BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
O que é um libertino? Você poderia me perguntar inesperadamente, afeiçoado leitor. Respondo, um libertino é a criatura dotada de total liberdade, que possui a consciência dessa liberdade e às vezes mal sabe como usá-la. Sim, forista sem fé, a liberdade absoluta já é uma espécie de luxúria extrema. Um homem casado não é um libertino; um homem casado é, no máximo, um tristíssimo adúltero que precisa da mentira para driblar as frustrações do casamento. Talvez, pudéssemos afirmar que o adultero compõe uma subclasse de libertinos, praticam a nostalgia da liberdade que é vivida de forma plena e despudorada pelo desregrado libertino.
Nunca me casei. Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria... Se parafraseasse Machado de Assis, não estaria inventando a minha condição, eu a estaria constatando. Sou livre como um libertino precisa e deve ser.
Entrei pela Feira de São Cristóvão, que praticamente se tornou um polo de karaokês repletos de gente jovem, de ébrios desafinados e idosos ocasionais. Vaguei pelos corredores populosos do pavilhão decidindo o rumo da minha aventura. Escolhi visitar novamente o bordel Rosa Vermelha, próximo de onde eu estava.
O Rosa Vermelha assemelha-se aos puteiros do Centro, é um sobrado com milhões de degraus a serem escalados antes de alcançar o salão. E lá fui eu, pisando minhas botas sobre a poeira do tempo que recobre o bairro imperial. Há uma particularidade única no Rosa Vermelha, a área de convivência é um terraço ao ar livre, é onde as putas ficam e nos abordam. De todas as vezes em que eu estive na casa, essa foi quando a encontrei mais povoada de clientes e garota. Um pagode meia bomba fazia a trilha sonora de uns pinguços que dançavam sobe a melancolia do céu de inverno. Exatamente no meio da pista, avistei Carla, uma inacreditável loirinha de olhos verdes, vestida num sexy macacão colante preto dotado de um decote abissal. Linda, parecia uma miragem naquele cenário defronte à Linha Vermelha. Esperei que os olhos dela encontrassem e chamei-a num gesto com as mãos.
Carla se aproximou em passos de pantera, o corpo se remexia em oscilações vertiginosas. Ao parar diante de mim, pude me deixar naufragar naquele par de bilhas esverdeadas e vicejantes que formavam o seu olhar. A beleza de Carla intimida e encontrar uma mulher como ela num bordel de categoria duvidosa nos deixa confusos. Fiz aquela entrevista padrão do putanheiro velho e todas as respostas foram positivas. Anal, oral sem camisinha, gozada na boca, Carla se enquadrava na categoria cama, mesa e banho. Completíssima. Convoquei-a à alcova.
Quartos de trashs devem ser parecidos com as celas do presídio de Gericinó, talvez as celas sejam até melhores em alguns casos. Mas o legítimo libertino não é feito só de liberdade, é composto de coragem, de desprendimento, de desapego. O libertino de raiz é o homem que mija em pé. Carla se despiu e pude ver seu corpo miraculoso. Sim, incrédulo forista, porque uma mulher com três filhos ainda ser dotada de um corpo de curvas estonteantes é um desses milagres que não testemunhamos nem na Igreja Universal. Começamos a trocar carícias, beijos de afogados, língua com língua, saliva com saliva. Ela roçava seu corpo no meu provocando uma eletricidade que seria capaz de iluminar Benfica inteira. Carla me empurrou no pequeno colchão coberto por um lençol com aspecto de pano de chão abandonado sobre a cama e me invadiu num boquete que me fez ouvir a música tema de Missão Impossível. Que doideira. Tive que pensar nos pedalinhos da Quinta da Boa Vista, no hipopótamo do Zoológico, no incêndio do Museu, tudo para evitar a ejaculação precoce. Resistir é inútil, já diziam os Borgs de Star Trek. Posicionei a loirinha de quatro, dei uma lambida naquele rabo emoldurado com uma marquinha de biquíni que quase exigia um microscópio para ser detectada, comecei a penetrá-la enquanto a devasse soltava longos gemidos e iniciei o ritmo eufórico das metidas. Sim, meu estimado companheiro de orgias, resisti pouco e gozei muito no interior misterioso daquele útero nórdico. Caí na cama como um prédio velho após a implosão.
Carla me contou que só frequenta a boate nos fins de semana e que trabalha num privê do Centro que me esqueci o nome (perdoem-me a memória senil).
Retornei ao Sucatão, acionei o motor, liguei os faróis e quando ia acelerar alguém bateu no vidro.
– Fala, tio. É cinco real a vaga – diz o maldito flanelinha.
Paguei e mergulhei no negrume do asfalto...