Pois é, povo, vamos para mais um assunto interessante de ser debatido e claro, de termos depoimentos que mostram o ponto de vista do “nosso” lado, ou seja, das meninas e dos nossos confrades.
https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/07/09/o-que-e-nao-monogamia-brasil-e-3o-pais-que-mais-busca-termo-no-google-atras-apenas-da-australia-e-do-canada.ghtml
O que acham da monogamia, ou da não-monogamia? Praticam, ou praticariam? Acham algo víavel? E para quem é do nosso meio, é algo mais fácil de vivenciar ou não muda nada? Enfim, várias questões que fomos atrás para que a galera pudesse falar sobre isso, e tivemos como sempre várias pessoas nos ajudando, a quem desde já agradecemos!
Demos uma ajuda colocando algumas questões livres, que poderiam ser respondidas pelos nossos amigos e amigas, ou simplesmente responder de forma livre, e assim foi... temos respostas de todo tipo e tamanhos, temos depoimentos interessantíssimos, mas antes seguem as perguntas que deixei para ajudar nas respostas...
1 Já teve algum relacionamento do tipo? Se sim, como foi ou como é, caso ainda tenha?
2 Se imagina tendo um relacionamento não-monogâmico, na sua vida pessoal? Caso sua parceira (ou parceiro) propusesse isso, qual seria sua reação sincera num primeiro momento? Chegaria a refletir sobre o assunto ou sua opinião não mudaria?
3 Quem trabalha ou convive nesse nosso meio teria uma tendência maior a querer ou aceitar um relacionamento nao-monogamico na sua vida pessoal?
4 Uma menina do nosso meio que namora um "civil" teria maior facilidade a aceitar isso? Ou nada teria a ver? E um cliente que aceitasse namorar uma GP, poderia ser considerado automaticamente uma relaçao não-monogámica? Ou sendo encontros remunerados, como os delas como GP, não contam (risos)?
Vamos então às opiniões do povo do Arena, abaixo:
AS MENINAS OPINAM
NUBIA FERNANDES
https://gparena.net/social-feed-user.php?id=13279
Olha, eu sempre fui daquelas que gosta de ter várias opções.
Não é à toa que sou bissexual, desde a adolescência...
Sempre fui daquelas que gostam de ter várias opções no cardápio.
Não, eu não sou indecisa. Só acho que sexo/amor não é um recurso escasso, sabe?
E, convenhamos, por que se limitar a um único tempero se você pode ter um prato completo? A cada encontro, uma nova história, um novo toque, um novo riso, uma nova conexão. É como fazer parte de uma série com várias temporadas e personagens – cada um especial à sua maneira.
A monogamia é incrível para quem curte, mas, para mim, nada como ser sincera com quem compartilha da mesma filosofia. Tenho só amor em excesso!
A vida é muito curta para não viver o amor de várias formas. Então, bora amar e se conectar de um jeitinho bem meu. Afinal, quem disse que a gente tem que escolher entre doce e salgado?
“O amor não se reduz a possuir uma pessoa, mas a compartilhar a liberdade dela." — Osho
JUHLY ZOMBIE
https://gparena.net/social-feed-user.php?id=16567
Eu já tive relacionamentos não-monogâmicos. Para mim, é uma forma de viver o amor de maneira mais honesta e aberta, respeitando as individualidades de cada pessoa envolvida. Apesar de não ser sempre fácil, a comunicação e o cuidado constante tornam as conexões muito profundas e enriquecedoras.
E eu me imagino vivendo algo assim porque vejo o amor como algo que não precisa ser limitado a uma só pessoa. Se alguém propusesse isso, eu ficaria feliz por saber que a pessoa se sente confortável para compartilhar seus desejos comigo. Para mim, seria uma oportunidade de construir algo ainda mais transparente.
