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SAÚDE & SEXO - UTILIDADE PÚBLICA!

Enviado: 14 Fev 2021, 12:17
por Lisbela Varela
Utilidade Pública

  "VOCÊ  SABIA..."

O CBO "5198: Profissionais do sexo" reconhece a profissão de prostituta:

"Títulos

 - Profissional do sexo

Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Michê, Mulher da vida, Prostituta, Trabalhador do sexo.

Descrição Sumária

Buscam programas sexuais; atendem e acompanham clientes; participam em ações educativas no campo da sexualidade. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam a vulnerabilidades da profissão."

Site MTE

Sinônimos do CBO

5198-05 - Garota de programa

5198-05 - Garoto de programa

5198-05 - Meretriz

5198-05 - Messalina

5198-05 - Michê

5198-05 - Mulher da vida

5198-05 - Prostituta

5198-05 - Trabalhador do sexo

Fonte: https://www.ocupacoes.com.br/cbo-mte/51 ... al-do-sexo

 Quer saber mais?  Click e confira nos sites abaixo.

[1] CBO (Classificação Brasileira de Ocupações ) 5198: Profissionais do sexo, Prostituta

https://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages ... ultado.jsf 

[2] Projetos para regulamentação da profissão;

https://www.camara.gov.br/proposicoesWe ... or=1012829

https://www.jusbrasil.com.br/topicos/26 ... ostituicao 

Por Lisbela Varela com suas devidas fontes de informações citadas.

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 14 Fev 2021, 12:19
por Lisbela Varela
SAÚDE


Qual é a diferença entre a PrEP e PEP?

A PEP - Profilaxia Pós-Exposição - é o uso de medicamentos antiretrovirais por pessoas, após terem tido um possível contato com o vírus HIV em situações como: violência sexual; relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou em contato direto com material biológico). Para funcionar, a PEP deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas; e deve ser tomada por 28 dias. Você deve procurar imediatamente um serviço de saúde que realize atendimento de PEP, assim que julgar ter estado em uma situação de contato com o vírus HIV. É importante observar que a PEP não serve para substituir o uso da camisinha.

Já a PrEP - Profilaxia Pré-Exposição ao HIV - é o uso preventivo de medicamentos antes da exposição ao vírus do HIV, reduzindo a probabilidade da pessoa se infectar com vírus. A PrEP, deve ser utilizado se você acha que pode ter alto risco para adquirir o HIV.

A PrEP é uma combinação de dois medicamentos (tenofovir e entricitabina) em um único comprimido, que impede que o HIV se estabeleça e se espalhe pelo corpo. A PrEP não previne outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e, portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção, como a camisinha.

Na PrEP, a pessoa deve tomar o medicamento todos os dias, fazer exames regulares e buscar a medicação gratuitamente a cada três meses. 

A PrEP não é para todos e também não é uma profilaxia de emergência, como é a PEP. Os públicos prioritários para PrEP são as populações-chave, que concentram a maior número de casos de HIV no país: gays e outros homens que fazem sexo com homens; pessoas trans; trabalhadores/as do sexo e parceiros sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não) e outras situações serão avaliadas pelo médico.Tanto o PEP quanto o PrEP são procedimentos com o objetivo de diminuir os riscos de de infecção pelo HIV. Portanto, faz-se necessário realizar testagem regularmente não só para HIV como também para Hepatites B e C e para Sífilis, doenças transmitidas pelo sexo(DST).

O esquema preferencial para PEP é: Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG).

Tenofovir (TDF)/Lamivudina (3TC): Comprimido de 300 mg/300 mg (TDF e 3TC estão disponíveis na apresentação de dose fixa combinada (DFC), sendo esta a apresentação preferencial): 1 comprimido, via oral, uma vez ao dia;

Dolutegravir (DTG): comprimido de 50 mg: 1 comprimido, via oral, uma vez ao dia.

O PEP e o PrEP protegem contra o vírus HIV, mas não substitui o uso da camisinha para proteção contra outras doenças e outras infecções sexualmente transmissíveis. SEXO SEGURO SEMPRE!!!

