17 de Agosto de 2023 às 03:31
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ





Quando você dança com o Diabo, você não muda o Diabo, o Diabo muda você.

—Andrew Walker—



A sina de um libertino é sempre renovar o contrato com o Diabo na tentativa de prorrogar a sensação de juventude. A primeira regra desse trato é manter o celibato a qualquer custo, pois o matrimônio envelhece a alma. A segunda imposição contratual diz que nenhuma relação amorosa irá prosperar na jornada do libertino. O terceiro ponto diz que o libertino será um apaixonado por si mesmo e nunca perceberá a solidão que o devora. Sim, eu danço com o Diabo e é o Diabo que me transforma.

O espetáculo de contemplar o céu escurecer, as luzes sobre as calçadas se acenderem em fileira como velas de um cortejo fúnebre, os prédios comerciais se apagarem como gigantes que adormecem, a turba fluindo na ânsia de retornar aos lares e ao repouso inútil... Eles dormem, mas eu não consigo dormir. Enquanto a noite convida os homens comuns para o sono, ela me convida para a vida.

A Avenida Presidente Vargas me fazia lembrar o cenário de Blade Runner, um futuro tomado pela decadência e por replicantes aprisionados pela tela do smartphone.

Entrei pela Avenida Marechal Floriano, a antiga Rua Larga da destituída monarquia. A Marechal Floriano causa a impressão de escurecer mais rápido e mais intensamente do que todo o resto da cidade, ali os antigos sobrados sussurram, é onde os proscritos encontram pouso. Sentei-me em um lugar vago no Beco da Sardinha, hoje um ponto que se tornou melancólico se comparado com os dias de glória.

Ao pagar a conta dos seis chopes que ingeri, voltei às trevas sonâmbulas da Marechal Floriano e me veio à memória a lembrança de um antigo forista que foi um grande parceiro e usava o nick de Fúria Jr. Ele sempre bebia em algum boteco da área e depois zanzava pelos trashes. Eu o perdi de vista, nunca mais o reencontrei.

Alcancei a Rua da Conceição. O trecho da Rua da Conceição onde se localiza o Bombeirinho é curto e desprezado, uma ilha de náufragos. Subi os longos degraus do carcomido sobrado e cheguei à pista da boate. A casa estava cheia.

Como já descrito, o interior do Bombeirinho tem a aparência de uma caverna penumbrosa. A música é alta e ressoa sequências de funks proibidões. Uma zoeira. É uma arena que favorece o garimpo, sendo possível encontrar novinhas surpreendentes dando sopa. Em algumas ocasiões oferecem um bom atendimento.

Peguei uma Ice no balcão do bar fiquei de tocaia. Vejo uma morena inesperadamente linda que emerge das sombras emoldurada por um fio dental microscópico. Pressenti que seria necessário atacá-la rápido ou eu perderia a oportunidade. Aproximei-me e perguntei se ela gostaria de beber comigo. Convite aceito.

— Qual seu nome? — perguntei.

— Lilith.

Que situação singular. Segundo a mitologia bíblica, Lilith foi a primeira mulher de Adão e por motivação própria decidiu renunciar ao paraíso. E onde eu encontro uma Lilith? No Inferno. A existência é quase sempre uma piada de mau gosto.

Lancei o meu questionário, aprovei as respostas da menina e pedi uma alcova. Paguei e subimos. Há quartos do Bombeirinho que sinto dificuldade até para entrar, são estreitos, apertados e dá medo pisar no chão insalubre. Esqueçam as afetações, aceitem a realidade, o libertino é homem que mija em pé.

Lilith tira os breves pedaços de pano que a cobrem e me deparo com um corpo que fez meu queixo tombar. Gostosa a menina, curvas e relevos bem delineados, um peitinho pequeno com os bicos apontando para o teto. Avancei para beijá-la e ela não refugou. Os beijos começaram leves, mas logo se transformaram em endoscópicos.

Lilith diz que tenho cara de homem inteligente e eu respondo que quem vê cara não vê coração. Ela ri, se ajoelha e abocanha meu combalido pênis, o boquete é quente, ergue o moribundo e me entusiasma. A menina prepara o terreno e salta sobre o meu pau em uma sentada súbita. Cavalga sem dó, pede que eu goze em sua boceta meladinha, em alguns momentos o gemido parece com choro, a situação me excita ainda mais.

Antes, de frente para mim, ela gira e me dá as costas. Vejo sua bunda subir e descer, engolfando e libertando meu pau. Lilith continua gemendo alto, choraminga às vezes, avisa que vai gozar e um fenômeno raríssimo acontece: gozamos juntos.

Despedidas com beijos e retorno as ruas. O meu corpo anestesiado respondia aos comandos básicos. Meu cérebro reagia lentamente aos estímulos urbanos. Continuei caminhando sob as marquises silenciosas. Ali, entre desvalidos e miseráveis, fui tomado pela culpa por me sentir feliz. Hum