22 de Julho de 2022 às 14:40
BEIJO

NãO SEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

Lancei-me nos domínios obscuros da Vila Mimosa, nossa Terra Média da vida real, cravada entre a imperial e bucólica Quinta da Boa Vista e a árida e turbulenta Praça da Bandeira. A madrugada estava fria, a VM estava com pouco movimento, mas avistei algumas mulheres interessantes percorrendo os arredores dos corredores profanos. De uma das casas que beiram a rua Sotero Reis emergia um som eufórico dos anos 90...


Culture Beat - Crying In The Rain


Quem conhece a Vila desde os seus áureos tempos, sabe que ela é muito frequentada por anões. Acredite, forista sem fé, isso não é um deboche, é um fato. Certa vez li um texto que carregava este título: Os anões da Vila Mimosa. Conheci de perto um deles, que inclusive foi forista e usava o nick de Manitiba. Houve uma puta famosa no local, que parecia ser a preferida dos pequenos e que acabou adotando o codinome de Branca de Neve. O mundo libertino é lúdico, é repleto de alegorias e personagens descolados da nossa triste concretude.

Nesta madrugada, em particular, vi pelo menos uns quatro anões rondando os corredores. Por curiosidade e falta do que fazer, segui um deles e constatei que o baixinho só abordava mulheres altas e algumas muito gordas. Fetiche? Não posso afirmar nada. O que sei é que todas essas representações de uma realidade paralela que surgiram à minha frente me provocaram o tesão de trepar com uma anã ou com uma mulher que fosse baixinha. Como a Vila Mimosa é uma vitrine para todos os paladares, orientei meus passos e fui procurar o meu insondável objeto do desejo.

Não tenho certeza se encontrei uma anã, mas me deparei com uma menina muito baixa, cuja cabeça não ultrapassava a minha cintura, estava em frente à casa 21, tinha olhos verdes, um corpo certinho, mas havia uma expressão maligna em seu rosto que me fez lembrar da noiva do Chuck, o boneco assassino.




— Qual seu nome? — perguntei.

— Kelly. E o seu?

— Dante, me chamo Dante.

Por sessenta reais pelo período de meia hora, ela prometia prazeres gigantes. Subimos à alcova. Beijá-la na boca só seria possível se ela ficasse na horizontal, pois se eu tentasse me abaixar para beijá-la, corria o risco de travar a coluna cervical pelo esforço. Deixei o beijo para lá e pedi um boquete, que ficava mais a altura do horizonte da sua boca.

— Você não prefere um beijo grego? — perguntou?

— Por hoje, acho que prefiro o boquete mesmo.

— Fio terra você curte? — ela insistiu nas práticas invasivas.

— Melhor o boquetinho.

— Do meu beijo grego você ia gostar...

— Acredito, mas fica para a próxima.

Arriei a calça e a moça iniciou o boquete, fiquei em pé enquanto ela abocanhava o meu acabrunhado pênis. Apertou a minha bunda, começou a mover seus dedos no ritmo de aranha ardilosa em direção ao meu ânus.

— Minha filha, estou numa vibe mais tradicional hoje. Melhor não tentar — avisei cordialmente.

A garota se concentrou no boquete, mas como eu não gozava, apressou uma punheta e ejaculei sem emoção. Puxei de volta a calça, fiz o pagamento e me adiantei para sair da cabine.

— Não rola uma caixinha hoje? — sugeriu miniatura de fêmea.

Entreguei mais cinco reais e o olhar maligno da baixinha quase me incinerou. Fui caminhando de volta ao Sucatão na intenção de retornar à verdejante Tijuca, mas fui interceptado por um nanico vestindo uma camiseta branca com a inscrição #NãoMexeComQuemTáQuieto. Somente mais um dos inúmeros flanelinhas da Zona.

— Pode deixar um café, chefia? — cobra o flanelinha.

Puxei dois reais e entreguei. No universo mundano, a grana é que compõe as páginas do livro e o resto é a piada sem graça de um bufão que ainda acredita que existe amor em Sodoma.


THE END Amor Girl9