Centro de Testagem e Aconselhamento - CTA

Os CTAs são serviços de saúde que tem como objetivo a realização de testes para identificar e prevenir as seguintes doenças: Hepatites B e C, AIDS e sífilis, de forma ágil e gratuita. Os testes são realizados em conformidade com as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

A entrega do resultado do teste é realizada de forma individual preservando assim, o sigilo do resultado, que constitui um direito de todos aqueles que realizam a testagem.

Em caso de resultado reagente,deve ser garantido a imediata vinculação ao serviço assistencial adequado, considerando as necessidades do usuário. Além de realizar os encaminhamentos necessários a rede de atendimento de referência. Locais que oferecem o PrEP no município do Rio De Janeiro:

Hospital Rocha Maia (Hospital de Referência)

Endereço: Rua General Severiano, 91 - Botafogo. Rio de Janeiro. Local: Consultório 22 na Ala dos Ambulatórios. Necessário agendamento prévio ou encaminhamento da Clínica da Família. Tel: (21) 2295-2295 / 2295-2398;

Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas(INI)

Endereço: Avenida Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro -RJ. Local: Prevenção dos Ensaios Clínicos (Conteiner). Necessário agendamento prévio. Tel(21)3865-9595.

Importante! Para atendimento no Sistema Único de Saúde, é indispensável a apresentação de um documento de identificação com foto.

Observação: O uso frequente do PEP, além de apresentar diversos efeitos colaterais, ela pode tornar-se resistente e não mais proporcionar o resultado eficiente. Logo, o uso desse procedimento é para momentos de urgência que é exposto ao risco e não como algo que substitui a camisinha.

Para saber mais, segue fonte de pesquisa.

Fonte: https://www.aids.gov.br/pt-br/faq/qual- ... prep-e-pep

https://www.aids.gov.br/pt-br/o-que-e-prep

https://www.ufrgs.br/telessauders/pergu ... exposicao/

https://www.riocomsaude.rj.gov.br/site/ ... spx?C=1000 

https://www.prefeitura.rio/web/sms

Ligue: 1746 - Prefeitura do Rio de Janeiro

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 14 Fev 2021, 12:25
por Matemático
Tópico muito interessante/importante Lisbela. Parabéns!

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 14 Fev 2021, 12:32
por Rickyba40
Oi, Lisbela
Embora o Ministério do Trabalho reconheça a ocupação desde 2002, os projetos que regulamentam a profissão estão engavetados no congresso, o que não deve mudar a curto prazo com o perfil atual.

É uma questão polêmica que infelizmente costuma ser analisada por muitos com preconceito, hipocrisia, brados religiosos/morais e muito pouco pragmatismo e isenção. Uma pena.

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 14 Fev 2021, 12:42
por Lisbela Varela
Rickyba40 escreveu:Oi, Lisbela
Embora o Ministério do Trabalho reconheça a ocupação desde 2002, os projetos que regulamentam a profissão estão engavetados no congresso, o que não deve mudar a curto prazo com o perfil atual.

É uma questão polêmica que infelizmente costuma ser analisada por muitos com preconceito, hipocrisia, brados religiosos/morais e muito pouco pragmatismo e isenção. Uma pena.


Sim. Concordo perfeitamente. Mas, o CBO existe. O que falta é a regulamentação como tal.

Infelizmente, esses mesmos que criticam, queimam, demonstram preconceitos em nome da sociedade brasileira conservadora e "de família", que desdenham, discriminam, desprezam publicamente, são os mesmos que na caladada noite, ou nos intervalos, de reuniões, almoços , entre outros, incluindo os elitistas, politicos, empresários entre outros hipócritas, que PROCURAM NOSSOS SERVIÇOS.

Não é mem um pouco interessante para reputação destes apoiar tal função.

Infelizmente, vivemos numa sociedade conservadora, infeliz, hipócrita e ordinária.


