27 de Abril de 2023 às 21:57
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ



Atravesso as madrugadas de olhos abertos, submerso em um misto de ansiedade e preocupações cotidianas. Sou um insone profissional que, invariavelmente, só consegue dormir pelas 4 da matina, acordando às 7h30 para reiniciar o ciclo. Não é à toa que sinto um sono eterno durante o dia, daqueles que se encostar a cabeça em um travesseiro de pregos, adormeço como um bebê.

Em uma noite recente, recebo mensagem no Tinder, um match. Apresentou-se como Lisa, passou o número do WhatsApp e iniciamos o diálogo.

Se não fosse impróprio e eu mostrasse aqui as fotos das mulheres que já consegui colecionar por esse aplicativo, os colegas foristas se surpreenderiam. Para alguns amigos mais próximos, exibi exemplares das lebres abatidas, tenho certeza de que se impressionaram. Infelizmente, a cada novo ano, o Tinder vai se transformando em um catálogo de garotas de programa delivery, muitas querem grana, outras querem celular, algumas crédito no celular, há aquelas que querem botijão de gás, pagamento da mensalidade do curso que fazem etc. Uma diversidade de mercenárias que desanima. Comigo, desta última vez, não foi diferente.

Lisa é uma mato-grossense de 24 anos, com aquele perfil de índia bonita. Morena bronze, lábios carnudos, longos cabelos negros escorridos, corpo de curvas acentuadas, bunda com dimensões de mapa-múndi, um sotaque que mistura Sul com Centro-Oeste e uma sensualidade espontânea que se torna armadilha inevitável para os incautos.

Não deu outra, no meio do papo solta a palavra “presentinho”. Depois de me narrar todo um calvário de misérias que um dos meus amigos denominou como “alcorão de puta”, negociamos o valor de 350 reais pela troca de carícias, mas sem controle de tempo. A minha satisfação não se comprovava garantida, mas acreditei que o negócio me daria vantagem, levando em conta a suposta honestidade da menina. Para a minha surpresa, ela me pergunta se posso encontrá-la na própria noite em que nos falamos, olhei para o relógio que marcava quase duas da madruga. Como eu estava no embalo da insônia, topei.

Lisa mora em um condomínio chamado Cores da Lapa, marcou comigo em um boteco chamado Casa da Cachaça, entre Gomes Freire e rua do Rezende, às margens da Mem de Sá. Preferi pegar um táxi e parti para o local.

Um incômodo vento gelado corria pelas ruas da velha Lapa, desembarquei do táxi um pouco depois do ponto de encontro. Fui caminhando por entre aquela gente tão insone quanto eu, todos dotados da alma gótica que nos condena ao brilho noturno das luzes de neon ou à penumbra precária das luzes pálidas de vapor de mercúrio. Eu estava inquieto, um pouco inseguro, mas marchei com minhas botas sem hesitar.

Cheguei adiantado, sentei-me diante da primeira mesa livre e pedi uma Salinas, afinal, o bar se denominava como a Casa da Cachaça. O copo veio bem servido, derramei o líquido na minha garganta em um único gole, na intenção de rebater a brisa gélida que me incomodava. Pedi o segundo copo e antes de alcançar a terceira dose avistei a figura materializada de Lisa se aproximando da minha mesa. Um colosso.

Pessoalmente, suas virtudes cresceram, encaixada em um vestido curto, suas pernas refletiam uma penugem loira recobrindo levemente a pele morena, somente aquela visão já me disparou um tesão incontrolável. Cumprimentou o garçon, denotando ser conhecida no local, confessou que de vez em quando para por ali para ser "azarada". Desinibida, a menina me deu um selinho e sentou-se ao meu lado.

— O que você bebe? — Perguntei.

— O mesmo que você — ela decreta.

Gostei da personalidade voluntariosa, mas destituída de arrogância. Simpática, além de bonita, dona de um sorriso de iluminar o Maracanã em dia de Fla X Flu. Provavelmente, uma sedutora experiente. Colou seu corpo ao meu alegando que estava com frio, coloquei a mão sobre a sua perna direita e senti a textura daqueles pelos dourados protegendo a pele bronzeada. Em nenhum momento a garota refugou ou exprimiu reservas.

Retomamos a conversa que começara no Zap, contou-me fazer enfermagem em uma faculdade particular, que está estagiando e só pede “presentinhos” para fortalecer o orçamento. Divide um apartamento pequeno com uma amiga de São Paulo e está há pouco mais de dois anos no Rio. Não me perguntou muita coisa, parecia mais interessada no que iria receber do que em me conhecer. Cortou qualquer possibilidade de relacionamento afirmando que prefere os encontros casuais.

De repente, estávamos nos encarando e aqueles lábios carnudos e rubros pareciam me intimar a decidir a partida. Arremessei-me em sua boca e colhi um beijo hollywoodiano. A língua quente penetrou em minha boca como uma tocha jogando luz sobre as minhas entranhas. Beijo de traqueias. Acredite, forista sem fé, fiquei zonzo com a sucção labial da moça.

— E vamos para onde? — ela me pergunta depois que empatamos na quinta dose da Salinas.

— Conheço um hotel aqui perto que podemos ir a pé, o Hotel Estadual. Pode ser?

— Agora — não sei se ela estava com o mesmo tesão que eu ou apenas querendo abreviar o encontro.

Deixamos a Casa da Cachaça, dois ébrios, eu em chamas e ela ainda um enigma.

Continua... Dancinha