01 de Junho de 2021 às 01:35
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO

É bom poder sentar-me, após a jornada do dia, e conseguir montar um relato que rememora mais um encontro que irá compor a minha galeria de cenários e personagens com os quais esbarrei. Para quem, como eu, explora a escrita, desenhar o mundo através das palavras é reviver prazeres e frustrações.

Sexta-feira, eu caminhava pelo Edifício Central após concluir um encontro com a Carol da Ônix. O encontro foi satisfatório, mas inconcluso, pois não consegui alcançar o orgasmo sagrado. A ereção de Pikachu falhou em vários momentos, não por falta de esforço da moça. A idade trai a libido e começa a exigir elementos psicológicos que nem sempre encontramos nas meninas escolhidas, elas não têm obrigação de adivinhar ou atender nossos caprichos. Prossegui em passos lentos pela Av. Rio Branco, cujo movimento pulsava fraco às 18h30. Cadê o grito do famoso “sextou”? Quando me vi na esquina da rua da Alfândega, decidi entrar na 502.

Como fico triste quando penetro na 502 e me deparo com o imenso vácuo do salão, quase nenhum cliente, as poucas garotas de sempre. Em pensar que no ano de 2018 a casa bombava, sempre lotada, festa as quintas-feiras e as sextas uma confraternização que não tinha hora para terminar. Eu e o grupo dos libertinos em encontros antológicos naquela boate. Tudo passa, tudo realmente passa. Casa vazia, pego uma cerveja e me acomodo em um canto qualquer para observar o nada.

Sinto um olhar fixo em mim. Uma morena graúda, cabelos cacheados abaixo dos ombros, olhos repuxados de gata no cio, pele com tom de morena jambo, pernas grossas, bunda colossal e um belo sorriso. Não tirava os olhos de mim, cheguei a imaginar que me conhecesse. Não, apenas caçava o caçador. Continuei bebendo, ainda sentia umas estocadas dos canelones do almoço revirando o meu estômago. De repente, a menina se aproxima e se senta ao meu lado.

— Oi. Posso ficar com você? Qual seu nome?

O nome dela era Telma (eu acho). Bonita e gostosa é o resumo que faço do porte. Rolou uma conversa muito interessante, alguns selinhos, breves amassos. A menina estava reiniciando a carreira naquele dia, após um período afastada do mundo mundano. Seu último posto foi no Clube das Flores, que vale por uma quilometragem longa. Simpatizei com a moça, o papo me seduziu. Chamei para a alcova.

Dentro da cabine nababesca da 502, Telma tira a roupa e confirma seus dotes de gostosa. Beijos na boca com vontade. Mais amassos, sarradas. Caio em sua vagina úmida e chupo, ela gosta, fica mais úmida. O que poderia estragar esse encontro? A preguiça. Telma parecia estar mais cansada do que eu. Chupou-me sem vontade, como se fosse uma obrigação, uma chupada que não durou nem dez segundos. Punhetava com mais preguiça ainda, como se meu pau fosse um brinquedo velho de criança que enjoou dele. Apesar da minha simpatia pela menina, o desempenho não foi bom. Para não sair dali sem gozar e acumular duas frustrações, me masturbei. Como dizem: se quer bem-feito, faça você mesmo.

Vesti minha roupa, paguei a conta (com um acréscimo safado no cartão) e retornei de metrô para a bucólica Tijuca. Arriscando-me a uma desinteria, invadi a lanchonete do McDonald’s e na primeira dentada no Quarteirão com Queijo, precisei conter a ejaculação precoce. A saga continua...