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Tópico da PONTO DE RUA

Praça Tiradentes, Centro
Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ


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MARIANA
NEUTRO
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22 de Outubro de 2024 às 11:23
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DISSE QUE FAZ

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REPETECO

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Cinza. As nuvens espessas acumuladas no céu transformavam a Praça Tiradentes numa antiga foto em preto e branco. Havia quietude no pouco movimento que se expressava nas ruas. Após almoçar no tradicional Coliseu das Massas, arremessei-me pela Rua da Carioca, aquele vácuo urbano que liga algum lugar a lugar nenhum.

Fiz uns trinta contatos com as Vips do Arena, metade não respondeu e a outra metade não tinha mais horário. Todas ricas e glamurosas graças ao veículo onde anunciam. Para que iriam querer relato de um Dante qualquer?

Quase sem esperança de extravasar a sagrada seiva que pressionava as minhas gônadas, fui caminhando a esmo até alcançar a Praça Tiradentes. Exausto pelo peso de carregar quilos de canelone e espaguete ingeridos um pouco antes, sentei-me em um bar às margens da Rua da Constituição. Pedi um chope.

Fiquei ali, meditando sobre o meu fracasso em tentar marcar um mísero encontro sexual. Recordei-me de que foi naquela região que o jovem Machado de Assis trabalhou como operário de uma gráfica. Subitamente, fui tomado por uma sensação de incômodo. Alguém me observava, me encarava.

Uma mulher de uns 25 anos, bonita, olhos claros, pele alvíssima e negros cabelos cacheados caindo abaixo dos ombros. Nossos olhos se cruzaram e ela se levantou do lugar em que estava, aproximou-se de mim e me questionou sem cerimônias.

— Está sozinho?

— Estou — respondi.

— Posso fazer companhia?


Quando isso ocorre no meio da rua, sempre sou tomado por uma onda de receio. Como eu já estava fodido e sem perspectivas promissoras, decidi aceitar o desafio do destino.

— Pode. Tem lugar na mesa — sentenciei.

A garota puxou a cadeira para perto de mim e se acomodou. Apresentou-se como Mariana, é mineira, poucos dias no Rio, pretendia voltar para sua cidade natal naquela mesma semana. A conversa prosseguiu inocente e burocrática até que ela soltou uma interrogação que chegou perto de me eletrocutar...

— Você gosta de cu?

Putas e libertinos se atraem como mercúrio, profetizou um sábio. Qual resposta que damos para tal pergunta? Não consegui digerir nem a pergunta nem a batata frita engordurada que eu havia pedido como petisco, entalei. Depois de alguns segundos, fui capaz de rearticular o meu raciocínio.

— Olha, eu gosto, mas a minha broca não fura mais parede.

Percebi a dificuldade cognitiva da menina para compreender a minha metáfora. Preferi ser gentil e traduzi.

— Filha, eu gosto de cu, só não sei se ainda consigo comer um.

— O meu você consegue. Quer?


Tudo tão rápido que me causou vertigem.

— E como seria se eu topasse? — devolvi.

A menina então anotou no guardanapo um número, um endereço e o nome do local: Hotel Atlântico Tower.

— Não para na recepção. Entra direto e pega o elevador para eles não cobrarem adicional.

— E qual seria o valor do cu?

— É 150 reais.


Excitado com a situação, continuei aceitando o desafio do destino. A menina saiu e pediu que eu esperasse dez minutos e fosse até ela.

Desconfiado, entrei no hotel. O saguão estava repleto de pessoas numa fila para a recepção, segui em frente como me foi instruído e entrei no elevador. Desembarquei no andar informado, procurei o apartamento e toquei a campainha. A porta se abriu e a garota estava nua.

— Oi — ela diz — você pode esperar um pouquinho?

— Esperar por quê?

— Ah! Apareceu um cliente que eu tinha marcado aqui. Só dez minutinhos. Espera.

— Vou esperar onde?

— Senta na cadeira do corredor.


No corredor havia um aparador antigo com duas cadeiras nas extremidades. Uma travesti ocupava um dos assentos, olhava para o nada. Pensei em ir embora devido ao constrangimento de ficar no corredor de um hotel cheio de câmeras esperando uma garota de programa terminar o serviço, mas fiquei. Puto

— Tá esperando a Mariana? — pergunta-me de supetão a travesti assim que me sentei.

