20 de Janeiro de 2021 às 21:49
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

A existência de um libertino é feita de capítulos. Cada episódio é um encontro, uma nova conjunção com o corpo feminino, talvez um novo amor, um romance ou somente uma passagem para o nada. O libertino é aquele que caminha por um desfiladeiro estreito, entre o risco de uma avalanche de um lado ou a queda num abismo de profundidade incomensurável do outro. Creia, forista sem fé, o libertino aposta nos momentos do prazer fugaz contra a mesa de um casino que sabe que não irá perder quando chegar o fim da partida. Todo libertino é um proscrito.

Quando subi no endereço da Conde de Bonfim e toquei a campainha da porta no final de um corredor comprido e silencioso, surgiu a presença da beleza madura e mediterrânea, com uma sensualidade pulsante estampada no rosto, lembrou-me de imediato uma atriz grega de filmes clássicos. Alice tem o rosto bonito e forte de uma mulher de Atenas. Entrei entusiasmado na sala ampla e organizada, avancei para abraçá-la e beijei seu pescoço. Alice me freou, disse que eu estava muito afoito. Disse uma verdade, creio que eu estava há meses sem contato sexual, evitando a praga do vírus. Tinha em mim ansiedade febril da libido.

Diminuí a velocidade e fui tomar uma ducha. Quando saí do chuveiro, a maca já estava preparada e Alice me conduziu à posição para os primeiros toques da massagem. As mãos deslizavam e pareciam remover o peso de vigas desabadas nas minhas costas. Senti uma sequência de alívios e emiti uma dezena de suspiros enquanto meu corpo relaxava. Não demorou para que a beldade mediterrânea começasse a me beijar as costas, a passar levemente as unhas sobre a minha pele, provocando-me arrepios que alcançavam a alma. A penumbra só me permitiu perceber que ela já estava nua quando arrisquei tocar o seu corpo. Que mulher suculenta, sedutora e deliciosa.

Fiz que ela deitasse na maca, comecei a beijar e massagear seus pés, ela estremecia em espasmos súbitos. Fui com a boca até o universo quente e úmido de sua vagina e chupei. Acredite, forista sem fé, ela gozou. Pediu um pequeno intervalo para dissipar a sensibilidade que se instalou. Passamos a nos beijar, num namoro gostoso que me fez desejar que ela concluísse a tarefa. Deitei na maca, ela retomou a massagem com meu corpo virado para frente, fez um boquete antológico temperado com Halls, segurou meu pau e num passe de mágica eu explodi num gozo brutal. Ela me beijou na boca e descobri o potencial de prazeres do universo das terapeutas.

Quando saí do prédio, havia anoitecido. Fiquei feliz por estar na Tijuca, por me sentir leve, anestesiado. Com a falência definitiva do Centro da Cidade decadente, descobrir estas pequenas salas no meu bairro, habitadas por feiticeiras do orgasmo, me causou alguma euforia. Faminto, parei numa lanchonete e pedi um pastel com caldo de cana. O meu corpo flutuava naquela noite quente. Perceber as delícias daquela experiência me trouxe uma inesperada alegria. Naquela noite, a banca perdeu a partida e o libertino ganhou mais crédito para o próximo jogo. Que gire a roleta...