BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
I
Embora não fosse propriamente a vez de Giovana, não pude conter-me diante das fotografias e dos breves vídeos que ela costuma publicar usando lingerie. Assim, ela acabou por furar a fila à frente das outras moças, tomando para si a atenção que eu reservara a outrem.
II
No instante em que os dedos deslizaram pela tela e aquelas imagens me tomaram por completo, não houve hesitação que valesse: precisava encontrá-la, e precisava ser ontem. Ainda que o dia não se mostrasse favorável — o cansaço pesava nos ombros, a rotina cobrava seu preço —, nada disso se equiparava ao desejo que me ardia no peito. Segui, pois, como quem obedece a uma força que não se explica, apenas se sente.
Giovana é dessas mulheres que dispensam artifícios para serem belas. Seu corpo, esculpido pela natureza em curvas singelas e harmonia perfeita, não conhece os excessos das transformações artificiais; é todo ele autêntico, macio, verdadeiro. Os cabelos, que lhe caem entre os ombros em fios lisos e bem cuidados, emolduram-lhe o rosto com uma naturalidade que encanta. A pele, de um branco quase luminoso, parece feita para ser tocada, para guardar a marca dos dedos, para se aquecer sob o calor de quem a contempla. E os olhos, verdes como a folhagem molhada de orvalho, fixam-se na gente com uma franqueza que desarma e, ao mesmo tempo, convida.
III
Finalmente, chego ao edifício. Subo sem pressa, mas com o coração acelerado, e logo bato à sua porta.
Giovana me recebe com uma lingerie que lhe abraça o corpo como uma segunda pele, e com um beijo que não pede licença, daqueles que tomam posse, que lembram os de nossa última vez, quando tudo ainda era descoberta. Os lábios dela encontram os meus com a mesma fome, a mesma entrega, como se o tempo entre um encontro e outro não houvesse passado.
Mas o que me surpreende, e me impressiona, é sua atenção aos detalhes. Quase um mês se passou desde nosso primeiro encontro, e ainda assim ela percebe, ainda no primeiro instante, que troquei de perfume (Tom Ford). Inclina-se um pouco, aspira junto ao meu pescoço e sorri, perguntando se era perfume novo. E no sorriso dela há mais que aprovação: há o prazer de quem repara, de quem guarda, de quem não deixa passar nada.
IV
Os beijos, então, retornam com renovada voracidade. Ela inclina o rosto, busca minha boca e ali permanece um longo período, sem pressa, sem intervalo, como se o tempo houvesse sido suspenso unicamente para aquela troca. Sua língua desenha contornos lentos, provoca, recua e avança, enquanto suas mãos deslizam pelo meu peito e agarram minha nuca com uma firmeza que entrega tudo o que sua boca não diz.
Quando o clima se adensa e a respiração se torna mais curta, ela desce. Seus lábios percorrem meu pescoço, meu peito, meu abdômen, num trajeto que parece venerar cada pedaço de mim. Até que, enfim, ela chega onde o desejo já latejava à espera. E ali, com a mesma dedicação que aplica a tudo o que faz, ela me chupa.
É lento e é profundo. Cada movimento de sua boca é calculado na medida exata entre pressão e carícia, entre ardor e delicadeza. Seus olhos verdes, fixos nos meus, não se desviam um instante sequer, como se ela quisesse assistir ao efeito de cada ato. A língua, ágil e quente, traça caminhos que eu não sabia que existiam, e a cada investida o prazer se espalha como onda que cresce e não retrocede. Sua mão, firme na base, complementa o ritmo que sua boca dita, e tudo nela — a postura, a entrega, a respiração entrecortada — revela que ela não apenas faz, mas vive cada segundo daquilo.
Não há pressa. Não há destino. Há apenas aquela boca, aqueles olhos, aquele instante que se estende até o limite do suportável.
V
Logo ela se ergue sobre mim e assume a posição que a domina. Cavalga com uma intensidade que rouba o fôlego, movimentando os quadris num ritmo que oscila entre o frenesi e o controle absoluto. Cada descida é firme, cada subida é lenta, e nesse vai e vem ela dita as regras do jogo.