— Sim.

— Daqui a pouco ela libera.

— Você está esperando por ela? — arrisquei a questão.

— Estou. A gente reveza o quarto e tenho que pegar umas coisas lá.

— Desculpa perguntar, mas a Mariana é mulher ou trans? — eu precisava dissipar a mórbida curiosidade que se manifestou naquele instante.

— É mulher — garantiu a travesti com firmeza na voz e um tom de desprezo pela minha pergunta.
Hum

Demorou mesmo uns dez minutos até a Mariana surgir no corredor e sinalizar para que eu a acompanhasse.

No quarto, ela exibiu o corpo esbelto e bem delineado. Bunda de capa de revista e a vagina ornada com um piercing. Começamos a nos beijar, ela me aplicou um boquete de alta pressão e quando percebeu que o combalido Pikachu estava ereto, o embrulhou com um preservativo que mais se assemelhava à borracha de pneu e sentou-se em cima. Sem suavizar com KY, aquele cu parecia que estava rasgando o meu velho pênis ao meio. A menina rebolou com naturalidade e o meu desconforto foi desaparecendo. Acredite, forista sem fé, neste ponto a campainha do quarto tocou...

A garota deu um pulo quase levando o meu pau junto.

— Só um instantinho...

Percebi que ela conversava com alguém na porta. Dois eternos minutos depois ela retorna.

— Desculpa. Um cliente chegou adiantado, ele vai esperar.

Caiu de boca no meu breve membro, conseguiu deixá-lo firme e sentou o rabo novamente em cima dele. Mexe, remexe e a campainha toca outra vez. Um pesadelo.

— Ai! Peraí, docinho... — me pediu.

Dois minutos de sussurros na porta e ela retorna com uma mochila grande e suja. Pikachu jamais se recuperaria daquele trauma. Morto

— Olha, você se incomodaria de esperar um pouquinho lá fora. É que os caras chegam antes da hora e me atrapalham toda. Depois você volta.

— Não, minha filha. Deixa pra lá. Eu vou embora.


A mulher fez cara de tacho, paguei e saí sem gozar, conformado com a ideia de que tinha me lascado. Ganhei as ruas, mas me lembrei do bordel La Confraria, seria a última tentativa.

Atravessei a Rua da Carioca, o vácuo que liga algum lugar a lugar nenhum. Meus aparelhos auditivos sincronizaram “Depeche Mode” pelo celular e marchei com minhas botas em direção à velha Rua da Quitanda, onde eu conheceria Paola Girl8

STRANGELOVE Dancinha

A partir de agora, qualquer aventura é possível... Piscada
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BOA BOA
Holmes 12/01/2025 18:44

Desventura eternizada em excelente conto (personagens, tempo, espaço e enredo). Show!

Dionizio_RJ 28/10/2024 06:52

Quando a esmola é demais .... concordo com o Brand, PQP!

Vedor das Pervas 23/10/2024 16:07

"Desculpa perguntar, mas a Mariana é mulher ou trans?"

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

porra ainda deu neutro????

tremendo negativaço e puta cheiro de armação...pelo menos saiu vivo. rs

Oscaralho 22/10/2024 22:45

"— Você gosta de cu?", um curto abrupto digno dos filmes de pornochanchada e eróticos da Boca do Luxo Paulistana.

Barbosa82 22/10/2024 21:05

Caraca q sacanagem! Ficar parando o atendimento o tempo todo pra falar com o pessoal lá fora foi de matar! Falta de organização e de respeito até, ela merecia um negativo. Lamento q vc tenha passado por esse perrengue!

Tenista 22/10/2024 19:50

Realmente foi uma desventura kk. Acredito que seu melhor prazer foi no Coliseu das massas kkk. Final triste de uma bela história.

JbNitéroi 22/10/2024 18:46

Rapaz vc é brabo escrevendo meu amigo!
Um poeta de verdade!✍️👏🏻👏🏻

Marcell 22/10/2024 17:28

O texto é magnífico. A menina não correspondeu a narrativa. Muito excitante, realmente acreditei que teria sucesso.

Saulo Top 22/10/2024 14:00

Mestre Dante, meu querido, bom te ver escrevendo. Um forte abraço e se cuide.

