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Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 30 Nov 2021, 21:32
por pgggato45
Maneiro!
Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 30 Nov 2021, 22:15
por Sheron Tomazely
Falando em GPS de antigamente a antiga CASA ROSA não poderia deixar de ser mencionada.
Construída no início do século XX, a Casa Rosa, em Laranjeiras, funcionou ininterruptamente como um rendez-vous de luxo até entrar em decadência nos anos 90.
No seu auge, a clientela era gente rica, entre comerciantes, políticos e magistrados. A casa tinha um portão de emergência, localizado entre o segundo e o terceiro andares, para a clientela que não queria ser vista.
Os prostíbulos eram na maioria das vezes administrados por mulheres mais velhas - via de regra ex-prostitutas - que assumiam a liderança da casa de prostituição onde trabalharam ou abrem outra, com novas meninas.
As proxenetas, ou, mais popularmente cafetinas, as "matronas" ou "patroas" eram carinhosamente chamadas de "mãe", "mãezinha", "mãinha", "tia", "dona" etc. Quase sempre gozavam de prestígio e respeito nas comunidades onde viviam.
A casa foi tema do documentário "Pretérito Perfeito", realizado em 2008 com roteiro e direção de Gustavo Pizzi. No filme consta que o cantor Lobão perdeu a virginidade no local aos 17 anos. Uma ex-prostituta da casa, hoje com mais de 70 anos, conta que naqueles tempos a relação era basicamente conservadora. "Nessa época não tinha esse negócio de oral ou anal, era papai-mamãe mesmo", salienta.
O espaço deu vez ao agitado Centro Cultural Casa Rosa que sediou festas e shows antológicos, além de eventos, feijoadas e muito mais.
Mesmo fechado, em 2015 o local foi tombado como patrimônio cultural imaterial do estado.
Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 01 Dez 2021, 01:06
por Papai Noel
Curti as curiosidades. Bem interessante.
Parabéns, Brand e Sheron.
Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 05 Dez 2021, 08:01
por Frederico Cotrim
Sheron Tomazely escreveu:
Falando em GPS de antigamente a antiga CASA ROSA não poderia deixar de ser mencionada.
- Postagem maravilhosa, Sheron.
Obrigado por essa recuperação tão interessante.
____________
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Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 05 Dez 2021, 09:17
por Crumb
Casa Rosa foi onde eu perdi o cabaço e ganhei uma gonorréia.
Com 17 anos de idade.
Uma única vez e nunca mais voltei.
Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 05 Dez 2021, 12:49
por Frederico Cotrim
.
- A cidade de Pompeia, na Itália, como muitos sabem, foi destruída pelo vulcão Vesúvio em 79 dC.
Sob a lava do vulcão e sob o enxofre pesado da erupção morreram mais de 16 mil pessoas, com vítimas também na cidade vizinha de Herculano.
Pessoas viraram pedra - no sentido lato da palavra.
As ruínas de Pompeia, hoje um sítio turístico expressivo, mostram o cotidiano da cidade no momento da erupção, e tudo permanece intocável.
A grande curiosidade é que descobriu-se nas ruínas inúmeros bordéis onde a prostituição corria solta.
Muitos sites mostram fotos do local. Aqui, destaquei apenas duas para ilustrar este tópico.
*
Na 1ª foto, um atendimento feito a adolescente em "quarto" com cama de casal.
Na 2ª, a legenda diz: "Um dos quartos (cubículos) mais baratos em um prostíbulo de Pompeia".
.
Re: COMO ERAM AS GPs NOS SÉCULOS PASSADOS
Enviado: 12 Jan 2023, 09:19
por Brand
No século XIX, vemos a expansão da Revolução Industrial acontecendo em outras partes do mundo e principalmente no Velho Continente. Em pouco tempo, vemos a formação de grandes centros urbanos onde os trabalhadores ocupavam postos de trabalho diversos e experimentavam um tipo de rotina nunca antes vista em toda a História. A partir de então, as atividades de entretenimento acabavam abocanhando uma boa parte da renda dos trabalhadores e grandes empresários da época.
