BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
I.
Eva apenas perguntou se ainda era a minha 01, já que eu não a via há sessenta sóis. Eu adorei o questionamento. No intervalo daquelas semanas, fui bastante "infiel"kkkk, mas respondi com a certeza de quem sabe onde o pé aperta: ela continua 01. A razão é pragmática. Eva é a única que me atura todos os dias. Minhas manhãs começam invariavelmente com suas lindas mensagens de bom dia e com ela sempre perguntando como eu estou. O resto do tempo é preenchido por um fluxo constante de conversas, fofoquinhas e aquelas piadas internas que só nós dois entendemos.
II.
Agendei o encontro sem hesitação; a urgência falava mais alto que o tempo de ausência. Ao chegar, a recepção de Eva manteve o padrão de excelência que lhe é próprio. No instante em que entrei no apartamento, a distância acumulada de sessenta dias foi aniquilada em um beijo de intensidade absoluta. Havia ali uma alegria feroz, uma celebração mútua pelo reencontro, confirmando que a carne reconhece sua soberania. Logo após, retirei-me para o banho. Sob a água, a temperatura purificadora preparava o corpo para o que estava por vir, enquanto a satisfação de estarmos juntos novamente pulsava em cada fibra, lavando qualquer rastro da estrada percorrida até ali.
III.
Emergi do banho com a pele ainda vibrando, apenas para ser tragado novamente pela presença incontornável de Eva. O reencontro de nossos corpos, despidos de qualquer artifício, foi uma celebração de tato e calor; a distância de meses colapsou no instante em que nossas carnes se fundiram, úmidas e famintas. Beijamo-nos com a urgência de quem resgata um fôlego perdido, um emaranhado de línguas e membros que ignorava o mundo exterior. Havia uma beleza lírica nessa junção, um reconhecimento tátil de que nossas anatomias ainda falavam o mesmo idioma. Ato contínuo, ela se entregou ao prazer de me chupar com uma entrega que beirava o sublime. Sentir seus lábios e o calor de sua boca em um movimento de absoluta rendição foi o ápice do drama que vínhamos construindo. Cada carícia era um tributo à minha presença, fazendo o tempo estagnar sob a força desse gesto. A beleza daquele cenário residia na simetria perfeita entre o meu ímpeto e a sua volúpia, uma coreografia onde a carne reafirmava, em sua forma mais pura, a soberania do nosso encontro.
IV.
Após aquela entrega devota, Eva ascendeu sobre mim, assumindo o comando em uma cavalgada rítmica que desafiava a própria inércia do tempo. Eu a possuía com a força de quem recupera um território perdido, enquanto minhas mãos, guiadas por um instinto cego e faminto, percorriam a topografia de seu corpo, reconhecendo cada curva e cada relevo de sua pele sob o suor do prazer. Havia uma paixão avassaladora nessa dança; um drama escrito no atrito das nossas peles e na cadência dos nossos fôlegos que se fundiam no ar denso do quarto. Na sequência, em um movimento de entrega ainda mais absoluto, ela posicionou-se de frente, elevando as pernas sobre meus ombros em uma abertura total que me permitia penetrá-la com uma profundidade única. Enquanto eu a comia, nossas faces se encontravam em beijos de uma intensidade desesperada, como se tentássemos devorar um ao outro através dos lábios. O calor que emanava daquela junção era uma chama que consumia os dois meses de separação, transformando o ato em uma poesia bruta de movimentos e gemidos, onde a paixão transbordava em cada investida e o drama do nosso reencontro atingia seu ápice em uma sinfonia de carne, suor e desejo indomável.
V.
Em um movimento de posse absoluta, a posicionei de quatro, expondo a arquitetura perfeita de suas formas à minha vontade. A comia com uma intensidade que beirava o delírio, um ritmo impiedoso que traduzia em cada investida o acúmulo das semanas de distância. O quarto era o palco de um drama visceral, onde o único som permitido era o estalo das carnes se chocando e a respiração pesada de quem se perde no outro. Havia uma poesia feroz nessa geometria: o contraste do meu ímpeto contra a sua entrega, um embate de forças onde o prazer era a única lei. O calor subiu até o ponto de ebulição, uma tensão que percorria todo o meu corpo como um relâmpago prestes a descarregar. A cada penetração profunda, a certeza da soberania de Eva se reafirmava na pressão dos meus dedos contra sua pele e no arco de seu corpo sob o meu comando. O ápice veio como uma tormenta há muito esperada; no instante em que gozei, a realidade se fragmentou em um clarão de pura exaustão e glória. Foi uma descarga de vida e de posse, um transbordamento que selou o nosso reencontro e lavou qualquer rastro de ausência, deixando apenas dois corpos que, enfim, haviam esgotado todas as suas urgências.
Soneto: A Soberania de Eva
Apenas perguntou, após sessenta sóis,
Se o posto de primeira era ainda o seu.
Adorei a questão; em meus desvios móis,
Fui infiel, mas meu norte não se perdeu.
Pois só ela me atura e o bom dia me traz,
Nas fofoquinhas e no rir que só nós temos;
É a estrutura de ferro que me traz a paz,
No cotidiano em que juntos nos mantemos.
Agendei. E no beijo que a carne consome,
Lavei no banho a distância e o cansaço;
Pois no seu corpo o meu desejo tem nome.
Cavalgou, entregue, em um laço de aço,
De quatro a comia, até que o gozo retome
A soberania de Eva em cada pedaço.
Mãos na topografia de um corpo ardente,
Pernas nos ombros, em entrega total,
Eu a possuía, feroz e presente.
O suor lavava o hiato temporal,
Beijos profundos, de um fôlego só,
Na beleza bruta de um pacto carnal.
Gozei na exaustão, desatando esse nó,
Dois corpos entregues, urgência esgotada,
Longe do mundo, de toda a jornada.