Mas, agradeço seu comentário. :abraco:

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 14 Fev 2021, 12:44
por Lisbela Varela
IMPORTANTE:

Tenha asseio !

Cuide da sua saúde corporal e bucal.
Nenhuma profissional é obrigada a beijar uma boca suja ou mesmo realizar um atendimento íntimo sem a devida HIGIENE e saúde.

Observação:
A manutenção da saúde da profissional é muito cara, para se submeter de tal forma, só porque o cliente está pagando.

Lembre-se!

Nenhum valor paga a saúde da profissional ou mesmo a sua!!!

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 14 Fev 2021, 12:53
por Rickyba40
Exatamente.
Conheci vários com esse perfil por conta da minha atividade profissional.
Qdo nos conhecermos pessoalmente te contarei (no intervalo) umas histórias que não posso relatar aqui, mas q deixam evidente o quão difícil será avançar nesse tema. Bj

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 17 Fev 2021, 07:36
por Lisbela Varela
Lisbela Varela escreveu:SAÚDE


Qual é a diferença entre a PrEP e PEP?

A PEP - Profilaxia Pós-Exposição - é o uso de medicamentos antiretrovirais por pessoas, após terem tido um possível contato com o vírus HIV em situações como: violência sexual; relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou em contato direto com material biológico). Para funcionar, a PEP deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas; e deve ser tomada por 28 dias. Você deve procurar imediatamente um serviço de saúde que realize atendimento de PEP, assim que julgar ter estado em uma situação de contato com o vírus HIV. É importante observar que a PEP não serve para substituir o uso da camisinha.

Já a PrEP - Profilaxia Pré-Exposição ao HIV - é o uso preventivo de medicamentos antes da exposição ao vírus do HIV, reduzindo a probabilidade da pessoa se infectar com vírus. A PrEP, deve ser utilizado se você acha que pode ter alto risco para adquirir o HIV.

A PrEP é uma combinação de dois medicamentos (tenofovir e entricitabina) em um único comprimido, que impede que o HIV se estabeleça e se espalhe pelo corpo. A PrEP não previne outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e, portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção, como a camisinha.

Na PrEP, a pessoa deve tomar o medicamento todos os dias, fazer exames regulares e buscar a medicação gratuitamente a cada três meses. 

A PrEP não é para todos e também não é uma profilaxia de emergência, como é a PEP. Os públicos prioritários para PrEP são as populações-chave, que concentram a maior número de casos de HIV no país: gays e outros homens que fazem sexo com homens; pessoas trans; trabalhadores/as do sexo e parceiros sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não) e outras situações serão avaliadas pelo médico.Tanto o PEP quanto o PrEP são procedimentos com o objetivo de diminuir os riscos de de infecção pelo HIV. Portanto, faz-se necessário realizar testagem regularmente não só para HIV como também para Hepatites B e C e para Sífilis, doenças transmitidas pelo sexo(DST).

O esquema preferencial para PEP é: Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG).

Tenofovir (TDF)/Lamivudina (3TC): Comprimido de 300 mg/300 mg (TDF e 3TC estão disponíveis na apresentação de dose fixa combinada (DFC), sendo esta a apresentação preferencial): 1 comprimido, via oral, uma vez ao dia;

Dolutegravir (DTG): comprimido de 50 mg: 1 comprimido, via oral, uma vez ao dia.

O PEP e o PrEP protegem contra o vírus HIV, mas não substitui o uso da camisinha para proteção contra outras doenças e outras infecções sexualmente transmissíveis. SEXO SEGURO SEMPRE!!!

Centro de Testagem e Aconselhamento - CTA

Os CTAs são serviços de saúde que tem como objetivo a realização de testes para identificar e prevenir as seguintes doenças: Hepatites B e C, AIDS e sífilis, de forma ágil e gratuita. Os testes são realizados em conformidade com as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

A entrega do resultado do teste é realizada de forma individual preservando assim, o sigilo do resultado, que constitui um direito de todos aqueles que realizam a testagem.

