BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
I A cama virou o Cenário de uma história contada pelo tato. As carícias se transformaram num idioma feito de calor e maciez. Nossos corpos desenharam uma geografia de desejo compartilhado, onde o corpo tentava saciar uma fome guardada há tempos, sob o olhar complacente de uma tarde que parecia ter parado no tempo só para nos acompanhar.
II
O ar ficou pesado e as palavras já não serviam para nada. Foi ela quem deu o primeiro passo com um beijo firme, deixando claro que a vontade vinha dos dois lados. Em seguida, ela se entregou por inteiro àquele instante, explorando-me com um entusiasmo que converteu o carinho em desejo cru. Foi ali que a ligação se firmou de vez, gravando aquele momento na memória como algo inesquecível.
III
A tensão chegou ao limite e a conclusão se tornou inevitável. Ela subiu sobre mim, montando com segurança e me cobrindo com beijos famintos que roubavam o ar. Eu percebia cada movimento da sua bacia, o ajuste perfeito do seu corpo sobre o meu, enquanto ela controlava o ritmo daquela dança. Era uma troca intensa de energia, olhar fixo nos olhos e domínio absoluto. Naquele transe, o lado de fora deixou de existir; só restavam o calor da pele e a urgência de um instinto que já não queria mais ser contido.
IV
Ela seguiu cavalgando com um balanço constante, completamente absorta na experiência. Meus olhos não se desviavam da beleza do seu colo, que se oferecia às minhas mãos enquanto ela se movia com uma força que ocupava cada centímetro do ambiente. Entre toques profundos e o suor que se misturava, nossa conexão chegou a um nível de entrega sem limites, tornando o ato uma celebração de pura vitalidade.
V
A cena mudou quando ela virou de costas, exibindo curvas de uma perfeição rara sob meu olhar. Enquanto a tomava com uma combinação de firmeza e cuidado, sentia uma gratidão enorme por estar vivendo aquele momento único. Percorri suas formas com as mãos e os olhos, admirando cada linha do seu corpo e percebendo que o prazer ia muito além do físico. Era um encontro de cumplicidade, em que eu buscava seu rosto para beijos que selavam nossa união naquele instante feito sob medida para nós.
VI
Voltamos à posição frente a frente, onde o olhar não mente. Quando coloquei suas pernas sobre meus ombros, eliminei qualquer distância, permitindo uma imersão completa no seu espaço mais íntimo. Naquela altura, o prazer já não era só biologia – era uma experiência que tocava a alma; eu a tomava com a certeza de quem cumpre um desígnio, enquanto sua expressão, colada à minha, mostrava a rendição mais genuína que um homem pode presenciar. Naquele emaranhado de corpos e vontades, o tempo pareceu desmoronar, reduzindo o universo à batida do coração dentro daquele quarto. Quando concentrei a minha paixão no seu ponto mais estreito e ousado, percebi que doçura e audácia se fundiram numa coisa só. O clímax foi a vida explodindo na sua forma mais bruta: uma detonação de energia que nos lançou ao êxtase completo. O auge não foi um fim, mas a vitória de estarmos inteiros um no outro, consagrando aquela tarde como um marco que furou a monotonia dos dias comuns.
Nas Mornas Águas com Rayka
Findara a febre, a fúria e a folgança,
A doce lida dos desejos nossos;
E, lânguidos, lassados, ambos os corpos
Bebiam da água a branda temperança.
Morna, macia, mansa e murmurante,
A água nos envolvia em lento enlace;
E Rayka, recostando a linda face,
Sorria-me serena e deslumbrante.
Seus negros fios, soltos, serpenteavam,
Sedosos sobre a espuma sossegada;
E, em cada mecha húmida e molhada,
Meus longos fios mansamente se enlaçavam.
Vagos vapores, voluptuosos véus,
Volviam pela estância em branda dança;
E em seu semblante, cândida esperança,
Via eu fulgir o firmamento e os Céus.
Era Rayka um mistério manifesto,
Angélica visão, chama profana;
Brandura que me abrasa e me engana,
Silêncio que me fala em cada gesto.
Beijar-te-ei, Rayka, enquanto a água corre,
Com beijos brandos, breves e frementes;
Pois nos teus lábios, lúbricos e ardentes,
Meu peito nasce quando o mundo morre.
Que bárbaro contraste em nós havia!
Na água, descanso; dentro em mim, desejo;
No corpo, o langor; na boca, o beijo;
Na carne, a noite; n’alma, um novo dia.
Suaves suspiros, sôfregos, secretos,
Sulcavam o silêncio em surda chama;
E o coração, que em teu regaço inflama,
Sagrava os nossos sonhos prediletos.
Contemplei-te a beleza soberana,
O riso raro, o rosto resplendente;
E o morno murmurar da água, lentamente,
Tornava-te mais bela e sobre-humana.
Não quisera eu riqueza ou senhorio,
Nem cetros, sedas, solares ou glória;
Pois mais me vale a vívida memória
De ter-te junto a mim, na morna hidro.
Guardar-te-ia eternamente ao peito,
Se o Tempo, torpe tirano, consentira;
E cada beijo nosso repetira,
Fazendo eterno o instante já desfeito.
Mas inda que a Fortuna nos separe
Daquela espuma e do vapor dourado,
Ficou-me o fogo, firme e fulgurante,
Que água nenhuma poderá apagar.
E assim, serenos, sós e satisfeitos,
Após do gozo a lânguida ventura,
Bebemos, sob a névoa morna e pura,
O raro prazer de estarmos tão estreitos.





