03 de Agosto de 2022 às 19:10
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

PALÁCIO DAS VAMPIRAS — A SÉRIE



Naquela tarde de início da semana, a temperatura estava amena, a luz dourada e morna do Sol alegrava a frenética rua Uruguaiana, pedestres esbarravam-se na pressa da sobrevivência, os camelôs só não vendiam a mãe porque pegaria mal, mas seria possível encontrar artigos inimagináveis e disponíveis por uns poucos tostões. A roda do mundo girava sem sobressaltos.

Estanquei meus passos em frente ao U24 e refleti por alguns segundos. Na minha última visita fiquei vacilante devido a atual selvageria do lugar e recuei, mas resolvi me arriscar novamente. Olho para a antiga gaiola de porta pantográfica que deve ter sido um elevador moderníssimo há três séculos; penso que se aquilo enguiçar quando eu estiver dentro, é provável que o meu corpo seja descoberto fossilizado somente daqui a quatrocentos anos, momento em que algum arqueólogo pós-moderno irá examinar ao microscópio as minhas partes íntimas e colocar uma etiqueta com a denominação científica “Picanossauro Minimum”. Não, desisto do elevador. Vou pelas escadas e no quinto degrau já perco o fôlego. Sou um velho acabado — penso.

Esbaforido, alcanço o primeiro andar, vejo uma novinha bonita, encaixada num biquine quase imperceptível a olhos nus, ela me encara e lança um sorriso avassalador. Estremeço, porém, decido prosseguir para o andar seguinte. Quando eu ia me lançar no segundo lance da escada, sou interceptado por uma voz gritando histérica...

— ME DÁ UM ABRAÇO! ME DÁ UM ABRAÇO!

Não deu tempo de ver de onde veio o golpe, quando me dei conta estava preste a sufocar com meu rosto imprensado entre um par de seios enormes e com a voz de uma gordinha berrando no meu aparelho auditivo...

— COME MEU CU. COME MEU CU, VELHO SAFADO.

Nesta altura, meu combalido Pikachu escapou pelo zíper e devia estar em um vagão da estação Carioca do metrô ligando para o 190. Fiquei ali, quase moribundo, tentando me desvencilhar daquele obeso abraço de tamanduá bandeira antes de desmaiar por falta de oxigênio. A gordinha me soltou e puxei o ar com força tentando recuperar o fôlego.

— Agora não dá, estou procurando um amigo — respondi para a tamanduá e corri apavorado pelos degraus que me levaram ao segundo andar.

Ao chegar ao novo pavimento, quase rezei um Pai Nosso por ter sobrevivido àquela tentativa de estupro de incapaz. De repente, avisto uma ninfeta com um exuberante par de seios à mostra, ela sorri para mim e, admito estimado forista, fiquei inebriado pelos encantos físicos da menina. Aproximei-me para a entrevista e ela fez questão de apertar seus seios contra o meu tórax.

— Qual seu nome, moça? — perguntei.

— Melody — as putas de bordel e seus nomes estranhos...

— E o que você não faz? — fui direto ao assunto.

— Faço tudo, amor. Só não bato na cara — deu uma gargalhada levemente satânica.

— E qual o presente pra ficar com você?

— É 57 reais meia hora, amor.

Cinquenta e sete reais meia hora, que cálculo diabólico esse cafetão faz para pedir um valor quebrado? Por que não arredondar para sessenta reais ou para cinquenta contos? Coisas de trash. O ambiente do 24 estava penumbroso, me informaram que o terceiro andar estava fechado e nos demais não encontraria nenhuma garota, talvez eu encontrasse cadáveres que sucumbiram inutilmente à escalada ao topo daquele Everest erótico. Se chamam o prédio da Álvaro Avim 37 de “Castelo das Princesas”, o Uruguaiana 24 é o “Palácio das Vampiras”, as mulheres desesperadas por grana nos agarram, roçam os dentes na nossa jugular, dizem que deixam foder até o tímpano para tentar seduzir qualquer tipo de maníaco sexual que possa aparecer. Em outros tempos, foi um trash mais agradável. Para encerrar logo o assunto, pedi uma alcova e me embrenhei com Melody por uma baia que mais parecia uma cocheira.

Dentro da cocheira, caí mamando os seis de Melody enquanto a voz de Wando estourava as caixas de som cantando “Fogo e Paixão”.

WANDO

Quando cansei dos seios, Melody começou bater uma punheta enquanto me aplicava um boquete da melhor qualidade. Devo ter ejaculado até a uretra. Antes de deixar a cabine, Melody perguntou pelo meu nome...

— Dante. Meu nome é Dante. Yes

A conta já estava paga, desci acelerado as escadas e voltei a ver o Sol. O prazer da carne encontrou o alívio da mente. Libertine-se Girl9