22 de fevereiro de 2021 às 08:15
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Sábado, final da tarde. Eu caminhava pelos arredores vadios da Lapa. Por quê? Não sei explicar ao certo, afeiçoado forista, mas sou dado a esses momentos contemplativos quase intraduzíveis. Fui seguindo pela rua da Lapa até um santuário histórico, a penúltima casa em que Machado de Assis morou com a esposa Carolina, antes de se fixar definitivamente no Cosme Velho. É um sobrado imponente, com uma precária placa indicativa colada à parede, informa seu valor como patrimônio cultural. A construção está conservada, atualmente é sede de um grupo de teatro. Passo pelo local e fico observando o lugar, poucos sabem que ali é a única residência do nosso escritor mais renomado que resistiu ao tempo e à especulação imobiliária. Perambulando na área, recordo-me sempre de um dos romances que mais admiro, que mais me comove: Memorial de Aires — o último livro que o grande mestre compôs. O endereço do sobrado fica próximo à Glória, na fronteira limítrofe da Lapa. Há uma energia naquela região, hoje decadente e soturna, que me inspira.

— Dante, pelos deuses. Qual o motivo dessa introdução de guia turístico? — Questionaria o forista que prefere ir direto ao assunto.

Explico, dileto amigo. Foi justamente quando peregrinava, flutuando nas minhas meditações urbanas, que recebi uma mensagem de Alice, ela respondia a outra mensagem que eu havia enviado pela manhã. Eu precisava de uma boa massagem e só conheço duas mulheres que realmente fazem uma boa massagem, as duas ficam na Tijuca e uma delas é Alice. Combinamos que ela me esperaria, peguei um táxi e retornei à bucólica Tijuca.

Digo que, com toda a certeza, a sala da Alice é uma das mais agradáveis de todas as que conheci. Limpíssima, decoração de bom gosto, simples e sofisticada ao mesmo tempo. Tudo combina com a maturidade atraente de sua dona. Alice é uma mulher charmosa, serena, que atende com carinho e se dedica a nos relaxar com suas mãos habilidosas. Recebeu-me com o sorriso aberto de sempre, acentuando seu perfil de grega sensual, minha Irene Papas dos trópicos. Tirei a roupa, tomei um banho e me acomodei na maca.

A massagem começa pelos pés e vai subindo em toques e esbarrões que relaxam e excitam. É uma maravilha, somente agendando para saborear a delícia da experiência. Alice não tem pressa. Parece também saborear cada toque em nosso corpo. Faz com carinho, com desejo de agradar. Fui ficando relaxadíssimo, não pensei em sexo, me deixei levar pela onda que as mãos da massagista me proporcionava. Repito, estimado forista, é uma viagem. Sem vontade de me esforçar muito, com os músculos totalmente adormecidos, pedi que Alice terminasse a sessão me masturbando. Gozei demais, me lambuzei de prazer. É minha obrigação recomendar a Alice para quem gosta de massagem de verdade somada a complementos sensuais. Ela é top.

Fechei meu sábado com Machado de Assis e com Alice, dois clássicos para quem exige o melhor da vida.