BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - COM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Acredite, Forista sem fé. Sobre as pedras áridas, envenenadas pelo esgoto que corre negro e denso através das infames sarjetas, diante de toda a descrença humana, é possível observar um fenômeno bissexto, a ocorrência raríssima da paixão. Dentro daquele deserto habitado por ébrios e mundanas, amei. Eu a via passar num vestido branco colado ao corpo, ostentando um decote que alertava sobre a beleza inigualável dos seus seios esféricos, com seus cabelos cacheados descendo num fluxo de cachoeira sobre suas costas, ela era alta, tinha um rosto bonito, lábios carnudos e olhos de Capitu. Percebi que muitos a conheciam, mas eu não. Em uma fria madrugada, tomei coragem e me aproximei com um daqueles diálogos idiotas que somente velhos pervertidos são capazes de criar.
– Vejo sempre você por aqui. Não sei o porquê, mas sempre tive medo de chegar perto – diz este velho libertino num script infeliz.
– Medo?! Não carrego nenhum chicote comigo – responde com brilho a meretriz.
– Que bom. Você fica em que casa?
– Na 42. Ali fora.
– E seu nome?
– Natasha.
– Daqui a pouco te procuro lá.
Ela se despediu e fiquei observando seus passos suaves, num balançar ondulante de quadril que poderia me fazer supor que algumas mulheres evoluíram das enguias. Rondei um pouco mais pelos corredores fétidos da Vila, pensando se deveria me arriscar num programa com aquela beldade graúda e sexy. Na Vila Mimosa, eu desconfio do desempenho das mulheres bonitas. Excesso de frustrações nos tornam céticos e ariscos. Depois de refletir com meus traiçoeiros botões, decidi procurar Natasha na casa 42.
A menina estava à porta, no alto das escadas, uma Vênus em exposição. Poderia estar no Louvre, mas estava na zona do baixo meretrício. Ela me reconheceu, esboçou um sorrisinho, subi os degraus, também sorri. Alcova.
A cabine da casa 42, como em quase todas as casas da VM, exige que você suba uma vertiginosa escada de ferro em caracol. O espaço é pequeno, há um banheiro sujo usado principalmente pelas mulheres. Dentro do quarto, Natasha se despe, mas deixa coberto a parte que parece ser a mais suculenta do seu corpo, os seios. Surpreso, pergunto se ela não vai tirar a parte de cima do biquíni.
– Para tirar o biquíni todo são mais 20 reais.
Coisas da VM, estimado forista. Fiquei puto, mas paguei. A menina desamarra o sutiã e o que testemunho é quase indescritível e me convence que valeu a pena pagar pela imagem. Os seios de Natasha são a síntese dupla da perfeição. Duas esferas imaculadas, coroadas por róseas aureolas com bicos salientes. Salivei diante da visão. Ao me aproximar para beijar aquele sagrado território do corpo feminino, Natasha freou meu ímpeto para me orientar como eu devia abocanhar seus peitos. Sim, forista sem fé, pela primeira vez fui apresentado a um manual para chupar peitos. Enlouquecido por aquelas mamas, ouvi as instruções e avancei. Que delícia, afeiçoado forista. Que delícia. Valeu passar por toda a burocracia para estar aconchegado à harmonia morna daquelas mamas.
Depois de algum com minha cara enfiada e orbitando os peitos da menina, Natasha me coloca deitado e diz que vai me chupar. Não sou de palavrões, mas puta que pariu, o boquete da mulher também é indescritível. Ela nos engole com uma vontade canibalesca, chupa com ânsia de esperma, envolve nosso pau com seus lábios grossos e selvagens ao mesmo tempo que geme sôfrega de desejo. Se o canto das sereias enlouquecia os marinheiros de Ulisses, o boquete de Natasha quase nos afoga de tesão. Prestes a ser nocauteado, pedi que ela ficasse de quatro e meti afoito. Ela gemia baixinho, num canto de prazer que antecipou o jato implacável do meu orgasmo. Desabei ofegante naquele colchão comprado em alguma Ortobom paraguaia. Trocamos telefones e nos despedimos
Quando saio do quarto, uma senhora avisa a Natasha que estão passando um filme dela no bar do Tião, a garota me pareceu não ter gostado muito da notícia. Antes de sair da casa, perguntei a uma outra menina se Natasha fazia filmes. Sim, ela fazia filmes com o nome de Natasha Lima. Chego em casa e jogo o nome no X-Vídeos, surge uma série de filmes em que a garota demonstra desempenho sexual vertiginoso. Fiquei entusiasmado. No dia seguinte, para a minha surpresa, ela me liga, marquei para almoçarmos. Alcançamos o clímax, incrédulo libertino, foi neste ponto que me apaixonei.
Depois disso, levei Natasha ao teatro, ao cinema, a jantares, dei celular de presente. Pirei. No entanto, como dizem, amor de zona é como sonrisal, começa efervescente e depois de um tempo se dissolve como se nunca houvesse existido. Perdemos o contato, mudamos os números de celular. Fim.
Vila Mimosa, madrinha amorosa.
Um indomado é quem pisa valente
Sobre o teu chão feito em pedra briosa,
Estrada da luxúria decadente.
Vila Mimosa, a mãe carinhosa.
Um pervertido é guerreiro imponente
Que marcha entre a multidão furiosa,
Busca o combate, o coito indecente.
Promíscuo, tua musa é a marafona
E o desejo fez dela a tua dona.
Tu és monge pecando na abadia.
Libertino, teu abrigo é a Zona.
Masmorra onde amas tua amazona,
Gozo quente na madrugada fria.