BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Arrisquei e fui de fusca pra o Centro. Estou descobrindo que dirigir um fusca nos torna celebridade urbana. Os pedestres olham, admiram, invejam. O fusca, com o seu desenho ovalado, possui uma sensualidade imortal. Se não fosse a inibição, a multidão bateria palma e daria vivas à passagem do fusquinha.
Os estacionamentos do Centro estão mais acessíveis e mais baratos, não foi difícil encontrar um abrigo para o Herbie. Caminhei pela Av. Rio Branco em passos rápidos para evitar atraso. Quando alcanço o Marquês de Herval, percebi que não lembrava o número da sala da Nanda e que o WhatsApp estava fora do ar. O destino ameaçava aguar o encontro. Em um lampejo providencial, perguntei pelo chat do GPArena se alguém poderia informar o número da sala da moça e ela própria me respondeu. O chat do Arena salvou a tarde.
Subo, toco a campainha e a Nanda me recebe com um acessório sexy, estava de óculos e quase sem roupa. Talvez a roupa fosse o par de óculos. Vamos para o quarto. O quarto da Nanda é um ponto à parte, sempre que entro naquele cômodo a minha vontade é cancelar o programa e pedir para tirar um cochilo. É aconchegante, tem aquela meia luz que dá sono. Tarde demais, Nanda já estava nua e demos o primeiro beijo.
Nesta linha, faço um intervalo. O que eu posso escrever sobre a Nanda que não soe redundante? O que dizer que as outras dezenas de relatos já não disseram? Como descrever o sexo sem que pareça mais do mesmo? Não há como. Escrevemos sabendo que não haverá originalidade, mas que homenagearemos o mito sexual que conhecemos como Nanda Martins. Seremos repetitivos sabendo que cada encontro com ela é único.
Primeiro faço a degustação carnal, lambendo seus seios apetitosos e chupando sua chana saborosa. Ela estremece, geme baixinho, leva a mão à minha cabeça. É uma delícia chupar a Nanda. Ela inverte o embate e me engole com seu boquete transcendental, feito com uma técnica que deve ser segredo digno de figurar nos arquivos da CIA e do FBI. Para evitar a ejaculação precoce, recorro aos ensinamentos do Monge Gozanão, penso na Quinta da Boa Vista, nas garças, no elefante do zoológico, nos marrecos do laguinho, nos pedalinhos da Lagoa Rodrigo de Freitas e consigo me segurar.
Nanda termina a sessão de tortura, se ergue e lança a pergunta:
— Como você vai querer?
Eu poderia me sentir intimidado, poderia brochar com a intimação pelo orgasmo, mas essa pergunta brotando da boca de Nanda é um leque de infinitas possibilidades eróticas que se abre como um cardápio de restaurante francês. Pedi para ela começar por cima e recebo uma cavalgada que só vemos nos filmes da Mulher Maravilha. Ela fica de quatro e me ajoelho diante daquela escultura monumental. Ajoelho e sinto vontade de rezar, de agradecer a graça concedida, mas evito perder tempo e penetro naquele domínio vaginal úmido e morno. Nanda geme, rebola, encaixa mais o quadril na minha cintura. Nocaute. Gozo muito e despenco estirado no colchão, receando o infarto possível após cada embate com nossa musa.
Ficamos batendo um papo agradável até que uma batida na porta faz meu coração assustado querer saltar pela janela. O tempo tinha terminado. Visto meus trajes, me despeço da Nanda e ganho novamente as ruas moribundas do Centro do Rio. Avisto um Mcdonalds, estou faminto, faço um lanche. Retorno ao meu fusca, aciono o motor, acelero e os pneus deslizam sobre o calor do asfalto. Da calçada, uma criança acena (não sei se para mim ou para o fusca). O fim da tarde se avizinhava, sou tomado por uma inesperada euforia. A vida segue, a vida segue numa velocidade maior do que a do meus fusquinha... E só se vive uma vez.