17 de Junho de 2025 às 17:13
ISIS BORBOLETA
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Às vezes parece que o tempo anda pra trás.
ou simplesmente congela.
foi o que eu disse pra ela.
ela me olhou com aquela cara clássica de “o que você andou fumando, cara?”.
só que, no fundo, ela sabia.
porque a gente que vive nesse vai e vem de pele e lençóis entende que o tempo é meio doido mesmo.

uns anos atrás eu já tinha estado ali.
naquele mesmo quarto.
a mesma luz roxa.
ela sentada do mesmo jeito na beirada da cama, como se nem o mundo lá fora tivesse mudado.
e talvez não tenha.

esse é o lance de repetir uma GP.
no mesmo local.
é como se ela não existisse fora daquelas quatro paredes.
como se fosse programada para aquele cenário específico.
o mundo dela e o meu só se cruzam ali.

o quarto dela é bom.
clima bom.
banheiro decente.
chuveiro quente — que já vale meio encontro.

quis lavar meus pensamentos que andam obsessivos em outra mulher.
fugir de mim por uns minutos.
e consegui.
por um instante, consegui.

a gente se beijou.
e Borboleta beija como namorada.
mas uma namorada que não te cobra onde você estava ontem, nem pergunta por que você não responde mensagem.
o tipo certo de amor instantâneo.

os corpos se apertaram.
nos jogamos na cama.

quarta vez com ela.
apesar desse ser o primeiro relato.
as outras vezes foram antes do Arena.
tem história, tem memória acumulada nas paredes daquele quarto.

e o sexo?
puta que pariu.
o sexo é sucesso.

ela tem esse dom raro.
faz você se sentir o que quiser.
um garanhão.
um poeta.
um pedaço de carne com pulsações.
tanto faz.
ela te acompanha no que você decidir ser naquele dia.

os orais?
excelentes.
molhado, dedicado, sem pressa, sem miséria.

fui por cima.
meu clássico.
meu modo seguro.
mas confesso… esse jogo anda virando.
o corpo anda gritando mais cedo do que antes.
zumbi moderno, alimentado a café, ansiedade e punhetas emocionais.

o encaixe tava bom.
tão bom que dava vontade de perguntar se dava pra parcelar aquele momento em 12 vezes sem juros.
joguei a perna dela no meu ombro.
puta merda.
melhorou ainda mais.

depois ela virou de quatro.
e numa estocada…
pau bate na trave.
vi estrela.
acendeu um sol no meio da testa.
mas segui.
porque aqui a gente só para quando desaba.

ela veio por cima.
terminamos assim.
eu olhando pra ela e pensando:
“porra… preciso sobreviver. tem outros dias. outros corpos. outras fugas.”

ficamos ali.
esbaforidos.
duas almas suadas tentando lembrar quem eram antes daquele quarto existir.

conversamos um pouco.
coisas leves.
e então, voltei pra realidade.
ou pro que sobrou dela.

até a próxima fuga.