09 de Março de 2021 às 12:19
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

“Um idiota está sempre acompanhado de outros idiotas.”
(Nelson Rodrigues)



Cheguei antes da hora marcada com a Nanda, então decidi tomar um chope no meu point ancestral, o Beco da Sardinha. Quando saboreava a segunda tulipa, vi um gordo passar pela lateral do bar e o reconheci, um antigo frequentador da 4x4 e membro antiquíssimo do finado Hot-Fórum. Para quem não conhece, o Hot-Fórum foi a base de todos os fóruns, é a matriz de todos eles. Eu tive o privilégio de ser membro do HF desde o seu início, o que me proporcionou o desprazer de conhecer canalhas incomparáveis e idiotas notáveis. Já se vão quase vinte anos que me cadastrei ali. Foi no Hot-Fórum que testemunhei os momentos apoteóticos que um site interativo pode proporcionar. Infelizmente, depois de fazer história, criar laços de amizades, mobilizar inauguração de casas, lançar meninas inesquecíveis, o fórum capitulou pelo excesso de canalhas que havia abrigado. O mais triste é que o fórum se enfraqueceu durante a minha gestão, houve uma migração de idiotas consagrados para um outro site que surgia com uma suposta novidade e que se tornou a cópia do pior de todos os fóruns que existiram. Perguntar o porquê é o X da questão. Como idiotas são como andorinhas, não me surpreendeu que migrassem em bando, confirmando a deslealdade impudica que faz a alma de todos eles. De repente, o garçom chega com uma porção de fritas e interrompe o fluxo da minha tediosa reflexão.


“O sublime não se repete, é bissexto, acontece uma vez na vida, outra na morte.”
(Nelson Rodrigues)



O clima estava agradável, o céu cinza querendo ameaçar a terra dos homens com a chuva de Noé, mas eu continuei firme no Sardinha, passando o tempo com as minhas lembranças. Nada denunciava o encontro sublime que eu teria alguns minutos à frente.

O Centro sempre foi um lugar que me despertou nostalgia, território onde vivi belos momentos, conheci suas entranhas, seus paraísos e o seu valioso passado tratado com desprezo pela cidade. Hoje, o Centro me causa uma ponta de depressão. O comércio pedindo arrego, prédios comerciais virando habitação de fantasmas, ruas vazias. Eu não escapo de me sentir um fantasma quando estou no Centro atualmente, caminhando entre as minhas assombrações, enganado pela minha memória. Não duvide, estimado forista, a memória é quase sempre uma fraude praticada pelos nossos insidiosos neurônios, mas é a memória a nossa boia de sobrevivência diante da frieza implacável do tempo. Precisei ir, a hora do encontro com a Nanda exigia que eu partisse.

Alcanço o Edifício Marques de Herval após uma caminhada razoável. Pelo WhatsApp pergunto se podia subir. Nanda consente e pego no elevador. Nunca frequentei muito o Marquês de Herval, com exceção das vezes em que ia até a livraria Leonardo Da Vinci pegar alguma encomenda ou me perder por uma eternidade entre os livros. Chego em frente à sala da Nanda, toco a campainha. Neste instante, corre uma tensão e uma pergunta: quem abrirá a porta? Confesso, afeiçoado forista, não sei explicar, mas estava preparado para ver uma baranguinha e encarar a dureza. A porta se abre, entro e me deparo com uma mulher belíssima decorada por uma minúscula lingerie vermelha. Faço uma oração silenciosa agradecendo a Baco pela graça.

Nanda é sublime.

Sim, forista sem fé, Nanda não é ninfetinha, menina, garota ou qualquer dessas qualificações menores. Nanda é uma mulher. Mulher maiúscula. Mulher composta por todas as virtudes e atrações que seduzem os homens. Ela me conduz ao quarto, que é amplo e com chuveiro disponível para o banho. Terminado os preparativos, iniciei o embate.

Eu havia esquecido o meu aparelho de surdez (sim, sou velho), nossa comunicação teve que se resumir à telepatia, gestos, sinais de fumaça e outras apelações. Isso não atrapalhou a minha intenção de viajar pelo corpo da Nanda como um explorador de novos continentes. O corpo da Nanda possui uma linguagem universal.

Nanda me pareceu uma mulher que não se entrega de cara, elas nos sente, nos tateia, ganha segurança e somente depois se deixa levar por todos os prazeres que somos capazes de propor. Os beijos iniciais foram leves, de quem reconhecia o terreno, mas de súbito se tornaram beijos de namorada apaixonada, beijos de línguas enroscadas, de troca de saliva. É um encontro que segue por uma temperatura crescente e termina num clímax incendiário.

Ela se deita, mergulho lambendo seus seios graúdos e suculentos; beijos seus pés pequenos e perfeitos; despenco na sua bocetinha melosa, que reage à chupada com um corpo que se contorce, com gemidos que fazem o pau virar uma pica das galáxias. Nanda é suave e essa suavidade é profundamente excitante. Ela inverte a posição e cai em mim com um boquete de fazer ver estrelas. Sim, camarada forista, com o boquete de Nanda existe o risco de ejaculação precoce, fui obrigado a desviar meus pensamentos para a Quinta da Boa Vista, para o novo Jardim Zoológico, para as obras do Museu Nacional, pensei em garças, jacarés, girafas. O esforço mental me fez escapar de entregar os pontos na boca magistral dessa mulher incomparável.

Com a minha pica nas galáxias, Nanda veio por cima e me cavalgou como Amazona destemida, que não descansa enquanto não derruba o homem no combate. Cavalgava de frente, eu apertando seus seios macios, seu rosto de tesão me causando tesão. Haja fôlego, companheiro libertino. Peço que ela fique de quatro, olho para as duas esferas perfeitas que compõem a sua bunda de capa de revista e introduzo o meu combalido pênis nos domínios mais íntimos da minha parceira. Ela se empina, geme, rebola. Devoro a vagina quente enquanto deslizo o dedo pelo cuzinho da fêmea colossal. A visão daquele tobogã do sexo me fez gozar rápido, gozar muito, gozar demais. Desabei exausto naquele colchão repleto de histórias secretas, caí com sintomas de pré-infarto e com o ar me faltando.

Boca seca, garganta árida, peço um copo d’água que Nanda gentilmente me traz. Conversamos um pouco e percebi que o cronômetro decretava o fim do encontro, apesar de a Nanda não demonstrar nenhuma preocupação com isso. No meu caso, prefiro ser pontual. Nanda me conduz à saída, me despeço, ganho as ruas e sinto um sabor doce no céu da boca, um gostinho de quero mais... Eu quero mais e vou ter.

A aventura continua.... Yes