Mais do que simples serviçais do sexo, vemos que as prostitutas desse tempo gastavam recursos e tempo para a produção de um visual capaz de atrair os clientes mais interessantes. Em muitas situações, uma prostituta se transformava em amante de um grande magnata e, por tal situação, era presenteada com objetos de luxo e atraía os olhares de outras mulheres que sabiam de seus amantes. Da mesma forma, os cabarés se diferenciavam pela estrutura e opções oferecidas aos seus frequentadores.
Os meretrícios mais prestigiados tinham a fama de organizarem grandes espetáculos com a exploração dos dons artísticos de muitas de suas prostitutas. Ao longo do tempo, esse tipo de proximidade entre a prostituição e a arte acabou estigmatizando a carreira artística de várias mulheres que nada tinham a ver com esse tipo de atividade. Ainda hoje, muitas pessoas se questionam sobre a moral dos artistas de seu tempo e voltam sua atenção para aqueles que transgridem regras sociais.
Nos meios de menor glamour vemos que muitas mulheres optaram pela prostituição em uma época em que a condição dos trabalhadores fabris era lastimável. Sem a proteção de uma legislação específica, as mulheres ganhavam menos pelo serviço que desempenhavam nas fábricas e, muitas vezes, eram assediadas durante o seu trabalho. Quando despedidas de seu cargo, tinham na prostituição uma opção para quem já não se encontrava tradicionalmente reclusa no privado ambiente doméstico.
Interessante notar que o visual das prostitutas era geralmente associado ao uso de peças de roupas espalhafatosas ou o uso demasiado de maquiagem. O exagero se transformava em um código que poderia ser oferecido aos homens que procuravam esse tipo de atrativo. Em contrapartida, não sendo ainda um acessório de valorização do próprio corpo, as roupas íntimas eram reduzidas ao máximo para o agrado dos clientes interessados.
Já nessa época, alguns mecanismos de regulação tentavam limitar o lugar de ação das prostitutas naquela época. Em Londres, por exemplo, o Metropolitan Police Act forçou várias prostitutas a viverem em outras regiões da cidade. Em alguns bordéis, a disciplina interna empregada sobre as mulheres era tão rígida que, em alguns casos, chegava a se noticiar a ocorrência de rebeliões. Na segunda metade do século XIX, Paris já registrava uma média de uma prostituta para cada duzentos homens com idade entre 15 e 50 anos.
Ao perceber essas características da prostituição no século XIX, vemos o desenvolvimento de contradições que marcam tal período. Por um lado, a moral burguesa impunha um rígido controle sobre os espaços e papéis das mulheres na sociedade. Por outro, a riqueza e a desigualdade promovidas por essa mesma sociedade estabeleciam o crescimento dessa atrativa e desprezada atividade.
https://www.historiadomundo.com.br/idad ... lo-xix.htm
Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 12 Jan 2023, 15:34
por Felipe_BR
Frederico Cotrim escreveu: ↑05 Dez 2021, 12:49
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- A cidade de Pompeia, na Itália, como muitos sabem, foi destruída pelo vulcão Vesúvio em 79 dC.
Sob a lava do vulcão e sob o enxofre pesado da erupção morreram mais de 16 mil pessoas, com vítimas também na cidade vizinha de Herculano.
Pessoas viraram pedra - no sentido lato da palavra.
As ruínas de Pompeia, hoje um sítio turístico expressivo, mostram o cotidiano da cidade no momento da erupção, e tudo permanece intocável.
A grande curiosidade é que descobriu-se nas ruínas inúmeros bordéis onde a prostituição corria solta.
Muitos sites mostram fotos do local. Aqui, destaquei apenas duas para ilustrar este tópico.
*
Na 1ª foto, um atendimento feito a adolescente em "quarto" com cama de casal.
Na 2ª, a legenda diz: "Um dos quartos (cubículos) mais baratos em um prostíbulo de Pompeia".
.
Já visitei Pompéia
Fiz registros fotográficos de um puteirinho (tirei fotos na encolha, demonstrando não ter interesse no assunto

).
Retrata uma curiosidade da vida putanhística da humanidade.
Como sabemos, atividade tão antiga...
