BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Faz tempo que venho pensando em ser mais seletivo ao escrever sobre as mulheres com quem saio. Fazer publicidade de criaturas que não irão valorizar o meu esforço, que jamais me oferecerão qualquer prioridade no agendamento, que me tratam como um office-boy que entrega notas de dinheiro, que talvez até praguejem contra mim assim que fecham a porta. Não, não dá. Certamente, passarei a ser seletivo sobre quem escrevo. Serei severo nas escolhas. Sou um velho e o meu tempo é valioso demais para ser desperdiçado com a ingratidão de quem não o dignifica.
Também tenho autocrítica, sei que serei repetitivo quando começar este relato dizendo que eu caminhava pela noturna área portuária no momento em que fui surpreendido. Não consigo fugir da minha natureza primária, afeiçoado forista, sou um notívago, um insone e, quem sabe, um suicida, se levarmos em conta os lugares por onde ando. Na verdade, sendo bem confessional, creio que eu seja um viciado em adrenalina.
O que eu buscava naquela área deserta que ainda emanava o cheiro de chuva fresca sobre o asfalto? Não sei. Sou um fantasma investigando as razões que me tornaram um fantasma. Às vezes, caminho até a Rua da Lapa, paro em frente ao sobrado onde morou por um breve período o lendário Machado de Assis, me coloco com humildade e peço que ele abençoe o meu amor pelas palavras.

Depois, retorno cortando atalhos por ruelas obscuras até alcançar a região portuária, lugar com o qual sinto uma forte conexão motivada por lembranças persistentes.

Foi durante a rota dessa via crucis que recebi um áudio de Viviane.
“Posso dormir com você?”
Acredite, forista sem fé. Existem mulheres atenciosas, capazes de tratar a nossa existência com carinho e consideração, mas as poucas que conheci sempre estavam fora da grade viciosa do fórum. São as tais descobertas que o Florista de Sapatilha é incapaz de realizar por ser um presidiário espontâneo da “zona de conforto”.
Fiquei na dúvida entre topar e não topar. Compreendam, para um celibatário da minha idade nem sempre é agradável dividir a cama além do tempo regulamentar. Com Viviane, porém, preferi aceitar a proposta, não é sempre que uma garota de programa lembra de mim com esse tom de afeto e com vontade de me fazer companhia. Combinamos o valor, o dia e a hora. Aconteceu.
Eu sei, eu sei... Você deve estar pensando: “lá vem o Dante repetir todos os pormenores do sexo com a garota...” — Concordo com a sua indignação, nobre forista. Sou um despudorado. Como eu disse, no entanto, passarei a ser mais seletivo. Com as que me retribuem afeto, não me privarei de recontar os encontros nas tantas vezes em que eles ocorrerem.
Como já dito, Viviane é essa novinha deliciosa, que se entrega, solta gemidos que nos fazem delirar na febre do tesão e possui um corpo que só a beleza da juventude proporciona. Foi uma noite ardente e que entra para a galeria das fodas inesquecíveis. Depois de um boquete que quase me levou ao nocaute, coloquei a menina de quatro e soquei até gozar em desespero.
Acordamos cedo, ela agarrada ao meu corpo. A libido nos lançou em mais uma sessão de amassos, beijos e passeios de língua. Como eu me arrependeria se não houvesse aceitado a proposta do pernoite.
Sinceramente, me perdoem pela falta de modéstia, mas um TD meu é um luxo que pouquíssimas merecem e é por esse motivo que irei parar de vulgarizar o meu talento como escritor, não mais escreverei para quem não me sirva como real inspiração. São muitos anos como forista, já sinto um certo cansaço de putas, mas as que se diferenciam são as únicas que me renovam e que me merecem.
A saga continua...
Em sinal de paz e admiração, este relato é dedicado ao FLorista de Sapatilha, aquele que ainda manda flores e toma café com bolo com a gurizada:
