26 de Janeiro de 2021 às 21:11
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Acredite, forista sem fé. Um cometa. Sim, um desses cometas que se aproximam da Terra de cem em cem anos, rasgando o espaço sideral. Civilizações de várias épocas se reuniram para ver a passagem do raro acontecimento. Alícia pode ser definida assim, como um cometa esparso, que surge nos céus em intervalos de séculos. Quando passa, os homens de bom gosto se juntam para brindá-la, para acompanhar a sua trajetória deslumbrante. É uma dessas raras mulheres que cativam qualquer coração mundano. Essa é Alícia, um corpo celeste, uma estrela de primeira grandeza. Em torno dela, presos por uma gravidade irresistível, nós orbitamos em êxtase, em um estado de felicidade inexplicável.

O táxi me deixou no Centro antes da hora agendada com a menina. Desci na rua Senador Dantas e por um instante pensei que estivesse em Conservatória num dia de semana. Se algum morador de rua entoasse uma seresta, eu teria certeza de que não estava no Rio, muito menos no Centro. Entrei em uma agência do Bradesco para sacar dinheiro, os caixas eletrônicos ecoavam o salão vazio. Alguém me disse que atualmente o Centro da Cidade causa medo. Causa.

Avisei a Alícia que cheguei adiantado. Ela não se importa, me pede para subir. Por alguns instantes, fiquei perdido nos corredores de um prédio da Álvaro Alvim. Quase desci para comprar um carretel de linha 10 e amarrar na porta do elevador, evitando que eu me extraviasse enquanto buscava o apartamento da diva, que no fim das contas estava diante dos meus olhos. Um Teseu cegueta.

Alícia abre a porta e o que vejo é a imagem de uma princesa que sonhei namorar aos 15 anos, mas a opção por uma existência nerd só me fez encontrá-la na terceira idade. Ao menos o destino não foi tão cruel e me permitiu agora ter encontros casuais com a musa que fantasiei por toda a adolescência. Entro com calma, sento num espaçoso e confortável sofá. Conversamos um pouco, bebemos uma cerveja e veio o beijo. O beijo... O que dizer do beijo de Alícia? É uma abdução. Enquanto a maioria das mulheres nos atendem com beijo de tucano, com a boca meio fechada e um bico que não nos permite jamais encontrar a língua, Alícia segue o caminho oposto. Alícia beija com vontade, com desejo, com a língua enroscada em nossa língua, com troca de saliva. Beijar Alícia é quase ter uma experiência com algum poderoso narcótico. Tonteei.

Jogo uma água no corpo e retorno à arena geladinha pelo ar-condicionado perfeito. Minha parceira já estava nua. Que pele, um veludo macio e tatuado. Voltei a beijá-la, queria engolir aquele pedaço pecaminoso de mulher. Ela não se nega, se entrega. Geme baixinho. Eu a deito na cama, beijo seus pés como um adorador fanático, roço meu corpo no dela, mamo seus seios deliciosos, desço para explorar a vagina com fama de celebridade. Que viagem. Alícia se contorce, estremece, pede que eu não pare. Goza. Deixo que ela respire um pouco e então invertemos a posição. Ela avança sobre mim me abocanhando num boquete quase místico, tive delírios enquanto ela me chupava. Sim, afeiçoado forista, o risco da ejaculação precoce é imenso com a boca de Alícia em nosso membro. Eu precisava evitar o vexame, apelei para a técnica do Balão Mágico: pensei no Castrinho, na Simoni, no Raul Seixas, no Fofão e consegui resistir.

Peço que ela fique de quatro. Novamente me deparo com uma visão que me foi recorrente nos últimos dias, a bunda com dimensão bíblica. Alícia é mulher para comer ajoelhado e foi o que fiz. Enquanto metia e testemunhava as suas expressões de prazer, eu agradecia a Agronopólos pela graça concedida. Não durei muito, gozei um pedaço da alma antes de desabar quase desfalecido no colchão. Que mulher maravilhosa.

Encerrarei este relato de maneira piegas. Em toda a minha trajetória nos fóruns, foram raríssimas as mulheres que mereceram que eu rascunhasse alguns versos para fazer jus a minha fama de poeta. Alícia mereceu.

Existe nos teus olhos um segredo
E um feitiço habita o teu sorriso
Que me fascina, que me causa medo
E ao meu coração torna indeciso.

Expira a tua voz um frescor ledo.
Nos teus lábios, um gosto impreciso
É o tempero dos meus beijos, que cedo
Procuram o teu ser, meu paraíso.

Insensato, eu digo que te amo
E, com sofrer e pressa, eu derramo
Vida no teu suspiro delirante.

Desarmado e feliz eu me esparramo.
Outra vez, tolo, digo que te amo
E vejo teu amor: belo e ofegante...


De volta ao mundo real, caminhei eufórico pela Cinelândia. Querendo correr riscos, desci à estação do metrô e peguei um vagão lotado. Invadiu-me uma vontade dançar, mas sentei na esperança de que o perfume da mulher pudesse ter ficado impregnado em minha barba. A aventura continua... Ave, libertino.