BEIJO
SIM - NãO GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
NãO

Estou em baixa no Arena. Talvez, também, na vida mundana. Ontem, no Zezé’s Pub, me senti como aquele velho que a família abandona num asilo geriátrico e nunca visita. Garotada festiva, confraternizando e eu relegado a um canto, sonhando com a puta perfeita, sem qualquer alma interessada em me dar atenção. Ainda fui rejeitado três vezes por algumas das moças presentes. Uma disse que eu não sou “objetivo”, a outra alegou que estava cansada e a terceira cobrava TD de um forista sem nunca ter se interessado em agendar com o forista que mais escreve relatos: eu.
Faço aqui uma ressalva e dou destaque para a Veronica Carbone, a única que me tratou com um carinho imenso, com um abraço caloroso e já entrou na minha lista de futuras biografadas do Dante.
Acredite, forista sem fé, não bastasse a breve cena lamentável de etarismo narrada acima, passei por um constrangimento no trash 119 da Rua da Alfândega. Fui procurar a estupenda morena Cacau, seria o meu quarto encontro com ela. Fui bem recebido, abraço, beijos e ela acariciou meus poucos cabelos, então surge uma mulata furibunda da penumbra, me empurra, cochicha ao ouvido de Cacau e logo em seguida a menina me informa que não poderá sair comigo porque a namorada estava com ciúmes. Pasmem, eu estava em um puteiro e a garota não poderia mais ficar comigo porque a namorada puta ficou com ciúmes e ameaçou invadir o quarto se Cacau fizesse o programa. Inacreditável.
Como eu contei, no Pub do Zezé, na Cinelândia, a situação se tornou mais melancólica. Estar em baixa no fórum não me incomoda, pois sei que são fases, são jovens os que estão destaque no momento, não se identificam com os meus relatos mais elaborados, com o meu cotidiano atual mais de cabarés e se interessam ainda menos por um velho escriba quase arcaico como eu. Porém, sou um veterano de guerra, sei que fases passam, logo chegam outros e outras, quem sabe nesses eu despertarei mais interesse.
Por sorte, chega uma mensagem no meu WhatsApp, uma convocação do dono da Mosaico Night Club para comparecer sem demora à boate. Não pensei duas vezes, nem me despedi dos que me ignoraram. Fui.
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Chego às margens de uma Vila Mimosa em que a chuva fina criava uma atmosfera de underground londrina. Um bar cheio de pinguços tocava alto o som de Dire Straits tocando Sultans Of Swing. A coisa toda dava sinais de melhorar para o meu lado.
Sultans Of Swing
Sim, afeiçoado, velhos são carentes. Acredito que na noite desta última sexta-feira eu buscava mais amor do que sexo. Encontro a pista da Mosaico lotada, show de banda ao vivo, a casa entupida de clientes e mulheres. Pego uma Corona e circulo pelo ambiente. As três primeiras meninas que entrevistei me avisaram que não curtiam beijo na boca por acharem algo “muito pessoal”. Fiquei sem saber se a piada era para rir ou chorar. Informei as três que o filme “Uma linda mulher” era ficção, que se elas continuassem a repetir o texto da Julia Roberts iriam morrer de fome.
Milagres acontecem, avistei uma loira com vibe de Marylin Monroe e cometi a abordagem. Alta, sorriso largo, peitos saltando da pressão do decote, pernas longas e bem torneadas, olhos verdes, voz suave e sexy. Bruna o seu nome. Aprovada na minha entrevista básica. Segui meus instintos. Alcova.
Não irei me estender mais. Sobre a menina, beijos suaves que não se encaixaram bem no meu bocão faminto de língua, esfregação leve, mamei muito os seus belos seios, boquete rápido e não muito dedicado, ela veio por cima, cavalgou com agilidade e meus espermas saíram de casa meio sem vontade, mas saíram.
Pago a conta, pego um táxi e chego ao meu chalé na bucólica Tijuca. Minha cadelinha poodle me recebe em festa. Se falasse, é provável que quisesse me dizer que me ama. Nem tudo está perdido. A aventura continua...