Estendo as mãos e prendo seus seios, que saltam diante de mim a cada movimento. Junto-os, um contra o outro, pressionando-os para que se toquem, e então levo ambos à boca com ferocidade, chupando-os juntos, ao mesmo tempo, sentindo a maciez de ambos contra minha língua num só ato, enquanto ela não interrompe a cavalgada, como se alimentasse sua própria excitação com cada movimento meu.
VI
Então a puxo para perto, abraçando seu corpo contra o meu, e começo a mover-me com vontade de baixo para cima, impulsionando-a a cada investida, sentindo seu calor envolver-me por completo. Sem jamais sair de dentro dela, giro seu corpo com firmeza, guiando-a até que se incline à minha frente. E então, por cima, assumo o controle, passando a comê-la com golpes mais profundos e precisos, cada um deles encontrando o ângulo exato que a faz arfar.
VII
Enquanto a como de frente, nossos olhos se encontram e nossas bocas se buscam num beijo que não é apenas beijo, mas devoração. Inclino-me sobre ela e a beijo com tal intensidade que parece querer engolir-lhe a boca, tomar-lhe o ar, confundir-lhe a respiração com a minha. Meus lábios não lhe dão trégua, e minhas mãos firmam-lhe o rosto como quem segura algo que não pode escapar.
Começo então a descer a boca por seu pescoço, depositando leves mordidas na pele clara. Mas ela se contrai, sensível ao atrito da barba já alta, e pede, entre um arfado e outro, que eu retorne aos beijos. Obedeço sem hesitar, volto à sua boca e retomo aquele movimento voraz que tanto a agrada, enquanto meu corpo não cessa de empurrá-la contra o colchão.
É nesse momento que ela decide usar o que tem de mais letal: as técnicas de pompoarismo. Sinto-a contrair-se ao meu redor num ritmo que parece obedecer a uma música que só ela ouve. Aperta, solta, ondula, vibra, como se sua intimidade fosse um ser autônomo com vontade própria. Cada contração me envolve, me puxa, me abraça de dentro para fora, e eu já não sei mais onde termina ela e onde começo eu.
E então vem o golpe fatal.
O prazer não chega como onda, mas como naufrágio. Tudo se rompe ao mesmo tempo: o controle, o ritmo, a respiração, a noção de onde estou e quem sou. Gozo como quem se despedaça e se refaz no mesmo instante, num espasmo que começa na espinha, atravessa o peito e explode em ondas sucessivas, cada uma mais violenta que a anterior. Minhas mãos agarram seus quadris com força desmedida, meu corpo se arqueia contra o dela, e a única coisa que escapa de mim é um som que não sei nomear — talvez gemido, talvez suspiro, talvez prece.
Findo o turbilhão, fico ali, sobre ela, ofegante, como quem emerge de um afogamento e redescobre o ar. Ela me olha com aqueles olhos verdes que parecem saber de tudo, e um sorriso discreto, quase cúmplice, se forma em seus lábios.
VIII
Com ela, tudo é fantástico. As coisas acontecem de forma espontânea, como se o acaso e o desejo tivessem combinado um encontro sem ensaio prévio. Não há roteiro, não há cálculo, não há expectativa além da entrega pura e simples. É extremamente prazeroso e leve — sem D.R. (piada interna) —, apenas dois corpos que se entendem numa língua que dispensa palavras.
Só acreditei que o tempo havia passado quando, num movimento distraído, lancei os olhos ao meu próprio pulso e vi o relógio. Fiquei incrédulo. As horas haviam escorrido sem que eu percebesse, roubadas por aquela bolha de calor e cumplicidade. Por um instante, pensei em pedir mais trinta minutos, esticar o prazer mais um pouco, inventar uma desculpa qualquer para não sair daquele quarto.
Mas havia um confrade à espera, e a vida, essa senhora implacável, já cobrava seu preço. Levantei-me, vesti-me com a lentidão de quem adia o inevitável, e ao me despedir ficou aquele gostinho de quero mais.



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