07 de Julho de 2023 às 22:40
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Há cerca de dois anos, quando perdi uma pessoa da minha família, entrei em uma espiral de depressão vertiginosa, juntou-se a isso o sentimento de luto e a necessidade cruel de ser obrigado a resolver uma dezena de questões burocráticas sem que eu estivesse capacitado emocionalmente. Antes, devido a pandemia, eu me afastei da vida promíscua também por uns dois anos, o mais interessante é que não senti falta. A verdade é que a procura desenfreada por sexo dentro da prostituição não pode ser chamado de vício, é uma descompensação psicológica.

Acredito que alguns sentirão necessidade de discordar da minha pretensiosa teoria, mas eu a mantenho. Inclusive, acompanho com uma dose de compaixão os camaradas que saem duas ou três vezes por semana com garotas de programa impulsionados pela vaidade de escrever relatos e pela motivação mecânica de estarem com as mulheres que anunciam.

O sexo como linha de produção perde o prazer que pode nos proporcionar, vira um tipo de droga que não faz mais efeito e que nos obriga a querer mais sem nunca encontrar a mesma satisfação que conhecemos em momentos de equilíbrio. Passei de junho de 2022 até fevereiro de 2023 saindo com uma mesma mulher, busco sempre a conexão, mesmo que eu fracasse, mas o gozo hoje é consequência dessa tentativa.

Comecei a emergir da depressão ao decidir me anestesiar com a cisma sexual. A primeira mulher que me lembro ter escolhido para iniciar a jornada anestésica foi justamente a Alice. Fico feliz por tê-la trazido, depois de muito convencimento, para ser uma das Vips do Arena.

Alice atende perto de onde moro e costumo ir caminhando da bucólica Praça Xavier de Brito até o prédio em que ela está instalada na caótica Praça Saenz Peña. Foram muitas as vezes que saí com Alice, antes, talvez, antes da ideia que ela teve de se turbinar e se tornar ainda mais gostosa.

Creio que nos tornamos amigos, eu a chamo de grega porque ela me lembra uma atriz de antigos filmes clássicos produzidos na Europa. A grega é a única mulher que costuma me enviar mensagens perguntando como estou e como está a minha vida, isso é um diferencial imenso no meu conceito. Garotas de programa, quando ainda são capazes de se mostrarem humanizadas, conquistam a minha incondicional admiração.

Das muitas visitas que fiz a querida grega, a maioria delas escolhi ficar somente na massagem e no complemento manual, saio satisfeito e volto sempre. Não foi diferente nesta última vez, é claro que trocamos carícias, beijos, amassos, mas não faço questão de penetração, principalmente pelas minhas recorrentes dificuldades com preservativo. Prefiro simplificar a vida.

Gosto muito da Alice por conta desse carinho que ela demonstra por mim e, provavelmente, por outros. Parece uma atitude banal, mas é o que dá a ela destaque entre a concorrência. Sou um velho carente, solitário e depois de visitar o fundo do poço qualquer farol é Sol na minha existência. Alice é um desses belos faróis que tentam evitar o nosso naufrágio.

Neste último encontro, foram duas horas de massagem e namoro. Foi tão bom que me provocou a inspiração para este texto em que não falo do sexo como coito, falo de uma mulher e da rara conexão humana que ela consegue criar com seus clientes. Obrigado, Alice. Amor