O convívio com ideias não-monogâmicas, como no nosso meio do sexo pago, pode facilitar a desconstrução de normas tradicionais, mas cada pessoa é única. Mesmo em um ambiente onde a não-monogamia é comum, é preciso que haja compatibilidade com as vontades e limites pessoais. Às vezes, quem está em um “meio alternativo” pode ter uma visão mais aberta sobre relacionamentos e se sentir confortável com a ideia. Porém, isso não é uma regra. O parceiro “civil” também pode se adaptar, dependendo da comunicação entre eles. Para mim, o mais importante é a clareza e o respeito mútuo. Nesse caso (na pergunta do cliente que aceita namorar uma Gp), depende de como o casal define os limites do relacionamento. Para mim, a não-monogamia vai além de qualquer atividade remunerada ou profissional; trata-se de vínculos emocionais e afetivos. Se todos os envolvidos estão cientes e consentem, o rótulo importa menos que o respeito entre eles.
PAMELA WINSTON
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Quem me conhece sabe que sou a favor do relacionamento aberto, tenho zero tabu com isso. Lógico, tudo com muita conversa e respeito entre ambos, tudo combinado não faz nenhum mal. Acho muito mais válido do que manter monogamia por conveniência e trair no off. “Ah, mas é acompanhante”... beleza, mas eu estou trabalhando. Quem procura uma gp sabe que não tem envolvimento emocional com cliente. Já um relacionamento tem sim esse carinho, cuidado... como falei antes, é tudo questão de muito diálogo, conversa, respeito mútuo e vontade de dar certo. Monogamia ou poligamia, o que importa é ser feliz!
NANDA FACEFUCK
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Sobre ter um relacionamento do gênero...já pensei na possibilidade, mas definitivamente não é minha praia. E caso meu parceiro propusesse, eu iria recusar e muito provavelmente eu terminaria com ele, pois queremos coisas diferentes. Em relação a gp aceitar mais facilmente algo do tipo... as pessoas misturam as coisas e esquecem que nós estamos prestando um serviço, não há um envolvimento emocional. Mas não tem nada a ver essa questão que nós aceitaríamos mais facilmente uma relação não-monogâmica, por não estarmos sendo não-monogâmicas.
No começo, o cara fala que aceita namorar GP numa boa, mas eu sempre digo que o cara só aceita até a página dois, pois no final sempre batem nessa tecla: “você fica com todo mundo, por quê não posso ficar com outras mulheres?” Volto a repetir, isso é uma prestação de serviço, estamos sendo profissionais. Tá tudo bem as pessoas não concordarem comigo e não querer ter uma relação com uma GP, mas se você for querer mesmo, sustenta.
STELLA
https://www.gparena.net/social-feed-user.php?id=11393
Assunto interessante! Eu na vida pessoal sou "careta"... acredito que a vida de GP seja um personagem, tornando-o possível separar da vida pessoal. Claro que nem sempre 100%. Mesmo tendo clientes agradáveis, acho importante uma certa distância de tudo que se é de fora do mundo GP, ou mesmo sendo outros trabalhos, outras funções . Até por saúde mental. Não considero traição o cara sair com alguém pagando ou estar em um relacionamento e contratar alguém para um momento "trio", sendo eu a pessoa a escolher e fazer o contato com a profissional. Mas levar para o meio do lar, para o pessoal... não rola. Alguns homens não conseguem separar as coisas.
Não é agradável estar do lado do namorado, parceiro e o cara estar teclando com alguém com quem ele se diverte fora dali, ou ter a vida a dois compartilhada, comentada, comparada com outra(o), porque é isso que sempre acontece. Se o cara está comigo, a atenção precisa ser exclusiva naquele mundo, naquele momento. Quando você deixa sua vida pessoal muita aberta, você acaba olhando para a platéia e não para si. E a pessoa que está do lado também! Palavras de uma gp careta (risos).
SHERON TOMAZELY
Construir relações seguras e saudáveis é um processo contínuo que demanda comunicação e respeito pela autonomia de cada pessoa envolvida. É muito comum as pessoas acharem que, por termos a liberdade de agir com autonomia, vamos usá-la sempre e sem critérios… só que não! Na não-monogamia aprendemos a deixar a porta aberta, mas não necessariamente passamos por ela. Alguns se enforcam com a corda dada. Pois a liberdade não anula a responsabilidade afetiva; tão pouco o respeito aos limites e acordos. Não-monogamia é, mais do que aprender a dizer “sim”, é também aprender a dizer “não”! Não-monogamia tem a ver com assumir um posicionamento político contrário a uma norma opressora e a uma estrutura social. Se analizarmos, basicamente a NÃO-MONOGAMIA já é uma realidade, só que limitada e normalizada a homens apenas. Sou totalmente a favor, porém existem ressalvas.
OS CONFRADES OPINAM
Respostas livres
O CAPIXABA
A não-monogamia salvou meu casamento!
Eu vivo um relacionamento não-monogâmico há três anos. Nem sempre foi assim. Se contarmos todo o tempo que vivemos juntos, entre namoro e casados, eu e minha esposa temos 9 anos de parceria, então tivemos 6 anos de relacionamento monogâmico tradicional antes de nos abrirmos para essa possibilidade.
Não foi algo simples, tivemos algumas conversas provenientes de uma grande crise que estávamos vivendo no nosso relacionamento que, como vocês podem imaginar, tinha como base a frequência do sexo, que era muito menos frequente do que quando começamos a namorar e do que eu sentia que precisava. Todos os casados e as casadas devem ler isso e dizer “normal, é assim mesmo”. E sim, é verdade… o dia-dia, a rotina, tudo isso realmente impacta bastante na frequência sexual de todos os casais, principalmente aqueles com tantos anos de relacionamento como eu e ela. Mas ainda havia um outro componente. Por motivos de saúde, minha esposa precisou adotar uma medicação conhecida por reduzir drasticamente a libido.
Ou seja, nos vimos numa situação em que estávamos jovens demais para abrir mão do sexo, mas que ao mesmo tempo uma das partes não estava em condições emocionais, mentais e mesmo físicas para prover isso. Essa situação estava colocando uma pressão muito grande sobre a minha esposa, não por mim diretamente, mas pela ideia que ela tinha de que precisava transar com que eu estivesse satisfeito nesse quesito ou então terminaríamos. Essa possibilidade, é claro, jamais saiu da minha boca. Nunca, em momento algum, eu coloquei esse tipo de condicionante para continuarmos juntos. Mas estaria mentindo se dissesse que não entendia ou que não concordava com a lógica colocada. Sim, se a gente continuasse sem transar, provavelmente terminaríamos eventualmente. Não no futuro próximo, mas em algum momento.
A verdade é que eu estava infeliz, as discussões aumentaram e nós estávamos cada vez mais distantes um do outro. Então, certo dia estávamos conversando sobre nosso relacionamento e partiu dela a ideia. Eu estava com uma viagem a trabalho marcada aqui para o Rio de Janeiro. Nesse período, eu estava liberado para fazer o que quisesse. Foi o primeiro passo. Eu não contei para ela, mas foi a minha primeira ida à uma casa de massagens.
Na volta, conversamos mais aprofundadamente sobre o assunto e chegamos à conclusão de que queríamos abrir “dar uma brecha” no nosso relacionamento, de forma que eu e ela pudéssemos aproveitar outras companhias. Com isso, vieram as nossas regras: 1- não pode ser com ninguém conhecido ou do nosso círculo próximo de amizades. 2- não contamos o que acontece um para o outro, concordamos que não queremos saber. 3- evitar ao máximo criar vínculos emocionais. 4- sempre priorizar um ao outro a qualquer tipo de encontro com terceiros (quando estamos juntos, estamos juntos!). 5- caso se apaixone ou quebre alguma dessas regras, ser honesto com o outro.