Jhony Bravo 22/10/2024 13:20

Poxa meu amigo Dante que barra, mais sorte na próxima vez, mas isso é tudo orquestrado meu amigo, tudo já combinado com o traveco

joseph1973 22/10/2024 13:08

Confesso que brochei com a maravilhosa narrativa do Dante...
Mas não por conta do texto, óbvio, mas por conta da menina que não fez o dever de casa na gestão de atendimento aos clientes... Não avisa-los para jamais subir direto é falha grave no manual de contuda da putaria.
Boa sorte na próxima, meu querido confrade.

pgggato45 22/10/2024 12:47

Me lembra de nunca parar nesse bar,boa sorte com a outra.

Melocoton 22/10/2024 12:46

hauehuaheuahuehaueha
isso tinha que virar um livro

Jucabar 22/10/2024 12:04

Me desculpa por isso Dante, mas é mais forte do que eu...

🤭🤣😂🤣😂🤣😂🤣😂😂🤣🤣😂🤣😂🤣😂🤣

Rindo até 2050 aqui, pois não consigo parar

🤣😂🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

Wilson00 22/10/2024 11:53

PQP 2 vezes. Rsrsrs

Cerveja 22/10/2024 11:44

O relato começa sensacional. Uma pena que a resolução tenha sido desse jeito.

Brand 22/10/2024 11:26

PQP

membro, Brand, Cerveja, Jucabar, Pajé, Pirubaby, pgggato45, Melocoton, Saulo Top, Marcell, JbNitéroi, Tenista, Barbosa82, Oscaralho, 90loiro90, Vedor das Pervas, ViciadoEmPeitudas, Josh, Dionizio_RJ, Gojira, Garotão, BurocrataRJ, Holmes curtiram esse relato.
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EVA
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20 de Junho de 2023 às 22:43
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Como se explica o “amor de pica”? Assim como o amor romântico, suas razões são um mistério, mas certamente são mais intensas. Nos dois últimos encontros, Eva me disse que estava sem celular, foi roubada (o que não me surpreende, visto o lugar onde ela faz ponto), isso me obriga ao risco de procurá-la nos dias em que me informou ficar no endereço onde a conheci.

Não falhou, Eva estava no mesmo ponto da Praça Tiradentes, com a mesma roupa, o que me fez concluir que aqueles trajes são um tipo de uniforme de trabalho. Ela sorriu ao me ver, me abraçou, me deu um selinho. Estou velho e emotivo, o gesto de afeto me comoveu.

Digo com sinceridade, afeiçoado forista, eu não seria capaz de fazer sexo outra vez sobre o colchão encharcado de ácaros daquele antigo prédio em ruínas. Propus a Eva irmos para um hotel próximo, sugeri o Sevilha. Ela aceitou, mas disse que cobraria um pouquinho mais caro. Tudo bem.

Apesar de ter concordado, avisou que trocaria de roupa, que não iria do jeito que estava no táxi. Concordei, melhor que ela se cobrisse. Pegou minha mão e me puxou novamente para o interior dos escombros, me levou até uma sala e pediu que a esperasse.

Estava escuro, a luz do sol entrava entrecortada pelas frestas de janelas de madeira quebradas. Alguns minutos se passaram e comecei a ouvir uma música, uma batida com toques tropicais...

ME GUSTAS TU

Eva entra na sala escura se movendo como enguia, em um vestido mais indecente do que a roupa que exibe na pista. Aproximou-se rebolando, esfregou-se em mim, perguntou se eu tinha certeza de que queria ir para um hotel e senti a primeira manifestação de existência do castigado Pikachu — o breve.

Mantive-me firme, insisti no hotel. Escutei um ruído vindo do teto e quando olhei para cima tive a nítida impressão de ver um morcego pendurado de cabeça para baixo. Vamos para o hotel — sentenciei. Quando descemos para a rua, me senti fugindo de um castelo medieval na Transilvânia. Aceno e embarcamos em um táxi.

A porra da música que ela colocou no celular, ainda dentro das ruínas em que atende, retumbava na minha cabeça. Aquele chiclete de acordes simulando um clima latino ainda soa com insistência na minha mente Dancinha . Chegamos ao Sevilha, um hotel básico, mas funcional localizado entre a Avenida Presidente Vargas e Marechal Floriano.

...........................

