08 de fevereiro de 2023 às 23:18
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




O céu cor de chumbo desabava em uma tormenta inesgotável. Quando o táxi em que eu embarquei alcançou o Centro, nos vimos engolfados entre poças, lagoas e uma torrente de água furiosa determinada a relembrar os dias da Arca de Noé. Perguntei ao motorista se ele não achava melhor recuarmos, os obstáculos aquáticos pareciam intransponíveis.

— EU VOU CONSEGUIR, “DOTOR”. EU VOU CONSEGUIR — ele me respondeu aos gritos de um capitão Ahab obcecado por alcançar Moby Dick.

Neste ponto, faço um intervalo explicativo. Eu havia marcado com Bruninha pela manhã, em uma verdadeira odisseia para conseguir respostas pelo WhatsApp, acertamos o encontro para as 18h30. Encontrei-me dois dias consecutivos com a Bruna, mas somente no segundo encontro me revelei como Dante.

No meio do trajeto, recebo uma mensagem de Bruninha...

— Amor, você consegue chegar até às 18h40, depois desse horário não vou poder ficar.

Olhei para o relógio, os ponteiros marcavam 18h25.

— Colega, se eu não chegar na Cinelândia em 15 minutos a nossa viagem terá sido inútil.

— “DOTOR” EU VOU CONSEGUIR, EU VOU CONSEGUIR — gritava o motorista possuído pelo capitão Ahab.

Em alguns momentos, o carro parecia estar à deriva no meio daquele oceano de alagamentos, o motor do táxi gemia com a agonia de um afogado sem fôlego tentando nadar até a terra firme. Eu seguia no banco de trás com o cu na mão, sem saber qual seria o meu destino. Imaginei ver o Aquaman no meio daquele caos. O motorista começou a se embrenhar por ruas que pareciam rios caudalosos, o valente táxi ia superando as ruelas inundadas. Quando me dei conta entramos na Avenida Graça Aranha, mais algumas manobras e Ahab me deixa em frente à rua Álvaro Alvim às 18h35.

— Falei que ia conseguir, “dotor”.

Paguei a corrida, acrescentei uma caixinha e corri como um galgo italiano com hidrofobia em direção ao numeral 37. Entro no elevador, disparo pelos corredores do 17º andar e esbaforido toco a campainha da sala. Alguns segundos de suspense, a porta se abre, entro e vejo o sorriso de Bruninha. Que sorriso maravilhoso, foi como ver o Sol iluminando o apocalipse da terça-feira.

Bruninha é uma menina linda, com um corpo que nos causa salivação, uma pele morena e bronzeada com a textura de veludo, cabelos compridos, boca carnuda e uma bunda que poderia estampar qualquer capa de revista.

Começamos a nos beijar, Bruna beija bem, não economiza língua. Ela se esfregava em mim, pegava no meu pau, me masturbava e os beijos continuavam, quentes, ardentes, babados. Deitei-a na cama, massageei seus pés, ela pareceu gostar, então comecei a lambê-los e ela gemeu. Saquei meu aparelhinho semimedieval e o introduzi eu sua vagina, ela sentiu o choque, gemeu mais alto, se contorceu, sua boceta foi ficando enxarcada. Quando ela estava prestes a gozar, desliguei o aparelho e comecei a chupá-la, Bruna foi ao espaço sideral, torcia-se na cama, gemia alto e subitamente explodiu em um orgasmo feroz.

Mergulhei por cima dela e comecei a roçar minha pele em seu corpo, Pikachu inesperadamente respondeu com uma ereção nostálgica. Bruna inverteu a posição, beijou meu tórax, foi descendo, lambeu meu saco e abocanhou meu combalido pênis. Que chupada. Movendo a boca com a velocidade de um beija-flor desejando sugar o néctar, Bruna me engolia com a sede dos camelos do Saara. Hoje em dia, dificilmente uma mulher consegue me fazer gozar no boquete, Bruna conseguiu. Lancei minha árvore genealógica à atmosfera, depois que parte dela aterrissou dentro da boca de Bruninha. Quase desfaleci em uma pequena morte de prazer.

Conversamos um pouco, disse a ela que a partir deste instante eu tinha consciência de que seria vítima de difamações e de histórias falsas contadas pela última garota de programa com quem me relacionei. Ela se vitimiza para poder demonizar a verdadeira vítima. Finalmente, descobri a sua real natureza. Período encerrado, vesti minha roupa, nos despedimos. Quando alcancei a portaria do 37, o temporal continuava violento. Abri o guarda-chuva, emparelhei o meu aparelho auditivo com a música do celular e me misturei as grossas gotas de água que desabavam das nuvens revoltosas. Cantarolei a letra que o aparelho me soprava aos ouvidos e pensei: amor verdadeiro é o da minha poodle.

Valeu, Bruninha. Você é um doce!

SET ME FREE Dancinha