Dito isso, a minha predileção com garotas de programa se dá exatamente pela dificuldade imposta de forma quase que natural na criação de vínculos emocionais. É muito mais fácil ter encontros casuais com garotas de programa que passar por toda parte do flerte, conquista, levar para sair… Não quero ter esse trabalho, sendo bem sincero. Além disso, devo dizer que isso facilita colocar em prática minhas preferências sexuais de forma mais livre e explorar a minha sexualidade com mais liberdade.
Hoje meu relacionamento é muito mais leve. Minha esposa não se sente “obrigada” a transar, porque ficamos um mês inteiro sem foder. Em compensação, como fazemos só quando estamos realmente com vontade, nosso sexo melhorou muito em termos de qualidade. Nosso diálogo melhorou e nos aproximamos muito mais nos últimos anos. Eu sei que em algum momento isso não vai perdurar (ainda não temos filhos, por exemplo. Quando isso ocorrer, teremos que ter outra conversa). Mas por enquanto, é só vantagens.
TESEU
Na civilização ocidental, a monogamia é vista como necessária para a estabilidade da família e, por extensão, da própria sociedade. Ocorre que esta realidade está em constante e acelerada mutação. A revolução sexual dos anos 60, o advento dos anticoncepcionais e, mais recentemente, o empoderamento das mulheres quebraram tabus e redefiniram relações. Quando se poderia imaginar a existência de um fórum como este, que discute de forma aberta e inclusiva as relações sexuais? O ponto é esse: fazemos parte de uma transformação irreversível. Somos sujeitos dessa História e como dizia o velho Marx (não sou comunista, ok?): "Tudo que é sólido se desmancha no ar."
GARGAMEL
Quando fui casado os dois já demonstraram curiosidade pelo relacionamento aberto, mas nunca foi adiante. Não sei se adotaria no futuro, arrumar um relacionamento já é difícil, imagina me relacionar com várias? Se o objetivo é variedades prefiro o mercado liberal do sexo.
Quanto às GPs terem maior facilidade com esse tipo de relacionamento, não sei não (risos), quem frequenta o bar do Zezé já ouviu todo tipo de história de namorados mesmo cientes da profissão da garota darem crise de ciúmes, e vice versa. Pra saber mesmo só fazendo uma pesquisa e conferindo as estatísticas.
BRUTUS
Ótimo poder participar dessa entrevista! Acho que a não-monogamia é um conceito o qual não consigo digerir muito bem: banalizar ou compartilhar o sentimento com diversas pessoas ou estar aberto a isso, é justamente se matar por dentro. Todas que eu conheci como abertas, guardam uma mágoa a 7 chaves e tentam se autossabotar. No 'fim do dia', a conta chega. Creio estar mais disposto a ser monogâmico. Mas isso, claro, se por acaso eu gostar muito, mas muito, mas muito da pessoa, pois amo a solitude. Essa é minha essência. Fui 'criado' assim.
Sobre as meninas no meio (relacionamento):
Quase impossível. As meninas gozam do paradoxo da liberdade absoluta em meio de relação personalíssima, isto é, qualquer coisa que eu pudesse alegar, por exemplo, poderia ser arrematada com o simples fato argumento do 'profissionalismo'. Como você vai se relacionar com uma pessoa, sem nunca ter certeza do que ela realmente sente por você? Onde nem ações e nem palavras são o suficiente? Só a Gp sabe realmente, durante sua jornada, como se sente por cada um que conheceu. Mas essa é apenas uma de muitas óticas que podem ser observadas. Como sou quietissimo, prefiro não arriscar.
AMIGO
Aos 20 anos, eu tinha involuntariamente mudado de uma estratégia sexual para outra, e eu gostava da mudança. Não aconteceu da noite para o dia. Eu tive que aprender a adotar a atitude, a arrogância, o caráter que me faria transar, mas eu descobri que a parte mais importante de jogar bem o jogo era colocar meus próprios desejos bem acima dos de qualquer mulher.
