18 de fevereiro de 2021 às 22:49
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Nasci nos confins do Rio Grande do Sul, em uma cidade minúscula, que sempre me pareceu cenográfica na sua beleza simples e aconchegante. Sim, brotei no Sul, afeiçoado forista, mas não aceito ser considerado um gaúcho. Sou tijucano. Cheguei nos primeiros anos da minha infância ao Rio de Janeiro, conheci uma Tijuca nos seus últimos suspiros de romantismo. A Praça Saenz Peña, uma ilha rodeada por cinemas. Cresci e formei a minha imaginação assistindo a filmes de todos os tipos nas salas de cinema da Tijuca, que eram muitas. Meu pai me introduziu no mundo cinematográfico me levando às matinês do Metro-Tijuca, em sessões do Tom & Jerry. No Metro, também assisti ao Mágico de Oz, dia que não esqueço. Não por acaso, me tornei um romântico, mas não sou poeta, é uma generosidade equivocada que me oferecem. Sou alguém que desde cedo se encontrou na escrita, minha formação acadêmica seguiu por áreas que valorizam a palavra. Tenho harmonia, não poética.

Uma das minhas lembranças mais primitivas é o enorme saco de batata fritas do Bob’s e o esqueleto das torres do Shopping Tijuca, que ainda estava em construção. Certamente, a Tijuca da minha infância e da adolescência não é mais a Tijuca de hoje, mas ainda há recantos de nostalgia, mulheres bonitas. Ainda existe a Praça Xavier de Brito (dos cavalinhos), onde aprendi a andar de bicicleta.

Perdi a inocência em um cabaré da rua Alice, em Laranjeiras, a famigerada Casa Rosa. Houve um período em que frequentei uma Termas tijucana, a Termas Continental. Foram-se todas. Hoje, estou um pouco deslocado em um mundo que ainda insisto descobrir. O que me surpreende é que somente nos últimos dois meses comecei a explorar os pontos sensuais do miolo da velha Tijuca. Por conta desse ímpeto de curiosidade, encontrei Carol.

Ouso dizer, durante esses meses de intensa exploração, que Carol foi a melhor massagista com quem esbarrei no ramo das terapeutas. Além disso, possui um boquete inigualável, um dos raros que é capaz de me fazer gozar. Estive com ela na quarta-feira e foi mais um momento extremamente agradável. Carol é uma simpatia, um doce de mulher. Educada, carinhosa, paciente e não economiza esforço para agradar. Mulher maravilhosa que recomendo com louvor aos camaradas foristas. Marquei no meio da tarde, subi direto e ela me esperava com a disposição positiva de sempre. Esqueço-me da vida durante a massagem que ela me faz. É quase como levar um passe, o corpo se liberta de todo peso, de toda a carga que o estresse acumula em nós.

Passei do tempo contratado e Carol não está nem aí para o tempo. Ela curte a companhia, gosta mesmo de fazer massagem e não nega fogo se quisermos uma boa transa. Um achado. Já estou perdendo a conta das vezes em que estive em sua sala agradável e no seu quarto acolhedor. Não vou me estender porque seria mais do mesmo. Foram momentos deliciosos ao lado dessa mulher. É inevitável sair feliz de uma consulta com Carol.

Deixo o prédio na rua Conde de Bonfim e aproveito para caminhar pela bucólica Tijuca, degustando a paisagem do fim da tarde. Como diria um personagem de Machado de Assis, a Tijuca é o meu universo. Sim, sou um gaúcho de berço, mas sem sotaque. Ser gaúcho é também ter uma raiz forte em uma terra que está quase sempre distante de mim. Mas o que me faz tijucano é o amor, o que me moldou tijucano foram as muitas tardes dentro dos cinemas da Praça Saenz Peña, lanches no Bob’s, bailes no Montanha, no Tijuca Tênis Clube, os cavalinhos da Xavier de Brito. O que me mantém tijucano é a paixão da memória pelo pedaço de chão onde brinquei, cresci e agora envelheço.

Ave, Libertinos! Reverência