etapa da análise técnica de um vinho, avaliam-se aspectos como limpidez, brilho, tonalidade de cor, entre outros. Esses fatores dão uma ideia ao avaliador do estilo de vinho a ser degustado, como a idade do vinho por meio da coloração, se foi filtrado ou não, dentre outras características visuais;

Olfativo: avalia-se no aroma a intensidade, sua nitidez e a possível presença de defeitos. Nitidez significa o quão fácil é percebido o aroma do vinho; a intensidade em alguns vinhos é bem-vinda, já em outros, nem tanto. Dessa forma, não há uma regra a ser seguida. Os aromas defeituosos podem ter várias origens, como o ácido sulfídrico, que geralmente remete ao cheiro de ovo de podre, por exemplo. Outro exemplo pode estar associado ao desenvolvimento de levedura Brettanomyces, que produz substâncias que podem lembrar cheiros de remédio ou estábulo;

Gustativo: por fim, avalia-se o vinho no paladar. Um aspecto de grande importância é o equilíbrio entre os sabores. A acidez deve estar de acordo com o teor alcoólico e a intensidade de taninos do vinho. Outro aspecto muito importante é a nitidez gustativa, ou seja, o sabor do vinho deve ser condizente à sensação experimentada pelo degustador ao cheirar a amostra. Um vinho com aromas frutados e cítricos, em boca, deve manter o caráter frutado e apresentar boa acidez. Já um vinho tinto com aroma amadeirado deve mostrar a potência e a intensidade no paladar. Além disso, outro aspecto que conta pontos em uma avaliação é a persistência do sabor na boca.

No mundo do vinho, cada crítico ou publicação decide qual método usar na hora de avaliar um vinho. Com a popularização crescente da bebida, hoje são centenas de sites, profissionais e pessoas especializadas em provar, analisar e escrever sobre vinhos.

Polêmico e considerado por alguns como o crítico de vinhos mais importante do mundo, o norte-americano Robert Parker foi o responsável por popularizar um método de análise que vai de 50 a 100 pontos, hoje conhecido como escala Robert Parker. Segundo Parker, os sistemas usados anteriormente, principalmente os de 20 pontos (mais tradicionais) que se tornaram populares no continente europeu, não davam flexibilidade suficiente para o avaliador e acabavam resultando em análises compressadas.

Apesar de não concordar com algumas de suas opiniões, considero seu sistema o mais efetivo e de simples compreensão, além disso caiu como uma luva para minhas analogias.

Abaixo segue o sistema com as considerações de cada faixa de pontuação:

A escala Robert Parker.

A atribuição de pontos na escala Robert Parker dá a cada vinho uma base mínima de 50 pontos. A partir daí, alguns fatores são levados em consideração na hora de analisar a bebida e chegar até a pontuação máxima de 100.

Sistema de notas

96 - 100: um vinho extraordinário, de personalidade profunda e complexa, apresentando todos os atributos esperados de um vinho clássico da sua variedade. Vinhos deste calibre são dignos de um esforço especial na hora de encontrar, comprar e consumir.

90 - 95: um vinho excelente, de excepcional complexidade e personalidade. Em suma, bebidas com essas notas são ótimos vinhos.

80 - 89: um vinho que se encontra entre os patamares levemente acima da média e muito bom, apresentando vários graus de finesse e sabor, além de personalidade, sem falhas perceptíveis.

70 - 79: um vinho médio, com pouca distinção, mas bem-produzido. Em essência, um vinho simples e inócuo.

60 - 69: um vinho abaixo da média, com deficiências visíveis, tais como acidez excessiva e/ou tanino, ausência de sabor, ou até mesmo aromas ou sabores sujos.

50 - 59: um vinho considerado inaceitável.

Finalizando, tudo não passa de uma brincadeira, desde as avaliações até a analogia com a uva/vinho.

Santé!


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👏👏👏👏👏👏👏👏

Desculpa Dionizio infelizmente não entendo nada de vinho, gostei desse texto explicando como é feita a avaliação de um vinho.
Saber todo mundo tem um talento!
Que dizer todo mundo tem um talento especial!
Todo mundo tem uma coisa especial!

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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Dionizio_RJ »

Na dura missão de colocar os relatos em dia.

Boa noite e Santé!
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vandijk79
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por vandijk79 »

Olá! Você pode me aconselhar qual tipo de vinho brasileiro ou região de Rio, Cabarnet Sauvignon ou Merlot eu posso comprar nas lojas da cidade? Principalmente nos supermercados :)
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Dionizio_RJ
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Dionizio_RJ »

Fechando o carnaval.

Santé!
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Dionizio_RJ »

Santé!
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Dionizio_RJ »

Resenha informal com o confrade Tronche.

Santé!
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Pajé
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Pajé »

O vinho que deixou boas e más lembranças para gerações de brasileiros

Rótulo alemão era um dos mais populares entre os consumidores do país entre os anos 70 e 90

Reza o Deus Baco que a escalada rumo ao Olimpo dos vinhos começa com os rótulos mais baratos e simples – marco inicial para os consumidores prepararem o paladar para produtos melhores e mais complexos. No Brasil, a caminhada mais firme com produtos importados começou com o consumo de um peculiar rótulo europeu. Ele reinou por aqui durante décadas e o sabor dessa experiência divide quem teve a oportunidade de brindar com ele.