Dentro do quarto, Eva se livra em poucos segundos dos trajes rarefeitos que a cobriam. Exclama que adora ficar nua, que se pudesse andaria nua pelas ruas. A conversa me excitou e ela avança para me entregar beijos febris. Muitos beijos, línguas que se cruzavam em direção a traqueia. Eva também me conquistou pelos beijos.

Do nada, me intimou a comer seu cu. Como explicar a ela que há anos a minha ereção não possui mais a pressão hidráulica necessária para cruzar qualquer ânus faminto? Não adiantou explicar, ela teimou na ideia, disse que tinha um segredinho e que eu conseguiria. Moveu as mãos para dentro da bolsa, retirou um frasco, besuntou o dedo com um líquido viscoso, lambuzou a boceta e o meu desconfiado pênis.

Não sei bem como descrever, mas entrei em pânico. Meu piru foi esquentando, como se fosse entrar em combustão a qualquer momento e se transformar na tocha olímpica. Tive vontade de sair do quarto e procurar um extintor de incêndio. Logo após me aplicar aquela pasta que mais parecia ácido clorídrico, Eva abocanhou-me em um boquete. O choque da saliva com as chamas me fez sentir uma onda diferentona. O pânico inicial se desfez, estava gostoso. Quando vi, o pau estava duro como raramente fica.

Eva ficou de quatro e ordenou...

— Mete, seu puto.

Senti novamente os espermatozoides saltando do pinto com a euforia dos cavalos libertários em direção a uma planície selvagem. O resto é silêncio... Girl9
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
Don Santão 21/06/2023 02:45

Aulas mestre Dante!👏👏

Bumpy Johnson 20/06/2023 23:20

Belo relato, mestre!

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EVA
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10 de Junho de 2023 às 15:07
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TALVEZ



Sinto compaixão pelos descrentes que não se aventuram, pois se eu não ousasse flanar pelas ruas do Centro, jamais teria descoberto Eva.

Entardecer de uma sexta-feira que virou ponte para o feriadão, o que não impediu o movimento pelos arredores da Rua Uruguaiana, onde fui vítima de um camelô vigarista que praticamente me obrigou a comprar dois perfumes falsificados. Fique atento, afeiçoado forista, todo cuidado é pouco.

Fui cumprir o meu ritual de almoçar no Coliseu, rodízio onde há muitos anos sou habitué. Mesas vazias, escolhi o melhor lugar. Um casal a minha frente me impressionou pelas curvas psicodélicas da mulher jovem que acompanhava um coroa gordo e com semblante mal-humorado. Começo a maratona de ingestão de massas calculando qual seria o meu rumo após o banquete.



Quase botando canelones e talharim pelos ouvidos, pago a conta e salto para as ruas pesando uns dez quilos a mais. Entro na Casa Cavé para um café e uma sobremesa, após a nova degustação decido caminhar para os lados da Praça Tiradentes tomado pelo desejo de reencontrar Eva.

Tarde amena, aconchegante, apesar do peso da comida ainda não digerida. Caminhei devagar pela sempre deserta Rua da Carioca. Sinceramente, considerei difícil reencontrar a garota que me proporcionou um dos meus momentos épicos de deleite, mas a esperança é a última que morre — dizem.

Segui a rota da tarde em que me deparei com Eva e não deu outra, a encontrei no mesmo ponto, com a mesma amiga e com a mesma roupa sexy. Ela frisou os olhos como se tentasse me reconhecer e sorriu. Sorri de volta. O reencontro se concretizava.

— Oi, meu bem. Voltou ou está perdido? — Eva me lança o rascunho do convite.

— Voltei por você — respondo com a cretinice do cafona.

Eva não diz mais nada. Pega a minha mão e me puxa para dentro dos escombros arquitetônicos onde atente. Por uma fração de segundos, lembrei-me que Machado de Assis começou sua jornada de glória naquela região, como funcionário de uma gráfica, antes de se tornar o mito que o eternizou. O grande mestre certamente me censuraria se observasse o meu mergulho na decadência lúbrica.

O quarto sombrio, o colchão encardido coberto por um trapo que se fazia de dublê de lençol, Eva novamente me dizendo que eu não precisava tirar a roupa, bastava arriar a calça e me deitar. Desta vez, ela já avançou me beijando intensamente, mordia meus lábios, lambia o meu rosto, se esfregava em minha virilha, me xingava. Desceu a boca e deslizou a língua pelas minhas pernas, chupou meu saco gemendo, abocanhou meu pau e iniciou o boquete com aquela boca que deve ser uma serial killer de pau. O boquete de Eva nos exige muito esforço para não gozar em menos de 30 segundos. Fui forte, lancei meus pensamentos para as cotias e gatos do Campo de Santana e consegui atrasar o fluxo inevitável da minha seiva.