Agora, tem cubículo da Vila Mimosa que não fica muito longe disso
Re: COMO ERAM AS GPs NO COMEÇO DO SÉCULO PASSADO
Enviado: 13 Jan 2023, 04:49
por .Cesar
Eduardo B. escreveu: ↑12 Jan 2023, 15:34
Frederico Cotrim escreveu: ↑05 Dez 2021, 12:49
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- A cidade de Pompeia, na Itália, como muitos sabem, foi destruída pelo vulcão Vesúvio em 79 dC.
Sob a lava do vulcão e sob o enxofre pesado da erupção morreram mais de 16 mil pessoas, com vítimas também na cidade vizinha de Herculano.
Pessoas viraram pedra - no sentido lato da palavra.
As ruínas de Pompeia, hoje um sítio turístico expressivo, mostram o cotidiano da cidade no momento da erupção, e tudo permanece intocável.
A grande curiosidade é que descobriu-se nas ruínas inúmeros bordéis onde a prostituição corria solta.
Muitos sites mostram fotos do local. Aqui, destaquei apenas duas para ilustrar este tópico.
*
Na 1ª foto, um atendimento feito a adolescente em "quarto" com cama de casal.
Na 2ª, a legenda diz: "Um dos quartos (cubículos) mais baratos em um prostíbulo de Pompeia".
.
Já visitei Pompéia
Fiz registros fotográficos de um puteirinho (tirei fotos na encolha, demonstrando não ter interesse no assunto

).
Retrata uma curiosidade da vida putanhística da humanidade.
Como sabemos, atividade tão antiga...
Agora, tem cubículo da Vila Mimosa que não fica muito longe disso
Pomp2.jpg

Re: COMO ERAM AS GPs NOS SÉCULOS PASSADOS
Enviado: 15 Jan 2023, 00:15
por Brand
Casas Obscenas: Os chocantes bordéis do século 20
Na virada do século, locais de prostituição eram corriqueiros pelas ruas de Nova York. Na época, a profissão era considerada uma solução para casamentos em crise
Entre o fim do século 19 e início do 20, tudo o que um homem norte-americano deveria fazer era folhear um diário para escolher o seu melhor bordel. Um editorial da época, em New Orleans, dizia: “A extensão da prostituição não tem paralelo no mundo civilizado. Os homens raramente procuram disfarçar”.
Na época, considerava-se que a prostituição ajudava a manter casamentos unidos, uma vez que os homens podiam satisfazer seus desejos sexuais quando quisessem. Além disso, a prática não era considerada crime. Nas chamadas Casas Obscenas, trabalhavam mulheres de 13 a 50 anos (com uma média de 21), entre moças pobres que precisavam de dinheiro e donas de casa que fugiam da monotonia.
Em meados de 1850, a prostituição ganhou visibilidade. Bordéis se multiplicavam pelas ruas de Nova York, assim como boates, bares, casas de jogos e salões de dança. Um exemplo eram os bordéis Tenderloin (ou Filé Mignon), que ficavam bem no meio de alguns dos principais imóveis de Manhattan: a poucos metros da Broadway, do Metropolitan Opera house e do Carnegie Hall.
No entanto, reformadores protestantes tinham outro nome para a área: O Circo de Satanás. Thomas Talmage, ministro e reverendo presbiteriano, chegou a considerar Nova York como a moderna Gomorra, por permitir a existência de tanto pecado e sacrilégio.
Mulheres de luxo
Os anúncios de jornais promoviam as garotas como “companheiras cultas, agradáveis e sofisticadas”. Alguns estabelecimentos eram movimentados e enérgicos: em Haymarket, os homens literalmente dançavam com as prostitutas, como em uma casa de shows.
Em bordéis extravagantes dirigidos por madames franceses, como o Soubrette Row, todas as atividades eram permitidas – causando choque até mesmo nas profissionais de outras casas. Em 1890, Soubrette Row era conhecido em todo o país como o lugar ideal para prazeres indecentes.
Com o andamento do século 20, visões conservadoras transformaram os bordéis em locais ilícitos. Entre 1910 e 1915, liderado pela classe média protestante, o movimento de criminalização das Casas Obscenas tornou a prostituição uma prática ilegal em quase todos os estados dos EUA.