Em caso de resultado reagente,deve ser garantido a imediata vinculação ao serviço assistencial adequado, considerando as necessidades do usuário. Além de realizar os encaminhamentos necessários a rede de atendimento de referência. Locais que oferecem o PrEP no município do Rio De Janeiro:

Hospital Rocha Maia (Hospital de Referência)

Endereço: Rua General Severiano, 91 - Botafogo. Rio de Janeiro. Local: Consultório 22 na Ala dos Ambulatórios. Necessário agendamento prévio ou encaminhamento da Clínica da Família. Tel: (21) 2295-2295 / 2295-2398;

Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas(INI)

Endereço: Avenida Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro -RJ. Local: Prevenção dos Ensaios Clínicos (Conteiner). Necessário agendamento prévio. Tel(21)3865-9595.

Importante! Para atendimento no Sistema Único de Saúde, é indispensável a apresentação de um documento de identificação com foto.

Observação: O uso frequente do PEP, além de apresentar diversos efeitos colaterais, ela pode tornar-se resistente e não mais proporcionar o resultado eficiente. Logo, o uso desse procedimento é para momentos de urgência que é exposto ao risco e não como algo que substitui a camisinha.

Para saber mais, segue fonte de pesquisa.

Fonte: https://www.aids.gov.br/pt-br/faq/qual- ... prep-e-pep

https://www.aids.gov.br/pt-br/o-que-e-prep

https://www.ufrgs.br/telessauders/pergu ... exposicao/

https://www.riocomsaude.rj.gov.br/site/ ... spx?C=1000 

https://www.prefeitura.rio/web/sms

Ligue: 1746 - Prefeitura do Rio de Janeiro
Que bom, que o assunto interessa vocês. :abraco:

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 27 Mar 2021, 05:20
por Lisbela Varela
Olá, meninas! Olá, meninos!

Conversando com um amigo, ele me enviou um link para que eu apreciace. Achei bastante interessante, mesmo que cause opiniões contrárias. Cada um tem seu direito de pensar e formas de se expressar.

"As garotas que trabalham de costas"

"Nós somos a linha de frente, de costa e de lado..."

O que seria do AMARELO se todos gostassem do AZUL.

Segue reportagem:

Site: UNIVERSA

A paraense Maria Elias, 43 anos, e a maranhense Luza Maria, 49, se prostituem há mais de duas décadas e dependem desse trabalho para se sustentarem. Com a pandemia do coronavírus, elas e outras trabalhadoras sexuais viram o número de clientes diminuir — e o dinheiro sumir. Sem outra fonte de renda e sem poder fazer isolamento social, tiveram que voltar às ruas mesmo sabendo do alto risco de se infectarem.

Presidente do Coletivo Coisa de Puta +, que atua pelos direitos das trabalhadoras sexuais, Maria Elias conta que, em um ano, perdeu dez amigas de trabalho para a covid-19. A solução encontrada por ela, Luza e outras colegas para trabalhar com menos riscos de contrair o coronavírus, já que o distanciamento social é impossível no sexo, foi criar uma espécie de protocolo de segurança.

Ao kit de cuidados que carregam para evitar as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), com camisinha e gel lubrificante, acrescentaram a máscara e passaram a sair de casa com até cinco peças de roupas para trocar após os programas. Além disso, estabeleceram regras para a relação sexual: os clientes não podem beijá-las e elas precisam ficar de costas durante o ato. Quem se recusa a seguir o protocolo é posto para fora do quarto, garantem elas.

"As pessoas da saúde são da linha de frente na batalha contra a covid-19. Nós somos da linha frente, de costas e de lado... Então pensamos em atuar apenas de costas, sem o rosto colado. Fizemos ainda um material sobre protocolo de higienização, incentivando as colegas a tomarem banhos com mais frequência e a levarem trocas de roupa e de peças íntimas. Nos viramos de cabeça para baixo para garantir essa renda", diz Maria Elias, que vive em Belém (PA).

O novo protocolo, conta, fez seu grupo ficar famoso na região onde atua em Belém (PA), onde ela e as colegas passaram a ser chamadas de "as garotas que trabalham de costas".