Eva ergueu-se subitamente, montou sobre o meu corpo e quicou freneticamente, arqueando o corpo, lançando os cabelos para trás e gemendo alto. Toda aquela situação reproduziu o clímax excitante do nosso primeiro encontro. Eva é uma especialista em provocar orgasmos. Em menos de um minuto ejaculei todos os capítulos de Breaking Bad.

— Vai me dar caixinha, né? — a menina me intimou.

Puxei mais cinquenta reais e somei ao cachê.

Quando descia as escadas rangentes, fui acometido por uma ponta de cãibra, coisas de velho. Retornei às ruas mancando como Keyser Söze e me recordei de uma cena fantástica do filme “Os Suspeitos”, quando Söze executa a mulher e os filhos para mostrar que não poderia mais ser ameaçado pelos seus inimigos. Dizem que a arte imita a vida, eu digo que a arte inspira a vida.



Retorno ao trabalho e ao meu breve exílio. Até... Piscada
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PéSSIMA PéSSIMO
membro 12/06/2023 11:30

Dig, só apareço para edições extraordinárias. E não vou parar, é uma pausa para adiantar tarefas. Abs

Digboy 12/06/2023 10:48

Agora vai parar mesmo?

Don Santão 11/06/2023 01:32

"lancei meus pensamentos para as cotias e gatos do Campo de Santana e consegui atrasar o fluxo inevitável da minha seiva" 🤣 mestre Dante, tu dá aula 👏👏

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EVA
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07 de Junho de 2023 às 22:29
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Este relato é uma edição extraordinária em que furo a pausa do fórum que me exigi fazer, mas levando em conta que acontecimentos extraordinários não podem esperar o momento oportuno para serem publicados, eis que aqui estou digitando o impensável.

Sou um flâneur por essência e o período do ano em que mais gosto de vagar sem rumo certo pelas ruas do Rio é este contínuo do outono e inverno. A tarde se aproximava do crepúsculo, eu pisava leve pela desabitada Rua da Carioca, ia em direção à Praça Tiradentes retirar um livro comprado em um sebo da região.

Sempre que passo pela Rua da Carioca, sou tomado por uma vontade quase irresistível de adquirir um teclado em uma daquelas lojas de instrumentos musicais que ainda persistem. Tornei-me desses velhos que gostam de aprender coisas novas, sinal de um intelecto ainda em atividade, mas não foi dessa vez que comprei. Paquerei alguns modelos, mas prossegui em direção ao destino previamente determinado. Retirei o livro e decidi me acomodar em um boteco bem em frente à Praça Tiradentes para tomar um chope e exercer o meu segundo hobby preferido: contemplar.

....................................

A tarde realmente estava linda, um desses instantes tão agradáveis que ficam gravados permanentemente na memória. Geralmente, a vida é um constante pretérito, não conseguimos nos agarrar ao instante de uma mísera respiração, mas há conjunções cósmicas raras que nos levam a experiência inestimável de saborear o presente, o minuto corrente da vida. Foi exatamente isso que eu vivi, um pouco após às 16h, com o copo de chope na mão. O nirvana.

Deixei que o meu aparelho auditivo emparelhasse com o celular e a batida de Lenny Kravitz inundou meus ouvidos com Fly Away. Senti vontade de deixar a mesa e dançar em cima da estátua de D. Pedro I, me contive. Confesso, à medida em que envelheço e broxo, a mona que habita em mim se manifesta com mais insistência.

LENNY KRAVITZ

Perdi a quantidade de quantos chopes ingeri, estou até agora meio ébrio, até onde contei foram oito tulipas. Pedi a conta, levantei-me trôpego da cadeira, mas possuído por uma alegria indescritível. Não sabia que rumo tomar, então dei uma volta em torno da praça para tentar reaver as rédeas do raciocínio. Terminei seguindo um fluxo de pedestres e entrei na Senhor dos Passos. Assim que passei pela esquina, avistei duas garotas com vestidos sumários. Uma delas, morena de cabelos compridos, achei de uma beleza fascinante, mas nada impede que essa interpretação visual fosse resíduo colateral do álcool.

