30 de Julho de 2023 às 11:55
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Eu não conseguiria descrever uma mulher num texto em que 90% dele fosse uma transcrição do Google; nem, tampouco, conseguiria compor um relato que se parecesse mais com folder de bocetas, imerso na pretensão de ser objetivo (Nelson Rodrigues classificou como “os idiotas da objetividade”); por fim, jamais descreveria um encontro sexual comparando a parceira com bergamotas, alfaces ou berinjelas. O talento e a sensibilidade são exercícios que busco cumprir diariamente.

Compreendam, não vai aqui uma crítica à diversidade dos estilos, o que faço é confessar a minha absoluta inépcia para tratar a fusão com qualquer mulher como se fosse um ato medíocre e inanimado. Para este velho escriba, o sexo merece o mínimo de originalidade e pulsar de emoções quando me disponho a descrever a conjunção carnal que ele representa, pois é assim que sinto e pratico.

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Certamente, o outono e o inverno são as melhores estações para homens como eu, que já carregam muitas primaveras. A luz é amena e morna, convidativa para longas caminhadas e reflexões. Pensava sobre múltiplos assuntos quando fui interrompido pela música que transbordava da seção de TVs de uma grande loja da Praça Saenz Peña.

MAGNUM

O som me tragou para os anos 80, época em que a minha juventude ardia incansável. Lembrei-me também de que há muitos anos pertenço a um grupo de boêmios mundanos que surgiu ainda no finado Orkut e foi batizado como “Os Templários”. Alguns dos integrantes, como eu, envelheceram, mas continuam vivos. Poucos novos membros foram aceitos desde a primeira formação e todos nós usamos o mesmo anel (um gesto de profanação) nas reuniões semestrais e até no dia a dia, quando queremos ser identificados por algum colega. É uma espécie de maçonaria sexual para qualquer um que se arremesse às aventuras mundanas com a competência e a capacidade de descrevê-las em um espaço privadíssimo.



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O relógio me alertou que eu estava quase atrasado para o encontro com Carol, que há tantos meses fiquei sem contato. Ela me informou que mudou de sala, está em um prédio comercial mais movimentado e, por isso, mais discreto devido ao entra e sai constante. Fica exatamente ao lado da icônica Praça Saenz Peña, símbolo maior da bucólica Tijuca.

Entro no elevador, desembarco no andar indicado, toco a campainha, a porta se abre e vislumbro a loira devassa e ardente que conhecemos como Carol. A nova sala é espaçosa, composta por divisórias e compartilhada com mais uma garota. Carol, a libidinosa, encaixa-se em um beijo na minha boca que serviu para acordar o meu combalido Pikachu — o breve.

Conduziu-me à cabine que mais parece um quarto. Ampla, confortável e silenciosa. Tiro a roupa e me deito na maca para receber uma das melhores massagens das pradarias tijucanas. Carol faz massagem mesmo, não só esfrega creme. Movimentos hábeis, provocações obscenas e meus músculos relaxam sob a magia manual.

A prorrogação, destinei ao roçar das nossas peles. Carol desnuda-se, exibe as minúsculas marquinhas de praia; os seios volumosos e suculentos; a bunda grande, perfeita e lisinha. Saco o meu aparelhinho de eletrochoque e o introduzo sobre o seu clitóris, Carol geme, xinga e goza forte.

Inverte-se a posição. Carol vem por cima, me beija inteiro, abocanha meu castigado pênis e começa a sucção que poderia me levar rapidamente ao nocaute, mas me esforcei para abstrair, pensei nas garças da Quinta da Boa Vista, nos macacos-prego do zoológico, no pudim da padaria e consegui resistir. Pouco adiantou...

Carol parte para cima com sangue nos olhos, querendo me aniquilar. Monta como amazona feroz em meu tronco, prepara o caminho, introduz o meu pau em sua vagina e cavalga determinada a extrair a minha seiva. Quicadas frenéticas, esfregadas imorais, reboladas lúbricas. Destruiu as minhas resistências como se fosse uma blitzkrieg alemã. A capital caiu. Gozei todos os meus torpedos e perdi a guerra.

Cronômetro alertando para o fim do jogo. Conversamos um pouco, Carol me confirmou que irá a festa do Arena. Eu me despedi com a promessa de retornar em breve. Ganhei as verdes ruas tijucanas.

Quando Eva mordeu a maçã, separou-se a fruta da mulher. A fruta foi a tentação, mas a mulher foi quem cometeu a infração bíblica imperdoável, tornando-se ela mesma o novo Paraíso. Carol não é fruta, é o pecado de Eva que queremos cometer infinitas vezes, até que a morte venha nos banir do paraíso.

Atravessei leve e com um sorriso no rosto o fluxo incessante da turba que transitava pela rua Conde de Bonfim. Emparelhei o meu aparelho auditivo com o celular e deixei que o som servisse de bússola aos pés que sempre ameaçam bailar...

VÊNUS

A vida é breve e o tempo urge... Girl9