Mãe de dois filhos e avó de dois netos, ela viu a renda mensal de R$ 4.000 cair pela metade desde o início da pandemia. Por meio do Coletivo Coisa de Puta +, ela articulou com outras colegas estratégias para poderem trabalhar com mais segurança na pandemia.

A dificuldade maior, segundo ela, é convencer os clientes a seguirem o protocolo. "Antes, era difícil negociar o uso de preservativo, agora essa dificuldade dobrou ao tentar fazer o cliente usar máscara e não nos beijar", fala. "Já aconteceu de não aceitarem e tivemos que chamar um segurança do local onde estávamos trabalhando ou sair do quarto e desistir do programa. E fazendo isso ficamos só com a metade do pouco dinheiro que ganhamos hoje. Isso é rotineiro, infelizmente."

"Sexo de costas é melhor do que nada"

Luza Maria Silva trabalha há 33 anos com sexo. É assim que ela sustenta quatro filhos e quatro netos. Antes da pandemia, conseguia fechar o mês com dois salários mínimos (R$ 2.200). Agora, para conseguir a metade dessa quantia, também adotou o sexo de costas para evitar a covid-19. Moradora de João Pessoa (PB), ela conta que enfrenta a mesma resistência que as colegas de Belém (PA) por parte dos clientes que não querem usar a máscara.

"Muitas colegas pegaram a covid-19 e algumas ficaram com sequela, andam com falta de ar até hoje. Então os cuidados redobraram. Se já tomávamos banho antes e depois, e obrigávamos também os clientes a fazerem o mesmo, agora aumentamos a quantidade. Os cliente que gostam de ficar mais tempo acham ruim tanto protocolo, mas sabemos que é necessário", diz Luza."

Especialista em prevenção e tratamento de HIV e ISTs pela USP (Universidade de São Paulo), o infectologista Rico Vasconcelos lembra que a covid-19 é transmitida por gotículas respiratórias e que, numa relação sexual, é muito difícil não haver essa troca. Mas falar para não fazer sexo, na sua avaliação, não reduz o dano.

"Enquanto só havia a estratégia de prevenção comportamental como usar a camisinha, o controle da disseminação do HIV no mundo foi muito ruim. Só quando começou a ter estratégia biomédica de prevenção, com remédios e PrEp (Profilaxia Pré-Exposição), o impacto foi enorme. Em tempos de covid-19, temos que recomendar o que temos na mão", fala.

"Procure não beijar, se possível, usar máscara durante a relação é melhor que não usar e fazer sexo em posições que não tenham contato próximo de vias aéreas é melhor. Não é uma garantia de que a pessoa estará 100% protegida, mas não podemos fazer o que fizemos no exemplo do HIV, quando a gente achou que ia ser possível dizer para as pessoas não transarem. Isso é impossível", diz o infectologista.


Com pandemia, cliente quer pagar R$ 5 por programa

Mesmo cientes de todos os riscos que essas mulheres estão passando, e por causa dos protocolos de segurança adotados por elas, os clientes querem pagar menos pelo programa. Universa recebeu relatos de trabalhadoras de Guaíba (RS) que estão aceitando trabalhar por R$ 5 ou R$ 10 para comer. "Ou é isso ou passa fome", conta uma delas, que não quis se identificar.


Ao kit de cuidados que carregam para evitar as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), com camisinha e gel lubrificante, acrescentaram a máscara e passaram a sair de casa com até cinco peças de roupas para trocar após os programas. Além disso, estabeleceram regras para a relação sexual: os clientes não podem beijá-las e elas precisam ficar de costas durante o ato. Quem se recusa a seguir o protocolo é posto para fora do quarto, garantem elas.


VEJA MAIS:

https://www.uol.com.br/universa/noticia ... balhar.htm

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 27 Mar 2021, 05:22
por Lisbela Varela
Olá, meninas! Olá, meninos!