....................................

O cotidiano carioca prova que putas e libertinos se atraem como o mercúrio. A menina me encarou, fez um sinalzinho para que eu chegasse perto (aquele dedinho em forma de isca "pega mané"), cheguei junto.

— Quer gozar, meu bem? — detestei a pergunta objetiva e o “meu bem” como acessório, mas eu estava eufórico e com ímpetos de gozo.

— Onde? Quanto? — retribuí a objetividade.

— Aqui mesmo. Cem reais.

— Qual seu nome?

— Eva.

Eva foi foda, um sinal de Jeová. Aceitei e fui conduzido para dentro de um sobrado que ameaçava desabar sem aviso prévio. Subi um lance de escadas que rangiam como gatas no cio. A menina pega a minha mão e penetramos no suposto quarto cujo cenário era um colchão encardido no chão mal coberto por um lençol azul puído.

Eva tira a roupa sem rodeios. Os seios mostravam os males da pressão gravitacional, mas da cintura para baixo a moça ganhava a classificação de gostosa. Ela disse que eu não precisava tirar os meus trajes, ordenou-me arriar a calça e me deitar. Obedeci. A mulher veio por cima de mim como se fosse um perdigueiro atrás de fragrante de drogas, me cheirou todo e elogiou o perfume. De repente, me beijou a boca quase com violência e deu uma dentada no meu lábio inferior. Acredito que não doeu porque eu estava anestesiado por oito chopes.

Deslizou o corpo para baixo e abocanhou Pikachu — o breve. Não sei se foi a bebida, não sei se a garota estava com alguma substância na língua, mas viajei naquele boquete, tipo onda mesmo. Eu não estava mais no colchão sujo jogado no chão de um sobrado em ruínas, me senti hospedado no Hotel Fasano. Com certeza, Eva tem mestrado e doutorado em boquete. Fiz força para não ejacular os litros de chope ingeridos no boteco. Ela percebeu que eu segurava o gozo, pegou a camisinha de posto de saúde, encaixou no meu combalido pênis e montou em meu tronco.

Eva quicou, se esfregou, gemia, arranhava meu peito com uma das mãos e apertava a minha perna com a outra. Em um ato mediúnico, jorrei todos os capítulos da novela das oito naquele lençol surrado. Pedi cinco minutos para recuperar o fôlego. Eva perguntou se eu pagaria em dinheiro ou pix, provando que a tecnologia invadiu até os pontos de rua. Paguei e dei caixinha.

....................................


Começava a anoitecer, o céu estava com um tom inebriante. Deixei que o meu aparelho auditivo emparelhasse novamente com o celular...

RADIOHEAD

O som de Radiohead arrepiou os meus pentelhos. Eu estava feliz demais.
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PéSSIMA PéSSIMO
Darth_Tenebrous 24/07/2023 15:58

Maravilhoso relato, como sempre, confrade Dante.

À propósito, qual era o livro que você foi resgatar no sebo? Bukowski? "A Insustentável Leveza do Ser", do agora falecido Milan Kundera?

E a música do Radiohead, qual era?

Abraços e ficamos na expectativa por mais de seus relatos.

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Willy Falcon
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MORENA
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31 de Dezembro de 2013 às 09:49
BEIJO

NãO SEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

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REPETECO

SIM


ROSTO: 5 - Morena com seus 30+ anos, cabelos cacheados bem cuidados. Rosto meio "meh".

CORPO: 6 - Corpo magrinho, enxuto. Estilo ninfetinha. Não sei se tem marcas pois comi dentro do carro.

BEIJO: X - Não beijei.

ORAL: 6 - Oral honesto, sem capa e porra na boca.

VAGINAL: X - Não fiz.

ANAL: X - Não fiz.

SIMPATIA e ATENDIMENTO: 6 - Fui bem atendido dadas as circunstâncias.

ENDEREÇO DO PONTO: - Praça Tiradentes, entre uma banca de jornais e uma lotérica.

VALOR COBRADO: R$10/Gozada - 10 conto a gozada é um ótimo valor. Confesso que não é muito seguro comer alguém dentro do carro ali, mas que se foda.

Não posso dizer que dá pra recomendar, mas por ali sempre é possível garimpar alguma coisa boa pro "fim de noite".
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Eddie Adams curtiu esse relato.
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