BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Eu estava no lendário Coliseu da Massas, tinha duas reuniões marcadas após o almoço, o que me fez desconsiderar qualquer possibilidade de encontro sexual na tarde desta sexta-feira. De súbito, porém, as duas reuniões foram adiadas para a próxima semana. Eu e Pikachu (o inseparável) nos vimos diante da mais descomunal e avassaladora liberdade. O que fazer? Envio uma mensagem para Mirella pelo WhatsApp, sem esperança de que ela pudesse me atender. Em questão de segundos, a menina responde, estava indo embora, mas diz que poderia me esperar caso eu quisesse vê-la. Eu queria, queria muito estar ao lado dela. Marco o horário e saio ofegante do Coliseu, vitimado por uma overdose de carboidratos.
O Centro da Cidade mostrava um cenário estranho. Atualmente, o Centro sempre me parece exibir um cenário de pós-guerra. No meio do caminho, decidi ajudar a digestão bebendo uma boa xícara de café onde fosse possível. Estaciono em um balcão de bar e peço uma dose de cafeína, a xícara chega escaldante e dou um gole no líquido negro e renovador de energias. É incrível como o prazer possui várias faces, sentir aquele gosto estimulante e abrasador rasgando a minha garganta foi o primeiro orgasmo que me acometeu nesta tarde de final de semana.
Caminhei em direção ao edifício Central e algo intrigante aconteceu, Pikachu dava pequenos sinais de vida sob a proteção calorosa da cueca. Bom presságio. O café talvez tenha acordado o meu velho e combalido Pokémon de museu. Sigo até a recepção, onde uma das inúmeras meninas novinhas do prédio confirma o meu cadastro de visitante reincidente a uma das salas do condomínio. Recebo um crachá. Aviso a Mirella de que estou na área e ela me autoriza a subir. Entro no elevador e a voz robótica informando a passagem dos andares pareceu excitar o rebelde Pikachu. Fiquei surpreso.
Toco a campainha da sala, Mirella abre a porta. Linda. Repito: linda. Mais uma vez eu digo: lindíssima.
A menina estava com um brilho, uma luz na pele, foi a vez que a senti mais bonita. Fiquei impressionadíssimo. Seminua, coberta por uma lingerie preta de vibração altamente sexy, ela me dá um selinho e me conduz. No balcão da antessala, havia um pacote da Kopenhagen. Imaginei que algum forista havia passado por ali antes de mim, pois somente foristas guardam essa obsessão por bombons da Kopenhagen. Às vezes, suspeito que todo forista é um adulto traumatizado pelo filme do Willy Wonka, dos Oompa Loompas e da Fantástica fábrica de chocolate.
Este terceiro encontro com Mirella foi, indubitavelmente, o melhor. Entrou para a minha lista de momentos inesquecíveis. É provável que tenha sido assim devido a intimidade crescente que ganhei com a garota, a partir das conversas longas que tivemos e pela comovente compaixão que ela demonstrou pelo breve Pikachu.
Seguimos o ritual de beijos, amassos, abraços, sarradas, chupadas e gemeção. Pikachu confirmou que vive, o que me causou uma emoção quase mística. Para não perder tempo, coloquei Mirella de quatro. Ela me provocou empinando para o céu aquela bunda celestial e meti como um camelo sedento diante de um oásis. Acho que babei. Mirella gemia alto, pedia para socar, dizia que queria que eu comesse a sua bocetinha. Pikachu, o Lázaro da Tijuca, reviveu os dias da remota juventude. Comemos aquela bocetinha como as obesas que devoram os bombons da Kopenhagen. Acredite, forista sem fé, não gozei, me vaporizei naquela vagina ardente e extraordinária. Ejaculei a história da humanidade naquele útero, desde o Big Bang aos dias atuais. Foi uma longa e antológica gozada que me fez cair em coma sobre a terra sagrada dos libertinos, o colchão da alcova.
Confesso, deixei o edifício Central exausto. Parecia que eu tinha corrido uma maratona. Voltei para a casa, na bucólica Tijuca, deitei-me e apaguei. Quantas transas nos causam esse bom cansaço? Poucas. Raríssimas. Se eu estou apaixonado por Mirella? Perdoe-me, estimado forista, mas é preciso que cultivemos alguns segredos. Não posso obrigá-lo a conhecer a Vênus de Milo do Largo da Carioca, só posso afirmar que eu e uma misteriosa sacola da Kopenhagen estivemos lá. A decisão é sua.