BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Sou um homem noturno. Por ser noturno desde muito jovem, adquiri uma insônia crônica da qual nunca consegui me curar. Durmo pouquíssimo. Na parte solar dos dias, cumpro a minha rotina de um professor de ar antiquado, de um jornalista que prefere observar as áreas de sombra, de um escritor que não consegue escrever enquanto a luz insiste em penetrar pela janela. Houve um tempo em que também tive um táxi por hobby e o dirigia nas horas vagas movido pelo interesse de conhecer as entranhas da cidade.
É o anoitecer que faz emergir o meu lado mais livre e que se inquieta. A noite me chama às ruas, aos pontos mais escuros, mais subterrâneos. É a noite que o professor veste a fantasia, ganha os becos, as esquinas e os bares em busca do Santo Graal, do Cálice Sagrado, das mulheres incomparáveis e com edição esgotada na biblioteca da vida. A noite sou um templário, sou o meu próprio Indiana Jones.
Durante a permanência do Sol, no entanto, nada me impede de quebrar ocasionalmente os meus ritos diurnos. Em uma amena quarta-feira de agosto, me desviei do cotidiano vespertino. Decidi ir almoçar no Centro e embarquei numa estação de metrô da bucólica Tijuca para desembarcar na amplidão árida do Largo da Carioca. Fartei-me no rodízio do Coliseu das Massas até escolher fazer contato com a mulher que mais me impressionou nos últimos meses.
Lorena é uma fêmea madura e tem um corpo capaz de deixar jovens meninas desconcertadas diante da exuberância e perfeição de suas curvas. É dessas mulheres raras que nos devoram como uma bacante insaciável, tem entrega, beija como se fosse o último beijo, nos abraça com a vontade de nos afogar no sexo. Seu poder de sedução é a verdade do desejo que exala.
Eu teria que esperar, Lorena só teria horário para uma hora a frente. Óbvio que valeria a pena aguardar. Emparelhei o aparelho auditivo com o meu celular e quis escolher um hit da Tina Turner como a trilha sonora que embalaria a minha espera.
PARADISE IS HERE
Para passar a hora, fui cortando em passos lentos a Sete de Setembro, a Rua da Carioca, o Largo de São Francisco. A música me envolvia e eu me sintonizava com o cenário, a euforia provocada pelo som me tomava os pés em uma vontade quase insana de bailar, como se todo o Centro da Cidade pudesse se articular em uma imensa coreografia que brindasse aquele momento, um La La Land dos trópicos. Infelizmente, isso não aconteceu, pois a vida é real e o que nos salva muitas vezes é a música e os delírios criativos que ela provoca.
No horário marcado, toquei a campainha e a porta se abriu me lançando diante de uma Lorena estonteante, coberta por um robe semiaberto que não escondia suas curvas vertiginosas e os seios inacreditavelmente perfeitos. A bacante me abraça, me beija e me sarra. Demonstra a voracidade do seu apetite sexual.
Lorena é bem cuidada, mas não me importo com a beleza, o que faz diferença para mim é o corpo e o desempenho da mulher quando se deita comigo. Lorena não decepciona. Vou para o banho enquanto ela prepara o nosso leito. Quando retorno, ainda molhado, ela quer me chupar, mas digo que não.
Peço que se deite e exploro seus detalhes com a boca, cada pedaço, cada reentrância, sinto a textura de sua pele em minha língua, seu perfume, mamo seus peitos e alcanço a vagina úmida e quente. Envolvo o clitóris com meus lábios e começo a lambê-lo. Lorena geme, aperta a minha cabeça, se contorce, murmura que irá gozar, suas pernas estremecem, seu corpo vibra. Ela goza.
Na revanche, ela parte para cima. Sobe no meu tronco, beija meu tórax, a minha boca, sinto sua boceta esfregar morna na minha perna, aperto forte a sua bunda redonda e empinada. Sua língua quase alcança a minha traqueia, seus beijos são febris, arrepiantes. Dedilho o seu cuzinho enquanto está de quatro me chupando. Ela desliza subitamente para baixo e abocanha o meu pau. Garganta profunda, cuspidas, punheta. Tive que fazer uma oração para evitar a ejaculação precoce.
Lorena prepara o caminho, enfia meu combalido pênis em sua xana e inicia a cavalgada épica e incansável que ela é capaz de executar. Ouço trombetas anunciando o meu orgasmo inevitável, ela pressente e diz que quer que eu goze em sua boca. Engole meu membro em um novo boquete feroz. Lambe, masturba, engole. Uma judiação. Explodi num gozo irrefreável, ela aparou toda a minha seiva com a boca, como se quisesse me arrancar até o último fluido. Quase desfaleci sem fôlego.
Despedida, promessas e retorno as ruas que ansiavam pelo crepúsculo. Volto a caminhar pela Avenida Rio Branco e alcanço a Praça Mauá. Sento-me no Bar Flórida, peço um uísque, uma brisa gótica soprava do porto, observo o horizonte infinito da Baía de Guanabara esperando a noite me camuflar. Ligo o celular e seleciono o meu fundo musical...
THE KILLING MOON
Sou gaúcho porque nasci numa pequena cidade do Rio Grande do Sul, sou carioca porque o mar do Rio de Janeiro me adotou ainda criança, sou libertino porque vivo um grande amor irrealizável com a minha solidão. Sou personagem porque só existo enquanto você dorme. Meu nome? Dante, me chamo Dante.