SOL
BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
MORENA
BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM

Sem frase de efeito dessa vez. Vamos direto ao ponto.
Parei na 202 de saco cheio, coração vazio e um sonho. Não tinha muito o que pensar. Fui direto na Sol, minha amiga para todas as horas, e lancei a proposta de uma brincadeira a três.
Ela me indicou a Morena, que me pareceu o contraponto perfeito. Sol é magrinha; Morena, mais cheinha. Sol é expansiva, dessas que entram no ambiente já ocupando espaço; Morena é mais recolhida, mais silenciosa, mais de olhar do que de palavra. Sol usa o cabelo curto; Morena deixa o dela cair comprido, desenhando outra silhueta, outro tipo de promessa. E eu poderia ficar até amanhã catalogando essas diferenças, como quem compara dois pecados distintos e chega à conclusão óbvia de que não precisa escolher entre eles.
Dito isso, Morena também era linda — linda de um jeito quase selvagem, lembrando uma índia saída direto da Amazônia, com aquela mistura de doçura, mistério e malícia contida. Sol me indicou justamente porque ela era bissexual e, segundo garantiu, não haveria frescura na hora do vamos ver.
Acordo fechado, programa pago, subimos para o abate.
E, amigos, o quarto ficou pequeno para nós três.
O que se seguiu foi uma daquelas cenas que parecem maiores do que o espaço onde acontecem. Corpos se cruzando, bocas se procurando, mãos sem o menor compromisso com a inocência, um jogo de revezamento e cumplicidade que transformou o quarto num pequeno motim de carne, suor e urgência. Uma sentava, depois levantava, e a outra sentava, e uma me beijava, e de repente as duas me beijavam, e aí eram três bocas, e eu dedava uma, e outra, outra sentada, outro beijo. Havia ritmo, entrega e aquela desordem boa que só acontece quando ninguém ali está de má vontade. A hora passou como passam as coisas boas e erradas: rápido demais.
Saí de lá exausto.
Recomendo qualquer uma das duas individualmente, sem susto. Mas deixo um destaque especial para a Sol. O tempo todo ela se preocupou se eu estava sendo bem servido, se tudo corria do jeito certo, se a engrenagem da noite girava sem falha. Em vários momentos, inclusive, ela própria conduzia a amiga na minha direção com um cuidado quase profissional — e digo “quase” porque havia ali mais do que técnica: havia generosidade de cena, atenção real, vontade de fazer a coisa funcionar direito. Não que eu tenha sido negligenciado em qualquer instante; longe disso. Foi, na verdade, um zelo extra, e esse tipo de detalhe pesa.
No fim, ficou a sensação de ter comprado uma fantasia e recebido um pequeno desastre glorioso de brinde.
