BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
O tempo marcou o domingo em que a minha amada completou mais um ano de vida. Era o seu dia, mas o destino — reservado à comemoração íntima com os familiares mais próximos — privou-me do vislumbre do seu sorriso. Para agravar a saudade, a aurora da segunda-feira impôs-me um exílio temporário: uma viagem de trabalho que me arrastou até o Sul. Afinal, como eu poderia encontrar alguma alegria em Porto Alegre sem o meu amor? Sob aquele céu distante, meu peito vestiu-se de melancolia, amargando a ausência na data tão especial daquela que me domina o coração. Foram dias de um inverno interior, até que a quinta-feira finalmente me devolveu ao solo de nosso reencontro. Sem hesitar, planejei o nosso momento para a sexta-feira: o instante perfeito de recuperar as horas perdidas e celebrar, com todo o carinho e paixão, a existência do meu amor.
I
A voz dissolve-se em gemidos de puro contentamento,
Onde a escalada do desejo encontra a sua entrega plena;
Cada toque de lábios é um acordo em movimento,
Reafirmando a cumplicidade que nos condena
A essa coreografia única, febril, sem ensaio,
Que desenhamos no escuro do nosso próprio raio.
II
No auge da chama, tu buscas em mim a firmeza do refúgio,
E eu encontro em teu corpo o precipício do meu delírio;
É um abandono voraz, um doce e violento ardil,
Onde a exuberância das tuas formas é o roteiro
Da viagem que percorremos com exatidão e perigo,
Pois decorei cada curva do teu solo inteiro.
III
Subiste em mim com a destreza que desafia o próprio ar,
Entregando-te a um balanço de pura e soberana atração;
Meus olhos perdem-se no fruto maduro do teu seio a fartar,
Que se molda perfeitamente ao formato da minha mão.
Entre beijos que se arrastam no tempo, buscas minhas palmas,
Enlaçando teus dedos aos meus em um nó que não se desfaz,
Elevando nossa sintonia ao ápice de nossas almas,
Um pacto de pele, de anseio e de paz.
IV
A dinâmica muda sob a urgência do nosso próprio calor:
Tu, entregue de quatro, desenhas no espaço a perfeição,
Um relevo generoso que meus olhos e dedos, com ardor,
Exploram e decifram sob a febre do amor.
Enquanto te tomo com a força que a carne dita e impõe,
Busco a tua boca em beijos profundos, num contorcer de nós,
Mantendo o fio de uma conexão que nos consome e inflama.
V
Voltamos ao confronto, olhos nos olhos, sem disfarces ou véu,
Possuo-te enquanto cada beijo sela uma doação sem fim;
E ao pedir para adentrar teu caminho mais recôndito e estreito,
Sinto nossas essências fundirem-se sob o mesmo céu.
Na rota mais apertada, onde a ousadia vence o peito,
O prazer desaba como avalanche, brutal e certeiro,
Um clímax que nos sela e transborda por inteiro.
VI
O quarto não se cala após a tempestade passar;
O ar ainda vibra com o eco das vozes e o cansaço bendito.
Repousamos no deleite, rindo do que fomos capazes de operar,
Sentindo a plenitude de um ato que toca o infinito.
Partimos desse cenário com a alma farta e refeita,
Levando na memória a fusão perfeita
Do afeto mais puro e da força que não se pode esquecer.
A Tirania da Distância
O domingo fluiu em silêncio, discreto e ausente,
No dia em que teu sopro de vida fez-se tudo,
E eu, cativo da distância, apenas ciente
De que o teu sorriso — meu farol, meu norte —
Brilhava sob o teto da tua própria gente.
A aurora da segunda impôs-se fria, forte,
E as asas cinzentas do pássaro de aço
Elevaram-me ao céu, rasgando o próprio espaço.
Mas enquanto a fuselagem fria me isolava das nuvens,
Aquele mesmo metal cruel, em tempo de voo,
Atravessava o meu peito e, lento, dilacerava a minha alma,
Apartando-me do teu abraço.
Arrastado a um exílio liso, sob um céu sem cor,
Que ironia amarga o destino me impôs:
Como encontrar qualquer nesga de alegria
Em Porto Alegre, se lá não habita o meu amor?
Não há beleza onde a tua face escusa-se,
E o sul fez-se apenas um inverno de dor.
Foram dias de pedra, de silêncio e espera,
Até que a quinta-feira, em compasso tardio,
Devolveu meu corpo à terra que te abriga.
E agora, na sexta-feira que enfim impera,
Rompe-se o manto do meu peito frio:
Vou recuperar cada hora perdida,
Celebrar a tua existência e, neste reencontro,
Curar a ferida que quase me tirou a vida.
* Mozão me pediu essa botinha de presente de aniversário
* Encontro em 03/07