BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
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REPETECO
TALVEZ

“O sexo é uma selva de epilépticos”
(Nelson Rodrigues)
Já se fazia muito tarde da noite. Um amigo me chamara para encontrá-lo na Adega Pérola, em Copacabana, mas de início recusei-me a sair. A madrugada avançou e a minha insônia crônica não perdeu o hábito de imperar sobre o meu descanso. Não aprecio mais dirigir à noite, me incomoda dirigir de óculos. Decidi, porém, romper com as minhas manias senis e encarei o volante noturno para tentar encontrar o meu amigo antes que deixasse a Adega de Copa. Acionei o entorpecido Sucatão e mergulhamos no negrume cabalístico do asfalto.
No caminho, me desviei um pouco do destino. Com o risco de perder a oportunidade de rever o meu camarada, passei em frente ao swing 2A2 em Botafogo. Comprovei o que eu esperava, fila na porta. Que vontade me deu de entrar no swing, de ter uma parceira que não fosse dessas muquiranas que querem cobrar por quilo. Para não me corroer de frustração, retomei a rota para Copacabana.
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Ai de ti, Copacabana. Até a princesinha do mar perdeu muito do movimento na madruga, que ficou também reduzido a alguns pouquíssimos nichos. Antes que eu chegasse à Adega, meu amigo avisou-me que tinha partido. Segui para um rolé pela Atlântica.
Meu aparelho auditivo começou a apitar, a bateria se esgotou e fui lançado à teia da minha trágica surdez. Com a minha capacidade sensorial abalada, cogitei retornar à bucólica Tijuca, mas preferi dar uma chance às flores do calçadão.
Deixei o Sucatão deslizar pela pista envolta no aroma da maresia. Uma vez me disseram que a Tijuca é Copacabana sem maresia, uma dessas cascatas de Tijucano esperando o caminhão de mudança. Copa é uma região cosmopolita, uma Manhattan tropical; a Tijuca é um bairro provinciano, restrito à classe média. Em comum entre os dois extremos, talvez o fato de estarem cercados de comunidades.
Perto do Lido, avisto um grupo de garotas. Uma delas, loirinha que me fez lembrar da Kim Basinger, me interessou demais. Vou aproximando o carro do meio-fio e antes que eu parasse uma morena com cabelos desgrenhados e boca de velha banguela enfiou a cabeça pela janela.
Acredite, forista sem fé, sem o aparelho auditivo em pleno funcionamento, sou um surdo que tenta se valer da leitura labial, artifício no qual não sou habilidoso. A garota começou a falar muito rápido e eu ficava repetindo: “o quê?”, “não entendi”, “pode falar novamente?”.
Mostrando que estava de saco cheio, a puta tirou a cabeça de dentro do carro e gritou para as companheiras...
— É por isso que não gosto de velho, tá vendo?! São surdos, brochas e demoram pra gozar — nisso foi andando e jogando a cabeleira embolada contra o vento.
Consegui ouvir bullying contra idosos do início ao fim, inexplicável. Respirei fundo e pratiquei uma sabedoria que me foi ensinada por um lendário frequentador de bordéis: “nunca responda ao fundo do poço, ele quer sempre um pretexto para fazer eco”. Segui adiante, mas com a loirinha na cabeça.
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Fui até a extremidade da Avenida Atlântica, retornei e pude ver a blonde caminhando com somente uma amiga, que não era a morena desgrenhada. Novamente, me aproximei do meio-fio, buzinei e sinalizei que queria falar com ela. Eu devia ter aprendido sinais de libras, mas quem sabe interpretar?
Por sorte, a loirinha tinha um bom tom de voz e uma dicção invejável, consegui perguntar o que me interessava e ouvi boa parte do que dizia. Disse a ela que não gostava dos hotéis de Copacabana, se poderíamos ir ao Hotel Alameda, na Glória. Ela olhou para mim, olhou para o Sucatão, pareceu estar em dúvida, disse o seu valor e assentiu. Entrou no carro e engrenamos em direção à Rua Cândido Mendes.
O Alameda é um hotel antigo, antiquíssimo. Sempre foi o meu altar favorito para executar os sacrifícios da carne. Melhorou um pouco desde os primeiros dias em que o frequentei, quando eu entrava nos quartos e era quase aniquilado pelo cheiro de mofo.
— Qual seu nome? — perguntei.
— Cassandra.
Surpreendeu-me o nome, não é sempre que esbarro com moças que sabem escolher codinomes originais. Cassandra pousou a mão esquerda na minha perna e permaneceu assim até chegarmos ao ninho sexual. A manifestação carinhosa me causou entusiasmo.
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Ela inaugurou o quarto cumprindo o prometido, engatou na minha boca com beijos de língua com direito a limpeza de faringe. A menina beija muito, beija bem. Parece gostar. Comecei a acreditar que tinha dado sorte, afinal, tratava-se de uma rapariga de pista.
Cassandra deixa cair a roupa sem qualquer inibição e revela um par de seios dos mais lindos que presenciei na minha cansativa jornada mundana. Convidou-me para entrar com ela no banho e perguntou se eu poderia pedir um vinho. Empolgado, eu seria capaz de importar uma vinícola francesa. Peguei o telefone e pedi uma garrafa, temendo que pudessem chegar um Sangue de Boi. No Alameda, nunca se sabe...
Entramos no banho e Cassandra me ensaboou inteiro, intercalando com beijos afogados pela água que escorria das nossas cabeças. A garota começou a apertar a minha bunda flácida pelos anos e pelo sedentarismo e desceu o corpo até a altura que permitia que abocanhasse Pikachu — o breve. Que boquete insano, não foi a primeira vez que peguei uma menina de rua com a capacidade de fazer um dos melhores boquetes da minha vida.
A água morna escorrendo, a sensação de estar relaxado, Cassandra me lambendo o pau, arranhando meu saco com as unhas... Eu não queria gozar tão rápido, mas, ao mesmo tempo, não queria perder a oportunidade de desfrutar daquela obra de arte até o fim. Ejaculei até grãos de areia. Um desses momentos de prazer indescritível que só mulheres bem treinadas sabem nos proporcionar.
O vinho chegou, tomamos juntos a garrafa. Evitei falar muito com medo de não ouvir metade da conversa. Não irei fazer como o bom Dionizio, o nosso sommelier de vaginas, não irei comparar Cassandra com uva. Cassandra é capaz de nos causar um AVC com seu boquete incomparável, está mais para agrotóxico do que para cacho de uvas.
O relógio indicava a hora da despedida. Deixei a garota na esquina da Siqueira Campos com a Avenida Atlântica. Eu estava leve, não figurativamente, eu estava mesmo leve. Sempre é assim quando consigo inesperado bons encontros.
Liguei o aparelho de som do carro, inseri um CD e como não consegui escutar muita coisa, voltei em silêncio para a bucólica Tijuca. A aventura continua...
e gozei bem gostoso justo no momento que ela mordia safada meus peitos e acariciava minhas bolas dando leves apertões.