Conversando com um amigo, ele me enviou um link para que eu apreciace. Achei bastante interessante, mesmo que cause opiniões contrárias. Cada um tem seu direito de pensar e formas de se expressar.

"As garotas que trabalham de costas"

"Nós somos a linha de frente, de costa e de lado..."

O que seria do AMARELO se todos gostassem do AZUL.

Segue reportagem:

Site: UNIVERSA

A paraense Maria Elias, 43 anos, e a maranhense Luza Maria, 49, se prostituem há mais de duas décadas e dependem desse trabalho para se sustentarem. Com a pandemia do coronavírus, elas e outras trabalhadoras sexuais viram o número de clientes diminuir — e o dinheiro sumir. Sem outra fonte de renda e sem poder fazer isolamento social, tiveram que voltar às ruas mesmo sabendo do alto risco de se infectarem.

Presidente do Coletivo Coisa de Puta +, que atua pelos direitos das trabalhadoras sexuais, Maria Elias conta que, em um ano, perdeu dez amigas de trabalho para a covid-19. A solução encontrada por ela, Luza e outras colegas para trabalhar com menos riscos de contrair o coronavírus, já que o distanciamento social é impossível no sexo, foi criar uma espécie de protocolo de segurança.

Ao kit de cuidados que carregam para evitar as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), com camisinha e gel lubrificante, acrescentaram a máscara e passaram a sair de casa com até cinco peças de roupas para trocar após os programas. Além disso, estabeleceram regras para a relação sexual: os clientes não podem beijá-las e elas precisam ficar de costas durante o ato. Quem se recusa a seguir o protocolo é posto para fora do quarto, garantem elas.

"As pessoas da saúde são da linha de frente na batalha contra a covid-19. Nós somos da linha frente, de costas e de lado... Então pensamos em atuar apenas de costas, sem o rosto colado. Fizemos ainda um material sobre protocolo de higienização, incentivando as colegas a tomarem banhos com mais frequência e a levarem trocas de roupa e de peças íntimas. Nos viramos de cabeça para baixo para garantir essa renda", diz Maria Elias, que vive em Belém (PA).

O novo protocolo, conta, fez seu grupo ficar famoso na região onde atua em Belém (PA), onde ela e as colegas passaram a ser chamadas de "as garotas que trabalham de costas".

Mãe de dois filhos e avó de dois netos, ela viu a renda mensal de R$ 4.000 cair pela metade desde o início da pandemia. Por meio do Coletivo Coisa de Puta +, ela articulou com outras colegas estratégias para poderem trabalhar com mais segurança na pandemia.

A dificuldade maior, segundo ela, é convencer os clientes a seguirem o protocolo. "Antes, era difícil negociar o uso de preservativo, agora essa dificuldade dobrou ao tentar fazer o cliente usar máscara e não nos beijar", fala. "Já aconteceu de não aceitarem e tivemos que chamar um segurança do local onde estávamos trabalhando ou sair do quarto e desistir do programa. E fazendo isso ficamos só com a metade do pouco dinheiro que ganhamos hoje. Isso é rotineiro, infelizmente."

"Sexo de costas é melhor do que nada"

Luza Maria Silva trabalha há 33 anos com sexo. É assim que ela sustenta quatro filhos e quatro netos. Antes da pandemia, conseguia fechar o mês com dois salários mínimos (R$ 2.200). Agora, para conseguir a metade dessa quantia, também adotou o sexo de costas para evitar a covid-19. Moradora de João Pessoa (PB), ela conta que enfrenta a mesma resistência que as colegas de Belém (PA) por parte dos clientes que não querem usar a máscara.

"Muitas colegas pegaram a covid-19 e algumas ficaram com sequela, andam com falta de ar até hoje. Então os cuidados redobraram. Se já tomávamos banho antes e depois, e obrigávamos também os clientes a fazerem o mesmo, agora aumentamos a quantidade. Os cliente que gostam de ficar mais tempo acham ruim tanto protocolo, mas sabemos que é necessário", diz Luza."

