07 de fevereiro de 2025 às 22:56
BEIJO

SIM - NãO GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

DISSE QUE FAZ

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

Hoje muitos foristas com poucos anos de fórum desenvolveram um estilo esquisito, parecem jurados de Show de Calouros do SBT. Tem o forista Araci de Almeida, o forista Pedro de Lara, o Décio Piccinini. Eles dão selos, notas, rola até troféu imprensa se tiver espaço. Isso sem contar os bordões repetitivos que me lembram a Escolinha do Professor Raimundo ou a Praça é Nossa.

Há um forista que relata o sexo como se fosse serviço de Bombeiro Hidráulico, vai do encaixe perfeito à boa pressão do boquete, mais um pouco se arriscará a medir o teor alcalino da saliva na hora do beijo.

E o forista metido a comediante? Meu Deus. Se existe o Stand Up, o forista que aspira ser comediante de fórum inaugurou o Stand Down. Tosco.

Outra tragédia são as fotos, foristas são péssimos fotógrafos. Uma garota fotografada por forista com a mão cabeluda apertando a bunda dela está irremediavelmente condenada ao ostracismo.

Existe uma crise de emoções genuínas nos TDs. É tudo muito pasteurizado. Sinais dos tempos? Acredito que esteja mais para a síndrome do sexo mecânico. A quantidade prevalecendo sobre a qualidade, sobre o prazer. É a necessidade de postar o encontro sem vontade de refletir as emoções que ele causou. Um cardápio de botequim abre mais o apetite.

PRINCE

Talvez, esses meus pensamentos fossem parte de um delírio causado pela sensação térmica noturna de 40 graus centígrados, somando-se a esse desconforto a voz de Prince inundava os meus ouvidos pelos meus aparelhos auditivos sincronizados com o celular.

Fui ao Centro após o anoitecer, na esperança de encontrar temperaturas mais amenas. Enganei-me. Caminhando pela Avenida Presidente Vargas, eu suava litros. Entrei na primeira farmácia que vi para sentir a atmosfera fria do ar-condicionado antes que o meu corpo fosse carbonizado.

Não dava para ficar perambulando nas ruas assoladas pelo calor inóspito e sufocante. Decidi ir ao Bombeirinho, estava próximo e fazia tempo que não o visitava. Quando minhas botas pisaram na Rua da Conceição, no trecho entre a Presidente Vargas e Marechal Floriano, me senti entrando em um beco fumegante. Olhei a escada do sobrado 116 e tive preguiça de subir. Não ia morrer na praia, me convenci a galgar os degraus.

Não sei se o Bombeirinho tem ar-condicionado, mas quando entrei na boate foi como se eu houvesse penetrado na cratera de um vulcão. Juro que imaginei avistar fumaça subindo da pista. Algumas mulheres seminuas, com seios amostras, elas vagavam com olhar alucinado pelo salão. Baldes de cerveja por todos os lados. A casa estava relativamente cheia.

Comprei uma ficha no caixa e, roçando em peitos e nádegas, me esforcei para chegar ao balcão do bar, onde pedi uma Ice. Sentir aquele líquido gelado arranhando a minha garganta quase me causou ejaculação precoce. Que sensação maravilhosa. O prazer me fez respirar fundo e me engasguei intoxicado pela neblina de tabaco que paira no ambiente. Não foi dessa vez, consegui voltar a respirar.

O calor excessivo deve exterminar neurônios, pois eu já não conseguia raciocinar com clareza. Perto de entrar em pane, detectei uma jovem morena num dos cantos da pista, bonita, cinturinha fina e peitolas pontudas expostas. Abordei.

Entrevista básica, Juci o nome da mocinha. Afirmou beijar, fazer boquete completo e me perguntou se eu gostava de anal. Respondi que para o anal o meu combalido pênis já tinha se tornado deficiente físico. Pedi uma alcova.

A garota me levou para um quarto tão minúsculo que tive dificuldade para entrar. Lá dentro, as diminutas dimensões me exigiram um esforço contorcionista para tirar a roupa. Minha cueca estava úmida de suor. Juci me pareceu ter passado um creme nos cabelos que emanavam um cheiro fortíssimo semelhante ao de ovo vencido, empesteou o cubículo. Não estava fácil para me concentrar.

Quando olhei e toquei no velho Pikachu, não encontrei sinal de vida. Provavelmente, nem um desfibrilador traria o meu vetusto pênis de volta ao ânimo da vida naquela situação de clausura fervilhante.

Não vai rolar, foi a sentença que veio à minha mente cansada. Juci me deu uns beijinhos travados, com mais dentes do que língua; enfiou os peitinhos na minha boca como se quisesse me asfixiar para depois me alertar que poderia sair leite. Um horror. Percebendo que nada funcionaria, pedi para que ela me tocasse uma punheta. A menina fez uns cinco movimentos com o braço e reclamou que estava cansada. Dispensei.

Ganhei novamente as ruas causticantes, sinalizei para um táxi. Embarquei, um carro espaçoso, o ar-condicionado fortíssimo, gelado. Recostei a cabeça, suspirei aliviado e tive a certeza de que poderia gozar no frescor daquele banco com muito mais euforia do que em uma vagina habitante do inferno. A aventura continua...

Girl9