BEIJO
SIM - NãO GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
NãO
Aciono o meu aparelho auditivo para emparelhar com o celular e a primeira música de uma lista aleatória inunda os meus ouvidos: Believe...
BELIEVE
Minhas botas pisavam firme, eu tentava conter o impulso imoral de soltar a franga e começar a rebolar sobre a Radial Oeste, o som era contagiante. Uns três minutos de caminhada, alcancei a entrada da rua Ceará, passei por baixo do velho portal formado pela linha ferroviária, ali poderiam pendurar uma grande placa com os dizeres que o poeta Dante leu ao penetrar no Inferno.
Lasciate ogni speranza, voi ch'entrate
(*Vós que entrais, abandonai toda a esperança)
Cometi um erro estratégico, não segui pela rua Ceará, mas entrei na primeira rua à direita, mais deserta e com menos movimento de automóveis. Na metade do percurso fui interceptado por um cachorro imenso e feroz, o bicho parou empertigado diante do meu frágil corpo envelhecido, começou a rosnar, babar e mostrar os dentes como se tivesse farejado um saco apetitoso da ração Bonzo. É a segunda vez que isso ocorre comigo. Parei petrificado, naquele estado filosófico que nos diz se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. Fui salvo por uma senhorinha que passava com um carrinho de feira, ela se postou entre mim e começou a gritar para o animal sair. Heroica. Deu certo.
Finalmente, pisando sobre os paralelepípedos da rua Sotero Reis, encontrei a Vila em clima de fim de festa. Fiz a ronda sem muito entusiasmo, até que cruzei com uma negra gordinha que ficou me encarando, estava com os seios exuberantes à mostra e foi esse o detalhe que me magnetizou. Carla o seu nome, muito simpática, carinhosa, o papo fluiu em bom astral. Fiz a entrevista essencial e aprovei as respostas oferecidas com espontaneidade. Alcova...
Na pequena cabine da casa 42, revelado os seios, ela exibe o resto do corpo. É dessas gordinhas troncudas que, contraditoriamente, não possuem barriga, todas as células adiposas se concentram nas coxas e na bunda. Em um momento de sofisticação, tocava Sade na música ambiente. Carla me beijou com meia boca aberta, mamei os peitões como um recém-nascido faminto, lambi a vagina lisa e inchada, sarrei o bundão com dimensões de um globo terrestre e pedi um boquete. Carla sorriu, disse que boquete era o seu forte e abocanhou Pikachu, o breve, com fúria das piranhas do rio São Francisco. A gordinha realmente tem uma chupada poderosa, meu combalido pênis foi ganhando a sensação de um vulcão que sai da dormência, gozei como um chafariz de praça. A menina cuspiu os meus aleijados espermas numa latinha de lixo, vestiu a pouca roupa no corpo e saiu da cabine. Ajeitei-me ofegante e desci para a rua.
Andei até a rua Ceará, pedi um táxi pelo aplicativo. Chegou em menos de três minutos.
— Qual seu nome? — pergunta-me o motorista para conferir o autor do pedido.
— Dante, me chamo Dante.
Neste exato momento, por uma dessas sagradas coincidências do destino, a voz de Beyonce cantou no meu aparelho auditivo: Say my name...
SAY MY NAME
O taxista acelerou, os pneus giraram. A noite se erguia como um império libertino para que a próxima manhã pudesse nascer feliz.
#Libertine-se