EDDIE ADAMS
Nunca tive nenhum relacionamento desse tipo. E eu não aceitaria de jeito nenhum, só aceitaria se fosse uma amizade colorida onde ambos não tivessem compromisso com ninguém, agora namoro ou casamento... jamais aceitaria essa proposta.
No meu caso, o civil atrás do personagem Eddie Adams não aceitaria de jeito nenhum dividir a sua namorada/esposa com outros. Já na minha vida com profissionais do sexo até brinco quando estou em resenhas e na mesma mesa está a dama que eu saí do lado de outros que também saíram com a mesma (risos), já que no GPzismo não tenho vinculo amoroso com nenhuma delas, somente uma amizade colorida.
Quanto a uma menina do meio aceitar mais facilmente ou não... acho que uma profissional do sexo (independente de estar na ativa ou não) não aceitaria esse tipo de relacionamento aberto, já que ela estaria em um relacionamento amoroso e não em uma prestação de serviço remunerado. A minha opinião é a seguinte: se a profissional do sexo escolheu um relacionamento amoroso, ela certamente vai querer sair da profissão e querer que o seu amado(o) seja exclusivo dela e ele também seja exclusiva dele(a), não vejo lógica de uma profissional do sexo continuar na mesma vida, tendo milhares de parceiros em um relacionamento civil.
PAULISTA88
Falar do amor e do sexo é falar de coisas bem complicadas. Cada um tem a sua visão... eu acho que, ao longo de uma vida adulta inteira, a monogamia seja como uma doença. Ninguem 100% "normal" pode desejar namorar somente uma pessoa. Também acho que quando tem amor verdadeiro e paixão, a pessoa não vai procurar outra. Fica envolvida e não precisa de muito mais. Se precisar, é porque o namoro não parece satisfatório.
O problema é que não existe paixão eterna e o amor vira carinho, ábito, compartilhar boletos, filhos, moradia... pouco sexo e muita rotina.
Nesta altura entra no jogo a GP e surge a pergunta fatal:
vou me separar e procurar outra pessoa, outra vida, outro namoro, ou continuo com a rotina em casa achando um sexo safado e satisfatório no privê da menina de programa? Infelizmente a Receita da Felicidade não esiste, mas um bom sexo ajuda bastante o nosso andar no mundo...
OS CONFRADES OPINAM (PARTE 2)
Respostas baseadas nas perguntas que propusemos
CONDE DA VALÁQUIA
1&2: Tive apenas um relacionamento na vida e era monogâmico.
Sinceramente, não sei se aceitaria um relacionamento assim. Acho que só passando pela experiência pra poder dizer. Quanto a minha reação caso minha parceira propusesse isso, acho que dependeria do momento e de como fosse proposto. Eu levaria em consideração, claro, mas decidiria pensando no melhor para mim.
3: Eu nem acho que é uma questão do meio em si, acho que é uma questão de falta de equivalência. É complicado para a GP exigir monogamia, já que ela vai não poder exercê-la por definição da profissão. Ao mesmo tempo, o confrade que quiser embarcar nessa vai ter que saber que ele não é o único comendo sua namorada e vai ter que estar de boa com isso.
Então, acho que no caso de um confrade e uma GP que queiram se relacionar, o melhor para ambos seria um relacionamento não-monogâmico.
4: Não entendi muito bem a direção da pergunta, mas de qualquer forma, acho que no fundo, na verdade verdadeira, na honestidade crua da coisa, não faz diferença. Fazer sexo com outras pessoas não é o que necessariamente configura traição, mas sim a quebra da confiança e do respeito que o outro espera. Se a GP namora um "civil" que sabe e não se importa, tudo certo. Ao mesmo tempo, ser remunerado ou não não importa, até porque o sexo, que é pelo que você está pagando, não é o cerne da questão, como frisei anteriormente.