Para alguns, o negócio traz um sabor nostálgico dos tempos em que o grande carro nacional era o Opala Diplomata, dos blazers com ombreiras e de marcas de perfume como o Opium da YSL. Por outro lado, vários ficaram traumatizados depois de exagerar na harmonização de muitas taças dessa bebida com cascatas de camarões — receita certeira para uma grande e inesquecível ressaca. Estamos falando aqui da geração Liebfraumilch, a do célebre vinho alemão de garrafa azul.

Na década de 70, o produto desembarcou por aqui e, na ausência de qualquer outra grande referência de qualidade, logo a bebida de sabor adocicado e teor alcoólico na casa dos 10% virou uma febre. O blend era feito de uvas brancas, incluindo a Riesling. Muitos consumidores tinham dificuldade para pronunciar Liebfraulmilch (leite da mulher amada, em tradução livre para o português), então logo pediam nos restaurantes e bares o “vinho da garrafinha azul”. O colorido vasilhame também se destacava nas prateleiras de supermercados e dos empórios. Não havia festa, casamento e lançamento de livros sem a presença dele.

Era tamanho o sucesso que durante muitos anos o rótulo chegou a representar mais da metade das importações de vinhos para o mercado brasileiro. O responsável por trazer o produto para cá foi Otávio Piva de Albuquerque. “Selecionei o rótulo numa viagem a Alemanha e apostei no sucesso dele, pois sabia que o público gostava de bebidas de sabor doce”, relembrou ele à coluna AL VINO. “O Liebfraulmilch acabou virando porta de entrada aos brasileiros para o mundo dos vinhos.” Segundo Otávio Piva, curiosamente, a cor original da garrafa era marrom. “Fui eu que pedi a mudança para azul”, conta.

ASCENÇÃO E QUEDA

O Liebfraumilch reinou até o final dos anos 90. À medida em que o mercado brasileiro foi se abrindo, os bebedores deixaram de lado a garrafinha azul. “Era uma onda no começo, mas depois virou sinônimo de coisa brega”, lamenta Otávio Piva. Quem sobreviveu à coqueluche descobriu mais tarde que há ótimos rótulos feitos com a Riesling, uva cujo berço de origem é a região do Reno na Alemanha. Ela é matéria-prima de grandes vinhos brancos aromáticos, frescos e elegantes, incluindo espumantes. 

Otávio Piva, o “pai do Liebfraumilch”, criou também a Expand, que se tornou a maior importadora de vinhos do Brasil, mas o negócio fechou as portas no início dos anos 2000. Hoje, o empresário investe num ramo muito diferente: ele se autodefine como missionário e toca uma companhia de turismo especializada em organizar peregrinações religiosas pela Europa.

Tão onipresente por aqui há algumas décadas, o Liebfraumilch acaba sendo lembrado hoje mais como um modismo da pré-história do consumo brasileiro de vinhos. Atualmente é até um pouco difícil de encontrar o produto, mas uma busca por sites especializados pode abreviar a busca.

Alguém se arrisca?

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/al-vin ... asileiros/
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Lixo II
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Lixo II »

bistro no ccbb
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maduvilela
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por maduvilela »

O Fincas Del Sur (Malbec, safra 2023) é como aquela pessoa que chega séria na festa, mas logo se solta e vira o centro das atenções. Ele começa seco, com aquele ar de sofisticação e seriedade, trazendo notas intensas de frutas vermelhas e um toque de especiarias, como quem fala pouco, mas tem presença. Só que, conforme o papo vai fluindo, ele mostra o lado doce da história – lá no final, você percebe um gostinho de chocolate amargo e baunilha, como quem dá uma piscadinha e arranca um sorriso.

Para harmonizar? Esse Malbec vai bem com carnes grelhadas, massas encorpadas ou aquele queijo semiduro que faz todo mundo virar fã. É o tipo de vinho que começa elegante e termina charmoso – impossível não se render!
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Mulato Roqueiro
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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL

Mensagem por Mulato Roqueiro »

vandijk79 escreveu: 06 Fev 2024, 22:15 Olá! Você pode me aconselhar qual tipo de vinho brasileiro ou região de Rio, Cabarnet Sauvignon ou Merlot eu posso comprar nas lojas da cidade? Principalmente nos supermercados :)
Não sou expert em vinhos e, de acordo com um outro amigo apreciador de vinhos, trata-se de uma questão pessoal. A pessoa tem de experimentar e tentar o que agrada o seu paladar.

Nas lojas do Supermercado Mundial, você pode encontrar um da vinícola gaúcha Salton, o Classic Reservado Merlot. Foi com este que comecei a degustar vinhos. Você encontra também com a Cabernet Sauvignon e Tannat (esta última eu não gostei na única vez que bebi). Costumam harmonizar bem com carnes.

Nestas uvas citadas temos o chileno Santa Helena e o Concha y Toro.

No Mundial existe também o vinho português Casal Mor Dão. Dão é a região de Portugal onde o vinho é produzido e, repito, gosto pessoal, eu nunca provei um vinho do Dão do qual eu não tenha gostado. Existe também o Cabriz Dão. Todos os que sugeri a preços bem razoáveis sendo que o Mundial costuma fazer promoções para quem cadastra seu CPF no app ou na loja mesmo. A promoção vem indicada na etiqueta e você deve digitar o CPF na maquininha do caixa, antes de efetuar o pagamento.

Boa degustação
Baby eu lamento, mas não tenho tempo, prá sentir as tuas dores. As minhas eu já não aguento.

Cazuza
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