Especialista em prevenção e tratamento de HIV e ISTs pela USP (Universidade de São Paulo), o infectologista Rico Vasconcelos lembra que a covid-19 é transmitida por gotículas respiratórias e que, numa relação sexual, é muito difícil não haver essa troca. Mas falar para não fazer sexo, na sua avaliação, não reduz o dano.

"Enquanto só havia a estratégia de prevenção comportamental como usar a camisinha, o controle da disseminação do HIV no mundo foi muito ruim. Só quando começou a ter estratégia biomédica de prevenção, com remédios e PrEp (Profilaxia Pré-Exposição), o impacto foi enorme. Em tempos de covid-19, temos que recomendar o que temos na mão", fala.

"Procure não beijar, se possível, usar máscara durante a relação é melhor que não usar e fazer sexo em posições que não tenham contato próximo de vias aéreas é melhor. Não é uma garantia de que a pessoa estará 100% protegida, mas não podemos fazer o que fizemos no exemplo do HIV, quando a gente achou que ia ser possível dizer para as pessoas não transarem. Isso é impossível", diz o infectologista.


Com pandemia, cliente quer pagar R$ 5 por programa

Mesmo cientes de todos os riscos que essas mulheres estão passando, e por causa dos protocolos de segurança adotados por elas, os clientes querem pagar menos pelo programa. Universa recebeu relatos de trabalhadoras de Guaíba (RS) que estão aceitando trabalhar por R$ 5 ou R$ 10 para comer. "Ou é isso ou passa fome", conta uma delas, que não quis se identificar.


Ao kit de cuidados que carregam para evitar as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), com camisinha e gel lubrificante, acrescentaram a máscara e passaram a sair de casa com até cinco peças de roupas para trocar após os programas. Além disso, estabeleceram regras para a relação sexual: os clientes não podem beijá-las e elas precisam ficar de costas durante o ato. Quem se recusa a seguir o protocolo é posto para fora do quarto, garantem elas.


VEJA MAIS:

https://www.uol.com.br/universa/noticia ... balhar.htm

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 27 Mar 2021, 09:05
por Senior69
Bom dia à todos!
Todos nós corremos riscos já ao sair de casa,qualquer risco,são vários, então, para mim,sexo sem beijo é impraticável. É o que penso!

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 27 Mar 2021, 11:45
por Matemático
Lisbela Varela escreveu:
"Antes, era difícil negociar o uso de preservativo, agora essa dificuldade dobrou ao tentar fazer o cliente usar máscara e não nos beijar", fala.
[/color]
"Antes, era difícil negociar o uso de preservativo,...". Cenário muito bizarro!

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 27 Mar 2021, 11:58
por liutaio
Huahuahuahuahua Puta que pariu! É cada uma que... Não corra riscos! Vá trabalhar com outra coisa! Ou então aceite 5 reais pela foda de costas pois é melhor do que nada. Essa foi pior do que o pandeminion que vai no puteiro cheio de gente, comer uma estranha mas acha absurdo quem está sem um pano nos cornos com buracos maiores que um cu arrombado para bloquear um vírus de 100nm Esse vírus é seletivo pra caralho, Não contamina quem está nos transportes e quem fode de costas :nooo: Próxima negociação: não tirar a roupa e pagar pelo programa para sexo virtual. kkkkkk

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 27 Mar 2021, 12:14
por Lobo Solitário
Parei de ler em "43 anos, e a maranhense Luza Maria, 49". Fico imaginando o naipe dos clientes dessas tias, fundo do poço.

Re: UTILIDADE PÚBLICA POR LISBELA VARELA

Enviado: 27 Mar 2021, 12:51
por Brand
Lisbela Varela escreveu:

Site: UNIVERSA
Vi que era desse site, quase perdi o tesão de ler rs :morto:

Mas "sexo de costas"... kkkkk. Mas enfim, acho que é a regra básica desse meio: você faz oque você quiser. Se nao tiver cliente, nao reclame da vida nem de ninguem. Opcao de quem paga tb tem q ser respeitada.