Já para além das questões levantadas, queria acrescentar que, acima de tudo, o principal ponto a ser considerado é que o combinado não sai caro. Se estiver tudo as claras e todo mundo estiver de acordo, cada um que viva sua vida da maneira que achar melhor. O importante é ter maturidade emocional para lidar com a situação e, mais do que isso, ter a maturidade emocional pra saber se aquilo está bom para você e sair se não estiver e, ao mesmo tempo, entender que pode estar bom para você e não necessariamente estar bom para o outro, e que talvez tenha que terminar por isso.
ONLYHATERS
1: Não e jamais teria. Sou muito ciumento.
2: Se minha mulher me propusesse isso, eu iria interpretar como um sinal de que nossa relação não vai bem.
3: Acredito que sim. O convívio com praticantes de ménage e swing deve favorecer isso.
4: Um cara que topa namorar uma gp com todo o estigma envolto nisso já deve fazê-lo pensando nessa possibilidade. Penso que a tendência, com o aumento do custo de vida, é esses arranjos "Dona Flôr e seus dois maridos" aumentarem. Ter 3 pessoas dividindo as contas é melhor do que duas. Já pelo aspecto sexual acho furada. Morre na primeira crise de ciúmes essa tal não-monogamia.
NERDRJ
1: Eu tenho, meu casamento é aberto há 3 anos. Sempre tive vontade de ter um relacionamento aberto e encontramos termos que funcionaram pros dois.
2: Pra mim seria indiferente se proposto por mim ou por ela. O importante é ter acordo e que os termos sejam justos pros dois. Eu sinceramente prefiro a relação não-mono do que a monogamia.
3: Acho que uma coisa não tem a ver necessariamente com a outra. Tanto cliente que se acha dono da GP, tanta GP que sonha em casar depois de aposentar. Tem gente de todos os perfis em todos os meios.
4: Vou responder só a segunda parte, porque a primeira sinto que é mais para as meninas daqui. Eu acredito que não. Caso namorasse uma GP, eu ainda assim gostaria de conversar sobre os termos e entender o que é ou não aceito dentro do meio. O que acredito ser uma vantagem é que geralmente são mulheres que já vivem contextos sexuais e de afetos diferentes, mais abertas a ter uma conversa adulta e sem rótulos.
Muito bacana a iniciativa! Parabéns pela ideia e pelas perguntas!
THOR DE COPACABANA
1: Eu nunca tive um relacionamento assim. Todos os meus relacionamentos foram totalmente monogâmicos, mas não discordo de que existe uma diferença gritante da monogamia e não-monogamia focada principalmente no sexo. E atualmente acho que o sexo além de ter uma certa libertinagem na cama tem que ter fogo, paixão e muito tesão.
2: Não me imagino tendo um relacionamento assim, pois a monogamia e a não monogamia tem uma diferença gritante entre fazer sexo ou fazer amor. Além do mais, vejo que atualmente a poesia romancista da monogamia prevalece no Brasil e a putaria carnavalesca ainda é muito repreensiva, sendo que é um grande bônus na hora do lepo lepo, tanto para nós rapazes como para as mulheres.
3: Eu acho que haveria um acordo de cavalheiros. A mulher ia pedir algo em troca e o homem ia pedir fidelidade. Acho que ultimamente os homens tem essa exigência. No meu caso, eu iria exigir que ela ficasse comigo e quando fosse na hora de satisfaze-la sexualmente, eu seria que nem o roteiro do filme “Como Se Fosse a Primeira Vez”, do Adam Sandler... todos os dias aquela foda como se fosse a primeira vez.
4: Facilidade é uma palavra bem extrema, eu acho que ocorreria tensões de que se o rapaz não for bom, ela possa jogar na cara que a putaria é melhor... e digo mais: acho que tudo tem o seu lugar. A putaria tem o seu lugar, o relacionamento tem o seu lugar. Só se o rapaz for terrivelmente apaixonado pela garota e mesmo assim teria uma rusga, tanto dele como dela. Mas são casos e casos, seria complexo ser generalista. Hoje em dia tem tudo a ver sim. Poderia ser uma relação "sugar": Sugar Daddy, Sugar Baby, Suggar Mommy. Sim, seria um encontro remunerado. Putaria é Putaria. Amor é Amor. Tudo tem o seu lugar. Não vejo uma mistura.
KYLZ
1: Nunca tive um relacionamento sério que fosse não-monogâmico. Mesmo hoje em dia em que há mais liberdade sexual, acho que encontrar pessoas que aceitam se relacionar dessa forma é muito raro, pois pra maioria ainda há um sentimento de posse que é inevitável. Também acho que há muito tabu acerca desse tema, o que acaba retraindo as pessoas de revelar que aceitam se relacionar com mais de uma pessoa, mesmo tendo alguém tido como "oficial", com receio de haver julgamentos. Porém, o instinto natural não é monogâmico, então as pessoas acabam se relacionando, digamos, informalmente com várias pessoas, mas sem assumir ninguém como marido/esposa (o famoso “ficar sem compromisso”). Isso pra mim seria uma espécie de relacionamento não-monogâmico "moderno".
2: Não me imagino, pois como falei na resposta anterior é muito raro encontrar alguém que aceite se relacionar nesse esquema, e da minha parte nunca haveria a iniciativa de propor isso. Caso minha parceira propusesse isso, a princípio eu ficaria muito desconfiado achando que ela estaria me testando (risos). Se fosse uma proposta séria, eu iria aceitar, porém seria algo às escondidas, que só eu e ela estaríamos cientes disso, tomando o máximo de cuidados pra que terceiros não ficassem sabendo do nosso acordo.
3: Acho que pra quem trabalha sim, seria um peso a menos na consciência saber que o parceiro/a está ciente disso e não vê problema. Já pra quem consome, considerando que a maioria são homens casados, não tenho certeza disso, pois tem a questão de manter as aparências perante a sociedade, sendo que o provedor da casa não vai querer sustentar a mulher pra "outro comer"; e algo menos importante, mas que veio à minha mente, é a tal da "emoção pelo que é proibido" causa.
4: Acredito que sim, por saber que assim como o namorado das outras procuram ela, o dela pode procurar outra GP, então é mais fácil aceitar que ele faça isso abertamente do que se estressar cobrando fidelidade. Quanto ao ponto de vista do cliente, na minha opinião o relacionamento dele com uma gp é não-monogâmico. Se é pago ou nao, se tem sentimentos ou nao, se é meramente profissional ou não, acho que isso é uma outra discussão, mas o fato é que ela se relaciona sexualmente com outras pessoas, e pra mim isso se caracteriza como uma relação não monogâmica.
Eddie Adams
:
Entrevista com bastante história de vidas interessante. Parabéns Presidente e aos envolvidos 👏👏👏👏👏👏👏👏
Paulista88:
Muito bom! A vida é assim...
Kylz
:
Show, adorei participar da entrevista e ler sobre ou
tras opiniões, muito legal
onlyhaters
:
Tenho mente fechada em relação ao tema mais ninguém sabe o dia de amanhã
Mr69
:
Tema bem bacana e mais uma vez o Arena com otimas entrevistas! 👏🏻👏🏻👏🏻
Gominho
:
Muito bom, excelente tema! Sempre inovando por aqui
Campusca:
Tema muito interessante, parabéns !!!
Cleitin
:
Parabéns aos envolvidos.
Possuído
:
Muito bacana mesmo, como sempre o Arena arrasando.
Horus
:
Excelente ideia, amigo Brand! E opiniões bem diversas! Parabéns à todos!!! Abraços!!!
Nomade
:
Tema interessante,muito bom ver as opiniões das meninas e dos confrades.
Zhukov
:
Interessantíssimo e esclarecedor o tema. As respostas, principalmente das meninas, são ótimas.